Textos na Categoria 'Corpo e Alma'

Sob O Poder Do Temor

Dr. Michael LaitmanRabash, “Artigo 31”: Diz-se: O que o Criador exige de nós? Apenas temor diante Dele.

Isso significa que o Criador (um sistema da natureza superior que possui apenas uma força que se manifesta através do sistema) insere “algo” em nossos pensamentos… isto é, Ele nos faz uma pergunta.

Não há nenhuma outra força no universo, exceto “não há outro além Dele”. Claro, o Criador nunca faria uma criação que fosse contra Ele; no entanto, Ele criou o pensamento (contra Si mesmo) para que apareça o temor Dele…

É como se uma pessoa seguisse o Criador no seu desejo de encontrar e revelá-Lo examinando em que tipos de interações entre nós Ele pode ser encontrado.

Nós não podemos imaginar como isso é fácil. Tudo está bem diante de nós, mas nós olhamos para longe e não vemos o que está ao nosso lado. Não há nada além de uma barreira psicológica. Assim que mudamos e saímos de nós mesmos, nós começamos a sentir o Criador nas conexões entre nós.

Eu me movo em direção aos outros e saio de mim. De repente, revela-se que a força natural que conecta, regula e mantém tudo junto sob a forma de um perfeito equilíbrio existe bem aqui, junto conosco.

Nós somos aqueles que distorcem o equilíbrio e a harmonia de nossas intenções, desejos e relacionamentos egoístas. Nós sentimos que somos nós que estamos estragando o equilíbrio e a harmonia. Então, é claro que o mundo é algo que é criado exclusivamente por nós contra o pano de fundo da perfeição.

A realização se refere a procurar o Criador usando a fé acima da razão. A realização acontece quando encontramos as propriedades que estão além deste nível material, acima de nossas considerações terrenas e contrárias à nossa lógica. Todas as nossas percepções se originam do desejo de receber para o nosso próprio bem. É por isso que não podemos concordar com algo que contradiga este desejo.

Por outro lado, o mundo real está fora de nós; é a nossa percepção externa. Por isso é que a fé acima da razão é uma condição que todos nós temos que finalmente alcançar ao sentir as coisas que acontecem fora de nossas necessidades e aspirações naturais egoístas.

Por causa da questão do pecador, a pessoa tem que concordar repetidamente com o poder do Criador sobre nós. Este processo é chamado de “temor”.

As questões do pecador são o constante elevar das necessidades, demandas e pensamentos sobre as maneiras de agradar a nós mesmos. É um movimento permanente para nós mesmos. É quando nós cuidamos apenas de nós mesmos em todas as possíveis formas e em todos os níveis. As questões dos pecadores nos sãos dadas de propósito para que depois de nos livrarmos delas, começamos novamante a avançar.

E assim por diante, sem fim, nós caímos no egoísmo ao cuidar de nós mesmos em nossos pensamentos e desejos. Então, nós fazemos esforços e subimos novamente. Esse processo continua até que nos cansamos e nos recusamos a cumprir este trabalho. Ele continua até que chegamos a compreender que somente o ambiente pode nos apoiar nesse processo e nos ajudar a aprender a pensar nas outras pessoas.

Se ficássemos no estado de garantia mútua e mantivéssemos o pensamento sobre ajudar uns aos outros, não apenas a nós mesmos, tudo seria muito bom. Por que isso é assim então? Porque nós somos incapazes de pensar nos outros. Nós continuamos a cair em nossos próprios desejos. No entanto, se formos capazes de pensar nos outros e ao mesmo tempo, pedir ao Criador para nos ajudar, Ele irá estender a ajuda para nós já que Ele responde apenas a esses tipos de pensamentos e orações, porque eles são semelhantes às Suas propriedades.

Portanto, assim que começamos a aspirar servir aos outros e a pedir ao Criador para nos conceder assistência, Ele responde imediatamente e nos ajuda, uma vez que nós, o grupo e o Criador estamos na mesma sintonia e num movimento comum. Se fizermos isso por conta própria, sem o Criador, nada vai acontecer. Mesmo se nós estivermos junto com o grupo, não vai acontecer. Deve haver o sistema de um triângulo: eu, o grupo e o Criador.

Essa estrutura deve também ser acompanhada pelo temor. Nós temos que ser cuidadosos e vigilantes para não nos desviarmos do nosso caminho ou perdermos a direção correta. Nosso egoísmo irá nos separar, nos dividir interiormente e sussurrar: “Por favor, esqueça o Criador e o grupo. Nada há de errado em abandoná-los! A principal coisa é também pensar em si mesmo, ou apenas nos outros sem envolver o terceiro elemento.”

Neste ponto, nós precisamos de um apoio tremendo. Quantos mais nós participarmos deste movimento, melhor. A massa geral das pessoas que assegura um avanço absolutamente correto é chamada de 600000 almas.

É um número condicional que sequer é um número, mas um avanço geral que causa o impacto de Zeir Anpin em Malchut. Como Zeir Anpin consiste de seis Sefirot que influenciam Malchut, influenciando um ponto em Malchut com a Luz de Hochma, seu nível multiplica por 600.000.

Assim, ao receber apoio, nós realmente nos tornamos capazes de sentir temor e permanecer constantemente em estado de permanente aspiração para avançar.

Isto explica o significado da frase: “O Criador fez todos O temerem”. Cada estado ruim que a pessoa sente é essencial para mantê-la em seu estado atual.

Em outras palavras, se ela ainda não subiu as escadas da grandeza do Criador, ela não tem chance de superar a si mesma. Somente quando a pessoa sente a grandeza do Criador, seu coração se rende. Isso significa que ela já subiu os degraus do temor.

Como a pessoa pode entender que atingiu o estado de temor, o nível correto de excitação, e sabe como cuidar dos outros? Isso acontece quando ela percebe que ao cuidar os outros ela sente a satisfação do Criador. O Kli (vaso) só se torna corrigido quando recebe satisfação. Até então, nós temos que continuar procurando a realização, tanto em quantidade e qualidade para que nossa preocupação, apreensão e temor sejam formulados corretamente e coincidão com o nível que está acima do nosso ego.

Por isso, nós recebemos a grandeza do grupo, a importância dos nossos amigos, como um meio de conexão entre nós, como uma ferramenta de exercício. Isso é feito exclusivamente para sentir a satisfação do Criador no final do processo; a gratificação dentro de nossas dez Sefirot que só podemos sentir juntos na conexão entre nós. Quando nós nos amarramos num nó, nós começamos a nos sentir como uma unidade dentro do unificado.

Naturalmente, a pessoa desaparece quando chega a um estado de conexão global. Ela perde a “individualidade”. De um “eu” individual, ela muda para “nós”, de “nós” para a unidade onde “eu – nós – o Criador” é um todo. Diz-se: “Ele e Seu nome são Um”. O Criador é a Luz e Seu nome é um Kli (vaso).

Portanto, todas estas perguntas e outros inúmeros obstáculos levam a pessoa a sentir a necessidade do Criador, de Sua ajuda.

Em outras palavras, nós não somos capazes de fazer perguntas e sequer conseguimos corrigir erros, uma vez que quando nos deixamos levar, nós cometemos erros que imediatamente nos fazem cair. A fim de cometer erros corretos, nós temos que aspirar a avançar. É dito: “Eu criei a inclinação ao mal e a Luz para corrigi-la”. Como o mal se manifesta? Onde o podemos detectar e vê-lo?

Acontece que estas palavras não são sobre o mal que existe neste reino material, e não é o mal de nossos relacionamentos mútuos. Nem uma única pessoa no mundo sabe o que o mal feito pelo Criador é na verdade. A maldade que deve ser corrigida se revela em nós apenas quando aspiramos à unidade no caminho certo.

Se nós aspiramos pela unidade e nos esforçamos em nos conectar corretamente no avanço mútuo e se ao compartilhar o temor, nós conseguimos ajudar os outros, não só a nós mesmos, então podemos começar a sentir nossa natureza egoísta, percebemos quão fortemente somos repelidos por ela e quão extensivamente nós odiamos, não só uns aos outros, mas também a nós mesmos. Esta revelação é tão nojenta que a repelimos. Nós paramos de procurar por outras qualidades negativas internas.

Neste momento, ocorre o reconhecimento do mal. O Criador nos avisa antecipadamente que é Ele quem fez a inclinação ao mal e que somos nós que devemos revelá-la ao aspirar por Ele. Então, nós precisamos de um tipo especial de temor. Nós temos que fazer esforços não para nos esquivar deles, e nos controlar, inspecionar e verificar regularmente.

Nós temos que dar uma olhada se nós evitamos inconscientemente a revelação do nosso egoísmo como algo muito desagradável para nós. Pelo contrário, nós temos que apreciar o processo de revelação do mal dentro de nós, uma vez que é uma etapa essencial no nosso avanço. É por isso que temos que estar preparados para lidar com sensações muito desagradáveis e apreciá-las, porque elas estão acompanhando o nosso avanço rumo ao Criador.

Ao mesmo tempo, nós nunca devemos esquecer sobre a grandeza do Criador. Não podemos imaginar o que é a força superior, o que, de fato, existe no universo e não apenas na imagem limitada que sentimos agora. É impossível compreender em que medida a imagem que habita em nossos pensamentos e sensações é artificial.

Os cientistas já descobriram que estamos num estado dormente, que vivemos de ilusões e dentro de uma matriz que cria uma imagem distorcida, um sonho. Nosso egoísmo nos tranca dentro de nós mesmos, razão pela qual consideramos tudo o que acontece como se acontecesse dentro de nós. Somente quando nós saímos e paramos de nos sentar na concha de nós mesmos é que começamos a sentir o mundo real.

Antes que isso aconteça, é muito difícil visualizar o que é a realidade superior. Não é como o nosso universo, nada como o sistema solar e a Terra ou a sua superfície. Nós apenas visualizamos estas coisas como se estivéssemos dormindo, em nossos sonhos.

Da Convenção em São Petersburgo “Dia Um” 19/09/14, Lição 1

Benevolência Sob Raios-X

Dr. Michael LaitmanPergunta: O Dia da Expiação (Yom Kippur) é o dia mais importante do ano para o povo de Israel. Qual é o significado espiritual deste dia especial? Como devemos nos relacionar com ele, a fim de corresponder às suas raízes espirituais e transferir a nossa vida para um novo grau?

Resposta: O Dia da Expiação (Yom Kippur) não é simplesmente uma tradição. Ele reflete um estado de espírito especial no desenvolvimento de uma pessoa. Não devemos olhar para este dia separadamente, mas como parte do ciclo de todo o ano.

Após a conclusão de um ano, sendo este o ciclo de mudanças internas, nós avaliamos tudo que passamos, o que é chamado de “arrependimento”. Assim, nós decidimos que isso é necessário para se subir a um novo grau, para se começar o ano novo (Rosh Hashaná), para fazer a transição para um novo estado, superior, mais puro e exaltado. Então, nós coroamos o Criador, a força de doação e amor, estabelecendo-O a reinar sobre nós como a propriedade mais sublime.

É quando nós começamos a nos julgar: será que nós estamos realmente na propriedade de doação? Todas as nossas propriedades são divididas em dez partes, dez Sefirot. E nós estamos esclarecendo que desejos nessas dez partes podem ser corrigidos, e quais não podem.

Em essência, a alma de uma pessoa precisa ser corrigida. E a alma é todos os nossos desejos, que ainda estão corrompidos e precisam de correção.

Pergunta: O que exatamente precisa ser corrigido: suas ações ou a alma?

Resposta: Em nosso mundo, as ações são realizadas com mãos e pés, ou através de palavras. Mas a sabedoria da Cabalá explica que o mais importante é a intenção corrigida, que é o verdadeiro desejo de uma pessoa.

Ações sozinhas não são suficientes, porque eu posso realizá-las simplesmente por hábito. Então, é realmente mais difícil para eu não fazê-las do que fazê-las. E estas podem ser as ações que eu de outra forma nunca teria feito na minha vida se não tivesse me acostumado a elas desde a infância.

Neste caso, já não é o cumprimento de um mandamento, mas tradições incutidas na infância que são executadas automaticamente. Para alguém poderia ser difícil realizá-las, mas para outra pessoa, é difícil não fazê-las.

É por isso que não estamos falando de uma ação, mas de uma intenção. Uma ação, afinal de contas, não muda: como a temos feito, assim vamos continuar. Mas, na intenção, na atitude de uma pessoa em relação à ação executada, sempre há mudanças.

A chave é a atitude de uma pessoa para com aqueles que a rodeiam. Afinal, “ama ao próximo como a si mesmo” é a grande lei da Torá. Este é o ponto de vista do qual eu preciso verificar a mim mesmo, a fim de ver o quanto sou capaz de amar o meu próximo.

A força superior é uma força de doação e amor, e nosso objetivo é nos tornarmos como ela. É por isso que precisamos alcançar o grau de homem, Adão, que significa semelhante (Domeh) ao Criador. Mas como podemos verificar isso? Onde está o médico que me irradiará com Raios X e me dirá exatamente o quanto sou semelhante ao Criador?

Esse médico não existe. Portanto, a pessoa precisa verificar a si mesma por conta própria. Este tipo de máquina de Raios-X requer uma luz especial, que nos abalisa. Esta Luz é chamada de Luz que Reforma.

Se eu estou estudando a verdadeira Torá, ou seja, a sabedoria da Cabalá, graças a ela eu começo a ver a verdade. Eu vejo o quanto sou egoísta, o que é exatamente é ruim em mim, e o que precisa ser corrigido, como se eu brilhasse Raios-X em mim mesmo.

Isso só é visível para mim, e os outros podem não notá-lo. Depois de eu ter me visto na imagem de Raios-X, torna-se claro para mim o que precisa ser corrigido. A Torá organiza esta imagem em que eu só vejo intenções, e apenas ao nível da profundidade que sou capaz de corrigir. Tudo o resto eu não vejo, e pode permanecer até o próximo ano.

Logo após o início do novo ano, eu me encontro nestas sessões de Raios-X, que são chamadas de dez dias de arrependimento. Eu irradio o meu coração, esclarecendo minhas intenções no que diz respeito aos que me cercam em cada ação, e recebo de volta as imagens.

A Cabalá explica que Malchut ascende à Bina e compara-se a ela. Malchut é o nosso desejo egoísta, que se eleva à Bina, o desejo de doação, esclarecendo o quanto difere dela, o quanto estamos longe de cuidar de nossos próximos, das boas relações, e como estamos apenas pensando em nosso próprio benefício.

Pergunta: O que é mostrado nestas imagens de Raios-X?

Resposta: Esta imagem é em preto e branco. Ela mostra o quanto de branco há em você, isto é, as intenções para o benefício de seu próximo. E o preto aponta para as intenções para o seu próprio benefício, que você pode corrigir.

Assim, o escopo do nosso trabalho nos é revelado. Este é um trabalho pessoal que está guardado cada um de nós, mas visa ao que é comum, à doação a todos, e através deles, ao Criador, visto que do amor pelos seres criados chega-se ao amor pelo Criador. O Criador é uma força, integrando todos juntos, e não algo que existe fora. Está escrito: “O Criador habita entre o seu povo”.

Assim, se eu me esforço em unir com todos e quero me transformar num todo com eles, eu revelo o sistema integral global que generaliza a nossa unidade, o qual é chamado de Criador. É assim que ele se revela em nossa percepção.

Portanto, durante o Yom Kippur, nós precisamos nos esforçar em amar o nosso próximo tanto quanto possível e o máximo possível, e mesmo para além do povo de Israel, estendendo-o a toda a humanidade. Esta é a razão pela qual durante o Yom Kippur é costume ler a história sobre o profeta Jonas, a quem o Criador instruíu a conduzir a cidade de Nínive, que simboliza o mundo, à correção.

De KabTV “A Nova Vida”, 30/09/14

Isolamento Para O Bem Da Sociedade

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significam as “Treze Partes da Correção dos Cabelos” em relação ao ego?

Resposta: Esta é uma manifestação externa dos desejos que são dados para serem corrigidos. Nós os corrigimos como todos os desejos habituais, mas eles se revelam como exteriores e externos.

Isso significa que, de acordo com o estímulo que se revela na pele, que está em contato com o cabelo, a cabeça, e também o queixo, entende-se o que deve ser feito com essa pessoa e de que maneira ela deve ser isolada da sociedade. Isso é porque atualmente ela não é útil para a sociedade, porque está num estado patológico e se torna uma fonte de câncer. Através do seu desejo egoísta, ela só infecta a sociedade.

Isolar essa pessoa da sociedade significa não só mantê-la fisicamente longe, mas isolando-a do contato com outras pessoas. Ela não precisa estar associada a qualquer outra pessoa na sociedade de alguma forma até que se corrija separadamente. O tempo vai geralmente fazer isso quando ela estiver a sós com o Criador.

Problemas como estes aparecem em níveis superiores e corrigem uma pessoa, como no caso de Moisés, quando ele escondeu sua mão dentro, tirou-a para fora, e não havia lepra nele. Ele colocou a mão de novo, tirou-a, e ela estava limpa. Esta é uma manifestação de uma profunda patologia egoísta.

Pergunta: Suponha que num grupo existam pessoas que estão numa descida, dormem nas aulas, e não querem participar de eventos. Sua hora ainda não chegou; não é permitido tocá-las.

Mas há pessoas que são prejudiciais e elas começam a transmitir sua filosofia. Estas pessoas devem ser suspensas por um tempo, que pode até ser permanente. Esse é um estado de lepra que começa a roer a todos e que pode inclusive derrubar todo o grupo?

Resposta: Certamente, pois o leproso é uma pessoa muito forte, muito avançada, mas que descobre problemas como estes dentro de seu ego que deve de alguma forma conquistar por si mesmo, para não influenciar o grupo. Ele faz isso por si mesmo, já que está no nível de um sacerdote e pode se isolar, mas não pode curar.

Além disso, ele não se isola fisicamente. Pelo contrário, ele está trabalhando em si mesmo o tempo todo para não afetar o grupo. Isso é chamado de “expulsando-o do campo”, onde ele é alertado a não influenciar o grupo negativamente, e então ele gradualmente se cura da lepra.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 20/02/14

Onde Está Escondida A Nossa Visão?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Para nós, a visão é o que vemos. O que é a visão espiritual?

Resposta: Na verdade, você não vê nada. É a mente que vê, e no mundo espiritual isso é bastante claro.

Pergunta: Portanto, por que eu preciso de duas aberturas em forma de olhos e toda a luz refletida que recebo?

Resposta: Todo o nosso corpo é apenas um tipo de “papel machê” colado junto. Nós realmente não sentimos nada em nossas mãos, nossa língua, nosso nariz, ouvidos, ou nossos olhos, mas só no nosso cérebro e ainda mais profundo do que isso, em nosso desejo.

O corpo de uma pessoa é o cenário, a contínua tela externa de nossos atributos internos. Ele é feito especialmente para que você veja que há alguém diante de você. Ainda assim, tudo o que você vê e sente é apenas dentro de você, em seu cérebro, ou melhor, em seus desejos. Visto que trabalhamos no nível do mundo material, parece que tudo depende de sensores externos ou detectores chamados sentidos.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 20/02/14

O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 49

Do livro: O Essencial Segredo Dos Judeus, M. Brushtein:

Organismos Unem

Um organismo é um sistema biológico com diferentes níveis de organização: molecular, celular, tecido, etc..

Um organismo funciona como um ser vivo completo e tem um conjunto de propriedades (metabolismo, crescimento, desenvolvimento, reprodução, hereditariedade, etc.), que o distingue da matéria inanimada. (Dicionário Acadêmico)

Organismos assumem o bastão “social” a partir de células, e, como elas, começam a se conectar uns com os outros. Nós estamos falando sobre a presente lei em si mesma.

A essência desta lei é que as estruturas vivas sempre formam uma coalizão quando há uma oportunidade. Os participantes de uma associação são capazes de resolver problemas que são grandes demais para cada um deles separadamente.

O alcance deste princípio abrange todos os níveis do mundo orgânico, desde a interação de células que compõem o corpo, para as relações sociais em populações de todos os seres vivos do nosso planeta, incluindo o Homo sapiens. (Eugene N. Panov, Escape da Solidão)

Vamos concordar por um momento que é a lei. Então, o que podemos fazer com uma doença tão terrível como o câncer? Sabe-se que as células cancerosas, os agressores, agem no exato sentido oposto, e que os sentimentos sociais são estranhos a eles.

Estudos científicos sobre o comportamento de células normais e cancerosas, em um ambiente artificial, têm demonstrado que estas últimas, ao contrário das células normais, tornam-se socialmente incontroláveis. Isso significa que as células cancerosas não respondem aos sinais vitais dos parceiros celulares e começam a comportar-se como indivíduos anti-sociais. (Eugene N. Panov, Escape da Solidão)

A maneira mais fácil de dizer isso é que a exceção confirma a regra. No entanto, este não é o caso. Acontece que as células cancerosas não são menos, mas talvez mais sociais do que a parte lesada.

Eshel Ben-Jacob, físico da Universidade de Rice, em Houston, afirma: O câncer é um inimigo sofisticado. Há cada vez mais evidências de que as células cancerosas usam comunicações avançadas para trabalhar em conjunto, para escravizar as células normais, criar metástases, resistir a drogas e enganar o sistema imunológico do corpo. (Fonte: Rice, Sabedoria não Convencional)

Parece que todas as células preferem a cooperação ao passatempo individual. Mesmo o câncer. Vamos continuar nossa pesquisa em um nível mais avançado – vegetativo.

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Material Relacionado:
O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 46
O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 47
O Segredo Essencial Do Judeus, Parte 48

Um Brinquedo Que Deve Ganhar Vida

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é “a honra do Rei” que uma pessoa pode prejudicar através de seu ego?

Resposta: Quanto a “honra do Rei”, isso significa que eu O aceito como me controlando, organizando e gerenciando toda a minha vida, e tudo o que está dentro de mim e ao meu redor. Tudo o que sinto e penso, tudo o que aparece na minha consciência, vem Dele, de alguma fonte.

Suponha que eu perca a consciência e, depois, comece a recuperar a consciência. Todas as emoções que sinto dentro de mim e o mundo ao meu redor são derivados de uma fonte anterior.

Esta fonte superior molda, forma e me dá a sensação de que existo dentro de um corpo físico, dentro de um contexto, com mãos e os pés, e que um mundo inteiro gira em torno de mim. Mas tudo isso é retratado num único ponto dentro de mim, dentro da minha consciência.

Este ponto, que descreve a sua existência a si mesmo, tem uma fonte espiritual mais elevada chamada de Criador. Ele é chamado de Criador, porque Ele me criou. Além disso, o Criador (Boreh) expressa Bo Reh (venha e veja), porque eu posso vir a Ele e senti-Lo.

O Criador criou dentro de mim algum ponto que sente si mesmo sente como existindo numa forma única, num corpo humano que está vivendo neste mundo, no universo. Mas este ponto tem a possibilidade de expandir sua percepção corretamente, de modo que a partir desta imagem física que ele obtém de cima, do Criador, ele pode alcançá-Lo, a sua fonte.

Isso significa que ele deve aprender como ele é construído, como os processos estão ocorrendo dentro dele que parecem externos e aparentemente acontecendo no mundo a sua volta. A partir disso, ele pode alcançar a Fonte. Mas, em nome disso, ele deve voltar a reunir em seu interior tudo o que parece exterior a ele.

De tudo o que acontece dentro do meu corpo, eu também devo localizar este ponto interno exclusivo, que se conecta desde dentro com a Fonte, com a causa de sua existência, e toda a percepção desta realidade. Este é um estágio mais avançado.

O problema é entender e, principalmente, sentir, que o Criador determina toda a minha realidade, a minha percepção e também do mundo.

Imagine-se como uma espécie de boneco de brinquedo, um pequeno urso com uma mola sob tensão, que é gerido por algum tipo de programa que o faz se mover. Mas ele tem um ponto especial dentro dele de modo que ele sente que existe desta forma. E este ponto é a fonte da alma, pois tudo o resto pertence ao Criador, a fonte mais elevada que me ativa.

Mas este ponto é o Adão em mim, o início do futuro Adão. Todo o resto pertence ao Criador e é gerenciado de cima. Então, a partir deste ponto, é importante que eu comece a entender a minha vida e quem a gerencia. Isso é chamado de “de Seus atos O conheceremos”.

Eu olho para as obras que Ele realiza com o meu ponto, em como Ele forma o meu “eu” e todo este mundo, e a partir disso eu me torno consciente Dele.

Desta forma, eu finalmente alcanço o Criador.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 07/09/14, Escritos do Rabash

Onde O Coração Deseja…

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos pedir que a Luz nos mude se não a percebemos?

Resposta: É verdade, primeiro você deve ter o desejo, e só então você pode se voltar à Luz.

Se eu escrevesse num pedaço de papel: “Eu preciso pedir a Luz” e o lêsse cem vezes, nada aconteceria. Isso se tornaria um hábito; eu ficaria repetindo essas palavras como um disco quebrado e nada mais.

Mas nós recebemos a oportunidade de mudar o nosso desejo com a ajuda de nosso ambiente. Afinal de contas, nós existimos entre outros e não sozinhos.

Quando eu os escuto e os vejo através do prisma da inveja, luxúria e honra, todas estas propriedades que fazem parte do meu desejo de receber prazer, então eu quero receber todas as coisas boas que eles têm, e subir ainda mais do que eles.

Se eles querem se tornar ladrões, então eu quero ser o ladrão mais importante, poderoso e bem-sucedido, porque eles respeitam isso.

Quando meu ambiente considera importante atingir a propriedade de doação, eu naturalmente quero ter o máximo sucesso nisso, porque isso vai se tornar importante para mim.

Portanto, eu posso mudar o desejo do meu coração através do ambiente. Assim, está escrito: “Faremos e ouviremos”, porque eu sou capaz de fazer coisas que, como consequência, de repente, eu desejarei algo que não estava em mim inicialmente, como doar aos outros, considerando isso como importante, de alguma forma desejar doar egoisticamente.

Afinal de contas, eu existo numa sociedade egoísta, e se esta sociedade começa a me convencer de que vale a pena doar, eu, assim como todos os meus amigos, vou naturalmente começar a pensar que realmente vale a pena doar.

Mas, ao mesmo tempo, eu acho que isso vai me beneficiar, que vou me tornar importante aos seus olhos, vou ser grande, vou atingir o Mundo Superior e o Criador será meu. Então, doar é isso; o que importa para mim é o lucro. Isso é chamado de Lo Lishma.

Quando impulsionado por essa aspiração, eu ainda quero que a Luz venha a mim e me mude. Ela começa a me mudar e, de repente, eu pego um “vírus” de algum tipo; eu adquiro algo que não tinha antes, algo que não queria, e não tinha a intenção de pegar. De repente, eu realmente começo a achar que a doação é algo especial, bom e sublime.

De onde é que isso vem? Isso parece uma doença que você realmente não quer ter. Eu começo a pensar seriamente que é uma coisa boa pensar nos outros em vez de pensar em mim, sem qualquer tipo de benefício ou recompensa para mim.

Naturalmente, eu passo por uma série de mudanças aqui. Primeiro eu acho que deveria me afastar do meu desejo egoísta de receber prazer e que isso vai me fazer sentir melhor e mais livre.

Depois eu começo a pensar que deveria doar aos outros, porque assim ainda vou adquirir algum tipo de superioridade, porque no final eu me aproximarei do Criador, e isso também vale alguma coisa.

E assim por diante, até que a Luz gradualmente me influencia de tal maneira que eu alcanço uma intenção pura chamada Lishma, exclusivamente “em prol da doação”, sem receber nada em troca. E eu sinto isso; eu verifico que não recebo nada em troca.

Da Lição de 26/11/10, Escritos do Rabash

O Caminho Para A Perfeição

Dr. Michael LaitmanPergunta: Sabe-se que para satisfazer nossos desejos egoístas, nós usamos apenas 3% da capacidade do nosso cérebro. Em que caso nós aproveitaríamos os 100%?

Resposta: Quando nós começarmos a incluir desejos maiores, as outras capacidades do cérebro serão usadas. Se começarmos a operar mutuamente o atributo de doação entre nós, o cérebro vai começar a ampliar e ativar áreas que anteriormente trabalhavam em um modo neutro.

Mas, neste caso, não estamos mais falando do cérebro físico, porque quando entramos no mundo espiritual, nós deixamos de nos identificar com o corpo. Nós não somos parceiros dele. Portanto, uma pessoa que mantém seu corpo físico (e para isso existem leis e instruções especiais), a maior parte do foco da vida se move para o outro lado, o lado da espiritualidade.

Para qualquer uma de nossas realizações, cada etapa começa com o corpo, do zero, quando a pessoa não tem nenhuma realização espiritual, semelhante à forma como um recém-nascido se desenvolve gradualmente, assim, nós nos desenvolvemos em cada nível.

O corpo precisa estar doente, sofrer, morrer e se decompor. Tudo acontece de acordo com os níveis espirituais, até chegamos a um nível tal que já atuamos em plena doação, e, portanto, já não restam mais forças opostas e a possibilidade da morte desaparece.

Este estado dos nossos desejos é chamado de eterno, perfeito. Quando nós chegamos a este estado, nosso corpo desaparece de nossas sensações. No final, todo esse mundo entrará num novo estado, uma nova dimensão.

Pergunta: Isso significa que, em vez de duas forças vai existir apenas uma força?

Resposta: Não. Duas forças permanecerão, mas a segunda força, assim como a primeira, vai trabalhar em prol da doação.

Todas as forças negativas têm o direito de existir e o principal problema de uma pessoa é entender que quando ela entra no sistema de correção, na conquista da alma, na revelação do Criador, ela só precisa mudar e inverter as forças negativas em positivas. Isso é porque elas são mais eficazes e produtivas, dando o fruto desejado.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 20/02/14

Equilíbrio É Uma Garantia Para Saúde, Longevidade E Sucesso

Dr. Michael LaitmanLevítico, seção “Tazria”, 13:1-3: Falou mais o SENHOR a Moisés e a Aarão, dizendo: “Quando um homem tiver na pele da sua carne inchaço ou pústula, ou mancha lustrosa, na pele de sua carne como praga da lepra, então será levado a Aarão, o sacerdote, ou a um de seus filhos, os sacerdotes. E o sacerdote examinará a praga na pele da carne; se o pelo na praga se tornou branco, e a praga parecer mais profunda do que a pele da sua carne, é praga de lepra; o sacerdote o examinará, e o declarará por imundo”.

A descoberta do próximo nível requer uma rejeição desses desejos que não podemos corrigir. E eles nos deixam em forma de escória: praga, lepra, e tudo o que é expelido. Em geral, médicos experientes entendem que tudo o que é expelido do corpo de uma pessoa é para seu próprio bem e deve ser expulso. Mas a maioria dos médicos simplesmente curam as pessoas.

Comentário: Mas aqui estamos falando de um Cohen (sacerdote), não de um médico.

Resposta: Um Cohen é um médico no mais alto nível.

Todas as doenças aparecem de uma violação dos sistemas animais quando não conseguimos manter o equilíbrio certo. Pois o equilíbrio constitui uma garantia para a saúde, para a longevidade, para o sucesso em todos os níveis: moral, material, físico, tradicional, familiar, cultural e social.

Apenas uma força existe na criação, e nós devemos trabalhar por considerá-la com equilíbrio em todos os nossos níveis. Mas se os níveis inanimado, vegetal e animal estão em equilíbrio com ela, porque são guiados por ela instintivamente, o nível humano não está. Em sua falta de equilíbrio, o homem viola o equilíbrio de todo o resto das partes da natureza.

Isso acontece não só porque ele interage com elas fisicamente, mas simplesmente porque se encontra com elas num único sistema integrado. Mesmo os nossos pensamentos e emoções, e os nossos relacionamentos mútuos, influenciam o ambiente que nos rodeia.

Portanto, quer queiramos ou não, cada um de nós e todos nós juntos somos responsáveis ​​por toda a natureza. Basicamente, todos estão juntos, porque a nossa incompatibilidade causa incompatibilidade entre a humanidade e toda essa natureza que nos rodeia como um envoltório. A principal coisa é que esta é uma incompatibilidade com essa força que gerencia tanto a natureza quanto nós.

Mas esta força nos controla com particular paciência, dando-nos algum tipo de liberdade, de modo que, no âmbito desta liberdade, nós determinamos o nosso equilíbrio com ela, e encontramos a fórmula homeostática em qualquer um dos nossos estados. Só desta forma nós podemos equilibrar a natureza, assim como todos nós, em relação a ela.

Na medida em que o equilíbrio é atingido, esta força externa começa a ser sentida dentro de nós e entre nós, e nós subimos ao próximo nível de desenvolvimento chamado Adam, ou seja, Domeh (semelhante) à única força da natureza, que é chamada de Criador.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 18/02/14

O Destino Das Pessoas Me Trouxe Junto

Pergunta: Como é possível que eu receba novos vasos dos mesmos amigos a cada vez?

Resposta: Mas como você sabe quem são seus amigos? Eles são partes de sua alma, mas você olha para seus rostos e acha que eles não mudam. Eles também não sabem nada sobre si mesmos.

Você deve saber que se você encontrar as pessoas certas em sua vida, boas e más pessoas, elas são parte de sua alma. Em geral, toda a humanidade é a sua alma, mas as pessoas que você encontrar, pessoalmente, são as partes que estão mais próximas de você.

Hoje eu identifico partes da minha alma a partir do nível que estou em amigos do meu passado distante, em professores e mestres que me ensinaram na universidade, em colegas com quem trabalhei há décadas, em um instituto de pesquisa, em um laboratório, em todas as pessoas que o destino já me trouxe junto com elas. Eu identifico neles as partes de minha alma que eu uso e irei usar no futuro.

Parece que você só vê alguns corpos físicos à sua frente – são retratados assim – para que você seja capaz de se conectar a eles de alguma forma, já que você não tem outros vasos, porém, mais tarde, quando você tiver vasos que são um pouco mais espirituais, você verá figuras espirituais nessas pessoas e irá se conectar a elas em um nível diferente, um pouco mais internamente.

É assim que isso funciona. Não olhe para o mundo como para organismos corporais. É apenas uma imagem externa fictícia.

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Da Preparação para a Lição Diária de Cabala de 22/6/14

Material Rleacionado:
Um Exame Com Amor
O Mundo À Minha Volta: Sou Eu Sob Uma Lupa