Textos na Categoria 'Estudo Cabalístico'

Não Tenha Medo De Recomeçar

Dr. Michael LaitmanPergunta: Todo o tempo, os mesmos materiais de estudo na aula são organizados em novas imagens para mim. Minha mente briga com elas e tenta trazer as antigas marcas, e eu, sem sucesso tento domá-la. O que eu posso fazer sobre isso?

Resposta: Nós devemos amar revoluções. Não tenha medo de perder o que você tem. Há algo de novo? Bom! Nada é deixado do velho? Excelente. Eu não me importo.

Sábio é aquele que é capaz de perder a sua sabedoria e começar de novo. Você é como um bebê: a mente está vazia, e você não tem nenhum acesso ao que acontece, até mesmo a sua antiga abordagem acabou.

Nós devemos querer que nenhum traço de ontem permaneça. Caso contrário, você não pode entender hoje. Este princípio é expresso de forma muito vívida na espiritualidade. Quanto menos eu deixei de ontem, melhor. Isso vale para tudo: o grupo, eu, o Criador e o mundo. Todas as imagens que dizem respeito à espiritualidade devem desaparecer, liberando o espaço para algo novo.

Da 4ª parte da Lição Diária da Cabalá 22/12/11, “A Liberdade”

Só Nos Falta A Tela

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que você recomendaria para os que ouvem a leitura do Zohar em inglês: seguir o texto impresso ou apenas escutar? Fazê-lo em hebraico ou inglês?

Resposta: Quando a pessoa simplesmente ouve o som do texto que estamos lendo e constantemente faz um esforço interno para revelar o texto dentro da qualidade de doação, desejando que esta qualidade se revele nela, isso é o melhor.

Digamos que eu simplesmente ouço o som das palavras, mas não sei o que elas significam. A fim de entendê-las, eu preciso de certo tradutor interno, que irá traduzi-las para mim. O tradutor, que será capaz de traduzir as palavras do Zohar para mim, é apenas a qualidade de doação. Se ela se revelar em mim, eu vou imediatamente entender o que O Zohar fala. Eu vou ver esta imagem através dos meus sentidos, eu vou entrar nela, e ela vai despertar dentro de mim.

Eu não preciso de nada, exceto a qualidade de doação. Então, eu vou imediatamente revelar tudo que a Cabalá fala dentro desta qualidade. É como se houvesse uma transmissão na televisão, mas você é incapaz de ligar a tela. Você pode vê-la assim que você ligar a tela. E enquanto isso? Enquanto isso, algo está sendo escondido por trás da tela, algo que está sendo transmitido através dos cabos, mas você não consegue ligá-la.

Só nos falta a tela…

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/12/11, O Zohar

A Visão Do Homem Que Viu O Futuro Da Humanidade

Dr. Michael LaitmanNós começamos a estudar o artigo do Baal HaSulam “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot“, que pra mim é sua introdução mais importante dentre todas as outras. De certa forma, ela inclui trechos do Livro dos Oráculos pelo ARI, escrito por seu discípulo Chaim Vital. Na verdade, esta introdução contém todo o caminho que precisamos atravessar para atingir a meta.

Embora tenhamos muitos outros materiais, nenhum explica o caminho que devemos avançar e mudar de forma tão consistente, passo a passo, metodica e deliberadamente. Outros artigos e introduções nos dão uma visão geral da sabedoria da Cabalá ou a percebem de alguns ângulos em particular.

Mas esta introdução seleciona uma linha muito estreita, com o objetivo de mostrar a pessoa, seja ela religiosa ou secular, que começa com a pergunta sobre o sentido de sua vida, como alcançar a sua realização final com todas as dificuldades e escrutínios neste caminho.

É por isso que esta introdução é extraordinariamente profunda e difícil para principiantes. Leva-se anos até que a pessoa comece a assimilar, compreender e se encontrar nela. Ela precisa ser estudada em pequenas porções, com cuidado, até que a pessoa cresça e seja capaz de revelar mais. Nós devemos entender que esta introdução foi escrita pelo homem que estava à frente de uma nova era, a última etapa do desenvolvimento humano, que devia ir do desenvolvimento inconsciente para o consciente.

Agora, nós precisamos subir para um novo nível, a partir do estágio onde não podemos nem mesmo ser chamados de seres humanos, mas apenas animais altamente desenvolvidos agindo em conformidade com instintos e totalmente gerenciados pelas forças da natureza. Algo projetado para ser semelhante ao Criador começa a se desenvolver dentro desta criatura.

Nós precisamos entender o homem que estava no início deste processo, sua abordagem e visão, e tentar imitá-lo.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/12/11, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot“

Perguntas Sobre Aprender Hebraico E Egoísmo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu sou católico apóstólico romano, e atualmente estou aprendendo a ler em hebraico para que eu possa ler a Torá no seu idioma original. Eu sinto que isso será muito benéfico para meus estudos de Cabalá. Minha pergunta é: será que isso vai impedir ou retardar meus estudos de Cabalá? Preciso estudar Hebraico? Eu sou apenas um aluno iniciante.

Resposta: Isso irá ajudá-lo na medida em que usamos as definições em hebraico, o que é necessário. Todo o resto é de acordo com seu desejo.

Pergunta: O que está impedindo o Kli Mundial de se conectar? Como vamos superar isso?

Resposta: É o egoísmo, e ainda mais no caso de pessoas comuns!

Pergunta: Parece que nosso trabalho é apenas revelar a inclinação ao mal e pedir por correção. Como alguém pode lutar com o sentimento de culpa e inutilidade, que é um obstáculo para pedir por correção? Começa a ficar insuportável ver cada vez o mal em si mesmo.

Resposta: Todos os pensamentos, à exceção do pedido por correção, são vazios e confusos, e quando eles surgem, a pessoa deve imediatamente rejeitá-los.

As Palavras Dos Sábios Serão Ouvidas

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se todo mundo sentado na aula fosse perguntado se deseja o avanço rápido para o ponto final e mais elevado de desenvolvimento, todos iriam dizer: “Sim”. Mas, ao mesmo tempo, eu vejo que estamos satisfeitos com suas respostas. Chegamos à aula com um desejo, uma necessidade, mas, gradualmente caímos num estado de sono. Como podemos estar constantemente ativos? Como podemos avançar mais rápido?

Resposta: Você não pode manter o seu desejo perto de mim. Apesar de eu ter uma necessidade própria, em relação a você eu existo no estado de perfeição e estou num grau mais elevado. Por essa razão, quando você se conecta a mim, você também experimenta perfeição, como uma criança perto de um adulto. Algumas vezes, ela exige algo dos mais velhos, mas ainda assim, via de regra, eles dão a ela segurança, um senso de confiabilidade, e ela pacificamente adormece nos braços de seus pais.

Para dizer a verdade, é bem melhor para mim quando vocês caem no sono. É porque, então, mais você entra em você. Pessoas “cochilando” durante a aula não me incomodam, elas não devem sempre estar “pegando fogo”. Está escrito que “as palavras dos sábios são tranquilizantes”. E não é porque os sábios falam calmamente; é simplesmente que sua sabedoria flui como água de um lugar para outro e entra na pessoa do jeito certo. Então, não se preocupe.

É bom que, às vezes, as pessoas venham à aula com fogo em seus corações, mas quando elas recebem a Luz que Corrige, uma sensação de apaziguamento é melhor para elas.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 12/11/11, O Zohar

Perguntas Sobre A Freqüência Do Estudo E A Quipá

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quantas vezes a pessoa deve estudar Cabalá? É o suficiente estudar e meditar intensamente uma ou duas vezes por semana e usar o resto para o trabalho, ou a pessoa deve estudar todos os dias, para estarmos em união?

Resposta: Todo o tempo, depois de completar as atividades necessárias.

Pergunta: Eu tenho estudado no Bnei Baruch há vários anos e sinto que a minha experiência cresce constantemente. É muito importante para mim saber porque um Cabalista precisa de um quipá.

Resposta: Isso é apenas uma tradição, e eu tenho que observá-la, porque ninguém vai aceitar um Cabalista sem um quipá, que também é uma tradição.

Não Se Esconda Atrás De Uma Tela De Computador

Dr. Michael LaitmanPergunta: Depois da união que sentimos durante a Convenção, a pessoa deve estudar conosco virtualmente ou procurar um grupo físico?

Resposta: Hoje, procurar um grupo não é o mesmo que há 200 anos, quando a pessoa deixava sua casa com um cajado na mão e partia para buscar. Hoje a pessoa entra na Internet e já está junto conosco, no grupo comum. Ela já participou da convenção e entende o que é isso.

Ela deveria procurar um grupo físico? Eu não sei se ela tem essa oportunidade. O grupo mais próximo pode estar várias horas longe dela.

No entanto, ela deve tentar se manterconectada às pessoas. Às vezes, você tem que sentir o quanto você não quer a conexão. Talvez ao se conectar aos outros virtualmente, você idealize a situação, pensando que já está totalmente unido a eles, quando na verdade você está se escondendo atrás da tela do computador. Então, saia de trás do monitor e se conecte com eles de verdade. Vá e veja se isso é possível…

Obviamente, agora, depois da nossa união na convenção, nós estamos começando a sentir repulsa, confusão e separação – estados que são opostos à união, um contra o outro. Isso porque, a fim de crescer, nós devemos sempre avançar sobre duas pernas. Portanto, não se surpreenda que, de repente, nos encontremos em estados opostos. No final, nós devemos nos acostumar com o fato de que esses estados devem se alternar e seguir um ao outro.

Portanto, se a pessoa não tem uma estreita conexão com determinado grupo, ela não passa por esses estados de forma dramática, rápida e intensa. Tudo isso se torna prolongado e “confuso” para ela. Contudo, ela deve ter algum tipo de conexão física com os outros. Afinal, nós estamos neste mundo e não podemos anulá-lo completamente. Nós não podemos transformar este mundo num mundo virtual. Nós estamos aqui em nossos corpos em todos os tipos de conexões entre nós porque isso é importante. Nós aceleramos o tempo tendo uma conexão física entre nós.

Da Lição Diária de Cabalá 12/12/11, Escritos do Rabash

Retornando À Unidade Que Já Existe

Dr. Michael LaitmanNós precisamos da influência da Luz que Corrige para fazer de nós um único desejo, um vaso. Como podemos atrair esta Luz de modo que ela brilhe sobre nós? Para isso, os Cabalistas têm descrito suas ações. Não faz diferença se essas ações estão diretamente conectadas a nós. O que importa é que despertamos a Luz. Por nossas intenções, nós despertamos o “Um, Único e Unificado” que existe.

Quando eu leio O Livro do Zohar, eu não sinto nada. O que é descrito lá está oculto de mim. Imaginar diferentes imagens é criar ídolos. Eu só sei uma coisa: O “Um”, o conceito que eu anseio, corrige os vasos quebrados, ou seja, os desejos que estão separados pelo egoísmo. Eu quero que ele corrija a separação. É sobre isso que eu penso, anseio e exijo.

Eu não me preocupo em compreender O Zohar, porque, como está escrito, “não é o sábio que aprende”. Isto é chamado de “estudo da Torá”. Afinal, a Torá, o método da correção (como está escrito: “Eu criei a inclinação ao mal e criei a Torá como tempero”), não é atingida pela mente. Eu corrijo o meu egoísmo e me conecto com os outros pelo poder do “Um”. Nesta coleção de desejos, eu descubro a nova realidade integral, o mundo superior.

Nós sabemos isso da experiência que cada um de nós tem após anos estudando a sabedoria da Cabalá. A mente não ajuda de forma alguma. Ocorre alguma mudança interna e eu começo a entender, sentir e conectar melhor as diferentes noções.

Assim, a fim de atrair a influência Daquele que irá me unir com toda a realidade, eu simplesmente tenho que ler sobre Suas ações. No entanto, eu me dirijo ao resultado da leitura, a influência da Luz que Corrige: ela me traz de volta ao estado do Um, de onde ela veio. Isto é o que importa.

Eu adiciono o grupo a isto. Eu adiciono a mim mesmo, o mundo inteiro e tudo o que eu percebo em minha realidade. Tudo tem que se conectar a noção do “Um, Único e Unificado”.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/11/11, O Zohar

A Alma Dobrada Do Universo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu não consigo ligar o relacionamento entre nós com o que estamos lendo, de forma alguma. Parece que o material que estamos lendo está suspenso no ar e não tem nada a ver comigo. Como posso ligá-lo a mim?

Resposta: No momento, você não está sentindo nenhuma conexão com o material que está lendo, porque você não está conectado aos amigos, a nenhum deles. No momento que você começar a doar a alguém, você entenderá imediatamente o que significa um Partzuf (organismo espiritual), um Tzimtzum (restrição do desejo) e uma Masach (tela antiegoísta), como calcular com a intenção de doar, de que modo você está conectado com os outros através dos Partzufim espirituais, e que é referido por Ibur (concepção), Yenika (amamentação) e Mochin (maturidade).

Qual é o significado de gerar (criar) alguém? Eu gero minha atitude em relação a alguém. Quando eu gero todas as minhas atitudes para com todos os outros, isso significa que eu gero todos os Partzufim da minha Malchut, do meu desejo.

Eu gero todos os Partzufim de baixo para cima, de minha Malchut (desejo de receber) para Keter (desejo de doar) do mundo do Infinito. Esta subida é feita de dez Sefirot e eu tenho que gerar meus relacionamentos para com o mundo inteiro dentro delas.

Como eu posso sentir o mundo inteiro e todas as pessoas? É simples. Quanto mais perto eu chego do sistema espiritual, mais claramente eu descubro a rede de conexões diante de mim. Diz-se inclusive sobre nossos relacionamentos corporais que através de seis pessoas que conhecemos, nós podemos nos conectar com o resto do mundo. Ou seja, nós vemos que isso é possível.

No mundo espiritual, você sentirá como se todo mundo estivesse realmente ao seu lado. É difícil de entender, mas toda a humanidade está ao seu lado. Você irá se conectar com cada um, não indiretamente como em nosso mundo, onde descobrimos que através de seis pessoas nós podemos entrar em contato com todos, mas diretamente, com todo mundo.

Não é como o nosso corpo em que há certa ordem e um sistema de conexões. Doando a cada parte do corpo espiritual, eu me conecto com cada uma delas diretamente, do mesmo modo que um ponto numa folha de papel, dobrada várias vezes, é colado intimamente a todos os outros pontos. Eu me conecto com todos e dôo a todos, criando os Partzufim.

Atualmente, os astrofísicos estão descobrindo que o nosso universo existe nesta forma “dobrada”.

Da 3ª parte da  Lição Diária de Cabalá 06/11/11, TES

A Convenção Em Arava É Uma Desconexão Programada De Todos Os Distúrbios

Dr. Michael LaitmanPergunta: De que serve o isolamento do grupo na Convenção no deserto de Arava?

Resposta: Nós estamos aqui reunidos para estabelecer as bases para uma nova sociedade, cujo objetivo é atingir a adesão com o Criador. Para atingir a adesão com Ele, nós temos que atingir a adesão entre nós. E para atingir a adesão entre nós, temos que nos unir, nos desconectar das perturbações do mundo exterior. Afinal de contas, nós somos pequenos e temos que reforçar um ao outro, de modo que o mundo não seja um impecillho para isso. É por isso que nós estamos indo para o deserto.

No passado, grupos de Cabalistas realizavam medidas muito mais extraordinárias para se isolar do ambiente externo. A pessoa tem que se permitir um pouco mais de liberdade deste mundo confuso e sem sentido, recolher-se interiormente um pouco mais e entender qual é o seu destino.

No turbilhão da vida, sob o ruído do rádio e da televisão, você não consegue decifrar a fina voz de sua alma ou alcançar a frágil inspiração interior. Você simplesmente não tem energia para isso. Mesmo os Cabalistas, vivendo centenas e milhares de anos atrás, num mundo completamente diferente, que ainda desconhecia as “maravilhas” da mídia, ainda assim isolavam-se, excluindo-se do ambiente habitual, e iam até “para o exílio”, saindo de casa sem levar nada com eles e partindo para perambular por anos, sobrevivendo com ganhos e alimentos ocasionais.

Você nem sabe o que está perdendo no mundo moderno, que está enchendo e afundando você com sua sujeira. Você quer alcançar algo elevado? Se quizer, que esforços você está fazendo para se livrar do pântano?

É útil que encontremos tempo para este tipo de isolamento, onde sentiremos apenas as nossas próprias forças, sem as perturbações do mundo exterior. Vamos separar um dia na vida para sentir quem somos, em vez de quem são eles.

Obviamente, nós não forçamos ninguém a participar e não fazemos listas de participantes ou desertores. Nós não colocamos marcas de comprovação para o futuro. Quem não quiser ou não pode vir simplesmente não venha. Neste sentido, tudo é muito liberal e aberto. Por outro lado, se a pessoa for até lá, ela deve participar nas ações que o grupo designou para nos ajudar do desprendimento de tudo e sentir apenas nós mesmos.

Às vezes, você não deseja ficar sozinho consigo mesmo? É assim que o grupo quer ficar: sozinho consigo mesmo, sentir-se. Você entra numa sala, fecha a porta e permanece com seus próprios pensamentos. É assim que nós queremos permanecer, com nossos pensamentos. Na realidade, isso é claro e comumente aceito. Mas para nós não é apenas um minuto de descanso, mas um desprendimento do “grau das mulheres e crianças” e uma ascensão ao “nível dos homens”.

No artigo, “A importância do Grupo”, o Rabash escreve: “Quando uma pessoa trabalha no verdadeiro caminho, ela precisa se isolar das outras pessoas. Afinal, o caminho da verdade exige fortificação, porque ele contradiz as noções comuns. As opiniões do mundo são construídas no conhecimento e na recepção, enquanto as opiniões da Torá são construídas sobre a fé e a doação. Se a pessoa se distrai, ela imediatamente se esquece de todo o trabalho no caminho da verdade e cai no mundo do amor-próprio. Apenas no grupo é que os amigos se ajudam mutuamente e, portanto, cada um recebe forças do grupo para lutar contra as noções comumente aceitas”.

O mundo superior é o nosso mundo interior. Nós temos que mudar nosso olhar da externalidade para a internalidade. Portanto, com a ajuda dos amigos, eu tento ir para dentro, olhar para dentro, a fim de adquirir uma sabedoria profunda, para atingir o significado interno da Torá. Não há outra escolha: eu preciso disto.

A pessoa deve sempre mergulhar interiormente, penetrar no seu íntimo – e justamente aí ela revela o verdadeiro mundo. O mundo externo deliberadamente nos confunde, de modo que através do conflito com ele, na resistência, nós construamos nossa direção para dentro. Nossa luta é para penetrar cada vez mais no fundo da realidade deste mundo, que nos puxa para fora.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/11/11, “Arvut (Garantia Mútua)”