Um Escravo Do Faraó

200.01Pergunta: Uma pessoa escravizada no Egito inicialmente gosta de estar nele. Concordamos em trabalhar para o Faraó (egoísmo) e gostamos de trabalhar para ele. Este período é chamado de sete anos de saciedade. Então, em algum ponto, o Faraó muda. O que acontece?

Resposta: Quando o Faraó muda, embora ainda existamos no mesmo egoísmo, percebemos que o Faraó não nos trata com bondade e não nos deseja o bem. Acontece que trabalhamos para ele o tempo todo, não para nós mesmos, e nada de bom resta para nós disso.

Pergunta: Na Torá, este trabalho é chamado Avodat Perech (trabalho duro). O que isto significa?

Resposta: Existem muitas explicações para este conceito. Em particular, nunca recebemos qualquer realização deste trabalho. Nunca alcançamos algo que valesse tanto esforço.

Pergunta: É assim que seu professor Rabash explica isso: “Ou seja, o corpo concorda mais em fazer o trabalho sagrado com a intenção de receber, e não há necessidade…. para ter como objetivo doar”. Significa ir, trabalhar para o Faraó e então tudo ficará bem?

Resposta: Sim, mas com o passar do tempo, não é mais possível continuar trabalhando para ele, porque você vê como o próprio Faraó lhe revela que estar nessa escravidão é inútil. Você não recebe nada disso. Portanto, uma pessoa não tem forças para continuar trabalhando para o Faraó.

De KabTV, “Estados Espirituais”, 26/03/21