Textos na Categoria 'Estudo Cabalístico'

Um Cabalista É O Seu Próprio Laboratório

Laitman_003.jpgComentário: Em seu artigo “A Última Geração”, Baal HaSulam tenta levar a pessoa pelo processo de pensar sobre o que nós estamos vivendo, porque as coisas são do jeito que são, e porque todo o sistema humano está chegando a um beco sem saída.

Ele diz: “Eu levo tudo isso tão perto de meu coração que não posso mais me conter, e cheguei à decisão de descobrir o caminho da nossa futura correção predeterminada a partir da minha perspectiva e do que eu tenho encontrado nestes livros. Eu vou sair às pessoas e soprar o Shofar“.

Por um lado, ele nos parece um cientista imparcial explorando a natureza das coisas, mas, por outro lado, parece um homem cheio de amor pela humanidade.

Resposta: Eu não chamaria um Cabalista de um cientista equilibrado. Ele se expressa na árida linguagem científica da física que é muito semelhante à linguagem de programação, mas o que está oculto sob essa linguagem? Sentimentos!

Portanto, embora ele nos diga como os Reshimot (reminiscências) se elevam em nós, como gradualmente começamos a cooperar mutuamente com o nível superior, e como a força desce de lá para o nível inferior, seu coração e seus desejos estão por trás de todas essas ações mecânicas, porque ele sente tudo isso em si mesmo.

Um Cabalista não é um físico nem um químico que olha para um determinado instrumento que inventou, confirma e regista os processos físicos ou químicos que ocorrem na matéria inanimada, vegetal (biologia) ou o animado (zoologia). Um Cabalista não é uma pessoa que estuda o que se passa num organismo vivo como um veterinário ou um médico, mas as propriedades intrínsecas, os processos internos que ocorrem em nossos desejos e pensamentos. Ele estuda a conexão mútua, a cooperação mútua, e a influência mútua do pensamento no desejo e do desejo no pensamento. O coração é o desejo e a mente é o pensamento.

Além disso, ele não estuda isso nas estruturas convencionais do nosso mundo, onde vemos certos resultados e tentamos influenciá-los. Um Cabalista estuda tudo em si mesmo! Ele é seu próprio laboratório! Ele é impulsionado pela realização do mundo, “eu alcanço o mundo através de mim”, e não isso é um axioma não comprovado como os usados pelos cientistas em nosso uso mundo. Pois um Cabalista é um campo de descoberta, e ele imediatamente começa a entender o mundo que está observando, ele o vê dentro de si mesmo.

Se eu leio o jornal ou assisto a um filme na tela do computador, por exemplo, isso não significa que o jornal é publicado numa banca de jornal ou que o filme é projetado num cinema em algum lugar. Eu vejo isso no meu próprio computador e não além de suas fronteiras.

É o mesmo com o Cabalista. Tudo o que ele sente, sente em si mesmo, então ele não pode expressar seus sentimentos de auto-rejeição de uma forma árida. Ao mesmo tempo, ele se expressa numa linguagem muito árida. É porque a sabedoria da Cabalá é a única sabedoria que compara nossos sentimentos com as leis e as respostas da natureza que invocam os sentimentos, respostas muito rígidas e precisas, e a descoberta da consciência em nós.

Nós somos parte da natureza que é feita de vetores de diferentes forças que cooperam mutuamente, incluindo os nossos sentimentos e pensamentos. Mas é impossível estudá-los no nível terrestre, porque esses pensamentos e sentimentos estão acima de nós! Um Cabalista, através da metodologia espiritual, sobe para o nível onde a interação entre essas forças e o nascimento do desejo, dos sentimentos e dos nossos pensamentos, o mundo interior do homem, têm lugar, e é a partir deste nível que ele começa a influenciá-los.

Ele estuda em si mesmo por qual cooperação mútua ele pode invocar as suas respostas, e por que certas respostas são especificamente como são – se elas podem ser idênticas à cooperação mútua dos outros, de que forma as pessoas são diferentes umas das outras, e embora sejam diferentes, a que podem aspirar apesar das diferenças. Um Cabalista estuda como a natureza nos influencia e para onde ela nos leva, por que nos governa da forma como faz, e como vamos perceber a influência da natureza se mudarmos por nós mesmos, se ela muda ou se nos influencia na mesma forma o tempo todo, e se nós podemos mudar e perceber sua influência de forma diferente.

Isto significa que um Cabalista entra tal laboratório onde ele é seu próprio objeto de estudo.

Comentário: Muitos cientistas se envolveram em tais estudos: médicos, físicos que estudaram a radiação em si mesmos.

Resposta: Não. Não é a mesma coisa, porque eles estudaram leis físicas do mundo inanimado, vegetal e animal da natureza em si mesmos, enquanto aqui falamos sobre as leis do mundo superior. O objetivo final desse tipo de investigação é muito simples: entender para que nós existimos. Afinal, há muitas galáxias em torno de nós e ninguém sabe o que há nelas, enquanto eu quero descobrir e saber para que eu vivo, quem eu era antes de vir a este mundo, e quem vou ser quando deixá-lo. Será que eu tenho que me sentir como vivendo num corpo que está totalmente conectado a ele de todas as maneiras possíveis ou posso de alguma maneira me separar dele? Ele vai morrer em breve e talvez eu possa transcender para outro estado, etc.

A sabedoria da Cabalá é uma sabedoria que permite que a pessoa comece a responder perguntas sobre o significado de sua vida. Os animais não fazem essas perguntas. Aqueles nos quais tais pensamentos, desejos e anseios são invocados são chamados de seres humanos. Essas pessoas já fazem perguntas humanas e a sabedoria da Cabalá fornece as respostas para elas.

De KabTV “Sobre a Nossa Vida” 18/05/15

A Sabedoria Sobre A Essência Da Vida

Dr. Michael LaitmanA sabedoria da Cabalá estava escondida por dois mil anos desde o momento em que foi escrito O Livro do Zohar. O povo de Israel foi para o exílio depois de cair da altura espiritual do “amor ao próximo” ao “ódio infundado” no que é chamado a destruição do Beit HaMikdash (Templo).

Assim, a sabedoria da Cabalá estava escondida e só o judaísmo tradicional permaneceu, conhecido por todos até hoje.

A sabedoria da Cabalá precisou ser escondida desde então, até o nosso tempo. E no século XX, o grande Cabalista Rav Yehuda Ashlag veio e escreveu livros Cabalísticos com os quais podemos nos despertar a aprender, começar a estudar, conhecer, entender, sentir, e descobrir o mundo real em que vivemos. Em princípio, o nosso mundo é apenas uma esfera minúscula dentro de um vasto mundo que não sentimos. A física moderna explica que existe uma realidade além do nosso mundo, mas é incapaz de encontrá-la.

Afinal de contas, a fim de revelar o mundo espiritual que gerencia nossas vidas, nós precisamos de diferentes instrumentos que adquirimos apenas ao estudar a sabedoria da Cabalá.

O Rav Yehuda Ashlag escreveu livros com ajuda dos quais nós podemos começar a aprender e descobrir em que mundo nós estamos, para que vivermos e qual é o propósito de nossas vidas. Ele escreveu um comentário sobre O Livro do Zohar, graças ao qual podemos entender este livro; ele escreveu muitos artigos e os seis volumes do Estudo das Dez Sefirot, o maior compêndio sobre a sabedoria da Cabalá que existe nos dias de hoje.

Ao estudar essas fontes, nós podemos compreender qual é o significado da nossa vida, que tipo de realidade estamos vivendo, em que tipo de processo de desenvolvimento estamos, quem nos gere, e como podemos nos tornar pessoas livres para que possamos alcançar a liberdade de escolha. A sabedoria da Cabalá torna possível superar a morte e essa vida mundana. Tudo isso está em nossas mãos.

O Rav Yehuda Ashlag definiu assim a sabedoria da Cabalá no artigo, “O Ensino da Cabalá e sua Essência”: “O que é a sabedoria da Cabalá? Como um todo, a sabedoria da Cabalá diz respeito à revelação da Divindade, disposta em seu caminho em todos os seus aspectos: os que emergiram nos mundos e os que estão destinados a ser revelados, e em todas as maneiras que podem surgir nos mundos, até o fim dos tempos”.

Isso significa que a sabedoria da Cabalá é um método de descoberta. Ela revela toda a criação e os estágios de desenvolvimento deste momento até ao fim de todas as gerações. Nós podemos descobrir o que ocorreu no passado e o que ocorrerá no futuro, movendo-se livremente acima do tempo em todas as direções a partir desse ponto em que estamos agora.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 07/06/15

O Que Existe Além Das Estrelas?

laitman_928Pergunta: Você alguma vez pensou que iria se envolver com a sabedoria da Cabalá? Quando foi que você começou a pensar nisso?

Resposta: Eu acho que eu sabia que precisava descobrir, saber para que servem as estrelas desde que eu tinha sete ou oito anos de idade. Os imensos céus escuros sempre me fascinaram. Quando criança, eu costumava ir lá fora e olhar para o céu escuro. Eu não entendia onde estava, o que eu era, o que tudo isso era, e por que as estrelas brilhavam tão misteriosamente.

Na época, eu pensava que isso tinha a ver com astronomia. Eu fui atraído a ela até que percebi que a astronomia é apenas cálculos mecânicos, e então perdi o interesse nela.

Eu não sabia o que era a sabedoria da Cabalá naquela época e não imaginava que iria encontrar a solução e o sentido da vida nela. Mas esse sempre foi meu desejo. Mais tarde, quando eu estudava a sabedoria da Cabalá, percebi que era o Reshimo (reminiscência) que já era expressada em mim, a necessidade interior, o desejo que não é preenchido até o fim da criação. Eu sabia que não seria capaz de escapar disso.

Pergunta: A sabedoria da Cabalá é destinada a todos ou apenas àqueles em quem o Reshimo é revelado e que fazem a pergunta, “O que há além das estrelas”?

Resposta: Eu acredito que, graças aos nossos esforços (meu e dos meus alunos), nós revelaremos a sabedoria da Cabalá a todos, porque essa sabedoria está realmente muito perto das pessoas.

Nós fluímos com a corrente no barco da nossa vida que gradualmente nos leva a algum lugar. A sabedoria da Cabalá nos ajuda a participar neste processo e acrescenta os nossos esforços ao desenvolvimento natural do nosso desejo, porque o desejo é a única matéria que foi criada.

Na medida em que a pessoa participa na evolução do desejo, ela começa a explorar suas causas, origens, o fluxo real da vida, o seu objetivo, e como pode afetá-lo, onde estão os limites de seu livre-arbítrio. Além disso, ela atinge a sua raiz, seu ponto neste processo e seu estado final.

Nós podemos descobrir tudo isso por nós mesmos, o que significa subir sobre o desenvolvimento natural involuntário do nosso enorme desejo, sobre toda a matéria do universo, alcançando este enorme mecanismo. Apenas para aqueles que sentem a carência e a necessidade de descobrir e alcançar a meta de sua existência estão autorizados a revelar isso. Mas se a pessoa não tiver nenhuma necessidade disso, você não será capaz de forçá-la a se envolver nisso, e não há necessidade de fazê-lo. Ela irá fluir com a corrente naturalmente, de acordo com a velocidade determinada pelo mecanismo geral do universo.

De KabTV “Conversas com Michael Laitman” 01/06/15

Você Não Pode Tirar Férias De Si Mesmo

O método da Cabalá nos permite realmente alcançar um estado harmonioso, equilibrado. Com sua ajuda, encontramos contentamento, não nos reduzindo do nível humano para o nível animal como se durante um período de férias.

Normalmente, uma pessoa sai de férias para não pensar em nada, para desligar-se de notícias diárias, ou seja, separar-se da sociedade humana com os seus problemas.

Ela não se preocupa com alimentos ou problemas familiares – somente sobre o que dá prazer ao seu corpo físico: tomar banho de sol na praia, nadar no mar, depois jantar, depois do jantar uma soneca, à noite sentar-se em um café para conversar, beber cerveja ou vinho, dançar, tudo é calmo, sereno. No dia seguinte é a mesma coisa; a pessoa rebaixa-se ao nível de um animal.

Ela não avança a qualquer lugar dessa maneira, mas age apenas para beneficiar o seu corpo com sensações corporais confortáveis. Nada mais que isso lhe diz respeito. Este é o mesmo grau que o de um gato aquecendo-se sob o sol, que se comporta da mesma maneira. [Leia mais →]

A Sabedoria Para A Existência Do Povo Judeu

laitman_232_06O sistema criado pelo nosso pai Abraão se desenvolveu constantemente acima do crescimento do egoísmo em cada um de seus alunos. Eles foram chamados de hebreus (Ivrim), da palavra “Ever“, “sobre” (passagem).

O hebreu é aquele que cruza a fronteira do egoísmo, do ódio, da rejeição mútua, e entra na mais alta conexão altruísta com as pessoas que subiram acima de seus egos.

Isto é o que Abraão ensinou aos seus discípulos. Ele explicou-lhes como subir acima do ego e usá-lo para continuar a subir, porque é só graças ao ego sempre crescente que podemos construir o nosso estado acima dele e, assim, subir passo a passo até que começamos a sentir as forças altruístas e ocultas da natureza.

A força egoísta está em nós, ao passo que nós precisamos descobrir e desenvolver a força altruísta dentro de nós. Então começamos a trabalhar em equilibrá-las uns com os outros. Quando cultivamos o altruísmo em conjunto com o ego crescente, estamos constantemente avançando, como se sobre duas pernas, e assim podemos explorar a vastidão circundante.

Assim nasceu a sabedoria da Cabalá, contando a história da ordem mundial, baseada na interação de duas forças opostas. Uma pessoa que usa essas duas forças torna-se a terceira linha. Essa é a sabedoria do povo judeu. Tais técnicas não são encontradas com mais ninguém.

Continua.

De KabTV “Sobre a Nossa Vida” 04/06/15

Qual O Significado Por Trás Do Sofrimento

Laitman_182_02Pergunta: Qual o significado por trás do sofrimento?

Resposta: O significado por trás sofrimento é dar à pessoa um vazio que ela deve preencher, transformando o sofrimento em alegria.

Com sofrimento, nós nos referimos a esses desejos que nos levam a sofrer agora. No entanto, nós somos capazes de transformá-los em desejos que são preenchidos com felicidade e propósito.

Pergunta: E com relação a fome em metade da África ou as pessoas que sofrem no Iêmen?

Resposta: Não importa que tipo de sofrimento seja. Tudo isso pode ser transformado em realização, saciedade, significado e grandeza, mesmo dificuldades materiais.

Para isso, precisamos tomar todos os nossos estados e preenchê-los com a Luz Superior que nos provê em todos os níveis que os nossos desejos querem: alimentação, saúde, paz, e tudo o que podemos pensar. Tudo vem da Luz Superior. Nós só devemos atrair essa Luz, uma vez que os vários tipos de sofrimento são aqueles vazios que precisamos preencher com a Luz.

O sofrimento é nossos desejos não realizados. Mesmo fome, frio, medo e tristeza não são exceção, qualquer desejo não realizado, vazio, do menos ao mais significativo.

Há apenas uma satisfação para todos os desejos e essa se chama Luz Superior. Em essência, a ciência da Cabalá não fala sobre o sofrimento material. Ela simplesmente nos fala sobre o desejo e sua realização. Qualquer desejo exige satisfação de nós.

O que interessa é que o mundo tem abundância completa, e a comida que nós jogamos fora seria suficiente para alimentar mais do que todo o planeta. No entanto, parece que não conseguimos dar; pelo contrário, nós aumentamos os preços e usamos vários truques que multiplicam o sofrimento.

Isto é projetado pela natureza de propósito, pois, caso contrário não alcançaríamos a necessidade de atrair a Luz Superior, a Luz de satisfação universal. É por isso que o mundo continuará a sofrer mais e mais.

As pessoas que possuem o método Cabalístico precisam aproximá-lo o mais rápido possível de toda a humanidade, mas primeiro da nação de Israel, uma vez que ela pode realizá-lo primeiro e passá-lo ao mundo. Essa é a tarefa com que nos deparamos.

Nós precisamos explicar às pessoas o mais rápido possível o propósito disso e sua solução. Nós não resolvemos nada com conflitos, mas apenas pela atração da Luz Superior.

É por isso que nós temos um método que mostra a humanidade que podemos derivar uma força oculta especial da natureza que nos preenche, corrige e avança. Nós podemos acelerar nosso movimento rumo a esse objetivo através de nossa própria aspiração, em vez de receber golpes por trás da natureza.

Cada pessoa pode derivar essa força positiva, juntamente com todos os outros. Mas isso só pode ser feito através da prática. Este método não pode ser explicado em palavras, porque as pessoas não têm as sensações correspondentes. Nós precisamos colocar as pessoas em círculos e mostrar-lhes o que fazer e como fazê-lo.

A Cabalá é uma ciência prática que é resolvida e realizada num grupo de pessoas, seja num pequeno grupo ou em toda a humanidade.

De KabTV “Conversas com Michael Laitman” 01/06/15

Não Há Bem Suficiente Em Nosso Mundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual a relação entre a revelação da força do bem da natureza e a unidade entre as pessoas?

Resposta: Nós estamos conectados agora por conexões ruins, e isso causa todas as consequências negativas em nossas vidas. Se revelarmos a força do bem da natureza, através da qual nos conectamos corretamente numa união, chegaremos a uma boa vida.

A nossa vida carece apenas da boa força de união. Todo mundo precisa disso: crianças e adultos, em casa e no trabalho, para sermos com todos os amigos. Isso só é possível devido à força da unidade: a força do bem que a sabedoria da Cabalá revela.

A Cabalá é a ciência da revelação da força do bem, a Luz, a força da unidade: a única coisa que se perdeu em nosso mundo. Essa revelação acabará com todas as guerras, confrontos e conflitos entre indivíduos, nações e religiões.

A causa de todos os problemas é a falta da força da unidade. Essa é a força do bem que a sabedoria da Cabalá nos revela.

De KabTV “Uma Nova Vida” 18/12/14

No Fim Das Gerações

Laitman_006O desenvolvimento científico externo causou e continua a causar danos à humanidade, envenenando-nos com medicamentos, produção de alimentos que é prejudicial à nossa saúde, e através da mídia. A ciência começou a trabalhar contra as pessoas. Mas não está claro por que há uma proibição de estudar a sabedoria da Cabalá?

O fato é que, após a destruição do templo, a nação de Israel foi para o exílio para se integrar com o resto das nações e “para conectar as almas dos gentios a eles”. E o sentimento do exílio teve que ser real. Isso significa que o problema não era a revelação da sabedoria da Cabalá às nações do mundo, mas que não fosse revelada à nação de Israel. Foi especificamente para a nação de Israel que houve a ocultação da sabedoria da Cabalá.

Se a Cabalá fosse revelada, Israel não teria se sentido no exílio. Eles teriam entendido que o exílio era essencial e que teriam que passar por ele e sofrer. Eles não teriam se sentido impotentes. A ocultação tinha que ser tão grande de modo que o povo esquecesse tudo.

É interessante que quando o Rei da Espanha emitiu uma ordem para expulsar os judeus, eles chegaram ao palácio do Rei com o pedido para sair e ofereceram um generoso pagamento por isso. Mas o principal inquisidor, que também era judeu, se envolveu e não permitiu que o Rei aceitasse o resgate. Assim, a rainha Isabel, que estava presente, disse aos judeus: “Vocês não entendem que os corações dos Reis estão nas mãos do Senhor! Não somos nós que estamos deportando vocês, mas vem de cima, do Criador”.

Ela teve que explicar-lhes porque eles não entendiam. Isso é chamado de “exílio”, quando tal escuridão vem que a pessoa perde todo o sentimento espiritual e se afunda na escuridão total. É dito que o Baal Shem Tov passava por descidas tão grandes que sequer reconhecia as letras.

Nós tivemos que passar por todas as etapas de exílio e separação da espiritualidade; assim, os Cabalistas ocultaram a Torá interna e deixaram apenas a externa. A tradição corpórea externa foi preservada e passada de geração em geração. A descida das gerações foi apenas na interioridade e, gradualmente, eles chegaram ao estado que a Torá interior foi quase esquecida pelo povo de Israel, ou seja, a descida atingiu um zero completo. Baal HaSulam escreve que na nossa geração há Cabalistas. Onde nós os vemos? Nós somos deixados apenas com a tradição externa, e a realização da interioridade desapareceu. Isto significa que atingimos o fim das gerações.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/03/14, Escritos do Baal HaSulam

Há Sentido Para As Nossas Vidas?

Laitman_003.jpgComentário: Num artigo escrito por Andrei Koroptov, “Herpes Significativa”, o autor compartilha seu ponto de vista sobre o sentido da vida: “Não é como eu pensava sobre o sentido da vida, que há algum tipo de intimidade sagrada, que é proibido mencionar em vão. Não, é precisamente o contrário: eu estou absolutamente certo de que não há sentido para a vida”.

Resposta: Parece que o autor do artigo está tentando fugir da questão sobre o sentido da vida e, portanto, rejeita-a. Ele aparentemente nos convida simplesmente para viver em segurança e conforto num “estado especial de um material proteico” chamado “vida”, e pronto. Quanto mais tempo essa proteína vive, nós existimos, e nada mais. Esta é uma visão totalmente realista do nosso mundo. Mas a ideia que eu discordo é não apenas o sentimento interior de uma pessoa, sua necessidade de conscientização e realização do sentido da vida, mas também o conceito geral da própria existência material. Pois é precisamente nesses estados proteicos que a questão sobre o sentido da vida aparece.

Porque existe tal pergunta? Nós existimos com desejos que estão acima dos estados bestiais, e especificamente nestes desejos mais sublimes, vemos nossa existência essencial. Isto é tanto assim que a pessoa está pronta para ser separada de sua existência bestial se for de algum modo convencida de que não há nada fora dela. Assim, mesmo o sentido da vida bestial está perdido para ela. Em segundo lugar, sem dúvida, há um sentido na natureza. Não podemos negar isso, pois somos parte da natureza, e embora não tenhamos conhecimento de nós mesmos e da natureza, nossas observações ainda nos dizem que toda a evolução tem uma forte base lógica interna que impulsiona tudo.

Hoje os físicos e químicos concordam com isso. E a religião não tem nada a ver com isso. Eu estou falando do ponto de vista da ciência pura: não podemos negar que existe um plano de desenvolvimento para a natureza segundo o qual nós existimos dentro de um processo particular. Esse processo gradualmente nos leva ao aparecimento de perguntas sobre o próximo estado. E essa é revelada gradualmente.

Portanto, por um lado, é possível dizer que não há nenhum sentido para a vida. Mas, é necessário salientar que essa conclusão é baseada no nosso estado atual. É impossível dizer que não exista nenhum sentido na natureza; é apenas que agora é entendido dessa forma por nós. O que vai acontecer com cada um de nós em mais alguns minutos ou com a humanidade em mais algumas gerações, nós não sabemos. Portanto, eu não afirmaria sem qualquer base que não há sentido para a vida. Você só precisa compreendê-la melhor.

De KabTV “Conversas com Michael Laitman” 27/05/15

A Sabedoria Da Cabalá Como Uma Ferramenta Para Compreender O Universo

Dr. Michael LaitmanQuando nós começamos a compreender o universo com a ajuda da sabedoria da Cabalá, não saímos de nós mesmos, nem “flutuamos no vazio”; nós conduzimos a exploração interna ao avaliar as relações entre nós.

No mundo físico, nós atravessamos distâncias, e dedicamos tempo para lidar com problemas externos, ao passo que na Cabalá, pelo contrário, vamos para dentro, dentro das conexões que existem entre nós.

Isso explica por que a Cabalá é chamada de “sabedoria interior”, enquanto as ciências materiais desse mundo são consideradas externas. Com sua ajuda, nós podemos aprender coisas que estão fora e em torno de nós, enquanto a Cabalá explora a psicologia da comunicação mútua.

Com essa ferramenta, você pode aprender absolutamente tudo! Se conseguimos fazer isso, disciplinas como física, química e outras ciências desse mundo se tornam óbvias para nós na forma mais natural e básica. Além disso, elas se transformam numa ciência geral que descreve todo o universo: o conhecimento geral da natureza não dividido em física, química, biologia, zoologia, etc.

Nossos sensores atuais são incapazes de abraçar tudo isso. Quando adquirimos a compreensão interna, nós começamos a explorar a natureza inanimada, vegetal e animal que depende de nós; assim, a nossa compreensão da natureza torna-se tridimensional, porque ela depende de nós e é determinada pela forma como nós observamos o mundo. Na verdade, não existe tal coisa como esse mundo; tudo está dentro de nós. O mundo depende de como nós o vemos.

Esse método nos permite atingir a sabedoria genuína que inicialmente prepara nossas mentes explorando o mundo de forma totalmente objetiva e vividamente demonstra quão subjetivos nós somos. Em primeiro lugar, nós temos que ir a um “nível zero”. O estado de ser independente em nossas propriedades é chamado de “fé acima da razão”. É uma condição que nos permite realmente investigar coisas que são externas a nós.

Por enquanto nós estamos ligados ao nosso egoísmo e dependemos totalmente de nossas propriedades egoístas, somos incapazes de ver além de um pequeno e estreito mundo que é completamente distorcido por nossos egos. É por isso que nossas ciências terrenas são muito limitadas e estreitas. Elas podem ser aplicadas a determinadas áreas, mas não cobrem grandes escalas da nossa existência

Assim, nós estamos constantemente lidando com a pequena matriz em que existimos. Para nós, é impossível ir além de suas fronteiras. Afinal de contas, a fim de alcançá-la e realmente entender onde estamos atualmente, nós temos que nos tornar independentes e objetivos. Mas não podemos chegar a esse estado ainda; para isso, antes de mais nada, devemos estudar Cabalá.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 21/01/15