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A Raiz Do Ebola

Dr. Michael LaitmanReferência: Manchetes perturbadoras na mídia falam de uma grave epidemia de Ebola se espalhando rapidamente em vários países da África. Atualmente, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), existem cerca de 4500 mortes e cerca de 9000 infectados e portadores.

Um documento interno da OMS sugere que as tentativas para deter a pandemia falharam. O mundo inteiro está preocupado com o que está acontecendo. É claro, uma série de filmes de Hollywood vêm à mente, incluindo Vírus, filmado há quase 20 anos; seu enredo é baseado na epidemia de Ebola.

Na verdade, o primeiro surto de Ebola foi observado em 1976, e desde então até 2013 cerca de 1700 pessoas morreram em decorrência da doença. Assim, o vírus em si não é novo, mas ao longo dos anos, ele sofreu mutações e apresenta uma taxa de mortalidade muito elevada.

O Ebola é transmitido por contato direto com fluidos corporais do infectado. Seus principais sintomas são febre, dores de cabeça, tontura e outros sintomas frequentemente associados à gripe.

Ao longo do tempo, os sintomas são agravados: há hemorragia externa e interna, bem como alguns outros efeitos característicos. Gradualmente, o corpo começa a fatalmente sangrar, e, assim, o segundo nome da doença é febre hemorrágica. O período de incubação varia de 2 a 21 dias, um período de tempo relativamente curto.

Por enquanto, a ONU declarou a atual epidemia como uma ameaça à paz e segurança.

Pergunta: No prisma das leis da natureza e direção dos processos em curso nela, o que exatamente cria tal epidemia que pegou as vítimas e os cientistas de surpresa?

Resposta: Vamos ver o quadro a partir da perspectiva da Cabalá. Nós estamos num sistema natural estrito, e o desequilíbrio que provocamos nele, especialmente nos últimos anos, causa fenômenos desse tipo.

É claro que epidemias ocorreram no passado. Algumas delas literalmente “dizimaram” populações. Mas, de qualquer maneira, vírus e bactérias, células e órgãos, são todos elementos do mesmo sistema. Nós pensamos que a África está longe, que não temos nenhuma conexão com ela, mas, na verdade, todos nós somos partes de um todo.

É por isso que a verdadeira medicina cuidaria de examinar o sistema geral e entender como ele poderia ser trazido de volta ao equilíbrio. Afinal, nós sistematicamente causamos mudanças nele e perturbamos constantemente o equilíbrio, o que leva à desintegração dos subsistemas e boas conexões, bem como à criação de novos laços distorcidos, gerando, células impróprias e erradas.

Nós gostaríamos de apagar micróbios nocivos de nossas vidas. Mas, para os micróbios, o corpo humano é apenas um habitat. Nós somos uma “reserva biológica” para eles onde eles podem viver e se multiplicar.

As pessoas bebem uma garrafa de iogurte de manhã com dez bilhões de bactérias benéficas e sequer percebem que seu corpo é uma “casa” para um número muito maior de “inquilinos”.

Acontece que nós vivemos num enorme sistema, onde a distância não é tão importante, onde nenhum corpo está isolado da comunidade. Este é um organismo gigante em que existem vários tipos de seres, tanto benéficos como prejudiciais à nossa saúde.

Este sistema está constantemente se equilibrando, igualando diferenças, e nossa tarefa é trazê-lo a um verdadeiro equilíbrio, onde micróbios úteis e amigáveis recebem a oportunidade de estar em equilíbrio com os nocivos e patogênicos.

Por outro lado, se quebramos o equilíbrio, mesmo que seja em favor de “amigos”, eles se transformam em “inimigos”. Para equilibrar a “distorção”, eles têm que virar parte de si mesmos no oposto.

Por exemplo, apenas lutar contra predadores e pragas traz danos ainda maiores, porque nós perturbamos o equilíbrio do ecossistema global. Na virada da década de 1960, a China iniciou o controle de pragas, em especial, com os pardais, destruindo colheitas.

Dentro de um ano, vários milhões de aves foram mortas, como resultado, lagartas e gafanhotos germinaram e os rendimentos diminuíram tanto que houve uma fome que matou dezenas de milhões de pessoas.

Assim, não há bactérias ou vírus “bons” e “maus”. A nossa saúde é baseada no equilíbrio entre eles.

Enquanto isso, nós mesmos ocupamos o nível mais alto na pirâmide da natureza inanimada, vegetal, animal e humana. E o nosso problema é como criar aqui, na parte superior, um equilíbrio entre nós. Assim, o equilíbrio desceria do nível mais alto da hierarquia a todos os outros níveis e ajustaria todas as conexões. É isso mesmo, de cima para baixo todo o sistema é ordenado.

Portanto, tudo depende das pessoas. Eu não quero parecer uma cartomante ou um moralista, mas se nós, como sociedade, tentássemos manter um equilíbrio entre nós, se quiséssemos introduzir no ambiente social um pouco mais de igualdade, um pouco mais de calor, proximidade e ajuda mútua, isso teria um impacto benéfico sobre os níveis inferiores de toda a hierarquia, até a natureza inanimada, incluindo fauna e flora terrestres e aquática e o próprio planeta, com seus vulcões, furacões, inundações e outros desastres. Graças a nós, o mundo estará, finalmente, em repouso.

Afinal, o ser humano ocupa o nível superior no desenvolvimento evolutivo. Em particular, as relações sociais e humanas causam hoje um total desequilíbrio.

Nesta perspectiva, a essência do problema não é o Ebola e outros problemas que nos ameaçam. Muitas doenças que eram exuberantes na Idade Média pareciam ter desaparecido, mas, na realidade, não.

Se continuarmos a agravar os desequilíbrios sociais, se continuarmos a quebrar todas as boas relações entre nós, até a completa rejeição da unidade e do equilíbrio, por “nossos esforços”, doenças esquecidas e infortúnios irão retornar. A proteção atual deles não é totalmente uma panaceia, e será revelado que não há remédio.

Na verdade, nós estamos continuando nosso mau desenvolvimento e é claro que somos atraídos para uma prolongada crise interminável. Como consequência, nós causamos problemas, doenças e outras manifestações de desequilíbrio, mas, em outro nível, em outro ciclo. Portanto, os velhos meios e medicamentos não vão ajudar.

Chegou a hora de refletir e compreender que o único remédio que pode proteger e salvaguardar todos nós, está no equilíbrio da sociedade humana. Só este sistema sendo positivo no nível superior, o qual está sob nosso controle, nos permitirá garantir a nossa saúde.

De KabTV “Uma Nova Vida” 19/10/14

Ebola É O Vírus Do Desequilíbrio

Dr. Michael LaitmanPergunta: A epidemia de Ebola está ameaçando o mundo, colocando a humanidade na fronteira entre a vida e a morte. De onde vem o vírus e o que podemos fazer para pará-lo?

Resposta: A epidemia de Ebola tem atraído a atenção de todo o mundo, mas, na verdade, existem muitos problemas com os quais temos que lidar que são tão graves.

Todos os problemas decorrem do desequilíbrio na sociedade humana. É difícil distinguir quais dos problemas que estamos causando provocam guerras e trazem doenças, tsunamis ou erupções vulcânicas.

Há muitos fatores naturais que podem ser mais prejudiciais para a humanidade do que o vírus Ebola. Os especialistas, por exemplo, preveem uma grande erupção vulcânica na Califórnia. A atividade vulcânica está em constante crescimento lá e uma erupção etá muito próxima.

Se isso acontecer, a cinza pode cobrir todo o céu, de tal forma que não seríamos capazes de ver o sol. A temperatura cairia para menos 50 graus Celsius ou até menos 70 graus. Não está claro como seríamos capazes de sobreviver em tais condições.

Nós estamos num sistema e seu desequilíbrio atingiu uma linha vermelha crítica que evoca as forças negativas na natureza. Tudo depende do nível e tipo de desequilíbrio que nós provocamos. Ninguém está nos punindo de propósito desta forma, e essa é, na verdade, a resposta natural do sistema. Se o sistema está em desequilíbrio, ele nos atinge.

No entanto, nós podemos chamar isso de castigo, uma vez que em níveis anteriores no passado, nós nos desenvolvemos por golpes que nos empurraram para frente. A Idade do Gelo é um exemplo disso. Baal HaSulam diz que, quando o planeta Terra foi formado, passou por várias fases alternadas de aquecimento e resfriamento e cada período durou cerca de 30 milhões anos até que a crosta da Terra sobre a qual a vida poderia existir fosse criado em cima deste vulcão gigante.

Sempre houve processos extremos na superfície da Terra, mas eles se acalmaram e trouxeram a terra a um estado de equilíbrio, de modo que as formas de vida poderiam aparecer. A diferença de temperatura entre o inverno e o verão é cerca de 20 graus, no máximo, o que é uma diferença insignificante em comparação com o que aconteceu neste planeta antes dele atingir um estado de equilíbrio, quando a temperatura poderia subir para 2000 graus e cair para 50 ou 200 graus abaixo de zero.

O equilíbrio foi alcançado em certas condições em que podemos existir. A vida proteica pode existir graças a um equilíbrio da temperatura na terra, nos oceanos e no solo.

Na medida em que o homem se desenvolveu, ele subiu acima de todo este sistema. Todas as partes da natureza estão conectadas a um sistema: a atmosfera, os oceanos e os continentes. A terra não existe de acordo com as leis dos Estados e nações que são divididos por fronteiras, mas como um planeta com uma ecologia e processos naturais coletivos, gerais. As pessoas que vivem neste planeta hoje perturbam o equilíbrio.

Este sistema não tem a intenção de nos punir, mas reage de acordo com as nossas ações, de modo que nós recebemos o que merecemos dele. É claro que ele nos bate por perturbar o equilíbrio em nosso nível humano. Como fator negativo causando desequilíbrio, a humanidade recebe um contra-ataque.

De KabTV “Uma Nova Vida” 19/10/14

O Extremismo De Direita Na Europa, Parte 2

Dr. Michael LaitmanEste Velho, Velho Mundo

Pergunta: A Europa já teve experiências amargas; ela conheceu tantas guerras. Por que ela não tenta quebrar a atual tendência de xenofobia?

Resposta: Nós vivemos em tempos diferentes. A Europa moderna contemporânea não está preparada para lutar. Por exemplo, quando eu estava na Alemanha eu falei com políticos, prefeitos e figuras públicas; que admitiram para mim que as pessoas estão simplesmente exaustas, inconscientemente exaustas. Claramente, é possível sair e protestar com grandes brados, mas, basicamente, os europeus não estão preparados para resistir ao que está acontecendo.

O que aparentemente impede os líderes ou outros que parecem ser unanimemente contra ideias que faliram o multiculturalismo, contra distúrbios aos setores “não-nativos”, de se manifestarem na rua? Mas não, as pessoas não estão dispostas a protestar. O tempo de batalhas já passou, e hoje elas não estão prontas para lutar.

Basicamente, nada sério está por trás de declarações inclusive neonazistas. Estes não são fascistas que comandaram os desfiles com tochas do século XX.

Comentário: E mesmo assim as pessoas estão votando para os de extrema direita, adicionando peso político a eles.

Resposta: É político, mas não mais do que isso. Eles não estão prontos e não estão preparados para uma verdadeira guerra na Europa. Os europeus não têm poder, nem incentivo. Eles têm idade, e isso é muito perceptível. Mesmo que as pessoas discordem um pouco com o que está acontecendo, e mesmo que os jovens ainda saiam para as ruas aqui e ali, em geral, o velho mundo envelheceu e enfraqueceu, e reconhece isso.

De KabTV “Uma Nova Vida” 09/09/14

Os Judeus Foram, São E Serão Culpados Por Tudo

Dr. Michael LaitmanDe M. Brushtein:

Durante esses últimos dias de calor, os mísseis do Hamas, acompanhadas por alarmes, visitaram regularmente todo o território da nação de Israel. Enquanto isso, o sistema antimíssil, a cúpula de ferro, foi bem sucedido em interceptar os hóspedes não convidados. Em seguida, o IDF (Força de Defesa Israelense) iniciou uma operação terrestre.

Junto com isso, no fundo de nossos corações, todos entenderam que não havia solução militar, política ou outra solução racional para este problema. Foi possível tentar diminuir o problema na agenda, confundir todo mundo ou fingir que ela não existia, mas não havia nenhuma solução verdadeira, e não haverá.

Por que é impossível convencer, relaxar, ou, em última instância, aniquilar aqueles que odeiam Israel? É porque todo mundo sente, ou pelo menos assume, que Israel e os Judeus são sempre os culpados por tudo.

Os judeus foram, são e serão culpados por tudo. Todos eles são os culpados, mesmo aqueles que estão apenas prestes a nascer. Os judeus são os culpados pelo estabelecimento da polícia soviética, e também são culpados por destruir esta polícia. Os judeus que saem são os culpados por sair, e os judeus que ficam são os culpados por ficar. (V. Boinovich, autor russo, poeta e dramaturgo)

Há aqueles que pensam que o povo aprendeu uma lição no Holocausto. Certamente agora, todo mundo odeia os sionistas e não os judeus. Eles odeiam Israel e tudo relacionado a ele.

Pouco tempo atrás, a Liga Anti-Difamação (ADL) publicou um relatório estatístico sobre o nível de antissemitismo. De acordo com os dados, mais de um quarto da população do globo sente grande hostilidade para com os judeus. Em palavras simples, eles são antissemitas. As estatísticas estão erradas, porque há muito mais antissemitas. Simplesmente, alguns admitem isso e alguns ainda não.

Todas as pessoas entre as quais vivemos, todas juntas e cada uma separadamente são antissemitas, expressos ou implícitos. (Chaim Weitzmann, primeiro presidente da nação de Israel).

Tanto os judeus como os que não são judeus devem, em última análise, reconhecer que a fonte desta atitude para com os judeus está além de toda compreensão racional.

Quem, por exemplo, no final dos anos quarenta, pregaria de forma séria e aberta que o ódio dos judeus seria semelhante ao que está acontecendo hoje na Alemanha? (Coleção Literária Histórica).

Adivinhe quando estas linhas foram publicadas. Foi no ano de 2014? Talvez tenha sido em 1980, mas não, foi no ano de 1880. Além disso, há cem anos, e mil anos atrás, a atitude em relação aos judeus não mudou. Na melhor das hipóteses, as pessoas toleravam eles, e, na pior das hipóteses, os aniquilariam. Por trás de todas as nossas tentativas de encontrar uma razão lógica para o ódio para com os judeus se oculta a esperança de encontrar uma solução racional para o problema.

Vale a pena parar de procurar por soluções lógicas e, pelo contrário, tentar procurar algo ilógico.

O antissemitismo é irracional e não está sujeito aos ditames da razão “(George Orwell, autor inglês e jornalista).

No ano de 1940, a primeiro (e, evidentemente, a última) edição do jornal, A Nação, foi publicado. Um trecho do artigo:

“Este jornal A Nação é uma nova criação. É um tipo de criatura que nasce nas angústias, nas difíceis e terríveis dores de parto: do veneno do ódio que se autorizaram as nações do mundo para nos aniquilar da face da terra, a ameaça de extinção de milhões de nossos irmãos, e ainda as suas mãos estão estendidas – esta criação sádica neles não conhece satisfação. E mais, o desastre duplica; não podemos nos iludir de que tudo isso é apenas um fenômeno passageiro temporário”. (Baal HaSulam).

E isso é o que o autor escreve sobre a solução para o problema:

“Portanto, eu disse que nós precisamos organizar uma única instrução para nós mesmos através de uma ampla campanha, para inserir em cada um de nós sentimentos de um toque de amor nacional de um indivíduo para com outro e destes indivíduos para com o todo, para restaurar e revelar o amor nacional que foi implantado entre nós quando estávamos em nossa terra como uma nação entre as nações. E este trabalho vem antes de qualquer outra coisa, pois além de ser fundamental, ele também dá estatura e sucesso a todos os tipos de atividades que queremos fazer neste campo”. (Baal HaSulam).

Uma solução como esta irá confundir qualquer pessoa normal. Qual é a conexão entre o que aconteceu com os judeus da Europa e a educação para o amor nacional entre os judeus que vivem na terra de Israel? É verdade que nós não vemos uma conexão direta, e, por outro lado, dizemos que não há nenhuma conexão direta e racional com o problema judaico.

A pessoa que sugeriu essa solução ilógica, Baal HaSualm (Rabino Yehuda Ashlag, 1884-1954), foi o maior Cabalista do século XX. Ele escreveu o comentário sobre O Livro de Zohar. É interessante que uma solução semelhante para o problema tenha sido sugerida não só pelos Cabalistas, mas por antissemitas.

“Uma obrigação é imposta ao povo judeu para cumprir as profecias antigas que estabelecem que todas as nações do mundo serão abençoadas por eles, e para isso eles são obrigados a começar a realizar este novo serviço”. (Henry Ford, fabricante de automóveis americano, imprimiu e distribuiu o “Protocolos dos Sábios de Sião”)

E assim nós somos obrigados a esclarecer que profecias ele está falando.

“Porque Eu vos tomarei dentre as nações, e vos reunirei de todos os países, e vos trarei para a vossa terra. E Eu espalharei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícies e de todos os vossos ídolos vos purificarei. Um novo coração também Eu vos darei, e um espírito novo porei dentro de vós; e tirarei o coração de pedra da vossa carne, e Eu vos darei um coração de carne”. (Ezequiel 36: 24-26)

Seja o que for, a nossa experiência histórica mostra que o problema do antissemitismo existiu e ainda existe. Não só os nossos vizinhos, mas todas as nações do mundo não vão nos deixar em paz. A solução racional é a paz para o território em troca de outra coisa que não vamos aceitar, que todo mundo sabe. Talvez valha a pena tentar resolver este problema de forma irracional, como Baal HaSulam escreve? Se outros acreditam nisso, por que não devemos acreditar?

“Eu acredito que um futuro maravilhoso será revelado aos judeus, e não como uma nação gerida por alguém, mas como a realização de grandes ideais da nossa civilização”. (Harry Truman, 33 º Presidente dos Estados Unidos).

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/10/14, Shamati # 5

O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 65

Do livro, O Segredo Essencial dos Judeus, M. Brushtein

A Crise Não Pode Ser Acidental

Então, o que aprendemos? Teses iniciais:

  1. Nós vivemos num mundo que é “acidental”, continuamente integra [Referências] ou, se você quiser, comprime a humanidade.
  2. Acidentalmente e ao mesmo tempo periodicamente a humanidade se encontra em crises.
  3. No planeta, existe um povo “estranho” que foi criado durante a primeira crise. O princípio do “ama teu próximo como a ti mesmo”, com base no qual este povo foi criado, todo mundo gosta, mas ninguém pode compreendê-lo.
  4. Antissemitismo – uma aversão às pessoas “estranhas” – é um fenômeno que não tem explicação racional.

Agora, os detalhes de cada item de

1. Nós vivemos num mundo que é “acidental”, continuamente integra1 ou, se você quiser, comprime a humanidade.

“A história do mundo seria realmente muito fácil de fazer, se a luta fosse retomada apenas sob a condição de chances infalivelmente favoráveis. Seria, por outro lado, de natureza muito mística, se ‘acidentes’ não tivessem qualquer papel. Estes acidentes caem naturalmente no curso geral de desenvolvimento e são compensados ​​novamente por outros acidentes”. (Karl Marx, Carta ao Dr. Ludwig Kugelmann, 1871)

“Toda a história da ciência tem sido a realização gradual de que os eventos não acontecem de forma arbitrária, mas que refletem certa ordem subjacente, que pode ou não ser divinamente inspirada”. (Stephen Hawking, Uma Breve História do Tempo)

“Nada na natureza pode acontecer por acaso. Tudo está sujeito a leis fixas. Essas leis são apenas a conexão necessária de certos efeitos com suas causas. Um átomo de matéria não pode encontrar outro por acaso; este encontro é o efeito de leis permanentes, que faz com que cada ser necessariamente aja como ele age, e o imoeça de agir de outra forma, em determinadas circunstâncias. Para falar do concurso fortuito de átomos, ou atribuir alguns efeitos ao acaso, é simplesmente dizer que nós somos ignorantes das leis, pelas quais os corpos agem, se encontram, se combinam, ou em separam”, (Paul-Henri Thiry, Barão d’Holbach, autor franco-alemão, filósofo, enciclopedista e figura proeminente no Iluminismo francês)

2. Acidentalmente e ao mesmo tempo periodicamente a humanidade se encontra em crises.

“Basta mencionar as crises comerciais que, por seu retorno periódico, colocam a existência da sociedade burguesa em julgamento, de forma cada vez mais ameçadora”. (Karl Marx, Manifesto do Partido Comunista)

“Parece que as crises, como as doenças, é uma das condições da existência dessas sociedades onde o comércio e a indústria são predominantes. Pode-se prevê-las, aliviá-las, atrasá-las até um determinado momento, pode-se facilitar a recuperação das actividades econômicas; mas voltou a ser impossível eliminá-las, não obstante todos os métodos possíveis que foram aplicados”. (Clément Juglar, médico e estatístico francês)

As crises acompanham toda a história da sociedade humana. No início, elas se manifestaram como crises de subprodução de produtos agrícolas, do meio do século XIX, como “subconsumo”, associadas a um desequilíbrio entre a produção industrial e a demanda efetiva.

Até o século XX, a crise estava confinada a um, dois ou três países. Mais tarde, ela começou a adquirir um caráter internacional, como por meio da competição e da reciprocidade, o desenvolvimento do comércio criou condições favoráveis ​​para a propagação. (Dicionário Econômico)

(Continua no próximo segmento)

1 Integração (do latim Integer – completo, inteiro, intacto): é um processo ou ação que resultou na integridade, associação, união, restauração da unidade (Dicionário Filosófico)

O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 63

Do livro: O Segredo Essencial dos Judeus, M. Brushtein

Se você cavar mais fundo em busca dos autores do crime, o círculo de suspeitos começa a se estreitar. É claro que é os judeus. Existe realmente um candidato melhor?

Por exemplo, o famoso compositor grego Mikis Theodorakis tem certeza disso.

Os judeus americanos estão por trás da crise econômica mundial que também atingiu a Grécia. (The Global Jewish News Source)

Pesquisas realizadas na Europa indicam isso. Em sete países europeus, foram entrevistadas 3500 pessoas. Cerca de um terço dos entrevistados, 31%, respondeu que os autores da crise financeira são os judeus. (Lenta)

Pesquisas, feito nos EUA têm mostrado os mesmos resultados.

“A fim de avaliar o preconceito explícito em relação aos judeus, nós perguntamos diretamente aos entrevistados ‘Quanto se deve culpar os judeus pela crise financeira?’… Entre os entrevistados não judeus, uma impressionante alta de 24,6% dos americanos culparam os judeus uma quantidade moderada ou mais e 38,4% atribuíram pelo menos algum nível de culpa ao grupo”.(Boston Review)

Um paradoxo surpreendente. Por um lado, os judeus são acusados ​​de todos os pecados mortais, e, por outro lado, “O judeu é um pioneiro da cultura. Desde tempos imemoriais, a ignorância era impossível na Terra Santa, mais ainda do que hoje em dia na Europa civilizada. Além disso, no momento em que a vida e a morte de um ser humano não valia nada, o rabino Akiva falou contra a pena de morte, que agora é considerada uma punição aceitável nos países mais civilizados”. (Leo Tolstoy “O que é um Judeu?”)

Adicionalmente,

“Eu admiro a firmeza espiritual da nação judaica, seus idealismos viris, a sua fé inquebrantável na vitória do bem sobre o mal, na possibilidade de felicidade na terra.

“Os judeus – velho e forte fermento da humanidade – têm sempre exaltado o seu espírito, trazendo ao mundo ideias nobres e inquietas, incitando os homens a embarcar numa busca de valores mais finos” (Maxim Gorky, Sobre os Judeus)

E, finalmente,

“Algumas pessoas gostam dos judeus e outras não; mas nenhum homem pensante pode duvidar do fato de que eles são sem dúvida a raça mais formidável e marcante que já apareceu no mundo”. (Winston S. Churchill, “A Luta pela Alma do Povo Judeu“)

É tudo isso coincidência? A crise foi um acidente? São os judeus culpados pela crise, por acaso? Os comentários elogiosos sobre os judeus são aleatórios? Talvez, um tijolo cai na cabeça de alguém por acidente?

“‘Um tijolo não é aqui nem lá’, o estranho interrompeu de forma persuasiva. ‘Um tijolo nunca cai na cabeça de alguém. Você em particular, eu lhe asseguro, não está em perigo do que isso. Sua morte vai ser diferente'”. (Mikhail Bulgakov, O Mestre e Margarita)

Eu posso tomar muito tempo para provar que não existem coincidências, e essa é uma atividade sem sentido. Vamos nos concentrar agora no compromisso proposto por um dos grandes nomes. Um acidente é uma regularidade não compreendida.

Coisas Predatórias Do Século

Dr. Michael LaitmanOpinião (de Psyfactor): “Os profetas do Antigo Testamento chamavam aquelas pessoas que adoravam objetos e coisas que faziam com as próprias mãos de ‘idólatras’. Seus ‘deuses’ eram coisas feitas de madeira ou pedra”.

“‘O significado de idolatria está em tranferir todos os sentimentos, a força do amor e o poder do pensamento a objetos externos. As pessoas contemporâneas são idólatras. Nós percebemos a nós mesmos apenas através de coisas que possuímos’”. (Eric Fromm)

“O mundo das coisas continua a crescer. O ser humano torna-se menor ao lado de tantos objetos. As pessoas contemporâneas definem a sua existência, anunciando: ‘Eu compro, logo existo’. Sendo uma ‘coisa’, nós confirmamos que estamos vivos apenas porque nos comunicamos com outros objetos”.

“Custos de casas, móveis, carros, roupas, relógios, computadores, aparelhos de TV são a base para o status social de um indivíduo. Quando as pessoas perdem uma parte de seus pertences, é como se perdessem parte de si mesmas. Quando elas perdem tudo o que têm, estão totalmente perdidas”.

“Durante as crises econômicas, aqueles que perdem parte significativa de sua propriedade cometem suicídio; eles pulam das janelas dos arranha-céus. Sua riqueza era de fato um substituto para a sua personalidade. Cometer suicídio como resultado da falência financeira em tal sistema de valores culturais é muito lógico. Os atos suicidas significar a falência de uma personalidade, de uma individualidade”.

“Anteriormente, as pessoas também se associavam com as coisas, mas nunca antes objetos inanimados ocuparam um ranking elevado no sistema de reconhecimento social, como nas últimas décadas, quando o consumo se transformou em meio de avaliação do estado de um indivíduo”.

“O programa de educação daqueles que subordinam suas vidas ao trabalho começou; uma nova fase foi lançada – o estágio de transformar as pessoas em “consumidores”. A economia precisava não só de trabalhadores disciplinados; clientes bons e disciplinados que conrtiuanavam comprando novos bens na medida em que eles apareciam no mercado eram extremamente essenciais”.

“A publicidade do comportamento do consumidor foi concebida para se livrar das tradições seculares de comprar apenas necessárias coisas. A propaganda de uma nova ideologia fez as pessoas pensarem que a felicidade era sobre um processo de compra sem parar de coisas novas”.

“Os consumidores ficam certos de que são os únicos que fazem uma escolha se devem ou não comprar determinados produtos. No entanto, os gastos com publicidade frequentemente atingem mais de 50% do custo das mercadorias vendidas. Esse fato fala por si só: os números mostram o quanto de energia e talento contribuiu para o processo de convencencimento dos consumidores a continuar comprando”.

Meu Comentário: Neste momento, nós podemos avaliar e compreender estágios anteriores de desenvolvimento, na medida em que nos afastamos do atual modelo de consumo da sociedade. Isso está acontecendo não porque nos tornamos internamente mais ricos e, assim, não precisamos de quaisquer sinais externos para demonstrar a nossa importância. Em vez disso, o desejo que requer um novo tipo de satisfação, uma realização do propósito de nossa existência, evolui constantemente em nós.

Embora afetações em palcos e telas nos empurrem para trás, o envolvimento contínuo de nossa aspiração em revelar a essência da vida é inevitável. Ele acabará por nos levar ao reconhecimento da sabedoria da Cabalá.

Referências:

Coisas Predatórias do Século, uma história de ficcção científica dos escritores soviéticos Arkady e Boris Strugatsky, escrita em 1964 e publicada na União Soviética em 1965, e depois de uma longa pausa em 1980. O livro tem uma epígrafe: “Há apenas um problema – o primeiro e único no mundo – para retornar as pessoas à espiritualidade, a ajuda espiritual `mútua”.

Erich Fromm Zeligmann (23 de março de 1900, Frankfurt on Main – 18 de março de 1980, Locarno), sociólogo alemão, filósofo, psicólogo social, psicanalista, representante da Escola de Frankfurt, um dos fundadores do neo-freudismo e freydo-Marksizmo.

Erich Fromm nasceu numa família de judeus ortodoxos. Sua mãe, Rose Fromm, nee Krause, era filha de um rabino que emigrou da Rússia. O pai, Erich Fromm Naftali, também era filho e neto de rabinos, e ao se ocupar do comércio, preservou e manteve a família nas tradições religiosas ortodoxas.

A Sociedade Do Futuro

Dr. MIchael LaitmanO processo revolucionário em que estamos participando começou com o Big Bang e continuou através de uma conexão cada vez mais forte: de partículas fundamentais a átomos, de átomos a moléculas, de moléculas a estruturas cada vez mais complexas, até o surgimento do corpo humano, incluindo o sistema cognitivo, o sistema nervoso, e sistemas adicionais. Alguns deles não são conhecidos e alguns não são entendidos por nós.

Em geral, esse processo evoluiu em duas direções: extensão e conexão.

Tudo aspira à conexão, e somente os seres humanos, suas sociedades e sua natureza, recebem uma forma oposta. Numa sociedade, nós nos tornamos cada vez mais conectados. No entanto, por outro lado, nós nos opomos uns aos outros, porque o ego nos separa. Como resultado disto, não podemos construir uma sociedade coesa baseada na ajuda mútua, de acordo com o princípio de cada organismo vivo, inclusive o nosso. Em vez disso, construímos algo muito estranho, e nossa sociedade torna-se como um câncer que, finalmente, se devora e morre.

Basicamente, nós não sabemos o que fazer. Estudos científicos das forças e mecanismos que nos movem descobriram que não temos possibilidade de evitar uma terceira guerra mundial e o caos. Os cientistas sabem disso e escrevem que não há solução real para esse caminho de desenvolvimento, e o que resta é apenas submeter-se à misericórdia do processo que nos leva em direção a um futuro desconhecido.

Nós estamos destruindo o planeta, esgotando os recursos naturais, e fazendo com a natureza e a ecologia o que quer que nos agrade. Tudo isso não é porque isso veio até nós, mas porque não sabemos como construir sistemas que consistem de opostos que se conectam numa única estrutura. Essa união de opostos é precisamente a lei essencial de sistemas complexos.

Aqui, nós chegamos à sabedoria da Cabalá. Este problema surgiu inclusive há 3500 anos na antiga Babilônia. Por um lado, os seus habitantes eram muito próximos uns dos outros e dependiam uns dos outros. Por outro lado, não podiam se suportar. Eles se odiavam e sentiam repulsão mútua. E não havia nada que pudessem fazer sobre isso, a própria estrutura da sociedade era tal que estava devorando a si mesma.

Foi então que um homem sábio chamado Abraão descobriu que a transição para um novo nível de desenvolvimento estava escondida aqui. Basicamente, não havia nada de especial nesse estado. Assim como a transição do nível inanimado para o vegetal, ou do vegetal para o animal, também é a transição do nível animal para o nível falante. Esta transição exige que nós atinjamos o poder de conexão entre opostos, de modo que eles possam estar conectados e formar um sistema completamente harmonioso. Apesar das polaridades, apesar do ódio e da rejeição entre nós, nós podemos utilizar uma força única, uma rede única, a fim de alcançar o equilíbrio entre ambas e construir uma vida.

Nós realmente não entendemos o significado deste passo. Nós não entendemos o que é a fonte da vida e como dois opostos podem se conectar. No entanto, é precisamente as polaridades absolutas entre positivo e negativo que formam o átomo, um sistema estável no qual eles são opostos e ainda se conectam simultaneamente.

Para continuar, de acordo com esse princípio, combinações cada vez mais complexas são construídas, possuindo a capacidade de evoluir. Positivo e negativo são combinados entre si, a fim de atrair o que é útil para o desenvolvimento e o equilíbrio entre eles, e para repelir o que é prejudicial para esse equilíbrio. Assim, por meio de absorção e de repulsão, a vida é criada. Há um desenvolvimento cada vez mais complexo, até que haja a necessidade da construção de um novo sistema que os Cabalistas chamam de sistema espiritual. Em outras palavras, ele é mais elevado do que os sistemas que nos são familiares.

Abraão descobriu que existe uma lei universal na natureza que abrange todos os sistemas, que os mantém e desenvolve. É possível chama-la de poder da Luz, o poder do Criador, o poder superior. No entanto, ele tem um objetivo: manter todas as partes da realidade em harmonia e conexão mútua.

É possível atrair e usar essa força mesmo agora, quando queremos subir para o novo nível e nos tornar um sistema. Com isso, nós despertamos a força universal, e construímos o equilíbrio tão esperado entre nós.

Na Cabalá, a lei que Abraão descobriu é a chamada de lei da equivalência de forma. Se eu sou pessoalmente atraído à força única de equivalência de forma, nessa medida eu desperto sua influência sobre mim e ela constrói a conexão entre eu e outras pessoas a quem sou atraído. Ela constrói entre nós um sistema harmonioso e equilibrado entre todas as partes.

Abraão descobriu a camada mais profunda dessa lei geral integral da natureza, que já era conhecida e a qual ele chamou todos os babilônios a se juntar a ele.

Maimonides, filósofo do século XII, disse que Abraão escreveu uma série de livros e fez um grande trabalho de disseminação para que as pessoas oudessem entender o que ele descobriu e que ele estava falando especificamente sobre uma lei da natureza que não se deve opor. É assim que nós evoluímos, sem possibilidade de escapar de seu fluxo, da tendência natural ao equilíbrio, conexão e harmonia.

No nível inanimado, vegetal e animal, nós chegamos ao equilíbrio espontaneamente, sem liberdade de escolha. No entanto, no nível falante, isso já não tunha êxito, porque nós precisamos participar conscientemente na construção do equilíbrio e de um sistema humano universal. Cabe a nós entender, reconhecer, querer se esforçar e optar por tentar organizar corretamente a fim de avançar.

Então, graças a esses esforços, nós despertamos a força universal singular da natureza, que é o Criador, a Luz. Não importa como você a chama. Em resposta aos nossos esforços, ela vai nos influenciar e realizar a ação correta de conexão em nós. Isto é o que Abraão ensinou às pessoas.

A história posterior é conhecida. Algumas pessoas ouviram e compreenderam o método por um tempo, mas depois, e apesar de tudo, se retiraram do processo. É impossível construir um sistema harmonioso e equilibrado, se todo o resto da humanidade está quebrado. É por isso que nós chegamos à situação atual, onde a crise babilônica da separação retornou.

Por que especificamente hoje? Isso ocorre porque a humanidade, da mesma forma que naquela época, está descobrindo que está conectada num sistema universal. Nós estamos fechados dentro de um sistema, uma sociedade, uma família, sobre a face da Terra, e estamos todos ligados uns aos outros.

Hoje, nós não precisamos lutar. Basta romper as conexões com alguma nação e esta não vai suportar o isolamento. Armas modernas são as mesmas clavas bárbaras primitivas numa forma sofisticada. Ninguém precisa delas num sistema global que é como uma aldeia global. Hoje, as conexões comerciais, industriais, financeiras e logísticas determinam tudo. Se você cortar estas artérias para uma nação, é como desconectar algum órgão do corpo. É claro que ela não vai sobreviver sozinho.

Isso é também o que aconteceu na antiga Babilônia, na Mesopotâmia, o berço da humanidade, quando ela se tornou uma sociedade. A mesma coisa está acontecendo hoje.

Os Cabalistas, alunos de Abraão em todas as gerações, falaram sobre isso e inclusive fizeram um cálculo numa linha do tempo de acordo com a lei do desenvolvimento humano para compreender que a humanidade iria retornar à mesma situação. A lei de unificação começou a ser esclarecida no final do século XIX, e de acordo com todos, chegou a esclarecimento no final do século XX. Mais precisamente, os Cabalistas escreveram sobre isso como sendo desde o ano de 1995.

Esta é a situação atual. Quando eu comecei a estudar a sabedoria da Cabalá em 1975-76, eu não acreditava que isso iria realmente acontecer. No entanto, houve na realidade uma transição muito forte, e de repente havia uma conversa sobre um sistema unificado, uma humanidade unificada, uma aldeia global e uma dependência absoluta mútua, etc.

Junto com isso, o mal da natureza humana foi revelado mostrando o quanto nós somos opostos uns aos outros e não estamos prontos para nos conectar de forma correta. Afinal, apesar das oposições entre nós no nível inanimado, vegetal e animal, a força universal nos conecta de tal forma que as polaridades são transformadas num dipolo que nos conecta e nos mantém em equilíbrio e harmonia.

No entanto, no nível falante, nas relações humanas entre nós, cabe a nós despertar em nós a influência da força universal e participar do equilíbrio entre positivo e negativo, entre os dois extremos. Isso exige de nós um trabalho específico.

Em primeiro lugar, cabe a nós compreender e reconhecer a situação em que nos encontramos e continuar a investir esforços compartilhados, a fim de construir o ambiente certo. Na Cabalá, esses esforços são chamados de elevar MAN, ou seja, fazer um pedido de conexão. Com isso, nós despertamos a influência da força universal sobre nós que nos conecta num sistema e em harmonia com toda a sociedade humana.

Isto é certo para o atual momento histórico. Hoje, a sabedoria da Cabalá, a ciência que Abraão descobriu, foi aberta diante de todo mundo. Isso porque todos nós devemos utilizar o sistema que foi criado e começar a usar corretamente as condições que foram criadas para a construção da sociedade do futuro. Caso contrário, a humanidade corre o risco de ser destruída.

Assim, os Cabalistas, as pessoas que estão envolvidas com este problema e sua solução, nos advertem sobre a verdade da nossa situação e do nosso futuro. Eles nos dizem que, de qualquer forma, nós estamos chegando a um equilíbrio coletivo. No entanto, se não despertarmos a força única da natureza que traz a nossa unificação e a conexão correta entre nós, então ela será revelado como o poder único que nos conecta e reúne, mas sem a nossa inclinação e desejo. Nesse caso, nós teremos que obedecer a essa lei contra a nossa vontade, e isso vai nos levar às situações muito desagradáveis ​​através de desastres, epidemias e guerras.

Esta é uma força boa, pois conecta a totalidade do sistema em um. No entanto, se nos opomos a ela, nós despertamos em nós mesmos a influência de forças opostas que atuam sobre nós como desastres.

Os Cabalistas tentam levar esse conhecimento a toda a humanidade e ensiná-la como chegar ao entendimento correto de conexão, despertando em nós uma atração em direção a ela, e de acordo com nosso desejo, estimular a descoberta da força única sem despertar desastres. Como necessidade, nós chegaremos mais perto do correto estado singular integral e avançaremos da forma mais agradável e desejável. Tal esforço é o que é exigido de nós.

Os problemas mais difíceis hoje estão sendo descobertos na sociedade humana, apesar de tudo de bom que existe no mundo. O avanço científico e tecnológico atingiu o seu pico, mas eles não se atrevem a mostrar um pouco dessa tecnologia moderna para a humanidade. Caso contrário, as pessoas não precisarão trabalhar e não haverá qualquer necessidade de se esforçar.

Basicamente, nós já saímos para um novo nível de desenvolvimento, mas ainda não estamos prontos para realizá-lo por causa da nossa incapacidade. Nós temos as ferramentas em nossas mãos, mas não estamos prontos para integrá-las corretamente no novo nível, porque a nossa abordagem não é integral, ou seja, a nossa estrutura interna não é integral. Pelo contrário, somos egoístas, e nossa tendência é estarmos distantes um do outro e não nos conectarmos em harmonia.

Como resultado, nós olhamos com temor para o estado futuro da humanidade unida, e não sabemos o que fazer com sete bilhões de seres humanos que não vão trabalhar. Não temos qualquer conceito de outra forma de existência e sobre uma conexão diferente entre nós enquanto subimos para outro nível de percepção, para diferente vida e maneira de viver.

Há uma infinidade de surpresas escondidas por trás da nova situação, mas ainda não estamos prontos para digeri-las, porque a nossa percepção não é integral.

A principal coisa no sistema integral é renunciar à visão individualista do eu contra o mundo. Em vez disso, eu devo adquirir uma percepção integral e ver uma imagem completa onde todos nós estamos conectados e completando um ao outro. Só então eu descubro o estado futuro em que a humanidade deve existir, e, assim, entendo e sinto essa vida que é esperada num momento propício.

Cabe a nós alcançarmos essa percepção, e é isso que a sabedoria da Cabalá nos ensina.

Da Convenção no México 01/08/14, Lição 1

Uma Incubadora Para Jovens Casais

Dr. Michael LaitmanÉ impossível ignorar os fundamentos ocultos para as tendências modernas, o componente ideológico do grande mal humano que se recusa a voltar para o caminho certo da natureza. Os líderes mundiais não precisam de famílias ou procriação. Eles não estão interessados ​​no crescimento da população e não precisam de bilhões de pessoas “extras”.

Assim, a política de restrição da população mundial na próxima geração está sendo implementada. As elites de todo o mundo não veem o declínio da população mundial como um problema, mesmo se ela for cortada em 50 por cento ou mesmo em 80 a 90 por cento. Os dez por cento que restam serão suficientes para fornecer tudo o que precisam para viver.

O ego humano está pronto para desintegrar a instituição do casamento, e eles estão nos levando a isso pelos meios de comunicação, educação, cultura, e assim por diante. Estes métodos são bem sucedidos em disseminar amplamente uma nova ordem mundial.

Portanto, não é de estranhar que vamos encontrar forte oposição se começarmos a falar sobre a correção do homem, que começa com a reconstrução da família, incluindo o seu papel na procriação. Muitos vão tentar nos impedir.

Ainda assim, eu espero que a abordagem hostil que tem levado a uma atitude desrespeitosa para com a família e tudo o que ela envolve seja um fenômeno passageiro. Afinal, a crise crescente também fere as elites que realmente gerem esta tendência nos bastidores. Então, elas vão sentir que devem mudar sua abordagem.

Hoje, elas acham que é benéfico apoiar esta tendência de modo que haverá tão poucas famílias e tão poucas crianças quanto possíveis, de modo que a população mundial será reduzida o mais rapidamente possível. No entanto, com o tempo, quando a crise chegar até elas, isso vai fazê-las ver as coisas de forma diferente.

Se nós falamos sobre o estado de Israel, no entanto, nada se interpõe no nosso caminho aqui. Não há obstáculos, nem atitudes negativas abertas. É claro, nós devemos agir onde nos é dada a chance.

É em relação a este problema que não vamos enfrentar nenhuma resistência. Parte da nação acredita em valores familiares que resultam de hábitos ou de uma abordagem tradicional. Nós nos lembramos e apreciamos a casa de nosso pai, onde todos os parentes se reuniam sob o mesmo teto. Nós nos lembramos do bairro, de nossos amigos de infância, e tudo isso é uma boa base para este assunto.

Nós temos que reabilitar essa tradição, que ainda não foi esquecida, e torná-la novamente parte da nossa cultura. Usem essa tradição na arte e tragam o conceito de família de volta à vida. Eu suponho que deva ser uma espécie de missão nacional que leva a uma variedade de maneiras para apoiá-la, seja na arte, filmes, livros ou histórias que enfatizam o valor da união, amor e bons pais. Nós temos que mostrar às pessoas a beleza nas relações familiares que fornecem a todos um forte apoio.

Nós temos que apresentar esta questão de forma assertiva ao governo que não oferece apoio suficiente para casais jovens no que diz respeito à habitação, licença maternidade, creche, benefícios financeiros, e assim por diante. Esta questão tem que se tornar uma questão de interesse nacional e deve ser considerada como um problema nacional geral. Nós devemos incentivar cada homem e mulher a assumir esta missão.

Nós devemos trazer exemplos de casais bem-sucedidos e produzir programas de TV que levantem o assunto e forneçam informações sobre esta questão. Nós devemos abrir clubes onde pais e filhos possam passar o tempo juntos e incentivá-los a passar o fim de semana na natureza. É especialmente importante ajudar as mães, sobre as quais recai a maioria da carga de cuidar de crianças pequenas nos primeiros anos.

A sociedade, o Estado e o governo devem ver a questão do apoio geral como um projeto nacional, levando em conta todas as implicações que isso possa ter. Assim, nós vamos definir um bom exemplo para o mundo inteiro, onde a tendência oposta é agora evidente.

Eu não só vejo a correção da família nisso, mas a correção de todo o mundo. Afinal de contas, nós podemos implementar boas relações familiares através das quais vamos ensinar os jovens em todos os aspectos da vida. O embrião é cercado por sua mãe. O bebê encontra-se num berço. A criança encontra-se rodeada por parentes. A criança também tem o ambiente de apoio do jardim de infância e da escola. Assim, um jovem casal deve ser cercado por uma atmosfera de apoio que os capacita e auxilia com cuidado dedicado, ainda mais do que durante a infância. Afinal de contas, esta é uma situação difícil, e cada família tem seus próprios problemas particulares.

Em primeiro lugar, é preciso estabelecer um ambiente especial, educando e cuidando dos jovens e dos casais jovens. Se não seguirmos nesta direção, a situação continuará a se deteriorar até que restarão tão poucas pessoas que não vamos ser capazes de sustentar a nação e manter a conexão entre elas.

Em outras palavras, a questão da família é uma questão de grande preocupação no que diz respeito à segurança do Estado. Por isso não devemos adotar as novas tendências mundiais sobre o tema. Nós temos que entender que estamos numa situação especial, de modo que a indiferença, o desrespeito e atos intencionais de destruição por parte do governo são simplesmente inaceitáveis e uma situação muito perigosa.

De KabTV “Uma Nova Vida” 22/07/14

A Crise Das Elites Globais

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (de Slon): “Apenas cinco por cento dos votos separaram a Escócia da independência, ou seja, quase metade da população quer se separar do Reino Unido.

“O partido de extrema-direita na Suécia dobrou o número de assentos no parlamento: a economia está crescendo, mas o padrão de vida, não. O padrão de vida da classe média em todo o mundo após a crise de 2008 tem caído.

“A sociedade sente intuitivamente que o bem-estar dos ricos multiplica, e a renda da classe média diminui. Como consequência, os sentimentos nacionalistas estão crescendo em todo o mundo. Os partidos de direita tornaram-se os principais partidos na Polônia, Espanha, Alemanha, Bulgária e Lituânia. Na Ucrânia, a independência nacional está em ascensão. Na Espanha, os separatistas catalães receberam o poder de convocar um referendo de secessão.

“Todos os esforços dos políticos do século XXI, visando a alianças políticas e econômicas, podem ser quebrados com uma simples pergunta pessoal: por que a minha vida não melhora? Sentimentos separatistas e a influência crescente da ultradireita é apenas o começo da crise da ordem mundial.

“Além disso o crescimento da população e da expectativa de vida, com redução simultânea de recursos, só vai piorar a situação. Se as elites políticas não reconsiderarem a distribuição da riqueza na sociedade, a tensão causará sua dolorosa mudança”.

Meu Comentário: A solução está apenas em alcançar um padrão de vida razoável. Além disso, um igual para todos. Isso só é possível depois de uma educação integral ativa e formação para todos. A humanidade deve se tornar diferente: unificada e global. Caso contrário, ela não vai sobreviver em nossas atuais condições planetárias limitadas.

Desculpas como “há o suficiente para a nossa vida” não são corretas, porque as crises irrompem muito antes do que os recursos se esgotam, e começa a surgir a partir da incongruência entre a humanidade e as novas condições futuras que automaticamente são suportadas nos níveis inanimado, vegetal e animal da natureza. De acordo com a Cabalá, nós estamos mais de cem anos atrás em nosso desenvolvimento em relação ao nosso próximo estado.