Textos na Categoria 'Convenções'

Convenção Mundial Sem Fim

Dr. Michael LaitmanEu espero estreitar tanto as nossas conexões de modo a atingirmos o nível em que realmente sentimos um do outro. Hoje nós temos um par de milhões de pessoas ao redor do mundo, mas muitas delas não conhecemos. Se pudéssemos ver todos aqueles que nos vêem ou ouvem…

Quando começarmos a sentir mutuamente um ao outro como uma mãe sente seu filho à distância, e até mesmo muito mais do que isso, então será simplesmente uma Convenção permanente em todo o mundo.

Da Convenção em Novosibirsk 08/12/12, Lição 4

Na Fronteira Do Novo Mundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você disse que a pessoa deve se voltar ao Criador através do grupo. O que significa isso? Nós devemos ler o Shamati em conjunto ou num workshop: o que devemos fazer?

Resposta: Eu acho que a pessoa deve se comportar de maneira muito simples: primeiro fazer um curso de curta duração de Cabalá e depois estudar num grupo. Ele tem que participar de nossas aulas tanto quanto possível, pelo menos na terceira parte da lição, e participar de workshops diversas vezes por semana: isso é o mínimo que ele pode fazer.

Além disso, nós temos uma enorme biblioteca, um arquivo de aulas e palestras traduzidas para muitas línguas. Não deve ser um problema encontrar algo para fazer.

A pessoa deve dedicar certa quantidade de tempo para disseminação, já que através dela nós não só levamos a nossa mensagem ao mundo, mas também nos unimos ao próximo nível.

Nós temos que levar à humanidade a informação sobre a correção, o avanço e a realização do próximo estado. Caso contrário, como é que podemos apagar a deficiência que está sendo revelada agora nas pessoas?

Nós falamos sobre o fato de que não há outro além Dele. Então qual é problema da humanidade? Como é que ela pode se corrigir?

Nós chegamos agora ao estado “redondo”, onde estamos totalmente dependentes uns dos outros. A terceira fase está sendo agora revelada e estamos começando a subir a ela a partir do nosso estado atual: isso é chamado de crise.

A verdade é que a “crise” em grego significa “nascimento”: o nascimento de algo novo.

Portanto, nós temos que mostrar à humanidade que agora estamos à beira de um novo mundo e este novo mundo é a integralidade.

O primeiro nível espiritual, o mundo de Assiá, agora está sendo revelado apenas em seu contorno externo, integralmente, já que o mundo espiritual é integral. Nós estamos começando a ver que com as nossas propriedades, somos incapazes de lidar neste sistema. Uma rede de conexões mútuas absolutas está descendo sobre nós, e não podemos fazer nada aqui. É exatamente assim que a crise atual se expressa na educação, ciência, economia, em todos os aspectos.

Portanto, primeiro nós temos que informar as pessoas sobre isso, e segundo, ensinar-lhes o método de como ascender internamente ao próximo nível qualitativo, o que significa mudar para a integralidade, para uma conexão mútua.

Da Convenção em Novosibirsk 08/12/12, Lição 3

Por Acaso Não Vêm Tudo Do Criador?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se “não há outro além Dele”, onde está o ponto de aplicação dos nossos esforços e como não submergimos à tentação de explicar a relutância em fazer esforços pelo fato de que tudo vem do Criador?De tempo em tempo, esta motivação aparece no grupo.

Resposta: Isso acontece porque as pessoas esquecem que metade vem do Criador e a outra metade de nós. De cima para baixo, nós recebemos tudo do Criador. Ele molda nossas atitudes, pensamentos, conexões entre nós, bem como a personalidade de cada um, a educação, absolutamente tudo. Agora considere o que fazemos com isso para nos esforçarmos pelo Criador, porque Ele só pode ser sentido através da conexão com o resto da humanidade, porque é a mesma massa em que Ele se revela.

Da Convenção em Novosibirsk 08/12/12, Lição 4

O Sopro Do Próximo Nível

Dr. Michael LaitmanPor que o nosso mundo é especial? Por um lado, é o último e o pior de todos os mundos. Por outro lado, é necessário uma vez que aqui estamos num estado totalmente inerte, o que significa sem fôlego, e podemos começar a avançar à medida que “brincamos” um com o outro, com os corpos e não com as forças, que ainda sabemos manejar.

É por isso que o nosso mundo é chamado de “mundo imaginário”. Ele na verdade não existe, mas só é sentido assim em nossos desejos egoístas. No momento em que subimos acima dele, começamos a sentir que ele é uma réplica absoluta oposta ao nível superior, e que simplesmente perde o seu significado para nós. Isto é o que temos que alcançar.

Primeiro temos que interiorizar o fato de que a alma é o vaso geral, a única coisa que foi criada e que está constantemente em contato e em adesão com a Luz. Nós estamos nesse estado, nesse vaso, nesse desejo. Imagine que ele tem camadas: nós estamos na camada mais “grossa”, mais escura, e acima de nós existem 125 camadas até o estado verdadeiro. Nós temos que passar por essas 125 camadas gradualmente, rejeitando nosso ego, que está dentro de nós, na conexão gradual e constante entre nós.

Será que as plantas, os animais e a natureza inanimada têm uma alma? Cada pequeno desejo que existe na natureza já faz parte da alma geral, mas sem livre arbítrio. Ele depende totalmente de nós, daqueles que realizam a correção da alma.

Há diferentes níveis na alma. Há pessoas que estão no nível humano, que começaram sua correção gerações antes de nós, que alcançaram onde realmente estão, e viram que tudo é uma alma, uma Luz. Há pessoas que realizaram esta missão, e há pessoas como nós, que estão alcançando esse nível agora.

Mas nós somos especiais. O desenvolvimento do mundo é o desenvolvimento do mesmo ego no nível mais inferior. Ao longo das gerações ele se desenvolveu egoisticamente e, no final, atingiu uma forma “redonda”, o seu tamanho máximo, e, ao mesmo tempo, é global e integral (∫) na sua qualidade.

Agora, esse ego também é o estado em que nos encontramos. Ele não pode crescer mais e tornou-se global e fechado. Portanto, nós não entendemos o que está acontecendo conosco. Sendo egoístas e individualistas, não podemos entender este estado “redondo”.

Nós sempre crescíamos e aspirávamos avançar. Cada um de nós foi impulsionado por uma força egoísta e tentávamos realizá-la. Nós nos sentíamos bem. Mesmo 50-60 anos atrás, costumávamos louvar a sociedade consumista, o benefício da competição, e chamávamos isso de “democracia geral”.

Agora, o mesmo ego, que atingiu enormes dimensões no último nível de sua existência, “explodiu”. Ele não funciona como antes e nós estamos presos. A única saída é se entendêssemos como age o sistema integral da alma geral.

O que a humanidade sente hoje no sistema geral que está se tornando evidente? Ela realmente sente o primeiro nível da alma geral, que ainda não foi revelado e que deve nos iluminar aqui, o nível no qual temos que reconhecer o fato de que estamos conectados.

No todo, há 125 níveis nesta ascensão e agora o primeiro nível parece iluminar sobre nós à distância. Esta é a razão de sentirmos que o mundo é global e integral e não podermos fazer nada sobre isso.

Nós estudamos sobre isso na sabedoria da Cabalá: quando dois Partzufim são feitos de dez Sefirot, de Keter (K) a Malchut (M), e estão um sob o outro, esta iluminação flui de um para o outro. Quando um Partzuf “se veste” no outro que está ao seu lado, ele ilumina através dele.

Por um lado, nós recebemos dados reais sobre o nosso mundo que hoje está numa crise e não pode fazer nada sobre isso. Afinal, é um nível superior que ilumina sobre nós, o primeiro nível da minha alma, ou seja, do vaso geral.

Por outro lado, de repente nos encontramos amarrados um ao outro, conectados por todo o mundo: o que as pessoas pensam num lugar, outras pessoas também sabem num segundo e terceiro lugar e assim por diante. Nós estamos mutuamente interdependentes. De repente descobrimos que não conseguimos nos livrar de qualquer parte da cadeia, quer queiramos ou não. No seu conjunto, esta rede mútua é expressa nos estados dispostos um em cima do outro ou um abaixo do outro.

De qualquer forma, é um estado especial: agora nós estamos experimentando a fase de solução da alma geral.

Da Convenção em Novosibirsk 07/12/12, Lição 2

Conhece-te A Ti Mesmo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Existe uma regra: “Ama ao teu próximo como a ti mesmo”, e nela, o amor por si mesmo não é anulado pelo amor ao próximo. É possível amar o próximo sem amar a si mesmo?

Resposta: Amor pelo seu próximo é impossível sem o amor-próprio! Portanto, o egoísmo não é destruído. Eu sempre tenho que verificar em relação a mim mesmo: eu amo a mim mesmo, e o próximo — só um pouco mais.

Por que mais? Agora você se ama mais do que ama os outros; portanto, com base na regra “ama como a ti mesmo”, você tem que amar os outros um pouco mais do que a si mesmo. Além disso, você precisa observar constantemente, comparar e tirar um exemplo de como você se ama. Assim, você começa a conhecer a si mesmo.

Convenção em Novosibirsk 08/12/12, Lição 4

Cada Lição Deve Ser O Próximo Passo

Dr. Michael LaitmanPergunta: A responsabilidade do grupo é cuidar constantemente da grandeza do Criador e da importância da meta. Da prática, vemos que quando experimentamos uma subida geral, como por exemplo, a preparação para uma Convenção, este trabalho é feito com entusiasmo; todo mundo está pronto, todo mundo está de acordo e está tudo bem. Mas logo o egoísmo cresce e todo mundo é perturbado com desculpas, coisas importantes, só para não se ocupar disso. Como podemos superar isso?

Resposta: Cada lição deve ser o próximo passo. Se eu não sentisse isso, não teria a força para vir à lição todos os dias.

Cada dia eu tenho que ver pessoas renovadas, ou seja, as mesmas caras, mas diferentes no conteúdo; podem estar em descida, em subida, mas diferentes.

Estas não são apenas caras, mas uma enorme massa de pessoas. Afinal, não me lembro da cara de ninguém, não me lembro dos nomes porque sinto apenas suas mudanças qualitativas. Eu sinto aqueles que estão na tela e fora da tela, aqueles que estão presentes, junto com a gente na lição: existem centenas de milhares de pessoas.

Recentemente, nós realizamos uma pesquisa em Israel de quem assiste ao nosso canal de TV. Temos figuras incríveis. Descobriu-se que centenas de milhares de pessoas nos assistem. Eu sinto toda essa massa. Mas isso deve mudar, e isso me leva a um estado de prontidão.

Convenção em Novosibirsk 08/12/12, Lição 4

Uma Partícula Num Sistema Gigante

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós temos que nos voltar ao Criador para subir e alcançar a conexão. Isso acontece por meio do grupo, através do desejo coletivo ou através de um diálogo com o Criador? Em que eu deveria gastar meu tempo e esforço?

Resposta: Você é uma partícula num sistema gigante, e através dele você recebe tudo da força que se revela em todo o sistema. Você não descobre nada dentro de você, não importa o que lhe toque. Nada de você é passado ao Criador, exceto na medida em que você está incluído em todo sistema.

De acordo com seu nível de desenvolvimento, como uma criança, você recebe um cantinho: uma cama, um quarto inteiro ou você pode até mesmo correr ao redor da casa ou mesmo sair e brincar na caixa de areia, isto é, que o alcance está expandindo gradualmente.

Mas, na verdade, você é “protegido” pelo Criador e se volta a Ele através do mesmo mundo que você sente, como uma criança que sente o seu mundo.

Você deve entender que tudo o que acontece com você é o resultado de todo o mundo e sua condição. Você é um homem de sua geração.

Convenção em Novosibirsk 08/12/12, Lição 3

Aprendendo Nós Mesmos A Puxar As Cordas

Dr. Michael LaitmanNós precisamos entender que a partícula eterna da alma existe em seu potencial em cada um de nós se nos unirmos uns com os outros. É uma para todos nós e é inicialmente criada como tal. Se, no entanto, não sentimos que existimos num todo coletivo, isto significa que nenhum de nós tem essa alma e tudo o que temos é apenas a nossa natureza animal.

A alma é também chamada de “Adam“, da palavra hebraica “adame“: semelhante ao Criador.

O desejo de receber é totalmente oposto ao desejo de doar; ele deseja receber, não dá, mas ao mesmo tempo, se ele se realiza contra sua própria natureza, ele se torna semelhante ao Criador. Sua semelhança se encontra no âmago de sua ação, não de acordo com sua natureza, mas de acordo com como ele se transformou. Este é o seu estado invertido, corrigido, e é chamado de alma ou o Adão.

É também chamado de “Shechina“. Esta é uma palavra especial, da palavra hebraica “Shochen“, que significa um lugar de habitação, abrigo, residência. É o lugar onde a Luz desce e o preenche.

Assim, existem vários nomes para a alma, dependendo de qual dos seus aspectos estão sendo discutidos. Mas geralmente, não importa o que está sendo discutido, é o único assunto: essa alma coletiva, a única que existe, além da força superior. E nós somos sua parte corrompida e não entendemos onde estamos. Nós somos essa alma, mas num estado quebrado, e é por isso que não podemos dizer que a temos em nós. Respectivamente, todo o nosso trabalho é voltado para um objetivo: apenas corrigir e nos encontrar neste estado corrigido.

Há muitas pessoas no mundo cujas partes na alma coletiva foram corrigidas. Estas partes são chamadas de “almas particulares”, e estão nos ajudando.

Há circulação de almas: a cada instante a pessoa passa por certos estados, mesmo que ela ainda não tenha entrado no mundo espiritual, ou seja, que não tenha encontrado sua parte na alma comum e não tenha se tornado Adão em geral, não tenha se ligado com todo este sistema; ou seja, ela ainda não é sua parte ativa.

Este é um enorme sistema egoísta contendo todo o egoísmo do universo e trabalhando em doação, em sincronia com a força superior, trabalhando com o Criador. Eles se conectam, recebem um do outro e conferem um ao outro, e entre eles ocorre um contato completo chamado de adesão. De uma forma ou outra, nós estamos nesta alma comum em tudo e sempre, embora estejamos nos movendo em direção a nossa meta voluntária ou involuntariamente; essa é a diferença.

As pessoas que vivem em nosso mundo sem qualquer compreensão dele se andam por aí inconscientes e ainda de acordo com o programa da criação. Não há nada que possa quebrar os limites da lei da criação coletiva. Este programa está oculto do homem, mas ele não entende para onde está indo e o que está fazendo em cada momento em particular. De repente, algo o empurra, e ele age de forma instintiva ou aparentemente consciente. Nenhum de nós pode ver quais cordas estão nos puxando.

Por que a pessoa de repente deseja agir desta forma, pensa desta forma, ou cai nesses problemas: nós não compreendemos. Só tendo subido ao longo de nosso estado de existência e observando-nos de lado, como uma mãe observa seu filho, nós seremos capazes de trabalhar em nós mesmos, em nosso egoísmo. Então, sentiremos quando estamos sendo puxados pelas cordas, e talvez possamos puxá-las por nós mesmos.

Este é o nosso desenvolvimento; eu chego a um estado onde antes era puxado, e que agora vou puxar a mim mesmo. Desse modo, eu obrigo a Luz a me afetar em vez dela vir jogar comigo. Este é o ponto da virada crucial no trabalho de tranformação de uma pessoa, quando ele começa a controlar seu próprio desenvolvimento.

Basicamente, é para isso que nos esforçamos: para ajudar a força que governa e para governar com ela por conta própria. Quando a Luz circundante está em minhas mãos, eu posso envolvê-la e fazê-la me afetar como necessário. Nesse caso, eu governo minha alma; eu sou igual a ela. Este é o objetivo do nosso desenvolvimento no grupo. Porque o grupo representa a alma para mim numa forma “material”. Se eu me conectar aos amigos, conecto-me com o desejo coletivo, que, na verdade, é a alma.

Da Convenção em Novosibirsk 07/12/12, Lição 2

Usando Velhas Palavras Para Descrever Uma Nova Realidade

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como é possível depois da Convenção continuar sentindo que não tenho habilidades individuais, mas apenas as habilidades do grupo?

Resposta: Antes você também não tinha quaisquer habilidades individuais, e era parte do grupo, mas agora está mais claro e consequentemente mais é exigido de você. Quanto mais isso é revelado a você, mais você é exigido a participar, mentalmente, emocionalmente e ativamente na superação.

É evidente que através de muitos pequenos esforços, nós já descobrimos que dentro do nosso vaso coletivo está surgindo uma iluminação. O problema é que nós alcançamos isso pela conexão física entre nós e não pela conexão espiritual. Entretanto, essa é uma deficiência muito grande.

Além disso, isso acontece graças ao fato de que eu estou incorporado no grupo usando a força para me conectar a eles. Isso significa que ainda há um monte de trabalho a ser feito por parte do nosso grupo, a fim de alcançar uma verdadeira conexão interna entre os amigos. Assim, a Luz que é igual a essa conexão vai chegar.

Enquanto isso, há uma carência dentro do grupo e entre os grupos. Temos que nos conectar mais fortemente uns com os outros. Eu acho que esta Convenção tem mostrado a todos que estamos mais perto uns dos outros do que pensávamos. Todos os grupos se sentiram perto e as pessoas compreenderam que não temos nenhuma escolha exceto avançar em direção a uma maior conexão ou ir embora.

Logo veremos como isso acontece: haverá pessoas que virão de bom grado e haverá quem vai sair praguejando. Isto é como o esclarecimento é feito.

Agora, nós temos que realizar o que sentimos na Convenção. A fim de realizar isso, a pessoa precisa de constante autocontrole no que diz respeito à sua atitude para com o mundo que é gerenciado pelo Criador. Eu estou consciente de que estou num mundo que é administrado pelo Criador? Percebo o mundo como um lugar onde, concentrando-me no fato de que tudo é feito pelo Criado, no final vou encontrar o Criador neste mundo?

Mundo (Olam – também significa ocultação em hebraico) é ocultação por um lado e a revelação do Criador por outro lado. O mundo está oculto porque eu não revelo o Criador. Mas como pretendo revelá-Lo, para identificar-me com Ele e receber tudo o que acontece como o absoluto bom e benevolente e não há outro além Dele, então através disso eu aceito essa ocultação, e a ocultação do mundo se torna uma revelação.

Isso é tudo o que tenho a dizer sobre isso. Não esperem nada além disso e não acho que enquanto avançamos terei novas palavras. Mas as mesmas palavras serão mais claras para vocês. Se alguém começa a ler, isso não significa nada para ele, assim como as pessoas que leem a Torá e a entendem literalmente. Estas não são palavras comuns, uma vez que na espiritualidade não há palavras.

Além disso, é proibido revelar mais do que é permitido. Temos que compreender que o professor é um educador que tem que fazer seu trabalho.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/12/12, “Perguntas e Respostas Sobre a Convenção em Novosibirsk”

Um Olhar Sobre A Vida Através Dos Olhos Do Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: Após o Congresso em Novosibirsk, sentimos uma responsabilidade muito forte. É como se um novo sistema de relações entre nós tivesse nascido, quando toda a nossa vida deve estar no cuidado mútuo de uns pelos outros. Como começamos nosso trabalho de novo, partindo do zero; como dar o primeiro passo para esta nova plataforma?

Resposta: Na verdade, uma nova sensação nasceu. Mas a conexão em si não é nova; ela já existe e só se revelou a nós mais e mais. Vejo que vocês sentiram a nova etapa e descobriram uma nova experiência. Do mesmo modo, sua mente, que funciona em sintonia com os sentimentos, foi renovada. Agora a questão é como vamos admitir isto como um fato que nos une para nos conectar ainda mais — todos nós juntos e eu com vocês também. Esta foi uma mudança qualitativa: eu estou muito mais envolvido no grupo, já que vocês chegaram a um estado mais avançado. E nosso avanço está em que cada um de nós deve agora manter a união que alcançamos.

Nós deveríamos ao menos tentar manter o mesmo sentimento que surgiu durante a nossa união no congresso. Apesar do fato de que estados totalmente opostos chegarão: sentimentos e cálculos totalmente opostos vão invadir tudo. Eles nem mesmo vão contradizer a união antiga, mas apenas distrair e influenciar vocês para fora, para o lado, forçando-os a se esforçar pelos valores dos filisteus que vocês costumavam ter no passado. É aí que vocês devem tentar ver sua condição com os olhos do Criador. Isso significa olhar para ela, não só de “baixo para cima”, mas também de “cima para baixo”. Em outras palavras, vocês devem se ver como uma criança que está imaginando ser um adulto.

Ela não olha apenas para cima, para os adultos, a partir do seu lugar, mas imagina ser grande e o que ela faria, como organizaria sua vida por si mesma. Ou seja, devemos visualizar como nós aplicaríamos um estado espiritual “adulto” na nossa vida se já estivéssemos nele.

Ser adulto significa ser como o Criador. Eu preciso imaginar que estou ao lado do Criador e meu vaso espiritual cria uma conexão completa de todos os desejos, graças à nossa autoanulação e à mútua inclusão de todos em todos infinitamente, para que cada um de nós sinta todo o desejo comum e o Criador seja revelado nele. Isso não pode ser descrito com palavras, porque todas as nossas palavras derivam do mundo quebrado e não da unidade.

Com esses olhos nós devemos considerar a vida, os amigos, o professor, e todo o seu trabalho, e considerá-los de acordo. Na vida normal, “fora das paredes do templo”, agimos como todos os outros, não nos separando deles. Mas dentro de seu grupo, vocês devem ver o estado corrigido. Todo mundo deve ver o grupo e a sua vida desta forma. Então, a pessoa pode se encaixar nesta imagem corrigida. Da mesma forma, como durante o estudo, assim com o professor e o grupo, a pessoa pode atuar em sintonia com o estado superior que está sendo vislumbrado. Afinal, quem é o Criador? É o estado superior. E isso é tudo o que precisamos.

Mais importante ainda, permaneçam no “Não há outro além Dele, o bom que faz o bem” a cada momento. Eu antevejo o Criador, que reside dentro de mim, como tal, e o que Ele exige de mim neste caso. O que seria exigido de mim se eu estivesse em tal estado? Como eu veria tudo se eu fosse exatamente aquele, além de quem não existe ninguém mais, alguém bom que faz o bem?

Eu preciso ver que todas as minhas ações provêm do Criador e a minha atitude para com os amigos e para com o mundo — e tudo isso é bom e só para o benefício deles. No final, todos vão se sentir assim, e nós estamos gradualmente começando a sentir isso. Isto é descrito como “de centavo em centavo constrói-se uma grande soma”. Nós realizamos esforços que se acumulam e no final resultam num salto: a pessoa passa os níveis 0, 1, 2, 3, 4 e finalmente dá um salto. Em seguida, novamente os estágios 0, 1, 2, 3, 4 e um novo salto. É assim que finalmente alcançamos nosso primeiro estado espiritual.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/12/12, “Perguntas e Respostas Sobre a Convenção em Novosibirsk”