Textos na Categoria 'Crise'

Robôs Estão Tomando Nossos Empregos?

Opinião (Andrew McAfee, principal cientista de pesquisas do Centro para Negócios Digitais no MIT, Escola de Administração Sloan, autor de Enterprise 2.0 e corrida contra a Máquina (com Erik Brynjolfsson): “Como se vê, quando dezenas de milhões de pessoas estão desempregadas ou subempregadas, há uma boa quantidade de interesse no que a tecnologia pode fazer para a força de trabalho. E como eu olho para a conversa, parece-me que ela é focada exatamente no tópico correto, e, ao mesmo tempo, está faltando o aspecto principal, inteiramente.

O tema que está focado, a questão é se ou não todas essas tecnologias digitais estão a afetar a capacidade das pessoas de ganhar a vida, ou , para dizer de uma maneira um pouco diferente, estão os robôs tomando nossos empregos? E há alguma evidência de que eles estão ….

“Os lucros das empresas são bastante elevados. Na verdade, se você incluir os lucros dos bancos, eles estão tão altos quanto eles nunca estiveram. E os investimentos das empresas em materiais, em equipamentos e hardware e software, estão mais altos do que em todos os tempos. Assim, as empresas estão ficando fora de seus padrões normais de ganho….

“Então, em suma, sim, os robôs estão vindo para o nosso trabalho. No curto prazo, podemos estimular o crescimento do emprego, incentivando o empreendedorismo e investindo em infraestrutura, porque os robôs de hoje ainda não são muito bons em consertar pontes. Mas no não muito longo prazo, acho que durante a vida da maioria das pessoas nesta sala, nós vamos fazer a transição para uma economia que é muito produtiva, mas que simplesmente não precisa de um monte de trabalhadores humanos, e o gerenciamento desta transição vai ser o maior desafio que nossa sociedade enfrentará. Voltaire resumiu o por que. Ele disse: “Trabalho nos salva de três grandes males:. Tédio, vício e necessidades.’”

Meu comentário: Se excluirmos a revolta das pessoas contra as máquinas e o progresso tecnológico em geral, então a única coisa que nos resta é ocupar os desempregados – o mais confiável ​​e necessário para isto – é a educação integral onde as pessoas começam a compreender a essência da época e das mudanças necessárias que devem ocorrer em si próprios e na sociedade.

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Vizinhos, Vamos Ser Amigos!

Neighbors, Let's Be FriendsPergunta: Há muitas nações e culturas na Europa que se sentem separadas e divididas. Como podemos construir um vaso europeu sem barreiras?

Resposta: As diferenças de cultura e mentalidade são irrelevantes, uma vez que nos elevamos sobre elas.

Nós devemos entender que esta é a distinção espiritual que se originou na antiga Babilônia. É intencional. É daqui que se originam todas as línguas e nações. Portanto, não devemos lutar contra isso, mas simplesmente nos elevar!

As diferenças linguísticas são um problema, mas no geral, com exceção da língua, não existem outros problemas na comunicação. Hoje, as diferenças de linguagem podem ser trabalhadas. Por um lado, o inglês é o idioma internacional, e por outro lado, há muitos tradutores por todo o mundo. Eu não acho que isso seja um problema. Exceto pelas diferenças de língua, tudo o resto é irrelevante.

Nós temos que trabalhar a questão das diferenças de linguagem e nos elevar acima delas, mas só até começarmos a sentir o compartilhamento. Você pode imaginar o que um coração e uma mente significam? Você sobe para um nível diferente de comunicação, onde não há necessidade de uma linguagem ou para qualquer outra coisa: você simplesmente sente o outro, já que a informação flui de um para outro, sem palavras. Você trabalha de acordo com um plano único, que está acima de todas as diferenças. Isto é o que devemos alcançar.

Portanto, a Europa foi construída assim de propósito, variada e cheia de contradições, onde durante séculos as relações mútuas entre todas as nações e culturas foram muito complexas. No entanto, ainda não há sequer necessidade de compreender e esclarecer este assunto. A única coisa que devemos fazer é simplesmente subir acima de tudo isso junto!

Se você prestar atenção à linguagem que uma pessoa usa, ao seu caráter, opiniões e hábitos, você nunca vai chegar a uma opinião! Este é todo o problema!

Por que as pessoas na Europa têm medo de lidar com a conexão entre elas? Porque temem que as coisas possam ficar pior: “O que acontecerá se começarmos a nos conectar”. Quando vizinhos estão muito longe um do outro, não é tão ruim, e tudo parece bem. Mas quando apenas um muro os separa, os problemas começam.

É o mesmo na Europa: os problemas começam entre vizinhos próximos. Se dois países são separados por outro país, quase não existem problemas. Então, eles têm medo de se conectar e se unir, uma vez que isso pode levar a grandes problemas.

No entanto, nós sugerimos que devemos nos unir acima de todos os problemas, acima de tudo o que existe no nível corporal normal. Então, não haverá qualquer problema. Este é todo o método de educação integral.

Da Convenção Europeia na Alemanha 22/03/13, Lição 2

Não Haverá Separação

Dr. Michael LaitmanOpinião (Evgeny P. Bazhanov, Presidente da Academia Diplomática do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Federação Russa, cientista político, historiador, escritor e diplomata): “Num mundo globalizado, mesmo os países localizados em lados opostos da Terra não podem viver sem o outro. Além disso, os vizinhos devem aprender a trabalhar juntos. Na Europa, que durante séculos foi dilacerada por conflitos e guerras sangrentas, a mais avançada aliança integrada foi forjada, que pratica uma estratégia comum pela segurança e desenvolvimento.

“No Sudeste da Ásia, eles aprenderam a cooperar no âmbito dos países da ASEAN com uma história complexa de relações mútuas, com diferentes preferências ideológicas e religiosas. Processos integrais estão se desenvolvendo na América do Sul e do Norte, no Sul da Ásia e África. Há um entendimento da importância da integração no Oriente Médio em chamas.

“Por sua vez, a região pós-soviética é obrigada a se integrar pela herança histórica comum, a proximidade geográfica, a interdependência econômica e a proximidade cultural, a semelhança dos problemas abordados. Processos de integração vão se desenvolvendo gradualmente, não sem atraso, mesmo com falhas; claro, nenhuma separação nos ameaça”.

Meu comentário: Como resultado do nosso desenvolvimento, a unificação completa de toda a humanidade deve ocorrer em plena equivalência com a natureza, mas a questão é de que forma nós vamos chegar a uma decisão comum sobre isso e sua realização como a condição única e verdadeira. A Cabalá diz que o terceiro estado, o estado corrigido, já existe, mas o caminho para ele deve ser escolhido: o caminho curto e bom ou o caminho longo e doloroso.

Quem Está Destruindo A Economia Global?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Dez a doze anos atrás, quando começamos a lidar com a sabedoria da Cabalá, havia muito poucos grupos, e havia muito poucos problemas no mundo. Agora, existem muitos grupos e muitos mais problemas. Eles estão interligados? Ou será que é porque estamos nos unindo que destruímos a economia global?

Resposta: Não, nós não estamos destruindo a economia global. A questão é que a economia está sendo destruída especificamente porque o mundo não sabe como agir, e nós percebemos isso agora.

Nós vemos como as pessoas que estudaram muito, que sabem muito sobre o nosso mundo, sobre a economia, sobre finanças, que controlam tudo, simplesmente cruzaram os braços e não fazem nada. Elas não podem fazer nada porque o sistema mudou! O mundo está se movendo para outra rede de conexões, e a rede anterior, onde essas pessoas conheciam que cordas puxar e o que não fazer, não funciona mais.

Elas não sabem o que fazer para que tudo fique do jeito que está. Ninguém está lutando contra a crise! Tudo segue como antes. Se nós precisamos imprimir dinheiro, nós imprimimos. Nós temos uma dívida de 15 bilhões de euros, que seja 30 ou 100 bilhões. E daí? Não há para onde fugir. Agora, a taxa de desemprego é de 10%, será de 50%. Como vamos alimentar os desempregados? Não importa, vamos alimentá-los, porque é fácil alimentar o mundo inteiro hoje. Isto é como tudo é resolvido.

Por quê? Porque ninguém tem uma solução para os problemas. A família está desmoronando, deixe-a ser destruída. O que podemos fazer? O número de idosos está crescendo mais rapidamente do que o número de pessoas que trabalham. E daí, não importa. Isso significa que tudo é negligenciado, e ninguém está lutando contra nada. O fato de que diferentes líderes surgem diante de nós é simplesmente um jogo, um teatro. De qualquer forma, todos sabem que nós não sabemos o que fazer, e por isso ficam de braços cruzados, sem nem mesmo ter a intenção de fazer algo! Esta é a melhor solução possível.

Portanto, nós não estamos destruindo a economia. Pelo contrário, nós temos que mostrar ao mundo que temos que nos conectar, mas não economicamente. Economicamente nós também estamos conectados de uma maneira terrível. Veja o que está acontecendo com Chipre agora! Este é apenas um pequeno exemplo de como estamos mutuamente conectados.

Nós temos que mostrar ao mundo como começar corretamente a nossa cooperação mútua. Não é no nível econômico, mas apenas no nível da educação integral e nada mais do que isso! Então vamos começar.

Da Convenção Europeia na Alemanha 22/03/13, Lição 1

A Crise Não Afeta A Corrida Armamentista

Dr. Michael LaitmanNas notícias (da Lettera): “As despesas estão sendo cortadas em tudo (saúde, educação escolar, assistência social), mas não nas necessidades militares. A crise pede a redução de gastos militares; além disso, é possível unir forças para cortar custos.

“Mas nenhum país vai reduzir os gastos militares, mesmo quando não houver medicamentos em hospitais ou fornecimento de sangue para transfusões. A UE paga o salário dos membros das forças armadas, cujo número é três vezes maior do que nos EUA – $ 360 bilhões por ano. O gasto militar dos EUA é de 711 bilhões dólares.

“A criação de um exército europeu unificado permitiria poupar mais de 100 bilhões de euros, mas a indústria militar é uma das mais corruptas; cada ano, US $20 bilhões são gastos em subornos. Se os líderes da UE mostrassem rigidez em relação à indústria militar, os eleitores não teriam votado contra uma Europa unificada”.

Meu comentário: Tudo está ligado a um problema: o nosso egoísmo. Ele deve ser corrigido em sua raiz, em vez de perder tempo com investigações, porque as cabeças da Hidra sempre crescem em novos lugares! Há apenas um remédio contra o egoísmo: a força de doação, que pode ser atraída através de workshops integrais. Você pode experimentá-la e ter certeza!

Chipre Muda As Regras Do Jogo

Dr. Michael LaitmanOpinião (Lars Seier Christensen, CEO do SAXO Bank): “É difícil descrever de outra forma o pacote de socorro do fim de semana ao Chipre. O confisco de 6,75% do dinheiro dos pequenos depositantes e 9,9 por cento dos fundos dos grandes depositantes é sem precedência na forma como posso pensar numa sociedade supostamente civilizada e democrática. Mas talvez a União Europeia (UE) não seja mais uma democracia civilizada?…

“Os depositantes em outros países com potencial insolvência devem estar apavorados: será que é seguro manter o dinheiro num banco Italiano, Espanhol ou Grego? Eu não sei, deve ser a resposta. …

“Este é um GRANDE divisor de águas, e a chuva radioativa estará conosco por um longo tempo. Eu acredito que esse pode ser o começo do fim para a zona do Euro pois este é um inacreditável golpe na já abalada confiança que possa ter restado entre os investidores. Falo de um possível gol contra.

“A reação do mercado? Deve ser muito bom para ouro, e para paises seguros como Suíça, Cingapura e países economicamente saudáveis que não pertencem à Zona do Euro, como, por exemplo, da Escandinávia. Eu acho que o EURO e os mercados associados serão prejudicados pela crescente falta de confiança, quando todas as implicações se tornarem claras para os investidores.

“Isso é socialismo completo, e eu ainda não consigo acreditar que isso realmente aconteceu.

“Tenham cuidado aí…”.

Meu comentário: Nós estamos sendo forçados a mudar todas as regras, depois o próprio jogo, e depois os jogadores; ou seja, isso vai obrigar as pessoas a corrigir a sua natureza, porque elas se convencerão de que não há nenhuma outra saída.

Um Cidadão Global É Uma Necessidade

Dr. Michael LaitmanOpinião (Dani Rodrik, professor de Economia Política Internacional na Kennedy School of Government da Universidade de Harvard e um dos principais estudiosos da globalização e do desenvolvimento econômico): “Nada põe mais em perigo a globalização do que o abismo do déficit do governo – a perigosa disparidade entre a responsabilidade política no âmbito nacional e a natureza global dos mercados de bens, capitais e outros serviços – que se abriu nas últimas décadas. Quando os mercados transcendem a regulamentação nacional, como a atual globalização das finanças, o resultado é a falha, instabilidade e crise do mercado. Mas empurrar mecanismos reguladores em burocracias supranacionais, como a Organização Mundial do Comércio ou a Comissão Europeia, pode resultar num déficit democrático e uma perda de legitimidade.

“Como pode ser diminuído este déficit do governo? Uma opção é restabelecer o controle democrático nacional sobre os mercados globais. Isto é difícil e cheira a protecionismo, mas é impossível e necessariamente inimigo da globalização saudável. Como defendo no meu livro “O Paradoxo da Globalização”, ampliar o escopo para que governos nacionais mantenham a diversidade regulatória e reconstruam desgastados negócios sociais melhoraria o funcionamento da economia global. …

“Mas o problema não é apenas que essas instituições globais permanecem fracas. Também é que elas são organismos intergovernamentais: um conjunto de Estados membros, em vez de agentes de cidadãos globais. Porque a sua responsabilidade para com o eleitorado nacional é indireta e incerta, não gera a fidelidade política – e, portanto, legitimidade – que as instituições verdadeiramente representativas exigem. Na verdade, as dificuldades da União Europeia revelaram os limites da política transnacional de construção da comunidade, mesmo entre um conjunto relativamente limitado e similar de países.

“Em última instância, a responsabilidade é dos parlamentos e executivos nacionais. Durante a crise financeira, foram os governos nacionais que socorreram os bancos e empresas, recapitalizaram o sistema financeiro, garantiram as dívidas, reduziram a liquidez, prepararam a bomba fiscal, e pagaram os cheques do desemprego e previdência social – e assumiram a culpa por tudo o que deu errado. Nas palavras memoráveis ​​do Chefe do Banco da Inglaterra, Mervyn King, os bancos globais são ‘internacionais na vida, mas nacionais na morte”.

“Mas talvez exista outro caminho, um que aceite a autoridade dos governos nacionais, mas vise reorientar os interesses nacionais num sentido mais global. Progredir ao longo de um caminho requer cidadãos “nacionais” que comecem a se ver cada vez mais como ‘cidadãos globais’, com interesses que se estendem para além das fronteiras de seus Estados”.

Meu Comentário: Visto que os governos nacionais dependem de seus cidadãos, a educação integral vai levar a uma compreensão da conexão global e da responsabilidade, pressionando os governos nacionais.

Estabelecendo As Regras Da Guerra Cibernética

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (do The Christian Science Monitor): “Um relatório impressionante de uma empresa americana de segurança digital acusa militares da China de realizar mais de 100 ataques cibernéticos nos computadores corporativos e governamentais dos EUA. Se correto, o relatório da empresa Mandiant só aumenta a urgência de se desenvolver normas internacionais para guerra cibernética e ciberespionagem.

“Cada nova ferramenta de agressão requer suas próprias regras de guerra. A guerra cibernética não deve ser diferente. Sem um código de ética para o conflito no universo digital, as nações poderiam, finalmente, derrubar os suprimentos de água, redes elétricas, defesas militares e instituições vitais umas das outras. E os valores fundamentais, como a privacidade e o direito à propriedade intelectual, também poderiam ser perdidos.

“As regras globais agora restringem o uso de armas nucleares, químicas e biológicas. Elas também ajudam a proteger os civis e prisioneiros de guerra. O que o relatório Mandiant mostra é que o mundo pode estar perdendo a luta para chegar a regras de comportamento no ciberespaço”.

Meu comentário: O problema não está no desejo de adotar novas regras para novas armas de guerra, mas que o inimigo pode facilmente se disfarçar e atacar sem se expor a ataques de retaliação. Assim, a falta de controle completo, como no caso das armas nucleares, é a causa da contínua guerra cibernética.

A solução está na união de todos os sistemas num só, quando todos que atacarem o inimigo vão, ao mesmo tempo, trazer um golpe para si. Ou nós criamos este sistema ou a natureza vai nos levar a este sistema de dependência mútua em que não haverá outra escolha, exceto estabelecer tais vínculos ou perecer.

Perseguindo Nosso Próprio Rabo

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Paz”: O rabino Akiva nos diz sobre isso, “Tudo está em depósito”. Isso significa que tudo o que Deus colocou na Criação e deu ao povo, não deu a ele licenciosamente, mas assegurou-Se com garantia. E você deve se perguntar que garantia foi dada a Ele?

Ele responde a isso dizendo: “uma fortaleza se espalha por toda a vida”. Isso significa que o Criador sabiamente criou uma fortaleza maravilhosa e a espalha sobre toda a humanidade, para que ninguém escape. Toda a vida deve ser capturada nessa fortaleza e necessariamente aceitar Sua obra, até atingir seu objetivo sublime. Esta é a garantia com a qual o Criador se resguardou, para garantir que nenhum mal alcançaria o ato da Criação.

“Tudo está em depósito (consignado)” significa que, querendo ou não, eu vou ter que pagar a minha “dívida” com o Criador. Eu recebi a vida não porque pedi por ela e sem o meu consentimento, e ainda tenho que pagar a dívida. Não importa que eu não tenha pedido por ela. Se eu recebi a vida, tenho que pagar por ela, e só posso pagar atingindo a meta da criação.

Nós vemos que os sofrimentos que passamos ao longo da história estão gradualmente se tornando mais “espirituais” e “virtuais”, distantes da realidade. Hoje, muitas pessoas não querem viver apesar de ter tudo. Antes uma pessoa ficava feliz se tinha meio quilo de pão por dia e estava satisfeita com isso, mas cerca de 50 anos atrás, a era das “compras” começou. Hoje ela está chegando ao fim, e não por causa da falta de dinheiro, mas porque as pessoas não têm o desejo de comprar. Este é o problema: o desejo está mudando. Mesmo que você ofereça a uma pessoa um milhão de dólares, não vai estimulá-la como antes; ela não quer mais nada.

Esta é a inclinação natural da nossa evolução que nos leva a perguntar sobre o sentido da vida. Portanto, o que resta da vida se não comida, compras e lazer? Não há mais nada que possamos desfrutar. Não é por acaso que o futebol e todos os tipos de outras distrações estão sendo promovidos tanto nestes dias. Esta é a política: proporcionar às pessoas “tranqüilizantes” e outros disparates para dar-lhes algo para preencher seu vazio interior. Caso contrário, elas expressam sua raiva nas ruas, em vez de nos estádios.

A pessoa que se sente vazia questiona-se cada vez mais: “Por que eu recebi uma vida que não pedi? Por que estou sendo forçado a fazer algo que não quero?”. Por quê? Ela se sente como se suas mãos e pés estivessem acorrentados.

É por isso que hoje nós precisamos de educação integral. Graças a ela as pessoas vão entender que todos estão conectados e que dependem um do outro, e que usando corretamente essa conexão integral seremos capazes de resolver todos os nossos problemas.

Boas relações são geralmente a chave para o nosso sucesso em todos os aspectos. Poderíamos ter máquinas que substituem o trabalho físico em todos os campos e fornecem tudo o que precisamos. Mas nós não queremos isso, uma vez que não está claro o que a pessoa gosta. Mesmo agora, a maioria das pessoas já tem tudo o que se poderia imaginar, exceto uma deficiência. A pessoa está completamente cheia. E agora? Ela pode se matar ou começar a matar os outros, senão não vai sentir qualquer prazer.

Nós apreciamos apenas quando o prazer preenche uma deficiência. Mas o prazer imediatamente se neutraliza. Então, como podemos evitar isso? Temos que renovar constantemente o desejo.

É exatamente isso que os líderes mundiais tentaram alcançar com a construção de uma economia moderna e a inserção de novos desejos nas pessoas, satisfazendo-as. Mas isso é impossível, pois o nosso desejo corporal está mudando de qualidade e, por fim, não quer nada do nível anterior. Para perseguir o nosso próprio rabo, ​​a fim de comprar uma nova máquina de lavar e uma televisão nova a cada ano e para mudar o papel de parede…? Quanto tempo mais nós podemos levar isso? De repente a pessoa descobre que seus desejos se foram.

Assim, toda uma filosofia de evolução chegou ao fim. Não foi apenas uma forma de ganhar dinheiro, mas uma maneira de fazer as pessoas felizes. No topo as pessoas pensavam em ficar ricas fornecendo todas as necessidades básicas, mantendo-as num circuito fechado, de modo que os consumidores comprariam lâmpadas que queimam depois de um curto espaço de tempo, impressoras com um chip integrado que para de funcionar depois de um tempo, e outros produtos de baixa qualidade. Eles continuaram a fornecer incentivos para que as pessoas sentissem que vale a pena trabalhar, viver, e comprar. Eles continuaram renovando as deficiências já que sem uma deficiência que receba prazer, não há sentimento de felicidade.

Eles estavam certos sobre isso. É verdade que foi uma época de prosperidade no Ocidente. Os americanos viram que sua nova filosofia se justificava e todos os seguiram felizes. Entretanto, o desejo cresceu, não só em quantidade, mas também em qualidade, de modo que uma pessoa não precisa mais de tudo isso. Ela não vê razão para investir toda a sua vida nisso. No passado as pessoas compravam coisas sem qualquer tipo de publicidade, mas hoje, mais da metade do custo de um produto é devido a custos de publicidade. Por outro lado, em países que são economicamente mais desenvolvidos, a depressão, o suicídio e o abuso de drogas estão se tornando mais prevalentes.

Portanto, para onde estamos indo? Uma pessoa não pode continuar vivendo sem sentir felicidade, entusiasmo, e o “êxtase” que é sentido quando a deficiência se encontra com o prazer. Mas eles imediatamente se neutralizam se não houver Masach (tela) entre eles. É  disso que trata a sabedoria da Cabalá, a sabedoria de como receber corretamente, uma vez que sem Masach, a pessoa descobre apenas escuridão.

Se os tomadores de decisão fossem um pouco mais sábios, aceitariam isso. Enquanto isso, nós estamos no meio do processo. De qualquer forma, não há outra escolha. A deficiência tem que estar em contato com o prazer, mas só se ele não cessar. Caso contrário, não vale a pena. Nós estamos prontos para renovar apenas as nossas deficiências animais repetidamente, mas qualquer coisa além disso é questionável. Então, o que nós vemos em quase todos os canais de televisão hoje é principalmente programas de culinária ou sexo, porque as pessoas são tão limitadas…

Nós esperamos conseguir explicar a necessidade da Masach entre a deficiência e o prazer. Assim, o prazer infinito nos dará a sensação de vida eterna.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/03/13, “A Paz”

Gases De Efeito Estufa Têm Aquecido A Terra

Dr. Michael LaitmanNas notícias (da CNN): “O aquecimento global empurrou o clima da Terra de uma das suas décadas mais frias desde a última era glacial a um dos seus climas mais quentes – em apenas um século.

“Um pico de calor como esse nunca aconteceu antes, pelo menos não nos últimos 11.300 anos, disse o climatologista Shaun Marcott, que trabalhou em um novo estudo sobre temperaturas globais que retrocedeu tão longe.

“‘Se qualquer período de tempo tivesse uma sustentada mudança de temperatura semelhante a que temos hoje, nós teríamos certamente visto no nosso registro’, disse ele. É um bom indicador de quão rapidamente as mudanças climáticas provocadas pelo homem têm progredido.

“Um século é um período muito curto de tempo para tal pico.…

“Se não fosse pelas influências provocadas pelo homem, a Terra estaria numa fase muito fria agora e ficaria ainda mais fria, de acordo com o estudo conjunto da Oregon State University e da Universidade de Harvard. Marcott foi o autor do relatório sobre seus resultados.

“‘Para iniciar, a gama de temperaturas do frio ao quente produzidas desde que a revolução industrial começou é aproximadamente a mesma que a de 11.000 anos antes dela’, disse Candace Major da National Science Foundation,’ mas esta mudança aconteceu muito mais rapidamente’”.

Meu comentário: A causa para todas as alterações é para incentivar as pessoas a se corrigir. Mas uma pessoa chega a esta decisão somente quando, depois de muitas desgraças e sofrimentos, finalmente se convence de que não há nenhum outro caminho: ela tem que mudar a si mesma. Quanto e que tipo de sofrimento nós temos que percorrer para aceitar esta decisão é desconhecido.

Todo mundo que entende a necessidade de seguir as leis da natureza, de se tornar semelhante a ela e se tornar ligado por bons laços de garantia mútua deve envidar todos os esforços para disseminar o conhecimento sobre o assunto. Por estas ações estaremos definitivamente aproximando a decisão correta e reduzindo o sofrimento.