Textos na Categoria 'Educação'

Rivalidade Egoísta

Dr. Michael LaitmanO problema em nossa vida é que estamos num constante conflito egoísta entre nós, quanto a quem vai “devorar” o outro, atirar no outro pelas costas, atropelá-lo, morder, roubar, e assim por diante. Inconscientemente, nós estamos constantemente medindo nós mesmos dessa forma, em comparação com os outros, e por isso temos que fazer constantes esforços para aguentar este sentimento, mesmo que falsamente.

Se nós não nos sentimos como superiores aos outros, pelo menos em algo, ficamos deprimidos e nos sentimos impotentes. Nós temos que nos vingar, destruir e levar o mundo a qualquer tipo de guerra, se virmos que não conseguimos.

Isto significa que o mundo não é importante para nós e nem outras pessoas. Tudo que precisamos é do nosso pequeno, pessoal e individual sucesso egoísta. Todo mundo compreende basicamente isso, mas é por esta razão que nós naturalmente sentimos uma constante tensão interior. Este é o nosso maior problema.

Quando pensamos em sucesso, primeiro pensamos em como temos que atropelar alguém no caminho, passo por cima de alguém que está no nosso caminho, e assim por diante. Estes podem ser pessoas, organizações, problemas pessoais internos ou qualquer outra coisa, mas eu constantemente tenho que superar alguns obstáculos.

Tudo decorre do fato de que o nosso movimento para frente é baseado apenas numa luta egoísta, em conflitos uns com os outros. Isso significa que eu estou numa luta constante por encontrar outro ego, outra opinião.

Ninguém se preocupa com justiça. Eu só preciso ganhar, e todo o resto pode vir mais tarde! Se eu precisar mudar alguma coisa para ter sucesso, digamos, a minha perspectiva, eu estou pronto para fazê-lo, já que ganhar é agora mais importante para mim do que mudar a minha perspectiva. Isto significa que há um cálculo interior, para ser franco, “mudar um touro por uma vaca”, ao que parece mais importante no momento, mas nada mais que isso.

Da “Discussão sobre Formação Integral” 29/05/12

Abra Os Olhos: Você Está Prejudicando A Si Mesmo

Dr. Michael LaitmanHoje, nós falamos de uma atitude totalmente diferente em relação ao mundo, às pessoas e a nós mesmos, como um sistema integral, ao qual a natureza nos leva; ele revela a nossa sociedade numa crise de relacionamento e respeito mútuo.

Se realmente olhássemos para as coisas com cuidado e analisássemos este fato, descobriríamos que, agindo contra os outros, eu realmente ajo contra mim com uma intensidade ainda maior do que a minha influência negativa. Eu influencio o ambiente, a sua gestão, os seus poderes e opiniões, e isso volta para mim como um bumerangue, de todo o sistema que eu atualmente encaro.

Eu sou como uma engrenagem que agora está presa e para o movimento de todo o mecanismo, mas a resistência que eu sinto é o movimento geral de todo o mecanismo, e eu tenho que me opor a ele. No final, eu me sinto impotente, vazio e sem motivação diante do que vejo: que eu não consigo ter sucesso em nada e que o mundo é cada vez mais contra mim em todos os aspectos, especialmente nos aspectos sociais e ecológicos. Assim, eu não consigo nada.

Se pudéssemos ver este sistema fechado, se ele fosse revelado a nós como num filme de ficção científica em que de repente você vê toda a imagem em profundidade e o quanto estamos mutuamente conectados uns aos outros como engrenagens, então, a partir desta imagem, começaríamos a nos comportar de forma diferente. Falta-nos a sensação de proximidade, de conexão e integralidade. Se tivéssemos esse sentimento, seríamos forçados a mudar, porque ninguém iria prejudicar os outros quando fosse afetado dez vezes mais negativamente. O mesmo ego nos protege disso.

Se eu vejo um valentão na rua, eu não começo a lutar com ele, mas atravesso a rua. Da mesma forma, eu não tento agir contra uma pessoa rica e poderosa, porque sei que ela iria me triturar, e ninguém saberia disso e me ajudaria. Ou seja, a pessoa escolhe o campo no qual ela pode se expressar, ganhar, e lucrar, e não tenta saltar acima de seu nível, já que vê que está fadada ao fracasso.

Da “Discussão sobre Formação Integral” 29/05/12

A Mulher Não Deve Ignorar Seu Marido

Dr. Michael LaitmanPergunta: Segundo as estatísticas, 85% das mulheres compartilham todos os seus segredos com suas amigas, e uma porcentagem igual de homens compartilham todos os seus segredos com suas esposas. Vamos imaginar por um momento que um homem venha com seus problemas até sua esposa e constantemente fale das injustiças de seus amigos e da negatividade em seu entorno. Isto leva muitas mulheres a pensar muito mal do ambiente de seu marido.

Resposta: Essa mulher não é suficientemente treinada; ela não é um psicólogo. Para uma família existir em equilíbrio, a mulher deve ser como o psicólogo da família.

Um homem chega à sua esposa da mesma forma que antes foi à sua mãe; nós podemos entender isso. A este respeito, ela deve se sentir como uma mãe em relação a ele. Ele tem uma necessidade, uma necessidade disso. Portanto, está escrito: “Que ele deixe os pais e se uma à esposa”. Isso não é simplesmente porque a mulher personifica a força que dá à luz e desenvolve. O homem, por assim dizer, está jogando a lenha na fogueira e tudo mais está acontecendo através da força feminina.

As pessoas deveriam entender isso. Se isso não acontecer, então é claro que a mulher vai começar a ignorar o seu marido. Nós precisamos chegar a um estado onde homens e mulheres irão interagir corretamente um com o outro, e agora este não é o caso.

Da “Discussão sobre Formação Integral” 28/05/12

Sentindo Dor Pelas Crianças

Dr. Michael LaitmanPergunta: Atualmente, há um monte de conflitos nas escolas. Visitar uma escola parece destacar as divergências: os professores não estão satisfeitos com as crianças, as crianças não estão satisfeitas com os professores e os pais não estão satisfeitos com qualquer um deles. Quando minha esposa volta da visita à escola, ela compartilha essa dor. Você diz que isso precisa ser corrigido. Como eu, como homem, posso corrigir isso? O que eu devo fazer?

Resposta: Nada. O que você pode fazer? 

Você deve alterar o sistema de formação: de formação e não de educação! A educação pode ser boa e professores de diversas disciplinas podem também ser bons, mas não há nenhuma formação! Não há tal assunto; não existem pessoas que saibam educar os filhos ou como trabalhar na formação. Não há nada disso. 

Pense apenas sobre o que vai acontecer na próxima geração. Ela ainda nem existe. Ninguém quer tal geração. É por isso que as pessoas não querem ter filhos hoje em dia, criar uma família. Para quê? Então, o que vemos hoje vai continuar a acontecer? Por que temos essas crianças infelizes? 

Se seus filhos são importantes para você, reúna-se na escola e decida o que mais você pode fazer com eles dentro dessa estrutura. No entanto, você simplesmente não se importa com eles, você apenas os deixa em alguma organização chamada “escola”, o “departamento de educação”, e pronto. Você os deixa trabalhar com as crianças. Isso não pode acontecer! 

Uma vez eu tive um problema com meu filho. Eu o enviei para estudar numa escola especial, e ele costumava vir para casa uma vez ou outra por poucas semanas. Após um ano e meio, eles me chamaram: “Ele está se comportando mal. Queremos expulsá-lo”. Eu fiquei indignado: “Como isso é possível? Onde ele esteve no último ano e meio? Ele estava com vocês, então quem o fez tão mau? Foram vocês, e agora vocês quer expulsá-lo? Vocês estragam as crianças, e as expulsam de acordo com o seu sistema; Isso é tudo. Como ele ficou assim sozinho, se ele estava em suas mãos todo este tempo? Então vão em frente e o corrijam agora!”. 

Portanto, nós temos que reconstruir a escola. Nós podemos ver que tipo de geração ela está produzindo, porque é assim que nós os estamos criando. 

Nós temos essa oportunidade! Veja como tudo está estruturado na natureza: nós podemos extrair qualquer coisa de uma criança humana, desde o maior vilão ao homem mais justo. Tudo está em nossas mãos. E o que nós criamos? Uma pessoa infeliz, que sofre toda a sua vida, que anda com a cabeça enterrada em seus ombros, escondendo-se de tudo, com medo de tudo, afogando suas tristezas em vodka e não tendo nada nesta vida, até que a deixa. Qual é o propósito de ter tal vida? Vamos finalmente dar uma boa olhada para o que temos feito. Fomos nós quem fizemos isso. 

Pergunta: Portanto, se alguns dos meus amigos me disser que estão tendo dificuldades na escola, basicamente é possível ir à escola e mostrar-lhes como funciona a metodologia integral? 

Resposta: Naturalmente que é possível. Você sempre será aceito. Nenhum diretor de escola irá dizer-lhe: “Não!”. Você é um psicólogo, você tem recomendações e é conhecido da televisão. Você quer dar uma aula de demonstração, uma aula especial, etc… Por favor, faça isso!  Eles vão concordar com prazer. Discretamente coloque uma pequena câmera lá a fim de não tornar os alunos inibidos e para que outras pessoas possam assistir à lição do prédio ao lado. Hoje tudo isso não é um problema. 

Pergunta: Você acredita que já chegou o momento de dar a metodologia integral para as pessoas? 

Resposta: Inclua os pais como fazemos na escola, ou envolva a direção, que sofre com o fato de que a violência e um nível muito baixo de desempenho estão prosperando em sua escola. Você tem dois caminhos, seja através da gestão da escola ou dos pais. Tente agir. Isso é o que você tem para começar! Você verá quão benéfico isto é. Você não terá obstáculos nem adversários neste campo, já que todo mundo sente a dor do que está acontecendo com as crianças.

Da “Discussão sobre Formação Integral” 28/05/12

Bom Para A Humanidade

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quais as habilidades que uma pessoa adquire quando lida com o método integral? Como é possível usar isso na família, por exemplo, ou em locais fora dos círculos integrais?

Resposta: Ela vai ver em que medida o sistema integral é essencial para o mundo, quão positivo e desejável, quão econômico ele é e o que podemos salvar com ele, e o que podemos fazer usando-o. Isso significa que ele é realmente uma ferramenta para mudar toda a nossa sociedade, nossa vida, e nossa atitude em relação à natureza, à produção, à economia, ao comércio, à educação, a tudo.

Ao mudar gradualmente as relações entre nós, podemos mudar totalmente nossa vida; isso é verdade sobre todos os aspectos, na produção, em todos os lugares. Ao criarmos novas relações mútuas, que ao mesmo tempo também se assemelham a natureza e estão em harmonia com ela, receberemos a resposta certa da própria natureza.

Parece que a natureza é algo inanimado, e embora haja partes do nível vegetal e animal nela, nós geralmente percebemos todo o espaço como inanimado. Nós não entendemos que ela é revelada assim somente em relação a nós.

Nós não sentimos que por trás de tudo isso há um plano, um programa de forças, um pensamento que nos gerencia, levando-nos para algum lugar no processo de evolução. Assim, nós alcançamos a harmonia com o plano superior, com a força superior, e realmente atraímos a bondade em todas as nossas ações.

Da “Discussão sobre Formação Integral” 28/05/12

Um Ato Sem Intenção É Como Um Corpo Sem Alma

Dr. Michael LaitmanPergunta: Que ação é mais efetiva?

Resposta: Um ato com uma intenção forte. Um ato sem uma intenção em prol dos outros é vazio porque não é o ato físico que doa, mas a intenção que o acompanha: “Porque ele foi realizado?” ou mais precisamente, “a quem beneficia: a mim ou aos outros?”

Assim, se realizarmos todo o tipo de atos e feitos bons, como benfeitores, “as bonitas almas”, mas sem a intenção correta, de modo a levar a humanidade a uma identidade que o Criador (natureza) determinou desde o início na raiz do nosso avanço, então todas as nossas ações falharão por completo, porque elas não terão a força da Luz, a única força que muda tudo. Se realizarmos esforços sem esta força, estamos a realizar apenas movimentos mecânicos.

Assim devemos, antes de realizar qualquer ação, aprender a realizar a intenção correta para que a ação atraia a força de correção e desta forma atinja o resultado desejado, que é a correção trazendo melhoria para a humanidade. Mas se fizermos algo sem uma intenção, então para esse ato não haverá um resultado correto e bom, e é preferível não fazê-lo de todo.

Por exemplo, ações de protesto, embora no começo parecesse que elãs iriam alcançar algo, por exemplo, baixando os preços, etc., mas à medida que o ano continuou, não sobrou um traço da descida dos preços, e as pessoas só ficavam mais e mais desapontadas e não queriam lutar por si mesmas.

Assim precisamos aprender a realizar atos que produzam resultados corretos e desejados. Isto é o que uma educação integral está designada a fazer.

O Que Impedirá Conflitos Familiares?

Dr. Michael LaitmanPergunta: É comum numa família a mulher sempre insistir em querer fazer as coisas a sua maneira; no entanto, o homem também quer provar que está certo. O conflito começa com pequenas coisas e acaba em divórcio. Como nós vamos encontrar um acordo entre homens e mulheres?

Resposta: Antes de resolver os conflitos entre homens e mulheres, dê-lhes educação! Como você consegue resolver qualquer coisa com o que há hoje? Vemos que nada está sendo resolvido.

Enquanto você não os “arrastar” através dos cursos de educação integral, tendo colocado as mais duras condições diante deles, com eles precisando superá-las, eles não vão receber a recompensa e vários benefícios. É impossível resolver qualquer coisa com qualquer um, já que tudo está sendo resolvido da maneira antiga.

Se você quer alterar as relações sociais e familiares, você precisa mudar as pessoas, suas inter-relações. E como as relações podem mudar se seus jogadores não são mudados? Eles vão ficar na mesma situação. Claro, você pode suprimi-los e, possivelmente, externamente as relações não serão demonstradas de forma tão expressiva.

Comece gradualmente a educar as pessoas, explicando-lhes em que consiste o sistema. Inclua-as nas mesas redondas, nas discussões entre si. Durante as mesas redondas, eleve-as gradualmente acima das soluções dos problemas, na comunhão, no sonho, brinque com elas como com as crianças, desperte a criança em cada um delas. Elas estão suprimindo tudo isso dentro delas, elas estão se comportando como provocadoras de propósito, não para revelar a si mesmas; é um instinto de proteção.

Da “Discussão sobre Educação Integral” 28/05/12

Uma Reação Defensiva Contra Um Mundo Hostil

Dr. Michael LaitmanPergunta: Uma diferença principal, digamos, entre Israel e as sociedades russas é que os israelenses são mais propensos a dizer “sim” a qualquer nova proposta e manifestar interesse nela, enquanto que na sociedade russa, devido à opressão e ao fato de que as pessoas se acostumaram a ser ameaçadas e forçadas pelo mundo exterior, a primeira coisa que as pessoas dizem é “não”. Nós fizemos essas experiências nas ruas.

Resposta: Eu fui à Rússia depois de muitos anos afastado, e a primeira vez que saí, eu fiquei surpreso com a aparência externa das pessoas. Todas as mulheres tinham seus peitos orgulhosamente desfilando na frente delas, enquanto todos os homens estavam escondendo suas cabeças em seus ombros. Esta é uma declaração contra as ameaças pré-existentes de todos os lados.

Eu acho que essa reação só é inerente à sociedade russa, porque eu nunca vi nada parecido em nenhum outro lugar. Eu viajei, pode-se dizer, por todo o mundo; isso não existe em nenhum outro lugar. Esta é uma qualidade muito sombria.

Essa reação defensiva é cultivada a contragosto pelos meios de comunicação para tornar mais fácil para as pessoas sobreviver, defender-se, continuar a existir, prover a si próprias, etc. Nós precisamos entender como abordar isso, porque as pessoas estão cansadas de agressão e não querem ouvir nada com relação à unidade e integração, das quais ouviram em abundância, mas tiveram conseqüências muito infelizes. Então, nós precisamos procurar uma abordagem.

Da “Discussão sobre Educação Integral” 28/05/12

Quando Uma Mulher Resmunga

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que nós fazemos se as mulheres, cujos maridos já estão trabalhando com educação integral, fazem reivindicações, tais como, “Você vai lá. Você está salvando o mundo enquanto nós estamos vegetando aqui?”.

Resposta: Isso significa que a mulher não recebeu educação integral suficiente. Ela não sente que através de seu sacrifício pessoal, já que o marido não está em casa, pois está estudando, e que tudo repousa sobre seus ombros, ela dá uma contribuição enorme, acima de tudo, para si e para seus filhos. Ela não entende o impacto superior, espiritual, que chega até eles.

Aqui, é importante explicar para a pessoa e dar-lhe a oportunidade de sentir um pouco que a eternidade, a perfeição em que estamos entrando no próximo nível, está inserida na Natureza. Todo mundo fala sobre isso hoje.

Nós precisamos deixar que as mulheres sintam que aqui se encontra a maior recompensa, torná-las participantes daquilo que seus maridos estão fazendo, mas em círculos diferentes, com os filhos, entre as mulheres, e assim por diante. Isso tudo é possível.

Nós estamos em tal transição onde estamos desenvolvendo a metodologia a partir de várias direções. Diante de nós, o mundo inteiro jaz como um espaço inexplorado. Este é o nosso século, a nossa geração; isso é o que ainda temos para fazer.

Psicólogos, ecologistas, economistas e cientistas políticos devem desempenhar o seu papel, todas as pessoas que representam a classe média e acima, que entendem, percebem e sentir as razões por trás do que está acontecendo; em contraste, as pessoas comuns, que não sentem o que está acontecendo, as causas e as raízes, são, portanto, incapazes de fazer algo. Aqui, os intelectuais têm que desempenhar seu papel.

Da “Discussão sobre Educação Integral” 28/05/12

Como Você Explica Para Uma Mulher Que Seu Marido Está Salvando O Mundo?

Dr. Michael LaitmanPergunta: É possível dizer que, quando um homem estuda o método integral, ele está salvando o mundo?

Resposta: Claro que é a salvação do mundo, pois senão estaríamos nos dirigindo para um desastre. Acredito que todos entendem isso.

Pergunta: Como pode um homem expressar a importância deste trabalho para a sua família?

Resposta: Eu não acho que um homem hoje possa influenciar uma mulher, sua esposa, e explicar-lhe que o que ele faz é importante. Ela não vai aceitar isso através dele, mas vai percebê-lo através de outros homens. Se seus amigos vão até ela, não aqueles com quem ele costumava tomar uma cerveja, mas seus novos amigos, se falarem com ela ou se ela for a uma palestra ou um curso para mulheres ou algo assim, os outros vão convencê-la, mas eu duvido que o marido possa fazê-lo.

Afinal, ela vê através dos seus olhos. De parte dela, ele tem que sofrer mudanças muito graves em seu comportamento, em sua abertura e na sua atitude para com ela. Se ele falou com ela de uma maneira completamente diferente, olhando em seus olhos e se livrando de todas as armadilhas externas que estavam entre eles, se ele colocar sua arrogância de lado e todas as distorções e hábitos, então ele pode ser capaz de fazer isso. Mas, para isso, o marido tem de estar livre da dominação de sua sociedade “promíscua”. Esta é, naturalmente, um grande problema, já que a pessoa é escrava de seu ambiente.

Da “Discussão sobre Educação Integral” 28/05/12