Textos na Categoria 'Congressos'

Convenção Mundial de Cabalá em Moscou -06.11.11

“Unity – o Futuro do Mundo”, “a alma humana e sua correção,” Lição 3
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“Unity – o Futuro do Mundo “, a base interna do Grupo,” Lição 4
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“Unity – o Futuro do Mundo”, “Grupo Aval,” Lição 5
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Viver De Acordo Com Regras Diferentes

Dr. Michael LaitmanA sabedoria da Cabalá explica que, se nós quisermos voltar à nossa raiz (que é exatamente o que nós almejamos, o que é importante para nós), teremos que nos elevar acima do nosso universo, para uma dimensão maior, acima da Machsom (a barreira que nos separa da espiritualidade). Em outras palavras, nós devemos realizar uma ação oposta à quebra desse desejo criado de modo único: nós precisamos nos conectar uns com os outros novamente.

O nosso egoísmo não desaparece na nossa conexão; pelo contrário, ganhamos a força para superá-lo. Assim, a força da nossa união é 620 vezes maior do que era inicialmente, no momento de nossa criação, e é por isso que nós sentimos e entendemos a nós mesmos, a realidade, e o Criador do jeito que eles são. É por isso que nós crescemos no nosso mundo e nos desenvolvemos a partir dos níveis vegetal, animal e humano, onde o nível humano implica equivalência com o Criador.

Nós nos desenvolvemos por muitos anos no nível humano, até que o nosso ego se tornou tão grande que não podíamos conviver uns com os outros como antes. Nas gerações anteriores, estávamos conectados uns com os outros. Cada um sentia como se pertencesse a uma família, tinha uma casa, pais, filhos e netos. Ele sabia que tinha parentes e amigos que poderiam ajudá-lo nos momentos difíceis. As pessoas estavam ligadas às suas famílias e viviam em grandes famílias, clãs e tribos.

Hoje, nós rapidamente nos desconectamos dos nossos parentes, e os nossos filhos vão se afastando de nós ainda mais rápido. A conexão entre nós está perdida e não sentimos necessidade dela. A família não parece algo obrigatório. Não importa que estejamos sozinhos; nos sentimos livres assim. Nosso desejo egoísta tem crescido tanto que não nos importamos com nossos familiares e dificilmente nos interessamos por nossos amigos.

Antes, nós tínhamos um monte de amigos. Participávamos de vários clubes e conhecíamos pessoas que tinham interesses em comum. Hoje, a pessoa dificilmente tem um amigo. As pessoas preferem ficar sozinhas. Elas são indiferentes em relação a seus países e podem se deslocar para locais diferentes com o coração leve. O mundo tornou-se redondo e sem fronteiras.

Além disso, o desenvolvimento do ego nos trouxe a um ponto onde perdemos nossa conexão egoísta natural. O ego nos preparou para um estado onde podemos nos unir pelos laços de uma nova conexão que é realizada e completada por nós, de modo que todas as fronteiras e diferenças naturais entre nós, que foram causadas ​​pelo egoísmo, desaparecem, e podemos subir ao nível “humano”, organizado não pelo grau de parentesco, mas de acordo com a afinidade espiritual.

Da Lição 2 na Convenção de Madrid, 03/06/11

Aspirar Ao Ponto De Equilíbrio

Dr. Michael LaitmanNós existimos no campo da Luz (qualidade de amor e doação chamada “Criador”), que preenche todo o espaço que ocupamos; nós só não conseguimos sentir essa Luz. Na sua influência sobre mim, ela é como um campo físico, seja gravitacional, eletromagnético ou eletrostático. Se eu tenho um potencial (carga) espiritual, eu começo a me mover dentro deste campo até o ponto de equilíbrio com ele.

Assim como um elétron se comporta em um campo eletromagnético, a pessoa se comporta em qualquer lugar: ela aspira a um estado de equilíbrio, vivendo no campo de suas sensações. Mas as sensações também são forças! Nós estudamos elas na sabedoria da Cabalá, assim como outros estudam a influência das forças físicas. Exceto que nós não percebemos sua existência em nosso mundo.

Quando o ponto no coração surge na pessoa, ela começa a se mover para um lugar onde possa receber a satisfação que este ponto exige. Essas pessoas “entram” nos nossos grupos ou “de repente nos descobrem” na Internet. Tudo parece muito inesperado para elas…. E é assim que elas começam a estudar a sabedoria da Cabalá.

Da Lição2, Convenção em Madrid, 03/06/11

Derramando O Calor De Nossos Corações

Dr. Michael LaitmanPergunta: Hoje, muitos chegarão até nós para o feriado de Shavuot. Alguns deles não estão conectados à Cabalá. Como devemos tratá-los?

Resposta: É muito importante incendiá-los com inspiração, através de canções, danças e o calor dos corações abertos. Minha conversa com eles não é tão importante, já que as pessoas têm dificuldade em sentir a diferença através da audição. Você pode pensar que a minha palestra seja a coisa mais importante em tudo isso, mas isso não é assim. As pessoas devem levar para casa a sensação prazerosa de tais encontros.

Eu não serei capaz de dar-lhes a sensação prazerosa ou a inspiração, tanto quanto gostaria. Tudo isso é “espírito sem uma subida”. Você tem que levar até lá o seu espírito (energia). Além disso, entre as pessoas, haverá uma grande parte dos nossos amigos com a mesma “bagagem”.

A coisa mais importante é a sensação interna que ficará nas pessoas quando elas sairem, mesmo que ela não esteja vestida em quaisquer palavras. Se a pessoa é incapaz de ficar parada, isso significa que o resultado foi alcançado.

Pergunta: Será que isto vai influenciá-las espiritualmente?

Resposta: Sim, dede que elas queiram se juntar a nós e fazer parte disso. É assim que funciona. Nada passará pela cabeça de qualquer jeito.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 06/06/11, Escritos do Rabash

A Rússia É Parte Da Europa?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você está prestes a viajar para a Rússia. Qual é a sua atitude em relação a este país? Você o vê como a América, Europa ou Ásia?

Resposta: Sem dúvida, a Rússia tem um espírito especial, um espírito de Bizâncio. De forma alguma é uma civilização européia. Isso também é evidente na atitude da Europa para com a Rússia, como algo diferente em relação a ela, por essência. Mesmo que essa Rússia pareça uma nação cristã, ela é, no entanto, ortodoxa, ou seja, com um elemento de concorrência com a Europa sobre quem tem a verdade cristã. Além disso, ela também tem uma grande influência asiática.

A Rússia ama a cultura européia. Ela ama a França como alguém ama um amante, mas os princípios do liberalismo e da liberdade da França são estranhos para a Rússia. Estes são os princípios da Europa – os princípios de uma civilização nova e tecnocrático. Mas para a Rússia o slogan, “a liberdade, igualdade e fraternidade” são vãs tentativas de criar uma modernização indefesa. Verdade, ela se assemelha a isso, como se máquinas inteligentes fossem colocadas ao lado de escravos….

Mas talvez seja exatamente por isso que a Rússia, o lugar onde os mandamentos da Revolução Francesa não se popularizaram, apesar de toda a Europa, seja o lugar onde a pergunta sobre o sentido da vida é evidente em cada pessoa: Para que estamos vivendo! ? É por isso que eu vou lá, com a esperança de que serei compreendido!

A Convenção Em Moscou: Um Esforço Pela União

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos nos mover mais rapidamente antes da convenção de Moscou para que assim não nos contentemos com a inércia das convenções anteriores?

Resposta: Essa convenção acontece numa região muito importante. Muitas pessoas encaram com desprezo o Leste Europeu; porém, é exatamente onde o método de correção recebeu um novo impulso para se desenvolver. Condições especiais de tempo e lugar, que se materializaram lá, deram crescimento a um forma moderna do método que nós nos esforçamos para realizar agora.

Pelo menos metade das pessoas que estudam ativamente conosco vêm de lá. E isso não é acidental: secreta e abertamente, os Cabalistas atuaram lá durante séculos, abastecendo a nação com sólida educação e atraindo-a para mais perto da espiritualidade.

E por isso é vital nos preparar para a próxima convenção. Uma grande força está oculta lá, bem como em todo mundo de língua russa. Esperemos que sejamos capazes de nos unir fortemente e tornar a convenção um poderoso evento.

Teremos três dias intensos, sete aulas, vários eventos, encontros de amigos, etc. Nós temos que tentar estar juntos com toda nossa força. Se alguém se conectar a nós virtualmente, tente se conectar ao vivo tanto quanto possível.

As convenções aceleram muito o nosso progresso. Ontem, por exemplo, nós tivemos uma maravilhosa noite dedicada ao feriado de Shavuot. Nós sentimos que isso não ocorreu em vão, que as pessoas estão se impregnando com nossa mensagem. E não importa que tenhamos investido um monte de esforços e recursos; isso valeu a pena. Havia um sentimento de união, coesão, um desejo de conexão, de mudar em direção à espiritualidade. Nós ouvimos trechos dos trabalhos do Baal HaSulam e Rabash, e suas melodias. Tudo isso teve um grande impacto nas pessoas.

No nosso mundo, nenhum outro meio é mais poderoso e efetivo que esse. Agora, nós também falamos mais abertamente; nós usamos uma linguagem simples. Novas palavras estão emergindo, enquanto que antes as condições ainda não eram corretas para isso. Elas surgem como resposta à necessidade interior das pessoas.

Tudo isso alegra o coração. Eu espero que isso traga uma mudança grande e real no nosso mundo, e nós veremos a crise como o trampolim para o futuro de humanidade. Hoje nós estamos no limiar de um novo paradigma de toda nossa vida. O Baal HaSulam escreve que isso já é óbvio e está apoiado em pesquisa.

Assim, vamos fazer o nosso melhor.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 07/06/11, Escritos do Rabash

É Tempo De Começar A Cuidar Do Mundo

Dr. Michael LaitmanQuando a pessoa começa a praticar no grupo, tentando sair de si mesma e se unir com os desejos dos outros em amor e doação, trabalhando acima de seu egoísmo, ela descobre uma distância que a separa dele: a medida completa do seu ódio e resistência egoísta. Gradualmente, ela começa a ver quão infinita é essa distância, isto é, como ela está distante dos outros.

Porém, quando a pessoa trabalha em si mesma e alcança certa proximidade, ela descobre que a distância, assim como a Luz superior (a força superior) está oculta. Resulta que a distância entre ela e os outros está dividida em 125 estágios ou degraus. De modo geral, esse caminho está subdividido em cinco mundos, cada um dos quais consiste de cinco Partzufim, enquanto que cada Partzuf é formado por cinco Sefirot, que também se conta como dez.

A cada novo degaru a pessoa se ajusta mais acuradamente à forma considerada como um Partzuf espiritual, que inclui dez Sefirot. Nós nos movemos adiante ao nos revestir neles e nos estruturar internamente para nos compatibilizar com eles. Gradualmente, nós nos aproximamos de sua forma ideal, até que toda a estrutura da Árvore da Vida tenha se vestido na pessoa. Por isso foi dito que o homem é a Árvore da Vida.

Hoje, no estágio final da evolução da humanidade, nosso egoísmo está saciado. Ele não pode mais se desenvolver. Assim, nós nos sentimos deprimidos, exaustos, e nos voltamos para as drogas e para o terror, insatisfeitos com o modo que vivemos.

Essencialmente, nossa saciedade egoísta é o impulso para sair para uma realidade mais elevada, para nos enriquecer com o amor. De fato, nós não temos outra escolha. Nós pensamos que estamos restringidos pelo mundo integral aprisionado em nós, mas isso está além do ponto. É chegado o tempo da humanidade subir a outro nível de existência, a uma dimensão mais elevada. Por isso o mundo está mudando tão rapidamente diante dos nossos olhos.

Esperemos que tenhamos sucesso em educar o público a alcançar o amor e a união, para que as pessoas possam pisar na nova dimensão tomando um atalho prazeroso, sem mudanças drásticas. Essa é a única razão de estarmos trabalhando ao redor do mundo e contando a todos sobre nossa experiência.

Nossa percepção do mundo ordena que expliquemos às pessoas tão rápido quanto possamos que o mundo está entrando num novo estado, que a natureza é totalmente global. Nós precisamos explicar que a natureza nos colocou numa espécie de “bolha”, onde somente uma força está agindo, e se nós não nos harmonizarmos com essa força, iremos enfrentar enormes problemas.

Mas, como nos harmonizar com a força unificada? Para fazer isso, nós precisamos estar conectados da mesma maneira que os níveis inanimado, vegetal e animal da natureza estão ligados instintivamente. Toda a ecologia é somente uma rede integral de laços, onde somente o homem em seu egoísmo destrói esse equilíbrio. Se nós não nos harmonizarmos com a natureza, não sobreviveremos.

Assim, nós estamos disseminando a Cabalá e explicando à humanidade a necessidade de união, de subir acima do egoísmo e nos alinhar da melhor maneira para nos compatibilizar com a natureza. De outra forma, nós somos um tumor canceroso em seu corpo, que consome o ambiente e morre.

Certamente, existe uma diferença entre o progresso interno, pessoal, e individual e o nosso trabalho em escala global, que oferece uma qualidade inferior. Todavia, nós nos responsabilizamos por essa tarefa simplesmente porque é tempo de começar a cuidar do mundo inteiro. É para isso que a sabedoria de Cabalá é destinada.

Da Palestra em  Roma 20/05/11

O Declínio Do Desenvolvimento Egoísta

Dr. Michael LaitmanNós vivemos na primeira geração de pessoas que despertam para descobrir o significado da vida e entender porque vivem. Nas gerações anteriores, nós costumávamos viver como animais. Nós tínhamos somente o egoísmo, o desejo de desfrutar, que constantemente nos empurrava adiante, e através dele tentávamos nos preencher numa corrida sem fim, de um prazer a outro. Porém, nós nunca estávamos satisfeitos, porque o prazer é oposto ao desejo de receber da pessoa, como os dois polos de um circuito elétrico, que são opostos um ao outro.

 

Tão logo a Luz toca o vaso desejando entrar nele, ocorre imediatamente a aniquilação, um “curto circuito”, e eles se anulam. Toda vez que desejamos desfrutar algo, basta só tocar o prazer, e ele desaparece. Nós sentimos o gosto da comida, mas ele se vai. Nós vemos algo belo, mas o charme desaparece. Sentimentos positivos não permanecem conosco, e nós não somos capazes de acumular ou adicioná-los ao nosso “cofrinho” dia a dia.

No final, nós vemos que nossa geração está em desespero. As pessoas não têm nada para se satsifazer; elas não sentem sabor ou prazer. Elas usam drogas para escapar e se acalmam com medicamentos e antidepressivos. Por quê?

Nosso desejo egoísta, que foi crescendo através da historia, parou seu desenvolvimento. Por milhares de anos, ele foi ganhando força, e nos parecia que continuaríamos a encontrar grandes prazeres em novos desejos. O sentimento de prazer é o sentimento da vida. Mas, hoje, nosso desejo de receber está completamente saciado, e nós caímos no desespero e desamparo, não vendo qualquer possibilidade de nos mover para nenhum outro lugar.

Esse é um tempo especial, uma condição especial, e por isso o Baal HaSulam escreveu que estava feliz de ter nascido numa era onde é possível disseminar a sabedoria da Cabalá. Por que isso é possível? “Cabalá” significa recepção em hebraico. Ela nos ensina como alcançar sabedoria, como nos satisfazer com prazer infinito, como não sentir o prazer desaparecer e nossa morte quando todos os prazeres desaparecem. A sabedoria da Cabalá nos leva ao prazer sem fim, isto é, à vida eterna.

Além disso, a Cabalá nos leva a um grau onde nos tornamos senhores de nossas vidas. Junto com o desejo de receber super saciado, “o ponto no coração” (•) é revelado na pessoa, o que é uma qualidade adicional, o desejo de doar.

O positivo e o negativo, o desejo de doar e o desejo por prazer existem na mesma pessoa, e ela adquire a liberdade de escolha. Agora, ela tem duas forças, e ao desenvolvê-las uma contra a outra, a pessoa começa a controlá-las. Ela decide que caminho tomar e qual medida de desejo usar.

Assim, ela está evoluindo em três linhas: ela cria a linha média das linhas direita e esquerda. De fato, essa linha média é chamada “humano” (Adão), porque a pessoa a cria; ela forma sua essência interna, e como resultado, pertence a ela. Antes disso, em todas as nossas reencarnações, nós nos desenvolvemos da mesma forma que os animais, empurrados por nosso desejo egoísta, e recebemos mais prazeres de acordo com suas ordens. 

Hoje, nós não podemos controlar nossos desejos porque temos somente um pequeno ponto no coração. Nós nos reunimos e estudamos a sabedoria da Cabalá que explica como desenvolver esse ponto para que tenhamos dois grandes desejos. Então, nós não seremos mais governados desde o Alto pela força do egoísmo; pelo contrário, nós manteremos duas forças em nossas mãos e seremos capazes de subir acima dessa vida.

Da Lição 1, Convenção na Espanha, 03/06/11

Subindo Os Níveis Dos Mundos Espirituais

Dr. Michael LaitmanPergunta: O amor da mãe por seus filhos e o amor entre marido e mulher são egoístas?

Resposta: Esse amor não é considerado egoísta. Todos os nossos desejos são divididos nos níveis inanimado, vegetal, animal e humano (1,2,3,4). Os desejos do nível animal que surgem na pessoa são semelhantes aos desejos dos animais, só que eles são mais desenvolvidos. Estes incluem os desejos da mãe em relação ao seu filho ou os desejos que surgem entre os cônjuges.

A atitude instintiva da mãe para com seus filhos não é egoísta. A natureza força o ser humano (a mãe) a agir dessa forma para satisfazer o desejo de outra pessoa (filho). Por outro lado, o ego é o desejo de desfrutar em detrimento de um ser humano, ou seja, é quando eu quero me sentir bem em detrimento de outra pessoa. Mesmo o fato de alguém estar em uma situação ruim pode me dar prazer.

Esse tipo de prazer pode ser dividido em vários níveis. Por exemplo, eu posso obter o prazer transformando o outro em meu escravo. Além disso, existe prazer na possibilidade de prejudicá-lo, humilhá-lo, e causar-lhe sofrimento. O prazer proveniente da exploração dos outros, ao invés do desejo natural de desfrutar, é considerado egoísta.

O meu desejo de obter prazer da comida saborosa, de me comunicar com os meus filhos, ou de algo na vida que não faça mal a ninguém não é considerado egoísmo. Ações egoístas destinam-se a usar os outros para ganho pessoal.

Nós revelamos o nosso ego verdadeiro (espiritual) no nível “humano”, quando chegamos ao grupo. Então, começamos a sentir uma hostilidade especial mútua e colocamos um muro entre nós.

Na medida em que queremos ficar mais próximos uns dos outros, para estudar juntos, para ter refeições comuns, e unir-nos para chegar à qualidade de doação, nós sentimos um ódio ainda maior entre nós, aversão, e a relutância para nos conectar. Nosso ego se manifesta neste momento particular. Ele não está presente nas pessoas comuns; apenas aqueles que querem se conectar para alcançar a espiritualidade o têm. Estas pessoas descobrem que não podem fazer nada com ele. Por quê? Porque mais tarde eles desenvolvem a necessidade da força superior.

De onde vem essa força? Inicialmente, ela está presente em um sistema perfeito e desaparece (fica oculta) depois (como resultado) de sua quebra. Esta força existe, mas se esconde no interior. Se eu tento me unir com os meus amigos e não sou capaz, o meu nível de egoísmo será revelado para mim cada vez mais (até certo ponto). Será o meu primeiro nível espiritual, o 1/125 da ascensão total.

Eu estou trabalhando nisso há meses, até que eu alcanço o estado onde serei capaz de superar a mim mesmo. Então, eu desenvolverei a necessidade da Luz, que costumava preencher-nos e agora está oculta lá dentro, e eu quero que ela venha, revele-se, e conecte-nos.

Esta exigência libera o primeiro nível espiritual para mim: eu, o meu amigo, e a Luz superior entre nós. Depois disso, a minha meta é chegar ao próximo nível, onde o ego vai crescer ainda mais, e o ódio que eu desconhecia existir emergirá.

Eu vou ficarei irritado e repelido por pequenas coisas no meu amigo. Juntos, nós ter que trabalhar muito e nos elevar ao segundo dos 125 níveis, e desta maneira até o fim da correção.

Da Lição 1 na Convenção da Espanha, 03/06/11

A Antena Que Recebe Sinais Do Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você dá muitos exemplos da ciência quando falamos sobre a Cabalá. Houve um inventor famoso na Itália chamado Guglielmo Marconi, que aperfeiçoou o primeiro receptor de rádio, melhorando a sua sensibilidade a tal ponto que permitiu a conexão a uma grande distância. Então, será que nós precisamos melhorar a sensibilidade da nossa alma da mesma forma, para desenvolver uma conexão com os outros? A fé é a mesma antena que garante a nossa conexão com o Criador?

Resposta: Guglielmo Marconi foi um grande cientista, e ele tinha muitos segredos. Ele só nos revelou uma pequena parte das suas descobertas. Ele descobriu ondas que ainda desconhecemos, que prontamente envolvem o nosso planeta e até mesmo penetram-no completamente. Ele era um gênio único.

Quando “saimos” de nós mesmos, começamos a perceber o campo geral de energia, que preenche todo o espaço entre nós. Este campo é Deus, o Criador. Percebê-lo significa atingir o Criador, a força superior que conecta todas as almas. Então, nós, juntos, e Ele, essa força superior, o pensamento denominado “Pensamento da Criação”, tornam-se como um todo. É por isso que o homem é chamado de Adão, da palavra Dome em hebraico (semelhante ao Criador).

Nós chegamos a um estado em que simplesmente nos associamos a Ele, ou seja, existimos Nele, tendo consciência e compreendendo. Essa força a qual nos associamos é chamada de poder da fé.

A fé é a Sefira Biná (da palavra “Havana“ou compreensão). Em outras palavras, “crer” não significa fechar os olhos e mover-se como uma pessoa cega, confiando em algo que alguém disse. Não mesmo! A fé é baseada na força da doação. Quando eu sou capaz de mudar o canal do meu “receptor de rádio” interior, eu sintonizo a mesma onda, e a informação que recebo dele se chama fé.

Da Palestra em Roma, 20/05/11