Textos na Categoria 'Egoísmo'

As Faces Do Faraó

Dr. Michael LaitmanOs vasos de doação, que uma vez foram separados, caíram nos vasos de recepção, e agora são encontrados lá, sob seu controle. Este estado é chamado de “exílio” e se expressa no fato de que o desejo de receber está utilizando a qualidade de doação com a intenção de doar na intenção de receber.

Isto é, o “exílio” é um conceito espiritual que não é simples. Eu o alcanço verdadeiramente quando sei que doo ao Criador a fim de receber prazer Dele. Eu sou todo Klipa, e isso quer dizer que estou no exílio, num nível espiritual muito alto de uma conexão contaminada com o Criador. Existem apenas duas forças: de recepção e de doação. E eu, a força de recepção, recebi a força de doar, a retenho e a utilizo para o meu próprio prazer.

Hoje, no entanto, eu não sinto que estou no exílio; ao contrário, eu me identifico com o desejo de receber. Se eu me identificasse com o desejo de doar, eu teria dito que estou no exílio, sob o controle do Faraó, ou seja, do ego. Cada vez que eu quisesse doar, eu teria subitamente sentido que atuo em prol de receber.

Nós podemos dividir o exílio do Egito em fases, de acordo com o sentimento do exílio. Baal HaSulam escreve sobre isso em sua Carta 14: E a questão é que a medida que o povo de Israel pensava que o Egito o escravizou e o perturbou no seu trabalho para o Criador, na mesma medida ele realmente estava no exílio egípcio. Tudo depende do “usuário”, aquele que recebe e sente. Por exemplo, quando Moisés matou o Egípcio, os Judeus o denunciaram. Eles não sentiam que estavam no exílio, mas ao contrário, era Moisés e não o Faraó que tornava suas vidas difíceis.

Portanto, quando aconteceu a quebra, os vasos de doação, ou as almas de Israel que são chamadas de Yasher Kel (ou seja, a intenção de doar), caíram nos vasos de recepção, na intenção de receber. Mas isso em si não quer dizer nada. Nós precisamos de esclarecimento, com o qual seremos capazes de nos identificar tanto com os vasos de recepção quanto com os vasos de doação. Se no Egito eu me identifico com os vasos de recepção, eu estou florescendo, como o Faraó que está construindo belas cidades (Pitom e Ramsés) para si.

Por outro lado, para aquele que quer chegar à doação, essas são cidades pobres, perigosas: “Talvez não sejamos capazes de sair do controle do ego, do controle do Faraó!”.

Portanto, nós devemos entender onde estamos. A pessoa que tem um ponto no coração, que já anseia pela sabedoria da Cabalá, a revelação do Criador, precisa sempre verificar a si mesma: “O que em mim prevalece agora, o desejo de receber ou o desejo de doar? Se for o desejo de receber, então eu sou um trabalhador do Faraó; se for o desejo de doar, então eu sou ‘Israel no exílio’”.

Este é o primeiro discernimento. Depois disso, se a pessoa o desenvolve,  ela   finalmente sai o exílio. Como o Rabash escreve no Shlavey Sulam (Os Degraus da Escada) (1985/1986), Arrtigo 6: Verifica-se, que o exílio é o estado do Kli, e a redenção é a Luz e doação. É exatamente de dentro dos problemas, quando sentimos que estamos sob este controle, que o novo vaso começa a se formar, com o qual a pessoa sai do exílio. Não há vasos prontos; “vasos” são novos discernimentos que geramos a partir do trabalho no Egito, no exílio, as quatro fases, que no final criam um desejo completo que sente que isto se tornou a redenção para nós.

Na verdade o que é a fuga do Egito? De quem você está fugindo? Do desejo de receber? Não, ele permanece do mesmo modo que o desejo de doar permanece. Então, por que Faraó se inverte?

Na primeira fase, o grupo de Abraão saiu da Babilônia, ou seja, do desejo de tirar vantagem do Criador para seu próprio bem. Em outras palavras, os vasos de doação fizeram uma “restrição” em seu desejo de receber, que na época não podia ser corrigido, e eles se separaram dele. Mais tarde, esse desejo cresceu – apareceu Isaac, que representa a “linha esquerda”, e ele se separou de Esaú. Cada vez o desejo de receber é acrescentado a nós, e nós fazemos esclarecimentos e nos desconectamos dele, deixando-o para o futuro, até que sejamos capazes de trabalhar com ele.

Nós só adicionamos a nós mesmos, à intenção de doar, os vasos que somos capazes de corrigir.

Portanto, o “Faraó” é um desejo de receber muito grande que veio depois que o povo de Israel se preparou para o novo estágio. Primeiro eles completaram o próximo nível no desejo de receber chamado “Jacó”. Então, a necessidade de continuar a crescer foi criada, que é chamada de “fome na terra”, e eles desceram para o Egito.

No início, o Faraó era bom e a vida do povo de Israel no novo lugar era boa. Eles sentiram que o acréscimo do desejo de receber não atrapalhava o desejo de doar. Assim, num primeiro momento, eles conseguiram viver no Egito: eles controlavam seu desejo de receber. Portanto, este não era o exílio, mas “sete anos de saciedade”.

Mais tarde, quando os filhos de Israel se conectaram ao novo vaso, este se transformou em “sete anos de fome”. O desejo de receber continua a crescer, e em algum momento, eu não sou capaz de fazer nada com ele. Lentamente ele “me engole” e me coloca no desejo de doar a fim de receber. O Faraó toma cada vez mais dos filhos de Israel, e eles são impotentes contra o seu controle. Este desejo simplesmente os engole, como um crocodilo, e nada é deixado de doação, e o Faraó cresce. Finalmente, da escuridão total, o ponto no coração desperta em nós: Moisés que nos tirará do Egito.

Este é o caminho do desejo de receber, e estes são os discernimentos típicos por ele. A história toda é desenvolvida dentro do desejo. Depois de sair da escravidão no Egito, chegamos ao “Monte Sinai”, a montanha do ódio (Sina). Este é o mesmo Faraó, só que de uma forma diferente. Mais tarde, repetidamente, somos confrontados com o egoísmo crescente. Cada vez de uma forma diferente, e isso nos permite continuar a fazer as correções.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/11/12, “Exílio e Redenção”

Reabastecendo O Tesouro Do Egoísmo

Dr. Michael LaitmanO grupo de Abraão saiu da Babilônia e se tornou uma nação. Ele chegou ao seu fim particular de correção no nível do Primeiro Templo, a Luz de Mochin de Haya. Logo depois, ocorreu uma descida. Em outras palavras, seguiu-se uma cadeia de exílios.

Durante o exílio babilônico, o povo de Israel ainda permaneceu num nível espiritual que era superior que o da época do êxodo do Egito. Somente depois que o Segundo Templo foi destruído, ele caiu completamente. Primeiro os vasos de doação (a parte espiritual da nação) foram destruídos, e depois os vasos de recepção entram em colapso, resultando no desejo tornando-se subordinado à intenção egoísta. Na primeira fase, o desejo altruísta só mudou seu vetor, mas não quebrou completamente. Na segunda etapa, os vasos de recepção quebrados foram incluídos no desejo que pertencia às nações do mundo, aplicando plenamente a pressão do exílio sobre Israel, que agora está chegando ao fim. Em comparação com a situação atual, todos os exílios anteriores foram apenas “ziguezagues temporários para baixo” e apenas na última etapa o povo de Israel foi misturado com outras nações e se juntou a elas na sua verdadeira oposição ao Criador.

Assim, se todos os outros exílios fossem medidos nas fases anteriores, o último mergulhou Israel até o fundo, privando-o de toda Luz espiritual. Na Babilônia, eles ainda eram uma nação, apesar de estarem bastante desconectados. Quando Hamã lhes deu o ímpeto de se unir, Mordecai só precisava da Luz de Hassadim para unir as pessoas. Mas hoje, isso não seria suficiente, uma vez que a quebra penetrou muito mais profundo e requer agora uma correção mais forte. Na época de Mordecai, os judeus foram separados de seus Kelim de doação, mas eles não se odiavam, e era muito fácil se reconectar.

No Shamati, artigo 144, Baal HaSulam escreve: Hamã disse que em sua opinião, nós teremos sucesso em destruir os judeus…, o que significa que ele pode separá-los ainda mais e levá-los a um desejo egoísta ainda maior que levaria seus vasos de doação a quebrar e forçá-los a se odiar ainda mais, tornando-os subordinados aos vasos de recpção. … porque eles estão separados uns dos outros; portanto, a nossa força contra eles certamente prevalecerá, uma vez que provoca a separação entre o homem e Deus. E o Criador não irá ajudá-los de qualquer maneira, uma vez que estão separados de Deus. A lei estabelece que: A Luz não pode afetar os desejos que estão no estado de separação.

É por isso que Mordecai veio para corrigir essa falha, como se diz: “os judeus se reuniram”, etc., “para se reunir e defender suas vidas”. Isso significa que eles se salvaram se unindo. Só existe a força de unidade e o poder de separação. O último é Hamã, o Faraó, etc., e o primeiro é o justo em cada geração.

Assim, “exílio” e “resgate” são medidos pelo nível de unidade ou de separação. A pessoa não deve imaginar períodos de tempo, distâncias, ou nações… A única coisa que importa é a unidade: quando o país estava mais unido, era o nível do Primeiro Templo; quando a unidade enfraqueceu, era o Segundo Templo, e quando a unidade é ainda menor, é o exílio. Mais uma vez, os estados dependem do grau de nossa conexão.

As forças do mal destinadas à desintegração provocam um desejo egoísta no povo de Israel. Por trás dessas forças há o Criador, porque não há outro além Dele. Ele instiga esses estados para fazer as pessoas compreender o peso do fardo que estão carregando e fazê-las passar por várias dificuldades, a fim de forçá-las a acordar e se elevar à unidade, como resultado do seu desamparo e fraqueza.

Assim, o verdadeiro exílio acontece quando todos os vasos de doação trabalham para o Faraó. Eles constroem as prósperas cidades de Píton e Ramsés; eles aspiram à doação, mas os resultados de seu trabalho são aplicados aos desejos egoístas. É a doação em prol da recepção, que enche o “tesouro” do egoísmo.

Mesmo aqueles que discordam não conseguem se livrar da escravidão, já que os lucros egoístas os mantêm em sua casca egoísta e os faz doar em prol da satisfação de seus vasos de recepção. Nossos desejos continuam crescendo, mas permanecem permanentemente vazios. Giramos nossas rodas até que começamos a gritar para o Criador; em outras palavras, até que a crise global nos atinja. É exatamente isso o que está acontecendo agora. Esperemos que sejamos capazes de despertar os “egípcios” e seduzi-los a agir.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/11/12, “Exílio e Redenção”

Ocultado E Revelado

A sabedoria da Cabalá consiste de duas partes: oculta e revelada.

“Oculta” significa proibida de ser revelada. E qual é a questão em revelar? Na verdade, tudo pode ser escrito em livros, mas o que uma pessoa pode obter deles depende do estado em que ela está internamente. Assim, uma das partes da sabedoria da Cabalá é chamada de “oculta”, porque só é revelada depois que certas condições são reunidas, à medida que a pessoa atravessou a limpeza do seu ego.

Também é chamado assim visto que a parte superior do mundo de Atzilut é inacessível a nós. Mesmo que eu aprenda sobre o primeiro e menor nível da ascensão espiritual  e ainda estou no mundo de Assiya, Yetzira, Beria e só depois entrar no mundo de Atzilut, ainda assim, mesmo no menor nível em que estou, as primeiras dez partes chamadas de “um nível” (um nível é feito de 10 Sefirot), já me dão uma idéia sobre toda a criação, mas de uma forma mínima, em pequena escala. Então, eu me elevo e me vejo como num mapa que eu li em uma escala maior, tudo está ampliado.

Mas estando no fundo, eu não posso trazer a parte oculta, GAR de Atzilut, sua parte superior para perto de mim , o que significa descrevê-la. Eu posso imaginar mais ou menos diferentes níveis mais baixos, e também estou sempre errado, uma vez que cada nível superior é um novo atributo a respeito de um nível inferior. Ainda assim, eu posso de alguma forma imaginar, mas não os níveis que estão  ocultos ou que são chamados secretos. Todos os níveis abaixo deles são chamados de revelados e nós podemos chegar a todos eles, antecipando de antemão quais revelações eles nos trarão”.

O primeiro Partzuf do mundo de Atzilut é chamado de Atik, a partir da palavra hebraica “ne’etak” –  “Cortar”, desunido e cortado, da nossa realização. O seguinte Partzuf é chamado de ZeirAnpin, e a parte superior de sua “cabeça” é chamada de Keter, ou mais precisamente Kitra (em aramaico), e esta parte é também oculta.

Tudo que está abaixo dessa parte é revelado gradualmente para nós:  Kruma de Avira, Mocha de Avira, Mocha Stima. A estrutura de todas estas partes é muito interessante, pois é a partir delas, da parte revelada da cabeça de Arich Anpin, que a Providência desce ao nosso mundo, que o nosso destino desce.

Da Lição Virtual de 25/11/12

Orgulho Humilhante E Auto-Anulação Elevada

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como o inferior deve usar a conexão com o superior para a correção?

Resposta: O inferior deve se anular para receber do superior. É como se você estivesse se afogando no rio e alguém lhe jogasse uma corda para que você pudesse se segurar e chegar à beira do rio. Para você “pegar a corda” significa alcançar o nível inicial de equivalência de forma. Esta equivalência de forma inicial é chamada de anulação.

Mais tarde, o trabalho se torna mais difícil. Apesar de você ter se anulado perante o superior e ter pego o “fim da corda” e  já ter uma ligação com ela, você sabe que para começar a receber a fim de doar você tem que criar uma necessidade interna na ligação, além da auto-anulação e da simples adesão com o superior. Aqui a pessoa tem que agir contra a sua própria opinião, inserindo sua necessidade no superior e passando pelas fases de Ibur (da gestação). Caso contrário, isso não levará a nada. “O orgulho do homem deve humilhá-lo”, e este é um problema muito grande.

Em nosso trabalho, o grupo tem o papel do superior. Ele deve ser um conceito, uma ideia, a personificação da perfeição aos meus olhos, uma vez que a conexão real já é um atributo superior. Aqui uma adição à auto-anulação é necessária: ao me anular eu estou aderindo ao superior, e ao continuar o trabalho de anulação, eu determino a conexão com Ele.

Em outras palavras, através da minha auto-anulação inicial, eu estabeleço contato com o superior, com o grupo, com o professor e com o estudo. Mas, a fim de entrar nele, a fim de receber dele, eu tenho que anular a “carne” do meu desejo, camada por camada. Este período é chamado de “os nove meses de gravidez”, e, no final, vai acontecer o nascimento.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/11/12, “A Essência da Sabedoria da Cabalá”

Todos Os Medos Derivam Da Ocultação

Dr. Michael LaitmanNão pode haver diferentes medos (temores): pela minha condição neste mundo, pelos meus parentes, e pelo mundo todo. Mas todos estes são medos corporais que resultam do fato de que, neste momento, a pessoa não está conectada ao Criador da forma correta, de modo que possa perceber que tudo está em Suas mãos e que “não há outro além Dele”.

A pessoa não entende que está totalmente sob o controle do Criador, e por isso teme por si mesma neste mundo. Uma vez que ela não tem contato com o Criador, ela sente que ela e este mundo estão afastados da força superior. Ela acha que esse mundo existe por si só.

Depois há outro estágio, quando a pessoa começa a se preocupar com a forma como as coisas são no próximo mundo: consigo mesma, com seus familiares, com o mundo. Isso significa que ela separa a si mesma e o mundo do Criador, como se todas essas coisas existissem separadamente umas das outras, e ela busca a conexão entre elas, que possa garantir a melhor existência para ela.

Todo esse medo decorre da ocultação, de modo que nada pode ajudar, exceto avançar para o verdadeiro medo, o medo (temor) do Criador.

Este já é um tipo diferente de medo; ele não é em relação a este mundo nem ao próximo mundo, nem em relação à recompensa e castigo nele. Por enquanto, há simplesmente um medo que permanece na pessoa; ela não descobriu totalmente que o Criador controla toda a Sua boa criação e que ela não tem nada a pedir ou com que se preocupar, nem no presente e nem no futuro.

Quando ela olha para o passado, ela se envergonha de suas más ações. Isso significa que ela ainda não se aderiu à Providência superior de modo que possa entender que não há outro além Dele, exceto a Providência.

Acontece que a causa de todos os medos é a ocultação. Tudo é determinado apenas pela nossa transição da ocultação para a revelação. Não há outro critério para avaliar nossos estados. A ocultação, 0 sentimento insuficiente do Criador, a fé incompleta acima da razão, tudo leva a temer e se preocupar.

Este nível é chamado de “arrependimento pelo temor” e é o nível intermediário antes da plenitude. Ele deve existir. Neste nível a pessoa esclarece quantos desejos, nos quais ela sente este mundo, ainda estão desconectados da boa e infinita Providência do Criador.

Ela consegue organizar seus desejos mais rapidamente se ela se conecta mais fortemente ao grupo. Dentro dela, ela sempre vai encontrar a si mesma e a Luz superior agindo, e irá processar todos os seus medos corretamente para que cada medo avance em direção à totalidade, tanto quanto possível.

O medo completo é chamado de Luz de Hassadim na iluminação de Hochma. Ela deve abordar tal medo gradualmente através de suas análises. Se ela exige isso corretamente, ela exige saber sobre todas as interrupções, o que significa sobre todos os seus desejos e discernimentos em que ela ainda não se assemelha ao Criador e em que não há um medo total.

Enquanto isso, a pessoa não está em estado de medo total, se preocupando se tem a intenção de doar, acima de todos os seus vasos de conhecimento, seus vasos de recepção; na verdade, isso é o que constitui o medo completo. Ao mesmo tempo, ao se preocupar com isso, no quão grande é sua doação, ou seja, acima de qual espessura do vaso isso foi revelado, ela pode subir e estar em doação. É assim que chegamos ao medo completo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/12/12, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot“

“Vamos Dar As Mãos, Amigos, Para Não Nos Perdermos Um Por Um”

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que o desejo, o fogo no coração, que foi sentido antes, desaparece? Como apoiamos este desejo? Como podemos nos manter no desejo de revelar a força superior, levando em conta que não a sentimos?

Resposta: O Criador nos dá a nossa primeira aspiração em alcançá-Lo, empurrando-nos para frente com todos os tipos de problemas nesta vida, um sentimento de vazio, e nos puxando com a expectativa de revelar a verdade. Mas nós temos que avançar por nós mesmos. Este impulso inicial por trás e o puxão pela frente são temporários; não espere que eles impulsionem você para frente o tempo todo.

Você tem que cultivar este impulso para frente por si mesmo, e isso só pode vir do ambiente. Você deve construir o seu grupo, o seu ambiente, de modo que ele o excite, puxe para frente, provoque, de modo que você veja os amigos que têm sucesso e se esforçam para frente mais do que você, para que você os inveje, para que eles lhe deem a importância da meta, e você sinta apoio nisso a partir deles.

A fim de ser impressionado por eles, você tem que se anular. Se você os considera maiores, então mesmo um pequeno impulso à meta que você veja neles vai parecer grande para você.

Esta é a base de todos os artigos do Rabash sobre o grupo. O Criador nos dá apenas o impulso inicial e nada mais: a força negativa por trás e a pequena força de atração pela frente, e apenas por um determinado tempo. Depois, Ele começa a nos dar mais e mais egoísmo, a força que prejudica, para que possamos desenvolver o nosso próprio impulso em direção a Ele sobre esta força que prejudica. Você só pode obtê-lo a partir do ambiente. É por isso que o livre arbítrio existe apenas na criação de um ambiente adequado para nós.

Portanto, se fizermos isso de forma séria, vamos definitivamente alcançar a meta, mas esta é a coisa mais importante, é a garantia do nosso avanço. Assim, eu estou muito feliz com a nossa unidade na Convenção da Sibéria, onde vamos tentar nos unir para sentir o nosso próximo estado lá, imediatamente. Ele está diante de nós; este é o nosso próximo passo. Vamos fazer isso juntos, e isso vai nos trazer sucesso. “Vamos dar as mãos, amigos, para não nos perdermos um por um”.

Da Lição Virtual 02/12/12

Quanto Mais Alta A Montanha, Mais Feliz A Subida

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que há apenas sete bilhões de pessoas aqui na terra e não 700 bilhões, por exemplo? Afinal, se houvesse, o vaso comum seria muito maior e sentiria mais prazer.

Resposta: Não se trata de quantidade, mas sim de qualidade. Neste caso, nós estamos lidando com a expansão qualitativa – até que ponto sou capaz de transcender a mim mesmo.

Quando eu começo a subir acima do meu egoísmo, eu não sinto as outras pessoas. Em vez disso, eu sinto o campo, o desejo, os vetores com os quais sou capaz de me fundir para conectar nossos desejos, aspirações e sentidos comuns.

O maior prazer é chegar a conhecer o superior: a força superior, a governança superior, porque ela está construída sobre as forças opostas positiva e negativa: o desejo de receber e o desejo de doar. Seus confrontos dentro de nós causam enormes lacunas que nós preenchemos e desfrutar.

Primeiro, há uma enorme falta de compreensão da harmonia e da ordem, e depois nós podemos entender a harmonia em si. Quando os opostos, que eram totalmente incompatíveis, finalmente se encaixam e se completam, a pessoa experimenta um prazer indescritível em seus sentidos e na mente (consciência).

Pergunta: Em outras palavras, quanto mais alta a montanha, mais feliz a subida no final?

Resposta: Mais alegria você sente quando está no seu topo.

De KabTV “Fundamentos de uma Sociedade Integral” 11/03/12

Um Enorme Presente Para O Sofrimento Por Amor

Dr. Michael LaitmanO caminho espiritual é dividido em duas partes.

A primeira parte é bastante difícil, já que não vemos exatamente o que estamos fazendo. Mas isso é precisamente o que nos ajuda a renunciar ao nosso egoísmo. Se pudéssemos ver o que estamos fazendo, o nosso egoísmo participaria desse processo e só aumentaria, e nós nunca seríamos capazes de romper com ele. Portanto, já que só podemos avançar com nossos olhos fechados, isto é, nos separando do nosso egoísmo, afastando-o gradualmente de nós e fazendo a transição para a conexão com os amigos ao sairmos para a propriedade de doação, é claro que isso é difícil para nós.

O nosso caminho baseia-se no fato de que nós atraímos a Luz superior, que nos influencia e corrige. Em outras palavras, eu sou incapaz de me corrigir, eu não posso subir acima do meu egoísmo, não posso fazer nada com ele, mas posso atrair a Luz superior sobre mim.

Portanto, os esforços na sabedoria da Cabalá são muito interessantes e diferem dos esforços no nosso mundo, onde eu afeto diretamente um objeto, uma área, ou as propriedades que gostaria de mudar: aqui é diferente. Se eu quiser mudar alguma coisa, eu tenho que atrair a Luz sobre esse objeto, essa dimensão, ou aquelas propriedades, de modo que a Luz os transforme. Assim, eu estou constantemente abordando apenas a Luz para que ela altere essas propriedades.

Como é que a Luz sabe sobre quais propriedades deve agir?

É muito simples. Se eu estou avançando em direção à propriedade do amor, da doação mútua, à propriedade de conexão com os amigos, se estou tentando me unir com eles, então eu descubro que sou um enorme egoísta que quer explorá-los, que quer apenas o ganho pessoal, e que não dá a menor importância aos demais. Quando eu descubro isso em mim, e isso evoca um enorme sofrimento em mim, eu começo a pedir que a Luz me corrija. Ao revelar o meu egoísmo interior, eu começo a me voltar à Luz e pedir para ela me mudar.

Isto é, eu preparo um enorme desejo não corrigido, revelo-o em mim, e sinto o quão desagradável isso é para mim, quão repulsivo, o quanto não quero existir dentro de mim; é como um câncer que eu quero tirar de mim, e daí eu me dirijo à Luz para que ela realize esta cirurgia em mim.

Assim, nós temos um progresso muito claro em nosso caminho: eu estou me movendo o tempo todo em direção à conexão com os amigos, ao propósito da criação, à propriedade de doação e amor. Eu estou sempre em movimento para exaltar estas propriedades, parâmetros e definições acima de mim mesmo, para torná-los meus valores mais elevados. No final, eu revelo como sou oposto a isso, o quanto não quero isso, como tudo é artificial em mim, e assim por diante. Então, a partir desta amargura, eu grito para a Luz.

Portanto, há um grande problema aqui: as pessoas que não forem capazes de perceber isso e que não forem capazes de sofrer não serão capazes de ir por esse caminho. Além disso, o sofrimento é qualitativo. Uma pessoa sente isso durante a vida normal, mesmo quando tudo está indo muito bem para ela. Este é o sofrimento por amor, quando eu gostaria de me conectar com os amigos, quando eu sei que isso é necessário, mas vejo que não posso. Só este tipo de sofrimento é entendido aqui, nenhum outro!

Não é sobre se eu sei bem o assunto ou não, ou se eu sou um cara inteligente ou impaciente, não! A única coisa que preciso é revelar a minha rejeição da conexão com os outros. Só isso! Doação! Quando eu tenho repulsa pela conexão com os outros, quando de repente começo a desprezá-la, não a quero, é precisamente essa a propriedade que eu preciso agarrar e pedir a sua correção. Este é todo o segredo da Cabalá. Não há mais nada!

Portanto, a primeira parte do nosso caminho é uma revelação gradualmente crescente do mal dentro de nós, e daí, em um único momento, ele se torna corrigido. É por isso que existem duas fases para o nosso avanço.

A primeira fase é quando em poucos anos nós acumulamos um sofrimento enorme, pesado e demorado.

Então, num único momento, ele se torna corrigido, e nós abrimos os olhos e vemos uma imagem completamente nova em torno de nós. Acontece que toda a criação funciona na propriedade de doação e amor: o mundo inteiro funciona dessa maneira, enquanto que para mim, em minhas propriedades egoístas, parecia que ele foi construído em propriedades de egoísmo, conquista, violência, brutalidade, etc.

Isso é semelhante à forma como arduamente um foguete dirige a sua órbita no espaço, mas depois, durante a órbita, na ausência de gravidade, começa uma calma repentina: tudo está quieto, os motores param de trabalhar, e você está no espaço.

Da Lição Virtual 18/11/12

“Santificação Da Lua”

Dr. Michael LaitmanA subida de Malchut à Bina é chamada de “santificação da lua”. Isso significa adquirir a fé pela qual a pessoa deve santificar seu trabalho acima da razão. Ela entende que não deve trabalhar com seus desejos de receber, mas que todo o seu trabalho deve estar dentro dos vasos de doação.

Enquanto isso, ela não tem nenhum desejo de doar, e sequer entende o que isso significa. Assim, o Criador aponta usando um “dedo”: “Olha, esta é a forma de doação!”. Isto é, a pessoa começa gradualmente a descobrir a forma de doação e entende que esta é a forma desejável.

Antes disso, ela não conseguia descobrir, apreciar ou imagina-la. Afinal, o que chamamos de doação em nosso mundo não é doação, mas recepção latente, falso altruísmo. Sem dúvida, enquanto a pessoa é controlada pelo seu desejo egoísta, ela deve sentir algum prazer em suas ações, pois, caso contrário não seria capaz de se mover.

Mesmo quando ela satisfaz os outros, ela deve sentir algum lucro, ou que o outro é mais precioso para ela do que ela mesma. Então ela sente um amor natural por ele, como uma mãe que está pronta para dar tudo ao seu bebê. Outra opção é que nós estamos tão intimamente conectados que o bem-estar do outro é inseparável do meu benefício pessoal, ou que sou controlado pelo medo!

O motivo também pode ser um beneficio ou lucro adicional, ou um desejo de reduzir meus sofrimentos. Isso também é sentido como um lucro egoísta e, geralmente, até mesmo um lucro maior do que o prazer.

Eu posso sentir um lucro por acréscimo e também um lucro por não perder. Nesse caso, a minha alegria é ainda maior.

Uma pessoa pode encontrar 100 dólares na rua, se sente feliz e rapidamente esquece. Mas se ela perder 100 dólares, ela vai se arrepender muito mais do que se achasse o mesmo valor, já que é como se cortasse algo de si mesma.

Portanto, nós temos que entender que o poder da fé está acima do desejo de receber e é adquirido em duas fases: a primeira nos vasos que trabalham pelo lucro e, depois, nos vasos onde sentimos a perda. Todo o nosso desejo divide-se em duas partes: os níveis 0-1-2 (a espessura do nível da raiz, e das fases um e dois) que são chamados de GE, e os níveis 3-4 (a espessura das fases três e quatro) chamados de AHP. Primeiro a doação é realizada nos vasos de doação e depois nos vasos de recepção.

Certamente, é muito mais difícil trabalhar com o fim de doar no vaso de recepção, uma vez que a pessoa sente uma perda imediata. Ela poderia ter recebido um prazer direto nos vasos, e agora é o contrário, ela pretende doar com esses vasos, e assim verifica-se que esta é uma perda dupla para o seu ego.

Mas ela “se santifica”, o que significa que adquire o atributo de doação e avança até que seja recompensada com a “santificação da lua”, quando o atributo de doação se torna sagrado para ela.

Ela mesma não pode brilhar como a lua, mas ilumina na medida em que é aderida à força superior, à fonte da Luz, ao sol, com a ajuda do poder da fé. Graças a isso, a lua é santificada.

Assim como a terra, a lua não pode gerar qualquer Luz, mas de forma leal se adere ao sol acima da terra e, assim, começa a brilhar. Não é a sua Luz própria, mas ela brilha graças ao fato de que não recebe nada para si, mas apenas a fim de iluminar os outros.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/11/12, Escritos do Rabash

Você Tirou Um Bilhete Premiado De Milhares

Dr. Michael LaitmanSe o caminho espiritual fosse sentido como agradável ​​e benéfico para a nossa natureza, o nosso egoísmo, quem o rejeitaria? O mundo inteiro correria até nos para estudar e se sentar à mesa. Todo mundo viria se sentisse alegria e doçura nisso.

Ninguém recusaria uma oportunidade tentadora para revelar o futuro diante de si e obter todo o conhecimento. Nosso ego teria nos empurrado para frente, nos puxado, sem nos dar um momento de descanso. Inveja, luxúria e ambição estariam queimando na pessoa, prometendo-lhe todos os tipos de realização neste mundo e o mundo superior, o Jardim do Éden. Tudo isto a teria inspirado e atraído mais e mais.

Claro, isso não é assim, e é difícil para nós compreender e impossível concordar que toda a realidade, exceto nós mesmos, é o oposto do que vemos. Ela está cheia de alegria e prazer, a revelação da força superior. Tudo isso é revelado na medida em que a pessoa adquire a qualidade de doação.

É impossível alcançar a realização espiritual, o grau do Criador, de qualquer outra forma. Assim, a verdadeira condução está escondida por trás de sua forma oposta, e nós não somos capazes de apreciá-la, para compreender e experimentar o que significa a intenção de doar. Não temos as ferramentas para desfrutar a doação.

Por favor, doe a alguém! No entanto, você não vai sentir qualquer prazer nisso, porque seus desejos são opostos. E só aquele na qual a centelha foi acesa na escuridão do egoísmo, forçando-o a procurar a doação, e que se preocupa com a centelha, tentando aumentá-la por meio dos estudos e do ambiente, avança. Na verdade, há poucos escolhidos, de todas as milhares de pessoas.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/12/12, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot”