Palestras Sobre Os Degraus Da Escada, Parte 261

Palestras sobre os Degraus da Escada, Parte 261

O material de estudo muda quando cruzamos a barreira?

Para além da barreira, o material de estudo torna-se a própria realidade. O que significa que, para além da barreira, temos uma tela de determinada dimensão? Suponhamos que temos uma tela sobre todos os nossos corpos, e enquanto estudamos e lemos, essa tela atua em nós de acordo com o que lemos, porque estamos conectados ao livro, à luz, da mesma intensidade com que o livro foi escrito. Essa luz chega à nossa tela e ambas operam em conjunto. Elas executam o que lemos, e nós estamos presentes nessas mesmas ações.

Não é que nós mesmos saibamos como fazer isso. Simplesmente acontece dentro de nós, como se estivéssemos assistindo a uma peça de teatro, ou como se estivéssemos lendo um livro mágico em que atores aparecem na página que estamos lendo e começam a atuar em cores vibrantes. Vivemos imediatamente a realidade sobre a qual estamos lendo. Alcançamos isso instantaneamente.

Em nosso estado atual, se nos dedicarmos corretamente ao estudo, captamos a luz circundante. Não sentimos de fato como ela brilha sobre nós ou em que medida ilumina uma frase em particular em comparação com outra. Podemos percorrer uma página inteira de O Estudo das Dez Sefirot, e a luz circundante mudará de diversas maneiras sem que a percebamos.

Nós somos como um gato na sala de um músico que está compondo uma sinfonia. O gato fica deitado num canto da sala e não se importa com nada, como se não ouvisse nada; tudo o que ouve é insignificante para ele. Está simplesmente num nível diferente. O músico toca magnificamente enquanto o gato dorme e não sente nada. Ou seja, quando a luz incide na tela não mais como luz circundante, mas como luz interior, a luz e a tela realizam a ação. Há uma ordem clara nessas ações: nos é dado um exemplo de como realizar, e nós o fazemos.