Textos na Categoria 'Crise'

“Mulheres E Meninas Têm Sido As Mais Atingidas”

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (do Plan and the Overseas Development Institute): “As meninas estão carregando a carga mais pesada da recessão econômica mundial: com maior probabilidade de experimentar a pobreza, uma expectativa de vida reduzida e o abandono escolar, de acordo com um novo relatório do Plan and the Overseas Development Institute (ODI)”…

“Ele diz que a pobreza atinge mais duramente as meninas da família – com uma queda de apenas 1% no PIB há um aumento da mortalidade infantil de 7,4 mortes para cada 1.000 meninas contra 1,5 para os meninos”.

“Os achados também indicam que a escassez de alimentos e a desnutrição são mais comuns entre as meninas do que nos meninos. As mulheres também reduzem seu próprio consumo de alimentos para se tornarem “amortecedores” para a segurança doméstica”.

“Como as mulheres saem para trabalhar mais horas por menos dinheiro, mais meninas são colocadas para fora da escola para preencherem as lacunas em casa com trabalho doméstico, no perigoso trabalho infantil ou até mesmo transações sexuais”.

Meu comentário: A educação integral nos leva a construir uma sociedade de iguais, provendo a todos com as necessidades básicas, e o direito de todos de participar da sua própria correção (educação e formação). Se pararmos de produzir mais do que é essencial para a existência, vamos nos livrar do trabalho desnecessário e prejudicial e seremos capazes de nos elevar ao nível seguinte ditado pela natureza, o nível da humanidade integral.

Os Espanhóis Estão Dispostos A Trabalhar De Graça

Dr. Michael LaitmanNas notícias (do Espanarusa.com): “A crise econômica tem decepcionado tanto os espanhóis que 14% dos desempregados com mais de 30 estão dispostos a trabalhar de graça, sem recompensa financeira. A pesquisa revelou que, entre os espanhóis que têm um emprego, 18% não recebem um salário. Três em cada quatro explicam que trabalhar de graça vai ajudá-los a encontrar uma posição paga no futuro”.

Meu comentário: A sociedade não é obrigada a fornecer trabalho a todos, mas deve cuidar de prover as necessidades básicas a todos. Ela também deve cuidar da educação integral para todos os cidadãos, a fim de trazer a sociedade ao equilíbrio com a natureza.

23 De Janeiro De 2013, Davos: Fórum Econômico Mundial

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (do Business Inquirer): “A elite política e empresarial do mundo se reuniu num resort coberto de neve de Davos na quarta-feira, com o objetivo de incutir alguma confiança na economia global em meio a sinais de recuperação”.

“Cerca de 45 líderes mundiais vão conviver com cerca de 2.500 lobistas, jornalistas, capitães da indústria e economistas no resort de esqui suíço para a reunião anual de cinco dias do Fórum Econômico Mundial (FEM) “…

“Os organizadores escolheram o tema ‘dinamismo flexível, que reflete a necessidade de uma melhoria na estrutura da economia global para resistir a emergências repentinas, como a crise da dívida da zona do euro”.

Meu comentário: Enquanto os políticos e economistas não estiverem cientes do beco sem saída do desenvolvimento protecionista egoísta, não reconhecerem que o futuro do mundo está no desenvolvimento integral global, na produção e consumo sustentáveis, evitando a produção excessiva, e aceitarem a necessidade do consumo racional igualitário por todas as pessoas no mundo, até o ponto da integração plena de toda a humanidade, como o próximo estágio do nosso desenvolvimento, a crise vai inevitavelmente nos forçar a reconhecer os nossos erros através de suas manifestações dramáticas.

“O Que Irá Substituir O Modelo De Globalização?”

Dr. Michael LaitmanOpinião (David M. Smick, conselheiro macroeconômico global, fundador e editor da revista International Economy, autor do The World Is Curved: Hidden Dangers to the Global Economy): Aqui está uma previsão: o partido político que controla a Casa Branca depois de janeiro poderia, quatro anos depois, ficar fora do poder por uma geração. Os desafios econômicos são assustadores”…

“O modelo de globalização dos últimos 30 anos está rachando. E não parece haver qualquer novo modelo para substituí-lo”…

“É difícil subestimar o grau em que este defeituoso, às vezes assustador, benefício que chamamos de globalização tem sido a notória galinha dos ovos de ouro. Como resultado, o público tem expectativas irreais sobre o quanto a economia pode oferecer num mundo pós-globalização”.

Meu comentário: Nós temos que repensar todo o modelo do mundo, na medida em que a economia reflete apenas uma de suas horríveis relações. A globalização, que foi construída por egoístas, falhou, mas ela acelerou a realização do mal na dependência egoísta e nos força a reconhecer o fim, o beco sem saída, da abordagem egoísta geral para a vida. Um mundo realmente global, integral, está à frente, no qual todas as relações e soluções serão baseadas apenas na equivalência com as leis da natureza, o Criador.

Computadores Ofuscaram O Interesse Das Crianças Por Brinquedos Tradicionais

Dr. Michael LaitmanNas notícias (do GlobalScience.ru): “Psicólogos americanos estão alarmados. As crianças de hoje abandonam cada vez mais brinquedos tradicionais em favor de computadores; além disso, o processo começa numa idade muito precoce. Esta tendência é observada em todos os países desenvolvidos e leva os produtores de brinquedos tradicionais à ruína. Será que é necessário ensinar as crianças a usar a tecnologia de computador tão cedo, imergindo-as no mundo virtual?

“Os psicólogos alertam que a felicidade está numa boa comunicação com a criança, passar um tempo junto com ela, e por isso, aconselham os pais a não comprar a sua fuga das responsabilidades com brinquedos caros, mas passar mais tempo com as crianças”.

Meu comentário: Nós temos transformado a nossa vida de modo que não temos tempo para as crianças; nós as empurramos para computadores. Se não fosse a ameaça de ruína dos fabricantes e vendedores de brinquedos tradicionais, ninguém teria levantado a questão. Na educação integral que a Cabalá oferece, a principal ênfase está na comunicação entre as crianças e discussões com o professor, visitas guiadas, e jogos; trabalhar com um computador é apenas complementar.

“A União Européia É A Vítima Da Crise, E Não A Causa Da Crise”

Dr. Michael LaitmanOpinião (José Barroso, Presidente da Comissão Europeia): “‘Essa crise não foi criada pela União Europeia. Esta crise foi criada pela dívida pública insustentável criada pelos governos nacionais e pelo comportamento financeiro irresponsável tolerado pelos supervisores nacionais’, diz ele. ‘A União Europeia é vítima da crise, não a causa da crise. Nós não somos o problema. Nós somos parte da solução’”…

“‘Às vezes no debate isso é apresentado como uma crise do euro, o que não é. A realidade é que os países que não estão no euro são alguns dos mais afetados’, diz ele. ‘Por exemplo, o país que mais mobilizou dinheiro dos contribuintes para apoiar os bancos foi a Grã-Bretanha, e não um país da área do euro. Não vamos esquecer o caso da Islândia’”.

“‘Austeridade, ele argumenta, também tem sido erroneamente caracterizada como uma política europeia’”.

“‘Algumas pessoas tentam vincular a política de rigor das finanças públicas ao euro. Isso é um mito. A Grã-Bretanha está tendo o orçamento mais restrito desde a segunda Guerra Mundial e não é membro do euro. É verdade que a estabilidade financeira na área do euro, por causa das diferenças entre os 17 países, coloca desafios específicos e isso é o que estamos tentando resolver’”.

Meu comentário: Sem entrar em discussão com Barroso, nós podemos dizer que existem leis objetivas da natureza. Conforme a semelhança com elas, nós ganhamos, e conforme a nossa diferença com elas, nós perdemos. Quanto mais nos desenvolvemos, mais sentimos a recompensa ou a punição conforme a nossa semelhança com a Natureza. Desculpas não vão nos ajudar. É possível se esconder temporariamente das críticas, mas a Rússia está pagando por seu passado “socialista”, e a Europa terá que pagar por um longo tempo pela sua unificação criada incorretamente.

Em Desacordo Com A Nova Realidade

Dr. Michael LaitmanPergunta: No passado, a humanidade de alguma forma regulava o mal que encontrava, mas hoje parece que o mal se soltou.

Resposta: Nós temos avançado e nos desenvolvido numa ascensão constante; nosso ego cresceu ao longo dos anos, até que se tornou “redondo”. Nós sempre soubemos o que fazer com ele, e como equilibra-lo. Frequentemente, ele nos empurrou para frente para novas conquistas. Nós sempre conseguimos com ele: nós construímos, inventamos e acrescentamos algo. A deficiência nos empurrou para frente e chegamos a uma satisfação. Se não conseguíamos alcançá-la diretamente tínhamos revoluções.

As gerações mudaram; houve o tempo da escravidão, e o feudalismo, a Idade Média passou, o capitalismo veio e, finalmente, chegamos à última fase, o comunismo. Num estado “redondo” não pode haver nada além de conexões mútuas baseadas na garantia mútua.

Aqui nós temos que dizer que é o Criador que evoca a deficiência a cada vez, e por isso, a criatura recebe o poder e a mente para satisfazer a deficiência. A mudança de eras e momentos especiais é representada pelas revoluções, uma vez que tais transições só são possíveis por problemas, por mudanças dramáticas.

Portanto, hoje, em nosso estado atual, nós temos que agir de acordo com a nova liderança. Todas as antigas abordagens e métodos não funcionam hoje, uma vez que todos foram bons até o momento em que começamos a nos tornar “redondos”. Agora nós vamos receber golpes já que não estamos nos ajustando ao que está acontecendo ao nosso redor.

Estas não são insinuações de alguém, mas o processo natural dos eventos: se você não se ajusta às condições externas, você não pode culpar ninguém pelo resultado. Por exemplo, qual é o ponto em culpar os outros se você saiu num dia frio de inverno sem roupas quentes? Da mesma forma, nós estamos entrando num novo mundo agora sem estar ajustados a ele.

Foi cientificamente comprovado que na nova era é necessário um maior grau de unidade, conexão e cooperação. Mas nós continuamos como antes e, por isso, não estamos adaptados à nova realidade, com a força de liderança que nos encerrou num sistema “redondo”. Por mais de cem anos os cientistas e especialistas têm escrito sobre isso. Portanto, de quem é a culpa se não ouvimos?

O custo do nosso processo de adaptação às novas condições será a falência global, o colapso sistemático e, talvez, até a guerra mundial. Como pode ser de outra forma, se recusamos a nos ajustar à unidade e à conexão que o novo estado exige? Nós somos como a pessoa que matou seus pais e pede misericórdia ao tribunal já que é órfã.

Portanto, chegou a hora de nos adaptar ao mundo global, que vai continuar a “arredondar” ainda mais. É impossível continuar vivendo como no passado, a única maneira hoje é a unidade e a conexão, de acordo com o mundo que está se tornando um diante dos nossos olhos.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/12/12, “A Paz”

“A Europa Em 2013: Um Ano De Decisão”

Dr. Michael LaitmanOpinião (George Friedman, presidente da Stratfor): “É a dimensão política que se tornou a mais importante, não a financeiro. Pode muito bem ser que a União Europeia esteja no processo de lidar com seus problemas bancários e possa evitar outros problemas da dívida soberana, mas o preço que pagou é uma recessão e, muito mais grave, o desemprego numa taxa maior do que nos Estados Unidos, e muitíssimo mais elevada em alguns países.

“Nós podemos dividir a União Europeia em três categorias, medindo-a em relação à taxa de desemprego nos EUA, que é de cerca de 7,7 por cento. Há cinco países da UE significativamente abaixo deste valor (Áustria, Luxemburgo, Alemanha, Holanda e Malta). Há sete países com desemprego em torno da taxa dos EUA (Roménia, República Checa, Bélgica, Dinamarca, Finlândia, Reino Unido e Suécia). Os 15 países restantes estão acima dos níveis de desemprego nos EUA, 11 têm taxas de desemprego entre 10 e 17 por cento, incluindo a França em 10,7 por cento, a Itália 11,1 por cento, 14,7 por cento na Irlanda e em Portugal de 16,3 por cento. Dois outros são incrivelmente maiores – Grécia em 25,4 por cento e 26,2 por cento na Espanha. Estes níveis estão próximos da taxa de desemprego nos Estados Unidos no auge da Grande Depressão.

“Para países industrializados avançados – alguns dos mais poderosos da Europa, quanto a isso – estes são números impressionantes. É importante considerar o que esses números significam socialmente. Tenha em mente que a taxa de desemprego sobe para os trabalhadores mais jovens. Na Itália, Portugal, Espanha e Grécia, mais de um terço da força de trabalho com menos de 25 anos está declaradamente desempregado. Vai se levar uma geração para trazer a taxa para um nível aceitável na Espanha e Grécia. Mesmo para os países que permanecem em cerca de 10 por cento durante um período prolongado de tempo, o período de tempo será substancial e a Europa ainda está numa recessão.

“Considere alguém desempregado em seus 20 anos, talvez com um diploma universitário. Os números significam que há uma excelente chance dele nunca ter a oportunidade de prosseguir a sua carreira escolhida e possivelmente nunca conseguir um emprego no nível social que previa. Na Espanha e na Grécia, os jovens – e os velhos também – estão enfrentando uma catástrofe pessoal. Nas demais, o percentual enfrentando uma catástrofe pessoal é menor, mas ainda muito real. Lembre-se também que o desemprego não afeta apenas uma pessoa. Ela afeta a família imediata, pais e possivelmente outros parentes. O efeito não é apenas financeiro, mas também psicológico. Isso cria um efeito sombrio, um sentimento de fracasso e medo.

“Também cria jovens extirpados cheios de energia e raiva. O desemprego é a raiz de movimentos contra o Estado à esquerda e à direita. Os que estão desempregados há muito tempo e que não têm esperança, pouco têm a perder, e acham que têm algo a ganhar por desestabilizar o Estado. É difícil quantificar que nível de desemprego gera esse tipo de inquietação, mas não há dúvida de que a Espanha e Grécia estão nessa zona e que outras poderiam estar.

“É interessante que, enquanto a Grécia já desenvolveu um movimento de direita radical de certo tamanho, o sistema político da Espanha, embora experimente um estresse entre o centro e as regiões autônomas, permanece relativamente estável. Eu diria que essa estabilidade é baseada numa crença de que haverá uma solução para a situação de desemprego. Sua completa enormidade ainda não afundou, nem o fato de que este tipo de problema do desemprego não é corrigido rapidamente. É profundamente estrutural. A taxa de desemprego nos EUA durante a Grande Depressão foi atenuado num grau limitado pelo New Deal, mas exigiu a reestruturação da Segunda Guerra Mundial para realmente resolver.

“É por isso que 2013 é um ano crítico para a Europa”.

Meu comentário: Embora o ano de 2013 não seja esperado como crítico, mas passando calmamente, o tempo enfraquece a União Europeia e o mundo. Há mais problemas sociais, e não econômicos, mas eles não podem ser resolvidos senão pela educação da sociedade, porque ela está perdida, não tem orientação, líderes ou objetivos. As pessoas não podem ser geridas nessas condições, mas nada de novo pode ser oferecido a elas. É por isso que os líderes desaparecem, e o barco está balançando no meio do oceano…

Tocar O Fundo E Subir Imediatamente

Dr. Michael LaitmanNosso avanço nos últimos 2.000 anos de exílio foi de um caráter diferente. A nação de Israel perdeu gradualmente o nível espiritual de Galgalta ve Eynaim (GE) que tinha, tornou-se cada vez mais misturada com as “Nações do mundo” e desceu ao nível corporal. Na Cabalá, este processo é chamado a “descida das gerações”. Falamos sobre descer ao longo dos degraus do nosso mundo do estado em que ainda há certa iluminação da espiritualidade, até a parte mais inferior onde é escuro.

Estas são as leis da natureza: tudo depende da relação entre a Luz superior e as Reshimot (genes espirituais) abaixo. Hoje quando a descida terminou e a ascensão está diante de nós, então podemos determinar estas relações quando mudamos o coeficiente da fórmula; em outras palavras, quando inserimos o elo, a medida da equivalência de forma, entre a Luz e as Reshimot.

Durante o exílio, não podíamos fazer isso; assim, tudo aconteceu no seu tempo. Não é por acaso que os Cabalistas sabiam e escreveram sobre o tempo quando este período precisou acabar. As Reshimot descenderam mais e mais, cada vez mais profundamente dentro do desejo egoísta, e tornaram-se “mais grossas” a ponto de “sobrecarregar do coração”.

No entanto, hoje, a descida acabou, e vemos isso de acordo com o mundo circundante: todas as áreas da vida estão à beira da falência. Família, educação, cultura, finanças, negócios e mesmo religião – hoje tudo é penetrado com egoísmo desenfreado e agudo.

Assim, passamos por 2.000 anos de muito trabalho. O mundo avançou e Israel descendeu de seu grau espiritual, e aqui, quando o mundo está desmoronando sob os golpes da crise, estão “face a face.” A conexão correta, a combinação correta entre as “nações do mundo” e Israel foi criada. E agora é possível começar a subida. O estado atual é desejável e altamente produtivo.

Da 4ª parte Lição Diária de Cabalá 14/01/13, Escritos do Rabash

FEM Alertou Sobre O Colapso Dos Sistemas Financeiros

Dr. Michael LaitmanNas notícias (do Financial Post): “A crescente diferença de renda entre ricos e pobres e a expansão dos déficits governamentais, representam os riscos mais prováveis de ter um impacto global na próxima década, de acordo com especialistas consultados pelo Fórum Econômico Mundial (FEM).

“As mudanças climáticas, escassez de água e envelhecimento da população completam cinco principais riscos do FEM”.

Meu comentário: Quando isso é projetado como um estado crônico da próxima década, representa um estado ameaçador e não apenas riscos globais. Cada um deles vai se transformar numa falha do sistema. Qualquer um deles pode resultar num conflito terrível. Nós temos que olhar para uma causa comum do que está acontecendo com a humanidade para encontrar a solução, da qual que a Cabalá fala.