Textos na Categoria 'Convenções'

Jogos Do Criador

Laitman_514_04Pergunta: Pode haver estes estados onde nós estamos tão integrados ao grupo, viemos para as aulas, e mantemos a conexão com os amigos, como se tudo estivesse dentro de nós e não houvesse nenhuma força externa, nenhum Criador. A questão que se coloca, é se essa força existe fora ou nós mesmos vamos construí-la?

Resposta: O Criador joga conosco. Ele permite que vocês, como crianças pequenas, mostrem até que ponto vocês são, como se, independentes, compreensíveis, inteligentes e corajosos.

Vocês precisam parar a si mesmos em tempo. Não pode haver qualquer avanço, só se Ele puxa vocês, carrega em suas asas, puxa para frente ou empurra por trás.

Nós não temos nenhum motor! O motor não está dentro de nós, e que o combustível é Dele. Não temos nenhum! Ele é feito de propósito para nos mostrar mais tarde o quão longe nós viemos.

Nós precisamos equilibrar tudo e não se queixar de que não temos nada. Nós não somos ninguém e não temos nada, ou seja, somos como um trapo sob os pés ou uma pilha de mecanismos quebrados. Não. Ele precisa estar no meio, em algum lugar entre os dois.

Em cada momento de nossa existência nós precisamos sentir a necessidade da força superior: a necessidade de reconhecer o bem e o mal, a necessidade de diferenciar entre eles, a necessidade da escolha correta para a direção do movimento para frente.

Como Baal HaSulam explica, é preciso avançar corretamente exatamente na linha do meio. Isto significa que, sem qualquer conexão com o próximo nível, à linha superior, a uma categoria superior, vocês não são capazes de fazer nada.

Da Convenção em São Petersburgo 19/09/14, Lição 2

Tipos Úteis De Temor

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que deve ser feito com o medo e o temor diante de uma descida? Afinal, o Criador nos deu o ponto no coração e Ele pode buscá-lo.

Resposta: Uma descida não significa que o Criador tira o ponto no coração. O medo de uma descida pode ser o medo da dor envolvida numa descida, quando uma pessoa está separada da espiritualidade. Ela pode temê-la porque não quer estar neste estado, porque durante a descida, ela amaldiçoa o grupo, o professor e o Criador.

Ela também pode temer a impotência da subida depois da descida (você não se eleva, não é capaz de fazer isso por si mesmo), porque não pode fazer isso por si mesma. Isso significa que pode haver uma descida em que uma pessoa perde toda a conexão com o mundo superior e não pode sequer ser lembrada disso. Ao todo, existem diferentes tipos de medo de uma descida, e todos são muito bons e essenciais.

É uma bênção se uma pessoa sente medo. O remédio para o medo é a conexão com o grupo, porque quando você cai, você não pode prometer a si mesmo de forma alguma que você vai despertar a descida, exceto através da prestação da garantia de que o grupo irá ajudá-lo. Não há outro caminho.

Da Convenção em São Petersburgo 19/09/14, Lição 2

Aprenda A Trabalhar Nos Desejos Dos Outros

Laitman_524_01Pergunta: Como se pode passar do medo artificial, cognitivo ao medo emocional?

Resposta: É possível fazer isso ao se imergir no pensamento e na emoção. Se eu estou entre amigos e os ouço o tempo todo, mergulhando em suas palavras, tentando velejar nas ondas do seu pensamento, eu absorvo suas características e emoções.

Mesmo que dentro de mim tudo possa estar morto, como resultado de tal influência mútua, minhas próprias emoções começam a aparecer.

Se uma pessoa está cheia desde o início, isso não é bom. A melhor situação é quando você está vazio; você não tem nada, nem mesmo o menor desejo. Você vem para o grupo mecanicamente e começa o trabalho em si mesmo a partir de um estado totalmente dormente, de um estado completamente vazio.

Mas não vale a pena mergulhar em tal estado intencionalmente e se preocupar que você não está nele. Aprenda a trabalhar com os desejos dos outros e alcance um estado de temor, porque você está absorvendo os sentimentos de seus amigos. Isto é muito bom.

Se você não estiver pronto, invista algum esforço em outros; tente fazer alguma atividade física, ou apenas falar com os amigos, para que de alguma forma eles o despertem e lhe deem inspiração.

Da Convenção em São Petersburgo 19/09/14, Workshop 1

O Remédio Contra A Preguiça

Dr. Michael LaitmanComentário: Muitas vezes eu quero deixar tudo de lado em vez de fazer um esforço.

Resposta: Isso é uma Klipa, a serpente que está sentada dentro de você e constantemente lhe convence, “Não importa, vamos esperar”. Isso é chamado de preguiça.

Um estado como este pode durar milhares de anos! Por isso, é necessário convencer os amigos a sempre levá-lo para todos os eventos, sem prestar atenção nas desculpas de que você não pode, que não quer sair para disseminar, ou que não quer ir para a reunião de amigos. Talvez você diga que está muito cansado, algo lhe machuca, há um jogo de futebol na televisão, ou outras coisas. Você deve convencer seus amigos a não ouvi-lo e puxá-lo para fora da casinha de cachorro que você está tentando entrar. Esta é a única maneira que você pode ser salvo.

Não há outra possibilidade de tirá-lo deste estado, além da influência do ambiente! Isto é feito intencionalmente, porque é especificamente através da conexão com o ambiente que você se corrige.

Você receberá todos os tipos de oportunidades para fugir de esforços espirituais, da vitória! Ela está aqui, ao seu lado, mas, em vez disso você diz: “Da próxima vez, amanhã à noite, com certeza”. E mais uma vez você esquece.

O sucesso só é possível se você convencer seus amigos a obriga-lo a sair à força de sua preguiça.

Da Convenção em São Petersburgo 19/09/14, Lição 2

Privadamente Ou Coletivamente?

laitman_942Pergunta: Como devemos invocar corretamente o temor? Deve ser do centro do grupo por mim mesmo como indivíduo?

Resposta: Eu posso estimular o grupo, não como uma pessoa espiritual, mas como um indivíduo corporal egoísta. No entanto, se eu me fundo com o grupo, eu já sou um elemento espiritual, porque o grupo é um corpo espiritual, e é possível influenciar o ambiente no próximo nível através dele.

Você quer ascender a um nível superior? Isso só é possível por meio do Grupo de Dez!

No nível seguinte, quando você conectar dez Grupos de Dez a um, você vai trabalhar no nível de uma centena, e assim por diante. Esta é a forma como o sistema está organizado. Por outro lado, isso funciona em profundidade, em vez de amplitude, ou seja, no aprofundamento geral. Nós temos que prestar atenção nisso e constantemente aspirar a melhorar a qualidade da nossa conexão. Isto é muito importante.

Da Convenção em São Petersburgo 19/09/14, Workshop 1

De Um Desejo A Um Pensamento

Laitman_155Pergunta: Nós temos falado sobre o ponto no coração por muitos anos. Agora nós começamos a falar sobre o ponto na mente. O que é isso?

Resposta: O ponto no coração e o ponto na mente são dois pontos ou dois atributos com os quais eu sinto, meço e analiso o meu estado, a minha intenção.

O desejo existe sob a forma de um ponto e o pensamento está sempre com o desejo. Quando eu sinto alguma coisa no meu desejo, um pensamento que conecta meu estado atual com o estado que eu quero alcançar aparece naturalmente. O pensamento nasce na diferença entre o que eu desejo e o que eu sinto.

Assim, quanto maior for a distância entre o estado desejado e o estado inicial, mais ativos se tornam nossos pensamentos. Se nós damos tudo a uma pessoa, ela não só perde o seu desejo, mas seus pensamentos também deixam de trabalhar e ela se torna dormente.

Um pensamento só aparece quando um sentimento de vazio aparece no desejo, quando nos falta alguma coisa. Nossos pensamentos são um produto do desejo. O desejo é a fase inicial e o pensamento é secundário. Estas duas categorias devem existir em cada pessoa e nós temos que desenvolvê-las simultaneamente, a fim de alcançar o nosso objetivo.

Nós imaginamos o objetivo como um estado claro do grupo. A questão é que o objetivo espiritual é um conceito vago, incerto. Nós temos que imaginá-lo sob a forma material do estado espiritual, que é a total conexão mútua entre nós, quando nós estamos todos unidos, cuidando mutuamente um do outro de forma constante, quando a força superior flui entre nós e preenche, conecta e nos amarra em conjunto.

Em outras palavras, o Criador preenche a rede dos desejos, o nosso temor mútuo que criamos. Então, nós podemos chamar este estado de espiritual.

Nós temos que primeiro imaginar o estado em que estamos e o estado que queremos alcançar. Depois que sentimos isso claramente, nós imaginamos a diferença entre eles na forma de um pensamento infinito: “Como vamos atingir o estado desejado?”

Assim nós agimos de um desejo a um pensamento, de um pensamento a uma oração, a uma demanda, e à sua satisfação.

Da Convenção em São Petersburgo 19/09/14, Workshop 1

Os Labirintos Do Entendimento

laitman_571_02Pergunta: Ao me aproximar dos outros, eu peço ao Criador para me ajudar a pensar neles. Ele me ajuda, e aqui estamos nós em um único movimento, um triângulo fechado. De que forma eu posso pedir ao Criador para pensar nos outros? Como posso formar este pedido?

Resposta: A sua preocupação com os outros deve lhe mostrar como formar esta súplica. Como você pode ajudar os outros? Com que boas qualidades?

Nós nos abraçamos e nos apoiamos, mas internamente refletimos que não temos nada para dar uns aos outros. Nós vemos que as palavras de encorajamento que dizemos uns aos outros não ajudam. A ajuda mútua também não ajuda. Refeições festivas e todos os tipos de eventos também não resultam em nada. Para ser honesto, tudo é inútil.

Isso só nos dá a oportunidade de desistir de nossa própria força para que sintamos a necessidade do Criador, e quando eu sinto a necessidade Dele justamente por causa da minha própria fraqueza, confusão, desorientação, eu começo finalmente a perceber que sou uma criatura, e Ele é o Criador.

Só então um pedido urgente, uma demanda, a Ele surge em mim, como numa criança pequena que exige algo de seus pais. Esta condição é chamada de “Meus filhos Me derrotaram”, porque o pedido correto, a demanda correta, agrada ao Criador, dando-Lhe prazer.

Assim, Ele se manifesta em nós. Portanto, a correta interação entre nós deve nos levar à necessidade de trabalhar com o maior poder da natureza.

Da Convenção em São Petersburgo 19/09/14, Workshop 1

A Principal Preocupação

laitman_572_03Pergunta: Eu posso assumir que a unidade de todo o nosso anseio, de nossos medos comuns, num único temor, cria o Criador entre nós?

Resposta: Os nossos medos, ou melhor, nossa ansiedade, não cria o Criador, mas a pré-condição para a Sua revelação.

O medo é o que chamamos de preocupação pela nossa existência material, mas a ansiedade é uma condição que está acima de nossa vida física, quando eu estou em êxtase em saber se vou ter a oportunidade de existir na propriedade de doação. Minha preocupação não é nem mesmo sobre isso, porque ela também é um pouco egoísta, mas para que o meu temor sirva como uma oportunidade para que a Luz passe através de mim para os outros, como através de um canal de transferência.

A preocupação quanto ao fato de que eu possa ser um canal para a Luz a todo o resto do mundo é o temor correto. Se uma pessoa imagina tudo dessa forma o tempo todo, ela já está perto de um bom estado, conectando-se com outras pessoas numa única intenção. Então, nós temos a capacidade de nos tornar um amplo canal para a passagem da Luz, um vaso onde vamos sentir o Criador.

Por isso, eu estou constantemente em temor quanto a saber se vou ser capaz de passar através de mim todo esse bem, toda essa a correção, que o Criador quer produzir em toda a humanidade. Eu quero ser apenas um meio para a circulação de forças para corrigir outros.

Da Convenção, em São Petersburgo 19/09/14, Workshop

Ver Os Amigos Como Superiores

laitman_527Pergunta: Na prática, como é possível tentar pedir Luz para os amigos num Grupo de Dez? Eu devo imaginá-los como miseráveis e tentar transformá-los em felizes, ou é preferível imaginá-los como não corrigidos e pedir a Luz da correção para eles?

Resposta: As corretas relações mútuas são moldadas num grupo quando para mim todos os amigos no grupo se tornam criaturas espirituais exaltadas, pessoas completamente corrigidas. Eu olho para os amigos através do meu ego para que eu os veja negativamente, com uma infinidade de deficiências. Se eu me corrigisse, eu os veria como completos.

Portanto, eu me apego a eles e constantemente tento trabalhar com eles somente com a finalidade de doação. Isto não é porque eles precisam disso, pois na verdade eles são completos. Pelo contrário, é porque se eu tentar ajudá-los com tudo, mesmo que eles não precisem de nada disso, porque afinal eu estou olhando para eles com o meu ego, eu também vou avançar em direção a eles.

Eu devo orar por eles, pedir por eles, e segui-los em tudo, dissolvendo-me no que eles dizem. Em primeiro lugar, esta é uma completa anulação de mim mesmo em relação aos outros. E é completamente irrelevante quem eles são e o que eles são.

Havia novos estudantes, pequenos e limitados, com o grande Cabalista, Rabi Yossi ben Kisma. Mas ele viu seu estado interior e pode se humilhar em relação a eles; ele podia senti-los como sendo superiores a ele. Então ele avançou. Nós também devemos fazer a mesma coisa. Nós ainda não estamos no nível do grande Rabi Yossi, por isso é muito mais fácil para nós fazermos isso.

Mas, de forma alguma, você deve permitir qualquer crítica! Pelo contrário, tudo é feito apenas para possibilitar que eu alcance a característica de doação. Então eu sinto que o mundo inteiro foi criado para mim.

Nós devemos nos concentrar apenas nisso, para que com inteligência e coração, com pensamentos e desejos de estar com o meu grupo de dez, eu tente criar um pensamento e um desejo nele, como um homem com um coração. Tente chegar a um estado como este e você vai ver o que ele carrega dentro de si.

Você vai começar a sentir características e leis completamente diferentes. Isto será como um sentimento do início de um estado mais elevado, do mundo superior. Alternar as leis entre nós é correto; este é o mundo espiritual. Dentro dele, nós começamos a sentir um plano completamente diferente, uma dimensão diferente.

Da Convenção em São Petersburgo 18/09/14, Lição Preparatória 2

Em Pares Ou Num Grupo De Dez?

Dr. Michael LaitmanComentário: Quando nós trabalhamos num Grupo de Dez, parece que estamos restringidos porque temos vergonha de revelar algumas coisas. Num relacionamento entre dois amigos, nós agimos com maior liberdade.

Resposta: Não se trata de liberdade. Pelo contrário, por enquanto, não há nenhuma outra estrutura através da qual seja possível sentir o próximo nível antes mesmo de entrar nele. Ele é descoberto de forma súbita e intensa, como resultado da reunião de imenso potencial interno.

Basicamente, vocês estão construindo a si mesmos. Na conexão entre vocês, vocês começam a adquirir novas sensações, hábitos, características e inteligência, e descobrir todos os tipos de sentimentos diferentes. Desta forma, mesmo antes de entrar no mundo superior, vocês constroem dentro de si um sistema de consciência e a percepção dele.

Quando a pessoa progride sozinha, tudo acontece de forma diferente. Hoje, o nosso mundo está se movendo numa direção diferente, apenas sob a forma de um grupo! Se não houver um grupo, é muito difícil trabalhar em pares, e é ainda mais difícil de funcionar como um par com o professor. É difícil porque você começa a abusar dele, depreciando-o e se relacionando com ele como um pai. Em geral, esta é a forma como nos relacionamos com os pais, como se eles nos devessem algo.

Meu professor, o Rabash, tinha uma situação semelhante. Ele me disse o quanto era difícil para ele se anular constantemente em relação ao pai. Assim, também é difícil se anular em direção ao professor, se vocês aprendem com ele num par. Isso é chamado de aluno-amigo, e isso não é fácil.

Portanto, seja grato, e considere-se abençoado que você tem um grupo.

Da Convenção em São Petersburgo 20/09/14 Lição 3