Textos na Categoria 'Crianças'

Julgamento E Misericórdia Na Cozinha Da Familia

Dr. Michael LaitmanEu recomendo workshops, discussões conjuntas e exercícios práticos para os casais. Comecem com a pergunta: “O que significa ‘um está incluído no outro’  do ponto de vista do julgamento e do ponto de vista da misericórdia?”

Julgamento significa agir pelo bem do meu ego, e misericórdia significa agir pelo bem do ego da minha esposa. Minha tarefa agora é esclarecer o que significa a “linha média”, onde eu constantemente tento manter um equilíbrio entre julgamento e misericórdia. Ou seja, eu tento doar à minha esposa tanto quanto possível, mas faço isso para obter um bom exemplo dela, para receber uma boa reação, ou seja, um bom relacionamento dela.

Se eu estou preocupado apenas comigo isso é chamado de “linha esquerda”. Se eu levar em conta o ego da minha esposa e estiver pronto para cumprir tudo o que ela me pede, isso é chamado de “linha direita”. Em outras palavras, a linha esquerda é o julgamento e a linha direita é a misericórdia.

A linha esquerda ou julgamento são todas as exigências que eu apresento à minha parceira e quero que ela as satisfaça. A linha direita ou misericórdia são todas as exigências da minha esposa sobre mim. Portanto, é claro que o julgamento e a misericórdia, a linha direita e a linha esquerda, se contradizem.

E quando eles vão parar de lutar entre si e conseguir receber satisfação plena? Isto é possível se a pessoa se torna serva do outro. Ou seja, com uma decisão unilateral onde eu recebo a minha esposa para ser minha serva e a conquisto, de modo que ela vai me obedecer ou ela faz isso por mim.

Mas há uma oportunidade para nós dois nos satisfazermos de uma forma aperfeiçoada, muitas vezes superior do que através da servidão do parceiro. Para isso, é necessário que cada um inclua o ego do outro. Faz sentido que nós precisemos trabalhar apenas na conexão entre nós. Quanto mais eu posso satisfazer o ego da minha esposa e ela ao meu, mais nos satisfazemos.

Como não perder o equilíbrio? Para fazer isso, nos precisamos nos manter num sentimento compartilhado de conexão entre nós, num determinado ponto de equilíbrio, como se nos situássemos na ponta de uma agulha. Nós precisamos de um ponto de conexão como este, uma gota de unidade, que exige reciprocidade para não exceder e perder o equilíbrio.

Aqui nós precisamos de um sentimento compartilhado chamado “acoplamento”, onde ambos estão unidos com um único desejo de doação mútua em prol de uma conexão recíproca. Nós agarramos o ego um do outro como um meio onde, através de sua satisfação, construímos a conexão entre nós. Assim, o ponto compartilhado que nos conecta é chamado de “tela”.

Nós dois estamos conectados com o desejo mútuo de satisfazer um ao outro e tentamos não perder o equilíbrio, ao nos sentir todo o tempo como um todo. Este sentimento é renovado e fortalecido em nós o tempo todo: novos pensamentos e sentimentos estão sempre aparecendo em nós, movendo-nos para frente. Nós nunca ficamos no mesmo lugar.

De KabTV “Uma Nova Vida # 46” 01/08/12

O Jogo Que Está Cada Vez Mais Perto Da Verdade

Dr. Michael LaitmanO terceiro princípio nas relações familiares é que, quando uma pessoa sente que eles a amam e estão preocupados com seu bem-estar, isto desperta grande felicidade nela e isso a obriga a retribuir com uma relação semelhante. Desta forma, nós damos um exemplo ao outro.

Nós concordamos em trabalhar num sistema de relações entre nós e por isso estamos agindo conscientemente e entendemos o que está acontecendo. Ninguém se permite agir precipitadamente com o que chega até ele a respeito de um parceiro. Nós queremos construir uma boa família, e assim, jogamos, simulamos relacionamentos perfeitos que realmente não existem no momento, mas com a esperança de que vamos chegar a isso. Nós mostramos ao outro que agora isso é apenas um jogo, mas é um jogo que avança, e todo o tempo ele se torna cada vez mais fácil e mais perto da verdade.

Nós somos obrigados a jogar já que concordamos com isso!

Pergunta: E se eu tento construir um bom relacionamento com minha esposa, mas nada ajuda, porque ela é uma egoísta tão grande que se recusa dar qualquer passo na minha direção?

Resposta: Isto demonstra que eu não agi com sabedoria, caso contrário eu jogaria com seu ego e o cercaria de todos os lados. Ela depende de mim e se ela é uma grande egoísta é um sinal de que ela tem grandes desejos que eu posso satisfazer. Portanto, eu controlo a situação.

O problema todo é que, em geral, não sabemos como jogar com este ego. Quanto mais o ego da pessoa cresce, mais ela se torna como uma criança, mais ela se torna como um bebê. É muito fácil obter a reação correta dela se agirmos corretamente com ela, já que ela não é o seu próprio mestre, mas depende completamente do seu ego.

Homen (Gever em hebraico) é aquele que é capaz de superar a si mesmo e é impossível influenciá-lo diretamente. Você não pode machucá-lo, você “cai” em cima dele e ele fica no chão. Ele não vai reagir imediatamente, mas supera a si mesmo. Se sua parceira é egoísta assim, despreparada para se controlar, você pode brincar com ela como faria com um bebê.

Nós devemos intencionalmente mostrar uns aos outros um bom relacionamento, mesmo exageradamente, e verificar para ver se temos uma relação semelhante em troca. Se não existe uma relação semelhante, temos que trabalhar nisso. Eu tento dar a ela uma boa relação o tempo todo, mas se não vejo uma relação semelhante em troca, eu me abstenho de fazer isso. Eu tento fazer novamente algo de bom e se consigo uma boa reação, eu lhe dou uma relação ainda mais calorosa. Se não, eu também me distancio. Eu me apresento intencionalmente, mostrando-lhe que estou pronto a tratá-la bem, mas somente com a condição de que ela vai retribuir.

Dessa forma, nós construímos o nosso casal: unidade, comunicação, o que é chamado de “família”. Isso é exatamente do jeito que eu devo me relacionar com as crianças com a ajuda da “cenoura e do pau”. Todo o método é construído em cima da concessão; eu subo acima do meu ego de uma maneira calculada e controlada, de acordo com um programa que foi especificado desde o início.

Mas isso não é amor totalmente incondicional que irá despertar desprezo na outra pessoa. Eu devo mostrar que amo, que doo tudo, que me anulo, mas não para que a minha parceira faça o que quiser. Mesmo pais que têm amor infinito por seus filhos não devem mostrar isso. Eu devo acrescentar “juízo à misericórdia” ou “misericórdia ao julgamento”, controlar a situação com a ajuda destas duas rédeas, dependendo da reação.

Eu estabeleço para mim mesmo o objetivo de nos trazer a conexão e informo a minha esposa sobre isto. Mas ela deve saber que nesta unificação eu tenho duas rédeas em meu poder: julgamento e misericórdia, amor e ódio, e um não funciona sem o outro. Como se diz, “o amor cobre todas as iniquidades”. Nós estamos de acordo em revelar as iniquidades e cobri-las com amor ou não? Se assim for, vamos tentar.

Isto é como se eu estivesse dirigindo um carro, virasse o volante para a direita e para a esquerda para manter a direção certa. O problema é que não somos sensíveis ao parceiro, ao outro. Por isso eu me dirijo a minha mulher com um pedido para ser sensível a ela. Que mulher recusaria isso? Esta é uma queixa eterna da mulher sobre o marido, ele não a entende, não olha para ela, e não querer compartilhar suas experiências.

Por outro lado, eu lhe peço para se revelar diante de mim para que eu possa me conectar a ela. Cabe a eu entender como ela entende, sente e reage a mim. Se eu sei de tudo isso, então eu posso gerir a nossa relação familiar com a ajuda do meu volante. E ela vai sentir isso e começar a controlar seu volante em relação a mim, para que, finalmente, esses dois volantes se juntem num volante que nós giramos juntos.

Este é um processo emocional, como se nós dois estivéssemos em escalas opostas que tentam manter o equilíbrio o tempo todo. O ego de cada um está crescendo o tempo todo e se equilibra com relação ao parceiro. Portanto, nós estamos sempre equilibrando, renovando a nossa relação o tempo todo. Isso nos garante ter um desenvolvimento profundo e infinito no qual descobrimos toda uma sinfonia de amor.

De KabTV “A Nova Vida # 46” 01/08/12

A Economia Do Presente E Do Futuro

Dr. Michael LaitmanCem por cento dos nossos sistemas de relacionamentos estão ligados à economia. A economia é um reflexo de nossas conexões egoístas, porque não se trata apenas de finanças. Mesmo que educadamente digamos um ao outro: “Olá, obrigado, adeus” ou apenas damos a alguém um garfo, quando nos sentamos numa mesa comum, isso também é economia, porque estes são atos de troca. Nós não somos necessariamente obrigados a contar shekels ou reais, porque a troca está acontecendo, tanto no nível energético como no nível verbal.

Portanto, a sabedoria da Cabalá diz que o mundo vai passar para outra economia, e a economia atual simplesmente destruirá a si mesma. E quanto mais cedo nós entendermos para onde ela está se dirigindo, mais fácil será a transição para uma nova economia.

A nova economia é uma economia de consumo consciente, onde nós não consideramos nossas opções, mas as nossas necessidades e trabalhamos somente para elas. A economia será construída na satisfação de um estilo de vida humano racional e nada mais. Considerando que o princípio pelo qual ela funciona hoje será em breve “removido” com sucesso em todos os lugares, tudo vai desmoronar.

Se não levarmos a educação integral, isso será realizado através da crise e da falência, que já ocorre agora. Nós tomamos sobre nós apenas o trabalho educativo. Nós precisamos de novos economistas, pessoas diferentes daquelas que se encontram hoje no poder.

Da Convenção em Krasnoyarsk 14/06/13, Lição 4

A Integralidade Resolve As Diferenças De Opinião

Dr. Michael LaitmanPergunta: Os jovens que estão estudando em escolas e universidades ainda são crianças, mas ao mesmo tempo já têm uma atitude absolutamente madura. Há uma grande lacuna entre estes dois estados, que é como se os “dividissem”. Portanto, é muito difícil para os adultos se comunicarem com eles.

Resposta: Na escola, eles naturalmente se comportam como crianças normais. Portanto, a relação e as demandas neles permanecem no mesmo nível.

Durante o processo integral, eles se transformam rapidamente em adultos, mas não como adultos habituais; ao invés disso, eles são como aqueles que estão conectados. Eles formam outra estrutura social. Nós os chamamos para participar, pois essa estrutura é a melhor e mais fértil para o desenvolvimento espiritual interno, o desenvolvimento intelectual e, geralmente, para o sucesso na vida.

Portanto, a integralidade adquirida suaviza as diferenças em suas opiniões quando, por um lado, eles entram numa sociedade madura e estudam numa universidade e, por outro lado, com a idade de 14 anos eles ainda são crianças. A relação integral entre eles  conecta essas duas polaridades, os amacia para que eles se tornem mais simples, mais fáceis e mais suaves, pois eles sentem reciprocidade. Segue-se que aqueles com integralidade tomam para si o fardo da idade adulta, mas ainda podem não querer assumi-lo. Através de uma abordagem correta como esta nós podemos resolver todos os problemas.

Da Palestra sobre Formação Integral 04/04/13

Dois Atrás De Uma Roda

Dr. Michael LaitmanPergunta: Suponha que eu invisto todos os esforços possíveis no sentido de me aproximar de minha esposa, mas não encontro reciprocidade nela. Existe algum tipo de limite para isso, quando posso dizer, de acordo com o modo como meu parceiro reage, se vale a pena parar e esperar?

Resposta: Eu devo ajudar meu parceiro, não apenas parar minhas tentativas de decidir que já tentei o suficiente e agora posso relaxar. Eu simplesmente entendo que num relacionamento melhor eu iria mimá-la demais e enfraquecê-la, ela não conseguiria tolerar uma boa relação como esta e permanecer equilibrada.

Mesmo quando eu paro de mostrar bondade excessiva e amor, eu faço isso por amor. Tal como acontece com as crianças, é impossível ser muito bom para elas sem comprometê-las com excesso de indulgência.

É necessário considerar, basicamente, que somos todos “animais”, todos nós devemos trabalhar em nós mesmos para nos tornar humanos. Isso só é possível através do trabalho recíproco na família, e depois em toda a sociedade.

Pergunta: O que é considerado um bom resultado aqui?

Resposta: É possível estar satisfeito com o resultado se nós começarmos a sentir o outro. Eu já não abordo minha esposa como se estivesse viajando em um carro para um destino distante, mas sim, que nos encontramos um ao lado do outro e viramos o volante juntos. Nós precisamos sentir que temos desejos comuns, os dela e os meus, e ambos os gerenciamos. Nossos dois egos, o meu e o dela, permanecem abaixo, enquanto o nosso desejo comum de dar ao outro, encontra-se acima. Nós somos como dois cientistas, como dois seres humanos, trabalhando em conjunto na nossa “besta”.

De KabTV “Uma Nova Vida # 46” 01/08/12

Ação Incrível

Dr. Michael LaitmanPergunta: Durante os círculos de discussão uma sensação de unidade, de identidade, é criada entre as pessoas. De que forma ela é importante aqui, especificamente, para que a pessoa entenda que isso está acontecendo com ela agora?

Resposta: Primeiro de tudo, a pessoa não precisa fazer nada. Nós estamos organizando workshops com pessoas muito diferentes, como aquelas que são opostas, que se odeiam e discordam. Elas são pessoas completamente diferentes em mentalidade, nacionalidade, idade, profissão e assim por diante, reunidas nos círculos.

Muito gradualmente, ao longo da primeira meia hora, surpreendentemente, elas começam a se conectar internamente, a se entender, a se complementar, elas não interrompem a outra e não discutem de forma alguma. Elas tentam encontrar um ponto de vista comum, tentam se elevar acima de si mesmas. Então, de repente, algo em comum começa a se formar entre elas, um acordo que brilha sobre elas com algum tipo de Luz interior, uma energia interior. Isso é especificamente o que falta hoje à pessoa.

O nosso mundo está agora entrando num estado como esse. Em torno de nós, a natureza está revelando mais e mais a sua integralidade, a sua cooperação mútua que preenche todas as suas partes, e nós, a humanidade, somos como um tumor canceroso. Nós não queremos estar integralmente ligados entre nós e com a própria natureza.

Ao alcançar a mínima integralidade num grupo, nós nos tornamos como a natureza que nos rodeia (exceto a humanidade) e começamos a sentir uma espécie de radiação dele, algum tipo de influência, e este sentimento de receber uma energia única torna o mundo mais ressonante, sutil e fino. Isso é tão calmo, relaxante e equilibrado para a pessoa que ela não quer se separar dele.

A sensação de sabedoria desce sobre ela, porque ela se encontra em equilíbrio com a natureza, ou seja, com todo o universo. Ela começa a sentir que há objetivos especiais num estado como este e que através desses estados é possível sair como que através de uma espécie de matriz para o próximo nível de existência. Aparentemente, um grupo que possui isso não é, de fato, um grupo, mas um corpo único, um esquema, um instrumento, com a ajuda do qual a pessoa pode organizar sua ascensão sobre este mundo.

De um ponto de vista físico, ela pode ter tudo: casa, família, salário e afins. No entanto, essa sensação de estar “suspensa no ar” acima do nosso mundo enche-a de significado. Isto lhe dá descanso de tudo o que ela geralmente sente neste mundo. Isto é muito importante para as pessoas. Para isso, elas estariam dispostas a dar tudo só para atingir tal estado.

Portanto, da minha experiência pessoal, eu diria que no período de uma hora à uma hora e meia num workshop, a pessoa chega a esse tipo de situação. Ela se torna completamente diferente.

Participando de workshops integrais estão árabes, judeus, drusos, velhos, jovens, direitistas, esquerdistas, fascistas e comunistas. Não importa quem ou como. Eles se sentam ao redor de uma mesa redonda como inimigos que normalmente não se complementam, e dentro de uma hora eles se transformam em companheiros. Uma atividade absolutamente incrível aconteceu!

Depois, eles vão viajar para visitar uns aos outros, se encontrar, querendo sentir de novo aquela sensação que tinham encontrado, e justamente em contraste com aquela sensação inicial de oposição, eles sentem o novo estado com mais destaque e de forma clara.

De KabTV “Através do Tempo” 17/03/13

A Chave De Ouro Para A Solução Dos Problemas

Dr. Michael LaitmanPergunta: Existem indicadores ou avaliações para determinar se há uma situação saudável no nível da família, por exemplo?

Resposta: Eu acho que nós não somos ensinados corretamente sobre o comportamento numa família. Nós estudamos no grupo que a realização espiritual nos obriga a seguir em frente. Isso se baseia no fato de que o ego está em constante crescimento e a unidade está em constante crescimento acima dele. Ou seja, se nós sentimos 20 kg de mútua repulsa egoísta entre nós, nós temos que superar isso. Isto significa que a força de união tem que ser, pelo menos, mais do que um grama de repulsão.

Não é como deveria ser? Nós somos criados incorretamente. Nós, egoístas, estamos constantemente crescendo e mudando. Cada um dos cônjuges está em seus estados internos egoístas: pela força, caráter, etc. Eu quero romance e ela quer cosméticos. Eu quero ir pescar e ela quer sonhar.

Nós não somos ensinados que devemos sempre trabalhar? Como resultado, a vida familiar é destruída. Por que as famílias se separaram? Assim que o egoísmo começa a crescer e muda do nível animal para o próximo nível (humano), nós já não sabemos como lidar com ele.

Ele se torna integral e as pessoas não sabem como trabalhar com ele. “É mais fácil se divorciar!”. Isso se torna normal e não o criticamos. E isso é verdade porque, fundamentalmente, não entendemos como podemos trabalhar com a nossa natureza. Tudo isto se manifesta desta forma.

Portanto, quando nos dirigimos ao público em geral numa palestra ou disseminação, tudo o que estudamos antes na Cabalá torna-se a chave de ouro para resolver qualquer problema na educação integral. Assim como nós estamos tentando nos unir em grupo, nós podemos nos unir em família, exatamente pelo mesmo sistema. Caso contrário, a família deixará de existir!

Mesmo naquelas civilizações modernas onde a família ainda parece o fundamento e o modo de vida histórico, nada restará lá se não introduzirmos a educação integral. Ela é inteiramente baseada na Cabalá. O que você faz no grupo, faça em casa e no trabalho.

Hoje, nós levamos nossa metodologia para várias empresas e gestores que também se queixam de que as pessoas perdem a motivação; uma pessoa não pode forçar a si mesma a trabalhar. Ela precisa de dinheiro, precisa viver, mas não pode forçar a si mesma.

O mundo vai sofrer até se convencer de que não podemos ter êxito sem o sistema, que deriva apenas do conhecimento da estrutura espiritual; você precisa implementá-lo, porque o mundo que está entrando nele ainda não sabe como agir nele. Acontece que ele se ajusta de acordo com as novas estruturas espirituais, mas todos ainda tentam viver nele pelos princípios egoístas.

É por isso que a crise familiar pode ser resolvida facilmente. Mostrem exemplos de workshops e todos os tipos de interações integrais através da mesma série de televisão. Comecem a ensinar as pessoas o método de aproximá-las e vocês vão ver como ele vai começar a funcionar. As pessoas não sabem de onde tirar o desejo de unidade; elas não têm a menor ideia de que aprendem isso com os heróis de programas de televisão.

A disseminação do método de educação integral não é só ir para algum lugar e dizer alguma coisa a alguém. Ele deve ser a nossa principal arma. Neste caso, nós acalmamos o mundo. Além disso, isso se espalha mais rápido que qualquer outra coisa.

Da 1ª Preparação para a Convenção em Krasnoyarsk 13/06/13

Contato Com O Campo De Informação

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que a comunicação entre as pessoas mudará na sociedade integral? Será que elas vão passar para algum tipo de sistema profundamente sensível de comunicação?

Resposta: Ao se complementar mutuamente, as pessoas vão criar tais dispositivos e mecanismos de medição que vão sentir o próximo nível, o mundo, que por enquanto não sentem hoje, já que não estamos conectados uns aos outros.

A questão é que, apesar da presença da repulsa relativa, não há atração entre nós, o que significa que não há duas forças trabalhando para construir a imagem desta criação.

A pessoa tem que ter um novo órgão sensorial chamado de “alma”. Ao se unir em grupos integrais, as pessoas acham contato com sua alma e começam a se comunicar no nível da alma geral: o campo unificado de informação ao qual elas têm que se conectar.

Portanto, há o surgimento de um grande grupo de crianças sensíveis, porque a humanidade está agora mais preparada para ter contato com este campo de informação.

Pergunta: Nós podemos esperar alguma evolução no nível dos corpos biológicos?

Resposta: Não. O corpo biológico existe apenas dentro dos nossos sentimentos. Na medida em que os nossos sentimentos começarem a mudar, a ser maiores, então o corpo vai gradualmente perder a sua importância dentro dos nossos sentimentos, até um estado em que o mundo inteiro vai começar a desaparecer como num nevoeiro. Físicos e psicólogos já estão falando sobre isso. Estas são afirmações puramente científicas.

De KabTV “Através do Tempo” 20/03/13

Aprenda Com Os Filhos E Não Com Os Talk Shows Da Televisão

Dr. Michael LaitmanPergunta: A discussão integral é um programa muito original. Basicamente, as pessoas virão para ver como problemas que lhes interessam podem ser resolvidos na mesa redonda. No entanto, programas regulares que atraem os telespectadores geralmente lembram conflitos ou lutas corporais.

Resposta: Eu sempre falo só da nossa necessidade de influenciar os outros de uma maneira positiva, sem “oposição”. Você pode negar isso e dizer que isso é incorreto, inimaginável e inaceitável, que por meio deste tipo de discussão não conseguiremos atrair ninguém, mas eu só sei de uma coisa: um problema não pode ser resolvido por meio de argumentos.

Na tela, eu mostro ao telespectador como um problema pode ser resolvido, sem realmente tocar nele, porque o problema existe no nível “A”, e eu levo os palestrantes para o nível “B”. Quando eu os levo a este nível e talvez até mesmo ao nível “C” ou “D”, eles se transformam em outra coisa.

Pergunta: Na Wikipedia, está escrito que pessoas numa mesa redonda não se adaptam à opinião do outro. Em vez disso, elas acrescentam sua própria opinião.

Resposta: Eu me relaciono respeitosamente com as mesas redondas públicas, mas mesas redondas integrais são algo bem diferente. O que eu quero dizer é que sua forma é totalmente diferente. É só positivo!

De maneira nenhuma você deve expressar oposição. Pelo contrário, todo mundo é incluído num nível totalmente novo, corrigido. Você não entra em nenhum confronto ou expressões de discordância. Desta forma, nós estamos jogando que estamos no próximo nível; nós só adicionamos. Se alguém expressa sua opinião, eu explico que é possível fazer ainda melhor, dizendo: “Adicionando ao que disse o meu amigo, eu acho que nós podemos fazer mais isso e aquilo”.

Eu estou sempre construindo o nosso próximo nível integral, juntamente com os outros. Isso é baseado apenas num acordo entre nós, somente num acordo! Nós sempre subimos mais e mais. Isso nunca é feito por meio de oposição e contradição. Não há oposição e contradição!

Comentário: No entanto, se não há argumentos ou reservas, não podemos chegar a uma decisão.

Resposta: Se este é um verdadeiro workshop, as pessoas são como crianças brincando na construção de uma casa comum. Isto o torna mais excitante e interessante para elas do que se elas fossem destrutivas ou dirigidas uma contra a outra.

Eu vejo como as crianças instintivamente usam isso quando querem brincar em conjunto e não isoladamente. Quando elas estão interessadas ​​nos resultados do seu trabalho, criando algum tipo de estrutura, como trens ou cidades, então algo vai girar ao redor e elas vão trabalhar juntas.

De KabTV “Sabedoria das Massas” 14/05/13

Sete Bilhões De Crianças Felizes

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando as pessoas chegam ao nível integral, será que a sua opinião pessoal permanece, ou “olhos compartilhados” surgem para elas, por assim dizer?

Resposta: Quando uma pessoa chega a um nível integral, sua compreensão pessoal expandida continua com ela, mas de uma maneira integral. Ou seja, ela começa a ver como pode ser útil para esta sociedade em geral e para cada um dos seus membros individualmente.

Hoje, cada um de nós vê como podemos obter algo do nosso ambiente, ter mais para nós mesmos, agarrar, e assim por diante. Esta é uma faixa de trabalho muito estreita: De que maneira eu posso satisfazer a mim mesmo, mesmo que eu não precise disso? É porque eu não quero que algo seja deixado para os outros. Eu tomo isso deles, e não porque isso seja algo que precise para mim.

Relações integrais abrem uma pessoa, expandindo-a tanto, que sua necessidade se torna ilimitada. Ou seja, se eu tenho sete bilhões de filhos e quero dar-lhes toda satisfação, eu tenho algo com o que me envolver e toda essa atividade me traz uma sensação de felicidade. Num caso como este, nós realmente alcançamos o próximo nível de existência, que é o nível da satisfação virtualmente ilimitada.

De KabTV “Sabedoria das Massas”, 14/05/13