Textos na Categoria 'Convenções'

Dever De Todos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qualquer um pode subir toda a escada espiritual e o que vai acontecer com aqueles que não podem subir?

Resposta: Todos devem e deverão chegar a um equilíbrio, à harmonia com a natureza, o Criador, com os outros. Todos!

O que acontecerá com aqueles que não querem? A natureza vai empurrá-los com uma vara para a felicidade e batê-los até que eles queiram. Ela vai batê-los, de forma que nenhum guarda é necessário. Então, a pessoa vai começar a se perguntar em voz baixa: “Por que isso está acontecendo? Por que isso está caindo sobre mim? O que estou fazendo de errado?”, pois os golpes lhe ensinam.

Portanto, para aprender rapidamente, para entender isso depois de um ou dois golpes, e não depois de cem ou 200, a Cabalá existe. Em princípio, ela não faz mais nada; ela simplesmente ajuda a entender qual o problema na vida e como muda-lo.

Da Convenção na Georgia 05/11/12, Lição 1

Visão E Audição Espiritual

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que são a visão e a audição espiritual?

Resposta: A primeira fase da realização é chamada “eu ouvi”, e a segunda etapa é “eu vi”, mas não são os olhos e ouvidos, mas o nível, a profundidade da realização espiritual. Quando uma pessoa atinge o estado de “não faça mal aos outros”, ela está no estado “eu ouvi”, e quando, além disso, ela atinge o nível do “amar o teu próximo como a ti mesmo”, então atinge o nível de “eu vi”.

Da Convenção na Georgia 05/11/12, Lição 1

Em Antecipação À Convenção Siberiana

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós estamos passando por um período de maior trabalho interno no grupo, e alguns de nossos amigos tiveram a impressão de que nesta conexão nós podemos reduzir significativamente o nosso trabalho de disseminação e nos dedicar mais integralmente ao trabalho interno.

Resposta: Todo o nosso trabalho consiste de dois opostos. O Rabash escreveu em seus artigos que o problema é que nós estamos aparentemente cortados dentro de nós, divididos em interno e externo. E o mundo ao nosso redor parece dividido em interno e externo. É por isso que é necessário entender como estar em contato com ele.

A este respeito, nós geralmente dedicamos mais tempo à nossa unidade interna e, em seguida, deixamo-la um pouco de lado e nos ocupamos com a disseminação. Tudo depende da condição do nosso ambiente.

Agora nós estamos nos preparando para uma grande Convenção na Rússia. Esperamos que centenas de nossos amigos participem, aqueles que jamais tiveram sequer uma conexão visual direta com a gente.

Eu vejo essa Convenção como muito importante e é por isso que a unidade que temos que alcançar lá naturalmente detém toda a nossa atenção. Assim, embora a disseminação externa seja importante para nós, a interna é mais importante.

Assim, nós estamos nos movendo. Como o pulsar do coração, todo o nosso trabalho se move através da inspiração-expiração, e o mundo inteiro está neste movimento. Compressão e expansão alternando-se mutuamente, e assim nós avançamos: ao longo das linhas esquerda e direita. Tudo é organizado alternadamente.

Portanto, não feche completamente qualquer uma destas linhas. Às vezes, nós só temos que mudar o foco de uma parte para outra, da interna para externa e vice-versa. De qualquer forma, vocês não precisam entrar em pânico por pararmos a disseminação externa e, mais importante, a disseminação interna.

Ainda assim, na véspera da Convenção, nós temos que tentar nos preparar ainda mais para ela, ou seja, unir e tentar trazer para a Convenção todos aqueles que estudam com a gente em vários lugares, especialmente na região da Sibéria, do Extremo Oriente, das partes do sul da Rússia, e países adjacentes.

Aproveitando a oportunidade, eu gostaria de salientar mais uma vez a importância desta Convenção e convidar a todos os indivíduos, todos os céticos, e aqueles que se comunicam no espaço virtual em diferentes partes das intermináveis extensões da Sibéria e dessa região. Espero que todos encontrem forças, meios e tempo para se encontrar com a gente.

Existe ainda várias pessoas que estão em algum lugar sozinhas, muito longe umas das outras, e é desejável que frequentem nossas Convenções, ao menos uma vez. Espero que tenham essa oportunidade. Deixe que elas se conectem, pelo menos com os organizadores das Convenções, e mesmo que não participem, elas devem escrever para nós de modo que saibamos onde estão. E se, de repente, decidam vir depois de tudo, nós podemos ajudá-las.

Da Lição Virtual 28/10/12

Eu Quero Fugir Para O Mundo Superior!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Há tantas pessoas brilhantes e forças neste mundo. E na espiritualidade, é dito,”Não há ninguém além Dele”, de forma fria e simples. Como eu posso sentir atração pelo mundo espiritual, gosto e prazer dele, de modo que queira ir correndo para lá?

Resposta: Como você pode sentir atração pelo mundo superior? Se você sentisse mais atração do que agora, você seria conduzido pelo seu egoísmo, você nunca seria capaz de subir acima dele, de superá-lo, e você iria correr de lá. Por isso, ele está oculto para nos dar a oportunidade de fazer esforços que estão acima do nosso ego, não para o nosso próprio benefício.

Se nós fôssemos para o mundo superior por meio do nosso egoísmo, permaneceríamos para sempre dentro deste egoísmo, não teríamos nenhuma chance de sair de nossa casca egoísta e seríamos enterrados nela, enterrados vivos. Nunca iríamos além da esfera egoísta.

Se o mundo superior fosse revelado agora para você, você imediatamente entenderia que este reino material não vale nada! Nós veríamos claramente que as pessoas são animais que vivem apenas para se alimentar. Eu sinto muito por esta vida; a esta altura, nada merece nossos esforços, não há sentido em ter filhos e continuar sofrendo… nada realmente importa! Está claro? Então o que?

Ah, ali está o mundo superior! Em primeiro lugar, é a eternidade que está além de qualquer limitação. Tempo, movimento, informação, tudo fica completamente aberto para nós. O tempo deixa de existir; ele só existe neste mundo, como dizem os físicos, apenas abaixo da velocidade da luz. A informação torna-se completamente disponível. A pessoa começa sentir a si mesma como existindo no espaço infinito. Ela adquire conhecimento absoluto de tudo o que está acontecendo em todo o sistema dos mundos, em todo o universo, uma vez que este sistema é analógico. Não há um relógio do sistema, ele não funciona em pulsos; ele está sempre em movimento contínuo e, ao mesmo tempo, descansa em paz. Você sente que está dentro dele e, ao mesmo tempo, sabe que de alguma forma ele existe dentro de você, o que significa que você é tudo o que existe!

Se por acaso você visse até mesmo uma mínima parte da imagem, mesmo um grama dela, você se tornaria escravo dessa sensação. Baal HaSulam escreve que se a revelação dos mundos superiores acontecesse antes da contração dos nossos desejos (em que ponto um homem se torna capaz de manter o seu egoísmo para si mesmo e até mesmo superá-lo), então mesmo uma gota de revelação deste enorme prazer forçaria a pessoa a cortar as mãos e os pés sete vezes por dia só para experimentar essa sensação uma vez na vida.

Você entende? Você seria um escravo e não poderia fazer nada a não ser perseguir este prazer. Você faria um grande esforço no grupo e em outros lugares só para receber esse tipo de prazer. Em outras palavras, você poderia aspirar a isso egoisticamente, e, assim, teria que se afastar ainda mais dele.

Pergunta: Como podemos querer atingir esse estado, se não temos nossas próprias forças?

Resposta: Peça a seus amigos. Só eles podem garantir o seu futuro. Se eles se fizerem isso, você conseguirá, senão, não.

Da Convenção da Carcóvia “Unir para Ascender” 17/08/12, Lição 1

Juntando Os Estilhaços De Percepção

Dr. Michael LaitmanAtualmente, eu estou numa realidade fragmentada que é dividida em duas partes: o meu “eu” e o mundo exterior. Esta separação explica exatamente o que os Cabalistas queriam nos dizer: “Você tem uma chance de conectar estes dois elementos, internos e externos, numa única entidade. Você tem que fazê-lo; este é o programa da criação. Se você participar da reconexão deles, você vai perceber a realidade interna em que estava antes da quebra ter ocorrido”.

Os Cabalistas nos falam sobre o grupo, a disseminação e a importância de curvarmos nossas cabeças diante dos amigos. O grupo não é nada além da “externalidade” para nós, mas ele já está no nível humano (Adão). Aqueles que têm um ponto no coração, o desejo de se tornar semelhante ao Criador, pertencem a este nível. Assim, os Cabalistas nos dizem: “Na sua realidade, existem pessoas que são semelhantes a você e que também se esforçam em se unir. Elas são partes especiais selecionadas de sua alma. De uma forma ou de outra, tudo é parte de sua alma. Então, você deve usar essas partes, uma vez que elas são projetadas para ajudá-lo; elas vêm para conhecê-lo”.

A partir daí, eu começo a entender o que está escrito nos artigos que falam do grupo, da unidade, da necessidade de curvar a cabeça diante do grupo, e das relações entre amigos. Todos os itens acima descrevem a força auxiliar, que se desprende deste mundo, a que está separada de nossas outras partes que estão espalhadas por todo o Universo. Todo o Universo é apenas eu; é minha sensação atual. Mesmo as coisas que não posso sentir neste momento ainda estão comigo. Isso simplesmente significa que não ajuntei toda a gama de sensações dentro de mim, e que a minha percepção da realidade não é profunda o suficiente.

Portanto, no nível mais elevado (falante), há certas partes que realmente estão me ajudando, uma vez que abrangem a mesma aspiração que eu. Como resultado, se acontecer de eu me unir a elas, eu corrigirei todas as outras partes da minha alma.

Por onde eu começo? Eu começo com a parte mais sensível e desenvolvida, que está próxima a mim: a humanidade. Trata-se ainda da alma integrada da pessoa, que nós conduzimos à correção. Se a pessoa observa tudo por esse ângulo, se olha profundamente e percebe o que os Cabalistas escrevem, então ela começa a compreender melhor os seus textos, sua visão de mundo, e a forma como eles percebiam a realidade e todo o processo.

O principal é quebrar o “gelo” e “dissolver” a autopercepção comum e rotineira, bem como a forma como vemos o mundo. Nós devemos ter em mente que tudo o que existe é apenas o nosso “eu”, e que qualquer externalidade, na verdade, ainda está dentro de nós. Tudo é uma imagem que imaginamos num determinado ponto no tempo. No entanto, nós também recebemos a oportunidade de perceber e sentir que outra abordagem para esta questão também é possível. Em seu “Prefácio ao Livro do Zohar” (item 34), o Baal HaSulam escreve: … Mesmo que vejamos tudo como realmente estando diante de nós, cada pessoa racional sabe ao certo que tudo o que vemos é apenas dentro de nossos próprios cérebros. Assim são as almas: apesar delas verem todas as imagens no Doador, elas ainda não têm dúvida de que tudo isso é apenas em seu próprio interior, e de forma alguma no Doador.

Outra questão é qual nível de “senso comum” nós precisamos para isso? É claro que isso não é fácil e não está disponível para todos. No entanto, se conseguíssemos nos familiarizar com a opinião dos psicólogos e ‘físicos quânticos’, descobriríamos que sua compreensão da realidade é muito semelhante. Baal HaSulam respeitava muito a psicologia materialista, uma vez que ela é construída sobre o senso empírico comum: “A pessoa pode ser governada apenas pelo que vê”. Os psicólogos ainda estão parcialmente confusos com suas hipóteses, enquanto os físicos falam sobre essas coisas de forma muito séria: tudo está dentro da pessoa.

Portanto, nós temos que superar a diferença em nossa percepção. Se nos esforçarmos constantemente, não fisicamente, mas internamente, a fim de conectar essas duas partes (interna e externa), vamos extrair a Luz que Reforma e corrigir nossos vasos corrompidos. O vaso está danificado apenas dentro de nossa percepção, em nenhum outro lugar. Ela divide toda a imagem e mostra alguns dos meus vasos como estando fora, e a outra parte como dentro. Tudo isso é apenas em nossa percepção.

A fim de obter uma compreensão correta do que foi exposto, nós lemos os artigos e cartas escritas pelos Cabalistas. Se tentarmos compreendê-los a partir deste ponto de vista, eles não são o que nos parecem na abordagem psicológica comum. Eles revelam muito mais profundidade e clareza, e nós vamos sentir o que os Cabalistas tinham em mente. Porque eles vêem o mundo como uma entidade completa, unida; para eles, o mundo está concentrado no ponto de unidade que a pessoa tem que atingir. Eles não têm dúvida sobre a necessidade de se unir num grupo, nem por que a “gota de unidade” tem que ser o objetivo de todos.

Portanto, junto conosco agora, em partes selecionadas da humanidade, estão aqueles que aspiram a se unir. Se todos pensarmos nisso e desejarmos revelar a unidade, isso vai acontecer. Em princípio, bastam 10 pessoas, e nós somos muito mais.

E, novamente, a nossa unidade tem que ser construída sobre a base da igualdade. É dito: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo“. A Igualdade nos permitirá formar um centro de unidade, o ponto central de Malchut.

Da Convenção de União no Norte 20/09/12, Lição 2

Uma Sinfonia De Opostos

Dr. Michael LaitmanToda vez que desejamos fazer a transição para o próximo estado nós temos que construí-lo. Afinal, ele não existe: não existe mundo espiritual, Criador, nada. Eu construo tudo dentro de mim, e tudo lá depende unicamente de mim, da minha “construção”. Isso significa que quando eu ascendo a níveis mais altos, eu tenho que criar e visualizá-los na minha frente: “Como será o meu próximo degrau?”.

O meu próximo degrau é o seguinte: Não há “nós”, apenas “eu”; tudo está dentro de mim e faz parte de mim. Cada vez que eu subo para um novo degrau, eu vejo todo o mundo dentro de mim, na minha percepção e sensações.

Então, novamente, o mundo me parece um lugar estranho, separado e quebrado em vários estados conflitantes. Então, eu tenho que juntar novamente todas as suas peças de volta, dentro de mim, e me relacionar com tudo com amor e unidade, sem qualquer exceção.

É assim que eu subo todos os 125 degraus, cada vez aumentando o alcance, a resolução da imagem percebida. A cada degrau, eu dou uma olhada mais profunda na quebra e a corrijo com o degrau correspondente. É a minha percepção e a minha sensação que estavam quebradas. Isso quebra nossa unidade em pequenos fragmentos, parcialmente distantes, opostos, e odiosos para mim.

Em seu “Prefácio ao Livro do Zohar”, o Baal HaSulam escreve: … devemos agradecer a Sua Providência por ter criado esse espelho polido em nossos cérebros, permitindo-nos ver e perceber tudo fora de nós. Isto é porque, com isso Ele nos deu o poder de perceber tudo com conhecimento e realização clara, e medir tudo de dentro e de fora. Sem ele, nós perderíamos a maior parte de nossa percepção.

Em outras palavras, nós nunca atingiríamos o único estado autêntico que existe. Nós simplesmente não chegaríamos perto dele, nem entenderíamos ou sentiríamos sua profundidade se não passássemos pela quebra. É por isso que o nosso estado autêntico está deliberadamente quebrado em pedaços e cada um deles se opõe, contradiz os outros. O que costumava ser um todo agora está dividido; as peças que eram semelhantes agora são antagônicas. Está além de nossa imaginação.

Nós estamos tentando reconectá-las através de nossos próprios esforços, curvando a cabeça e concordando com nossos amigos. Eu quero preencher as lacunas entre eles; eu faria tudo que posso para reconectá-los dentro de mim devido ao meu amor e atitude correta. Persuadindo-me desta maneira, eu chego a uma profunda compreensão da essência de Malchut do mundo do Infinito, que na verdade é a minha alma unificada.

A profundidade da nossa realização depende da revelação da quebra e da compreensão de seu oposto, a totalidade. A diferença entre elas é tão grande, que requer ferramentas especiais, os vasos. Portanto, é dito que nós temos que ampliar nossos vasos “620” vezes, ou seja, alcançar uma profundidade comparável ao Infinito. Além disso, no espaço entre os dois estados (quebrado e completo) nós revelamos as Luzes de NRNHY.

Na verdade, tudo o que nós sentimos neste mundo é construído sobre contrastes: amargo e doce, claro e escuro, ódio e amor, etc. Isso se aplica inclusive à música e á percepção das cores. Nós percebemos tudo como a diferença entre as suas formas corrupta e corrigida; uma está sempre oposta à outra.

Portanto, o Infinito sempre foi perfeito. Nós estamos agora falando da nossa realização: quando nós sentimos algo que não tem seu oposto, só podemos sentir a pequena Luz de Nefesh–de–Nefesh . Em nosso mundo, nenhuma partícula, de qualquer substância, carece de dois polos, um positivo e outro negativo. Mesmo um elétron (carga negativa) ou um pósitron (carga positiva), escondem opostos dentro de si que ainda serão descobertos. Após a quebra, não existe sequer a menor partícula que não contenha o seu oposto, mesmo que ela se apresente a nós num único aspecto, por meio de um limite, sem revelar o outro.

Inicialmente, quando a criatura estava no mundo do Infinito, ela estava num estado totalmente inconsciente, sem sentido. Ela não tinha nada comparar, não havia espaço entre os dois polos: um lugar para pensamentos e percepções.

Depois, o Infinito dividiu-se nas partes do mundo de Nekudim. Agora, nós podemos compreender e sentir sua profundidade. Esta é a percepção da realidade, a qual aspiramos. É a nossa vida, uma harmonia sem precedentes, uma sinfonia de desvantagens e vantagens que abrangem toda a realização, todo o entendimento entre os dois estados: corrompido e pleno.

Da Convenção de União no Norte, 20/09/12, Lição 2

Crescendo No Grupo

Nossa principal força é o ego. Com exceção do ego existe apenas um pequeno ponto no coração de todos e temos que conectar estes pontos. Se nós os conectarmos em um grande ponto, vamos sentir interiormente o mundo espiritual. Então, tudo vai estar junto: eu, o grupo, e a força superior.

Por outro lado, o ego quer empurrar todos os nossos pontos para longe uns dos outros. É realmente esperado que este nos empurre na direção oposta da conexão, e é por isso que é chamada de “ajuda contra”.

Como devemos construir um ambiente que nos ajude a complementar os pontos no coração e as nossas forças egoístas, para que juntos nós possamos nos conectar em um grande ponto maravilhoso? Apesar das interrupções do ego, pela sua utilização, nós queremos conectar os nossos pontos no coração em um ponto. Como podemos usar o poder do ego para atingir este objetivo?

A questão é que eu não sei o caminho para o mundo espiritual. Para mim, é um ponto de interrogação escondido de mim. Como posso revelá-lo? Como posso me concentrar corretamente? Com a ajuda do grupo, eu uso o meu ego no sentido oposto; este torna-se um “companheiro” (Ezer Ke Negdo) e ajuda-me a concentrar-me com precisão na espiritualidade, no Criador. Isto só é possível no grupo quando trabalho com o ponto no coração, a fim de transformar o ego na direcção oposta, (a linha tracejada verde no desenho). Então, em vez de me puxar para baixo, o ego vai me dirigir corretamente, para que eu possa entrar no mundo espiritual.

Assim, existe apenas um ego e um ponto no coração de uma pessoa, e com a ajuda do grupo, nós alteramos o ego e encontramos o caminho para, a cada tempo, avançar no sentido oposto.

Na verdade, não é apenas sobre o desejo egoísta de receber coisas diferentes em nosso mundo. É um ego especial destinado somente contra a conexão, contra o ponto coletivo no qual eu descubro o mundo espiritual. É por isso que eu ignoro todos os desejos e os pensamentos que não estão relacionados com a conexão. Em vez disso eu trabalho no grupo tentando me conectar com outros e eu descubro como eu sou oposto: eu não quero nada do tipo, eu odeio os amigos e não posso sequer pensar em me conectar com eles. É esta repulsa que é o verdadeiro ego oposto à conexão. Tudo o resto não importa.

O grupo tem aqui um papel fundamental: aumenta a importância da unidade aos meus olhos e constantemente estimula e obriga-me a mantê-la. Apenas o ambiente (Sviva) leva-me para o desconhecido, servindo como um modelo que me ajuda a subjugar-me e e a manter-me conectado internamente. O ambiente realmente me leva à conexão.

Assim, nós realmente ascendemos ao primeiro nível (passo 1) acima da Machsom (barreira) quando viramos o nosso ego inteiro, toda a rejeição, resistência à conexão e unidade, para a direção oposta – para a força da conexão e unidade. Este é o significado de “ajuda contra”.

Em seguida, passamos para o segundo nível. Aqui, o ego é revelado novamente, mas desta vez maior do que antes, uma vez que já pertence ao próximo nível (passo 2). Aqui eu tenho a opção da unidade com a ajuda do grupo, onde o ego começa a mostrar-se novamente. Se não me sinto atraído para a unidade, eu não o descubro.

É por isso que estranhos não entendem de que ego nós estamos a falar. O ponto é que não é apenas sobre as relações humanas, não se trata de boas ações e intrigas. As pessoas acreditam que tratar os outros mal é o egoísmo e outros que tratam bem é o altruísmo. Nós julgamos apenas pelo ponto de unidade. Portanto, depois de eu descobrir o primeiro nível, eu quero continuar e me conectar ao grupo. Eu descobri o ego no segundo nível (Ego2), e trabalho contra este e subo para o segundo nível. No conjunto existem 125 destes níveis no caminho.

No final, eu chego à unidade perfeita, com toda a humanidade, estamos todos juntos em um ponto chamado de “gota da unidade”.

Que tipo de ambiente deveria ser de modo a permitir-me descobrir o ego correto, para separá-lo do ego animal deste mundo, e transformá-lo em uma força motriz? Como deve o ambiente influenciar-me para que eu possa atingir a meta?

Além disso, como devemos usar nossas convenções, quando nos influenciamos mutuamente, de modo que esta conexão poderosa permita que cada um de nós descubra o ponto de unidade: “Onde ele está? O que devo fazer para alcançá-lo? Como faço para entrar no mundo superior? Como posso descobrir isso? ”

Como devemos nos preocupar com todos os outros, a fim de lhes permitir chegar a este ponto interno (o centro do grupo), o nosso “útero” (Rechem)? Afinal, entramos no grupo como se entra no ventre de uma mãe, e desenvolvemo-nos como um embrião. Como podemos preparar esse “envoltório” para cada um de nós, no qual cada um vai desenvolver-se como se a partir de uma gota de sêmen?

Da Convenção na Itália Primeiro dia, 28/09/12, Workshop 1

Passando Pela Convenção

Pergunta: Como deve um novo estudante que se junta ao grupo ser acordado para o correto tipo de trabalho?

Resposta: O grupo leva-o a determinadas acções e dá-lhe uma hipótese. Não é por acaso que vivemos aqui e não numa diferente realidade. No mundo de acções podemos existir até mesmo no nível “animal”, desligados da espiritualidade, que construímos acima de nós. Acima dos meus atributos correntes, eu crio gradualmente a imagem do ser humano. Eu construo-a pela ligação com os amigos e pela criação da força do criador entre nós. Estas são acções espirituais internas que estão acima do actualmente nós.

Entretanto nós ligamo-nos ao nível corporal sem intenções espirituais, e ai nós construímos o ambiente. Nós temos a infra-estrutura necessária para o fazer, que é “este mundo” do qual começamos a avançar espiritualmente. Nós temos aqui uma rara oportunidade: Por um lado, esta base é de uma forma adaptável ao mundo espiritual, e por outro lado, permite-nos existir sem qualquer adaptação ao mesmo. A realidade que vejo e sinto nos meus cinco sentidos corpóreos é na verdade uma prenda preciosa: Eu estou à beira de uma acção espiritual aqui, um ascendente espiritual, e ao mesmo tempo eu posso influenciar espiritualidade.

Pergunta: E o que posso eu fazer, se estiver no lado oposto e inclinado para o distanciamento? Por exemplo, a convecção está a aproximar-se, e eu não quero ir? Esta é a quebra?

Resposta: É claro. O que mais é, a falta de desejo de ir á convenção ainda não é a mais forte interrupção.

Se você fosse convidado para uma festa de que gosta e que alegremente se junta, desde que os sabores que gostas, das performances e tudo o que “explode” o seu ego está à espera que vá lá, então você correria quando recebesse a primeira chamada.

Aqui, no entanto, você avança espiritualmente, e então você sente que a convenção é o lugar para se esforçar. É aqui que a rejeição acontece: subitamente você fica preguiçoso, e sente desrespeito, e “algo mais importante” surge e existem outros cálculos… tudo isto é resultado da Luz que ilumina para si, por isso é uma coisa boa, mas use-o onde você vê o local para trabalhar.

Quanto mais nós avançamos, mais nos sentimos dessa forma. Assim você verá que há cada vez menos pessoas entre nós. Agora vamos supor que quanto mais avançarmos, mais seremos, mas de facto não é assim.

Em 2007 eu fiz uma tournée por dez cidades da América, e havia cerca de 600 pessoas em cada palestra que eu dava, e 2000 pessoas em Nova Iorque. Hoje, porém, há cerca de 50-100 pessoas.

E porquê é assim? Porque nós avançamos tal como o público avançou. As pessoas não estão da mesma forma atraídas pelo mundo da Cabalá, em si. Elaes compreendem mais e sabem que se trata de trabalho interno. Graças às Luzes que estão mais próximas agora, elas compreendem algo novo e no geral não querem vir às convenções.

Restou uma pequena minoria, e essa são as pessoas que irão completar a correcção. Todos os restantes juntar-se-ão aos “pioneiros” de alguma forma, mas apenas pela via dos sofrimentos. Muito poucos são os que avançam pela Luz, os outros avançam pelos sofrimentos…

Retirado da 4ª parte da Lição Diária de Cabala 04/10/12, Escritos de Baal HaSulam

O Ponto De Escolha Entre Dois Abismos

Dr. Michael LaitmanRabash, “Associação da Misericórdia com o Julgamento”: …quando há a Providência aberta, não há espaço para a escolha. Por esta razão, o Superior elevou Malchut, que é Midat ​​Ha Din (a qualidade de julgamento) para Eynaim (olhos). Isto criou uma ocultação, ou seja, tornou-se evidente para o inferior que há uma deficiência no Superior.

Por um lado, o Superior está elevado, e, por outro lado, o inferior não O acha atraente; há algo repulsivo. Por um lado, uma centelha no desejo (o ponto no coração) está ansiosa para alcançar a espiritualidade. Além disso, o mundo externo nos pressiona e inventa inúmeras circunstâncias negativas; ele não promete nenhum prazer, exceto os que podemos receber no futuro. Por outro lado, nós temos que nos comprometer, já que vemos claramente uma deficiência no superior.

Que tipo de deficiência é essa? O superior não é tão brilhante, atraente ou bonito como pensávamos.

Nesse estado, as qualidades do Superior são colocadas com as do inferior, isto é, elas são deficientes. Segue-se que estes Kelim (vasos) são iguais aos inferiores: como não há nenhuma sustentação para o inferior, não há nenhuma sustentação para as qualidades Superiores.

Aqui estão as sensações que o inferior atravessa: no começo, eu realmente aspirava pela próxima fase, corria até ela mais e mais, e daí eu descobri qual o significado do meu próximo passo. Ele acabou por ser a unidade com os amigos e o amor por eles. Acontece que eu tenho que sentir todos eles como um coração; eu também tenho que desistir de um monte de coisas; além disso, eu deveria estar aplicando muitos esforços e ser feliz com o que faço. E eu não me sinto feliz…

O lugar entre as duas lacunas é, de fato, o ponto de escolha. Cada dia, cada um de nós sente um número infinito destes pontos. Se por um acaso nós os apertássemos e escolhêssemos o caminho certo, ou pelo menos tentássemos fazê-lo, então poderíamos descobrir o superior dentro do menor tempo possível. Nós nunca devemos perdê-los! Ainda que, quando esses momentos acontecem, não sentimos necessidade de nada; nós simplesmente nos rendemos às nossas sensações e continuamos a viver nossas vidas miseráveis.

Ao analisar o nosso próximo estado, mais elevado e mais avançado, nós descobrimos que ele é cheio de preocupações e traz muitos problemas ao nosso egoísmo atual. A pessoa tem que amar seus amigos, servi-los, pensar neles, e cuidar bem deles, tratá-los melhor do que si mesma.

“Quem precisa disso? Será que nós somos capazes deste tipo de comportamento?”. Isso não significa que sentimos uma deficiência no superior ou que não encontramos energia suficiente ou sustento de vida Nele? Às vezes, por um par de minutos, nós sentimos uma sensação agradável, uma inspiração; no entanto, como regra, é o contrário.

Isso é chamado de descida: a pessoa não sente vida no superior, nem a encontra no estado de doação, amor, ou unidade. Ela não tem desejo de se corrigir.

Nesse estado, há espaço para a escolha.

Este é exatamente o estado que nos oferece uma escolha. É um momento muito importante de auto-reconhecimento: eu não quero nada, não tenho necessidades, estou ficando fraco, e estou pronto para me render a menos que o estado em que estou se modifique sem a minha participação. Não há nada que me atraia, nem na vida material, nem na vida espiritual: eu me sinto sem esperança em ambos os mundos.

…o inferior deve dizer que toda essa ocultação que sente é porque o Superior restringiu-Se a favor do inferior. Isso é chamado de “quando Israel está no exílio, a Divindade está com eles”.

Em tais casos, nós devemos chegar a um entendimento de que o superior deliberadamente “joga” o jogo conosco. Ele não pode fazer o contrário; Ele não pode abraçar e me elevar como se eu fosse um balão. Se ele fizesse isso, eu nunca iria conseguir nada e continuaria a ser um bebê nas mãos do adulto para sempre. É claro, um bebê se sente bem e seguro; ele pode até jogar (brincar) na altura a que é elevado, mas ele não cresce.

O inferior só cresce se ele se esforça para chegar ao superior. A pessoa não pode sobreviver sem esforços pessoais. O superior não deve elevar o inferior se este último não participa no processo. Caso contrário, o superior simplesmente iria “destruir” o inferior por não deixá-lo crescer e avançar. É semelhante a uma situação em que os pais fazem a lição de casa para o seu filho.

Portanto, nós temos que perceber que o superior nos ajuda simplesmente a cada instante. Não deve haver nem mesmo um segundo de espera para que algo aconteça em Seu nome visto que Ele nunca hesita. Do ponto de vista do superior, nós estamos sempre no estado ideal para o nosso maior avanço. Nós devemos continuar prestando atenção aos vários sinais pelos quais Ele se dirige a nós através de Sua descida intencional até o nosso estado atual.

…qualquer sabor que a pessoa prova, ela diz que não é sua culpa não provar a vivacidade, mas que na sua opinião não há realmente nenhuma vida no Superior.

No entanto, a pessoa precisa entender claramente o que está acontecendo.

E se a pessoa se torna mais forte e diz que o gosto amargo que encontra nestes alimentos é só porque ela não tem os vasos adequados para receber a abundância, porque seus vasos são para a recepção e não para doação, e lamenta que o Superior tenha que Se Ocultar…

Portanto, os nossos vasos (desejos) são corruptos. Na verdade, se o superior descesse até nós, nós sentiríamos o Infinito, já que cada um dos nossos próximos passos é o mundo do Infinito para nós. É por isso que ele ainda não foi revelado para nós: nós não o reconhecemos em nossos vasos. Nós o percebemos somente dentro de uma faixa muito estreita, enquanto que há algo enorme e multifacetado diante de nós. Nós simplesmente não vemos o nível superior; ele abrange tudo, de um horizonte ao outro, e não há limites que definam o espaço para nós.

Como resultado, o superior desce até nós sob a forma de mundo corrupto, deprimido, e inseguro. Além disso, nós nos aproximamos de estados e sensações que serão ainda mais devastadores para nós. O superior se abaixa para nós, a fim de nos deixar senti-Lo. Quanto mais baixo Ele estiver, pior nós e o mundo em torno de nós vai parecer aos nossos olhos, uma vez que as nossas propriedades são às Suas.

Essa é a razão pela qual nós estamos atualmente atravessando uma crise; o superior se aproxima de nós, fazendo-nos inconscientemente sentir a diferença entre Ele e nós. A “crise” é uma lacuna entre o nosso estado atual e o estado do superior. Nós temos que entrar em equilíbrio e ficar em harmonia com Ele, e isso exige educação integral, que vai nos ajudar a compreendê-Lo melhor.

Em geral, este é um ponto de livre-arbítrio. Nós temos que perceber que cada coisa que sentimos como sendo menos que o Infinito é um estado que foi formado especificamente para nós pelo superior, a fim de nos dar a chance de escolher.

Isso significa que devemos ficar tristes não pelo fato de que o mundo em que vivemos é ruim e que somos miseráveis ​​aqui, mas sim pelo fato de que o superior teve que se rebaixar até nós, diminuir a Si mesmo e apresentar-Se como sendo menor do que Ele realmente é, e que Ele mesmo teve que parecer desagradável e mal aos nossos olhos.

…isso permite que ao inferior caluniar; isso é considerado MAN que o inferior eleva.

Por um lado, nós percebemos que o superior está baixo; além disso, o nível mais elevado ainda não nos parece atraente. Por outro lado, nós reconhecemos que ele só parece assim para nós em nossas sensações. Se nós percebêssemos o mundo através dos verdadeiros vasos, consideraríamos o superior como o Infinito dentro de nós. Esta discrepância é a principal diferença entre este reino e o mundo do Infinito.

Então, neste momento nós elevamos MAN: nosso pedido para sermos corrigidos. Nós procuramos possibilidades para justificá-Lo, nada além da validação Dele. Deixe nossos estados permanecerem iguais; perita que eles não nos tragam mais qualquer sensação agradável: tudo o que precisamos é justificar Suas ações e agradecê-Lo por agir assim. Consequentemente, nós não pedimos pelo nosso próprio bem, mas pelo bem do superior. Nós pedimos poder e entendimento, mas não pedimos sensações; devemos nos preocupar somente com a justificativa Dele, não importa que continuemos nos sentindo mal. Se nossas sensações melhoram, nós O louvamos egoisticamente. Não, não é isso que precisamos. Pelo contrário, nós queremos que nossas sensações permaneçam iguais, mas que a nossa compreensão e percepção sejam alteradas. Assim, nós crescemos.

Nós somos formados de duas partes: o intelecto e as emoções, aspirações e desejos. Nós avançamos com os dois, do mesmo modo que usamos as duas pernas numa caminhada. Digamos que eu quero ficar nas minhas sensações atuais, e ao me “inclinar” sobre esta “perna” eu dou um passo à frente com a outra “perna”, isto é, eu paro de ser cego, vejo o meu estado atual, e o justifico; ou digamos que eu quero expandir o meu cérebro: se as minhas sensações permanecem intactas, eu realmente avanço, já que justifico meu estado emocional, embora continue sofrendo, mas percebo que cresço devido à minha aflição. Eu não estou esgotado ou sou subornado por uma sensação boa.

Mais tarde, quando nossas mentes se expandirem, vamos apoiar o nosso novo intelecto, e se ele permanecer o mesmo, vamos subir ao próximo nível das sensações. Além disso, nossas emoções não vão ofuscar o intelecto, como acontece quando os prazeres nos forçam a perder a cabeça.

É o contrário; nós damos um passo com uma “perna”, apoiando-se ao mesmo tempo na outra “perna”: quando corrigimos nossas emoções, nosso intelecto se eleva; quando fixamos a mente, nossas sensações sobem. Consequentemente, nós passamos por infinitas mudanças em nossas mentes e sensações.

Da Convenção de União no Norte 20/09/12, Lição 2

Anulando-Se A Fim De Nascer

Dr. Michael LaitmanPergunta: Em março você disse que até o final do verão nos certamente faríamos um avanço para a espiritualidade. O verão acabou. Você diz que tem um problema com as coordenadas. Qual é o seu próximo prognóstico?

Resposta: Eu acho que o ponto que alcançamos hoje nos dará um forte impulso para~nos anularmos. Afinal, é aí que reside o problema. Se eu sou capaz de fazer alguma coisa, então eu estou acima da Machsom. Eu acho que a sensação que recebemos no Congresso nos dá essa base. Agora, parece-me que tudo o que temos a fazer é dar mais alguns empurrões. Até que isso ocorra, eu espero que tais estados surjam a qualquer momento, mesmo durante a lição matinal. Mas eles devem vir de uma forma crítica; deve haver as dores do parto. Isso é o que está faltando. O nascimento está parado.

Da “Lição Virtual sobre Fundamentos da Cabalá” 23/09/12