Textos na Categoria 'Egoísmo'

Todos Nós Somos Iguais, Como As Crianças À Mãe

Quando chegamos a uma convenção, encontramo-nos na companhia de pessoas que são estranhas, que nunca vimos antes. Nós não sentimos e não entendemos um ao outro, mas isso não é importante. Se eu sei que eu tenho que conectar-me com outras pessoas, a fim de conectar-me ao Criador, então eu posso entrar em qualquer grupo.

Não me preocupa quem está sentado ali, de que país eles vêm, ou mesmo que língua eles falam. A principal coisa para mim é participar emocionalmente e internamente neste círculo.

Não é importante para mim se estamos falando a mesma língua e se nos conhecemos bem, se somos amigos ou vemos um ao outro pela primeira vez. Isso não muda nada. A principal coisa é subirmos acima de nosso ego e querermos ser integrados em nosso círculo, a fim de alcançarmos a unidade e, através dela, deixarmos que o Criador ouça o que queremos. [Leia mais →]

Sobre A Abordagem Ao Segundo Ilumimisno

Dr. Michael LaitmanOpinião (Yuri M. Kagramanov, publicitário, culturologista): “Existe um meio de prevenir o declínio da civilização europeia? Desde o início do século XXI, na encruzilhada acadêmica Ocidental, houve palestras sobre a necessidade de um Segundo Iluminismo, o que daria um novo impulso à civilização europeia – assim como o Iluminismo clássico fez.

“A elite cultural cai na multidão como no atoleiro, e a humanidade não só se tornou madura, sobre o que os intelectuais do Iluminismo estavam sonhando, mas retrocedeu à infância: ela está interessada apenas no corpo, conforto, bem-estar, poder das coisas materiais… a humanidade infantil do século XXI demonstra as falhas inerentes às crianças: credulidade, imoralidade, covardia, ignorância, propensão à violência, espírito de rebanho.

“A confiança do Iluminismo de que o ser humano é capaz de assumir o destino do mundo em suas mãos está completamente perdido. Não precisamos de ideologia, mas de visão de mundo: é um conceito muito mais amplo, sempre determinado por gênios”.

Meu Comentário: Não haverá um Segundo Iluminismo como os mestres da Europa acadêmica imaginam. O egoísmo floresceu apenas uma vez e deu o seu fruto, e hoje nós estamos colhendo-o! O Segundo Iluminismo deve ser altruísta, e será concedido ao mundo não por egoístas, mas por aqueles que dominam o caminho para sair disso, ou seja, os Cabalistas. O Segundo Iluminismo é chamado de “Educação Integral do Mundo” ou “sabedoria da conexão”.

Veja O Quão Bom É O Nosso Faraó!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eles falaram sobre altruísmo no noticiário e sobre as organizações sociais que organizam a ajuda mútua entre as pessoas: a permuta de coisas que as pessoas não precisam, apartamentos de férias, etc. Elas já estão implementando o que falamos?

Resposta: Isso é muito ruim, porque o Faraó está brincando com elas dizendo: “Eu tenho tudo que vocês precisam! Por que vocês precisam fugir de mim para o deserto? Adorem o Senhor aqui no Egito!”.

Não devemos nos incorporar em tais sociedades, mas sim seguir o nosso próprio caminho. Certamente nada de bom virá disso. Nós podemos tornar nossa vida um pouco mais confortável dessa forma e pintá-la com cores mais brilhantes, mas este não é o objetivo do nosso mundo. Portanto, tais iniciativas não vão durar muito tempo, mas vão entrar em colapso como todas as outras ideias agradáveis que a humanidade tem tentado implementar.

Por que organizações como o Greenpeace falham? Porque é impossível corrigir o ego dessa maneira. A pessoa não muda, apenas faz tudo a partir da perspectiva do seu ego. Pior ainda, é como Bina que entra em Malchut, os sete anos de saciedade, quando querem desfrutar de todos os atributos de doação, Bina.

Estes são os filhos de Israel que entram no Egito e causam o seu desenvolvimento, o protegem, e se certificam que todos os seus celeiros estão cheios. Tudo isso é graças ao atributo de Bina, o que significa que Israel entra no atributo quebrado de Malchut, no Egito.

Primeiro isso traz os sete anos de saciedade, quando nós damos. Eu dou a você e você me dá e a vida é bela e boa! Depois esta euforia termina com um golpe terrível, os sete anos de carência. Estes não são os anos que levam ao êxodo do Egito, mas os anos que conduzem à verdadeira quebra.

Pergunta: Mas quando saímos para o público, nós lhes oferecemos a mesma coisa.

Resposta: Mas nós somos os únicos que oferecem isso, ao servir como um mediador entre a Luz que Reforma e o povo. Nós lhes trazemos o remédio; trazemos o tubo através do qual o líquido intravenoso fluirá e os curará.

Nós não somos o verdadeiro líquido intravenoso, mas o tubo de distribuição deste remédio. As organizações altruístas sobre as quais você ouve falar no noticiário simplesmente agem dentro dos limites deste mundo: “Vamos nos comportar bem! Vejam o quanto o nosso Faraó desfruta! Como ele é bom para o seu ego e o meu ego!” Isso não acompanha o objetivo da criação, e por isso não há como possa ser cumprido ou executado.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 27/04/14, Escritos do Baal HaSulam

Quando Você Se Aproxima Do Criador, Você Eleva O Faraó

Dr. Michael LaitmanAo longo da nossa história temos avançado graças ao desenvolvimento do ego. Isto é o que nos torna diferentes dos animais, plantas e matéria inanimada onde o desejo de desfrutar dificilmente se desenvolve.

A pessoa deve ter a liberdade de escolher, ou pelo menos de ser ensinada, de que essa liberdade existe de modo que o ego vai crescer e ela vai se aproximar dele. Quanto maiores os esforços que ela faz em preparar e corrigi-lo, maior o mal que ela descobre.

Portanto, quando a pessoa estuda e faz esforços no grupo, participando do seu trabalho, tentando baixar a cabeça como é exigido dela, ela estabelece diferentes tipos de apoio. Isto é chamado de sete anos de saciedade.

Depois os sete anos de fome são revelados, uma vez que ela preparou seus vasos e agora pode lidar com as revelações desagradáveis ​​em seu desejo de desfrutar. Isso acontece para que ela seja capaz de trabalhar com o seu desejo e descobrir que sua natureza egoísta é sua inimiga. Portanto, Moisés reclama com o Criador que, quando ele começa a falar com Ele e atinge o desejo de desfrutar com sua mente e seu coração espiritual, com a sabedoria da Cabalá, este desejo torna-se ainda pior.

Antes que ele pensava em sua correção, não havia tantas subidas e descidas. Havia apenas pequenos movimentos, como resultado de estar incorporado no grupo, mas depois ele começou a entender que era possível se aproximar do Criador, ao conectar e estabelecer uma nação. Quanto mais a pessoa se aproxima da linha direita, do Criador, do valor da doação, da consciência de que a força superior é o atributo mais sublime e nada além disso, mais forte a linha de esquerda e o Faraó despertam nela.

Isso acontece para que a pessoa permaneça equilibrada, seja capaz de estabilizar o seu estado no meio entre estas duas linhas, e descubra quem e o que ela é. Portanto, Moisés reclama, com razão, que as pessoas se sentem pior desde que chegou ao Criador. A razão é que no momento que Moisés se aproxima do Criador, o Faraó cresce a fim de manter o equilíbrio entre o Criador e o Faraó. Não podemos esquecer isso.

Moisés vem ao Faraó para falar em nome do Criador, o que significa que ele entende que o seu objetivo é se aproximar do Criador. Como resultado, tudo se torna pior, e só o equilíbrio entre essas duas forças pode ajudar aqui. Isto significa que os dois polos tem que estar conectados e nós devemos perceber que ambos vêm do Criador, que não há outro além Dele, e que nós temos que seguir os dois, o que significa a linha do meio.

Não devemos esquecer que as duas linhas devem ser incorporadas na linha média, até que um terceiro parceiro venha, as conecte e complete. Isso significa que há uma guerra constante.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/04/14, Escritos do Rabash

Moer O Ego Até A Doação

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que simboliza a mó do sistema que moe os grãos do ego na correção espiritual?

Resposta: É um sistema muito complicado que processa e corrige nossos desejos. Além do mais, tudo isso acontece dentro de uma pessoa. As cascas dos grãos ou a casca é o embrulho egoísta externo do qual temos que nos separar totalmente e espalhar ao vento.

Ela nos protege por um tempo, como protege toda a humanidade hoje, levando-nos gradualmente a um estado em que começamos a sentir que o ego é ruim. Isso nos atrapalha em muitos aspectos da vida. É hora de corrigi-lo e começar a tratar a nós mesmos e a vida de forma diferente. Nós temos que mandar o ego para o ar, o que significa que temos que mudar a sua forma.

Primeiro nós escolhemos os grãos, quando entendemos que estes são os nossos atributos egoístas, e depois nós os batemos e, assim, os limpamos das cascas e tiramos os grãos dos caules. Estes são todos os processos internos que uma pessoa atravessa.

Depois, as cascas são levadas pelo vento e somente a safra limpa é deixada no celeiro, e nós começamos a processar os grãos, o que significa triturá-los. A moagem é o processo de reconhecimento do desejo, que já perdeu sua embalagem egoísta. Mas como e com o que devemos fazer isso? Os trinta e dois dentes de uma pessoa também simbolizam as ações de moagem, uma vez que quando mastigamos o alimento, este se torna útil para comer.

Mas a coisa mais importante para nós são as mós. Moendo o nosso desejo, nós começamos a entender o que é feito. Então, adicionamos água a ele, ou seja, ao desejo de receber que agora está limpo da intenção para si, e adicionamos a intenção pelo bem dos outros, pelo amor dos outros, e através deles, pelo Criador. Isso é chamado faz pão, e se nós agimos desta forma, os nossos desejos se tornam alimento que faz uma pessoa crescer.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno ” 27/11/13

Sacrificar O Ego Em Prol Da Doação

Dr. Michael LaitmanComentário: O oferecimento de um sacrifício foi descoberto após as consecutivas entradas de Abraão, Isaque e Jacó no Egito.

Resposta: O oferecimento de sacrifícios também era de certa forma comum no Egito, mas de uma forma totalmente diferente; a Abraão, por exemplo, foi dito: “Ofereça Isaque como sacrifício”.

Após o êxodo do Egito, havia instruções diretas para vir ao Criador, para a construir o Tabernáculo, para informar os sacerdotes, etc. Isto tornou-se o movimento de uma nação que não existia no Egito.

Portanto, nós podemos entender como o costume hebraico de oferecer sacrifícios de animais abatidos foi odiado pelos egípcios. É porque o ego vê como ele está sendo destruído e sacrificado a fim de adquirir o contrário, o atributo mais odiado, a propriedade de amor e doação.

O ego não pode suportar qualquer forma de sacrifício, e é contra isso, mas não pode fazer nada em relação a isso.

Pergunta: Alguns condados proibiram o abate kosher de animais.

Resposta: Geralmente encontramos este fenômeno, visto que o ego ordinário normal não entende que oferecer um sacrifício kosher, mesmo no nível corpóreo, é a forma mais humana e misericordiosa, porque, nesse caso, o animal não sente que é morto. Na verdade, ele simboliza correção.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 20/11/13

Um Escravo Voluntário Da Luz

Dr. Michael LaitmanNão há estado mais importante do que o nosso estado atual, uma vez que este é o lugar onde a nossa evolução espiritual começa. É na nossa situação, na nossa condição, que a saída para o primeiro nível espiritual é possível. Não pode ser de outra maneira. Todo mundo começa assim. Nós recebemos uma oportunidade especial e temos que usar todos os meios que nos são dados, a fim de nos levar ao sentimento de exílio, a sensação de que estamos algemados e no pior estado possível sob o domínio de Faraó.

O Faraó controla até mesmo o nosso menor pensamento, nosso menor desejo, onde quer que nos viramos e tudo o que fazemos. Cada impulso e movimento que fazemos vem dele; cada pensamento e fluxo de consciência, cada desejo e todos os desejos que se originam dele, são todos determinados pelo ego. Não importa o caminho que vamos e quão longe tentamos nos afastar do mal, nós permanecemos no ego.

Uma pessoa determina que não pode deixar o exílio, embora realmente queira sair dele e faça diversas tentativas, esforços muitos grandes, mas isso não leva a nada. Quando ela grita desesperadamente com as últimas forças que ela deixou apenas para este último grito, um milagre acontece e ela sai do Egito.

Agora ela começa a entender e sentir o que significa estar sob a influência da Luz. Ela sai de sua escravidão para o seu desejo, e voluntariamente se torna escrava da Luz, optando por estar sob o domínio do atributo de doação, acima da razão.

Ela sabe que está se tornando escrava, que está escravizando a si mesma, e que não é mais livre, mas está livre do desejo de receber e do seu amado “eu”, com quem ela sempre se preocupa. Ela está sob outro tipo de dominação e realmente quer estar sob essa dominação.

Não há um estado neutro no caminho entre o Egito egoísta e a doação completa. A pessoa se move imediatamente de um tipo de dominação para outra, mas ela quer e anseia por isso, mesmo quando ainda está no Egito. Além da repulsa, do ódio e da rejeição que sente em relação ao estado no Egito, ela também anseia pela dominação total da Luz de modo que esta irá governa-la totalmente, orientá-la e controlá-la.

É assim que devemos nos preparar internamente. Vamos torcer para que de alguma forma estejamos prontos para isso e, como para todo o resto – o Senhor vai completar o trabalho por nós.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/04/14, Escritos do Rabash

Quem Vai Ganhar: O Ódio Ou A Necessidade De Existir?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Em nosso mundo, nós vemos claramente a tendência de separação e isolamento. Mas onde está a segunda tendência aqui, o desejo de conexão? Eu não a vejo.

Resposta: A segunda tendência é revelar a minha dependência em relação a todos. Acontece que duas forças estão agindo sobre você: de um lado, você rejeita todos e, por outro lado, você depende deles. Estes dois pólos estão constantemente diante de você.

Se de cima eles quiserem avançar você, eles sempre vão influenciá-lo com a ajuda destas duas forças. Assim como o Criador prometeu a Abraão, (Gênesis 21:12) …é por Isaac que a descendência deve ser continuada. Através dele nascerão muitos netos que vão crescer até uma enorme família, e por outro lado, Ele acrescenta, (Gênesis 22:2) …e oferece-o lá em holocausto.

Se o Criador tivesse lhe dito para matar Isaac, teria sido mais compreensível. E mesmo que ele o abençoasse com uma multidão de descendentes, isso também teria sido claro. Mas, como podem as duas declarações serem realizadas em conjunto?

A humanidade está neste estado agora. Por um lado, a total dependência mútua entre todos é evidente e, por outro lado, a separação é tão grande que ninguém é capaz de falar com o outro. Trinta anos atrás, as relações entre as pessoas eram muito melhores; hoje, os países europeus não conseguem chegar a um acordo entre eles.

Pergunta: Mas em que lugar do mundo nós vemos uma inclinação à conexão?

Resposta: Não há nenhuma inclinação à conexão, mas sim apenas uma descoberta da imagem de quanto dependemos de todos. Por outro lado, de acordo com o nosso sentimento interior, nós queremos nos desconectar.

Por exemplo, a Escócia quer romper com a Inglaterra, embora seja claro que os dois estariam em pior situação, porque há uma infinidade de empresas mistas. Uma nação tem minas de carvão e a outra tem estações à base de carvão; uma tem peixe e a outra tem restaurantes que servem peixes; esta dependência é reconhecida por todos. Por que elas devem ser separadas?

Se isso lhes garantisse ganho monetário, seria compreensível, mas isso não acontece. Elas ganhariam apenas uma coisa: saciar seu ódio. Ou seja, por causa do desejo natural que não tem justificação material, elas estão inclusive dispostas a perder economicamente, desde que o ódio vença.

Essa inclinação existe em todo o mundo. Em breve voltaremos à fragmentação feudal. Por exemplo, há duzentos anos na Alemanha, havia dezenas de pequenos principados. Nós estamos voltando de novo a esses tempos, porque não podemos corrigir o ódio mútuo.

Mas nós não vamos voltamos exatamente a essa condição anterior por causa da dependência mútua. Um tem água, um segundo tem pão, um terceiro tem carne, um quarto tem peixe, um quinto tem carros, um sexto tem equipamentos médicos, e assim por diante. Apesar de tudo, eu dependo de todos. Então, por que existem todas essas fronteiras?

O ódio me obriga a estabelecer fronteiras e a fechá-las. E a vida nos mostra que estamos dentro de um sistema integral que alcançamos como resultado do desenvolvimento do nosso desejo. Então, o que eu posso fazer se eles me obrigam a conectar com todos? Neste caso, só a guerra pode resolver o problema. Ela irá destruir as fronteiras e o mundo inteiro. Então, tudo vai ser do jeito que eu quero: fronteiras rígidas, separação, e o meu ódio poderia se derramar na íntegra. Quando não tivermos escolha, vamos começar a lutar. Este é o resultado se deixamos o ego correr solto.

Em nosso nível não há outra solução. A solução é encontrada acima, acima dos dois opostos. Ódio e convergência são incompatíveis entre si; há um curto-circuito entre eles. É impossível conectá-los diretamente; é preciso colocar algum tipo de adaptador entre eles e transformar o ódio em amor. Então, será possível conectá-los.

Mas como nós vamos transformar o ódio em amor? Em nosso mundo não existe poder que possa transformar nosso desejo egoísta num desejo de doar. Portanto, nós precisamos da ciência da conexão, a sabedoria da Cabalá. Ela nos ensina como organizar o nosso ambiente para atrair o poder interior da unidade através de seus exercícios. Esta força irá gradualmente nos corrigir.

Então, a partir do poder corrigido da conexão, vamos começar a sentir novas relações, uma nova percepção do mundo, porque mudamos. Dentro dessa nova compreensão, dentro da relação de amor em vez da relação de ódio, vamos ver uma nova realidade. Na realidade anterior, eu atraía tudo para mim; a minha visão era para obter benefício pessoal de todos.

Mas, através de uma mudança na orientação para cuidar do bem da sociedade, eu descubro propriedades e poderes completamente diferentes que agem na realidade, que são chamados de mundo superior. Tudo isso vai ser descoberto dentro do meu novo relacionamento com os outros.

Assim como eu agora descubro este mundo através do meu relacionamento egoísta com as outras pessoas, eu vou descobrir o mundo superior dentro do relacionamento altruísta com os outros, até que todos os mundos, todos os níveis, cheguem ao estado de Infinito. Tudo depende apenas das mudanças na percepção da realidade.

Está escrito (Shabat 151b): “Não há nenhuma diferença entre este mundo e o outro mundo, exceto a forma como os governos vão agir”, ou seja, que tudo depende da orientação do desejo de receber: a preocupação comigo ou com o outro. As nações já descobriram o quanto dependem uma da outra, e entendem que é impossível lutar contra uma nação que lhes fornece óleo ou produtos. Se eu a eliminar, o que vai acontecer comigo? Isto é como a queima de uma mercearia no bairro onde você compra todas as suas necessidades. Onde vou conseguir tudo que preciso para existir?

Mas o ódio é tão grande que não nos permite pensar logicamente: “Não faz diferença se eu vou morrer, contanto que aconteça com o meu vizinho primeiro!” É assim que a lei do ódio funciona, e o intelecto fica impotente. A emoção tem precedência sobre a inteligência. Em suma, o intelecto é escravo do desejo. Primeiro, o desejo é despertado e depois a mente ajuda a realizar este desejo.

O intelecto me ajuda a conseguir o que eu quero, não o que eu planejei e decidi! Este é todo o problema. Toda a criação é um desejo de prazer e todos os nossos pensamentos são dirigidos apenas para isso. Portanto, eu não vejo um milímetro além dos limites do meu ego; não faz diferença quão sábio eu sou. Só a ciência da conexão pode ajudar, ou seja, a sabedoria da Cabalá.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 25/03/14

Não Há Inimigos, Apenas Parceiros

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro A Árvore da Vida,” Item 3: Quando as gerações diminuíram e os seus próprios sábios começaram a almejar ambas as mesas, ou seja, uma boa vida para sua corporalidade, também, seus pontos de vista aproximavam-se das massas .

O desejo de desfrutar estava constantemente a crescer, o medidor estava sempre girando internamente, aumentando a sua temperatura mais e mais, até que o desejo de desfrutar ardeu completamente. Mais e mais Reshimot eram reveladas. E é por isso que os cientistas, que costumavam ser idealistas e só queriam ciência pura, como aconteceu até ao final da Idade Média, de repente, alcançaram a riqueza e louvor, eles queriam prémios Nobel. Foi assim que começaram a vender a sua ciência.

E, além disso, a pesquisa exigia tantos recursos materiais, tão grande investimento, que os cientistas não tinham tanto dinheiro e foram obrigados a vender-se aos círculos dominantes, os poderosos deste mundo. Tornou-se possível abordar um químico e pedir uma nova droga, mais forte do que todas as já existentes.

E os cientistas não tiveram escolha a não ser cumprir ordens-isso é algo que nunca tinha acontecido antes. Em primeiro de tudo, um cientista não precisa de dinheiro e foi atraído para a ciência pura. Em segundo lugar, os clientes não eram tão corruptos, prontos para destruir o mundo inteiro para seu lucro. Foi assim que o mundo mudou e as gerações diminuíram.

Nós vemos hoje que as pessoas precisam da ciência para ganhar controlo sobre os outros, e ganhar dinheiro. A ciência não é usada para o bem da ciência pura; já ninguém se interessa mais por isso. Ninguém daria um tostão pela ciência pura, e já mais ninguém se compromete com isso.

Os cientistas estão envolvidos em disciplinas aplicadas que possam realmente trazer vantagens financeiras o mais rápido possível. Por isso, graças á ciência nós revelamos que somos escravos da má inclinação. Mas por enquanto, apenas os Cabalistas o compreendem, enquanto aqueles que controlam os cientistas pagam a quem lhes é vantajoso pagar e utilizam a ciência unicamente em busca de lucro.

O desejo egoísta desenvolve-se não apenas quantitativamente, mas também qualitativamente. A agora começamos a perceber que todo o problema é o nosso egoísmo que nos governa. Há uns 50 anos, nós não pensávamos assim. Nós conquistamos o espaço, sonhamos com viagens a outros planetas e estrelas, e estávamos orgulhosos pelas grandes conquistas da humanidade.

Depois chegou a deceção, e nos dias de hoje todos os programas em geral caíram por terra. O exemplo do conflito atual na Ucrânia, que Europa e Rússia se veem envolvidos, isso mostra como todos são dependentes uns dos outros, uma vez que o sistema começa a parar.

Como pode haver alguém a aplicar sanções se estamos todos conectados com o outro? Um estado gostaria de se desligar do outro, mas não pode. Todo mundo está amarrado por responsabilidade mútua, conexões ruins, e não pode fazer nada sobre isso. Em última análise, começa um completo caos e confusão. Eles começam a perceber que é impossível fazer qualquer coisa contra entre si.

Se a Europa se recusar a receber petróleo e gás da Rússia, como é que vai subsistir? E se a Ucrânia deixar de fornecer alimentos para a Rússia, quem vai perder mais? A ligação é tão forte que é impossível cortá-la. Um depende do outro, porque recebe dele, e vice-versa. É possível lutar sob tais condições? Apenas abanar o dedo e ir para casa?

Este é o resultado do desenvolvimento da ciência graças ao qual nós adquirimos ameaçadoras armas e prendemo-nos a nós mesmo através do comércio internacional.

Pergunta: Então, resulta que nós voltamos para a guerra fria?

Resposta: Isto não é a guerra fria— já não é mais possível. A guerra fria significa aplicar todas as sanções, mas disparando para o outro. Mas agora também é impossível. Mesmo o envio de um espião e expondo um inimigo é inútil, porque se estamos tão interconectados, não seremos capazes de fazer qualquer coisa de qualquer maneira. É o mesmo que instalar uma camara de vídeo e espião e ouvir a si mesmo.

Estamos atados juntos, tu já não és um inimigo, mas um parceiro. Eu recebo alimentos teus, enquanto tu recebes petróleo e gás a partir de mim, e não podemos fazê-lo um sem o outro. Que diferença fará se denunciar um ao outro? Se eu depender de ti, então, pelo contrário, é do meu próprio interesse que tu fortaleças os teus pontos fracos. Digamos, a Rússia irá revelar alguns pontos fracos na indústria europeia, mas não está interessada de maneira alguma em prejudicar, antes em corrigir esses defeitos. .

De facto, se a industria Europeia parar, a quem irá a Rússia vender o seu petróleo e gás? E sem essas vendas, não terá o dinheiro para si. Vês onde a nossa dependência mútua nos leva? É por isso que muitas alianças diferentes são feitas, pois toda a gente depende do outro. Só o egoísmo explodindo os impede de compreender toda esta dependência até o fim. E tudo isso é consequência da ciência moderna.

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Da 4ª parte da Lição Diária de Cabala 3/9/2014, “Introdução a o Livro A Árvore da Vida”

Mutação Artificial Do Nível Animal

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que o desejo de um animal não cresce com o tempo e desejo apenas o desejo do homem cresce?

Resposta: O humano é aquele animal no qual o desejo de receber cresceu. O ser humano é uma espécie de mutação artificial do nível animal, e na verdade, ele é chamado de Adam (homem) só depois que atinge o Criador, e antes disso ele ainda pertence ao nível animal.

O homem é uma forma de doação que adquirimos ao nos assemelharmos ao Criador. Antes disso nós nos chamamos de “seres humanos”, como com uma perspectiva de futuro, porque há um poder potencial em nós que podemos desenvolver e transformar para ser o verdadeiro povo espiritual.

Veja a desordem e os tumultos que estão acontecendo no mundo moderno. É digno de chamá-los de Adão (homem)? Parece mais com animais que enlouqueceram. De acordo com o seu comportamento, é possível dizer que o ser humano não mudou em nada desde os tempos antigos, e ele não é de forma alguma melhor que o homem selvagem primordial, e inclusive pior. Desde então, o desejo de receber cresceu e nos trouxe ainda mais danos. Nenhum do nosso desenvolvimento foi na direção certa e Adam é apenas aquela parte de nós que é semelhante ao Criador.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 06/03/14, Escritos do Baal HaSulam