Tudo Se Entende Por Comparação

232.01Comentário: Quando uma pessoa atinge um certo grau de consciência do mal, ela não deseja o próximo grau. Ela quer corrigir o grau atual.

Minha Resposta: Inicialmente, a pessoa simplesmente não quer permanecer onde está. Ela percebe que sua situação é muito ruim e deseja apenas uma coisa: sair dela. Portanto, ela pede ao Criador: “Faça alguma coisa, qualquer coisa; não importa o quê!”

Ela não precisa da Torá nem de uma recompensa, nada. Por ora, sente apenas que está sofrendo. Amaldiçoa a Cabalá, o Bnei Baruch e o dia em que chegou aqui; mas esta é uma fase breve que passa num instante.

Então, ela começa a comparar sua situação atual com um nível superior e compreende que vale a pena lutar por algo melhor. Seu egoísmo volta a agir: “Tudo bem, isso é ruim agora, mas existe algo melhor. Vamos conquistar isso”. O egoísmo cresce continuamente, e isso ajuda a pessoa a subir de um nível para o outro. Assim, quanto mais o egoísmo cresce, mais ele cava a própria sepultura.

O desejo de receber em uma semente é menor do que em um broto. Há duas forças opostas aqui. O que lhe ajuda a escapar do mal quando você sente que o egoísmo é o mal? Um egoísmo mais forte.

Todos esses processos são acima da nossa razão. Não é coincidência que esteja escrito: “O Criador coloca a mão de uma pessoa sobre o bom destino e diz: ‘Escolha o bem’”. Basta fazer um pequeno esforço. As respostas para as perguntas restantes ficarão claras ao longo do caminho. Eu prometo.

Da Lição Diária de Cabalá de 30/08/26, Rabash, “O que é ‘Aquele que não tem filhos’ no trabalho?”