O Que Devemos Alcançar
Comentário: A sensação de que o Criador me ajuda parece anular meu senso de “eu”.
Minha Resposta: Não, isso está incorreto. Hoje você se acha um machão: “Que Criador? Por que eu preciso Dele? Será que eu devo pedir alguma coisa a Ele?” Uma criança pequena raciocina dessa forma. Todos nós somos crianças pequenas, não só você.
Os homens tendem a ter isso. Um homem pensa: “Como pode haver alguém mais forte do que eu? Devo revelar uma força maior do que eu, uma que decide tudo, faz tudo comigo e coloca tudo em mim?!” As mulheres são diferentes. Elas têm uma predisposição para isso e, portanto, uma mulher não é obrigada a cumprir os mandamentos ou a se submeter a correções tão diretas quanto um homem.
Para os homens, tudo parte do princípio: “Eu vou governar”. Essa é toda a força da quebra, toda a essência do desejo de receber.
A partir disso, podemos compreender o que devemos alcançar. Devo entrar em ação conjunta com os outros no caminho para a humildade, para o amor. Mas isso acontece gradualmente: primeiro, a pessoa se anula e, em seguida, entra em conexão com o Criador. Não no sentido de que eu entre imediatamente em contato com Ele, dizendo: “Vamos nos unir e ser parceiros”, mas no sentido de que, através do processo de desenvolvimento, a pessoa sente como anula o seu “eu” perante o Criador.
Da Lição Diária de Cabalá 30/08/26, Rabash, “O que é ‘Aquele que não tem filhos’ no trabalho?”