Textos na Categoria 'Disseminação'

O Que É O “Arrependimento”?

Laitman_509Rabash, “Carta 66”: E, de fato, nós dizemos na Haggadah de Pessach: “No início, nossos antepassados ​​eram adoradores de ídolos e agora nos aproximamos do Onipresente para servi-Lo”, e assim por diante.

Para entender a ideia de ensinar-nos o que eles eram antes, nós temos que explicar isso através da ética. A pessoa deve saber que quando está envolvida com a ideia da partida de alguém do exílio egípcio, vemos que todas as Mitzvot (preceitos) dependem deste conceito, pois com todas essas coisas nós dizemos: “A lembrança do Êxodo do Egito”.

Todas as Mitzvot são correções do desejo de receber em pequenas porções que só podem ser implementadas após a pessoa se elevar acima do Machsom (barreira). Depois que ela passa pelo Machson , ela começa a passar pelas partes do desejo de receber acima do Machson.

Em primeiro lugar, a própria pessoa passa pelo Machsom e transforma seu desejo de receber em “em prol da doação”, e depois disso ela se volta para baixo e eleva desejo após desejo. Toda esta atividade é chamada de arrependimento, em outras palavras, ela retorna o desejo de receber para uma intenção em prol da doação. Cada ação como essa é chamada de Mitzvah e é feita pela Torah, ou seja, pela Ohr Makif (Luz Circundante) que transforma as correções em possibilidades. A primeira ação é chamada de êxodo do Egito.

Quando eu estou sob o Machsom, eu não tenho uma conexão com a Luz. No entanto, acima do Machsom, eu já tenho Luz, o poder de doação, e posso usá-la para o avanço e a correção. Eu tenho consciência, sentimento, inteligência e poder, como uma pessoa madura e capaz. Eu me transformo num especialista em correção, com a condição de que há Luz em mim. Luz é o poder de doação que está agindo em mim, e com a sua ajuda, eu posso conectar cada vez mais novos desejos, um após o outro, e corrigi-los. Eu me volto a um nível mais elevado e recebo energia adicional dele para a parte inferior que quero corrigir, corrigindo-a e conectando-a a mim.

Neste processo há três parceiros: o Criador – a origem do poder, eu – aquele que quer se corrigir, e o desejo – o lugar que eu quero corrigir.

Com a Luz que há em mim, graças a minha conexão com o Criador, eu vejo exatamente o que está pronto para a correção em mim e peço esse poder Dele. Eu trabalho com Ele como parceiro, porque não não me encontro mais sob o Machsom . Pelo contrário, estou junto com Ele, sentindo-O. Portanto, eu começo a esclarecer como é possível trabalhar com o desejo danificado, como é possível despertar e elevá-lo. Isso significa que eu quero transformá-lo de “em prol da recepção” para “em prol da doação”. Então, eu peçoa isso.

Eu não obtenho qualquer prazer com esta atividade enquanto a sinto como meu desejo. Para mim, ela se torna mais preciosa do que o meu desejo, como está escrito: “Faça que a vontade Dele seja a sua vontade” (Pirkei Avot 2:4) – como uma mãe faz com o seu filho. Eu envolvo Seu desejo dentro do meu desejo e é assim que começo a elevá-lo, pedindo ao Criador para corrigi-lo para mim, como eu faria pelo meu bebê.

Então, eu obtenho o poder, a inteligência e o sentimento necessários. Afinal de contas, eu não sei como corrigir o que está abaixo, pois este é um sistema completamente separado, o AHP que é construído dentro de mim, o útero espiritual.

Isto significa que, em primeiro lugar, eu cresci para corrigi-lo. Eu aceito um novo sistema e junto o que está abaixo de mim. Assim, após a correção nós estamos justapostos. Assim, muitos Partzufim são revestidos um no outro.

Pergunta: Será que é importante para as pessoas que estão envolvidas com a disseminação ter atravessado o Machsom?

Resposta: Não me parece que a pessoa que atravessou o Machsom terá mais sucesso na disseminação externa. Eu não tenho certeza que o Rabash teria sido mais bem sucedido na disseminação do que a média das pessoas em nosso grupo.

Portanto, Baal HaSulam escreve que é inclusive possível pagar uam compensação monetária a profissionais. Afinal, é preciso se aproximar o máximo possivel das pessoas. Certamente, é claro que elas precisam saber a direção, o propósito, um pouco das explicações, mas não muito fundo, apenas de acordo com o nível das pessoas a quem elas se dirigem.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/04/14, Escritos do Rabash

Desenvolver Um Segundo Fôlego Para O Nosso Trabalho

Dr. Michael LaitmanNós devemos estar preocupados com o combustível para o avanço e a qualidade do trabalho, e não apenas correr atrás da quantidade. Caso contrário, isso levará a uma grande queda. Nós devemos nos sentar juntos e pensar num método para abordar as pessoas. No momento em que vocês começarem seriamente a cuidar do público em geral, vocês vão ter um segundo fôlego. Agora, vocês se sentem cansados depois de um longo prazo. Mesmo que vocês tenham grande sucesso, isso já não lhes excita e nem lhes dá o mesmo vigor que tinham antes. Vocês se acostumaram a ser bem sucedidos e não há nada de novo nisso. Tudo chega ao fim e vocês começaram a ficar doentes e cansados disso.

É como as quatro fases da Ohr Yashar (Luz Direta). Por que a primeira fase não pode durar para sempre? Porque depois que ela (Aleph-Lamed-Peh) termina, a segunda fase (Bet-Yod-Tav) começa. Depois que essa termina, a terceira fase começa.

A Luz influencia o desejo e muda-o constantemente. No final, ele se torna qualitativamente novo da recepção à doação, de Hochma à Bina. Assim, a mesma coisa vai acontecer com o nosso trabalho. É impossível utilizar o mesmo jogo até o fim da vida.

Quando as pessoas se apaixonam, elas juram que vão se amar até o final de suas vidas, mas é claro que o amor vai desaparecer antes de morrer, pois nós evoluímos rapidamente. Nos dias de hoje, o desenvolvimento é muito rápido, de modo que as pessoas se casam e se divorciam várias vezes em suas vidas.

Isso significa que cada estado vai acabar e não devemos esperar que isso aconteça. Com antecedência, nós devemos entender que embora a nossa disseminação seja produtiva, correta e boa, e que não possamos diminuir sua importância, ela já exige adições. Cabe a nós pensar na qualidade do trabalho, pois cada novo nível é alcançado através da melhoria da qualidade.

Isso significa que a conexão com as pessoas deve ser mais qualitativa. A próxima fase é precisamente a mesmo que a anterior, mas com um maior nível de conexão. Nós precisamos nos encontrar com as mesmas pessoas que já contatamos e começar a ensiná-las o método de correção. É necessário o envio de material explicativo a elas, ter workshops e noites de unificação com elas, e ensiná-las através dos canais de televisão e da Internet para mantê-las continuamente interessadas. É como se nós as matriculássemos numa escola, e agora cabe a nós começar a primeira série.

Como resultado, vamos nos tornar um canal que conecta as pessoas ao Criador. Nós ainda não estamos nessa conduta; em vez disso, temos alcançamos o primeiro ponto de contato.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/05/14, O Livro do Zohar

“Suas Fontes Se Estenderão Para Fora”

laitman_214Pergunta: Eu quero lhe fazer uma pergunta que provavelmente foi feita muitas vezes: quando é o Messias virá?

Resposta: De uma carta do Baal Shem Tov, “Keter Shem Tov”: “Quando eu subi lá, era impossível dizer e falar mesmo face a face, até que entrei no salão do Messias onde o Messias estuda com todos os Tanaim e os justos e também com sete pastores. E eu perguntei à boca do Messias, ‘Quando você virá’?”.

“E ele respondeu, ‘você deve saber quando seu estudo se tornar famoso e revelar-se em todo o mundo e suas fontes se estenderem para fora; tudo o que eu lhe ensinei e que você alcançou. E elas também serão capazes de executar singularidade e subir como você e todas as Klipot, cascas (o ego) forem aniquilados e será o tempo da misericórdia e redenção Celestial”.

Não Briguem Em Vão

Dr. Michael LaitmanPergunta: Há facções entre o povo de Israel que estão envolvidas na separação das pessoas e demonização da nação, incluindo até mesmo os valores que compõem o consenso. Como nós lidamos com isso; como é possível alcançar a unidade em face disto?

Resposta: Nós não precisamos estar envolvidos com as pessoas e suas ações, mesmo que elas representem o governo. É dito em Provérbios 21:1: O coração do rei está na mão do Senhor… Mesmo que eles sejam aqueles que em nosso mundo são considerados conhecedores ou influentes, eles são, basicamente, apenas a execução das ações que lhes são impostas pela força superior. Cada um deles é apenas um fantoche.

Nós devemos nos voltar à força superior que os administra e não levar as pessoas em conta. Nós prestamos atenção neles só porque através disso estamos analisando se estamos ou não construindo corretamente a nossa relação com o Criador.

De acordo com isso, vamos examinar se estamos construindo correta ou incorretamente a nossa relação com o Criador. Além disso, o princípio de Êxodo 10: 1: Venha ao Faraó, porque endureci o seu coração… funciona aqui.

Portanto, aqui nós simplesmente precisamos trabalhar mais na unidade, conexão e disseminação.

Nós não temos nada no que trabalhar além da conexão dentro do grupo, a fim de influenciar o Criador. Não devemos nos relacionar com nada externo a menos que venha contra nós numa guerra. A guerra exige uma resposta e devemos influenciar tudo o resto através do Criador.

Nada influencia a pessoa diretamente. As disputas são inúteis. Discussões ajudam a esclarecer alguns pontos, de modo que eles sejam mais compreensíveis para todos. Isso é outro assunto, e para esse propósito eu estou pronto para falar com a pessoa, não para convencê-la, mas para levar a mensagem às outras pessoas.

Somente a Luz Superior pode corrigir. E por isso não temos necessidade de argumentos; eles não funcionam. Só podemos convencer alguém através do poder superior. O Criador gerencia tudo. A força superior, a Luz, influencia todos, e em cada momento organiza o estado atual do mundo entre as pessoas em todos os tipos de formas e relações.

Assim, conclui-se que é preciso voltar-se para a Luz Superior e não para o mundo. Nós também vemos que ninguém está disposto a influenciar ou convencer ninguém. Mesmo os líderes mundiais realmente descobrem sua insignificância no entendimento do que está acontecendo e de suas próprias habilidades. Eles estão discutindo como crianças na rua.

Ao contrário deles, nós podemos influenciar a força superior, e através disso, a correção do mundo. Esta é a nossa missão.

“Não há outro ao lado Dele”, e voltando-se para Ele, não há outro além de você. Se você quer organizar o mundo de forma bela e correta, e prepará-lo para a revelação do Criador, então você está correndo junto com a Luz na direção certa.

Pergunta: O que significa “influenciar o Elyon (superior)”?

Resposta: Significa criar todas as condições para que Ele seja revelado. Através disso eu Lhe dou satisfação. E essas condições estão trazendo os poderes de doação, Ohr Hassadim (Luz da Misericórdia) para este mundo. Afinal, o Criador é Ohr Hochma (Luz da Sabedoria), que após o Tzimtzum Aleph (primeira restrição) só pode ser revelada se a Ohr Hassadim precede-a. Isso é o que eu devo trazer para o mundo.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/05/14, Escritos do Baal HaSulam

Unidade Fluindo Além Das Fronterias

laitman_944Pergunta: Qual é o papel da nação de Israel? É ser especialista em conexão e ensinar as nações do mundo, ou é se conectar primeiro e, portanto, ser um exemplo para todos? O que é mais importante?

Resposta: Nossa unidade está dentro das fronteiras de Israel. Esta é a coisa mais importante. Este é o lugar onde os exemplos e o método de conexão alcançará outros. Além disso, ele vai atrair a Luz que Reforma ao mundo inteiro.

Só nós podemos fazer isso. Se cumprirmos a conexão entre nós, mesmo sem disseminar nossa mensagem em todo o mundo, isso já vai trazer a correção do mundo inteiro. Dessa forma, nossos grupos disseminam em diferentes países, de modo que serão capazes de ascender, se conectar, e permitir que o Criador seja revelado neles. Isso, é claro, é feito junto conosco.

Portanto, se todos os grupos do mundo se reunissem em Israel, seria suficiente disseminarmos dentro desses limites. Afinal, quando disseminamos, nos unimos aqui, e isso se espalha por todo o mundo.

Baal HaSualm diz na “Introdução ao Livro Panim Meirot uMasbirot“, “Quando os filhos de Israel forem complementados com o conhecimento completo, as fontes da inteligência e conhecimento fluirão para além das fronteiras de Israel e irrigarão todas as nações do mundo… “.

Além disso, Rabash diz na Carta 18, “O Senhor concederá abundância às nações do mundo pela nação de Israel, que é mais capaz do que todas as nações do mundo de chegar perto do Senhor”.

Portanto, não podemos ir às nações do mundo com todas as queixas, não importa como elas nos tratam. Isso é outra coisa. Não vão a qualquer um com suas queixas. São vocês quem dão à luz a Hitler e todos os nossos outros inimigos por suas ações.

Nós somos os únicos que pendem a balança de um lado para o outro, e esse é um assunto muito sério. Portanto, nosso trabalho é apenas se conectar. Se os judeus estivessem conectados e unidos, não teria havido perseguições, e ninguém os teria expulsado da Espanha ou de outros países, e sua vida poderia ter sido totalmente diferente, mesmo no exílio.

Cada movimento que uma pessoa faz neste mundo é como um movimento de uma carga elétrica num campo de força ou de uma barra de ferro num campo magnético. A Luz me opera, e, portanto, eu consigo tudo na minha vida.

Tudo o que precisamos é de conexão, e a partir dessa conexão se voltar ao Criador. Ele também atua na política, na economia, em todas as áreas. Graças a isso, vamos trazer ordem ao mundo inteiro. Então, vamos começar a entender as razões para o antissemitismo e a crescente pressão geral que sentimos.

A questão é que não é a OLP ou o Hamas, ou Teerã. Tudo depende de nós. Quando desrespeitamos a conexão, trazemos essas aflições.

Essas forças não são uma punição, mas uma ajuda para que possamos melhorar nossos caminhos, nos unir, nos conectar, e agir corretamente. Portanto, nós devemos justificá-las e usá-las o mais rápido que pudermos, de acordo com o nosso objetivo.

Quando começarmos a nos conectar aqui, dentro das fronteiras de Israel, vamos sentir como todas as coisas ruins se derretem e desaparecem como nuvens que desaparecem do céu.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabala 05/01/14, Escritos do Baal HaSulam

Vá Para Sua Terra

Baal HaSulam, “A Herança da Terra”: Israel não voltará para sua terra, a menos que todos se tornem um “feixe”.

Terra (Eretz) refere-se ao desejo (Ratzon). Queremos adquirir a “terra de Israel”, que é um desejo especial que tem de ser dirigido ao Criador, Yashar-El (direto para o Criador). Isso significa que temos que focar o nosso desejo no Criador, a fim de doar, e isso se expressa quando nos concentramos no amor aos outros.

Como é isto relacionado com a localização geográfica do Estado de Israel? É isto sobre ramos e raízes? A nação judaica pode viver em sua terra apenas se eles são compatíveis com as leis que operam entre a nação e a terra espiritual de Israel.

Isto significa que quando os meus desejos estão focados em como agradar ao Criador, que é expresso em deliciando os outros de acordo com o princípio de todos em Israel são amigos, e são mutuamente responsáveis ​​uns pelos outros; não faças aos outros o que é odioso para você; ama teu amigo como a ti mesmo; como um homem em um só coração, etc..

Se sou atraído por isso, significa que eu corrigi todos os meus desejos com a ajuda da Luz Superior, e, em seguida, eles mudam de desejos externos para desejos internos; eles se transformam de uma terra seca a um desejo de Yashar-El (Direto ao Criador). Então, conforme eu entro na terra espiritual de Israel, na espiritualidade, eu sou atraído para a terra de Israel, na corporalidade.

Esta é a razão pela qual o Criador enviou Abraão da Babilônia para a terra, que era a terra de Canaã, na época, de modo que ele iria corrigir-se lá e sentir a verdadeira natureza de Yashar-El(Direto ao Criador). Trata-se tanto do trabalho interno como das ações corporais. As famílias dos estudantes de Abraão recolheram seus pertences, seus camelos, as suas ovelhas e cabras e viajaram para aquele lugar. Esta transição foi de acordo com o seu trabalho de conexão, de acordo com o que Abraão lhes havia ensinado. [Leia mais →]

Como Pode Uma Coisa Dessas Ter Acontecido

Laitman_153Comentário: As pessoas que sobreviveram ao Holocausto se perguntam como tal coisa poderia ter acontecido se “Não há outro além Dele”.

Resposta: É impossível responder a esta questão no nível corpóreo. Uma pessoa simplesmente pergunta: “Se o Criador é bom, Ele tem que fazer o que eu acho que é bom, mas se eu me sinto mal, é sinal de que Ele é ruim ou que Ele não existe”. Então ela chega à conclusão: “Bem, então, o Criador não existe”.

A fim de dar uma resposta diferente, nós precisamos explicar que Israel tem que gerir o mundo, e como eles não podem controlá-lo corretamente, o mundo sofre, e, claro, os primeiros a sofrer são aqueles que levaram o mundo a esta condição.

Não há outra razão para o sofrimento. A bola está sempre em suas mãos, desde os dias de Abraão em diante. E não diga que não podia e que não sabia; você sempre soube e sempre pôde. É tudo muito claro.

Mas se eu disser isso às pessoas, elas podem pensar que eu as culpo e que eu sou contra elas. É como uma criança que lhe dizem que ela fez algo errado e ela chora que papai é ruim. Por que é o pai ruim se eu lhe explico e mostro o seu erro para que você não erre de novo? Não, papai é ruim de qualquer forma! Isto é o que ela sente em seu ego.

É dito: “Ele deu uma lei que não pode ser quebrada”. Esta é a razão do Criador ser chamado de natureza. A natureza pode mudar? Se um vulcão entra em erupção, a lava destrói uma pessoa e outra é poupada? A lava bateria em alguém e pouparia outro? Se chove, todo mundo fica molhado. Aqui não há perguntas.

Se a nação de Israel não começar a fazer o que tem que fazer, todas as atrocidades vão se repetir, e inclusive mais de uma vez. Se durante a sua vida você repete o mesmo erro uma e outra vez por causa de seu caráter fraco, cada vez você recebe golpes. A mesma coisa acontece com o mundo.

As atrocidades dos nazistas que nós sofremos durante a Segunda Guerra Mundial pode ser repetida quantas vezes forem necessárias até que vocês percebam que devem fazer e façam. Se não fizerem, então o nazismo nunca vai acabar. Nós estamos enfrentando esse estado agora e nada pode ser feito. Somente a nossa unidade interna e nossa disseminação para o exterior pode impedir a adversidade, não só para os judeus, mas para todo o mundo.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/04/14, Tópico: Dia em Memória do Holocausto

Um Dos Dois, Não Há Um Terceiro

Laitman_421_01Pergunta: Por que o Baal HaSulam escreve que depois da democracia e do socialismo vem um regime fascista?

Resposta: Porque a democracia é incapaz de satisfazer o desejo de prazer. O desejo de prazer cresce e exige progresso. A própria pessoa quer estar mais conectada e a democracia lhe leva a isso. No entanto, que tipo de benefício ela obtém da conexão? Como nós percebemos isso?

A realização da unidade só pode ser em prol do nosso benefício pessoal ou em prol do Criador. Um dos dois, não há um terceiro. Se avançarmos de uma forma simples e natural, a conexão ocorre em prol do nosso benefício. E isto significa que estamos conectados contra todos os outros e tentamos transformá-los em nossos escravos, subjugá-los.

Uma abordagem como essa pode ser vista em todo o mundo, seguindo mais ou menos cada governo democrático. Depois que as pessoas obtêm pelo menos um pouco de liberdade, elas imediatamente começam a sentir que não têm conexão. No entanto, elas não sabem como usá-la: “Então nós nos conectamos, e agora?”.

Nós somos obrigados a explorar essa conexão em prol de alguém ou de alguma coisa. Em última análise, isso é realizado no combate contra os outros e mostrando o quão fortes, unificados e consolidados nós somos entre todos os povos. Isso surge natural e inevitavelmente. Hoje esta tendência já pode ser vista no mundo. De um mês para o outro mundo se aproxima cada vez mais do nazismo.

Basta olhar para o que geralmente está acontecendo no mercado comum europeu, sua tomada de decisão, os eventos que acontecem nos Estados Unidos, na Rússia e em muitas nações. Pode ser que você não sinta muito isso, mas eu vejo que o nazismo está se tornando aceitável na sociedade.

Nós estamos começando a falar sobre isso como algo legítimo. Começamos de uma distância com o fato de que devemos discuti-lo para que ele não volte. Mas, nesse meio tempo, até que comecemos as discussões, organizamos convenções e material impresso e as pessoas se acostumam com o assunto. Esta é a primeira fase.

Embora se diga que o nazismo é um fenômeno negativo, os pesquisadores e historiadores supostamente devem discutir o assunto. Depois que os filósofos e os futuristas participam da discussão, eles investigam e analisam como e por que isso aconteceu. Como resultado disso, eles chegam à conclusão de que esse comportamento é inerente à natureza humana e que o regime nazista era uma etapa natural e válida para o desenvolvimento da humanidade. Ou seja, ele é incorporado na nossa natureza e não pode ser evitado. Assim, a legitimação do fascismo é feita.

Depois disso, começam os discursos sobre a necessidade da unidade do povo, a necessidade de sanções contra os imigrantes, a necessidade de se unir contra os inimigos, porque somos fracos e estamos perdendo. Seria como falar de medidas necessárias para a sobrevivência. A ideia se espalha gradualmente. Para este propósito, existe uma tecnologia especial com a ajuda da qual em poucos anos será possível vender qualquer coisa às pessoas.

Hitler também não chegou imediatamente ao poder. Muitos anos se passaram desde a Primeira Guerra Mundial até a Segunda Guerra Mundial. Ele tinha algum tipo de base sobre a qual se levantar; ele foi realmente eleito pela maioria. Hoje é ainda mais fácil fazer isso, porque a conexão em nossos dias tem ainda mais procura, e é um tema ainda mais sensível. Há uma decepção ainda maior em nosso desenvolvimento.

Nós, como a humanidade, já paramos de nos desenvolver. Um novo telefone celular a cada semestre não demonstra um avanço tecnológico. Essas tecnologias já são velhas; não há nada de novo, apenas uma mudança na forma externa para vender o produto. Nós chegamos ao limite do desenvolvimento do pensamento técnico e logo a mesma coisa vai acontecer na biologia e tudo o mais.

Portanto, há muitas razões para o desenvolvimento do nazismo. Estas tendências continuam a crescer em todas as nações: França, Ucrânia, Estados Unidos, Rússia, e valeria a pena pensar nisso antes que seja tarde demais.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/04/14, Tópico: Dia em Memória do Holocausto

Uma Ponte Entre Dois Infinitos

laitman_936Rabbi Kalonymus Kalman Halevi Epstein, Maor va Shemesh (Luz do Sol): A escrita implica que o objetivo da criação foi a de que nenhuma doação deve descer a não ser por intervenção de baixo e elevação de MAN, que a assembléia de Israel desperta, e, ao elevar MAN, todos os mundos ascendem e adicionam ao desejo de aderir a sua raiz.

Este é o principal deleite para o Criador, que Israel se purifique das profundezas da corporalidade e anseie se aderir ao seu Criador.

Há a Luz de Ein Sof (Infinito) e o vaso de Ein Sof. O vaso de Ein Sof é toda a humanidade, e há um tubo entre eles com uma válvula ou uma torneira, que somos nos. Quanto mais fortemente nos unimos, quanto mais abrimos a torneira, maior o fluxo da abundância superior que atinge o vaso de Ein Sof, toda a humanidade, através de nós.

Portanto, tudo depende da assembleia de Israel, da conexão das pessoas em quem as Reshimot (reminiscências) despertaram que as obrigam a ansiar pelo Criador, o que significa procurar uma conexão especial com Ele. Por outro lado, elas podem estar conectadas com o grande vaso de toda a humanidade.

Nós devemos determinar uma conexão mútua tanto com o nível superior como com o nível inferior, a fim de conectá-los através de nós. Na medida em que nos unirmos neste trabalho, vamos alcançar a doação .

No início, este trabalho é representado para nós como se houvesse a Luz Superior acima e um grande vaso abaixo, e nós estamos no meio como um tubo que transporta a Luz. Quando nos conectamos, abrimos o tubo, e a Luz e a abundância fluem através dele ao inferiores, corrige, conecta, e preenche-os.

Mas só agora é que nós acreditamos nesta forma esquemática. Mais tarde, veremos que é um pouco diferente, que o Criador já está no grande vaso da humanidade, e, portanto, nós entramos naquele vaso para encontrar o Criador.

É por nossa conexão que permitimos que Ele se manifeste nos seres criados, mas Ele já está neles. Todo este trabalho assume uma forma diferente. Nós começamos a sentir que o Criador e os seres criados estão aderidos como um, e só nós estamos fora desta conexão e unidade. Esta é a segunda fase do trabalho, e, depois, existe também uma terceira fase.

Nesse meio tempo, nós temos que imaginar este trabalho desta forma, como se fôssemos um tubo com uma torneira e que, de acordo com a nossa conexão, somos recompensados em transmitir a Luz Circundante ao circundado, ou seja, de Ein Sof da Luz ao Ein Sof do vaso.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/05/14, Conversa sobre a Importância da Unidade

Líderes Das Proximas Revoluções

laitman_214Cada vez que a sociedade, a espécie humana, quer ascender a um novo nível e melhorar a sua situação, mudanças significativas são realmente feitas através de revoluções: na visão de mundo, na estrutura social, na estrutura política.

Toda revolução nos avança ao próximo estado; quando esse estado também é descoberto como insuficiente, uma nova revolução ajuda a dar mais um passo à frente.

É assim que o nosso desenvolvimento acontece: através de revoluções, de níveis de renovação.

Hoje nós estamos enfrentando a próxima revolução necessária e inevitável que acontecerá na área mais interna das nossas vidas: nas relações entre nós.

Na nova era elas mudarão drasticamente, e em vez de sermos estranhos e estarmos afastadaos um do outro, vamos sentir proximidade e conexão mútua, e vamos começar a viver de acordo com o princípio de reciprocidade e apoio, como irmãos numa família unida. Esta revolução nos relacionamentos influenciará bastante a situação atual.

Venham, vamos nos concentrar na característica única que caracteriza todas as revoluções, tanto as que já ocorreram e as que ocorrerão no futuro: sempre no início do processo, há pessoas únicas que a motivam e atraem outras depois delas.

Líderes Revolucionários, Antes e Depois

Não há revolução sem um revolucionário que se atreva a dizer coisas em voz alta que os outros só pensaram, mas não tinham coragem o suficiente para dizer. Uma pessoa assim faz uma diferença real.

Se considerarmos os revolucionários do século XX, como Lenin, Che Guevara, Martin Luther King ou Nelson Mandela, podemos discernir as características que caracterizaram todos eles. Eles começaram a sua atividade na sua mocidade; eles eram pessoas educadas que sentiam os processos latentes que estavam ocorrendo na sociedade; eles sentiram o povo e sua dor. Eles sofreram injustiças juntamente com eles; eles foram “cozidos” neste fogo; eles amadureceram, e gradualmente moldaram a nova agenda, a ideologia revolucionária.

Como resultado disso, como aprendemos com a história, eles realmente conseguiram realizar grandes mudanças na sociedade e no mundo.

Pergunta: Vamos comparar os líderes revolucionários do século XX e os líderes da revolução que se aproxima. Existe uma diferença entre eles, ou será que estamos esperando que surja o mesmo tipo de líder que levante a bandeira e atraia a humanidade depois dele?

Resposta: Primeiro de tudo, a palavra “revolução” pode ser entendida de forma diferente e nem sempre com precisão.

Em geral, sabemos que a pessoa é um desejo de prazer, vivendo para satisfazer o seu desejo. Com esse objetivo, ela muda a forma das relações sociais e passa de um modelo para outro: da família à aldeia, da aldeia à cidade, da cidade à nação, às relações internacionais. Tudo isso satisfaz a necessidade humana, o desejo de desfrutar e se sentir bem.

É assim que o ego saudável administra o mundo, é assim que nos desenvolvemos de geração em geração, e por isso temos que mudar alguma coisa de vez em quando. E as mudanças que são causadas pelo desenvolvimento do nosso ego não podem ocorrer de forma contínua, em todos os momentos, especialmente à luz do fato de que sequer estamos conscientes da velocidade desses processos. Somente na atual geração o ritmo das mudanças essenciais claramente se aceleraram, enquanto que anteriormente elas ocorriam uma vez em alguns séculos. Assim, mesmo as revoluções derivadas da necessidade de adaptar as relações sociais ao nosso desenvolvimento interior, por vezes, acontecem apenas raramente.

Além disso, é necessário compreender que as revoluções do passado não eram tão poderosas e extremaa. No final, o próximo estado nascia do estado anterior, mesmo que isso acontecesse com lutas, conflitos, discussões tempestuosas que, necessariamente, tipificam a transição da escravidão para a liberdade relativa, do feudalismo ao capitalismo.

Isso causou grandes mudanças, não só no relacionamento entre as pessoas, mas também na relação com o poder superior (religião), e também na indústria e economia. De fato, a Revolução Industrial alterou as relações entre nós, e isso requer, inevitavelmente, mais inovações sociais.

Compreensivelmente, sempre houve pessoas que expressaram a aspiração comum. Além disso, vários setores da sociedade sempre se relacionaram de forma diferente às mudanças. Muitas circunstâncias e fatores contribuíram para esse processo. No entanto, em geral, o desenvolvimento é condicionado à sociedade alcançar um acordo com as condições globais, com a natureza.

No passado, nós avançávamos devido ao fato de que a natureza causava certo progresso em nós. Eles moldavam e causavam reações e modificações internas. Seguindo essa reação nós tínhamos que mudar alguma coisa.

Em geral, é interessante que quanto mais perto de nossa época na escala das gerações, as mudanças que ocorreram tornaram-se mais nítidas e têm exigido mais entendimento, acordo, e participação das pessoas.

Por exemplo, no passado, na transição da era pré-histórica para a era da escravidão não houve guerras ou revoluções, porque as inovações foram relativamente favoráveis tanto para os senhores como para os seus escravos. Então essa transformação se tornou um processo social e levou à criação do novo regime no poder com leis e sistemas de aplicação específicos.

Mas isso não era resultado de uma análise consciente e conclusões posteriores; era simplesmente a própria vida exigindo uma subida ao próximo nível. Sob a influência da natureza nós entendemos que a escravidão já não compensava e não podia continuar. Condições que foram criados no comércio e na indústria exigiam que os escravos estivessem interessados em seu trabalho e eles foram libertados do estado de absoluta falta de direitos, porque isso permitia obter maior lucro deles.

Assim, no decorrer do tempo, o escravo se tornou um trabalhador subordinado ao seu patrão, e depois disso se tornou completamente livre. De uma forma ou de outra, neste processo tudo dependia do desejo de prazer, o grau de benefício que eu posso obter de alguém e ele de mim.

E assim a natureza desperta mudanças em nós durante nosso desenvolvimento interior, e constantemente nos obriga a digerir, entender e sentir essas mudanças, a concordar com o processo geral, com as alterações nela, com a sua adaptação e absorção na sociedade humana.

A nossa contribuição, nossa participação, encontra-se especificamente nisso. Nós temos que nos manter no meio: mesmo que a natureza nos obrigue a mudar, apesar disso, todos nós temos que fazer as mudanças.

É assim que a evolução e revolução são integradas. A humanidade passa por um processo interno de desenvolvimento e junto com isso o processo social é o início de inovações nas relações sociais. E apesar de tudo isso ser causado pela natureza, é preciso compreensão, consciência e realização de nossa parte.

Pergunta: Qual é o lugar aqui para um líder, um revolucionário, que vai sair à frente e atrair os outros depois dele?

Resposta: Este é sempre o caso: o líder reúne um grupo de amigos e outras pessoas de círculos mais externos ao seu redor, até atingir as massas, muito passivas, mas envolvidas no processo de mudanças.

Pergunta: De que forma o revolucionário se destaca no ambiente passivo geral?

Resposta: Ele tem a capacidade de inflamar os outros. Afinal de contas, a necessidade, o desejo, por uma mudança para melhor existe também entre eles, e ele deve, portanto, “compra-los” através de promessas. Junto com isso, o revolucionário é, geralmente, mais desenvolvido, entende e sente mais, de modo que vê o mundo de uma forma um pouco diferente. Além disso, ele sabe como transformar as pessoas e de que forma proporcionar-lhes a necessidade da revolução, ou seja, o imperativo para as alterações na estrutura social. Se a pessoa for bem-sucedida, se age no momento certo e nas circunstâncias certas, ela realiza seu objetivo.

Os revolucionários sempre foram pessoas educadas; eles entendiam o que estava acontecendo, sabiam ler a grande imagem, e também possuíam carisma especial. Além disso, eles tinham ajudantes ao seu lados que estavam prontos para despertar as massas. Dessa forma, eles lideravam o desenvolvimento.

Por outro lado, a palavra “revolução” nem sempre é apropriada. Claramente estamos falando de mudança; no entanto, mudanças como estas já se encontram cozinhando na sociedade; só é necessário trazê-las para fora, desenvolvê-las e passá-las do potencial para a ação.

A história nos dá exemplos de várias gerações: os líderes eram sempre pessoas inteligentes e educadas, de classe média ou alta, e não “pessoas comuns”, e, ao mesmo tempo, eles eram capazes de se conectar às massas e levá-las à transformação. Esse fenômeno nunca era confinado à elite, mas de lá se espalhava ao público em geral.

A revolução que hoje nós enfretamos é excepcional. Ela será única.

Em princípio, o processo é o mesmo: a natureza age em nós e nos empurra para a mudança. Mas desta vez as mudanças não são causadas ​​porque o desejo já mudou e somente o ambiente ainda foi organizado de maneira apropriada, como foi o caso em transições de uma formação para outra em épocas anteriores. Não, hoje nós só devemos mudar a nós mesmos. Antes da revolução mudar a face da nossa sociedade, é necessário mudar a pessoa. Portanto, isso exige um trabalho avançado de nós, a base sem a qual nada será bem sucedido.

Portanto, nós temos que sair às pessoas e ensiná-las a construir novas relações, novas leis, de acordo com o que vamos viver. A natureza está nos empurrando especificamente para isso; isto é o que ela insere em nós. Então, primeiro uma revolução “educacional” é necessária: nós devemos fazer de tudo para sair às pessoas e educá-las.

De acordo com os sinais exteriores isso é um pouco parecido com o que os bolcheviques, com Lenin como cabeça, queriam fazer na Rússia. Eles também disseminavam material impresso, comunicando-se com as massas de trabalhadoras nas fábricas, e em cada esquina explicavam sua mensagem. Embora essa não tenha sido uma mudança na pessoa e na sociedade, eles estavam agitando o público e explicando o que precisava ser feito.

Ao longo do caminho eles se adaptaram às pessoas e realmente apelara aos pobres, aos plebeus, que estavam muito longe da revolução industrial que o país precisava desenvolver e não ser um apêndice agrário da Europa.

Pergunta: Assim, a próxima revolução será uma revolução na educação e exigirá uma publicidade avançada em todos os estratos da sociedade. Só depois disso que vai ser preparado o solo para a fase decisiva: a mudança da pessoa. Nesse caso, que características devem caracterizar os líderes da próxima revolução?

Resposta: Em primeiro lugar, eles serão guias, um “exército” de guias. Eles devem se voltar às pessoas, especialmente através de redes virtuais, por meio da Internet, uma vez que isso abrange o mundo inteiro e faz com que seja possível chegar a todos, sem estar envolvido com material impresso.

Em geral, a verdadeira revolução atual não é nas capitais. Há uma situação diferente: a revolução penetra internamente, e na primeira etapa ela ocorre principalmente dentro da pessoa.

Pergunta: O que é essa revolução interna?

Resposta: Como em todas as revoluções, a pessoa deve estar em desespero com a situação atual. Mas, ao mesmo tempo, deve compreender as razões para a situação: isso não depende das elites predatórias que estão apenas preocupadas com elas, e nem do governo que não faz nada prático. Aqui a coisa toda é na natureza humana.

Ninguém é culpado, e não tínhamos a intenção de queimar, destruir ou derrubar ninguém; afinal, o próximo funcionário será o mesmo, se não pior. Não, nós vemos que o nosso inimigo é a nossa natureza. É o predador que fica dentro de nós, o ego que se preocupa apenas com ele. Dentro de mim e em cada um de nós se senta um animal selvagem que só pensa em si mesmo. Ele olha para o mundo desde dentro de uma pessoa e faz um cálculo: “Como posso ter prazer? Como posso usar todos apenas para o meu próprio bem? Como posso humilhar os outros? Afinal de contas, este também é prazer… “.

Portanto, primeiro a pessoa exige uma revolução na compreensão de seu destino: “É lógico que eu sou totalmente dependente do animal selvagem que está se escondendo dentro de mim; eu sou subordinado a ele”.

E assim nós chegamos à conclusão de que é necessário construir um sistema para a nossa correção interna. Ele vai nos mostrar o que é esta “besta”: nossa natureza, a inclinação ao mal, o ego, que destrói toda a iniciativa e não possibilita controlá-la e relaxá-la. Pelo contrário, ela sempre nos domina e até sai do seu caminho; apesar de tudo isso ainda está no comando. Por mais que eu queira sair de sua autoridade, dominá-la, no final eu vou descobrir o mesmo rosto bestial que me governa, embora em outro vestido. Eu simplesmente não tenho outra natureza além desse ego.

Este processo é chamado de “reconhecimento do mal”: eu aprendo a reconhecer a besta em mim e vejo o quão louca ela é, seu total controle sofisticado, e nada é deixado para mim.

Só uma coisa pode me salvar: se eu me conectar com os outros. Então nós encontramos o ponto de conexão entre nós e agimos a partir daí. Então, nós podemos estreitar cada vez mais a conexão entre nós, dominar a besta dentro de nós, a inclinação ao mal, jogá-la fora, e nos distanciar dela. Esta é a única forma.

O trabalho neste sentido, é educação integral, ou a sabedoria da conexão. O nome não é tão importante. O que importa é a forma como percebemos a primeira etapa da revolução.

Assim, segue-se que o próximo revolucionário é um líder, um professor, um guia. Ele não resiste contra qualquer pessoa; ele não incita uma parte do povo contra a outra parte, ou uma nação contra outra nação. Os bolcheviques especificamente precisaram de uma guerra com a ajuda da qual poderiam dominar as elites que estavam enfraquecidas. Não há nada como isso aqui, porque estamos diante do homem. E não faz diferença se ele trabalha a terra ou é um rei; isto não importa. Afinal de contas, todos, desde o menor até o maior, estão doentes com uma doença única, todos nós somos dominados pela inclinação ao mal e todos somos seus servos.

Por isso, todos devem passar por mudanças através do estudo para estar cientes do que está acontecendo, para entender o modo de desenvolvimento da espécie humana, o nível atual e o próximo nível para o qual nós temos que subir. Quem é sábio, vê, já adquiriu inteligência e sensibilidade. Assim, de acordo com as mudanças internas, vamos começar a realizar mudanças na sociedade.

Essa não é uma revolta, não é terror; isso deve vir de dentro, de acordo com o nível de desenvolvimento, de acordo com o entendimento e a consciência, de acordo com a profundidade do desejo humano. Assim, apenas o método de publicidade, explicação e educação, quando o poder de uma sociedade sobre a pessoa a transforma, vai funcionar. Só assim é possível avançar. E a imagem do próximo revolucionário é criada a partir disso.

Pergunta: Isto é, ele é um guia, um professor, e seu papel é o de trazer a pessoa e toda a sociedade, todos, todos os setores, para o reconhecimento da natureza humana que nos traz problemas e destrói nossas vidas. Isso não possibilita que possamos construir um bom relacionamento com os outros. É o inimigo interno que se esconde dentro de nós. Assim, segue-se que uma pessoa ou grupos de pessoas que se levantam no comando da próxima revolução são educadores cujos método é completamente oposto da abordagem agressiva, de conflitos e confrontos?

Resposta: Certo. A violência não tem lugar aqui, porque toda essa revolução é baseada especificamente na igualdade. Nós atraímos a força para mudar a partir da unidade, e a verdadeira unidade só é possível entre iguais.

O guia é grande, alto, compreensível e forte: isso é correto. Mas em relação aos outros ele é especificamente menor do que tudo: ele os apóia, ensina e serve. Não há espaço aqui para uma nova elite.

Depois, seus emissários começam a aparecer, pessoas que estão prontas para trabalhar no campo. E depois disso, enquanto as pessoas estão passando por mudanças, chega a vez dos organizadores, organizando a nova sociedade que está adaptada às mudanças internas que as pessoas estão passando.

Assim, segue-se que a revolução acontece dentro da pessoa – e de acordo com isso define a nova imagem da sociedade.

De KabTV “Uma Nova Vida” 03/04/14