“Ame O Seu Próximo”, A Lei Geral Da Criação
Deparamo-nos com um segundo relato, ainda mais notável, sobre um convertido que veio a Hillel ( Shabat 31a) e lhe disse: “Ensina-me toda a Torá enquanto estou de pé sobre uma perna só”. E ele respondeu: “Tudo o que você odeia, não faça ao seu amigo” (a tradução de “ame seu amigo como a si mesmo”), “e o resto é o seu comentário; vá estudar” (Baal HaSulam, Matan Torá [A Entrega da Torá]).
Se eu já cumpro a regra de “ama o próximo como a si mesmo”, preciso acrescentar algo mais? Talvez algum tipo de trampolim, um grau intermediário entre minhas correções e meu relacionamento com o Criador?
“Não”, me dizem. “Você não precisa fazer nada em relação ao Criador. Pelo contrário, deixe-O em paz, deixe-O completamente em paz; não comece a corrigir seu relacionamento com Ele. Você quer se aproximar Dele, se tornar uma pessoa melhor? Isso não vai lhe ajudar. Você não pode fazer nada em relação a Ele”.
Mas você tem o seu próximo, e se em relação a ele você realizar todas as correções e alcançar um grau de amor tal que não importe mais se é você ou o seu próximo, então com isso você corrigirá completamente o seu relacionamento com o Criador e se elevará ao Seu nível”.
Assim, não se trata apenas do mandamento “ame o seu próximo como a si mesmo” ser a lei geral de toda a realidade segundo a qual o Criador se relaciona com os seres criados.
Dizemos sobre Ele: o Criador é bom e faz o bem tanto aos maus quanto aos bons. É assim que Ele se relaciona com os seres criados.
Portanto, para que eu me torne semelhante ao Seu amor pelos seres criados, está contido nesta afirmação, nesta lei de “amar o próximo como a si mesmo”. Em outras palavras, são uma só coisa.
É o mesmo lema, a mesma lei, de tal forma que, uma vez cumprida esta correção, não preciso mais de nenhum acréscimo para alcançar a equivalência com o Criador. Nisto, eu correspondo completamente a Ele, sou igual a Ele e me torno semelhante a Ele.
Da Lição Diária de Cabalá para o feriado de Sucot 03/10/26