Textos na Categoria 'Egoísmo'

Percepção Da Realidade: Desde A Antiguidade Até Os Dias Atuais

Dr. Michael LaitmanA pessoa que aspira à realização espiritual começa a ver que o mundo inteiro é um sistema. É um trabalho constante e alegre, e você se acostuma com ele gradualmente. Torna-se uma necessidade. Você já existe neste nível.

Todos os outros níveis são planos, unidimensionais, e é impossível pensar neles como antes. A pessoa começa a se acostumar a pensar no espaço n-dimensional que se torna comprimido numa única força e propósito; portanto, não é difícil sentir o mundo inteiro conectado com um único objetivo, com um único pensamento, com uma única força, até o ponto em que você olha para o céu estrelado e vê o que conecta todas as estrelas.

Isto levanta algumas questões muito interessantes, tais como, “Como é que os antigos astrólogos associavam estrelas nas constelações?”. Afinal de contas, se eu olhar para as estrelas, eu sou incapaz de juntá-las em todos os signos do zodíaco, Orion, a Ursa Maior, etc. Eu não tenho uma imaginação tão grande como os antigos gregos ou os astrólogos babilônicos porque as estrelas estão longe umas das outras e em diferentes planos.

Digamos que uma estrela está a centenas milhões de anos mais perto da Terra, e a outra a milhões de anos mais longe. Mas eles as viam conectadas como num único plano. O que é isso: apenas representações primitivas ou fantasia humana? Onde há um urso com quatro ou cinco estrelas formando um quadrado com uma cauda? Como se pode imaginar isso?

É uma coisa muito interessante: a ideia que liga as estrelas nos signos do zodíaco é alcançada por uma pessoa através de sua influência sobre ele.

Os astrólogos antigos tinham um sentimento de conexão destas estrelas. Devido ao desenvolvimento do egoísmo, nós nos separamos do universo, de percebê-lo como um todo, mas eles tinham um senso de conexão relativa porque o percebiam como uma série de deuses, de forças superiores que os influenciavam. E não foi porque eles eram pequenos ou primitivos; é simplesmente uma percepção humana não torcida, não grosseira, sem o número de filtros como nós temos. Isto é, eles tinham uma percepção muito maior da Luz. Se começarmos a corrigir o nosso egoísmo, vamos começar a sentir a Luz muito mais, porque somos muito mais grosseiros do que eles.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 04/02/13

Uma Janela De Oportunidades

Dr. Michael LaitmanPergunta: Ultimamente, o preço das ações no mercado de ações está no topo novamente. O Dow Jones estabeleceu um novo recorde. Isto, obviamente, tem um impacto na Europa e no Japão. Como pode ser que certa parte do sistema geral ainda esteja ficando mais rico enquanto os outros sofrem com a crise?

Resposta: O mercado de ações tem estado em alta por um longo tempo. Os corretores decidiram que a crise que começou em 2008 chegou ao fim. “Na verdade, quanto tempo nós podemos esperar se já estamos em 2013? Chega, é hora de levantar os novos dígitos no contador…”.

De um modo geral, todas as “bolhas” são falsas e não naturais. Toda a economia moderna é basicamente falsa. Ela tem muitos índices e indicadores, mas é basicamente a mesma coisa: primeiro, os corretores estabelecem a base falsa, e depois constroem suas casas sobre ela até que a terra os engole. Afinal, a economia de hoje não é uma ciência, não é parte da natureza.

A economia real é a relação entre as pessoas com base no princípio de “dar e receber”. Como se diz, “Vá e ganhe a vida um do outro”. Se tivéssemos que estabelecer a correta e verdadeira economia, então, na conexão com os outros, ao doar a eles e receber deles, eu descobriria o Criador, o mundo superior.

Nesse sentido, a sabedoria da Cabalá também pode ser chamada de “a economia”, pois explica como receber corretamente, como ter um grande lucro e encher os vasos, os desejos de recepção, e doar da melhor maneira possível, para evitar com segurança todos os danos, a perda da conexão e do enchimento, e, em geral, de tudo. Em suma, a ótima economia é a sabedoria da Cabalá.

Ao mesmo tempo, os corretores não têm ideia sobre a natureza e seus planos, sobre como os desejos humanos se desenvolvem e sobre as relações entre as pessoas. Eles simplesmente decidiram criar certo mecanismo e forçá-lo aos outros para que estes trabalhem e os corretores fiquem ricos. Suponha que eu fabrique canetas e não me importo se alguém precisa delas; usando diferentes truques, eu convenço as pessoas a comprá-las e com isso me dou prazer em termos de dinheiro.

Os comerciantes não levam em conta os principais fatores; afinal, os desejos das mudam, as condições mudam e os consumidores estão fartos. Além disso, não importa o quão duro você tenta frear o desenvolvimento natural da tecnologia, você não será capaz de detê-lo. Hoje os de cima querem as duas coisas: querem automatizar a produção, mas isso deixa as pessoas sem emprego e sem dinheiro, de modo que não podem comprar esses produtos. Eles têm que tomar uma decisão: se querem que as pessoas comprem, eles devem dar dinheiro a elas. Mas você não consegue dar dinheiro elas, porque você as está colocando na rua quando as substitui por máquinas.

Como resultado da falta de compreensão destes processos e da falta de uma visão global, nós chegamos ao reconhecimento do mal. Portanto, hoje nós temos que entender o sistema que conecta todos nós. Só se formos capazes de fornecer corretamente um ao outro e com segurança, todos irão se sentir bem. Afinal, o que uma pessoa precisa é prazer.

Portanto, a questão é se os mecanismos que temos construído podem nos dar prazer. Afinal, tudo nesses mecanismos é artificial e falso. Os números altamente elogiados do mercado de ações não têm base. É tudo um grande jogo de agentes de mercado. Eles também podem causar intencionalmente crises econômicas.

Mas há fenômenos que os agentes de mercado não planejaram. Como eles são tão confusos e não têm a coordenação entre si, coisas diferentes estão acontecendo ao mesmo tempo, revelando as falhas no sistema. Não se trata sequer de estar separado da realidade; todo esse negócio não tinha base real, para começar, uma vez que nunca esteve em conformidade com a natureza. É impossível chamá-lo ainda de capitalismo.

Pergunta: É como se eles criassem um tipo de realidade virtual em que podem impor um otimismo artificial intercalado com um pouco de pessimismo, de modo que ele parecerá mais real. Como resultado, os índices estão subindo sem ter qualquer base real; o otimismo em si é suficiente…

Resposta: É isso mesmo, é um jogo que eles estão realizando de acordo com seus interesses. É a mesma coisa em todas as áreas, incluindo política: aqueles no topo mexem os pauzinhos, e eles são operados pelo Criador.

Pergunta: Parece que hoje o ego se tornou tão sofisticado que pode tirar proveito de cada situação. Ele é igualmente eficaz em tirar proveito das subidas e quedas do mercado. Isso vai acabar?

Resposta: Vai chegar ao fim quando formos capazes de ensinar às pessoas o método da garantia mútua e quando elas entenderem que não têm escolha. Em seguida, o desespero será revelado.

Mesmo hoje já está claro que os números do mercado de ações não significam nada. O pior é que se levarmos em conta a situação econômica e o aumento do desemprego, a bolha do mercado de ações pode levar a uma explosão que a economia real não pode suportar. Afinal, as pessoas estão sem emprego e é uma situação muito perigosa…

O aumento atual do mercado de ações pode ser prolongado por um tempo. Além do mais, da perspectiva espiritual, eu vejo isso como uma coisa positiva: deixe-os seguir em frente, uma vez que nos ajudam a avançar em direção à correção em nosso próprio ritmo.

Em geral, tudo o que acontece significa apenas uma só coisa: nós temos que nos apressar. Nós recebemos um pouco mais de tempo para preparar a disseminação do método da verdadeira correção do mundo. Nós temos que experimentar e estar prontos o mais rápido possível. As coisas estão caminhando para que possamos ser capazes de avançar e nos preparar, mas a janela de oportunidades pode fechar de repente.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/03/13, “Introdução ao Livro do Zohar“

Adesão É A União De Dois

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, Item 13: Isto é assim porque na Sua eternidade, passado, presente e futuro são como um… Pelo contrário, que a equivalência de forma, destinada a ser revelada no final da correção, surgiu instantaneamente no Infinito.

Sobre isso, diz-se: “Primeiro pense, depois aja”. A forma final já existe; além disso, não há outra forma, exceto ela. O que nós passamos é o processo de reconhecimento desta forma final, de nossa natureza até a natureza do Criador. Assim, gradualmente, a distância entre nós se transforma na realização do Criador acima da criatura.

Assim nós ganhamos duas vezes: por um lado, continuamos seres criados, e, por outro lado, nós alcançamos o mesmo status que o Criador. É porque nós não podemos ser seres criados, se não temos os nossos atributos, mas, ao mesmo tempo, adquirir atributo do Criador e alcançar a Sua plenitude.

Pergunta: De que forma o Criador e a criatura diferem nesta totalidade?

Resposta: A adesão é uma equivalência de forma. De um modo geral, a adesão inclui duas partes que são juntadas de acordo com as suas intenções, e separadas de acordo com a “matéria” da criatura. A “substância” da criatura tem que ser diferente do Criador, de modo a permitir que a criatura sinta que é independente.

Assim, o sentimento de adesão em si indica a diferença inicial, porque, para senti-lo, nós temos que sentir a sua deficiência. Assim, a criatura tem que passar por um processo de desenvolvimento e reunir todos os Reshimot (genes espirituais) de todos os estados e, assim, alcançar a adesão.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/03/13, “Introdução ao Livro do Zohar“

A Maldição Da Abundância Inútil

Dr. Michael LaitmanComentário: Hoje, muitas pessoas são enganadas por sonhos “verdes”, como “Nós estamos devastando os recursos do nosso planeta. Vamos parar e preservar o meio ambiente para nossos filhos”.

Resposta: Por um lado, eu compartilho esta opinião. Por outro lado, vemos que não é bem assim. Interesses de muitas pessoas estão envolvidos nesta questão, e elas ficam em ambos os lados da frente “verde”. De vez em quando, a luta por um planeta verde provoca mais danos do que os danos ecológicos por si mesmos.

Primeiro de tudo, nós temos que descobrir exatamente como estamos destruindo a Natureza. Isso acontece por causa de nossos relacionamentos ou devido às consequências tecnogênicas?

Em certo ponto no tempo, Malthusianos e demógrafos gritavam que a Terra não seria capaz de nos alimentar. Todavia, nós temos uma abundância de comida agora, a tal ponto que alguns governos subsidiam agricultores que concordem voluntariamente a produzir menos alimentos. Na verdade, se não estivéssemos jogando fora lotes de fornecimento de alimentos, isso seria suficiente para prover o mundo inteiro.

Ameaças de escassez de petróleo e gás não estão perfeitamente justificadas, mas elas ajudam muitas pessoas a ganhar dinheiro nas flutuações dos seus preços. Além disso, neste momento, nós já desenvolvemos tecnologias muito eficazes que fornecem energia alternativa.

Quanto à grande quantidade de resíduos, uma nova indústria de processamento foi criada, que é bastante rentável.

Em outras palavras, os problemas atuais são resolvidos satisfatoriamente se forem abordados corretamente. Baal HaSulam escreveu que a Terra tem o potencial de alimentar muito mais pessoas do que hoje.

O problema é que devemos organizar nossa sociedade de uma forma adequada. A menos nos organizemos, as pessoas vão continuar morrendo de fome. Em alguns segundos, alguém morre de fome. Isso acontece porque o mundo não é capaz de se unir. Nós simplesmente não temos capacidade de cuidar um do outro.

Isso significa que a raiz do problema não é a Natureza, mas sim os seres humanos. Nós temos que pensar cuidadosamente no que exatamente deve ser mudado. Vamos parar de construir estruturas externas e lutar com sintomas externos. Se não mudarmos a nós mesmos internamente e educarmos uma nova geração de pessoas, nada vai funcionar. Nós temos tecnologias e agricultura, mas o problema é que cada um de nós cuida de si e salvaguarda sua propriedade. Uma pessoa tem água, outra tem carne, outra tem sal, uma quarta tem fósforos, e a próxima tem lenha, mas elas não se reúnem para cozinhar uma sopa saborosa. É por isso que as pessoas morrem de fome.

Pergunta: Será que isso significa que nós simplesmente deixamos de resolver este problema?

Resposta: O nosso egoísmo estraga tudo. Ele é a única fonte dos problemas que passamos. Muitas pessoas inteligentes têm tentado lutar contra o egoísmo usando diferentes métodos e soluções. No entanto, nenhuma destas experiências (incluindo a União Soviética) foi bem sucedida. Por quê? Porque, para ter sucesso, nós precisamos da ajuda da Força Superior.

O problema é que devemos aspirar que a Natureza nos mude. Para isso, devemos consentir em modificações internas, e concordar com a ideia de que não somos capazes de mudar a nós mesmos e que só a Natureza pode fazer isso. Além disso, temos que apelar e contar com a Natureza sozinha!

Para que nós cheguemos a este estado de espírito, devemos nos unir e tentar construir um modelo social que permita que a Natureza nos influencie. Então, a Natureza vai nos tornar mais inteligentes e nos dará uma compreensão mais clara de que outras medidas que devemos tomar.

Ainda assim, não será suficiente. Há outra condição complicada. Todos os nossos esforços devem ser destinados a reabastecer a Natureza. Em outras palavras, em essência, não devemos agir para o nosso próprio bem. Esta é uma tarefa muito difícil. Nossas ações devem ser focadas em prol do Criador, orientadas para o poder de doação, ou seja, a Natureza. É nosso dever unir-nos a ela. Nós temos que aumentar o poder de doação em toda a realidade. Este é o objetivo a que devemos nos dedicar completamente.

Pergunta: Como podemos explicar estas questões para defensores do meio ambiente?

Resposta: As ameaças continuam crescendo diante dos nossos olhos. A fome global será desencadeada pelo aumento nos preços dos alimentos. A situação vai piorar se não mudarmos as pessoas e estabelecermos novas regras de consumo razoável. Na verdade, há abundância de tudo o que realmente precisamos, e, mesmo assim, metade do mundo está privada das coisas básicas que são essenciais para a existência humana. A situação só pode ser alterada através da mudança das relações entre as pessoas, de indiferentes e hostis para gentis e benevolentes.

Assim, temos que mudar nossa atitude em relação à Natureza. Para isso, devemos modificar o ser humano, e, só depois que conseguirmos, nós poderemos nos referir à resolução dos problemas ambientais.

A Natureza é um todo. É um complexo único que consiste em quatro níveis: inanimado, vegetal, animal e falante. Nesta hierarquia, os seres humanos ocupam a primeira e crítica posição. A menos que reconheçamos esse fato, não vamos ser capazes de começar a tratar corretamente os níveis inanimado, vegetal e animal da Natureza.

Isso significa que temos que transmitir uma mensagem simples para os ambientalistas e defensores “verdes”: antes de mais nada, nós temos que mudar o ser humano, e daí seremos capazes de melhorar o resto.

Na verdade, nós destruímos a Natureza somente com nossos pensamentos. Portanto, a modificação interna das relações entre nós vai trabalhar de forma muito mais eficaz do que qualquer projeto “verde”. A Natureza irá reviver! Nós pensamos que a Natureza já foi irreversivelmente danificada e que vai levar milhares de anos para curar as feridas dos vários sistemas ecológicos. Não é verdade! Se mudarmos os nossos pensamentos e subirmos para um nível mais elevado de interação entre nós, tudo rapidamente voltará ao normal.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/03/13, “A Paz”

Através De Todas As Vicissitudes Em Direção Ao Criador

Dr. Michael LaitmanE eles tomaram a sua jornada de Elim, e toda a congregação dos filhos de Israel chegou ao deserto de Sim, que está entre Elim e Sinai, no décimo quinto dia do segundo mês após a sua saída da terra do Egito.

E toda a congregação dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e contra Arão no deserto; e os filhos de Israel disseram-lhes: ‘Oxalá tivéssemos morrido pela mão do Senhor na terra do Egito, quando estávamos sentados junto às panelas de carne, quando comíamos pão a fartar; pois fostes vós que nos trouxe para este deserto, para matar toda esta multidão de fome’ (A Torá, Êxodo, Beshalach, 16:01-16:03).

E os filhos de Israel saíram do Egito. Eles fugiram do seu egoísmo, e depois de passar por todas as vicissitudes, subiram para o nível de “Elim“, para o nível de Bina. “Elim” vem da palavra “El”, que significa “Deus”, “Criador”.

Então eles foram para o deserto de Sin (“Sina” significa “ódio”, em hebraico), ou seja, eles caíram no ódio, na renovação do egoísmo, e se aproximaram do Monte Sinai, o ponto principal das manifestações do ego. Naturalmente, eles começaram a reclamar, porque tudo o que passaram (bom e mau) em seu nível atual é sentido como algo insuportável! Neste estado, a pessoa não pode tolerar o egoísmo que cresceu nela: é melhor morrer ou desaparecer do que sentir ódio.

Nós estamos falando de um sentimento completamente diferente do egoísmo. Eles passaram por todas as separações do Egito, e agora estão começando a ver tudo de forma correta. O “Monte Sinai” representa o estado interior de uma pessoa, a sua geografia interna. Devido ao fato de que ela passou por todas as fases (aprendiu, viu, se convenceu, sentiu a si mesma, os outros, as relações entre as pessoas), ela se encontra num estado tal que não consegue suportar o seu ódio pelos outros. Ela prefere desaparecer a experimentar este sentimento em relação a eles.

É por isso que o povo de Israel prefere voltar para qualquer outro estado, exceto sentir essa atitude e se ver nela. Este é um sentimento bom, é o movimento para frente.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 04/02/13

Esposas Do Rei Аhasuerus

Pergunta: O que significa “a primeira esposa do rei Аhasuerus”?

Resposta: Sua primeira esposa, Vasti, simboliza um desejo egoísta do qual temos de nos livrar. Desejos egoístas que não somos capazes de transformar em propriedade de doação são chamados de “esposas infiéis”. “Esposas fiéis” significa desejos que são usados para buscar o Criador.

O que acontece com as mulheres do rei que são infiéis a ele? Elas são executadas, assassinadas, decapitadas, uma vez que tendem a receber para seu próprio beneficio.

É por isso que todos os desejos “infiéis” devem ser aniquilados; apenas os desejos que “transmitem” a Luz de Hochma com o objetivo de satisfazer os outros devem permanecer vivos.

A fiel esposa do rei personifica um desejo enorme, por meio do qual ela nutre a nação inteira, ou seja, todas as propriedades humanas.

Pergunta: Quem são os eunucos no palácio do Rei?

Resposta: “Eunucos” são os desejos que suportam as propriedades de doação e recepção; esses desejos não participam diretamente nos processos de doação e recepção; tudo que eles fazem é ajudá-los. Estes desejos são chamados de “eunucos”.

Da Lição Virtual, 24/02/13

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O Que Me Detém?

Baal HaSulam “Introdução ao Livro do Zohar,” Item 10: É assim porque Ele não tem interesse na receção, somente na doação, enquanto que as Klipot não querem nada de doação, mas apenas para receber para si mesmas, para seu próprio prazer, e não há maior oposição do que isso.

Pergunta: O que é um Klipa?

Resposta: A Klipa é algo que me impede de ficar mais perto do Criador. Eu reconheço-a como a força que coloca obstáculos na minha frente.

Na verdade, o que me pode impedir?

Eu quero aproveitar, e isso significa todos os tipos de prazeres me impedem, eles distraem-me, levam-me para longe da semelhança com o Criador, e impedem-me de avançar em direção à unidade e doação. Estes são os prazeres que são chamados de “sujeira”.

Assim, a Klipa é algo extremamente agradável. Vamos dizer, eu gosto de relaxar em casa mais do que para participar do encontro de amigos. É mais agradável para mim não pensar sobre o mundo e a correção, mas sobre o que vai acontecer comigo pessoalmente. É mais gratificante para mim cuidar dos meus filhos do que dos meus vizinhos.

Mas a Klipa real é quando eu sinto que avanço em direção ao Criador ao longo de um determinado caminho e, assim, posso trazer-lhe prazer, mas de repente eu descubro que é mais agradável e confortável desviar-me em algum lugar, distrair-me com alguma coisa. Isto é o que a Klipa é: parece segurar-me pela minha roupa e puxar-me de volta.

Nós não podemos entender tudo isto até adquirirmos a intenção acima do desejo, até que saiamos do desejo e comecemos a agir na base da intenção.

Para agir em função da intenção significa aplicar a restrição (Tzimtzum) ao desejo de receber. Eu devo ser independente dele e estar completamente livre para escolher. Por outras palavras, independentemente do desejo, eu posso decidir por mim mesmo que vou trabalhar com ele a fim de receber. Eu tenho a oportunidade de trabalhar a fim de doar, mas eu decido o contrário. Isto é o que é sujeira. Por outro lado, se eu não tenho escolha, não há nada para me perguntar. Receber com a intenção egoísta é a Klipa que atravessa todas as nossas subidas até o fim da correção. E nós estamos sempre obrigados a tomar uma decisão difícil de como agir, a fim de receber ou para doar?

Nós estamos a falar sobre o trabalho com as Luzes e os vasos do desejo egoísta, não apenas sobre a rejeição dos “pequenos” prazeres do nosso mundo. Eu sou obrigado a tomar uma decisão de uma ordem elevada, quando eu começo a sentir que há um rei, egoísta por natureza. Este é o outro lado do Criador, e eu acho que ele domina o mundo. Assim deve ser, e eu decido nestas condições.

Além disso, a decisão só é possível se eu subir acima da restrição, se eu for independente. Isto é quando eu decido aproveitar para o bem da recepção e transformando-a numa Klipa.

Em geral, as forças de imundície energicamente propulsionam uma pessoa para a meta. Elas despertam-na de tal forma que, como um alpinista, ela deve subir acima delas, superá-las e subir até o cume para o palácio do rei. E cada movimento seu é um degrau acima de sujeira.

A Klipa é a essência do material de criação, o desejo de receber, que toma a sua forma egoísta e aparece-nos deste modo. É por isso que é impossível dar um passo para a frente sem estar conectado à Klipa.

Mas, claro, nós mesmos não conectamos a estas. Nós devemos sempre manter-nos na linha direita, e então as forças de sujeira virão na hora e na forma certa.

Da 4ª parte da Lição Diária da Cabala 05/03/13,”Introdução ao Livro do Zohar“

Processando O Desejo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando eu começo a dar alegria ao Criador conscientemente?

Resposta: Na fase de maturidade espiritual (13 anos), quando eu já tenho vasos de recepção que estão prontos para a correção, onde posso receber a Luz com a intenção de a fim de doar. Na medida em que eu recebo, eu realmente dou alegria ao Criador.

Até lá há apenas a preparação, o estado de “pequenez” (Katnut), onde ainda não somos obrigados a fazer coisas “maduras” e somos tratados com generosidade. Nós exigimos de uma criança porque queremos educá-la e não porque ela deve. Ela não tem que preencher todos os requisitos.

Pergunta: Quantos anos são necessários para atingir a maturidade?

Resposta: Não há tempo na espiritualidade. “13 anos” é um nível e nós realmente ansiamos por ele, realmente queremos entrar no estado de Ibur (gestação), entrar no sistema superior e senti-lo como um útero, um ambiente amigável, um ambiente em que os meus amigos pensam apenas em como ajudar a mim e o professor nos orienta à meta. Eu realizo a adesão com eles e por meio deles, como através do cordão umbilical, sou “alimentado” pelas Luzes que me influenciam. Este ambiente é um útero para mim, algo redondo, inteiro, uma esfera redonda em que estou dentro. Eu também sou como uma esfera e não me limito a nada, mas constantemente me restrinjo a fim de me aderir, nada mais do que isso.

Eu valorizo ​​a totalidade do ambiente externo, os amigos e os professores, e eles refletem e projetam os atributos certos em mim. Então meu “pedaço de carne”, o meu desejo, começa a tomar a forma de Adam, um ser humano. O ambiente imprime sua forma em mim, não o ambiente que eu vejo hoje, mas um ambiente diferente, que eu valorizo ​​cada vez mais.

Assim eu me desenvolvo como um embrião, constantemente me aderindo ao ambiente, embora eu esteja constantemente enviando diferentes interrupções e reclamações sobre todo o grupo ou cada um dos amigos. Eu aceito tudo na “fé acima da razão” e continuo trabalhando não em relação ao Criador, mas sim com relação ao ambiente, os amigos, entre os quais já identifico a essência interior.

Então, depois que eu os sinto, eu quero receber a sua marca, sua impressão. Eu espero por sua doação, porque descubro totalidade neles. Eu quero que eles se “imprimam” em mim com força. Eu estou pronto para isso e me esforço para que isso aconteça. Eu realmente correspondo a eles e peço que eles não abandonem, que eles trabalhem comigo e se imprimam em mim.

Tudo depende da Ibur (gestação); é a fase mais perigosa do nosso desenvolvimento. Se for bem sucedida, o resto é muito mais fácil. Toda vez eu recebo uma força mais defensiva, uma força mais forte de superação interior que me permite superar todas as coisas negativas que vejo no grupo. É porque eu olho para o desejo de doar aos amigos através do meu ego e descubro coisas terríveis.

Mas eu continuo a subir na fé acima da razão e digo-lhes para continuar trabalhando em mim, para me processar, para continuar imprimindo-me com a sua marca. Eu quero! Eu abaixo minha cabeça diante deles e estou pronto com antecedência para aceitar tudo o que vem deles.

Se a pessoa realmente quer isso, ela recebe uma marca completa e está pronta para nascer.

Pergunta: Mas, ao mesmo tempo, eu ainda não chego à equivalência de forma com o ambiente.

Resposta: É verdade, mas nada mais é necessário nesta fase. É como se eu estivesse diante de um quebra-cabeça em que uma peça está faltando: a minha parte. E eu enfio meu pedaço de argila na abertura, de modo a que a sua forma corresponda aos contornos das outras partes.

Como você faz isso? Eu peço aos amigos para me empurrar de todos os lados, para me apertar, me amassar, e me empurro para o grupo até tomar a forma correta. Esta forma é “eu” certo, junto todos os Sefirot e Partzufim, com todos os componentes certos.

O Criador é revelado neste quebra-cabeça quando ele está inteiro. Nós projetamos o desejo correto, construímos Malchut corrigida, e nela descobrimos o Criador de acordo com o princípio do “venha e veja”, Bo-re (Criador, em hebraico). Não há outro caminho; nós só podemos fazer isso junto, só se reunirmos pelo menos uma peça do quebra-cabeça humano. Quanto maior for esta peça, maior será a revelação.

Pergunta: Que importância tem em eu entrar neste quebra-cabeça conscientemente?

Resposta: Você deve concordar que o grupo imprima a si mesmo, sua forma externa, em você. A fim de fazer isso você tem que concordar com os amigos em cada questão relacionada com a espiritualidade, valorizá-los como os maiores em nossa geração, pedir-lhes para influenciá-lo, e abaixar a cabeça diante deles, já que o Criador vive neles.

Pergunta: Mas se eu vejo algo que é totalmente oposto…

Resposta: Este é exatamente o nosso trabalho. O desejo egoísta permanece (em preto), mas do lado de fora ele assume uma forma, a forma de doação (em vermelho). Esta é a nossa educação espiritual, que é uma educação “formativa”. A matéria simples que é o desejo de receber não é suficiente. Tudo depende da forma; quando dois tipos diferentes de matéria tomam formas diferentes, nós recebemos uma educação que significa que começamos a compreender a realidade.

Pergunta: Por que é tão difícil para nós sermos incorporados no ambiente espiritual?

Resposta: Porque aqui a inclinação do mal é cada vez mais revelada a mim. Cada vez novos “espinhos” são revelados e cada vez eu tenho que tomar uma nova forma, ceder, anular a mim mesmo, e olhar para todos esses problemas na “fé acima da razão”.

Só ontem tudo foi bom, mas hoje não é mais, e eu tenho que trabalhar em mim mesmo novamente, a fim de ver nos obstáculos as formas corretas que pertencem ao corpo do embrião. No dia seguinte, as dificuldades aumentam e exigem que eu mude minha atitude. Assim, eu sempre supero as interrupções na “fé acima da razão” e me corrijo.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 06/03/13, “Introdução ao Livro do Zohar“

O Engano Do Tempo

Dr. Michael LaitmanA correção que precisamos fazer é dividida em muitos atos, pequenas partes e mudanças graduais que criam a sensação de tempo para nós. O tempo é criado como resultado disso; o tempo deve-se ao fato de que nós trabalhamos hoje e esperamos ser pagos amanhã. Se esta é a maneira como a pessoa sente, então, isso é realmente uma corrupção.

A correção é imaginar para si mesmo que agora você já existe num estado corrigido e completo, onde há abundância completa. O que está faltando é a vestimenta na Luz, a nossa atitude, a intenção e o atributo de doação. Se você adquire isso, você descobre que a ocultação foi só em relação a você e que você sempre esteve na Luz de Ein Sof (Infinito), mas não foi capaz de sentir e entende-la.

E tudo isso é porque você não apreciava o atributo de doação. Você não achava que ele valia alguma coisa ou até menos do que isso. Assim, você não sentia isso ou até mesmo sentia o atributo oposto: em vez de altruísmo e doação, você sentia o atributo de recepção, o ego.

Assim, todo o nosso trabalho é transformar o próprio trabalho em recompensa. E cada vez nós recebemos a oportunidade de fazer um esforço que nos permita extrair mais Luz que reforma, e assim atingir ainda mais atributos de doação e agradecer o mal que é revelado. O mal indica o lugar onde a correção é necessária, onde, para nós, a doação é inexistente.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 05/03/13, Escritos do Baal HaSulam

A Luz Fere Seus Olhos Que Estão Acostumados Com A Escuridão

Dr. Michael LaitmanDe acordo com a parte do Criador, você está sempre num estado corrigido. Mas de acordo com a forma como você percebe e entende as coisas, isso parece bem diferente e esta é a falha. O bem absoluto vem do Criador, mas Ele tem que escondê-lo e reduzir a Sua doação a você, de modo que ela não pareça tão ruim. É porque você é oposto a Ele e recebe tudo de forma oposta.

Portanto, o Criador não pode derramar sua doação infinita sobre você, já que você se sentiria um infinito negativo e não seria capaz de suportar esse estado horrível. Portanto, o Criador tem que diminuir a Si mesmo, reduzindo-Se a quase zero, deixando apenas uma pequena centelha para sustentar a vida, uma pequena gota de Luz. E mesmo esta mínima Luz é percebida por vocês como um mundo cruel cheio de maldade e dor.

Gradualmente, através do estudo e da influência dos amigos e do professor, de acordo com seus esforços, a Luz vem, corrige você, e mudanças começam a ocorrer em você. Então, você gradualmente descobre que está realmente num bom estado e que sente que é ruim por causa de seus atributos não corrigidos. Então você começa a trabalhar para mudar a si mesmo usando todos os meios que tem: o grupo, o estudo, a disseminação e o professor.

Se você trabalha corretamente e se esforça para ver a si mesmo num estado de doação, amor e conexão, através do professor, do estudo, e desejando o Criador, então isso age em você. Obviamente, isso não é imediato, mas aos poucos você descobre que doação e amor, a melhor atitude, o cerca; finalmente você entende, sente e interpreta isso corretamente.

Assim, você se eleva para o seu primeiro nível espiritual. Você concorda com o Criador e vê que todas as forças que investiu foram para a correção de sua percepção, para a correção de seus vasos. Você não teve que pagar ninguém, mas você se corrigiu. Assim, você corrigiu o vaso de percepção e agora sente um estado completo.

Você tem que sentir o mundo de Ein Sof (Infinito), a perfeição no estado atual, sem mudar nada nele, exceto a sua atitude interior. Se você não sente isso, é um sinal de que você está amaldiçoando o Criador, em vez de agradecer e abençoa-Lo.

Nós podemos dizer isso em cada estado, não importa o quão terrível seja. Nada muda na realidade, exceto a nossa atitude, o que é chamado de correção do vaso de percepção.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 05/03/13, Escritos do Baal HaSulam