Textos na Categoria 'Crise'

A Crise Do Sistema De Ensino É A Crise Da Humanidade

Dr. Michael LaitmanOpinião (Natalia Shlemova, Universidade Pedagógica Pública de Moscou): “O principal problema de todo o sistema de educação russo, da pré-escola ao ensino superior, é que ele não ensina as pessoas a pensar, não ensina a compreender. Devido à ausência de uma metodologia e estrutura dialógica, o sistema de educação é autoritário, concebido para a aceitação passiva de informações pelos alunos. Ele carece de algoritmos, mecanismos e paradigmas de compreensão, da consciência criativa e do desenvolvimento dos conhecimentos adquiridos.

“O colapso do sistema de ensino secundário e superior reflete o estágio final da crise global da natureza humana.

“O colapso do sistema de ensino, o núcleo de uma sociedade desenvolvida, indica uma falha grave na evolução mental da raça humana, enquanto o desenvolvimento do corpo mental de toda a humanidade é a tarefa principal neste estágio de sua evolução”.

Meu comentário: A transição para um novo estágio de desenvolvimento implica a negação do velho, até o estado de ser incapaz de existir nele, bem como uma nova visão: clara, óbvia, sem exagero, percebida de forma prática, planejada, calculada, não revolucionária e violenta, mas baseada na necessidade. Quase todo mundo nega o que existe, mas não vê a sua substituição. Nossa disseminação da educação integral deve se tornar mais específica.

“Nós” Significa Um Novo Sensor

Dr. Michael LaitmanAté hoje, nós ainda estamos no nível animal do desenvolvimento. Nós passamos os níveis inanimado, vegetal e animal do desenvolvimento, e ainda não atingimos o nível “Humano”. O nível “Humano” é a imagem coletiva na qual todos nós estamos integralmente ligados.

O que a conexão integral nos dá? Por que a natureza nos empurra nessa direção através de sua lei de equilíbrio, obrigando-nos a conectar?

Hoje, nós percebemos o mundo através dos nossos cinco sentidos: visão, audição, olfato, paladar e tato. Se nós estivermos conectados integralmente, começaremos a sentir tanto a nós mesmos quanto os outros como se uma nova sensação integral do “nós” surgisse em nós.

Essa nova sensação integral, este novo sensor, nos permitirá sentir a natureza integral. Vamos começar a sentir a força da natureza, que nos envolve, dirige e gerencia, e que dá origem a todos os fenômenos. É a força que determina o nosso futuro, nosso destino.

Nós começamos a sentir o fluxo da vida – o passado, o presente e o futuro – como um fluxo de informação. Isto é o que podemos sentir quando adquirimos uma conexão integral com os outros. Com isso a pessoa sobe a um nível superior ao seu corpo animal e começa a sentir o que existe além da matéria: as forças, as correntes que existem fora de nós, acima de nós.

Isso é chamado de nível “Humano”, o nível da informação adicional, que determina a nossa vida inteira. A Natureza nos empurra até este nível para que possamos saber o significado de nossas vidas e sua finalidade. Isto é o que a conexão integral entre nós nos dá.

Portanto, nós enfrentamos um problema muito interessante que parece ter uma solução fácil. Mas, embora a solução esteja ao alcance da mão, ela contradiz totalmente o nosso ego.

É por isso que nós estamos preocupados com a disseminação deste conhecimento que reduz o sofrimento: nós queremos começar a sentir esta necessidade não pelo sofrimento, mas pelo reconhecimento; queremos entender com antecedência por que tudo acontece da maneira como ocorre. Quando uma pessoa começa a ver que o mundo é global, porque e como ela está interconectada, ela já começa a prever os acontecimentos e entender o que e como deve acontecer se agirmos de uma maneira ou de outra.

Nós esperamos que este método se torne o método para a tomada de novas decisões, e que a humanidade seja capaz de sair da crise, não apenas da crise econômica, mas da crise geral.

A crise é realmente o nascimento de um novo estado. É como as dores de parto, quando o bebê faz um esforço para sair do útero, para o nosso mundo. Nós também estamos atualmente atravessando o mesmo ponto de virada em nossa consciência, em nossa compreensão do mundo e de nós mesmos.

Da Convenção de Vilnius 22/03/12, Lição Preliminar

A Aterissagem Final do Ego

Dr. Michael LaitmanDe certa forma, nós sempre soubemos o que fazer e para onde ir. A Natureza sempre nos empurrou por trás: nós queríamos evoluir, fazer mais e expandir, desenvolver a ciência e a tecnologia – tudo que podíamos.

Hoje, nós não queremos nada. Nós estamos paralisados, calados. O nosso ego, que ao longo da história era a força motriz da humanidade, deixou de funcionar. Ele não evoca nenhum desejo ou impulso em nós, não nos empurra para frente. Nós já passamos por muitas mudanças na sociedade, nos desenvolvemos, construímos, criamos e fizemos revoluções. A humanidade sempre tentou fazer algo, avançar. Nós estávamos buscando.

Atualmente não há busca. Não existe um paradigma de pensamento, nenhum plano claro e preciso do que queremos e em que direção nos desenvolver. Isto é o que caracteriza o nosso tempo.

O principal problema é que isso se aplica a todos. Nunca houve algo assim na história. Todos os países e continentes: Oceania, Ásia, América do Norte e América do Sul, Europa, Extremo Oriente, Japão, China e África, todos se desenvolveram a sua própria maneira, em seu próprio ritmo e não eram dependentes um do outro.

De repente, nos tornamos tão dependentes que este problema tornou-se global. Nós nos encontramos num mundo onde tudo está conectado. Nós não queremos isso, mas a conexão mútua é tão forte que se manifesta diariamente e afeta virtualmente cada um de nós. Se alguma coisa acontece em algum lugar do mundo, é sem dúvida imediatamente refletida em nós. Vemos o que está acontecendo nos mercados de ações em Nova York, Tóquio, Alemanha, ou Frankfurt, o que está acontecendo com o óleo ou metais… Se há um terremoto, um furacão ou um vulcão que explode em algum lugar, isso é refletido em todos. Nós estamos num mundo em transformação que sequer podemos imaginar o que fazer a seguir.

Se traçarmos um gráfico simples do desenvolvimento do ego num eixo de tempo, veremos que estávamos acostumados a nos desenvolver mais ou menos uniformemente. Somente no século XX é que o nosso ego cresceu muito rapidamente. Fizemos um grande avanço em todos os aspectos da vida: na tecnologia, educação e formação, desenvolvendo terras e conquistando o espaço. De repente nos encontramos numa “aterrissagem”. Nós atingimos o máximo do nosso ego, e isso não nos empurra a lugar algum. Chegamos a este estado no final do século passado.

Este é um problema muito sério, que grandes homens e grandes mentes estão lidando. Mas hoje nós estamos começando a pesquisar e entender, começando a perceber o que aconteceu.

Da Convenção de Vilnius 22/03/12, Lição Preliminar

O Mundo Na Encruzilhada

Dr. Michael LaitmanHoje, vamos falar da crise que afeta toda a humanidade e de sua possível solução, que o método da educação integral proporciona.

A humanidade entrou num período difícil e se transformou de tal forma que se sente completamente perdida.

As pessoas estão muito pouco preocupadas com família, sociedade, educação, formação e com os problemas públicos, governamentais e sociais; elas não conseguem encontrar soluções para os problemas que surgem em cada atividade individual, social e governamental. Nós nos encontramos num estado que não podemos compreender.

No entanto, nos últimos anos (79-80 anos), os cientistas suspeitaram do que estava acontecendo. Começando nos anos de 1920, os primeiros artigos apareceram sugerindo que o mundo estava entrando numa área completamente diferente de desenvolvimento, que estava subindo a um nível totalmente diferente: o nível do desenvolvimento integral. Muitos pesquisadores escreveram sobre isso. Na década de 1960, o famoso Clube de Roma falou sobre isso, bem como muitos pesquisadores e organizações.

Hoje, durante a crise, nós chegamos a um estado muito profundo do qual não conseguimos encontrar a saída.

Anteriormente, a crise tocava apenas os problemas da criação e educação de crianças. Nós estávamos insatisfeitos com o que estava acontecendo, mas de alguma forma suportávamos, embora víssemos que as escolas não educavam as crianças, que as nossas crianças sofriam intimidação, violência e abuso na escola. Mas nós tolerávamos isso.

Então, nós começamos a perceber como as pessoas de repente pararam de se preocupar com a família e a família começou a se desintegrar, o que não ocorria 100 a 200 anos atrás. Ao longo da história humana, aceitava-se que a pessoa vivesse numa família com seus pais e então criasse sua própria família. Depois, seus filhos nasciam, e eles permaneciam todos unidos numa casa comum; mas agora tudo está passando por um declínio crítico. As pessoas começaram a se divorciar, os filhos a se afastar de seus pais, as pessoas não querem se casar ou constituir família. Esta é também uma crise, porque este fenômeno não é natural para nós, como pessoas.

E o que vai acontecer com as gerações futuras? Nós já estamos enfrentando um problema demográfico, onde os idosos são mais numerosos do que os jovens. E quem sabe quem vai cuidar deles na velhice. O que vai acontecer com você se você não tem filhos? Quem vai apoiá-lo?

As pessoas nem sequer pensam que uma geração apoia a outra. Pelo menos três gerações são necessárias: os idosos, os pais e os filhos, para que eles apoiem, eduquem uns aos outros, transmitam conhecimento, cuidem da família; os jovens cuidam dos idosos e os idosos transmitem sua experiência e valores da vida. Não há nada como isso.

Então, há os problemas com drogas e a depressão, a qual é tão forte que os médicos consideram hoje a doença número um do século, não só a doença em si, mas também suas consequências. A causa, a origem da maioria das doenças no mundo é a depressão, a ansiedade intensa, o desapego e o desamparo.

As últimas crises envolvem a crise na ciência, na educação, em todas as coisas. A crise na ciência começou a partir do ponto que paramos de acreditar na ciência. Antes, nós pensávamos que através da ciência chegaríamos a uma boa vida, conquistaríamos o espaço, nos estabeleceríamos em outros planetas e teríamos possibilidades ilimitadas à frente. De repente, fechamos todos os programas espaciais; não estamos mais interessados ​​na exploração do espaço; nós não pensamos que podemos encontrar alguma coisa lá. No final, tudo está se desacelerando. A pessoa se sente deprimida, não quer nada.

A mais recente crise é a crise econômica. É a mais dura e mais difícil porque afeta todos os aspectos de nossas vidas. Alimentação, saúde, aquecimento, segurança, tudo depende da economia. Mas a economia se recusa a funcionar; ela já não funciona mais e não sabemos por quê. Empresas fecham, “bolhas” financeiras inflaram, e todo o tipo de mau uso do dinheiro ocorre. E tudo o que era para se desenvolver bem, para o nosso benefício, se volta contra nós.

Mas o que é interessante é que ninguém consegue lidar com isso, nem os eminentes economistas, nem os políticos, mas todos nós estamos dispostos a ajudá-los porque não vamos sobreviver sem a economia. Acontece que não sabemos o que fazer. Um grande número de altos políticos, chefes de estados, o G8, G20, se reúnem e não conseguem resolver nada. Eles não sabem o que fazer.

Da Convenção de Vilnius 22/03/12, Lição Preliminar

O Ocidente Pobre

Dr. Michael LaitmanRecentemente, uma nova, ampla e profunda etapa do desenvolvimento egoísta começou. Ela se baseia nas relações que deram origem à indústria e o comércio internacional. Os proprietários de negócios nos países industrializados começaram a perceber que se eles terceirizassem a produção para a China ou a Índia, eles poderiam economizar muito dinheiro em custos de trabalho. Aos poucos, eles transferiram suas empresas para os países do Terceiro Mundo, treinaram trabalhadores locais e começaram a operar.

Como resultado, por um lado, esses esforços aumentaram significativamente os lucros, mas por outro lado, os países ocidentais privaram-se do seu “conteúdo” anterior. Será que donos de empresas se preocupam com as pessoas que foram recentemente demitidas e ficaram desempregadas? “Deixe os políticos se preocuparem com elas; a nossa tarefa é ganhar dinheiro”.

Consequentemente, os governos foram forçados a cuidar de bilhões de pessoas que não podiam ganhar a vida. Os países ocidentais começaram a ficar mais pobres, o seu endividamento cresceu rapidamente, e eles começaram a imprimir dinheiro que não foi apoiado pelo valor real. Antes, o dinheiro estava atrelado ao ouro e à verdadeira riqueza real. Agora não mais. Acontece que nações ocidentais florescentes ficaram mais pobres. A pobreza não é ainda evidente, mas os processos se acumulam e, gradualmente, se revelam.

A pior coisa que aconteceu é que empresários de renome internacional se tornaram ainda mais ricos devido à terceirização para países mais pobres; seu nível de influência sobre seus governos na Europa e América aumentou dramaticamente. Assim, valores egoístas (dinheiro) rastejaram para a parte superior da pirâmide humana. Essas pessoas adquiriram poder sobre tudo. Isso resultou na atual crise financeira e econômica. Este é o lugar para onde nossos egos nos levam.

Os países industrialmente desenvolvidos perderam sua estrutura social, que foi totalmente destruída pelo empobrecimento das múltiplas camadas da sociedade. Esta situação impactou negativamente a educação e vários outros tipos de relações sociais.

Finalmente, nós chegamos a uma crise geral global. Hoje, a interconexão recíproca é imperativa; países “ricos” basicamente consomem, enquanto os países pobres fabricam os produtos para o consumo. Eles se tornaram indissociavelmente ligados numa rede única. Tudo que é produzido nos países do Terceiro Mundo tem que encontrar seu comprador nos países industrialmente desenvolvidos. Mas o número de potenciais compradores diminui constantemente já que as pessoas nos países ocidentais ficaram mais pobres. Como resultado, a crise mundial se espalha e aprofunda.

De KabTV “Uma Nova Vida” Episódio 13, 11/01/12

Chefe da OMS: “O Fim Da Medicina Moderna Como A Conhecemos”

Dr. Michael LaitmanOpinião (Margaret Chan, chefe da Organização Mundial da Saúde): “Margaret Chan, diretora geral da OMS, advertiu que as bactérias estão começando a se tornar tão resistentes aos antibióticos comuns que poderiam trazer “o fim da medicina moderna como a conhecemos”.

“Como resultado, ela afirmou, todos os antibióticos já desenvolvidos estão em risco de se tornar inúteis, tornando impossíveis as operações rotineiras.

“Isso pode incluir muitos medicamentos inovadores desenvolvidos para tratar a tuberculose, a malária, infecções bacterianas e HIV/AIDS, bem como os simples tratamentos para cortes.

“Falando a uma conferência de especialistas em doenças infeccionas, em Copenhague, a Dra. Chan disse que nós poderíamos estar entrando numa ‘era pós-antibiótica’…

“A Dra. Chan disse: “Coisas comuns como inflamação de garganta ou o joelho arranhado de uma criança podem voltar a matar.

“A resistência antimicrobiana está em ascensão na Europa e no resto do mundo. Estamos perdendo nossos antimicrobianos de primeira linha.

“Os tratamentos substitutos são mais caros, mais tóxicos, precisam de tratamentos mais longos, e podem exigir tratamento em unidades de terapia intensiva.

“Para pacientes infectados com alguns patógenos resistentes aos medicamentos, a mortalidade tem se mostrado aumentada em cerca de 50%.

“A era pós-antibiótica significa, com efeito, o fim da medicina moderna como a conhecemos…

“A crise tem sido construída ao longo de décadas, de modo que hoje muitas infecções comuns e potencialmente fatais estão se tornando difíceis ou mesmo impossíveis de se tratar, transformando às vezes uma infecção comum numa infecção com risco de vida”.

Meu comentário: Não é por nada que a crise é chamada de total e global. Ela não é apenas ao redor do globo, mas afeta toda a atividade humana, porque resulta da nossa atitude egoísta em relação à sociedade e o mundo. No entanto, assim que começarmos a tratar a nós mesmos e a natureza com sabedoria, vamos levar todas as questões, incluindo a doença, ao equilíbrio.

“A Economia Chinesa Já Em ‘Pouso Forçado’”

Dr. Michael LaitmanOpinião (Adrian Mowat, chefe estrategista do JPMorgan Chase & Co para a Ásia e mercados emergentes): “ A economia da China já está no chamado “pouso forçado”, segundo Adrian Mowat…

Se você olhar para os dados da China, você deve parar de debater sobre um pouso forçado…a China está num pouso forçado. As vendas de automóveis estão em queda, a produção de cimento está em baixa, a produção de aço está caindo, as ações da construção estão em queda. Não é mais um debate, é um fato…

“O que você pode esperar é ver um surto na demanda por imóveis que irá limpar o estoque; o que não parece provável”, disse Mowat numa entrevista após a conferência de ontem. “Eu não vejo qualquer evidência de que uma mudança política fará com que a economia volte a acelerar.

Meu comentário: A crise vai afetar o mundo inteiro e não irá diminuir; em vez disso, suas ondas vão nos obrigar a perceber a necessidade de reestruturação interna, uma nova atitude para com nós mesmos, a sociedade e a natureza, por todo o caminho até a plena integração. A Ásia, como o maior e mais enérgico continente, vai sentir a crise mais do que a União Europeia e os Estados Unidos.

Crise: Em Busca De Novas Idéias

Dr. Michael LaitmanOpinião (Valentina Matvienko, Porta Voz do Conselho da Federação Russa): “A cooperação mais próxima dos países da UE com a Rússia poderia ajudar a reanimar a economia da Europa, disse Valentina Matviyenko durante a 14 ª sessão da Associação dos Senados Europeus em Paris.

“Cumprindo o seu discurso no Palácio de Luxemburgo, Matvienko chamou a atual crise econômica global de ‘um fenómeno completamente novo’, que poderia ser resolvido com a ajuda de novas ideias e abordagens. Ela sinalizou a disponibilidade de Moscou em ajudar a Europa a lidar com a crise econômica”.

Meu comentário: É encorajador ouvir sobre as percepções dos tomadores de decisão, mas o problema é que eles não sabem quais as decisões eles precisam tomar.

Uma Doença É Correção

Dr. Michael LaitmanPergunta: Em psicologia, uma crise é descrita como um fenómeno doloroso, mas se uma pessoa o ultrapassa e não desiste, ela passa para um novo nível, onde uma maior quantidade de energia é liberada e a pessoa começa a viver uma nova vida.

Resposta: Mais que isso, qualquer doença é também um acto de cura. Suponha que ocorreu algum problema. Agora está a ser corrigido, compensado de alguma forma. E o prazo em que é compensado e corrigido, nós consideramo-lo como sendo uma doença. Na realidade, contudo, isto já é uma correcção.

Nós vacinamo-nos propositadamente; injectamos uma micro-doença no organismo de forma a estimular a sua reacção positiva, para preveni-lo de influências externas ameaçadoras.

Se nós recolhermos todos estes sintomas críticos, dolorosos, descobriremos que precisamos nos relacionar com eles como com o nascimento de um novo estado, como com a melhoria da saúde, com a correcção, com o nosso ajuste, e com a nossa ascensão ao nível seguinte.

Da “Conversa Sobre A Educação Integral” #13, 18/12/11

Dois Pontos De Vista Da Crise

Dr. Michael LaitmanPergunta: A informação sobre a crise, que entrou agora numa fase activa de desenvolvimento, é negativa ou não?

Resposta: Temos atravessado o período de desenvolvimento intrauterino do feto. Agora, vem o período do nascimento: contracções, eventos dramáticos, e até mesmo risco para a mãe e para o seu bebé. Contudo, acreditamos que isto é necessário para o nascimento, para a aparição de um novo ser humano no nosso mundo aparentemente de outro mundo, de um estado que é completamente oposto ao nosso. Porque devemos nós considerar isto uma crise?

Se você fosse mostrar a uma criatura de outro planeta o que ocorre com uma mulher grávida, como algo nasce dela, com gritos, dores de parto e pessoas movimentando-se à sua volta, ela pensaria que a mulher estaria a morrer, que algo lhe estava a acontecer, e que não tem prazer nisso. Contudo, um marido com flores e familiares esperam atrás da porta. Há algo estranho nesta imagem.

Portanto, nós relacionamo-nos com a crise como o marido com as flores. Outros relacionam-se com a crise como o extraterrestre.

Comentário: Quando você começa a revelar a verdade a uma pessoa, é doloroso para ela receber essa informação.

Resposta: Contudo, não é por acaso que a natureza apague as memórias do nascimento do filho à mulher e o quão difícil foi. As mulheres estão prontas para passar por isto de novo.
Vemos que existe um processo pelo que temos de atravessar, e nada pode ser feito. Assim, de acordo com a nossa experiência, devemos engrandecer o próximo nível: o que alcançamos através da crise.

A própria palavra “crise” significa nascimento. Assim, devemos trata-la como tal.

Da “Conversa Sobre A Educação Integral” #13, 18/12/11