Textos na Categoria 'Egoísmo'

A Reação Do Egoísmo Saudável

Dr. Michael Laitman

Pergunta: As Convenções, onde nós usamos ativamente os workshops como uma forma de união, produziram resultados surpreendentes.

Alguns amigos que no passado não conseguiam encontrar a linguagem comum, de repente, elevando-se acima das diferenças pessoais, foram capazes de se unir. No entanto, ao mesmo tempo, houve pessoas que não puderam entrar neste processo, não puderam forçar a si mesmas a sentar no círculo.

Resposta: A reação de rejeição está ocorrendo. Essas pessoas têm um egoísmo bom e saudável. Elas também avançarão, mas nós temos que ter mais um pouco paciência e não forçá-las! Gradualmente, isso vai acontecer nelas como resultado da influência do campo comum. Eu conheço estes problemas, muitos dos quais eu mesmo experimentei de diferentes maneiras. Em geral, isso é tudo legítimo.

Em qualquer condição, em qualquer combinação, de qualquer forma possível, estes amigos devem participar dos eventos comuns; eles podem fazer isso de forma puramente mecânica, podem ajudar a fazer algum trabalho, sentar-se nos computadores, ajudar com a ligação conxeão geral entre os grupos durante esse tempo. Não importa o que eles fazem. Aos poucos, isso virá.

Existem tais tipos de egoísmo, que têm grande dificuldade em estabelecer contato. Mesmo sentados num círculo e falando sobre algo somente na forma mecânica, isso não é tão fácil. A este respeito, nós sempre temos que colocar uma outra pessoa e tentar justificá-la.

Da Lição Virtual 20/05/12, “Fundamentos da Cabalá”

Dar E Receber

Dr. Michael LaitmanPergunta: De que forma a entrega da Torá difere do recebimento da Torá em relação ao feriado de Shavuot (Pentecostes)?

Resposta: A Torá foi dada de Cima, e a questão é se vamos recebê-la abaixo. Portanto, o feriado de Shavuot é chamado de “feriado da entrega da Torá”, ou seja, que se você passou pelos estágios iniciais da preparação, é-lhe dada uma oportunidade e você recebe a Torá sob determinadas condições.

De acordo com a forma como isso é descrito, vemos que não basta apenas chegar ao Monte Sinai; nós também temos que descobrir que ele é a montanha do ódio. Isso significa que voltamos da “linha direita” para a “linha esquerda”. Por que eu preciso disso após a fuga do Egito, quando já me separei do ego? Mas a Torá não é dada apenas desse jeito, eu tenho que evocar novamente o “Egito” em mim, a minha inclinação ao mal, enquanto estou diante desta montanha, e conectá-la ao Criador, à Luz que pode me corrigir.

Então, estando diante da Luz, eu vejo as condições que são reveladas no meu ego, vejo que relações eu tenho que estabelecer entre elas, de modo que “a escuridão brilhará como a Luz”, de modo que o ego se assemelhará a Luz vestindo-se totalmente em doação.

Para fazer isso, eu realmente preciso de muitas forças externas de doação, porque não tenho essas forças e nunca as terei. Então, onde posso encontrá-las? Estou pronto para me conectar com todos os amigos nas condições da garantia mútua, e isso me permite conectar com o poder geral de doação, ou seja, a Luz superior, com o Criador. Assim, a condição principal é revelada: se nós a recebermos, vamos avançar em direção à Luz, à vida, e se não, “aqui será o seu local de sepultamento”. Esta é a condição da garantia mútua: eu me anulo somente para me conectar.

Se eu aceito esse meio, ou seja, a garantia mútua, o objetivo da criação, que é a correção mútua de todos os vasos de doação, até a adesão num todo de acordo com o princípio de “Israel, a Torá e o Criador são Um”, então eu aceito o método, a instrução, chamada “Torá”. Então, eu entro no deserto e começo a me corrigir. Cada vez novas partes do Egito, da “linha de esquerda”, são reveladas a mim; cada vez eu encontro pecados, erros e mal dentro de mim e os corrijos, subindo ao nível de Bina.

Quando eu chegar a este nível depois de “quarenta anos no deserto”, eu serei digno de trabalhar com o desejo de receber em “receber a fim de doar”. Este já é o trabalho na Terra de Israel, ou seja, no desejo de que é voltado diretamente ao Criador (Yashar El). Ao cumprir estas correções, eu construo o Templo, um vaso especial para o qual atraio a Luz que Reforma e a Luz da satisfação. Assim eu chego ao meu Gmar Tikkun (o fim da correção).

Então, novos vasos, que não pertencem a Israel, são imediatamente evocados. De onde é que eles vêm? A questão é que eu não levo em conta todos os vasos, porque escolhi e corrigi apenas parte deles, a fim de incluir Malchut em Bina, e não mais do que isso. Agora, quando os desejos da própria Malchut são evocados, eu percebo que o meu Templo está na Terra de Israel, ou seja, em Malchut que juntou à Bina. Mas isso não é suficiente. Nós temos que chegar ao estado em que a Terra de Israel vai se espalhar por todo o mundo, para trazer de volta Malchut do nível de Bina para o seu lugar.

Assim, o Terceiro Templo será construído a partir dos desejos de todo o mundo, que passará pela correção completa. Portanto, é claro que toda a nossa história foi apenas uma preparação para a correção final, que estamos realizando hoje.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/05/12, Escritos do Rabash

Meu Eu Na Verdade Não É Meu

Dr. Michael LaitmanPergunta: Diz-se na Torá: “Eu sou o teu Senhor”, o que isso realmente significa?

Resposta: Significa que o Criador controla tudo. Se você considerar todos os pensamentos ou desejos que você tem, ou ações que você executa como suas, isso só ocorre porque você está confuso e tem a ilusão de que é você. Na verdade “você” não existe de todo.

Pergunta: Então, quando posso ser eu mesmo?

Resposta: Se eu me tornar igual a Ele, então, Ele e eu “soamos” em uníssono. Meu eu realmente não existe. Meu livre arbítrio, a minha independência, é apenas para realizar de forma consciente e voluntária o que o Criador faz comigo.

Eu sou apenas um “zumbi”, mas me foi dada a chance de desenvolver uma “cabeça”, um mecanismo, uma compreensão e um reconhecimento para que eu entenda onde estou, quem me criou e quem realiza todas essas ações. Eu recebo isso para que eu possa concordar ou discordar de Suas ações, para que eu possa aceitá-Lo e senti-Lo como bom, identifique-me com Ele e só queira seu controle total. Então, eu vou ver que Ele se retira e não quer me controlar, porque agora eu quero me controlar exatamente como que Ele me controlava e não de outra maneira.

Isso significa que estou aderido a Ele. Ele abre espaço para mim na medida em que concordo com Ele. Ele me criou, eu estou totalmente sob Seu controle, e Ele só quer construir essa “cabeça” a partir de mim, a compreensão e o reconhecimento, para que eu possa me assemelhar a Ele, ser como Ele.

Com este objetivo eu posso entrar no jogo: eu sempre concordo ou discordo Dele, alternadamente, a fim de compreendê-Lo através destas mudanças e, no final, querer apenas o controle Dele sobre mim com meu coração e alma.

De qualquer forma, nós nunca estamos separados do Criador – Ele é o primeiro e Ele é o último, e não há outro além Dele. A única coisa que falta é o nosso reconhecimento da força que nos controla.

Pergunta: Mas o pai não quer o seu filho seja independente? Será que ele não solta a sua mão para deixá-lo sozinho por um momento? Será que não podemos agir por conta própria, mesmo em doação?

Resposta: Se o Criador nos deixasse, nós desapareceríamos de HaVaYaH, deixaríamos de existir. Ele cria a ilusão de eu concordar ou discordar de Suas ações, a fim de permitir o crescimento de uma “cabeça” além do “estômago”. Primeiro você se preocupava com a satisfação de seus desejos, e agora você tem  dúvidas, e um espaço é aberto, a partir do qual Ele parece estar ausente. Assim, o Criador lhe forma em pequenas porções de independência imaginária, embora você possa estar satisfeito ou insatisfeito com o Seu controle.

Assim, em contraste com as religiões, nós chegamos a um esclarecimento e análise crítica, e finalmente chegamos a um acordo, do qual alcançamos a equivalência quando o controle do Criador sobre nós é sentido como indivisivelmente bom e absoluto. Este fato decorre do desacordo inicial e da minha rejeição de Suas ações. “Como o benefício da Luz a partir da escuridão” – eu sempre tento esclarecer as coisas, tenho dúvidas e me ofendo com o Criador, discordo Dele e o amaldiçoo, até chegar à adesão com Ele.

É por isso que se diz que “a opinião da Torá é o oposto da opinião dos latifundiários”. Uma pessoa que se desenvolve com a sabedoria da Cabalá parece ser um verdadeiro “transgressor”, já que passa por tais dúvidas e questões graves, mas sem isso ela não pode chegar a adesão.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 25/05/12, Escritos do Rabash

Meu Amigo É Um Representante Do Criador!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como nós trabalhamos durante o workshop, como podemos ouvir um ao outro?

Resposta: Um amigo pode dizer coisas que eu posso ou não entender. Ele pode dizer coisas que eu acho que são grandes ou talvez algo tolo. De qualquer forma, agora eu o percebo como uma manifestação de um representante do Criador: o Criador está me influenciando através dele.

Se eu sou repelido pela aparência ou expressão do meu amigo, pelo real significado de suas palavras ou qualquer outra coisa, eu não posso percebê-lo ou querê-lo. E este é um exercício maravilhoso! Eu preciso superar isso! Se ele é um representante do Criador, uma vez que “Não há ninguém além Dele”, especialmente num evento como este que estamos participando, então eu preciso elevar o meu amigo e tentar penetrar a essência espiritual através dele, que está apresentando tudo isso a mim e também se apresenta desta forma. Eu devo me elevar acima de mim mesmo a um estado onde vou perceber tudo como bondade absoluta, doação absoluta, uma qualidade espiritual absoluta – a despeito do que estou sentindo internamente, apesar do fato de que eu não tenho isso.

E é uma coisa muito boa que essas duas qualidades estejam se manifestando em mim: a minha atitude egoísta para com meu amigo, quando tudo que eu vejo nele não recebe qualquer crítica, e por outro lado, quando eu o trato mediante a fé acima da razão, como representante do Criador, porque nada deve vir de alguém no mundo que possa ser mau ou imperfeito. E se isso existe em mim, então é meu; eu estou olhando para ele com meus próprios olhos.

É por isso que, se eu sou capaz de observar esses dois estados em mim, então eu já fiz certo trabalho espiritual. Nós devemos unir todos os maiores e menores estados críticos com relação uns aos outros, e teremos um vaso comum (Malchut, que está no fundo e consiste apenas de coisas desagradáveis), e ele vai ficando mais brilhante e pior em nós, e seremos capazes de continuar subindo em direção à Keter sobre ele. Então, vamos chegar a essa distância entre eles, tal tensão, que será igual ao estado em que a Luz Circundante for se transformar em Luz Interna e brilhar lá. Então, nós iremos adquirir o primeiro grau espiritual.

O que isso faz? Nós elevamos MAN à Malchut do mundo de Atzilut, que nos conecta juntos, e lá nós estabelecemos a nós mesmos pela primeira vez como recém-nascidos. E uma pessoa não pode nascer sozinha, mas apenas um mínimo de dez pessoas.

Uma Vida E Uma Oração Comum Para Todos

Dr. Michael LaitmanO centro do grupo é o ponto em que nos tornamos livres de todos os fragmentos da quebra e queremos nos concentrar apenas em nossas centelhas, unindo-as. E quanto mais buscamos unir estas centelhas, mais alto subimos na escada espiritual.

Devido a estes esforços, nós revelamos uma nova profundidade do desejo em nós, e uma Luz maior é revelada na união das centelhas. A conexão das centelhas é a “Reshimo de Hitlabshut“, e a profundidade do desejo, acima do qual queremos nos conectar, é a “Reshimo de Aviut “. Assim, nós começamos a nos conectar em nosso primeiro Partzuf espiritual comum, no qual sentiremos uma só alma.

A primeira vez nós sentiremos a nós mesmos na realidade integral, onde estamos todos conectados, e dentro dela sentiremos a vida espiritual: um por todos. Como se diz: “Não há nenhum outro além do Criador”, um por todos: um pensamento, uma Luz, um sistema unificado. Nós sentiremos a nós mesmos vivos dentro de uma força superior.

Então, nós começaremos a reconhecê-la cada vez mais, distinguindo mais recursos nela, atitudes diferentes em relação a nós, relativo ao tamanho do Partzuf. Mas o primeiro ponto, a partir do qual temos que começar, é o ponto da nossa união, chamado de centro do grupo. Ele é composto de dois elementos: o primeiro é a superação do nosso egoísmo, a Reshimo de Aviut, e o segundo é o nosso desejo de se unir por meio de nossas centelhas, o que determina a Reshimo de Hitlabshut.

Se eu acomodá-los corretamente, um em relação ao outro, isso é chamado de fé acima da razão. Tudo se resume a uma realidade, um único estado. A fé é a centelha de conexão, e o conhecimento é a força do desejo egoísta, acima do qual queremos construir nossa conexão.

Não importa se falhamos em alcançar o desejado e em nos conectar no centro do grupo. O principal é o quanto de esforço nós investimos. A quantidade de esforços determina o sucesso.

Nós nunca alcançaremos o sucesso diretamente através de nossas ações, mas só atrairemos a Luz até nós, de modo que o Criador termina este trabalho para nós! Afinal, “um prisioneiro não pode libertar-se da prisão”; tudo acontece devido a ajuda do Alto, através da oração e da resposta a ela.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/05/12, “Discussão Sobre o Workshop”

O Poder Realmente Corrompe

Dr. Michael LaitmanNas notícias (do Daily Mail ): “Mais de cem anos depois que o renomado historiador John Baron Acton cunhou a frase “o poder tende a corromper, e o poder absoluto corrompe de forma absulta”, cientistas afirmam que o ditado é biologicamente verdadeiro.

“A sensação de poder parece ter um efeito no cérebro semelhante à cocaína, aumentando os níveis de testosterona e do seu produto, o 3-androstanodiol, em homens e mulheres.

“Por sua vez, isso conduz a níveis elevados de dopamina, o sistema de recompensa do cérebro chamado núcleo accumbens, que pode ser muito viciante.

“A cocaína funciona de forma semelhante, o que pode ter efeitos variados, desde o aumento da vigilância, confiança, energia, sentimentos de bem-estar e euforia, mas também da paranoia, ansiedade e inquietação.

“O poder tem quase efeitos idênticos aos da cocaína, e em demasia pode produzir dopamina demais, levando a mais efeitos negativos, como a arrogância e impaciência.

“As alegações do Dr. Ian Robertson podem de alguma maneira explicar o comportamento estranho e impulsivo de cidades ricas, magnatas e celebridades.

“Escrevendo para o Daily Telegraph hoje, ele disse: “Os babuínos que estão abaixo na hierarquia de dominância têm baixos níveis de dopamina em áreas chave do cérebro, mas se eles são “promovidos” para uma posição superior, então a dopamina aumenta correspondentemente. Isso os torna mais agressivos e sexualmente ativos, e em seres humanos mudanças semelhantes acontecem quando as pessoas recebem o poder.

“‘Por outro lado, um rebaixamento na hierarquia diminui os níveis de dopamina, aumenta o stress e reduz a função cognitiva”.

“Ele acrescentou que se descobriu também que o poder torna as pessoas mais inteligentes, porque a dopamina melhora o funcionamento dos lobos frontais do cérebro.

“Submissão e dominação também causam efeitos semelhantes através dos mesmos circuitos de recompensa do cérebro, como o poder e cocaína”.

Meu comentário: Se, como diz a Cabalá, a questão toda é o desejo de receber o conteúdo desejado, o comportamento, a dependência e o desenvolvimento humano podem ser explicados desta maneira. Exceto pelo conhecimento, a satisfação pelo poder é a maior fonte de prazer na hierarquia dos desejos. Acima do conhecimento, há apenas o esforço em conhecer o Criador, não por meio da mente, mas por meio da alma, o desejo corrigido.

O Segredo Da Luz Superior

Dr. Michael LaitmanDurante a leitura do Zohar, nós não devemos esquecer que ele está falando apenas da conexão entre nós nas suas diferentes formas. O Zohar nos explica como podemos subir através desta conexão aos níveis mais altos a cada vez, como podemos fortalecê-la através das “três linhas”, das novas Reshimot (genes informacionais), despertares, iluminações nos níveis de Ibur (concepção), Yenika (nutrição) e Mochin (maturação), e assim por diante.

Isto tudo é para estreitar a nossa conexão, ou seja, conectar o nosso vaso cada vez mais, corrigindo a quebra, e de acordo com a intensidade da conexão descobrir o atributo de doação mútua que reside entre as partes que foram separadas e que agora estão se conectando entre si acima do nosso ego. Isso é chamado de Luz superior que é revelada entre nós.

Se as partes se anulam apenas para se conectar, isso é chamado de Luz de Hassadim, mas se elas também trabalham com o seu ego, a fim de conectar, isso é chamado de Luz de Hochma. Esta é a conexão, e não há nada além disso.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá de 5/21/12, O Zohar

O Tipo De Conexão Define A Propriedade

Dr. Michael LaitmanOpinião (Nicholas Christakis, MD, PhD, coautor de  Conectado: O Poder Surpreendente De Nossas Redes Sociais E Como Elas Moldam Nossas Vidas):“Uma das ideias-chave sobre as redes sociais é que, na soma de ligações entre as pessoas e padrões específicos de relações que obedeçam a determinadas regras matemáticas, o todo se torna maior que a soma de suas partes. O conjunto de seres humanos tem propriedades que não residem nos indivíduos, e esse conjunto de seres humanos é agora capaz de fazer coisas que anteriormente não era capaz de fazer. E uma das ilustrações ou exemplos que eu mais gostaria de dar sobre isso é algo que a maioria das pessoas está familiarizada desde o ensino médio ou desde a faculdade de química, e esse é o exemplo do carbono.

“Então, você pode pegar átomos de carbono, e pode juntar os átomos de carbono em grafite, e aqui vamos colocar um determinado padrão hexagonal de ligações, e você consegue folhas de grafite, e este grafite é macio e escuro. Ou, podemos tomar os mesmos átomos de carbono e montá-los de maneira diferente, em uma espécie de estrutura perimetral com as ligações entre eles, as ligações entre os átomos de carbono, e nós temos o diamante, que é duro e claro, e essas propriedades de maciez e escuridão, dureza ou clareza, diferem em primeiro lugar dramaticamente, não porque o carbono é diferente. O carbono é o mesmo em ambos, mas por causa dos laços entre os átomos de carbono. E segundo, estas propriedades não são propriedades dos átomos de carbono. São propriedades do grupo, as propriedades do conjunto de átomos de carbono. Portanto, quando tomamos elementos constitutivos e os montamos em um todo maior, este todo maior pode ter propriedades que não poderiam ser previstas apenas estudando os elementos individuais e as propriedades que não residem nos elementos individuais”.

Meu comentário: Através da união entre nós, nós criamos a propriedade que traz a energia superior (Ohr Makif) até nós. Devido a essa influência, somos transformados de egoístas óbvios em altruístas.

Um Novo Tipo De Estresse: O Tédio No Trabalho

Dr. Michael LaitmanOpinião (Dr. Sandi Mann, professor sênior de psicologia da Universidade de Lancashire Central): “De acordo com novos estudos, o tédio no local de trabalho está crescendo, afetando a todos, desde pessoas com alta ambição até os preguiçosos

“… o tédio – depois da raiva – é a segunda emoção mais comumente suprimida no local de trabalho. …

“E mais, o Dr. Mann acredita que poucos de nós estão dispostos a aturar o tédio à medida que esperamos que cada aspecto de nossas vidas seja satisfeito – uma atitude que teria sido muito menos comum entre as gerações mais velhas com uma perspectiva mais prática. …

“Um estudo sobre a relação entre o comportamento de trabalho contraproducente e o tédio pela Montclair State University e University of South Florida identificou seis maneiras com que funcionários entediados podem prejudicar suas organizações: por abusar dos outros, por ‘desvio de produção’ (propositadamente falhando nas tarefas), sabotagem, afastamento, roubo e brincadeiras. O mais comum dos quais é o afastamento…

“[Mark] de Rond, [da Escola de Direito Financeiro da Universidade de Cambridge] também diz que há um tipo de tédio onde os profissionais ficam entediados não porque não tenham trabalho suficiente, mas porque sentem que não têm nada que vale a pena fazer”.

Meu comentário: Conforme o crescimento do egoísmo e, além disso, à medida que ele se transforma numa espiral, quando se torna globalmente integral, todos os efeitos e emoções negativas se manifestarão cada vez mais, e nenhum truque psicológico ajudará, exceto a correção do próprio egoísmo.

Um Jogo Interminável

A Never Ending GamePergunta: Durante o processo de educação, a pessoa tem que aprender certos modelos de comportamento. Quais são esses modelos de comportamento?

Resposta: Esses modelos de comportamento são as leis de comutação, algo semelhante à tabela de multiplicação. Antes de tudo, é a disponibilidade de cada um de entrar no outro, sentir o outro como seu parceiro no mesmo processo de ajuste.

Quando encontramos pessoas em nosso mundo egoísta, entramos num determinado contato com elas. Por exemplo, nós sorrimos a fim de estabelecer primeiro uma conexão puramente visual e, depois, emocional. Só depois é que começamos a perceber o outro mais de perto. O mesmo acontece aqui.

Quando falo de grupos e sociedades, estou me referindo a uma infinidade de grupos, que irão se familiarizar um com o outro, conectar e trabalhar em conjunto, seja por fundindo-se ou misturando-se um com o outro, a ponto de criar enormes convenções e festivais, quando diferentes grupos com a mesma preparação reúnem-se e realizam determinadas ações mútuas.

Em outras palavras, aqui nós já estamos lidando com milhares de pessoas num determinado espaço limitado, que devem interagir entre si. Ao mesmo tempo, nós podemos envolvê-las em estados e jogos especiais de modo a superar uma variedade de problemas e processos. Além disso, estes problemas e processos devem ser naturais e não artificiais. Por exemplo, de repente falta luz, ou surge certo perigo, ou o contrário, surge certa oportunidade, ou seja, alguém acha um tesouro em algum lugar. Como é que vamos interagir nesta situação?

Nós criamos diferentes condições de jogo e emoção para elas, nós tentamos tirá-las dos hábitos altruístas que elas estão acostumadas e as fazemos dependerem umas das outras  mais uma vez, o mais egoisticamente possível. Ao mesmo tempo, observamos como elas superam esses estados, e depois os esquecem, e mais uma vez tentamos estimulá-las, para lembrar e sair de seus egoísmos, na tentativa de encontrar novas forças internas para situações totalmente inesperadas.

Existem muitas oportunidades para as pessoas aqui. Eu acho que a coisa mais importante é trabalhar com estas situações, porque como uma criança, quando a pessoa joga, ela finalmente se corrige, corrige sua natureza. Nós pensamos que isto é apenas um jogo, mas na realidade esta é uma enorme meta universal para corrigir o egoísmo humano, além do qual nada mais existe. Todo o resto é a natureza inanimada,  instintiva.

Da “Discussão sobre Formação Integral” # 16, 27/02/12