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A Fundação De Uma Nação É A Unidade Interna

281.02Esses laços frouxos — língua, religião e história — são valores importantes, e ninguém nega seu mérito nacional. No entanto, eles ainda são completamente insuficientes para se basear no sustento independente de uma nação. No final, tudo o que temos aqui é uma reunião de estranhos, descendentes de culturas de setenta nações, cada um construindo um palco para si mesmo, seu espírito e suas inclinações. Não há nada elementar aqui que nos une a todos desde dentro em uma única massa.

Sei que há uma coisa comum a todos nós: a fuga do amargo exílio. No entanto, esta é apenas uma união superficial, como um saco que mantém as nozes juntas, como foi dito acima. É por isso que eu disse que devemos estabelecer para nós mesmos uma educação especial por meio de uma ampla circulação, para incutir em cada um de nós um sentimento de amor nacional, tanto de uma pessoa para outra, quanto dos indivíduos para o todo, para redescobrir o amor nacional que foi incutido dentro de nós desde o tempo em que estávamos em nossa terra como uma nação entre as nações (Baal HaSulam, A Nação).

Pergunta: Uma pessoa deve ser influenciada por algumas forças sobrenaturais?

Resposta: Pelo contrário, são as forças naturais.

Pergunta: É possível dar um exemplo da história quando o povo judeu estava unido?

Resposta: Não, mesmo na época da recepção da Torá e da existência dos Templos, os judeus ainda tinham guerras entre si. Quando tal exemplo aparecer, essa será a correção do mundo.

De KabTV, “Estados Espirituais”, 26/04/22

O Terceiro Templo Não É Um Edifício

292Pergunta: Anya pergunta: “Quando o Terceiro Templo será construído? Eu acredito sinceramente que então virá o silêncio, e entenderemos que é proibido matar uns aos outros, odiar uns aos outros. Eu quero tanto que a paz venha. Diga-me, sua nação construiu o Primeiro e o Segundo Templos; foi uma época feliz, não foi? Quem construirá o Terceiro Templo? Como isso vai acontecer? É possível acelerar a construção? E nosso mundo chegará à paz e à felicidade? Eu estou compreendendo corretamente?”

Resposta: Não sei exatamente o que você entende com base no que escreveu. Eu entendo que, se vamos construir o Terceiro Templo, agora precisamos recrutar chineses, taiwaneses ou árabes para o nosso lado.

Reúna-os, colete materiais de construção, contrate um escritório enorme que faça o projeto e tudo mais. Recrute especialistas que pensem em como deveria ser e assim por diante. E comece a construir lentamente. Colete dinheiro de todo o mundo.

Mas, vamos concordar com isso: o Terceiro Templo não será um edifício. Ele será construído a partir do coração das pessoas, dos desejos das pessoas que desejarão que ele exista. E não haverá nada material, tangível, vegetativo ou animado nele, mas apenas desejo humano.

Pergunta: Então nós somos os construtores do Templo?

Resposta: Nossos desejos! Aqueles que desejam se unir e se complementar a tal estado que possam montar um lugar que conterá o Criador. O Criador não precisa de pedras. O Criador precisa de desejo! Nosso anseio de nos unirmos uns aos outros, que ao mesmo tempo se tornará essa casa, esse será o lugar para a revelação do Criador a toda a humanidade.

Pergunta: Então o Criador só pode entrar em tal casa? Em um desejo, direcionado à unidade, à conexão de todos. Esta é a casa construída de corações?

Resposta: Sim.

Pergunta: Tem janelas, portas?

Resposta: São desejos! Nada é necessário. Apenas desejos, desejos coletivos, unidos apenas no fato de que juntos, em conexão, em amor um pelo outro, alcançaremos tal estado que será igual à qualidade do Criador. E isso é chamado de Terceiro Templo.

Pergunta: Anya diz que o povo judeu construiu o Primeiro e o Segundo Templo, e eles foram destruídos. Quem está construindo o Terceiro Templo?

Resposta: Todas as nações do mundo. O mundo inteiro.

Pergunta: O que empurrará o mundo inteiro para isso, para construir o Terceiro Templo?

Resposta: A humanidade será incitada a construir o Terceiro Templo percebendo a necessidade de boas intenções, pensamentos, ou, Deus me livre, de estados de amargura, fraqueza, guerra e grande sofrimento.

Comentário: O que parece estar mais próximo, infelizmente.

Minha Resposta: Não, deve estar em algum lugar no cruzamento deles.

Pergunta: Ou seja, talvez algo leve para frente e algo apareça à frente, e algo empurre por trás?

Resposta: É como sair do Egito. Os egípcios estavam perseguindo por trás, e Moisés estava andando na frente e indo direto para o Mar Vermelho. Nenhum deles é bom, mas este é o estado para o qual você precisa se mudar.

Pergunta: E assim passaremos para a construção do Terceiro Templo?

Resposta: Sim.

Pergunta: Mas definitivamente será construído?

Resposta: É inevitável! Já é inevitável; não há nada que possa ser feito. Procedendo exatamente deste fim, vem o começo da criação e o começo de tudo o que existe.

Pergunta: Então você pode dizer que o Criador olha para a humanidade deste estado e nos convida?

Resposta: Sim.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 25/04/22

Em Um Turbilhão De Dúvidas

276.02Comentário: Está escrito nas fontes que o Faraó é uma qualidade do Oref (parte de trás do pescoço), mar estreito (Metzar-Yam). Quando o bem superior desce para o inferior, o Faraó o suga com sua pergunta: “Quem é o Criador para que eu O escute”?

Minha Resposta: O problema é que quando uma pessoa aspira à espiritualidade, surgem nela toda sorte de dúvidas, que, em princípio, se expressam em duas perguntas: “A quem devo ouvir? Onde devo ir”?

Por que eu deveria me curvar diante das qualidades de doação e amor? Por que eu deveria me aproximar dos outros? Por que eu deveria odiar a recepção e exaltar a qualidade de doação? Todas essas questões, que podem ser expressas de outra forma, são chamadas de questões de Ma (O quê?) e Mi (Quem?).

Pergunta: O que devo responder se minha voz interior acordar e disser: “Quem é o Criador? Por que eu deveria ouvir e trabalhar para Ele?”

Resposta: O problema não é “Quem é o Criador?”, mas “Quem é o Criador para que eu o escute?”. Essas perguntas não podem ser respondidas de forma alguma. Há apenas uma resposta, eu vou acima dessas perguntas.

Pergunta: O que me dará o combustível para superá-las?

Resposta: Você não tem outra escolha. Uma vez que você comece a responder dessa maneira, verá que tem energia e a oportunidade de continuar o caminho espiritual. Assim que você der o primeiro passo, o combustível aparecerá imediatamente de algum lugar.

Nossa natureza só funciona se tivermos algum benefício com isso. Embora, por um lado, a natureza de uma pessoa pareça estar atrás do Faraó, ela está, na verdade, atrás do Criador. Devemos entender que isso é organizado especialmente dessa maneira para educar uma pessoa.

De KabTV, “Estados Espirituais”, 14/04/22

No Beco Sem Saída Da Ciência

256Estou convencido de que todo o cosmos está unido tanto no sentido material quanto no espiritual. Dentro do universo existe um centro (jezgro) de onde recebemos toda a nossa força, toda inspiração: ela nos atrai; eu sinto seu poder e valores que ele emite para todo o universo e assim o mantém em harmonia. Eu não sonhei o mistério desse centro, mas sei que ele existe, e quando desejo dar-lhe algum atributo material, penso que é Luz, e quando procuro compreendê-lo espiritualmente, é Beleza e Caridade. Aquele que carrega essa fé dentro de si sente-se forte, o trabalho é uma alegria para ele, pois ele se sente como um tom dentro da harmonia universal (Nikola Tesla).

Minha Resposta: Tesla era um grande cientista. Sua atitude para com o mundo era realmente especial: um mundo único que se oferece para se revelar a nós. Mas então, ainda não era a hora.

Havia pessoas assim em todas as épocas que podiam se elevar acima de si mesmas, acima da atitude mecânica em relação à ciência. Em outras palavras, elas não são técnicas, mas antenadas. Essa é a estrutura de sua alma.

Sentem que para compreender o mundo precisam de ferramentas diferentes, que ainda não possuem.

Ou seja, a ciência – como está estruturada e avançando hoje – não a alcançará por si mesma. Tornou-se puramente mecânica. Portanto, há uma crise na ciência. Os cientistas constantemente nos alimentam com todo tipo de coisas supostamente interessantes para que eles mesmos possam existir e mostrar que estão fazendo algo.

Mas, em princípio, a própria ciência está em uma enorme crise, e isso é reconhecido. Além disso, se no passado havia esses períodos de crise em que pretensamente divulgávamos tudo e não havia mais nada para descobrir, agora é o contrário. Vemos que chegamos a uma espécie de beco sem saída além do qual nada podemos revelar.

De KabTV, “Close-Up. A Vontade do Universo”, 28/11/10

O Que O Mundo Espera Dos Judeus

400Pergunta: Como os judeus estão conectados com o desenvolvimento da humanidade e com o período atual, quando a questão do sentido da vida é particularmente aguda?

Enquanto a natureza mais ou menos acariciava a humanidade na cabeça, ela se esquecia dos judeus. Hoje, quando não temos para onde correr, toda a atenção está novamente voltada para eles. Por quê?

Resposta: Porque os judeus têm a solução para a essência da nossa vida. A chave para a resposta à questão de para onde ir a seguir, como alcançar a verdadeira felicidade, a existência ilimitada e eterna, a perfeição, a harmonia – em geral, tudo o que involuntariamente buscamos internamente, para onde o nosso desenvolvimento interno natural nos empurra – está com eles.

Portanto, inconscientemente, todas as pessoas no mundo prestam atenção a eles, os consideram culpados por seus problemas e estão certos.

De KabTV, “Close-Up. Volta ao Mundo”, 12/05/11

No Meio Entre O Amor E O Ódio

562.01Nas Notícias (Os cientistas provam que realmente uma linha tênue entre o amor e o ódio”):O amor e o ódio estão intimamente ligados dentro do cérebro humano, de acordo com um estudo que descobriu a base biológica para as duas emoções mais intensas.

“Cientistas que estudam a natureza física do ódio descobriram que alguns dos circuitos nervosos no cérebro responsáveis por ele são os mesmos usados durante o sentimento de amor romântico – embora amor e ódio pareçam ser polos opostos. …

“As descobertas podem explicar por que tanto o ódio quanto o amor romântico podem resultar em atos semelhantes de comportamento extremo – tanto heroicos quanto malignos – disse o professor Semir Zeki, da University College London, que liderou o estudo publicado no jornal on-line PloS ONE.

“’O ódio é muitas vezes considerado uma paixão maligna que deveria, em um mundo melhor, ser domada, controlada e erradicada. No entanto, para o biólogo, o ódio é uma paixão que tem o mesmo interesse do amor”, disse o professor Zeki.

“’Como o amor, o ódio muitas vezes é aparentemente irracional e pode levar o indivíduo a atos heroicos e malignos. Como dois sentimentos opostos podem levar ao mesmo comportamento?’”

Pergunta: O que você acha? São dois conceitos completamente opostos!

Resposta: Eles provocam a mesma sensação.

Pergunta: “Há êxtase na batalha”. Mas o ódio ainda é uma coisa tão obscura. E o amor é tão claro.

O que é amor e ódio para você?

Resposta: Isso é somente quando há uma terceira adição chamada meta, que eu alcanço. Amor por si só e ódio por si só, são inúteis.

Pergunta: O que significa que há um objetivo para o qual estou me movendo. Ao longo do caminho eu tenho amor-ódio, amor-ódio. É assim que eu me movo o tempo todo? É isso que você quer dizer?

Resposta: Sim, com a ajuda do amor e do ódio, estamos nos movendo em direção a uma meta que não inclui nem amor nem ódio.

Pergunta: É possível avançar em direção à meta somente com a ajuda do amor?

Resposta: Como? Onde estão as qualidades opostas? Como você vai se mover em uma perna? Não tem jeito.

Pergunta: É impossível apenas amar? Devo odiar?

Resposta: Este é o erro de todos aqueles filósofos e cientistas políticos.

Pergunta: Quem só quer vir para o amor?

Resposta: Sim, ou apenas uma coisa.

Pergunta: Eu devo em algum momento ao longo desta estrada chegar a um ódio enorme, um ódio terrível?

Resposta: Apenas na linha do meio.

Pergunta: No meio – isso significa mover-se entre o amor e o ódio?

Resposta: Sim, constantemente.

Pergunta: Por favor, diga-me: quando eu odeio, devo sentir que odeio?

Resposta: Claro! Ódio enorme! Você deve tremer! Da mesma forma que alguém estaria tremendo de desejo de amor.

Pergunta: Devo odiar esse meu enorme ódio? Eu deveria chegar a isso?

Resposta: Depende de qual nível. Talvez você o acolha.

Pergunta: Porque ele me leva à meta?

Resposta: Claro. Então você vai parar de levar em conta se é amor ou ódio completamente. O principal é se mover em direção à meta, movendo-se ao longo da linha do meio.

Eu acredito que tanto o amor quanto o ódio são necessários.

Pergunta: O movimento é, em qualquer caso, ao longo da linha do meio entre esses dois pontos?

Resposta: Sim. Tudo existe em relação ao homenzinho.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 10/02/22

“Como Você Encontra Forças Para Perdoar?” (Quora)

Dr. Michael LaitmanMichael Laitman, no Quora: Como Você Encontra Forças Para Perdoar?

Como podemos encontrar forças para perdoar? Podemos encontrar a força para perdoar quando entendemos a natureza humana e que nossa natureza nos obriga a ser do jeito que somos.

Está escrito sobre isso: “Vá ao artesão que me fez”. Em outras palavras, “Por que você está ficando bravo comigo?” “Por que você está me culpando?” “Vá Àquele que me fez assim, que me ativa e me opera assim o tempo todo. Eu, por mim mesmo, não sou nada”.

Em outras palavras, há fantoches diante de você através dos quais você precisa se relacionar com Aquele que fez tudo isso. Ao se relacionar com a força por trás de tudo e de todos, chamada “o Criador” na sabedoria da Cabalá, você faz um pedido para entender corretamente aqueles que estão diante de você, para vê-los como representantes do Criador para você. Então, você alcança a percepção de que tudo em sua vida, na natureza nos níveis inanimado, vegetativo, animado e humano, existe para que você descubra a atitude do Criador em relação a você.

O que é o Criador? O Criador, que recebe vários nomes na sabedoria da Cabalá, incluindo “natureza”, “luz superior” e “força superior” entre outros, é a força geral da natureza, a lei geral da realidade: uma qualidade, força e lei de amor, doação e conexão. Não tem nada a ver com religião ou crença.

Nós existimos em um pensamento. Pense nisso como um enorme programa de computador. Em última análise, neste sistema, o papel de cada pessoa é nos ajudar a alcançar um estado final de “Ame o seu próximo como a si mesmo”. Esta é a lei de toda a realidade, de toda a nossa vida e existência.

Baseado em “Nova Vida, episódio 1185” com o cabalista Dr. Michael Laitman, Yael Leshed-Harel e Oren Levi. Escrito/editado por alunos do Cabalista Dr. Michael Laitman.
Foto de Gus Moretta no Unsplash.

“A Globalização Precisa De Uma Correção Urgente” (Medium)


Medium publicou meu novo artigo: “A Globalização Precisa De Uma Correção Urgente

Em entrevista à CBS News em 8 de março de 2009, durante a crise financeira que ficou conhecida como a Grande Recessão, o então economista da Wachovia Corp., Mark Vitner, disse que desvincular as economias emaranhadas do mundo é “como tentar separar ovos mexidos. Só não pode ser feito tão facilmente. Não sei se isso pode ser feito”. Desde então, ficamos ainda mais emaranhados. No entanto, a crise alimentar em desenvolvimento por causa da guerra Rússia-Ucrânia, a crise dos semicondutores e os atrasos nas remessas por causa da pandemia e as crescentes tensões internacionais trouxeram de volta a questão da desglobalização.

Na reunião de 2022 do Fórum Econômico Mundial (WEF), que terminou na semana passada, a desglobalização foi novamente um tema importante. O Financial Times relatou em uma história que “A era de três décadas de globalização corre o risco de retroceder de acordo com executivos e investidores da empresa”, e em outra história, argumentou que “o progresso tecnológico sugere que a mudança da globalização pode trazer benefícios, bem como desafios”.

Concordo com a observação de Vitner de que é impossível desglobalizar a economia mundial. Não pode ser feito, nem agora, nem nunca, e no futuro será ainda mais emaranhado do que hoje.

No entanto, e é por isso que os economistas estão brincando com a ideia de romper os laços entre as economias do mundo, a globalização está agravando os problemas do mundo porque é baseada em relações tão negativas que devemos parar seu progresso e não continuar até que a organizemos de forma base mais positiva para todos os envolvidos.

Atualmente, estamos nos relacionando com nossas relações econômicas da mesma forma que estamos nos relacionando com todas as nossas relações: a partir de uma abordagem exploradora. Sem perceber que a economia atende às nossas necessidades mais básicas e, portanto, não deve ser tratada como um meio de abusar e atropelar outras pessoas, a economia mundial continuará desacelerando e a escassez de alimentos e gás aumentará.

A paralisia levará à fome em muitos países e à grave escassez de alimentos básicos em muitos outros. Como resultado, os conflitos se tornarão violentos, as guerras eclodirão e a vida retornará às condições do século XIX. Não podemos nos permitir maltratar uns aos outros quando se trata de questões econômicas.

O que é ainda mais frustrante é que a escassez não é real; é resultado da falta de vontade das nações em fornecer a outros países os produtos necessários. Se mudarmos nossa atitude em relação uns aos outros, descobriremos que já temos abundância de tudo e não haverá escassez de nenhum tipo.

Graças à globalização, pequenos países como Cingapura, Israel, alguns dos Estados árabes do Golfo Pérsico, países europeus com pequenas populações e pequenas ilhas podem prosperar apesar de seu tamanho. Importam o que precisam, que é quase tudo, e exportam produtos ou tecnologias únicas, ou dependem do turismo. No entanto, na ausência de laços extensos e construtivos entre países e nações, esses países não serão capazes de se sustentar e simplesmente desaparecerão.

Não obstante, não seremos capazes de deixar de ser dependentes uns dos outros. Podemos pensar que podemos, e é por isso que a desglobalização foi um tema de discussão no WEF, mas não seremos capazes de fazê-lo. De uma forma ou de outra, teremos que melhorar nossos relacionamentos e parar de tentar menosprezar e menosprezar um ao outro. Descobriremos que mesmo tentar fazê-lo, como está acontecendo agora, causa um tremendo dano a todos, inclusive a nós mesmos.

Não há como passar pela mudança sem algum nível de dor. A dor é o único impulso para a mudança. No entanto, espero que sejamos inteligentes o suficiente para responder a isso rapidamente, para que o nível de dor que devemos suportar não implique uma terceira guerra mundial nuclear.

A evolução natural da humanidade nos conectou, e a natureza não inverte seu caminho. Portanto, tudo o que podemos fazer é tentar avançar de forma agradável e não dolorosa.

Se dedicarmos esforços para aprender sobre nossa interdependência e a necessidade de colaborar positivamente, podemos reverter a trajetória negativa e a ameaça de guerra. Em vez disso, avançaremos com a globalização pacificamente, de uma forma que beneficie a todos e realmente atenda a todas as nossas necessidades.

“A Verdade Sobre A Marcha Da Bandeira De Jerusalém” (Times Of Israel)

Michael Laitman, no The Times of Israel: “A Verdade Sobre A Marcha Da Bandeira De Jerusalém

A Marcha da Bandeira de Jerusalém que Israel realiza todos os anos no Dia de Jerusalém aconteceu esta semana. Como é o caso quase todos os anos, houve debates acalorados ao longo da marcha, caso ela passasse por certas partes de Jerusalém que eram mais politicamente sensíveis e assim por diante. O governo israelense insistiu que a marcha seguirá o plano original como um sinal de resiliência patriótica contra a pressão política da extrema esquerda e de líderes palestinos e seus apoiadores em Israel. No entanto, o percurso da marcha é o ponto menos importante neste debate. A insistência na rota não passa de uma cortina de fumaça para o fato de que o país está perdendo território para os palestinos no sul, no norte e basicamente em todos os lugares. Por não sabermos por que estamos aqui, não temos forças para insistir em nossa presença e lutar por ela.

A pressão dos palestinos e do mundo nos colocou em uma posição em que sentimos que devemos nos desculpar por estarmos aqui. Se este for o caso, é apenas uma questão de tempo até que Israel perca sua maioria judaica. Se agitarmos a bandeira israelense sem saber o que Israel significa, não passa de um gesto político.

A força de Israel nunca virá de gestos superficiais. Nem virá da força militar. O poder de Israel depende da força de seu espírito. Se soubermos qual é o nosso dever e insistirmos em cumpri-lo, nada nos derrotará. De fato, ninguém lutará contra nós, e todos, principalmente os palestinos, nos apoiarão.

A raiz de Israel é a união que nossos ancestrais alcançaram ao pé do Monte Sinai, onde se uniram “como um homem com um coração”. O povo de Israel contém dentro de si descendentes de todas as nações do mundo. Quando nos tornamos uma nação, esses descendentes decidiram transcender suas diferentes origens, culturas conflitantes e inúmeras crenças, e colocar a unidade acima de todos os outros princípios e valores.

O Talmude Babilônico (Shabat 88) escreve que Deus “forçou a montanha sobre [o povo de Israel] como uma abóbada” e disse que se aceitarmos a lei de amar os outros como a nós mesmos, muito bem. “Mas se vocês não fizerem isso”, Ele avisou, “será o seu sepultamento”. Uma vez que concordamos e nos tornamos a nação mais improvável da história da humanidade, cuja base era a ideia de unidade acima da divisão e do ódio, Ele nos ordenou ser um modelo de unidade para que a humanidade pudesse se curar de seus males, ou como o profeta Isaías (42:6-7) descreveu isso: Eu os colocarei como… luz para as nações, para abrir os olhos dos cegos, para tirar os presos do calabouço, e os que habitam nas trevas da prisão”.

Como a unidade é a raiz de nossa nação, e é nosso dever ser um modelo de unidade, nosso objetivo nacional deve ser consertar as divisões entre nós para ajudar o mundo inteiro a se unir acima das inúmeras divisões que se espalham como um fogo florestal nos dias de hoje. Somente quando pararmos de lutar uns contra os outros e começarmos a restaurar a unidade que nossos ancestrais possuíam, o mundo deixará de lutar e as nações farão as pazes umas com as outras. Até lá, as nações continuarão a nos culpar por seus problemas e nos acusar de belicismo.

É por isso que é imperativo que entendamos nosso dever e insistamos em cumpri-lo. É também por isso que, se o fizermos, nada nos derrotará, como escrevi acima, e ninguém lutará contra nós. Pelo contrário, o mundo inteiro nos apoiará, principalmente nossos vizinhos, os palestinos.

“Além Das Leis Das Armas” (Medium)


Medium publicou meu novo artigo: “Além das Leis das Armas

O presidente dos EUA, Joe Biden, e a primeira-dama, Jill Biden, prestam homenagem em um memorial na Robb Elementary School, onde um atirador matou 19 crianças e dois professores no tiroteio mais mortal em quase uma década, em Uvalde, Texas, EUA 29 de maio de 2022 . REUTERS/Jonathan Ernst

A carnificina na Robb Elementary School em Uvalde, Texas, reacendeu o debate sobre as leis sobre armas e a Segunda Emenda, especialmente porque ocorreu apenas dez dias depois de outro tiroteio em massa em um supermercado Tops Friendly em Buffalo, Nova York. Não há dúvida de que nem todas as pessoas devem ter permissão para possuir uma arma e verificações de antecedentes são necessárias. No entanto, também não há dúvida de que leis mais rígidas por si só não melhorarão a situação. É hora de olhar além das leis de armas, aceitar que há um problema educacional aqui, e sem educação para aceitação e solidariedade, nada mudará para melhor.

A questão da violência armada é um testemunho da alienação e divisão na sociedade americana. Certas comunidades sempre suportaram o peso das taxas de mortalidade mais altas nos Estados Unidos. Michelle R. Smith escreveu na Associated Press que, de acordo com a professora de sociologia Elizabeth Wrigley-Field da Universidade de Minnesota, que estuda a mortalidade, existem profundas desigualdades raciais e de classe nos Estados Unidos, e nossa tolerância à morte é parcialmente baseada em quem está em risco. “As mortes de algumas pessoas importam muito mais do que outras”, lamentou ela. Como a violência armada enfatiza não apenas a alienação, mas também a divisão na sociedade americana, é crucial nutrir empatia e solidariedade.

Por mais trágicos que sejam, os tiroteios em massa não são o pior problema da América quando se trata de violência armada. O número de mortes relacionadas a armas revela a profundidade da crise. Um artigo do Pew Research Center publicado em 3 de fevereiro deste ano revela que “em uma base per capita, houve 13,6 mortes por arma de fogo por 100.000 pessoas em 2020 – a taxa mais alta desde meados da década de 1990”. Isso é mais que o dobro do país ocidental mais próximo na lista de mortes por armas de fogo por 100.000 pessoas.

Para entender como melhorar a situação, precisamos entender o que está errado com o atual paradigma educacional. Atualmente, os americanos são ensinados a seguir uma lei simples: deixe o seu ser seu e deixe o meu ser meu. Em outras palavras, eles são ensinados não apenas a não se importarem um com o outro, mas também a não se verem. Essa atitude é chamada de “governo sodomita”, visto que esta era a lei que governava a cidade bíblica de Sodoma, e essa foi exatamente a razão de seu malfadado fim.

Para criar uma sociedade viável que possa manter seus membros felizes e seguros, o elemento social da sociedade deve ser vital e dominante. Se cada pessoa for deixada à própria sorte, isso irá desintegrar a sociedade. Isso é o que o atual paradigma dominante está nos dizendo: “Você está sozinho!”

Todo mundo tem acessos de raiva; é apenas natural. Que pessoa normal não queria matar seu parceiro, ou vizinho, ou chefe, ou o presidente, em algum momento de nossas vidas? É uma emoção natural que vem com intensa frustração que todos nós a sentimos às vezes.

Mas quem a realiza? Apenas aqueles que não sentem empatia pelos outros. Uma sociedade que nutre o pensamento de que estamos sozinhos não cria inibições na mente das pessoas. Já que estamos sozinhos e devemos nos virar sozinhos, por que não devemos eliminar alguém que consideramos uma ameaça?

Portanto, a única maneira de evitar que as mortes sem sentido continuem, é nutrindo empatia e solidariedade. Nada é mais necessário para a sociedade americana hoje.

Falando em cultivar a empatia, uma das principais razões pelas quais os americanos têm tão pouco dela é a mídia. Veja o que ela mostra. Da infância à idade adulta, el expõe as pessoas a imensas quantidades de violência. Ao fazer isso, elas as educam para se tornarem violentas. Se a América quer mudar a si mesma, deve mudar sua educação em todos os seus aspectos, não apenas nas escolas, mas principalmente na mídia, incluindo as mídias sociais e todas as formas de comunicação de massa. Enquanto as pessoas forem mal educadas, nenhuma penalidade ajudará.

Atualmente, ninguém está pensando, muito menos agindo nesse sentido. O presidente e outros políticos dizem algumas palavras expressando choque e consternação, provavelmente de acordo com o que são ditados por assessores, e depois? Eles fazem alguma coisa? Alguém faz alguma coisa? Ninguém faz nada. Até que sejam tomadas medidas para mudar a cultura americana de alienação para empatia e de divisão para solidariedade, ela continuará lamentando a perda de entes queridos devido à violência armada.