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O Segredo Das Dez Tribos, Parte 1

Dr. Michael LaitmanNós não seremos capazes de compreender os modernos processos globais, se não entendermos primeiro o estado que se tornou a base, a verdadeira razão e o protótipo cerca de 4.000 anos atrás.

Duas percepções da nossa evolução foram formadas na antiga Babilônia durante uma crise semelhante da humanidade. O rei da Babilônia, Nimrod, levou a maioria ao longo do caminho da evolução natural, enquanto o sábio sacerdote babilônico Abraão chamou o povo para ascender a um novo nível qualitativo.

Pergunta: Abraão era um grande ideólogo e filósofo e um homem muito respeitável. Por que ele precisou começar uma revolução?

Resposta: Ele buscou uma saída e encontrou-a no estado que foi criado na nação. As circunstâncias os forçaram a se unir, mas as pessoas não podiam viver juntas. Pelo contrário, o ego cresceu tanto que elas começaram a se criticar e odiar.

A solução de Nimrod foi simples e corporal: “Nós devemos simplesmente nos dispersar e viver separadamente, sob a minha liderança, é claro”. É assim que os moradores de um local comum se dispersaram a fim de parar de brigar.

Mas Abraão teve outra ideia: “Nós não devemos dispersar porque a lei da natureza é uma lei, não podemos fugir dela. A terra vai ficar lotada no futuro de qualquer maneira. Nós não precisamos inventar nada. A natureza, a evolução exige que nos unamos. Nós temos que nos unir acima do ego”.

Poucos, é claro, ouviram Abraão, algumas dezenas de milhares de três milhões de pessoas. Afinal de contas, é uma decisão difícil e é muito mais fácil se dispersar. De uma forma ou de outra, os discípulos de Abraão o seguiram, saíram do Egito e levaram a ideia do “ama ao próximo como a ti mesmo”, ao cumpri-la entre si.

Eles sentiram desespero no início; não podiam viver com egoísmo por mais tempo e queriam fazer alguma coisa com ele, se livrar dele. Esta é a razão deles acharem a meta que Abraão definiu para eles atraente e não a ideia de simplesmente viver uma vida normal, não simplesmente parar de xingar e brigar um ao outro, mas de ascender a algo novo. É a ascensão para o próximo nível que os atraiu, porque não exige a anulação do ego, mas sim utilizá-lo para a ascensão.

Pergunta: Que povo estranho. Eles não quiseram viver em suas próprias casas, em locais separados, mas preferiram a ascensão espiritual. Acontece que a base da nossa nação é esses caras deprimidos que seguiram Abraão?

Resposta: É claro que a depressão realmente os empurrou para cima. Eles entenderam a crise de uma forma totalmente diferente, e contaram com ela para ajudá-los a encontrar um sentido para a vida, em sua existência.

Os outros examinaram a crise de forma prática: “Vamos resolvê-la e continuar com nossa vida normal”.

No final, as pessoas se dividiram em dois grupos e seus modos eram extremamente diferentes.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 27/08/14

Um Círculo É A Forma De Existência Da Sociedade Corrigida

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é necessário para a realização prática do método de conexão?

Resposta: Vocês precisam estudar e ter exercícios práticos de conexão, workshops e mesas redondas que levam à unificação do povo. Nós temos que sentir que é possível descobrir a força entre nós que nos conecta.

A essência do método é simples: vocês precisam se sentar em círculos e falar sobre conexão, sobre as razões para isso, sobre o objetivo da existência do nosso povo, sobre quem somos. A conexão nos eleva acima do nosso estado atual. Durante uma discussão como esta, de repente nós descobrimos que dentro do nosso círculo algum tipo de força, calor e sentimento compartilhado surge que nos conecta.

De repente, nós sentimos que estamos perto um do outro e dependemos um do outro, como numa família e ainda mais. Existe algum tipo de fio interior que me conecta com você e você comigo. E fios como estes são esticados entre todos. A rede interna que faz esta conexão nos dá experiências excepcionais e a sensação de uma nova vida em que estamos conectados num único conjunto.

Esta conexão nos eleva a um estado único. Nós queremos permanecer nele, proteger esse ânimo que nos possibilita subir acima dessa vida. Toda essa vida adquire uma nova forma. A sabedoria da Cabalá nos explica como alcançar esta unidade, a fim de sentir, em nosso poder de unificação, o componente superior que está pronto para mudar tudo em nosso mundo.

Se nós tentamos descobrir essa força de unificação entre nós, descobrimos a força superior que está pronta para curar todos os dissabores e problemas em nossas vidas individuais e na sociedade, na economia, na política, e colocar ordem no mundo todo.

Nós começamos a irradiar essa força de unificação para o mundo inteiro e ele vai mudar a sua atitude em relação a nós. Isso ocorre porque todas as nações do mundo têm esperado isso do povo judeu. Como prova, é possível trazer uma infinidade de declarações: tanto as dos sábios judeus como dos antissemitas.

Segue-se que nada mais é necessário além da unificação. E a sabedoria da Cabalá, que é a sabedoria de conexão e unificação, deve nos ajudar com isso. É por isso que ela tem sido revelada em nossos dias.

Portanto, venham, vamos aprender como alcançar a unificação de toda a sociedade. Na prática, isso se resume ao trabalho em círculos e o estudo de questões essenciais, como estas: “Quem é o homem? O que é a conexão? Como vamos avançar? Qual é o objetivo da criação? Qual é a missão do povo de Israel em relação ao resto dos povos? Qual é a razão para o antissemitismo? Como uma pessoa cura todo o ego coletivo comum e o que existe em cada um pessoalmente, como todo o mal no mundo é corrigido?”

As pessoas vão aprender tudo isso nesses círculos; elas vão esclarecer junto e descobrir o poder da unificação que vai curar todo o mal. Esse deve se tornar o trabalho permanente do povo de Israel, nossa missão internacional, até chegarmos à conexão completa.

Todos os dias, até várias vezes por dia, tanto quanto possível, a pessoa deve participar de uma discussão como essa num círculo. Há uma abundância de pessoas desempregadas que têm tempo livre, e é possível organizar debates deste tipo em locais de trabalho, nas escolas e na televisão para os que permanecem em casa.

Um círculo onde as pessoas discutem todos os seus relacionamentos vai se tornar a forma de existência da sociedade corrigida: em jardins de infância, na escola, no trabalho, entre os aposentados. Todas as pessoas vão aprender a cumprir as suas obrigações em relação ao resto do povo: para corrigir, se unir num único povo, e mostrar um exemplo para toda a humanidade.

Assim, todas as pessoas vão mudar imediatamente sua atitude em relação a Israel e o povo judeu e nós realmente vamos nos tornar uma “Luz para as nações”, um “reino de sacerdotes e uma nação santa”. Nós nos tornaremos professores para o mundo todo.

De KabTV “Uma Nova Vida” 02/09/14

Unidade Com Base No Amor Ou No Ódio

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como a unidade pode possivelmente nos defender de inimigos externos? Afinal de contas, nós estamos rodeados de grupos terroristas fanáticos. Alguns deles aparecem de repente no nosso horizonte e sua crueldade tem sobrecarregado o mundo. Sua ameaça parece muito convincente. Como a força do amor que estamos tentando criar entre nós pode se opor a isso? Pode o amor nos proteger de foguetes ou agressão?

Resposta: É natural que os terroristas se comportem com tal brutalidade. Qualquer união estável se baseia tanto no amor autêntico ou no ódio genuíno, um dos dois.

A animosidade que existe em grupos terroristas em relação aos seus inimigos externos os conecta. É por isso que eles acendem o ódio em relação a nós. Eles também procuram a conexão. No entanto, há uma forma alternativa para alcançar a unidade, ao amar nossos amigos.

Ambos os grupos estão buscando unidade e aspiram a ter sucesso com a sua ajuda. Aqueles que se conectam com base no ódio precisam de um inimigo externo que eles possam continuar aborrecendo e desprezando. Eles escolheram Israel e os judeus como o melhor objeto para sua hostilidade, porque todo o mundo tradicionalmente odeia os judeus. Além disso, os judeus são realmente culpados (pelo menos as nações do mundo inconscientemente se sentem assim, mesmo aquelas que nunca tiveram quaisquer relações com os judeus).

Além disso, Israel tomou os territórios que antes eram ocupados por árabes que se chamavam os palestinos. Em outras palavras, os árabes têm um motivo para nos odiar. Além disso, eles têm um objetivo comum para difundir o Islã em todo o mundo que os une. Hoje em dia, essa ideia atrai muitos jovens, uma vez que eles são fascinados pela força e admiram aqueles que estão armados.

As pessoas procuram unidade e comunhão; elas estão tentando compreender o objetivo de suas vidas. Hoje, o Islã é a única religião que oferece um propósito concreto de existência, que é tão forte que as pessoas estão prontas a cometer suicídio, porque estão convencidas de que este ato é a melhor maneira de se realizarem e que elas vão receber uma recompensa imediata depois que morrerem.

Essas ideias atraem os jovens europeus que estão prontos para se juntar a um exército islâmico. Eles consideram isso “romântico”: “Nós estamos juntos! Temos uma meta! Esse cara é a favor de nós, é nosso amigo; o outro cara é contra nós, é nosso inimigo!” As pessoas adquirem algo pelo qual podem viver, obtêm um objetivo e se tornam conscientes dos marcos em seu caminho para alcançá-lo. Elas acham que já sabem como viver.

O resto do mundo não tem nada a oferecer a elas. Em algum momento, todo mundo ficou fascinado com o sonho americano. Todo mundo olhou para os EUA e visualizou tornar-se como os EUA. Hoje, esse sonho desapareceu como uma bolha de sabão. Coisas semelhantes ocorreram na Europa: O que aconteceu com a unidade europeia? Onde está o paraíso prometido? Para onde foi a esperança de que uma Europa unida seria um exemplo para o resto do mundo?

Pergunta: Por que os europeus não podem viver em união com os seus próprios povos nativos?

Resposta: O ser humano é uma criatura que muda constantemente de valores. Portanto, hoje nós não estamos satisfeitos com o que consideramos ser grande ontem. Um dia antes, pensávamos que as coisas eram boas o suficiente, mas um dia depois já pensamos nelas como insuficientes ou erradas. Amanhã, algo novo vai surgir em nossos horizontes. Os nossos desejos egoístas e aspirações mudam constantemente, aumentam e se expandem.

O islã é atraente para muitos, pois oferece às pessoas metas concretas. Ele proclama: “Todos os muçulmanos devem se unir para que o Islã conquiste o mundo inteiro! Se levarmos o conhecimento sobre Alá que governa tudo e todos, se espalharmos a informação sobre o que exatamente devemos fazer para seguir a Sua vontade, o mundo inteiro será nosso, incluindo o mundo futuro. Mesmo se você morrer em um minuto, você vai subir imediatamente para o céu”.

Sua ideologia está enraizada em dois mundos: este mundo material e a dimensão futura. Os muçulmanos pedem a unidade neste mundo entre todos que compartilham sua ideologia. Eles apontam para o seu inimigo muito distintamente. Aos poucos, eles vão penetrar todas as nações, sem exceção: China, Índia e Rússia… Eles não estão com pressa, nem sentem quaisquer restrições de tempo: “Se não nós, então nossos filhos; se não eles, então os nossos netos… Por fim, nós vamos atingir a meta. O que importa é que nós avançamos para a nossa meta e vamos impor a ‘jurisdição’ islâmica sobre todo o mundo. Nós devemos participar neste movimento para que mereçamos estar nos mundos futuros”.

Eles já sentem a sua unidade; eles estão confiantes de que seguem uma meta grande nobre e eterna. Portanto, esse tipo de inimigo é impossível vencer. Não há ninguém com quem falar ou fazer as pazes, visto que os nossos adversários têm uma ideologia poderosa. Como resultado da última operação militar em Gaza, mais de dois mil palestinos morreram. Existem inúmeras ruínas em seus territórios, mas eles ainda celebram esta situação como se fosse a sua vitória. Eles não contam suas perdas.

Os muçulmanos têm uma confiança interna de que estão fazendo a coisa certa. Eles consideram a sua luta como sendo uma guerra santa. É impossível lutar contra este tipo de inimigo. Os tratados de paz com eles não valem nada. Certamente, isso é absolutamente claro para o nosso governo e todos ao seu redor.

A questão é como podemos sustentar essa ameaça como o povo de Israel? Nós podemos arrumar nossas malas e sair (o que eles terão prazer em nos deixar fazer e ainda vão nos dar tempo para isso). No entanto, se decidirmos ficar em nossa terra, vamos ter que encontrar uma solução alternativa. Este problema pode ser resolvido! Há algo que pode nos tornar mais fortes do que eles: a nossa unidade.

Ao alcançar a unidade, iremos acionar o poder geral de natureza, a força superior, que Israel possuía na época de Abraão e durante os primeiros dois mil anos de sua história, ou seja, durante o Primeiro e o Segundo Templos. Se nos unirmos, “como um homem com um coração” pelo amor ao próximo, se alcançarmos o estado em que “todos em Israel são amigos”, e se formos um exemplo para todo o mundo, todos vão começar a nos tratar de uma forma boa, incluindo os árabes. Assim que iniciarmos a nossa unidade e nos reconectarmos com o outro, o mundo inteiro vai mudar a sua atitude em relação a nós de forma adequada.

De qualquer forma, não temos outra escolha. Nós devemos nos unir, pois é a única solução para a situação. Nós temos a oportunidade de verificar essa doutrina aqui e agora.

Eu lamento profundamente pelos soldados e civis que perderam suas vidas durante a última operação terrestre. No entanto, a situação atual é diferente de batalhas anteriores, pois desta vez nós temos a oportunidade de mudar a direção dos pensamentos dos israelenses, e fazer os israelenses entenderem que a estabilidade e a segurança só podem ser alcançadas como resultado de nossa conexão.

Nós temos um ensinamento que fala sobre estas questões: a sabedoria da Cabalá. Esta ciência foi escondida de nós durante o exílio, mas hoje em dia se revela a nós, e é nosso dever torná-la conhecida. Esta ciência explica como atingir a conexão certa que, então, atrairá a força superior.

Se a força superior está entre nós, nós estamos cobertos por uma “cúpula” que nenhum inimigo pode quebrar. Nossos inimigos irão simplesmente desaparecer. Depende apenas da nossa capacidade de implementar a sabedoria da Cabalá para o bem da conexão entre nós.

A Cabalá fala sobre a unidade e o amor de Israel. Essa foi a herança judaica durante os primeiros dois mil anos da nossa existência desde o momento em que saímos da Babilônia até a destruição do Segundo Templo. Durante os próximos dois mil anos de exílio, a Cabalá foi ocultada de seu povo. No entanto, hoje ela se revela mais uma vez, para que possamos usá-la para recriar a unidade.

Isso explica por que temos que revelar a sabedoria da Cabalá e mostrar aos outros que não se trata de “fitas vermelhas”. É um método para alcançar a unidade que se destina a nos ajudara nos tornar “o povo de Israel na terra de Israel”. Isso vai nos ensinar como levar uma vida estável e segura. Então, o mundo inteiro vai tratar Israel como nós merecemos de acordo com as nossas raízes: a unidade que se baseia na verdadeira Torá, o ensinamento da verdade.

De Kab TV “Uma Nova Vida” 27/08/14

Quem Somos Nós Realmente ?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que é tão difícil para nós saber que a nossa nação é especial e que tem uma missão especial?

Resposta: Porque ela é complacente e o povo quer se perder nos outros e ser como todos os outros. Ele pensa consigo mesmo: “Há mais de duas centenas de países no mundo, então por que Israel não pode ser apenas um deles? Por que  temos que nos destacar? Qual é a vantagem disso?” Mas não vamos ser capazes de nos esconder de nossa missão.

Pergunta: As pessoas dizem que esta é a razão de não gostarem dos judeus porque eles se destacam e se consideram especiais.

Resposta: Eu não acho que nós queremos nos destacar, mas é assim que ocorre. Os judeus participam de todas as empresas importantes e são muito bem sucedidos no que fazem. Você não pode esconder o fato de que cerca de treze milhões de pessoas têm uma influência decisiva no mundo e se destacam na ciência e em todos os campos que você possa pensar.

O que são treze milhões de pessoas em relação a toda a humanidade, considerando o fato de que apenas metade delas é adulta? É ainda menos do que a população de uma grande cidade, mas veja o impacto que elas têm sobre toda a humanidade. É claro que a humanidade tem dificuldade em aceitar esse fenômeno.

Isto é especialmente verdadeiro visto que há uma raiz espiritual aqui que obriga o mundo a ver os judeus como estranhos. Cada nação sente intuitivamente algo contra nós, mas mesmo entre os próprios judeus há uma atitude negativa em relação a Israel, porque, afinal de contas, nós nos reunimos como o grupo de Abraão a partir de todas as nações que viviam na Babilônia. Em cada judeu há a raiz da nação de onde ele vem, além da raiz espiritual, chamada Israel, que ele recebeu.

Enquanto esta raiz espiritual se manteve e agiu ativamente, nós éramos a nação israelense. Mas depois que caímos da altura de esta raiz, nós nos tornamos como todas as outras nações e até mesmo piores. Se Israel cai, ele desce mais baixo do que todas as outras nações.

É por esta razão que as principais raízes das nações do mundo estão sendo reveladas em nós agora, mais do que a raiz espiritual. Por isso, nós queremos aprender com as nações do mundo, para ser como elas e aceitar suas críticas. É um fenômeno mais ou menos natural e típico de todo mundo.

Nós só precisamos entender quem nós realmente somos e por que isso está acontecendo conosco, o que está oculto em nós, qual o processo que passamos e ainda temos que passar, qual a nossa missão neste mundo, e por que todas as nações nos acusam, admitindo, na verdade, que elas dependem de nós.

Se elas afirmam que Israel é responsável por todos os problemas do mundo, é sinal de que Israel é tão forte, especial, superior e poderoso que pode afetar o mundo inteiro para o pior. Como pode cerca de 13 milhões de pessoas, que é a população de um estado pequeno, ter um grande impacto em todo o mundo? Como isso acontece?

Esta é sua maneira de nos dizer que somos a fonte, o tubo através do qual elas recebem a energia boa ou ruim. Se nos comportarmos de maneira diferente, vamos nos tornar a fonte de bondade para o mundo.

A bondade não está em trazer ao mundo novas descobertas e prêmios Nobel, mas em trazer a Luz e a paz mundial. Esta não é uma invenção técnica, mas uma força que atinge e acalma as pessoas, uma força que as conecta corretamente e as torna um todo. Assim, elas vão começar a viver em paz e harmonia, cuidando umas das outras. A todos será garantida uma vida segura e pacífica neste mundo.

De KabTV “Uma Nova Vida” 14/08/14

Lembre-Se Da Estrada Para O Templo

Dr. Michael LaitmanPergunta: A última crise militar em Israel prejudicou muitas das nossas sólidas convicções. Nós estávamos confiantes na força do nosso exército, mas ficamos convencidos de que não seríamos capazes de usá-lo para nos proteger da ameaça. Agora, é óbvio que os acordos entre os governos não garantem qualquer segurança.

Resposta: A guerra moderna é de um tipo diferente. Não há mais a vida que nós estávamos habituados. As antigas fundações, abordagens, objetivos, princípios e meios não funcionam. Isso acontece não só em Israel, mas em todo o mundo.

Apenas essas questões não são tão cruciais ao redor do mundo. Mas em Israel, que está localizado num ambiente hostil, é uma questão de vida ou de morte. Portanto, nós devemos ser sensíveis à mudança.

O povo de Israel deve compreender o seu propósito e por que isso está acontecendo conosco: Qual é o propósito de nossa existência? O que as nações do mundo exigem de nós? É por isso que elas nos culpam por todos os seus infortúnios.

Nós devemos explicar isso a todos, e em primeiro lugar, a nós mesmos. Nossa nação não entende o que é e qual é a missão do povo de Israel, que deve servir de modelo para a unificação de todo o mundo.

Só o povo judeu tem o conhecimento de como se unir. Afinal de contas, essa disponibilidade já está incorporada dentro dele. Todo judeu tem um gene especial, pois na época do Tempo, o nosso povo existia na unidade espiritual. Nós já vivíamos como um homem com um coração, aceitávamos esta condição para a realização.

Hoje, nós temos que mostrar um exemplo dessa unidade para toda a humanidade que precisa tanto dela. Só nós podemos fazer isso. Eu fico feliz que pela primeira vez a nação sentiu que ela realmente quer e precisa disso.

Esta profunda impressão foi deixada em nós como resultado da última guerra. Eu não acho que ela vá desaparecer. Ela permanecerá pelo menos em cada Israel, e será possível despertar essa necessidade de conexão.

Se a nação já está à procura de conexão, então ela precisa saber do que depende e como isso pode ser alcançado. Ninguém realmente imagina essa relação em que estamos constantemente conectados uns com os outros e como podemos chegar a eles.

Na verdade, isso não é exequível. Basta olhar para si mesmo, sua vida, vizinhos, e imediatamente fica claro que esta é uma completa utopia e não ocorrer. Mesmo que você me mate, eu não sou capaz de me conectar com os outros.

É além da capacidade humana, e mais ainda entre os judeus. Nós podemos estar muito próximos uns dos outros, quando isso é benéfico. Mas, na vida real, quando não é necessário, nós não temos pressa em nos conectar. Portanto, nós precisamos de um método, uma ciência da unidade, que é chamada de sabedoria da Cabalá.

Esta ciência está escondida dentro de nós, dentro do povo judeu. Nós já nos fundimos com ela nos dias do Templo; vivíamos como um homem com um coração o tempo todo depois de deixar o Egito e antes da queda do Segundo Templo.

Hoje, nós temos que voltar a este método. Portanto, a sabedoria da Cabalá é revelada para que a realizemos dentro do povo de Israel, ensinemos esse método ao mundo inteiro e nos tornemos “uma luz para as nações do mundo”.

De KabTV “Uma Nova Vida” 02/09/14

A Unidade Não É Determinada Por Uma Ordem De Cima

Dr. Michael LaitmanPergunta: Durante o recente ataque de mísseis e da operação militar “Rocha Duradoura” havia um sentimento geral de unidade entre as pessoas em Israel. Mas como podemos manter a unidade? Afinal, quando a operação militar acabou, ela começou a desaparecer novamente. Mesmo o primeiro-ministro disse que teria sido melhor se tivéssemos continuado a viver em tal unidade.

Resposta: Mas o governo não pode fazer nada aqui. A unidade não é determinada por uma ordem de cima. O governo só determina leis, estruturas e limites e não pode invocar a compaixão, o amor, o calor, a unidade ou a conexão nas pessoas.

Não é trabalho do governo. O governo pode fornecer os meios, os recursos e o poder, mas não se ocupar disso. Preocupar-se com a garantia mútua é obrigação da sociedade, dos cidadãos.

De KabTV “Uma Nova Vida” 27/08/14

Como Curar A Praga Do Antissemitismo No Mundo

Dr. Michael LaitmanO povo judeu já existia há 4000 anos. Eles emergiram da antiga Babilônia graças a Abraão que reuniu em torno dele alguns escolhidos entre todos os babilônios. Depois disso, esse grupo realizou o exílio egípcio, a peregrinação no deserto, os eventos no Monte Sinai, e voltou para a terra de Israel onde construiu o primeiro e segundo Templos.

Nos primeiros dois mil anos, desde a saída da Babilônia até a destruição do Segundo Templo, nós vivíamos como um povo espiritual de acordo com as leis do “Ama o próximo como a ti mesmo”, em garantia mútua e unidade, como uma grande família . Esta é a forma que o povo de Israel deve viver. Só desta forma ele pode existir em segurança, e ninguém pode escravizá-lo.

“O amor por Israel” não é um conceito abstrato. Pelo contrário, indica que cada um ama o seu povo e está ligado a ele. Mas a perda desse poder da unidade entre nós foi simbolizada pela destruição do Templo. Nós caímos do amor fraternal ao ódio infundado para com os outros, e assim fomos expulsos desta terra, para o exílio por 2000 anos.

Nos últimos dois mil anos, nós não temos sido um povo. Afinal, o povo de Israel são os mesmos babilônios que se conectaram com base nos ensinamentos de Abraão, o que significa a lei do amor fraterno, a unidade e a conexão. Portanto, hoje nós não somos um povo. Eu espero muito sinceramente que a última guerra finalmente nos force a compreender que somente o retorno ao “amor de Israel”, isto é, “Ama o próximo como a ti mesmo” nos leve de volta ao estado corrigido.

E, sem isso, não podemos existir. Enquanto isso, nossa nação existe em tal forma que não é apropriada para ela, que nós aparentemente achamos que é certa. Mas este é apenas um alívio temporário que nos foi dado de cima por um determinado tempo, para que possamos nos desenvolver como pessoas e retornar ao amor fraternal.

Na última campanha, “Escudo de Proteção”, em agosto de 2014, nós vimos que as pessoas estão começando a entender que é necessário unir e ter medo de perder a unidade alcançada no final da operação militar.

Desta vez, uma mudança está acontecendo entre as pessoas. A singular impressão interna se manteve que especificamente esta unidade é vital para nós. Portanto, hoje eu tenho esperança de que nós não vamos deixar essa centelha que foi acesa em nós desapareça. A nação retorna à vida diária, cada um com seus problemas pessoais. Mas, mesmo que isto seja assim, nós não perdemos este anseio de unir que nasceu em nós durante a guerra. Assim, nós podemos abordar o conceito de “povo de Israel”.

Se começarmos a nos aproximar, vamos realmente criar um escudo de proteção acima de nós e alcançar a existência segura do povo de Israel na terra de Israel. Tudo depende apenas de nossa conexão entre nós. Isto é porque nós somos um povo criado a partir de um grupo que foi reunido a partir de representantes de todos os babilônios com base na unificação e amor.

Especificamente graças a esta mensagem, eles seguiram Abraão. Assim, se hoje nós podemos ser, pelo menos de alguma forma, semelhante ao grupo espiritual que existiu há 4.000 anos, mereceremos uma vida completamente boa, segura e estável nesta terra.

Nós sentimos isso ultimamente, o mundo inteiro começou a se relacionar com Israel de uma maneira muito hostil: todas as nações, sem exceção. Isto é simplesmente uma praga que se espalhou por toda parte. Ela só vai parar se o povo de Israel se unir e mostrar ao mundo inteiro uma nova forma de vida, um novo povo, uma nova nação, que existe em função da unificação de todos os seus cidadãos, em vez de existir para o bem de seu ego com constante competição e hostilidade.

O mundo espera um bom exemplo de nós e não está conseguindo. Assim, ele culpa o povo judeu por todos os seus problemas. A culpa dirigida a Israel é o reconhecimento de sua dependência dele. As nações do mundo entendem que suas vidas dependem de Israel que não tem exercido a sua função, a sua missão. O mundo está esperando que o povo de Israel se torne um exemplo das novas relações entre as pessoas e a boa vida.

De Kab TV “Uma Nova Vida” 27/08/14

A Guerra Com Um Inimigo Sem Rosto

Dr. Michael LaitmanPergunta: A recente guerra [em Israel] deixou as pessoas com a sensação como se nós tivéssemos perdido o controle da situação e a capacidade de viver uma vida normal em nosso país. Acostumamo-nos com a sensação constante de ansiedade, incerteza, à espera das sirenes e a incapacidade para dormir à noite.

Aparentemente, a guerra acabou, mas nós sentimos que não conseguimos paz, segurança e a resolução deste conflito. Um acordo foi assinado, mas ninguém acredita nele. Já assistimos a sete acordos de cessar-fogo que foram violados. Onde está a garantia de que este será observado?

A pressão externa está crescendo, e Israel encontra-se em isolamento internacional. Esta guerra trouxe grandes danos para a economia de Israel e uma onda de demissões. Há um sentimento de insegurança minando nossos alicerces: o exército, o governo. O que está acontecendo conosco e o que podemos fazer nesta situação?

Resposta: Eu realmente simpatizo com este sentimento geral de ansiedade, medo, frustração, amargura e desespero, e ao mesmo tempo estou cheio de esperança e confiança, que não existiam antes.

Parece-me que desta vez nosso povo finalmente sente toda a instabilidade da nossa posição e será capaz de acordar para a correta exigência de segurança e estabilidade, que não foi cuidada e foi negligenciada até mesmo antes.

Lembro-me que a Guerra dos Seis Dias despertou emoções tão fortes em mim, como se tivesse nascido de novo. Sentia-me como um judeu, com meu próprio país, que agora foi se estabelecendo corretamente, seguindo em frente e construindo-se em uma nova forma. A partir desse momento comecei a fazer todos os esforços para sair da antiga União Soviética e me mudar para Israel. Por sete anos, de 1966 a 1974, fui recusado e lutei pela oportunidade de me repatriar.

Havia um sentimento de que Israel estava se movendo na direção certa. Mas quando eu vim para Israel, senti que as pessoas estavam numa espécie de euforia após a Guerra dos Seis Dias. Havia uma sensação de que estávamos mais fortes e não nos importávamos com o resto do mundo. Éramos como uma criança autoconfiante que não entende seus próprios limites, suas forças e deveres.

Esta vitória produziu um efeito negativo sobre o nosso povo, enchendo-o com tanto orgulho que ultrapassou os limites do orgulho nacional necessário. Perdemos o senso de moderação e saímos do equilíbrio, negligenciando todos os limites, que tivemos que estabelecer para nós mesmos. Tivemos que educar nosso povo e organizar a vida dentro e fora do país da maneira correta. Mas em vez de tudo isso, havia apenas um sentimento de desprezo, orgulho e confiança em nosso heroísmo.

Após a guerra do Yom Kippur, não era perceptível que a nação tinha recebido alguma correção. Acho que Golda Meir, que era a chefe do governo naquela época, esperava que houvesse uma séria análise interna a ser feita, uma reconsideração da atitude deles e se chegaria a algum tipo de equilíbrio entre as partes em conflito. Mas isto não aconteceu. As pessoas estavam como surdas.

Todas as operações militares subsequentes deixaram a mesma pegada — a guerra do Líbano, ataques terroristas, atentados em ônibus — foi uma desgastante guerra com os terroristas. A guerra do Golfo foi adicionada a isto, quando não pudemos fazer nada com os mísseis de Saddam que eram lançados sobre nós. Nós tivemos muitas oportunidades para a análise interna, mas não as usamos.

Só agora, na última guerra, é a primeira vez que sentimos que estamos contra um inimigo que não pode ser derrotado por meios convencionais. Não há ninguém para assinar um acordo de paz porque não é um Estado, mas simplesmente uma gangue de terroristas com quem nada pode ser feito.

É possível lutar com um país, ir para a batalha, chegar a algum tipo de resultado, depois assinar um acordo e deixar por isso mesmo. Nós saberíamos que estes acordos seriam executados pelo menos em certa medida e nos manteriam em alguma estrutura.

Mas aqui não há ninguém com quem assinar um acordo. Claro, os acordos que assinamos agora não valem nada. Uma vez que os terroristas tenham uma oportunidade, eles vão nos atacar, nem mesmo recordando o papel em que seus nomes são assinados.

Além disso, nós não assinamos um acordo com eles porque não reconhecemos esse direito ao Hamas. E eles não reconhecem o nosso direito de existência. A guerra contra os terroristas é uma guerra com um inimigo sem rosto. Eles podem prometer algo a você hoje e amanhã fazer o que quiserem.

Portanto, nós certamente não conseguiremos alcançar quaisquer acordos de paz. O cessar-fogo pode durar meses ou anos, ou pode acabar amanhã. Todo mundo está ciente disso: nós e eles. Nós estávamos sob pressão da Organização da Nações Unidas, dos Estados Unidos e da Europa, mas eles entendem que estes acordos são inúteis, porque têm o mesmo problema com esses terroristas.

Portanto, eles querem acordos assinados com eles às nossas custas que permitirão à Europa e à América existirem pacificamente. Eles jogam Israel como um osso para o cão. Nós precisamos tentar não nos transformar em tal osso porque somos dependentes da Europa e dos Estados Unidos, portanto estamos numa situação difícil.

Mas todas essas condições despertam muita esperança em mim de que o povo de Israel eventualmente comece a descobrir qual é a solução, do que nós dependemos, que poder pode nos ajudar, e onde ele está. E então nós vamos reconstruir nossas vidas de uma nova maneira.

De Kab TV “Uma Nova Vida” 27/08/14

Sociedade Perfeita De Abraão, Parte 1

Dr. Michael LaitmanA antiga Babilônia recuou para as profundezas da história, mas ainda é refletida em nosso tempo. Todo o seu curso é um processo único, ligado do começo ao fim e do fim ao começo.

É por isso que quando vemos como a história se repete, mas em outro nível, temos que tirar as conclusões certas a partir do que aconteceu e está acontecendo.

Portanto, na Babilônia, que era governada pelo rei Nimrod, o grupo de Abraão foi formado, o qual desafiou o programa “oficial” de desenvolvimento com o seu próprio programa. Nimrod disse que o ódio e separação que deflagrou entre as pessoas deve ser superado de uma forma egoísta natural: estabelecer-se em lugares diferentes, a fim de ter menos contato um com o outro, em termos modernos, sair de acomodações compartilhadas para individuais.

A opinião de Abraão era diferente: nós não podemos fazer isso; nós devemos nos conectar. Agora nós temos que buscar não a divisão, mas a unidade.

Como resultado, três milhões seguiram Nimrod, e apenas cinco mil seguiram Abraão. Este pequeno grupo de pessoas angustiadas, que não estavam satisfeitas com o conceito geral das pessoas, chamava-se “Israel” e deixou a Babilônia. “Acumulando” anos, séculos e milênios de sofrimento, ele se moveu à sua maneira até os dias de hoje.

Pergunta: O grupo foi “empurrado para fora” da Babilônia e forçado a iniciar seu próprio movimento?

Resposta: Eu não diria que foi “empurrado para fora”. A pressão começou mais tarde, mas não no início.

Naqueles dias, Abraão era um grande sacerdote e sábio babilônico. As pessoas que se reuniram em torno dele perceberam que seu método de correção, ou o método de uma nova vida, as atraia pelo seu significado interior, que não é simplesmente um “divórcio” egoísta, uma separação, espalhando-se para lugares diferentes, mas um movimento interior. A mensagem correspondente, o pedido da alma, foi despertado nelas, e elas estavam prontas para isso.

Afinal, a humanidade não evolui apenas tecnicamente; ela muda de forma ao longo da história: escravidão, feudalismo, capitalismo, socialismo, etc. Em outras palavras, ela muda de forma, muda seu conteúdo. O crescimento quantitativo do egoísmo também adquire uma nova qualidade.

Assim, os seguidores de Abraão sentiram que não poderiam se desenvolver apenas egoisticamente; eles precisavam chegar a um nível completamente diferente, “saltar” para o próximo nível. Assim, eles aderiram a Abraão, que cumpriu a sua demanda interna.

De KabTV “A Babilônia Ontem e Hoje” 27/08/14

Começar A Correção Do Mundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que você insiste na disseminação da Cabalá entre judeus e envolve seus alunos não-judeus neste trabalho?

Resposta (Eu respondo em nome de um não-judeu): Porque através da disseminação da Cabalá entre os judeus (explicando-lhes a sua missão e a causa do antissemitismo), nós, as nações do mundo, obrigamos os judeus a começar a correção do mundo. Só os judeus podem começar a correção do mundo, ou seja, a sua unificação, porque só eles são suas partes quebradas (desde a destruição do Templo há 2.000 anos). Mas assim que eles começam a correção (unificação) sob nossa influência, todos nós nos juntamos a eles e agimos em conjunto.