Textos na Categoria 'Egoísmo'

O Desenvolvimento Do Egoísmo

laitman_566_02Pergunta do Facebook: Você afirma que o desenvolvimento da sociedade é o desenvolvimento do egoísmo nela. Por que não é o desenvolvimento do altruísmo? Será que devemos começar a promover a cooperação entre nós em vez de promover a concorrência?

Resposta: Eu vejo como o mundo tem evoluído há séculos e que é apenas resultado do egoísmo. Além disso, todos os cientistas e pesquisadores confirmam isso. A sabedoria da Cabalá diz a mesma coisa.

Não devemos nos desenvolver por meio do egoísmo, isto é, não no desejo de receber tudo dentro de nós e de pensar somente em nós mesmos em qualquer momento: “O que eu devo fazer para me sentir bem?” Mas devemos mudar nosso paradigma, isto é, devemos pensar: “O que eu devo fazer para que os outros se sintam bem?” Essa é uma mudança significativa, uma revolução interna em uma pessoa, que ela não pode fazer por si mesma.

Pergunta: Como eu posso mudar a mim mesmo se a nossa natureza é puro egoísmo?

Resposta: Esse é um paradoxo interno; não podemos sair da estrutura da nossa natureza. Podemos corrigi-la, mas apenas com a ajuda da força superior, o Criador.

Se o Criador iluminar Sua força sobre nós e nos influenciar como um ímã movendo um pedaço de metal à distância, seremos capazes de mudar a nós mesmos e nos movermos na direção oposta ao nosso egoísmo.

Para fazer isso, precisamos convencer o Criador a avançar para um atributo totalmente diferente: da propriedade de recepção ao atributo de doação, não o atributo do egoísmo, mas o atributo do altruísmo, não o atributo do ódio, mas o atributo do amor.

Vamos tentar fazer isso. Isso é o que a sabedoria da Cabalá nos ensina!

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 15/02/17

Do Vazio Ao Vazio

laitman_424_02Nas Notícias (The Guardian): “Jonathan Safran Foer: ‘A Tecnologia Está Nos Diminuindo’

“A maioria das nossas tecnologias de comunicação começou como substitutos de uma atividade impossível. Não podíamos sempre nos vermos face a face, então o telefone tornou possível manter contato à distância. A pessoa nem sempre está em casa, então a secretária eletrônica tornou possível uma mensagem sem a pessoa estar perto de seu telefone. A comunicação on-line originou-se como um substituto para a comunicação telefônica, que foi considerada, por qualquer motivo, demasiada onerosa ou inconveniente. E, depois, mensagens de texto, o que facilitou mensagens ainda mais rápida e mais móveis. Essas invenções não foram criadas para serem melhorias na comunicação face a face, mas uma declinação de aceitáveis, se diminuídos, substitutos dela.

“Mas então uma coisa engraçada aconteceu: começamos a preferir os substitutos diminuídos. É mais fácil dar um telefonema do que fazer o esforço para ver alguém em pessoa. Deixar uma mensagem na máquina de alguém é mais fácil do que ter uma conversa telefônica – você pode dizer o que precisa dizer sem uma resposta; é mais fácil fazer o check-in sem ficar enredade. Então começamos a telefonar quando sabíamos que ninguém iria atender. Mandar um e-mail é mais fácil ainda, porque a pessoa pode se esconder atrás da ausência de inflexão vocal, e, claro, não há chance de acidentalmente pegar alguém. Com as mensagens de texto, a expectativa de articulação é ainda mais reduzida e é oferecida outra casca para se esconder. Cada passo ‘para a frente’ facilitou ainda mais – apenas um pouco – evitar o trabalho emocional de estar presente, transmitir informações ao invés de humanidade.

“O problema de aceitar – com preferência – os substitutos diminuídos é que, ao longo do tempo, também nos tornamos substitutos diminuídos. As pessoas que se habituam a dizer pouco se acostumam a sentir pouco. Ou apenas sentir o que foi concebido e vendido para nós sentirmos”.

Pergunta: Para onde você acha que a tecnologia moderna, a inteligência artificial, etc., estão levando a humanidade?

Resposta: Para o reconhecimento de que temos que desistir de tudo e começar a trabalhar de coração para coração, para realmente desistir de tudo o que não está relacionado com o sentimento no coração. Tudo o mais vai chegar ao seu pico e depois desaparecer. Nós não precisaremos nos conectar através de longas linhas e redes web, as mais altas tecnologias no espaço ou em novas cidades, nada.

Nem precisaremos de TV com telas gigantes e milhares de canais. Ninguém vai querer entupir sua cabeça com tudo isso. Nós vemos que os jovens estão gradualmente virando as costas para isso. Vai levar mais alguns anos e também vamos nos livrar de todos os telefones.

Comentário: Futurologistas dizem exatamente o oposto. Eles acreditam que uma comunicação interestelar será desenvolvida …

Resposta: Absurdo. Nada vai acontecer.

Pergunta: Você está dizendo que tudo isso vai desaparecer e o homem vai querer sentir novamente um afeto caloroso?

Resposta: Hoje, por exemplo, o carro é um meio de ir de um lugar para outro, não a meta em si. Imagine que você tivesse uma nave espacial e dez estrelas, e que sua sogra vivesse em uma estrela e outro parente ou amigo vivesse em outra, e você pudesse ficar longe de todos eles, ter o seu próprio pequeno planeta e viver lá pacificamente.

Mas já percebemos que todas essas coisas não levam a nada. Uma pessoa tem que se preencher-se, e ela não consegue encontrar um preenchimento em tudo isso, então continuamos perseguindo diferentes preenchimentos e finalmente vemos que, embora tenhamos os meios para isso, isso não se justifica. Uma pessoa se sente cada vez mais vazia.

Comentário: Acontece que toda a nossa vida e desenvolvimentos futuros são apenas uma corrida, na verdade, uma corrida atrás de preenchimentos…

Resposta: Claro! Veja como os escritores retratam imagens futuristas: estamos nos movendo de um lugar para outro a uma velocidade tão grande, para onde? De um fim vazio para outro fim vazio, mas pelo menos eles estão escrevendo best-sellers.

Pergunta: Jonathan Foer diz que estamos nos afastando dos corações. Ele realmente teme isso. As pessoas sentem esse medo como resultado do progresso?

Resposta: Não, elas sentem isso porque não há saída. Se a humanidade não descobrir a razão e a meta da criação, ela vai afundar em drogas e pílulas para dormir.

Pergunta: Por que passamos por um caminho tão longo? Por que precisamos de todas essas tecnologias?

Resposta: Porque temos que reconhecer a parte maligna de nossa natureza. Se não conseguirmos reconhecê-la completamente, não seremos capazes de corrigi-la.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 01/03/17

“Eu”, “Nós” E Sistemas Sociais

Walking through the WallPergunta: No passado, as pessoas sentiam o “nós”, mas não o seu “eu”?

Resposta: Isso é o que estava acontecendo na antiga Babilônia antes da crise e o que foi chamado de confusão de línguas (construção da Torre de Babel). Mas não era porque as pessoas estavam conectadas e unidas, mas porque seu egoísmo era muito pequeno, no nível zero.

As antigas sociedades em que tudo era compartilhado, viviam sob um primitivo regime comunista.

Com o crescimento do ego, cinco sistemas (configurações) de regras apareceram gradualmente até o capitalismo. Agora chegou a hora do socialismo, e depois chegará o tempo do comunismo.

Da Lição de Cabalá em Russo 30/10/16

O Que É Felicidade?

Laitman_715Pergunta: O que é felicidade?

Resposta: A felicidade é um estado no qual a Luz Superior desce sobre uma pessoa e a preenche com a sensação de uma existência eterna e perfeita.

Felicidade (“Mazal” em hebraico) significa sorte, que vem da raiz de “nozel – gotejamento“. Quando a Luz Superior desce sobre uma pessoa, ela flui e preenche a pessoa de realização, conhecimento e a sensação de uma existência totalmente clara, perfeita e eterna. Isso é felicidade.

Pergunta: Tal estado pode vir sem nenhum esforço de parte de uma pessoa? Afinal, há pessoas que têm sorte na vida.

Resposta: Na nossa limitada existência material, certamente. Pode ser que uma pessoa sinta que tudo está bem e que não precisa de mais nada. Ela simplesmente vive uma vida vazia. Por que não? Caminhe para uma cabana em uma aldeia remota, construa para si um covil acolhedor lá, e seja feliz se puder.

No entanto, o fato é que o ego está em constante desenvolvimento. Ele precisa de novos preenchimentos o tempo todo. Caso contrário, uma pessoa não vai se sentir satisfeita.

Como fazemos com que as sensações que chegam ao nosso ego o preencham sem problemas? Só se o seu desejo está focado na doação, fora de si mesmo, é que ele não sentirá que está vazio o tempo todo. A felicidade está criando tais sentidos que são externos a nós, e então seremos felizes.

Pergunta: A maioria das pessoas pensa que precisamos de harmonia, um equilíbrio de atributos, a fim de alcançar a felicidade. De quais atributos estamos falando?

Resposta: Uma pessoa pode viver em harmonia com o mundo ao seu redor se ela e o mundo se tornarem um coletivo geral. Isso só pode acontecer se a pessoa sentir o mundo como a si mesma e cuidar dele assim como se preocupa consigo mesma.

Da Lição de Cabalá em Russo 12/11/16

Babilônia Do Século XXI

Dr. Michael LaitmanA crise da sociedade moderna é um problema muito real; ela é anunciada todos os dias por meio de jornais, rádio e televisão. Começou com a Europa e agora está se espalhando para a América.

O mundo inteiro está entrando em uma nova era e está à beira de grandes mudanças. A esperança é que essas mudanças serão realizadas através de reformas governamentais e financeiras e não através da guerra mundial.

Pela primeira vez na história, a sabedoria da Cabalá está sendo revelada e está entrando no processo que está ocorrendo no mundo porque os Cabalistas são os únicos que entendem o que está acontecendo, ao contrário de todos os outros que estão em tumulto. O mundo reconhece que não pode compreender não só a situação atual, mas também quais as perspectivas que estão disponíveis para o futuro ou quais os meios possíveis para o progresso e o desenvolvimento futuros.

Tudo isso é muito difícil de entender, especialmente quando percebemos que estamos falando de grandes massas de pessoas, tão diferentes e distantes umas das outras. Toda a Babilônia, onde Abraão iniciou sua obra, hoje começa a estar cada vez mais conectada em todos os possíveis caminhos egoístas, um mais explosivo do que outro.

A Babilônia é um símbolo do enorme egoísmo, o “anti-Criador”, revelando-se entre todas as criaturas. Portanto, é muito difícil para uma pessoa entender como esse egoísmo pode ser sujeitado a qualquer correção. Mas na medida em que a sabedoria da Cabalá é revelada, ela explica que ele pode ser corrigido, e nós somos obrigados a fazer isso.

Se não de boa vontade, então pelo caminho do sofrimento, mas a humanidade precisará retornar ao estado onde é novamente como um só corpo, uma alma, um sistema, como o primeiro homem, Adão. Esse sistema atrairá toda a Luz Superior do Infinito e toda a criação alcançará a adesão com o Criador.

Esse estado final não pode ser alterado; não pode haver acordos. A única diferença reside em quanto de seu próprio esforço a humanidade colocará para conseguir isso, quanto compreenderá a essência do processo e quanto desejará participar dele.

Algumas pessoas devem liderar esse processo e essa parte é chamada de “Israel”, que significa “Li Rosh” – “Eu tenho uma cabeça”. E todos os outros agem em relação à cabeça como um corpo e recebem dela o que já foi preparado para eles; isto é, não são obrigados a realizar um trabalho tão difícil. Naturalmente, durante este processo haverá muitas perguntas e problemas que terão que ser resolvidos com a ajuda da educação integral.

É impossível fazer uma única mudança por meio da força, mas apenas por uma mudança interna em um indivíduo. Não há nada a mudar no mundo – nenhuma mudança externa fora de uma pessoa ajudará porque o mundo externo é um reflexo de nossas qualidades internas.

Portanto, a única coisa necessária é corrigir o indivíduo e, fazendo isso, corrigimos o mundo. Esse é todo o nosso trabalho: construir tais sistemas através dos quais a Luz que Reforma alcançará o último ser humano. À frente desse sistema estarão os Cabalistas que têm uma conexão com o Criador e podem se tornar um canal para passar a Luz a toda a humanidade, a todas as nações.

Esse processo está começando a ser realizado no mundo, e, portanto, o mundo está rapidamente adotando novos contornos. Quer queiramos ou não, o governo superior está preparando a humanidade para receber a educação integral. É o chamado dos tempos.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/02/17, Lição sobre o Tópico: “Mismah Arosa (Documento Arosa)”, “O Que Deve Ser Feito?”

Nova Vida # 815 – Da Externalidade Excessiva Ao Amor

Nova Vida # 815 – Da Externalidade Excessiva Ao Amor
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Tal Mandelbaum ben Moshe

Resumo

Por que tendemos a perseguir luxos? Como podemos ver além das aparências, e como o amor nos permite ver a verdade?

Uma pessoa está disposta a fazer qualquer coisa para ser apreciada e respeitada, de modo que vivemos em uma cultura de mentiras.

Certo fenômeno deve ser intensificado para que possamos descobrir que ele é negativo. A educação pode nos ajudar a entender que existem coisas que parecem boas e doces, mas que são, na verdade, falsas e prejudiciais.

Somente o amor pode ser considerado um discernimento absoluto da verdade com o qual nos alinharemos. O amor pode nos aproximar da verdade porque exige nossa ascensão acima do ego e trabalhar para o bem de todos.

Quanto mais avançarmos em direção ao amor, mais deixaremos de respeitar as mudanças externas das pessoas. Por exemplo, um homem que é atraído por uma mulher bonita e depois descobre que ela o usou, a verá como feia.

Nós somos feitos de dois níveis, o nível animal e o nível humano, acima do qual temos que crescer.

A educação de toda a sociedade nos ajudará a adquirir novos valores em vez da falsa externalidade. A corrupção que está sendo revelada hoje nas conexões entre capital e poder nos forçará a avançar rumo à verdade.

Somente o amor nos permite ver a verdade, uma vez que muda a perspectiva de uma pessoa de pensar em si mesma para pensar no bem-estar do público.

De KabTV “Nova Vida # 815 – Da Externalidade Excessiva Ao Amor”, 19/01/17

Nova Vida # 814 – Revelando A Mentira Em Nosso Tempo

Nova Vida # 814 – Revelando A Mentira Em Nossos Tempo
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Tal Mandelbaum ben Moshe

Resumo

Por que parece que estamos cercados por mentiras? O que podemos aprender com isso a respeito da natureza humana e por que esse estudo é essencial no caminho para o próximo nível de nosso desenvolvimento?

Hoje nós estamos revelando a verdade de que estamos vivendo em uma mentira. A sabedoria da Cabalá nos diz que isso vem da nossa natureza egoísta.

Nós nos desenvolvemos por milhares de anos no egoísmo, e agora a mentira nele está emergindo. Esse é um progresso muito bom. Ninguém neste mundo está limpo do ego, de modo que todos nós somos mentirosos. Ninguém pode ver as coisas objetivamente.

Nós não seremos capazes de avançar a menos que percebamos que nosso objetivo é alcançar o amor ao próximo e que todos devem fazer tudo o que podem pelo bem da sociedade.

A mídia e as redes sociais estão cheias de informações falsas, e cada um ama sua própria mentira. Nós precisamos de um processo geral de educação social através do qual vamos conhecer a nossa natureza e aprenderemos a atualizá-la.

Em breve toda a humanidade descobrirá que a conexão entre capital, poder e imprensa não nos permite funcionar.

O processo evolutivo nos obriga a descobrir que a natureza humana é egoísta e que temos que subir acima do egoísmo, acima da mentira.

De KabTV “Nova Vida # 814 – Revelando A Mentira Em Nossos Tempo” 19/01/17

O Plano Para Sair Da Crise, Parte 2

Dr. Michael LaitmanSelvagens com uma Bomba Nuclear na Mão

A crise global mostra que a evolução da humanidade chegou ao fim, e ninguém tem um plano claro de desenvolvimento futuro.

Se continuarmos a caminhar na mesma direção, cometeremos ainda mais erros. É por isso que o programa de saída da crise por meio da educação integral oferecido pela sabedoria da Cabalá está se tornando revelado.

De fato, é uma crise da própria natureza humana, não uma ordem social particular, como aconteceu antes quando mais democracia, capitalismo, liberalismo ou socialismo eram necessários.

Agora se torna evidente que todas essas formações sociais não diferiam umas das outras porque todas eram fundadas no egoísmo. A única saída para a crise é através da correção do egoísmo por meio da educação integral.

Pergunta: Mas os regimes democráticos também ensinaram às pessoas os valores do liberalismo e da democracia, não é?

Resposta: É verdade, mas infelizmente não eram nada mais do que apenas palavras bonitas sem ações reais por trás delas. Se a democracia e o liberalismo são construídos sobre o egoísmo humano não corrigido e sem instrução, tudo se torna permissível. Uma pessoa sente que é livre para fazer o que quiser sem ter qualquer responsabilidade por isso.

No sentido moderno, o liberalismo significa que eu tenho permissão de agir como quiser, sem qualquer consideração de ninguém, nem uma sociedade, nem uma família, nem um estado, nem o próprio mundo. Sozinhos, a democracia e o liberalismo são qualidades maravilhosas, mas quando se fundem com o ego humano, se tornam destrutivos.

Nós vemos suas consequências no mundo moderno que confiou em métodos supostamente democráticos e socialistas e, como resultado, acabou com uma permissividade completa.

Os últimos ​​trinta ou quarenta anos quebraram todas as convenções sociais anteriores e levaram ao caos. É impossível encontrar um país que tenha mantido a ordem e que possa ser governado efetivamente. Obviamente a humanidade não pode existir de tal maneira.

É por isso que essa crise é uma consequência do liberalismo e da democracia se degenerando. Eles próprios são princípios maravilhosos, mas é necessário verificar no que eles se vestem. Se for o ego humano, eles levam à revelação da destruição.

Pergunta: No passado, houve muitas tentativas de educar os seres humanos, o que acabou sendo um completo fracasso. Já não está claro que é impossível mudar a natureza humana?

Resposta: É verdade que nos últimos cem anos a humanidade perdeu a esperança de educar o ser humano. O mundo não sabe educar os seres humanos e não vê resultados positivos da educação. Portanto, em vez de educação, nós nos empenhamos na aquisição de conhecimento, ensinando as pessoas a ler e escrever e dando-lhes habilidades profissionais para que se tornem bons trabalhadores, engenheiros e médicos.

Mas não pensamos em educar o Humano. Nós só estamos preocupados em fornecer a uma pessoa uma profissão para capacitá-la a criar uma família, gerar filhos, e criá-los da maneira que foi criada, sem educação real. Nós vemos problemas que surgem entre pais e filhos, e uma lacuna que existe entre gerações. Cada geração cai cada vez mais.

A humanidade tem que se educar, essa é a única coisa que falta. Tudo o resto é abundante, tanto bom como ruim, com armas nucleares, por um lado, e as fontes de energia mais poderosas, e a alta tecnologia, por outro. Em poucos anos, será possível substituir completamente as pessoas no local de trabalho por robôs. Mas se as pessoas não tiverem nada com que se ocupar, simplesmente começarão a se matar.

Uma pessoa está acostumada a ter que se levantar pela manhã e ir trabalhar, voltar cansada à noite para assistir TV, e depois ir para a cama, a fim de se levantar de manhã e ir trabalhar. Isso é considerado uma vida normal. Um animal se sente no lugar quando tem obrigações e fica exausto atendendo a elas.

Pelo contrário, se uma pessoa for deixada sozinha de manhã à noite sem qualquer obrigação, nunca organizará sua vida corretamente. Afinal, nosso ego está na base de tudo, então a pessoa vai acabar fazendo todo mal possível. A humanidade sairá dos limites da vida normal em todas as direções, afundará em todos os vícios.

Nós vemos isso no exemplo de cidades americanas que perderam suas indústrias, onde as pessoas ainda não estão trabalhando há vários anos. É perigoso até entrar nessas cidades. A qualidade de vida é tão baixa lá, você pode comprar uma casa por alguns milhares de dólares, porque ninguém quer viver lá.

Com isso, torna-se claro que a educação integral é tão essencial. Afinal, sem ela, em poucos anos nos transformaremos em selvagens com uma bomba nuclear em nossas mãos.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/01/17, Lição sobre o Tópico: “Mismah Arosa (Documento Arosa)”, “Plano para Sair da Crise”

O Que É O Pecado?

laitman_253Pergunta: O que é o pecado?

Resposta: O pecado é usar o ego para prejudicar os outros, mas é possível explicar o uso do ego de diferentes maneiras. Por exemplo, eu posso cortar uma árvore que ainda está crescendo e de acordo com a definição em nosso mundo, não é um pecado, mesmo que no nível espiritual seja um pecado.

Se uma pessoa em nosso mundo usa mais do que é necessário para sua existência normal e respeitável, todo uso acima deste nível é chamado de “pecado”.

Isto se refere à existência física regular em um nível material normal. Cada besta automaticamente se esforça para isso. Se você der um bolo para uma vaca ou champanhe para um cavalo, eles não vão tocá-los e não vão se deitar em uma cama de penas. Eles exigem apenas o que é necessário para seus corpos.

Mesmo uma pessoa precisa apenas do que é necessário para seu corpo físico e não mais do que isso. Tudo o mais deve ser direcionado para a realização espiritual, para a saída para o mundo espiritual. Toda a vida é dada a uma pessoa para descobrir a alma, a fim de atingir o mundo superior, para sair para o mundo superior durante a sua vida. Um pecado é quando a pessoa não está envolvida com isso.

Pergunta: Para uma pessoa envolvida com arte, escrita de livros, pintura, música, acumular dinheiro no banco, ganhar com juros, e assim por diante, tudo isso é pecado?

Resposta: Não, mas ela não está cumprindo sua missão. Todas as inclinações que uma pessoa tem para todas as várias artes e ciências são dadas a ela somente para a expressão espiritual, dirigindo o mundo para a unidade. Tudo o mais só a confunde.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 09/01/16

Onze Anos Após Arosa, Parte 6

laitman_752_3A Vida Que Nunca Acaba

Pergunta: O mundo se desenvolve apenas de acordo com o programa nele embutido ou há um lugar para o acaso?

Resposta: Não há nada acidental em nosso desenvolvimento. O início da criação e o seu fim estão conectados, como está escrito: “O fim da ação está no pensamento inicial”. Portanto, não pode haver erros ou imprecisões no processo de evolução. Estatística e finanças usam projeções e cálculos aproximados, mas é apenas porque não sabemos os fatos exatos.

Na natureza não há nada aproximado; tudo é determinado unicamente pelo estado final que marca o início. Uma pessoa avança na escuridão, sem saber o que a espera. Mas isso é impossível na evolução da natureza. Pelo contrário, o fim é predeterminado e, portanto, como alcançá-lo é conhecido.

O exemplo que demonstra isso é a enguia elétrica que captura a presa com choques elétricos de 500 volts. Parece que essa propriedade teve que ser desenvolvida gradualmente no curso da evolução.

Mas se a carga original da enguia não fosse 500 volts, mas 1, 5, ou 100, não ajudaria a pegar a rapina já que 500 volts é exigido! Então, como essa qualidade foi desenvolvida nela, se a pequena tensão não traria nenhum benefício?

No entanto, “o fim da ação está no pensamento inicial”; essa regra é válida sempre e em toda parte. Portanto, a natureza indubitavelmente avança, mas esse é o caminho do sofrimento devido aos golpes que forçam a transição para o novo estado. Todas as criaturas e células vivas são forçadas a se anular e morrer, mas não há perda.

Na natureza, a lei do altruísmo opera, segundo a qual toda criatura se anula em prol do sistema geral. Isso acontece automaticamente, não conscientemente. Somente quando alcançamos o nível humano nos deparamos com um problema.

Afinal, uma pessoa deve cumprir essas leis de conexão altruísta e anular seu egoísmo por sua própria vontade. Dessa forma, ela se torna semelhante à força superior, o Criador.

A vida é conexão, e uma pessoa aspira a essa conexão quanto à essência da vida. Devido à sua anulação em prol da conexão com os outros, como uma célula no corpo saudável, ela começa a sentir e revelar a força superior. Dessa forma, alcança uma equivalência de forma com o Criador.

Portanto, o Criador inicialmente criou o desejo de desfrutá-lo e destruí-lo para que a pessoa tivesse a oportunidade de renunciar ao seu egoísmo e tornar-se semelhante ao seu Criador, o grau superior. Quanto mais nos anulamos, renunciando ao nosso egoísmo, mais alto subimos alcançando equivalência com o nível superior.

Ao matar nosso desejo egoísta, nos tornamos livres dele e podemos subir ao próximo grau. Aquele que é capaz disso, revela que a vida está precisamente em se anular e em alcançar a existência superior. Não há morte, há sacrifício pessoal em prol da conexão. A unificação é o principal objetivo e a ideia da vida.

Portanto, a quebra foi necessária. O reconhecimento da nossa quebra é o fundamento para implementar a correção, ou seja, a unificação.

Eu me anulo em prol da existência no grau superior onde continuo a viver. Afinal, minha ideia, meu desejo, e tudo feito por mim existe lá, como se eu tivesse continuado a viver em meus filhos, e eles em seus filhos, e assim por diante. Aquele que mata seu egoísmo atual recebe o próximo grau: a eterna continuação.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/01/17, Lição sobre o Tópico, “Mismah Arosa“, (Documento de Arosa)