Textos na Categoria 'Egoísmo'

“Qual Comunidade Internacional?”

Dr. Michael LaitmanOpinião (Richard N. Haass, presidente do Conselho das Relações Exteriores, EUA): “Sempre que algo de ruim acontece – Irã próximo de adquirir armas nucleares,… algum funcionário ou observador vai apelar à comunidade internacional para agir. Há apenas um problema: não há ‘comunidade internacional’”.

“A Assembleia Geral das Nações Unidas se aproxima disso, mas pouco se pode esperar de uma organização que iguala os Estados Unidos ou a China com, digamos, Fiji ou Guiné-Bissau”…

“Nenhuma série de reformas da ONU pode tornar as coisas fundamentalmente diferentes. As grandes potências de hoje não concordam com as regras que deveriam governar o mundo, muito menos com as penalidades para quebrá-las. Mesmo quando há acordo, em princípio, há pouco consenso na prática. O resultado é um mundo mais confuso e mais perigoso do que deveria ser”.

Meu Comentário: Todo o avanço à perfeição vem do “reconhecimento do mal”, a revelação da imperfeição de nossa natureza egoísta. Somente quando o ser humano, as pessoas e o mundo estiverem finalmente convencidos da corrupção total desta natureza, de si mesmo, e do mundo, eles ficarão felizes em desistir. Então, a força superior da natureza será revelada em suas sensações. As pessoas pedirão que ela as mude, e ela as mudará. Tudo o que acontece conosco é só para nos trazer a este evento.

Quando Ameaças Anulam Tudo

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Paz no Mundo”: …o bem-estar da sociedade, que é o bem-estar do Estado, e o bem-estar do mundo, são totalmente interdependentes. Enquanto as leis da sociedade não são satisfatórias para cada indivíduo no Estado e deixam uma minoria que está insatisfeita com o governo do estado, esta minoria conspira sob o governo do Estado e visa derrubá-lo.

Nosso mundo é redondo não só porque a terra é redonda, mas porque todas as conexões rodeiam diante dos nossos olhos. Todos os sinais se movem para frente e para trás entre nós e nós estamos todos conectados mesmo se for contra a nossa vontade.

Quando descobrimos a conexão interna entre nós, nós também a satisfazemos desde fora através da construção de diferentes instrumentos para ajudar a nos comunicar. Uma pessoa que viveu três séculos atrás precisava de um telefone celular? Na verdade não, e para quê? Será que ela precisava para verificar os preços da farinha ou do sal em outro estado? Que diferença faria? Afinal, era longe demais.

Mas o contato físico direto aos poucos se tornou um contato emocional, e as pessoas inventaram transporte, carros, trens, aviões e conexões de rádio, etc. Em geral, há cinquenta anos não havia necessidade de cabos de comunicação global que conectam o mundo inteiro, mas agora não podemos sequer nos imaginar sem eles. Durante os últimos quinze anos a Internet tem rodeado todo o mundo e tornou-se parte da vida de cada pessoa. Por quê? Porque o homem sentiu uma necessidade interna para isso e desenvolveu a tecnologia certa. A propósito, hoje também temos deficiências maiores, mas o ego de pessoas individuais freia o avanço delas e não nos fornece as ferramentas certas…

Tudo decorre da frustração, de uma atração interna por alguma coisa. Isto é o que deve nos obrigar a construir ferramentas com as quais possamos corrigir o mundo.

Ao mesmo tempo, a conexão global é acompanhada de um fenômeno negativo e muito perigoso. Por causa do ego, nós estamos conectados por desejos maus, e cada um quer dominar os outros, desfrutar a sua custa e usá-los. Se nós pudéssemos apenas definir certas limitações, mas é muito difícil. Assim, a conexão entre nós pode ser muito perigosa.

Estamos em um estado de transição, um estado intermediário, e apesar das ameaças, temos uma necessidade de conexão absoluta. Queremos ver e ouvir a todos, independentemente das diferenças de idioma, diferenças culturais e outras, e queremos entender e sentir o máximo possível. Estamos prontos para transformar a Internet em algo que é totalmente diferente, visto que agora ela já nos oferece opções muito limitadas em comparação com os nossos requisitos. A tecnologia moderna pode construir uma ponte sobre esse espaço, mas, por enquanto, não a desenvolvemos para um uso mais extensivo.

Nós estamos em uma transição muito afiada e a paz no mundo depende, na verdade, de cada um. Isto significa que cada um precisa de correção, pois caso contrário pode causar danos numa escala interna. Os hackers, por exemplo, podem perturbar muitas funções essenciais por controle remoto e quebrar a proteção eletrônica de reservatórios de gás ou o sistema de fornecimento de energia. Em outras palavras, determinado perito pode trazer um grande desastre só usando os dez dedos de algum canto distante do mundo.

Isto significa que, enquanto nós não estamos corrigidos, a conexão entre nós é muito perigosa para a paz no mundo. Ela se relaciona com muitas áreas diferentes e especialmente para aqueles que produzem armas e lidam com elas. Essas pessoas só esperam um conflito estourar em algum lugar do mundo. Esta é a forma como pensa o mundo egoísta e permanecerá assim até que corrijamos nosso ego.

Mas, por outro lado, é o perigo causado por fenômenos globais que traz uma oportunidade de correção, visto que não teremos escolha; não seremos capazes de viver sob esta terrível ameaça constante. Enquanto estamos sob esta ameaça, não vale a pena viver, casar, ter filhos e criá-los, se todos podem facilmente estragar meu sucesso e até mesmo acabar com a minha vida. Todos os começos tornam-se insignificantes.

É então que a pessoa compreende finalmente que deve corrigir a situação. Como eu posso me proteger contra os criminosos? Na verdade, minha vida depende de todos e eu simplesmente não posso viver com esta terrível ameaça constante. É impossível perseguir todos os potenciais criminosos.

Talvez tudo isto irá nos forçar a tomar uma decisão, uma vez que não temos outra escolha.

Enquanto isso, nós sequer entendemos como podemos chegar a uma solução. Através da ONU? Nós vemos como esta organização é impotente. Por trás da conexão bipolar há uma verdade amarga, segundo a qual todos tentam lucrar à custa dos outros. Na verdade, não há lugar para onde se virar. Não há nenhuma organização ou instituição que represente a humanidade no que diz respeito às questões-chave do nosso tempo.

Baal HaSulam diz que o bem-estar do mundo e o bem-estar do indivíduo são o mesmo. A condição essencial do nosso tempo é finalmente reconhecer a necessidade de conexão, de paz, de concordância e amor entre nós. Não podemos sobreviver sem amor. O princípio do “ama o teu amigo como a ti mesmo” é o resultado de um processo muito difícil de reconhecimento do mal, quando não há escolha e a pessoa entende que deve realizá-lo.

De uma maneira ou outra, o indivíduo e o geral avançam ao longo do mesmo caminho hoje, ao longo do caminho do reconhecimento do mal, que finalmente nos empurra para tomar a decisão de que temos que mudar nosso estilo de vida e adotar o novo software. Então vamos finalmente embarcar em um novo caminho.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/07/13, Escritos do Baal HaSulam

A Crise Vai Nos Levar De Volta À Teoria De Marx

Dr. Michael LaitmanO nosso estado depende de como nós o avaliamos, de acordo com que valores. Uma pessoa recebe do ambiente uma escala de valores. Nós começamos o nosso desenvolvimento graças ao ambiente, quando descemos das árvores. Todo o desenvolvimento humano ocorre porque a sociedade promove que é necessário ser grande, forte e próspero. Assim começou o progresso da humanidade.

O desenvolvimento só é possível graças à comunidade. Se a sociedade não tivesse instilado novos valores em nós, além do que é exigido pelo corpo para a existência simples, nós teríamos permanecido como animais. Nós não somos diferentes deles, exceto pelo elemento de competição, que realizamos entre nós, um desenvolvimento devido ao ambiente.

O ambiente está evoluindo e nós estamos nos desenvolvendo junto com ele. Este desenvolvimento não é característica dos animais, apenas dos seres humanos. Um tipo especial de animal que pode crescer devido ao ambiente é chamado de ser humano neste mundo. E o tipo de ser humano que é capaz de se desenvolver ao desenvolver propositadamente seu ambiente é chamado de Cabalista. Trata-se de duas etapas que se elevam acima do nível animal: uma pessoa comum e um Cabalista.

Os Cabalistas desenvolvem seu ambiente para evoluir graças a ele, como se puxassem a si mesmo pelos cabelos. Pessoas comuns não fazem isso. A sociedade as desenvolve e as puxa em diferentes direções no mesmo plano deste mundo, mas não em direção a valores qualitativamente novos.

Assim, a humanidade evoluiu naturalmente até chegar a uma crise. O desenvolvimento baseado na competição leva a uma situação em que parte da humanidade é insanamente enriquecida e outra completamente empobrecida. A situação torna-se crítica porque não resta nenhuma classe média. Nós já passou a fase em que a sociedade tinha esperança em alcançar prosperidade universal, a realização do sonho americano que prometia a todos abundância pelo seu trabalho.

Mas isso é impossível; o egoísmo humano não vai deixar os ricos se sacrificarem nem um pouco. Ele vai forçá-los a manter 100% de sua riqueza. O máximo que eles vão se desfazer de si mesmos aos pobres é 0,1%, apenas para os pobres poderem de alguma forma sobreviver e servir aos ricos, mas não mais.

Portanto, nós voltamos à teoria de Marx porque o nosso ego nos separa dos polos antagônicos entre os quais a guerra é inevitável. A tentativa de construir uma sociedade de bem-estar pós-industrial desenvolvida falhou porque, neste caso, alguém tem que sacrificar seu lucro, o rico deveria compartilhar com os pobres. E por que eles devem, de repente, concordar com isso, se é possível espremer dos pobres tudo e deixar apenas o mínimo para que eles não morram de fome?

O nosso egoísmo nos priva da razão; você olha para o mundo e é surpreendido com o que acontece nele: os ricos estão se matando por suas ações, arriscando suas próprias vidas. Mas eles não conseguem parar. O ego está crescendo e forçando-os a agir dessa maneira.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 18/07/13, Escritos do Rabash

Mudando A Nós Mesmos, Nós Estamos Mudando O Mundo

Dr. Michael LaitmanO nosso papel é entender que há uma e apenas uma natureza global, e nós somos os únicos que precisamos conectá-la através da integração mútua, através de nossas intenções. Portanto, o conceito de “Não há outro além dele” é derivado da unidade da natureza; não há nada além do sistema que inclui tudo dentro dele.

E ele nos parece como separado porque também estamos separados e, portanto, não vemos o mundo como ele é, mas o vemos de acordo com a condição em que cada pessoa o sente apenas individualmente dentro de si. A razão pela qual o mundo nos parece como separado, distante, pode ser encontrada na falta de conexões mútuas; isso é descoberto cada vez mais a cada dia que passa, devido ao fato de que nosso ego está crescendo constantemente. Além disso, sua aceleração está crescendo exponencialmente. Nós vemos como todos os anos, a cada mês, a cada semana, e mesmo todos os dias, como tudo no mundo está mudando muito rapidamente. E essa mudança está acontecendo especificamente porque as mesmas mudanças estão acontecendo em nós. O mundo é sentido apenas individualmente. Portanto, o método pelo qual o mundo é sentido corretamente deriva disso. Se mudarmos nossas características, vamos mudar a forma como o mundo é sentido.

Atualmente, já foi feito muito trabalho sobre este assunto por filósofos, psicólogos e físicos. Os cientistas estão começando a se aproximar da consciência de que o mundo depende de nossos sentimentos subjetivos, embora eles sejam todos iguais. Enquanto todo mundo sente o mundo de forma diferente, todos eles o sentem da mesma maneira através de nossas características egoístas. Se nós as corrigíssemos de modo que as características se tornassem opostas, certamente iríamos sentir o mundo de forma diferente: como ligado de forma integral e mútua. Daqui deriva uma das premissas do nosso método: “Não pense em como corrigir o mundo…”. Com estas palavras, queremos dizer a humanidade. Nós não corrigimos o mundo, mas sim a nós mesmos. Portanto, nós começamos a sentir não só o mundo, mas também a nós mesmos dentro dele, completamente diferente. Em última análise, o nosso movimento a partir do estado atual, chamado de “nosso mundo”, para o estado futuro, chamado “mundo do infinito”, é em sua totalidade uma correção interna de como sentimos o mundo, e não mais do que isso.

Da Convenção em São Petersburgo “Dia Um” 12/07/13, Lição 1

Progresso Que Leva À Regressão

Dr. Michael LaitmanHoje o Criador intencionalmente faz todo o mundo sentir que está suspenso no ar. Uma pessoa não sabe o que esperar e o que vai acontecer a seguir. De repente, há inundações na Europa, furacões na América, incêndios e assassinatos em massa. O mundo inteiro está em choque: “a Primavera Árabe”, “a Primavera Turca”, as rebeliões na Síria, Líbano, Líbia e Egito. Está tudo acontecendo quando, com a tecnologia moderna e as oportunidades que temos, nós poderíamos ter resolvido todos os problemas corporais e transformar a terra no Paraíso.

Todo mundo sabe disso, políticos, cientistas e sociólogos. Nós chegamos a um nível de progresso que poderíamos facilmente abastecer a população de todo o mundo com todas as necessidades básicas, como alimentação e vestuário. Não há nenhum problema com exceção do próprio homem: o homem é a única coisa que precisa ser corrigida.

Afinal, por enquanto, nós podemos prometer a nós mesmos prosperidade corporal em todas as áreas e resolver todos os nossos problemas, mas, ao mesmo tempo, metade da população mundial está morrendo de fome, e a outra metade está sofrendo de depressão, perdendo o desejo de viver, como na Europa, onde não existem problemas alimentares, mas há outros problemas.

A única coisa que pode nos salvar é mudar a natureza humana. Nós devemos entender isso e tornar este o nosso principal objetivo. Não há nenhuma outra maneira. Não conseguiremos nada se não mudarmos a nossa natureza. Isso tem que ficar claro para todos, e principalmente para aqueles que praticam a sabedoria da Cabalá.

Nós podemos abandonar todas as outras tentativas de corrigir a situação, pois não importa que conquistas vamos alcançar no fornecimento de alimentos e vestuário, na indústria leve e pesada, na alta tecnologia; isso não vai melhorar nosso estado de maneira alguma. Tecnologicamente, nós podemos fazer maravilhas, mas não podemos usá-las em benefício da humanidade.

Nós podemos inventar remédios para determinadas doenças. Mesmo agora já existem remédios para câncer, rim e doenças do coração, muito melhores inclusive do que os que são utilizados hoje, mas sua fabricação não é rentável e, assim, eles não chegam ao mercado. É muito mais rentável fabricar equipamentos mais caros e criar a maior confusão, a fim de manter os médicos e os profissionais médicos mais ocupados. Uma indústria inteira gira em torno disso; o sistema de saúde é uma fábrica de saúde.

Então, nós não podemos corrigir nada antes de corrigirmos a natureza humana. Temos que nos concentrar apenas nisso e, então, seremos bem sucedidos. Caso contrário, não vai funcionar.

Minha impressora praticamente nova quebrou há um tempo. Eu consegui imprimir apenas 50 páginas e ela já parou de funcionar. Os fabricantes intencionalmente fabricam produtos que quebrarão imediatamente e teremos que comprar novos. Nossa natureza intencionalmente nos faz fazer tudo da maneira oposta. Parece que a tecnologia está avançando, mas, no final das contas, nós estamos regredindo em todas as áreas. Tudo tem esse propósito para que compreendamos o mal em nós.

Não é à toa que ninguém se sinta seguro e que não exista nenhum ambiente bom e agradável para nossas crianças. No final, será impossível prever o que vai acontecer de um momento para o outro e você vai se transformar em um assustado coelhinho escondido sob uma folha. Esta será nossa vida: de manhã você vai pensar sobre como sobreviver até o fim do dia e à noite você vai esperar pela manhã.

Infelizmente, é impossível avançar sem medo. Afinal, eu sou uma egoísta. Portanto, a única maneira de me impressionar é pelo medo. Existem infinitos tipos de medo: medo do bom ou ruim, medo deste mundo e do mundo vindouro, medo de não alcançar o Criador, de não ser capaz de percebê-Lo, de não ser capaz de doar a Ele. Em qualquer caso, o medo é o estímulo mais eficiente. O medo pode levar ao que é desejável, pois é derivado do desejo. Eu quero atingir um determinado objetivo, e temo que não seja capaz de alcançá-lo, o que significa que o medo deriva do medo e isso já é um motivo real, que é chamado “medo”.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/06/13, Escritos do Rabash

Estar Alerta, E Não Existir Apenas Pelo Poder Da Inércia!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Existe uma teoria segundo a qual é possível reduzir a população da terra em até 500.000 pessoas e, em seguida, tudo será aparentemente corrigido de forma automática. Como isso poderia acontecer?

Resposta: A redução da população pode acontecer como você deseja, através de meios biológicos (vírus, vacinas, e assim por diante) ou como resultado de armas atômicas que hoje todo mundo tem, como um bastão nas mãos de um homem selvagem. No entanto, a completa aniquilação da humanidade não entrará no cálculo, porque isso é contra as leis da natureza. Nós nos encontramos numa estrutura e hierarquia organizadas com precisão. Isso não é humano, mas natural: a meta foi estabelecida e um programa foi ativado.

A única coisa que podemos fazer neste estágio é aprender com a natureza, descobrindo o seu programa. Então, vamos nos sentir melhor e nos desenvolver em harmonia com ela. A ideia é que a lei mais essencial e básica da natureza é a lei de equivalência de forma com a natureza. Equivalência! Se eu sou igual a alguma lei ou fenômeno e não entro em conflito com isso, eu passo para outra esfera ou estado mais abençoado.

Portanto, o que é fundamental para nós agora é aprender e explorar a natureza. Que descobertas serão feitas nela? Por que ela está nos levando à integralidade, à conexão mútua de todos com todos? Para que estamos desenvolvendo nossos desejos? Que requisitos existem lá para os seres humanos e por que eles variam dessa forma? Como e por que nossa natureza egoísta nos empurra para trás? O que a natureza quer nos mostrar de acordo com a lei de integralidade, de acordo com a lei de equivalência? Pelo que nós precisamos lutar?

Se aprendermos tudo isso, vamos chegar à conclusão de que devemos nos libertar do nosso ego. Sobre este assunto já houve uma série de pesquisas, não só conduzidas por pessoas boas, com boas intenções, mas por pesquisadores que descobriram este conhecimento através da pesquisa e que entendem que é impossível avançar de outra maneira.

Portanto, nós precisamos criar um método integral, um sistema de educação integral. E todos os seres humanos, a escola e os estudantes universitários, os velhos e os desempregados, trabalhadores e donas de casa vão passar por este sistema. Nós não precisamos pensar que no futuro a humanidade vai ficar sem trabalho. Ela ficará constantemente ocupada com o auto-aperfeiçoamento, e este será o seu trabalho.

Hoje, milhões de pessoas são lançadas no mercado de trabalho. Portanto, nós vamos atraí-las para as aulas. Elas devem aprender, devem ser testadas! Passem no teste mensal, consigam uma bolsa. Não chamem isso de desemprego, é uma bolsa de estudos! Vocês estão aprendendo, e com isso estão fazendo um grande investimento na humanidade; este é o seu trabalho.

Por conseguinte, a pessoa é alterada internamente. Ela entra num sistema que lhe ensina sobre o que significa a natureza, a história, o seu desenvolvimento pessoal, a história do desenvolvimento humano, a psicologia da pessoa e da sociedade. Ou seja, é assim que investigamos a natureza dentro de nós. Todas as “ferramentas” são dadas à pessoa para que nesta vida ela veja e não exista pela inércia: trabalho – família, isso é tudo.

No final, a pessoa precisa entender que ela faz parte desse grande sistema e se ela se encontra em equilíbrio interior, ela ganha perfeição, harmonia, sensação de uma vida infinitamente perfeita. Infinita! Ela se afasta da estrutura do corpo bestial.

De KabTV “Através do Tempo” 17/03/13

Um Pequeno Jardim pode Alimentar a Todos

Nas Notícias (do Next Big Future): “O processo Pronutria é radicalmente mais eficiente do que a agricultura atual e cultivo de gado e produz nutrição pura até 1.000 vezes mais eficiente, com o mínimo impacto ambiental e qualidade máxima de nutrição.

“O gado por si ocupa 45 por cento da superfície terrestre do mundo e contribui com mais emissões de gases de efeito estufa do que carros, aviões, e todas as outras formas de transporte combinado. Mesmo com as melhorias de produtividade oferecidos por lavouras transgênicas, essas tecnologias de 10.000 anos de idade são simplesmente ineficiente de recursos para atender à crescente demanda mundial por alimentos nutritivos. …

“O avanço central na tecnologia da Pronutria é a descoberta de que as células fotossintéticas individuais podem ser otimizadas para permitir a produção contínua e altamente eficiente de proteínas essenciais, lípidos, açúcares, vitaminas ou, usando apenas a luz solar, o dióxido de carbono, azoto, e tanto água doce como salgada como entrada. ”

Meu comentário: A crise está acontecendo nos países onde a população tem alimento suficiente e, em geral, não morre de fome! É possível resolver todos os problemas modernos tecnologicamente, mas não podem ser resolvidos praticamente até corrigir o ser humano para que ele não procure suprimir os outros, e, ao contrário, anseie por apoiar os outros como seus filhos.

Antes de a natureza egoísta humana (de sua propriedade para suprimir outros) ser alterada, a crise de confronto humano com a natureza (a propriedade de amor e doação) só vai se expandir. Esta crise, uma vez que é geral, não nos permitirá resolver nenhum dos nossos problemas. Por exemplo, enquanto há abundância geral no mundo, a metade da humanidade morrerá de fome.

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Material relacionado:
Sopa Para Todos
A Maldição Da Abundância Inútil

 

Um Ponto Escondido Nas Nuvens Dos Desejos Humanos

A Torá, Êxodo, Jetró ( Itró), 19:20-19:24: E o Eterno desceu sobre o cume do monte Sinai e o Eterno chamou a Moisés ao cume do monte, e Moisés subiu.

E o Eterno disse a Moisés : “ Desce, adverte ao povo para que não ultrapasse a sua posição no termo para ver o Eterno, porque muitos deles cairão. E também os sacerdotes que se aproximam do Eterno, que eles se santifiquem, para que o Eterno não os atinja.”

E Moisés disse ao Eterno : Não poderá o povo subir ao monte Sinai, porque Tu nos advertiste, dizendo: “ Demarca limites ao monte e santifica-o.” E o Eterno disse-lhe: “ Anda, desce, e tu subirás, e Aarão virá contigo; mas que os sacerdotes e o povo não transpassem o termo para subir ao Eterno, para que não os atinja.”

As palavras do Criador que proíbem as pessoas de se aproximarem Dele significam que todas as ações e todos os desejos egoístas não devem entrar em contato com Ele, uma vez que ainda não conseguimos trabalhar em nome da doação. Moisés diz que as pessoas já ouviram falar deste mandamento. Por outras palavras, apesar de pensarmos já termos recebido avisos suficientes, ainda não podemos usar os nossos desejos egoístas, pois apesar de eles não serem controlados pelo poder evidente do Faraó, eles ainda não foram corrigidos. Eles ainda são desejos habituais, terrenos, egoístas, opostos a um “ponto no coração”, que está separado deles.

Moisés é um ponto em nós que está conectado com o Criador e que possui a Sua natureza. No entanto, ele está muito misturado com outros desejos e está assim porque é invisível. Ele ainda não brilha, mas interessa-nos ao desencadear pensamentos turvos sobre o significado da vida.

Outros pensamentos e desejos nossos continuam a ser entrelaçados com este mundo e esta realidade material. Assim, mesmo que nos pareça a nós que não queremos esta nossa existência inútil, uma vez que começamos a implementar os nossos desejos materiais, nós imediatamente “deslizamos” de volta. Os desejos que são orientados para este mundo acordam em nós e esquecemos o ” sublime material “.

Assim, temos que dividir estritamente o ponto no coração (a propriedade de Moisés e Aarão) do resto dos nossos desejos egoístas. Se não fosse o ponto chamado “Moisés” (desejos que descem do próximo nível superior, da propriedade de doação), seriamos simplesmente como animais.

Este ponto chega-nos de um plano totalmente diferente e personifica a qualidade do Criador em nós. Devido a isso, fazemos muitos erros. Parece-nos que já nos tornamos justos e que subimos ao topo. Na verdade, assim que começamos a fazer algo terreno, nossos pensamentos imediatamente “voam” para a direção oposta e nós experimentamos quedas profundas. Isso acontece por causa do ponto no coração. E, no entanto, não devemos ficar envergonhados, indignados ou surpresos, já que é assim a natureza humana. Temos que considerar isto como um mecanismo que age de forma imprevisível, sem qualquer ideia do que vai acontecer no momento seguinte.

Este estado de coisas dura até chegarmos a correção final antes da qual a maior queda sem fundo acontece. O que vivemos até hoje são apenas flutuações muito insignificantes, para trás e para a frente, mais e menos. Descobertas maravilhosas nos aguardam pela frente.

A partir de KabTV “Mistérios do Livro Eterno”, 25/02/13

Jogue Todo O Poder Para A Matéria Principal

Dr. Michael LaitmanA primeira vez que houve uma alienação verdadeiramente egoísta entre as pessoas – o desejo de separar-se – foi na antiga Babilônia. O egoísmo cresceu, e esta foi a razão pela qual as pessoas começaram a se distanciar entre si. Como se costuma dizer, elas já não se entendiam. Foi então que a sabedoria da Cabalá surgiu.

Ela foi revelada a um dos sacerdotes na Babilônia antiga, Abraão, que descobriu a nossa dependência do egoísmo e entendeu que este egoísmo começou a se desenvolver de propósito. Foi quando ele apareceu abruptamente, fazendo com que todas as nações da antiga Mesopotâmia se dispersassem por todo o mundo.

Então, a sabedoria da Cabalá foi revelada, que basicamente dizia que as pessoas devem se unir, apesar do egoísmo. Isso é muito difícil e além das capacidades humanas, mas nós precisamos entender que esse é o desafio da natureza, e nós precisamos agir desta forma. “Se nós nos unirmos e mantivermos a mesma unidade que tínhamos antes da eclosão do egoísmo”, Abraão pregou, “então, o tempo todo, vamos subir acima do egoísmo. À medida que ele crescer, nós vamos manter a unidade e subir mais alto”.

Portanto, diz-se nas fontes principais que no passado todas as pessoas eram como uma família. Todos falavam a mesma língua, todos se entendiam, e todos estavam perto um do outro. Eles viviam uma vida simples e comiam a mesma comida. Mesmo que alguém fosse mais rico e outro mais pobre, isso não se refletia muito em seu modo de vida. Todos comiam peixe seco (era em abundância na Mesopotâmia), pão, cebola, alho, e alguns produtos lácteos. Isso é tudo em geral. Isso era tudo o que tinham, mas todo mundo tinha. Ou seja, as pessoas tinham pouca preocupação sobre como se alimentar. A terra era fértil, tudo era bom, e todos viviam da mesma forma até o surto de egoísmo.

É por isso que a sabedoria da Cabalá, revelada por Abraão, baseia-se no fato de que as pessoas praticamente têm que viver da mesma forma, satisfazer as suas necessidades naturais na forma que o corpo exige, isto é, normalmente, de forma racional, e tudo mais, todas as outras forças, deve ser aplicado em subir acima do seu egoísmo.

Abraão falou sobre o egoísmo, que começou a aumentar e crescer rapidamente. Ele atraiu alguém ao negócio e outro em outra coisa. Todos queriam ser mais do que os outros, melhor do que os outros, mais forte, mais importante, e assim por diante. “Devemos, ao contrário, permanecer no mesmo nível”, disse Abraão, “ou, muito possivelmente, subir, mas, ao mesmo tempo, a fim de melhorar a nossa vida, mas também para ser uma comunidade, como uma família”. Numa família, as pessoas cuidam de todos igualmente, para que todos tenham o que precisam em relação às suas necessidades, e, para o restante, as forças devem ser aplicadas apenas para elevar-se acima do egoísmo. Esta atitude para com o nosso desenvolvimento é a base da Cabalá.

No entanto, a maioria não deu ouvidos a Abraão e eles seguiram o caminho egoísta do desenvolvimento, com exceção do grupo de pessoas que ele havia reunido. Ele era governado pelas leis de doação. As pessoas proviam as necessidades básicas umas às outras e, ao mesmo tempo, todo mundo ascendia de acordo com suas habilidades, e todas as outras forças eram investidas em estar conectados. Se as pessoas agem dessa forma, a força superior da natureza (podemos chamá-la de Criador) começa a ser revelada nas relações entre eles, e eles sentem o próximo nível de existência, e não a natureza inanimada, vegetal e animal que sentimos hoje, constantemente se preocupando com o bem-estar do corpo, seus prazeres, satisfação, conforto, mas o próximo nível.

Este nível é chamado de “ser humano” ou “Adão”, da palavra “similar” (Domeh), similar ao Criador, à força superior, à força de doação e amor, que na verdade está dentro natureza que gere, governa, e desenvolve-o. Isto é o que foi descoberto e o que estava escondido há milhares de anos e está começando a ser revelado novamente hoje.

Os últimos Cabalistas do nosso tempo são Baal HaSulam, Rabash, você e eu. Além disso, nós não estamos apenas mostrando como eles fizeram. Nós estamos começando a perceber isso, e, é claro, a realização é feita não a partir do nível da antiga Babilônia, onde as pessoas eram como uma família no mesmo nível. Então, talvez tudo era simples, mas obviamente a história posterior seria diferente.

A humanidade precisa desenvolver o seu egoísmo e desenvolvê-lo bem até a percepção de que ele realmente está nos arruinando. Em vez de todos os bens que ele tinha nos prometido, nós nos encontramos perdidos, imperfeitos, não tendo conseguido nada. Nós tentamos viver melhor e, no final, passamos todos esses anos nisso, todas essas oportunidades que temos neste estado, em nossas vidas.

Portanto, hoje nós começamos um nível completamente diferente, o nível final, egoísta e completo do desenvolvimento do mundo. Na verdade, o egoísmo vai crescer muito mais, mas no próximo nível, as pessoas já começarão a se ocupar com a unidade e avançar para a próxima fase de desenvolvimento.

Da Palestra antes da Convenção em Krasnoyarsk 12/06/13

O Fim Da Era Do Consumo Desenfreado

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós vemos que os Estados Unidos aplicaram enormes esforços a fim de resolver a situação no Oriente Médio e esforços financeiros (impressão de dinheiro) para estabilizar o sistema atual. Mas como parece, isso não está conectado de forma alguma em mudar o próprio homem.

Resposta: Não está conectado porque eles não entendem o que precisam fazer. Eles não conhecem o plano da natureza. Eles não têm noção do sistema de integralidade, e, portanto, todas as suas tentativas trazem e só trarão desenvolvimentos cada vez maiores da crise. As tentativas são produzidas porque estaremos quebrando a natureza em vez de corrigir a nós mesmos para nos igualar. Este é o seu erro.

Pergunta: Mas, de acordo com a percepção do homem moderno, o próprio homem é um sistema fechado e é impossível fazer qualquer coisa com ele. O que é possível é usar isso de alguma forma, como um comprador, e fazê-lo funcionar bem.

Resposta: Já é impossível fazer tudo isso. Você não pode fazer deles compradores. Primeiro de tudo, estas relações são completamente diferentes do que eram anteriormente. Em segundo lugar, os desejos numa pessoa mudam não só em quantidade, mas também em qualidade. Hoje, é difícil fazer as pessoas serem consumidores desenfreados, mesmo que você exija isso delas através de todos os meios de comunicação e relações públicas. Aos poucos isso está acabando, pois as pessoas mudam, uma vez que se desenvolvem, evoluem.

Durante muitos milhares de anos, nós fomos percebendo nossos desejos infinitos. E depois, nos últimos 50-60 anos, eles nos ensinaram a construir uma sociedade de consumo desenfreado: eu trabalho, compro, jogo fora, e novamente trabalho, compro e jogo fora. Para quê? Para que os dólares sejam recolhidos na conta bancária de alguém.

Isto agora está terminando. Você não pode exigir que um homem trabalhe, compre e jogue fora, e volte a trabalhar, comprar e jogar fora. Ele começou a se cansar disto. Seu ego começou a ser processado, como tudo é processado na natureza, e para mudar qualitativamente. Nossas próximas necessidades são encontradas em outra área.

A pessoa já está cansada de servir a seu corpo e correr de loja em loja procurando o que viu ontem na TV. Hoje, desejos mais significativos despertam nela. Nós estamos nos movendo lentamente em direção ao próximo nível. A questão é: “Por que existimos?”. E este é o próximo nível de desenvolvimento.

E aqui você não pode satisfazer as pessoas com novos trapos ou os mais recentes telefones. Você não pode, porque há um tempo de produção através de todos os meios.

De KabTV “Através do Tempo” 17/3/13