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O Macabeus E A Ideologia Grega, Parte 3

laitman_276_02Nós devemos entender que os judeus não desfrutavam da cultura grega, como autores contemporâneos tentam retratar. Eles simplesmente não entendem a essência interna do povo judeu e o que significava ser judeu na terra de Israel, o povo de Israel na nação de Israel naqueles dias.

O grego e as ideologias judaicas são basicamente duas perspectivas opostas. Todas as outras ideologias, tais como a ideologia grega ou outras ideologias, vieram do homem, que é uma criatura corpórea, um animal, um egoísta. Uma pessoa só pode vir com uma ideologia que vise o seu próprio benefício físico.

Os antigos gregos, a propósito, adoravam atletismo e esportes. Eles construíram estádios, realizaram Jogos Olímpicos, e estavam geralmente inclinados ao hedonismo. Basicamente, qualquer coisa que ajude a pessoa a alcançar o objetivo da criação é boa, mas se eu simplesmente desfruto de força, agilidade e resistência enquanto o corpo está vivo, eu vivo para ele.

Isto também é verdade em relação a outros conceitos estéticos e filosóficos. Eles são todos corporais e vêm dos cinco sentidos do nosso corpo e não excedem a sua percepção estreita.

O problema é que essa limitação é evasiva e não pode ser notada, a menos que a pessoa sobe acima dos seus cinco sentidos e diga adeus ao seu corpo e se eleve a um nível superior, não após a sua morte, mas sim aqui nesta vida.

A ideia é perceber a realidade acima dos cinco sentidos corporais que são o desejo de compreender, conhecer e sentir o que está ao nosso redor. Todos os sentidos de uma pessoa percebem tudo de uma forma egoísta, internamente, de acordo com o princípio da absorção em si mesmo. Em tal estado eles não podem perceber mais do que é ditado a eles pela limitação de tempo, espaço e movimento, bem como em função da tolerância de cada órgão sensorial.

É com base nesta percepção que os gregos estabeleceram a sua ciência e o reino dos mitos, que inclui contos de fadas terrestres sobre as relações entre os seus deuses. É assim como eles imaginavam as leis da natureza, sob a forma de um panteão olímpico onde os deuses flertam um com o outro, se casam, se divorciam, vivem em paz ou brigam.

Esta é uma imagem muito primitiva, que obviamente é totalmente errada. Portanto apenas livros infantis mantém isso para as próximas gerações, e eu não os recomendo, porque eles estabelecem uma concepção errada da natureza numa pessoa.

Consequentemente, apenas o básico da natureza e da terminologia científica são deixados de toda a antiga cultura grega.

Quanto à tradicional perspectiva judaica, ela é realmente inclinada para fora. Na sua estrutura, nós não precisamos absorver dados da natureza e processá-los por nossos sentimentos e mente. Nós precisamos sair de nós mesmos e ser incorporados em outros fora de nós mesmos. Assim, nós podemos melhorar as nossas ferramentas de percepção e torná-las ilimitadas e infinitas.

Afinal de contas, eu saio de mim mesmo, deixando meu corpo, não querendo permanecer nele. Ele só me limita e não me permite compreender as coisas como elas realmente são. Eu não consigo nem sentir algo, já que estou preso nos estreitos limites dos meus sentidos.

Além disso, quando eu percebo a informação através dos meus cinco sentidos, eu a processo calculando o meu ganho pessoal. É inevitável, porque esta é a forma como meu corpo funciona graças à sua força egoísta. Portanto, fora de todo o mundo que me rodeia, não importa o que seja, eu só percebo o que pode entrar nos meus cinco sentidos egoístas, o que é certamente em meu benefício ou pode me trazer prejuízos nos limites de certo sentido.

Nós não distinguimos todos os outros fenômenos que nos rodeiam. Ao mesmo tempo, podemos usar os instrumentos que expandem um pouco nossos limites, mas também percebemos esta informação através do prisma do nosso ganho pessoal.

Acontece que, se eu quiser ser um verdadeiro pesquisador, eu tenho que ser independente de tudo. Isso é possível? Afinal, eu nasci um egoísta, e por definição só vejo o que é bom ou ruim para mim, o que é agradável ou desagradável, benéfico ou prejudicial.

Eu filtro o fluxo de dados externos de forma automática e inconsciente, isolando apenas o que meu ego considera que vale a pena e ignorando tudo o resto. Esta é a razão de todos nós vermos o mundo e o avaliarmos de forma diferente.

Ao mesmo tempo, há uma percepção distinta que é oposta à percepção grega natural. De acordo com essa percepção, eu tenho que transcender o que acontece comigo aqui neste planeta, sair do meu ego e subir acima de mim mesmo com o meu eu, se eu quiser ser um verdadeiro cientista objetivo e independente, que não pode ser encontrado no formato ordinário deste mundo.

Há um método que por uma série de exercícios e com a ajuda do ambiente e dos amigos permite que uma pessoa comum realize tais mudanças nela: expandir sua percepção natural e adicionar uma percepção sobrenatural, o que significa uma percepção que opera além do ego natural de uma pessoa.

Assim, eu posso desenvolver sentidos adicionais dentro de mim que não são baseados na absorção interna, mas na doação, quando eu estou pronto para dar, amar, doar, e estou pronto para estar acima de mim mesmo. Amor e doação são opostos a partir da percepção da recepção, da auto-apreciação e do ódio.

É por tal abordagem que eu começo a observar a realidade que está além dos meus vasos egoístas de percepção. Estes vasos percebem apenas miseráveis dois por cento de todo o espectro e também distorcem a imagem, apresentando-a para mim na forma deste mundo.

Mesmo hoje os físicos dizem que chegaram a certo limite e que não podem transcendê-lo. Embora exista, sem dúvida, algo além disso, eles não sabem como tocar o que está escondido no outro lado…

De KabTV “Uma Nova Vida” do KabTV 14/12/14

A Primeira Geração De Uma Humanidade Madura

Dr. Michael LaitmanOs livros de Cabalá são escritos na linguagem dos ramos, o que significa em termos deste mundo e como se relacionam com suas raízes espirituais. Portanto, eles estão cheios de palavras e histórias que podem levar um leigo a imaginar diferentes contos de fadas. Muitas nações usaram determinadas informações da sabedoria da Cabalá e basearam todas as filosofias e ciências nela.

Ainda hoje, existem pessoas que acreditam que sabem o que é a sabedoria da Cabalá baseados somente em filmes que viram ou em livros que leram sobre ela. Mas, na verdade, isso confunde ainda mais uma pessoa.

Há pouco tempo, por exemplo, houve uma série de documentários sobre Cabalá na TV [em Israel]. A única coisa que ficou clara depois de assistir a esta série é que as pessoas não têm ideia do que é realmente a Cabalá. Aparentemente não tem nada a ver com mulheres dançando, dieta, vestuário de ritual, cartas etc., como foi apresentado na série. As pessoas usam o nome “Cabalá” para se referir a coisas que não têm nada a ver com Cabalá de forma alguma.

Assim, há muita confusão hoje sobre o que é a sabedoria da Cabalá. Nossa geração é a primeira geração que teve a permissão de ser exposta aos livros da Cabalá para que todos possam aprender com eles.

Não mais um Cabalista tem que procurar por um estudante a fim de transmitir todas as informações a ele para que ele a passe para outros. Hoje você pode sair às ruas, convidar a todos para estudar a sabedoria da Cabalá a fim de passar esta informação para quem deseja aprendê-la e também transmiti-la. Nossa geração inteira cresceu a um estado em que pode usar a sabedoria da Cabalá corretamente a fim de subir ao próximo nível, para o mundo superior.

De KabTV “Uma Nova Vida” 18/12/14

O Que É A Luz?

laitman_567_04Pergunta: O que é a Luz que a sabedoria da Cabalá fala?

Resposta: A Luz é um fenômeno no qual o desejo de receber sente a força superior, a espiritualidade, o Criador, a força que dirige e governa o desejo de receber.

A Luz é a única força que realmente existe. A outra força é o desejo de receber. Não há nada, exceto estas duas forças. Em outras palavras, o desejo de receber é algo que está “fechado” desde dentro, enquanto que a Luz está aberta e preenche todo o universo.

Dentro do desejo, há uma pequena centelha da Luz com a ajuda da qual o desejo pode se conectar com a Luz externa, direcionando assim as ações da Luz executadas no desejo. Uma aspiração do desejo de receber de ser semelhante à Luz lhe permite estabelecer a conexão com a Luz, desencadeando assim o impacto da Luz sobre ele.

Pergunta: Então, qual é a conexão entre os livros escritos pelos Cabalistas e a Luz?

Resposta: Todos os livros Cabalísticos são histórias sobre o impacto da Luz sobre o desejo. Não há mais nada além disso. A Luz é o Criador, ou seja, a força que governa tudo. Se a pessoa quiser se aproximar da Luz, deve aprender a construir intenções corretas acima dos seus desejos para que a Luz desça e lhe transmita suas propriedades, tornando-a semelhante à Luz. Neste caso, suas ações se tornam semelhantes à Luz, embora seus desejos sejam opostos a ela.

Toda a sabedoria da Cabala é a revelação da Luz à criação.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/12/14, Escritos do Baal HaSulam

O Receptor Da Imperceptível Faixa De Onda

laitman_934Pergunta: Pode o método da Cabalá se tornar público se a maioria percebe o desenvolvimento dos órgãos sensoriais adicionais como misticismo?

Resposta: As pessoas estão acostumadas a relacionar tudo o que está para além desta vida ao misticismo, às forças não naturais. Mas, neste caso, não é assim. A sabedoria da Cabalá é organizada de forma muito simples, e este método surgiu com Abraão.

Os alunos se reúnem em torno do professor, e ele os organiza num grupo. Eles começam a trabalhar nele como num laboratório, criando um ambiente onde é possível revelar a força superior. E quando eles revelam essa força superior na conexão mútua, começam a estudá-la, a se desenvolver devido a ela e a desenvolvê-la.

Isto é, eles operam a partir de duas direções. Eles têm o desejo de receber e revelam o desejo de doar. Assim, eles podem influenciar esta força de doação, atrai-la, cultivá-la, e estudar como ela os afeta. Eles começam um trabalho mútuo e prático com a força superior, o Criador, como com qualquer outra força da natureza que nos é revelada.

A única questão é como construir rapidamente o laboratório no qual vamos revelar a força superior, pesquisar, aprender e sermos capazes de executar o trabalho mútuo com ela, como parceiros. Nós a afetaremos e ela nos afetará, ou seja, todo o grupo. Afinal, uma pessoa é incapaz de criar a propriedade de doação de si mesma.

Apenas na conexão mútua no grupo, por exemplo, entre dez pessoas, nós podemos criar a força de doação mútua, que será semelhante à força superior oculta. Então, esta força superior será revelada a nós de acordo com a lei de equivalência de forma.

Desta forma, nós captamos uma onda num aparelho de rádio, a sintonizamos internamente, respectivamente a essa onda. Depois, de acordo com a lei de equivalência de forma, com a ajuda da onda interna, nós captamos a onda externa. Pelo mesmo princípio, nós revelamos a força superior do grupo, criando uma pequena propriedade de doação entre nós, na medida das nossas capacidades.

De repente, nós aparentemente captamos a onda de rádio externa nesta propriedade de doação criada entre nós: nós sentimos alguma conversa, um impacto externo superior. Portanto, nós O captamos! Desta forma, nós compreendemos o Criador.

Este é um sentimento muito real. Se nós organizarmos o nosso grupo, desta forma certamente revelaremos o Criador; não há mistério. As mesmas leis, como na física, agem aqui.

Rabash escreve em seu artigo “Por Suas Ações, O Conheceremos”: “Toda a terra está cheia da glória do Criador, e não há lugar livre Dele”. A força superior preenche toda a criação, o desejo de desfrutar criado por essa força, e a administra. “Mas nós não sentimos somente porque nos faltam os órgãos sensoriais necessários”.

“Desta forma, um receptor não falar por si, mas capta vozes que soam no mundo. Mas antes que o receptor fosse inventado, não ouvíamos essas vozes, embora elas já existissem na realidade”.

“Nós podemos entender a partir deste exemplo, que não há lugar livre do Criador, e precisamos de apenas um receptor. E o receptor que capta a força superior é baseado na adesão a ela na equivalência de forma, isto é, no desejo de doar”.

“Assim que tivermos tal receptor, vamos sentir imediatamente que não existe essa área, onde o Criador não está presente, e que toda a terra está cheia da sua glória”.

Nós estamos no grupo como cientistas num laboratório, que só precisam gerar a força de doação mútua entre si, a fim de serem transformados num receptor. Então, dentro do receptor, vamos revelar a onda espiritual, o Criador.

Ela é revelada apenas na conexão entre nós. E toda a preparação preliminar, o nosso desenvolvimento através da inanimada, vegetal e animal até o humano era necessário a fim de formar em nós o desejo de encontrar essa onda.

Portanto, nós temos que procurar como podemos estar conectados de acordo com o conselho dos Cabalistas. Mas tudo isso está muito longe de misticismo. Apenas uma pessoa completamente ignorante pode relacionar a Cabalá com misticismo, pois de acordo com a definição da Cabalá, ela é a revelação do Criador à criatura neste mundo.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/12/14, Escritos do Baal HaSulam

A Esfera Superior Da Natureza

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é o Criador de acordo com a sabedoria da Cabalá? A força superior?

Resposta: O Criador é a natureza mais elevada. A natureza tem muitos níveis, e o nível mais alto inclui tudo o que somos capazes de descobrir com a ajuda de todas as ciências e da ciência da Cabalá, que revela o mecanismo da força de doação. Tudo isso junto é chamado de Criador.

Com efeito, tudo isto está sob o controle das propriedades de Bina, a força da doação geral, que é chamada de Elokim, o Criador. O que existe além disso não é conhecido por nós. A sabedoria da Cabalá dá uma resposta clara a isso, como em qualquer ciência: nós não sabemos o que está acima da força de doação e não somos capazes de revelar isso.

Talvez seja apenas uma restrição temporária. A s gerações estão avançando uma após a outra, revelando e corrigindo a natureza. Talvez, depois de corrigirmos toda a realidade e chegarmos ao fim da correção de todas as gerações, novas oportunidades serão abertas para nós.

Por enquanto, não temos o menor contato com o que está acima da qualidade de doação. Talvez, a natureza exista lá de diferentes maneiras, de modo que nós, devido à nossa estrutura, não somos capazes de compreender e sentir. Quando nós chegamos ao fim da correção, nós podemos falar sobre o que vem depois. Os Cabalistas referem-se um pouco a isso em seus livros, mas ainda não podemos compreendê-los.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/12/14, Escritos do Baal HaSulam

A Sabedoria Da Cabalá E As Ciências Corporais

laitman_283_02Pergunta: Qual é a diferença entre a sabedoria da Cabalá e as outras ciências?

Resposta: Você atinge e estabelece todas as outras ciências por seus cinco sentidos fictícios, enquanto que atinge e estabelece a sabedoria da Cabalá por um novo sentido, recebido de Cima e pelo qual você explora o mundo superior (visto que tudo só existe com relação à criatura).

A diferença entre a sabedoria do nosso mundo (que inclui todas as ciências que já foram reveladas por nós e que ainda estão por ser reveladas) e a sabedoria da Cabalá, é que na ciência da Cabalá você tem um senso de doação e pode controlar e explorar a si mesmo, o mundo espiritual, a Divindade e este mundo.

Por outro lado, na ciência convencional, que estuda este mundo, não há nenhuma perspectiva externa, nenhum ponto de vista objetivo a partir do qual você pode ver o mundo e a si mesmo, e ver o que é certo e o que é errado e como tudo é subjetivo. Claro que tudo é totalmente subjetivo no que diz respeito aos seus sentidos. Se você tivesse sentidos adicionais ou um sexto dedo, você descobriria algo novo.

Isto significa que as ciências do mundo e os estudos neste mundo usando os cinco sentidos que a pessoa tem são muito limitados e destinam-se apenas a trazer a pessoa a tal desenvolvimento de seu ego, do seu desejo de receber, onde ela entenda e perceba que não pode avançar mais com o sentido de receber que tem agora.

Pergunta: Então, qual é o sexto sentido que uma pessoa adquire quando estuda Cabalá?

Resposta: O sexto sentido é esse atributo de doação. Se a Luz brilha sobre você e lhe influencia, ela lhe dá seus atributos e, assim, você recebe o atributo de doação, que simplesmente chamamos de sexto sentido. Não é apenas um outro sentido em acréscimo aos seus sentidos corporais.

A Luz lhe dá um atributo adicional no qual você pode ver e sentir o que é externo ao desejo de receber, que é externo a você.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/12/14, Escritos do Baal HaSulam

Saltando Sobre A Quebra

Pergunta: Como é que precisamos perceber o Talmud Eser Sefirot, lendo sobre alguns fenômenos, conceitos, nomes dos Partzufim de mundos?

Resposta: O Talmud Eser Sefirot descreve o sistema que cuida e nos gere a partir do mundo de Ein Sof. No mundo de Ein Sof está todo o plano de criação do começo ao fim, e o sistema dos mundos divide isto em etapas, para a ordem seguinte de ações através das quais nós crescemos.

Pergunta: Como é que isto age em nós, como isto nos limpa, assim vamos estar mais ligados ao grupo?

Resposta: O sistema superior trabalha em nós na condição de que você concorda que ele funcione em você, a fim de trazê-lo para a unidade com o Criador, o que significa que você escolhe o caminho da Torá, o caminho da Luz ou o caminho do sofrimento, um dos dois caminhos. [Leia mais →]

Chanucá Está Na Pessoa

laitman_627_2Pergunta: Eu comecei a ler sobre Chanucá, a guerra dos Macabeus contra os Yavanas (os gregos), e não entendo como me relacionar com o que está acontecendo em nosso mundo?

Resposta: Em primeiro lugar você precisa aceitar uma condição: Tudo sobre o que a Cabalá fala é:

1) O que está acontecendo no mundo espiritual

2) O que está acontecendo dentro de uma pessoa

A guerra dos Macabeus com o Yavanas é uma luta entre as forças de recepção e doação numa pessoa que está a caminho de se unir com o Criador. A pessoa que não estuda Cabalá, não sente internamente quaisquer Macabeus, Yavanas, nem o Faraó, e nenhum outro personagem da Torá. Todos aparecem numa pessoa só quando ela estuda corretamente a Cabalá.

Cabalá Para Todos

laitman_262Comentário: Eu fui apresentado a um novo livro, Por que Uns São Amados, E Outros Não São, E Como Fazer-se Ser Amado. Ele aborda questões sobre o que um homem e uma mulher precisam um do outro, a fim de manter a paz eca harmonia em seu relacionamento por um longo tempo, se eles devem se casar, o que, de fato, é o amor entre eles?

O livro diz tudo o que será esclarecido se respeitarem um pouco um ao outro e refletirem sobre o que está acontecendo, usando o antigo conhecimento da ciência da Cabalá.

Resposta: A Cabalá é uma ciência muito elevada. Ela está perto de mim como a biocibernética, que estuda o manejo dos sistemas biológicos. Mas, em princípio, é impossível falar com uma pessoa comum a partir deste nível.

No entanto, quando você começa a explicar às pessoas esses fragmentos de vida que elas não podem equilibrar, a relação entre elas, por exemplo, homens e mulheres, pais e filhos, empregado e empregador, colegas de quarto ou vizinhos, etc., verifica-se que a Cabalá pode ser explicada em termos simples.

Portanto, nós publicamos esses manuais e livros que são populares precisamente porque as pessoas sentem que poderiam ser úteis para elas. Elas não entendem assuntos elevados.

Estes livros são escritos em linguagem simples e embora pareça que estejam muito longe da Cabalá, são baseados em suas ideias, pois estudam a homeostase dos sistemas de controle entre nós: equilíbrio do sistema interno humano e as relações entre as pessoas.

Em princípio, a sabedoria da Cabalá pode ser definida como um sistema de conhecimento que ajuda a equilibrar nossas relações de modo que a harmonia entre recepção e doação de todos para todos os outros se manifesta para que nos tornemos conectados como engrenagens num único mecanismo. Afinal de contas, nós representamos um sistema integral completamente fechado.

Unindo-se em tal sistema, as pessoas começam a sentir a harmonia interior dentro dele, que se manifesta numa pessoa e lhe dá um senso do próximo nível de existência.

De KabTV “Uma Opinião Especial” 17/08/14

Aprender A Viver Num Mundo Integral, Parte 1

laitman_579A Luz criou o desejo de receber e depois o dividiu em cinco fases. A fase da “raiz” – Keter, ainda pertence à Luz. A partir dela, a primeira fase emerge que pertence ao desejo, ao Kli, a Hochma. A fase de Hochma é o desejo de receber que quer ser doador como Keter e se torna Bina. Bina produz ZeirAnpin, um único Kli que integra recepção e doação dentro de si. E Zeir Anpin produz Malchut, que inclui todas as características dentro de si e quer ter tudo sem levar nada em conta; o principal é ser preenchida.

Esses estados são chamados de Quatro Fases da Luz Direta, porque eles criados pela Luz que se estende diretamente de cima para baixo. A última fase, Malchut, que é o única Kli verdadeiro, a criatura, também é dividida em cinco partes: 0, 1, 2, 3, 4.

Desejos nos níveis 2, 3 e 4 são muito fortes, difíceis, e, especialmente, egoístas. Eles são chamados de desejos receptivos, os AHP. Os desejos nos níveis 0 e 1 são os desejos mais leves, Galgalta ve Eynaim (GE).

O objetivo da criação é levar toda Malchut ao estado de Keter, como o Criador. Para que isso aconteça, muitas ações ocorrem, incluindo a quebra. E agora, cabe a nós corrigir tudo. É interessante notar que existem partes de Malchut que não estão prontas para serem despertadas para a correção por si e exigem um despertar externo. E há partes que despertam por si e anseiam pelo objetivo da criação, pelo Criador. Elas já querem alcançar os céus e o mundo superior aqui nessa vida. Essas pessoas vêm estudar a sabedoria da Cabalá; elas querem saber o significado da vida: Para que estamos vivendo?

Muitos fazem esta pergunta, especialmente em sua infância, entre as idades de 5 a 10 anos. Porém, depois a criança cresce e deixa de perguntar sobre isso. No momento em que a atração sexual se desenvolve nela, ela esquece essas perguntas sobre o sentido da vida. O que pode ser feito sobre isso? Assim é a vida. A sociedade as suprime numa pessoa e ela para de pensar no significado de sua existência.

Entre algumas das pessoas há Reshimot (lembranças) espirituais que as forçam a procurar o sentido da vida. E outras pessoas não estão prontas até mesmo para imaginar perguntas como estas. Mas todos nós somos partes do mesmo Kli, todos devem chegar à correção.

A singularidade do Kli integral é que cada parte inclui todo o resto das partes em si. É impossível corrigir a fase da raiz ou a primeira fase sem incluir todo o resto das fases dentro delas. Esta é a lei do sistema integral.

Mesmo o nosso corpo funciona de acordo com o mesmo princípio, mesmo que não estejamos ciente disso. De acordo com a medicina oriental existem pontos nas mãos e nos pés que representam todos os órgãos do corpo: os rins, o coração, todos os órgãos. E isso é realmente assim.

Portanto, para nos corrigirmos, nós temos que ser atraídos para a correção de todo o mundo. Não há escolha! Em nossos dias, esta é uma obrigação! Em períodos anteriores, os Cabalistas se corrigiriam, já que não havia possibilidade de falar abertamente com as pessoas sobre a sabedoria da Cabalá e sobre o significado da vida. Portanto, os Cabalistas estavam em ocultação. Era inclusive proibido abrir a boca para falar sobre Cabalá publicamente.

Esta situação continuou até 30-40 anos atrás. Era proibido falar sobre a sabedoria da Cabalá na rua, visto que ninguém era capaz de ouvir. Se alguém descobrisse que você estava estudando Cabalá, as pessoas simplesmente fugiam amedrontadas de você. Era considerado crime. E as livrarias não vendiam livros sobre Cabalá.

Assim, ao longo das gerações, desde a antiga Babilônia, os Cabalistas corrigiram o que era possível, ou seja, eles mesmos. Até mesmo 30 anos atrás, eles estudavam secretamente a sabedoria da Cabalá. E só em nossos tempos a Cabalá emergiu do esconderijo e se tornou um conhecimento comum.

Mas junto com isso, nós temos que corrigir o mundo; caso contrário, não podemos corrigir a nós mesmos. Era suficiente para os Cabalistas do passado se corrigir, mas para nós isso não é mais suficiente. Muitas fontes têm sido escritas sobre o assunto.

Baal HaSulam escreve no artigo, “O Arvut (Garantia Mútua)”: Mas o fim da correção do mundo só ocorrerá ao se levar todas as pessoas no mundo sob a Sua obra, como está escrito: “ E o Senhor será rei sobre toda a terra (ou seja, sobre cada desejo); naquele dia o Senhor será Um, e Seu nome Um”(Zacarias, 14 9).

Do Congresso em Verona 22/11/14, Lição 4