Textos na Categoria 'Casamento'

A Família Como o Centro do Universo

Não há uma grande diferença entre preparar uma pessoa para criar uma relação correta conjugal e melhorar as relações com o resto em geral. É apenas necessário ter em conta que o sistema correto de relações na família é uma ótima oportunidade para subir para o nível de um mundo novo corrigido. Todos nós vamos ter que fazer isso para ter sucesso em tudo mais: Nos negócios, finanças, respeito, poder, ciência, e para ser capaz de ver o mundo e estabelecer conexões nele, para ter sucesso em pequenas transações e no comércio internacional.

A família é “pequena” e está muito próxima de uma pessoa, e é um laboratório permanentemente funcionando no qual ela pode trabalhar, cada vez mudando a si mesma e observando que tipo de mundo se abre para ela em determinado momento. Afinal, por tentar mudar o seu relacionamento com a sua esposa, ele imediatamente vai mudar as condições, como em um experimento de física ou química, e ver os resultados em conformidade. Então, ele muda as condições e recebe um novo resultado.

Este é um experimento científico, e os nossos relacionamentos uns com os outros são os parâmetros. O mundo inteiro foi construído originalmente por esta forma quando se trata de evolução, progresso e a forma final que temos que conseguir querendo ou não. [Leia mais →]

Lição De Casa Para Dois

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você pode dar um exemplo de um exercício prático comum que possa ser dado aos casais no curso de educação integral?

Resposta: Em primeiro lugar, nós precisamos estar preocupados que a sua influência mútua seja constante. Além disso, durante o tempo entre cada reunião, eles devem manter uma conexão entre si, compartilhar impressões a cada poucas horas.

Os casais trabalham juntos numa parceria. Às vezes, um deles é maior do que o outro e por vezes são iguais. Eles aprendem tudo isso num novo sistema de relações mútuas, fazendo a lição de casa todos os dias. Durante o dia eles fazem acompanhamentos:

Quantas vezes, de uma forma ou de outra, eles tiveram que lembrar o princípio “o amor cobre todas as transgressões”, quantas vezes eles precisaram transcender o seu ego, a fim de ver seu parceiro de forma positiva ao invés de negativa, e dentro de si mesmos para ver seu egoísmo como negativo em vez de positivo.

Cada um muda as críticas do parceiro pela autocrítica, ou seja, esclarecendo seus próprios atributos que são exibidos no outra como ruim. Os casais observam quantas vezes eles apoiaram um ao outro em casa, e quantas vezes estavam em contacto com outros casais, digamos, uma vez a cada três ou quatro horas, por telefone, internet ou teleconferências.

Assim, eles avançam todos os dias se encontrando no curso e recebendo novas explicações metodológicas. Depois de uma sessão de aprendizagem deve haver um workshop e lição de casa para o dia seguinte.

Além disso, a pessoa deve separar um tempo para o esclarecimento do dia passado. Pode ser que algo não foi bem sucedido. Então, o que pode ser feito para se ter sucesso? Pode ser que hoje, durante o curso, em vez de avançar de acordo com o plano, vale a pena passar revisar na aula e no workshop os mesmos temas e questões que se acumularam de ontem.

Da “Discussão sobre Formação Integral” 11/07/12

Homem De Família Modelo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Muitos membros da família desses amigos que já se incluíram no sistema integral começaram a reclamar que os amigos se tornaram mais preguiçosos e pararam de tomar conta de algumas necessidades. Qual é a maneira correta de lidar com isso? Afinal, a pessoa não deve se esforçar e cumprir as suas obrigações familiares, assim como todos os outros?

Resposta: Todos devem atualizar sua necessária participação nas questões familiares, e isso deve ser feito como parte do esforço em seu progresso espiritual. Você deve atender às necessidades da sua família. Isso está funcionando com o mesmo egoísmo, não só com o egoísmo pessoal, mas também com o egoísmo da família. Este trabalho contribui para o seu avanço.

Comentário: Para os vizinhos, esta pessoa deve parecer totalmente normal, cuidando de sua família, ganhando dinheiro, se esforçando para resolver os problemas corporais, etc.

Resposta: Até certo ponto. No entanto, ela não deve se esforçar para ganhar mais do que aquilo que é necessário para as necessidades básicas. Tudo o que ela ganha em excesso, ela está pronto para desistir, com o propósito de unir o mundo em todos os esforços e eventos. É assim que ela age.

Da “Discussão sobre Educação Integral” 30/05/12

A Questão Das Salas

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos cumprir as recomendações da educação integral no cotidiano familiar, nas relações mútuas entre marido e esposa?

Resposta: Eu não vejo nenhum problema aqui. Nas palestras para casais, nós ensinamos o capítulo chamado “livre arbítrio”. Ele fornece informações sobre a natureza e a sociedade, de onde concluímos que a pessoa é um produto do ambiente. Então, se ela quiser mudar, ela só precisa escolher o ambiente que irá mudá-la. Isso depende da decisão da pessoa, e a realização está nas mãos do ambiente.

Suponha que há várias salas diante de você e em cada uma há um ambiente especial. Uma sala vai transformá-lo num criminoso, na outra sala você vai se tornar um intelectual, na terceira sala você será perfeito, na quarta sala você vai saber como tomar as decisões certas e na quinta sala você vai se tornar um perfeito homem de família. Você escolhe uma sala, atravessa-a, e sai na outra porta completamente formado, um graduando em Oxford ou um ladrão, um gigolô ou um homem de negócios, etc. Tudo depende das “quatro paredes”.

Esta é a razão de ser tão fácil; tudo que você precisa é ensinar a pessoa este princípio e preparar o ambiente certo para ela. Então, ele irá, sem dúvida, ter sucesso. Assim, o problema que estamos enfrentando é dividido em duas partes:

  • Ajudar a pessoa a decidir, de modo que ela vai escolher o “quarto” correto, ou seja, o ambiente correto.
  • Preparar este ambiente para ela.

Assim, nós lhe damos tudo o que ela precisa.

Aos poucos as pessoas vão aderir ao novo ambiente, expandi-lo em quantidade e reforçá-lo em qualidade. À medida que ele se tornar mais atraente, será mais fácil para as pessoas escolhê-lo e todos terão a chance de ser corrigidos. Não é difícil, tudo que a pessoa tem a fazer é tornar-se parte desta sociedade, e ela a influenciárá.

Claro, o processo de incorporação e melhoria tem de ser acompanhado pelas ferramentas certas, mas no todo ele é muito simples: a pessoa não tem que mudar a si mesma, ela só precisa estabelecer a conexão correta com o ambiente direito.

Da “Discussão sobre Formação Integral” 11/07/12

A Família É Apoio E Modelo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se eu ver que meu marido não gosta de mim, eu tenho que deixar esse sentimento de lado?

Resposta: Não, você não deve apagar o sentimento, mas tentar se elevar acima dele. Você estabelece tal atitude a respeito de seu marido que é como se você estivesse recebendo amor absoluto dele.

Pergunta: Eu devo compartilhar meus sentimentos com ele?

Resposta: Sim, é claro. Diga-lhe que, “Segundo a minha natureza, egoisticamente, eu sinto que não estou recebendo suficiente amor e cuidado de você. Você não se importa comigo como antes, você não me traz flores, não mostra que se importa. Nós não vivemos da maneira que costumávamos quando éramos jovens, quando éramos felizes juntos e costumávamos passar mais tempo juntos. Hoje, é como se cada um estivesse sentado no seu canto e minhas exigências de você têm crescido a tal ponto que é como se elas estivessem preenchendo completamente nossas relações mútuas.

Mas eu não quero nada de você, exceto uma coisa: em vez de reclamar um do outro, vamos apresentar as reclamações a nós mesmos. Vamos ver as deficiências de cada um como a nossa. Vamos fazer este exercício psicológico.

Este exercício vai ajudar cada um a ver o seu parceiro como perfeito e você como não tão perfeito. Então, acima de todas as nossas falhas, vamos tentar tratar um ao outro como parceiro: esta é a verdadeira plenitude. No final, apesar de tudo que está acontecendo, vou tratá-lo apenas com amor, como uma mãe trata o filho de acordo com o princípio, “O amor cobre todas as transgressões”.

Eu exijo a mesma coisa do meu parceiro, já que sua atitude em relação a mim vai aumentar a minha atitude para com ele. Eu também preciso de um modelo bom e correto dele, de modo que ele tem que tratar seriamente os nossos esforços no trabalho acima do ego. Quanto melhor o exemplo do meu parceiro, maior e mais importante ele parecerá a mim, e mais respeito eu sentirei em relação a ele. Isso vai me dar o poder de retribuir-lhe na mesma medida.

Por um lado, eu tenho que elevar o meu parceiro aos meus olhos e apreciar o modelo que ele retrata. Afinal, ele supera seus impulsos, e, ao mesmo tempo, eu descubro uma “fraqueza” à medida que o meu ego me puxa para baixo pelas pernas e não permite que eu me eleve acima de mim mesmo. Por outro lado, eu devo sempre ser responsável e ser um modelo para o meu parceiro e, assim, fortalecê-lo. Assim nós nos tornamos modelos uma para o outro. Cada um tenta ser o professor e o aluno do outro ao mesmo tempo; uma vez ele levanta a cabeça e outra vez ele abaixa. Este apoio mútuo já é a correta e igualitária conexão mútua. Assim, a nossa interdependência mútua é revelada.

De tempos em tempos, nós temos que descobrir o benefício recebido, o novo sistema de nossas relações mútuas, que se baseia em concessões mútuas e em cada um superar a si mesmo. Nós nos elevamos ao nível do amor mútuo, deixando as queixas mútuas embaixo, mas não destruímos nada e não nada “varremos para debaixo do tapete”, mas apenas construímos algo novo a partir dos mesmos blocos, dos meios anseios internos que constantemente aumentam o ego.

Portanto, nós estamos constantemente nos sentindo mutuamente dependentes. Eu tenho que constantemente apoiar o meu parceiro e ser um modelo de superação, e preciso a mesma coisa dele. Assim, nós nos tornamos verdadeiros parceiros contra o nosso ego comum, contra o nosso inimigo comum, que chamamos de “serpente”. Ao confrontá-la começamos a nos aproximarmos um do outro e isso nos torna um todo.

Da “Discussão sobre Formação Integral” 11/07/12”

A Mulher Não Deve Ignorar Seu Marido

Dr. Michael LaitmanPergunta: Segundo as estatísticas, 85% das mulheres compartilham todos os seus segredos com suas amigas, e uma porcentagem igual de homens compartilham todos os seus segredos com suas esposas. Vamos imaginar por um momento que um homem venha com seus problemas até sua esposa e constantemente fale das injustiças de seus amigos e da negatividade em seu entorno. Isto leva muitas mulheres a pensar muito mal do ambiente de seu marido.

Resposta: Essa mulher não é suficientemente treinada; ela não é um psicólogo. Para uma família existir em equilíbrio, a mulher deve ser como o psicólogo da família.

Um homem chega à sua esposa da mesma forma que antes foi à sua mãe; nós podemos entender isso. A este respeito, ela deve se sentir como uma mãe em relação a ele. Ele tem uma necessidade, uma necessidade disso. Portanto, está escrito: “Que ele deixe os pais e se uma à esposa”. Isso não é simplesmente porque a mulher personifica a força que dá à luz e desenvolve. O homem, por assim dizer, está jogando a lenha na fogueira e tudo mais está acontecendo através da força feminina.

As pessoas deveriam entender isso. Se isso não acontecer, então é claro que a mulher vai começar a ignorar o seu marido. Nós precisamos chegar a um estado onde homens e mulheres irão interagir corretamente um com o outro, e agora este não é o caso.

Da “Discussão sobre Formação Integral” 28/05/12

O Que Impedirá Conflitos Familiares?

Dr. Michael LaitmanPergunta: É comum numa família a mulher sempre insistir em querer fazer as coisas a sua maneira; no entanto, o homem também quer provar que está certo. O conflito começa com pequenas coisas e acaba em divórcio. Como nós vamos encontrar um acordo entre homens e mulheres?

Resposta: Antes de resolver os conflitos entre homens e mulheres, dê-lhes educação! Como você consegue resolver qualquer coisa com o que há hoje? Vemos que nada está sendo resolvido.

Enquanto você não os “arrastar” através dos cursos de educação integral, tendo colocado as mais duras condições diante deles, com eles precisando superá-las, eles não vão receber a recompensa e vários benefícios. É impossível resolver qualquer coisa com qualquer um, já que tudo está sendo resolvido da maneira antiga.

Se você quer alterar as relações sociais e familiares, você precisa mudar as pessoas, suas inter-relações. E como as relações podem mudar se seus jogadores não são mudados? Eles vão ficar na mesma situação. Claro, você pode suprimi-los e, possivelmente, externamente as relações não serão demonstradas de forma tão expressiva.

Comece gradualmente a educar as pessoas, explicando-lhes em que consiste o sistema. Inclua-as nas mesas redondas, nas discussões entre si. Durante as mesas redondas, eleve-as gradualmente acima das soluções dos problemas, na comunhão, no sonho, brinque com elas como com as crianças, desperte a criança em cada um delas. Elas estão suprimindo tudo isso dentro delas, elas estão se comportando como provocadoras de propósito, não para revelar a si mesmas; é um instinto de proteção.

Da “Discussão sobre Educação Integral” 28/05/12

A Origem Da Família

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (do National Institute for Mathematical and Biological Synthesis): “Nos primórdios da evolução humana, quando fêmeas fiéis começaram a escolher bons provedores como companheiros, a forte afinidade substituiu a promiscuidade, estabelecendo as bases para o surgimento da instituição da família moderna, descobriu um novo estudo. …

“O estudo demonstra matematicamente que as teorias mais comumente propostas para a transição para a forte afinidade não são biologicamente viáveis. No entanto, o estudo promove um novo modelo que mostra que a transição para forte afinidade do casal pode ocorrer quando a escolha da fêmea e a fidelidade, entre outros fatores, estão incluídas. O resultado é uma maior ênfase no provisionamento do sexo feminino em relação à concorrência para o acasalamento. …

“‘Uma vez que as fêmeas começam a mostrar preferência por ser provisionadas, o investimento dos machos de baixo ranking no provisionamento das fêmeas surte efeito sobre a competição macho a macho”, explicou Gavrilets. Gavrilets diz que os resultados do estudo descrevem uma “revolução sexual”, iniciada pelos machos de baixo ranking, que começaram a provisionar a fim de obter acasalamentos. “Uma vez que o processo estava em curso, ele levou a uma espécie de autodomesticação, resultando em um grupo de espécies de machos provedores e de fêmeas fiéis”, disse ele.

“O estudo revela que a escolha da fêmea desempenhou um papel crucial na evolução humana e que estudos futuros devem incluir a variação entre indivíduos para ajudar a explicar os dilemas sociais e comportamentos, de acordo com Gavrilets”.

Meu comentário: O verdadeiro guardião dos valores da família é o homem que não se esquece de comprar comida no caminho para casa, mas não aquele que reina sobre toda a família. E no seio da família, a evolução nos leva à união, mas não ao domínio.

O Casamento Está Associado A Um Maior Bem-Estar

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (do GALLUP): “Nos EUA, o estado civil da pessoa parece ter um impacto sobre o bem-estar. Os americanos que são casados ​​têm maior bem-estar do que aqueles que não são casados, ficando para trás aqueles que atualmente estão separados ou divorciados. …

“Certamente, o casamento tem benefícios econômicos e terminar um casamento pode ter graves consequências econômicas, o que ajuda a explicar parte da diferença no bem-estar por estado civil. …

“O casamento também traz companheirismo, apoio emocional e parceria para lidar com altos e baixos da vida que podem promover um maior nível de bem-estar pessoal. A interação social é parte inerente do casamento, e as análises do Gallup têm mostrado claramente que o tempo gasto socialmente e as próprias redes sociais estão positivamente associados ao bem-estar elevado”.

Meu comentário: De acordo com a Cabalá, a instituição do casamento é a base para o desenvolvimento sustentável e a existência de uma pessoa, protegendo-a do stress e criando um tipo especial de estabilidade interna. Por muito tempo, os Cabalistas não aceitavam alunos solteiros, considerando subdesenvolvido o homem que não tinha família, pelo menos socialmente, e isso não permitia que ele se realizasse plenamente neste mundo, para o que a Cabalá se destina.

A Extraordinária Leveza Do Ser

Dr. Michael LaitmanO divórcio tornou-se muito comum hoje em dia. Há um aumento no número de casais divorciados recentemente e sua idade está caindo. Alguns casais se divorciam nos primeiros anos de casamento. Há uma teoria de que o casamento pode estar acabando. Afinal, a vida é cheia de tentações e é muito difícil viver com a mesma pessoa uma vida inteira.

Uma mulher que tem uma família e filhos, de repente sente que não ama mais seu marido. Ele pode ser um bom marido e bom pai, mas não importa, ela simplesmente não o ama. Há um novo fenômeno natural que é comum entre muitas mulheres que, de repente, perdem o sentimento de dependência interna e conexão com seu marido.

Isso nunca foi típico das mulheres. Uma mulher que vivia com o marido sempre se acostumava a ele e sentia que pertencia a ele. De repente, tudo isso se foi. Este é o resultado natural do nosso desenvolvimento. Não devemos culpar as mulheres se este é um fenômeno natural. Primeiro temos que estudar o fenômeno e ver o que fazer em relação a isso.

Isso é resultado do nosso desenvolvimento: nós deixamos o nível animal e subimos ao nível humano (Adão), que se assemelha (Domeh, em hebraico) à Natureza global. Uma vez que agora temos que nos conectar com esta Natureza geral, com toda a humanidade, isso quebra as nossas conexões pessoais. A Natureza quer “abrir nossos olhos”, para nos tirar do quadro familiar para que possamos voltar a ele mais tarde, porém num nível diferente.

Todo mundo se lembra da sensação de estar apaixonado, das emoções fortes e incomuns, do entusiasmo, da inspiração e da plenitude, pelos quais vale a pena estar juntos e construir uma família. Porém, com o tempo, esse sentimento desaparece. Então, por que naturalmente nos apaixonamos, e mais tarde isso desaparece, obrigando-nos a olhar para isso todas as nossas vidas?

A Natureza quer que alcancemos o amor verdadeiro e rompamos o amor egoísta animal que não dura. Nós temos que mudar a atração instintiva pelo sexo oposto, causada pela paixão natural e os hormônios, para uma conexão mais proposital.

A conexão normal é formada porque estamos vivendo pelos filhos ou por uma casa compartilhada. Além disso, é conveniente estar juntos, já que podemos ajudar uns aos outros e apoiar-nos mutuamente quando envelhecermos. Mas hoje nós temos que encontrar uma maior conexão interna. É impossível manter uma pessoa nos quadros antigos: ela pode jogar fora tudo e ir embora. Os filhos crescem e saem de casa e não há nada que nos mantenha juntos; por isso nós dividimos tudo o que temos e nos divorciamos. Vemos isso em toda parte.

A fim de manter a unidade familiar, nós precisamos de um motivo mais sublime. É assim que temos que alcançar a paz e a compreensão em todo o mundo, uma vez que não sobreviveremos de outra forma. Mas quando nos conectamos com o mundo todo, porque não temos escolha, de repente descobrimos que o lucro principal não é o sucesso econômico! Ele foi apenas a desculpa para nos forçar a construir melhores conexões.

De repente, nós realmente descobrimos que há um sentimento totalmente novo nessa conexão, que nos desprende da vida corpórea. Nós sentimos uma vida mais plena, mais espiritual. De repente, nós descobrimos uma satisfação que não sentimos em toda a nossa vida. Nós simplesmente flutuamos no ar, sentindo a extraordinária leveza do ser sem sentir a morte.

Antes, eu tinha que me conectar sob as pressões da Natureza, que definia a condição: “Você se conecta ou aqui será seu local de sepultamento”. Porém, depois eu me surpreendia ao descobrir que essas relações são totalmente diferentes. Eu simplesmente não podia imaginar que isso daria uma maior satisfação, acima de toda essa vida.

Não importa o quanto você diga a uma pessoa sobre isso, ela não vai entender. Portanto, a Natureza nos empurra por trás pelo sofrimento, obrigando-nos a conectar antes de nos destruir. Nós nos conectamos porque não temos escolha, exceto descobrir no final a beleza nessa conexão.

A mesma coisa acontece na família. Agora, nós nos odiamos e não queremos estar juntos; queremos nos divorciar. Mas se cada um de nós descobre no mundo a falta de amor, a necessidade e o desejo de amar, e se cada um de nós entende que satisfação sublime o amor traz, nós vamos querer ter essas relações em nossa família. Nós vamos voltar para a família depois que aprendermos a amar o mundo inteiro! Então, vamos querer chegar a uma conexão interna e pessoal com o cônjuge.

Portanto, não importa que nos tornemos velhos após vários anos e não sejamos tão atraentes quanto antes. Não vamos nem prestar atenção nisso. Vamos sentir o primeiro amor, mas de uma forma totalmente diferente, e só depois aprenderemos a construir relações internas, conectando-nos com o mundo inteiro.

Da “Discussão sobre uma Vida Nova” # 19, 02/02/12