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A Terra – Ressonador De Nossos Pensamentos

746.01Comentário: Nosso planeta Terra é um sistema muito complexo que tem seu próprio tipo de consciência. Ele reage aos nossos pensamentos e ações.

Minha Resposta: Todos eles, por falar nisso. Os níveis inanimado, vegetativo e animal da natureza também reagem a nós e aos nossos pensamentos. Nós simplesmente não sentimos isso.

Pergunta: A Terra é um sistema muito complicado e complexo conectado a todo o cosmos, até o homem. Talvez possamos usar este exemplo para mostrar todas essas interações complexas?

Resposta: Na minha opinião, a Terra é uma grande antena, uma bola ressonante, que percebe nossas qualidades, mudanças e influências que ressoam no espaço aberto.

Com isso, temos um impacto enorme em todo o mundo, em todo o universo, porque nossas atividades estão em um nível superior à natureza. Não sentimos os efeitos diretos de nossos pensamentos e desejos, mas me parece que eles são incrivelmente grandes, poderosos e, infelizmente, destrutivos.

De KabTV, “Encontros com a Cabalá”, 22/03/19

Entenda Sua Essência

28.02Pergunta: O que é uma pessoa, de acordo com a Cabalá? Qual é a sua essência?

Resposta: A natureza do nosso mundo é dividida em níveis inanimado, vegetativo e animado. De acordo com nosso estado atual, pertencemos ao nível animal, porque como qualquer animal, estamos empenhados na manutenção de nosso corpo, de nossa vida terrena.

Exceto que os animais se servem com a ajuda dos instintos dentro do quadro que os comanda e os empurra para garantir sua existência, e nós somos comandados não só pelos instintos pessoais, mas principalmente por aqueles que são determinados pela sociedade, o meio ambiente.

Em princípio, os animais também têm uma família, um acampamento, líderes. Mesmo assim, é baseado em um controle instintivo claramente natural que vem de dentro. Sua hierarquia e luta são realizadas direta e simplesmente, enquanto em humanos é muito difícil.

Não entendemos por qual algoritmo devemos agir em conexão uns com os outros e em conexão com a sociedade circundante. Não temos consciência de como a sociedade nos comanda e determina nosso desenvolvimento, nossos valores e como nos orienta.

Nisso, o homem está simplesmente confuso e infeliz em comparação com os animais. Eles sabem exatamente o que querem, estão em plena preservação de sua prole e de seu meio ambiente, tanto quanto a ecologia permite. Mas um humano não sabe.

Ele visa constantemente a autodestruição. Afinal, o que nos é dado pela natureza não é direcionado ao nosso desenvolvimento terreno. Não devemos nos desenvolver apenas no plano de servir ao nosso corpo, empurrando para nós prazeres desnecessários, comida, sexo, riqueza e assim por diante. Vemos que, de fato, isso não traz felicidade ou realização, nenhum lucro real, mas apenas escurece nossas vidas.

Estamos direcionando erroneamente todas as nossas ações. Se pudéssemos usar corretamente nossos desejos sociais – fama, poder, riqueza, conhecimento – para nos direcionar a atingir um nível superior, ao estado de “humano”, realmente atingiríamos o nível de “Humano”.

De KabTV, “Close-up”, 19/08/09

“Haja Um Firmamento”

509Comentário: O mandamento “Não terás outros deuses diante de Mim” corresponde ao ato da criação: “E disse Deus: ‘Haja um firmamento’”.

Minha Resposta: “Haja um firmamento” significa que deve haver uma divisão clara entre aqueles que o afastam do Criador e aqueles que o ajudam. Você deve determinar quem está ajudando e quem não está e até mesmo transformar seus inimigos aparentemente em ajudantes neste movimento em direção a Ele.

Como resultado, o “firmamento” deve se tornar a fronteira através da qual você constantemente realoca tudo o que tem neste mundo para Ele, tudo o que está em você e nos outros. Você atribui tudo a Ele!

Pergunta: E mais tarde, o firmamento não será mais necessário?

Resposta: Sim. Ele desce ao nível da nossa Terra e tudo se torna um único céu. Do ponto de vista da Cabalá, esse é o Tzimtzum Bet (Segunda Restrição), a ascensão de Malchut à Bina e sua conexão uma com a outra.

De KabTV, “O Poder do Livro do Zohar” # 10

Percepção Nas Qualidades Corrigidas

608.02Pergunta: Normalmente, a ciência divide a consciência em subconsciência e supraconsciência. O que a Cabalá pensa sobre isso?

Resposta: Na Cabalá, há apenas uma forma de percepção, a obtenção absolutamente precisa de nossas qualidades corrigidas.

Obviamente, essas qualidades são diferentes e graduadas na mesma escala egoísta: na medida em que podemos nos elevar acima de nosso egoísmo, podemos discernir o espaço Cabalístico. É quase igual ao nosso mundo.

Em nosso mundo, existe uma consciência egoísta. Tudo o que sentimos nele, de alguma forma avaliamos, descrevemos e daí se originam nossas ciências.

No entanto, se mudarmos nossa consciência egoísta para uma altruísta saindo de nós mesmos, (sem perturbar o campo ao nosso redor com nossa presença, ou seja, o quanto, enquanto estamos nele, nós o sentimos, e não a nós mesmos), a partir disso, nossa informação sobre o espaço superior é formado. Este é o assunto do estudo da sabedoria da Cabalá.

De KabTV, “Encontros com a Cabalá”, 29/03/19

O Reconhecimento Do Mal

604.01Pergunta: Por que quanto mais estudo e quanto mais estou no grupo, mais me afasto da meta?

Resposta: Este período é chamado de reconhecimento do mal porque a pessoa descobre seu estado real, sua natureza.

Se ela pensava que vindo para o grupo iria estudar e acumular algum conhecimento, agora ela começa a sentir a grande egoísta que é e que precisa fazer algo a respeito, que tem que se corrigir. Antes ela nem pensava nisso, mas agora vê como é fraca, que não consegue se organizar e controlar a tal ponto que seus pensamentos e desejos a superam, e ela não pode fazer nada a respeito.

Mesmo que prometa a si mesma que estará o tempo todo no grupo e que estará em contato com ele, um momento depois tudo desaparece e ela se encontra sob o controle de seu egoísmo, que antes não sentia.

Por isso a expressão “quem é maior que o amigo, seu desejo é ainda maior”, mas é assim que avançamos.

Então, se você sente que se tornou pior do que antes, na verdade significa que você se tornou melhor, o que significa, mais perto da meta, mas ainda assim, a menos que mortifique seu egoísmo, a menos que ascenda acima dele, você não começará a controlá-lo recebendo a força contra o ego do Criador. Então, a menos que você faça isso, você não existe, e o ego, a força do Criador, gerencia você e faz o que quiser com você. Precisamos acabar com isso.

De KabTV, “Fundamentos de Cabalá”, 09/04/19

“Que O Meu Nome Esteja Com Você”

237Pergunta: Por que é proibido pronunciar o nome de quatro letras do Criador “Yod-Hey-Vav-Hey”?

Resposta: Proibido na Cabalá significa impossível.

Ele não pode ser pronunciado porque não tem realização na linguagem, mas só pode ser realizado dentro do desejo espiritual. Existem muitos outros nomes do Criador: Elokim, Adni, Shadai, etc.

O nome do Criador não significa que seja o Seu nome de forma alguma. É assim que o chamo pelas minhas qualidades, porque em mim, por dentro, a alma consiste em quatro partes: Yod-Hey-Vav-Hey. Quando eu recebo luz nelas, isso cria uma combinação de meus desejos e luz. Isso é o que chamo de sensação do Criador ou Seu nome.

Eu chamo de acordo com meus sentimentos. Portanto, não há nada de especial ou exaltado neste nome a temer. Ao contrário, você precisa alcançá-lo, entrar nele, para que se torne completamente seu, como se diz: “Que o meu nome esteja com você”.

De KabTV, “O Poder do Livro do Zohar” # 10

Um Único Pensamento Comum Na Dezena

945Pergunta: Existe um pensamento individual e existe um pensamento coletivo. Como podemos formar corretamente um único pensamento na dezena?

Resposta: O pensamento único deve ser o resultado de toda a dezena visando a unidade, visando a todos se dissolvendo em um único todo chamado um e único.

Então, quando os amigos se reúnem em tal unidade homogênea, é possível falar sobre a conexão correta entre eles e sobre a preparação para a conexão com o Criador que é revelada entre eles.

De KabTV, “Fundamentos de Cabalá”, 03/02/19

Pessach Do Ponto De Vista Da Realidade Moderna, Parte 10

749.02Pergunta: Quando o povo judeu se aproxima do Mar Final (Vermelho), Yam Suf, de repente esse mar se abre. Atrás, o exército do Faraó, na frente, o mar, e ele se separou. O que precisa acontecer para uma pessoa ver de repente que o mar ou a massa de água é a sua salvação?

Resposta: O fundo do mar só pode fazer uma coisa: me matar completamente. E eu concordo com este estado, morrer espiritualmente, fisicamente, não importa como, apenas para não permanecer no cativeiro do meu egoísmo. A escravidão egoísta é pior do que qualquer outra condição, então eu me jogo na água.

Pergunta: Não estamos nos referindo aos suicídios que ocorrem em nosso tempo, estamos?

Resposta: Não! O que isso tem a ver com os suicídios? Existe algum movimento nesse sentido em nosso tempo? Vem do mesmo motivo? Não! Em nossa época, tudo vem do tédio.

Pergunta: Há uma opinião de que nem todos os judeus saíram do Egito. Havia judeus nas carruagens de Faraó que perseguiram os judeus?

Resposta: Estes são a chamada Erev Rav (multidão mista). Estes são os judeus para quem estar no Egito era uma bênção. Eles querem permanecer em seu egoísmo e acreditam que estão certos. E eles têm o Criador neste egoísmo, e Ele não precisa ser abordado corrigindo-se para amar os outros e, por meio do amor aos outros, para amar o Criador.

Não precisamos de nada disso: “Podemos viver aqui, com calma, bem. Não precisamos da terra de Israel e nem mesmo precisamos ir para lá; quando o Criador quiser, Ele mesmo nos conduzirá lá, mas enquanto isso vamos nos sentar aqui e esperar”.

Pergunta: Na história da saída do Egito, vemos que os carros são destruídos, embora alguém seja salvo. Dizem que algumas pessoas estranhas se juntaram aos judeus e os perseguiram pelo deserto. Como isso acontece? Mesmo assim, essas pessoas que não concordam em seguir o caminho predeterminado, esse objetivo, serão destruídas?

Resposta: Esta é a Erev Rav, a “multidão mista”. Há muitos assim, que cercam o povo judeu de todos os lados. Por sua origem, são judeus, mas não acham que devam ir ao Criador com seus pensamentos, com seus motivos, no “ama ao próximo como a si mesmo”, na unidade um com o outro.

Ao longo da história judaica e hoje também, eles veem sua missão apenas em impedir o movimento do povo judeu para construir um templo, isto é, para criar tal conexão entre eles na qual o Criador seria revelado.

Pergunta: Quem vai vencer no final?

Resposta: No final, é claro, eles não vencerão. Mas olhando para o que está acontecendo hoje com o povo judeu, vemos que poder eles têm.

Pergunta: Como pode uma pessoa em um determinado momento, estando no ambiente que ela tem, distinguir corretamente entre Erev Rav e os judeus que estão indo para a meta?

Resposta: Uma pessoa que se esforça em se conectar com os outros, em amar os outros, e do amor pelos outros ao amor pelo Criador, ela é um Judeu, ela está realmente indo ao Criador.

A coisa mais importante é a conexão, porque nela o egoísmo é gradualmente destruído e a pessoa se eleva acima de sua natureza egoísta para a qualidade de doação, para a qualidade de amor ao próximo.

E para as pessoas que acreditam que podem existir sem conexão com outras pessoas, você pode ver imediatamente que elas são, em geral, proprietárias individuais, solitárias. Elas inventam um estilo de vida completamente diferente para si mesmas. Todo aquele que segue certas regras acredita que para ele já existe o sentido da vida e do paraíso preparado para ele, e assim por diante.

Na verdade, este não é absolutamente o caso. “Alcance o seu mundo mesmo nesta vida” – é isso que a Torá, a sabedoria da Cabalá, pede. E assim todas as suas tentativas são um grande erro e uma decepção.

“Entendendo O Ponto Do Coração” (Linkedin)


Meu novo artigo no Linkedin: “Entendendo O Ponto No Coração

Uma das primeiras coisas que as pessoas aprendem quando começam a estudar Cabalá é o conceito chamado “o ponto no coração”. Somos informados de que as pessoas que vêm estudar Cabalá, especialmente as que persistem nela apesar das dificuldades e obstáculos, são pessoas com um ponto no coração forte ou desenvolvido. Aquelas que o possuem, dizem os Cabalistas, são mais propensas a ter sucesso em seu aprendizado e avançar em níveis espirituais.

Mas o que é ele realmente? Rav Yehuda Ashlag, também conhecido como Baal HaSulam por seu comentário Sulam [escada] sobre O Livro do Zohar, escreveu que o ponto no coração é realmente uma pergunta. No início de sua introdução ao Estudo das Dezena Sefirot, ele escreve que o ponto no coração é uma “pergunta indignada que todo o mundo faz, a saber, ‘Qual é o sentido da minha vida?’” Baal HaSulam pergunta ainda mais, “Esses numerosos anos de nossa vida que nos custaram tanto, e as inúmeras dores e tormentos que sofremos por eles … quem é que gosta deles?”

Hoje em dia, muitas pessoas fazem essa pergunta, mas poucas são levadas a buscar respostas. Muitas se desesperam e se voltam para o escapismo de todos os tipos. Quando o ponto no coração da pessoa é forte o suficiente, ela começa a procurar, em vez de desistir e ficar à margem do caminho.

Entre meus alunos, existem pessoas de todas as raças, credos, idades e nacionalidades. Algumas delas são altamente educadas e algumas são leigas; algumas são sofisticadas e eloquentes, e algumas mal conseguem expressar um pensamento. No entanto, a única coisa que todas têm em comum é um ponto no coração, aquela pergunta ardente sobre o sentido da vida. E esse ponto as une acima de todas as diferenças.

Há uma boa razão para que pessoas com pontos no coração se unam facilmente entre si. Quando a pessoa estuda a Cabalá autêntica, descobre que o sentido da vida só é encontrado quando se conecta de coração a coração com os outros. Em outras palavras, se permanecermos confinados em nosso espaço pessoal e preocupados apenas conosco, não descobriremos nada. Este é o nosso estado inicial de ser, e se não nos desenvolvermos além dele, como podemos descobrir alguma coisa? Portanto, aqueles que encontram o sentido da vida, encontram-no em suas conexões com os outros. Quando superam a preocupação com suas próprias necessidades e começam a pensar nos outros, descobrem novos mundos, novos reinos de existência que não sabiam que existiam. Quando isso acontece, a questão do sentido da vida recebe sua resposta. O vínculo que as pessoas alcançam as torna sábias e sensíveis, e cientes de tudo da vida. Quando conseguem isso, elas entendem por que nasceram, por que vivem, por que um dia vão morrer e até mesmo o que acontece depois.

Além disso, uma pessoa que está ocupada dando nunca fica triste, desanimada e está sempre esperançosa e animada com a vida. Essa pessoa sempre procura mais pessoas com pontos no coração com quem compartilhar, que encontrarão o sentido de suas vidas conectando-se de coração a coração.

Cada pessoa tem um ponto no coração. Na maioria das pessoas, ele está adormecido. Mas hoje, mais e mais pessoas estão buscando respostas para as provações e tribulações da vida. É por isso que os Cabalistas abriram a sabedoria para todos, de modo que qualquer um que perguntar, como Baal HaSulam, “Qual é o sentido da minha vida?” vai encontrar a resposta e encontrar paz e felicidade.

“Para Mudar Nossa Terra, Mude O Ser Humano” (Linkedin)


Meu novo artigo no Linkedin: “Para Mudar Nossa Terra, Mude O Ser Humano

“Isso é suicídio. Devemos acabar com a nossa guerra contra a natureza e cuidar para que volte a ter saúde”, disse o Secretário-Geral da ONU, António Gutierres, em comemoração ao Dia Internacional da Mãe Terra. Não há mais muito o que comemorar – mudanças climáticas, pandemias emergentes, extinções de espécies de animais e plantas e poluição galopante são apenas alguns dos sintomas de um planeta extremamente angustiado. Como a Terra pode ser curada? O remédio é mudar a atitude exploradora egoísta tanto entre seres humanos quanto em relação ao meio ambiente.

“Restore Our Earth” (Retaure Nossa Terra) é o slogan deste ano do que promete ser o maior evento anual de conscientização e educação do mundo para as questões ambientais que afetam o planeta. Mas é errado pensar que a Terra pode ser vista como uma máquina quebrada que podemos consertar em uma oficina. É impossível falar em restaurá-la com essa visão distorcida de nossa situação. Precisamos ter como objetivo uma transformação mais profunda, uma mudança real que só é viável mudando nossa natureza humana destrutiva.

Vamos dar uma olhada nas tentativas atuais de tirar o estresse do planeta Terra por meio de mudanças na dieta humana, como um exemplo de nossas respostas incorretas aos problemas que enfrentamos. A pecuária é responsável por 14,5% das emissões globais de gases de efeito estufa, uma das causas do aquecimento global, segundo dados oficiais. Mas novas iniciativas como a produção de “carnes” artificiais que afirmam ser mais ecológicas serão, na verdade, mais caras e menos benéficas a longo prazo, semelhantes ao consumo de produtos processados ​​como substitutos do que a natureza produz diretamente.

Em outras palavras, não vamos melhorar nosso ecossistema criando soluções artificiais, por meio de dietas específicas, ou por meio de comitês internacionais e cúpulas globais. Somente uma abordagem profunda e holística da maneira como nos relacionamos como seres humanos e com nosso meio ambiente pode curar o que aflige a Terra.

Não devemos esperar que grandes tormentos e desastres ambientais nos façam entrar em ação. Se fizermos isso, corremos o risco de nossa própria extinção, como os dinossauros que desapareceram da Terra. Ainda não percebemos que nosso planeta é nosso lar comum e tudo o que acontece dentro dele tem uma cadeia infinita de reações que acabarão nos afetando. Algum dia, teremos que aceitar o fato de que os problemas que enfrentamos começam com a natureza egoísta do homem, que opera a partir de uma visão individualista, centrada no eu, exploradora e estreita, que quer ganhar tudo para a autogratificação. Até que transcendamos as fronteiras individuais e nacionais e comecemos a pensar globalmente, nada ajudará. Nós, humanos, precisamos compreender que o estado da natureza depende das relações entre os seres humanos, bem como da disposição do homem de se adaptar à integralidade da natureza, ou seja, de levar apenas o necessário para a sobrevivência e zelar pelo bom funcionamento de todo o sistema, em vez de considerar apenas cálculos egoístas.

Como as relações humanas estão conectadas ao que acontece na natureza? Existem quatro níveis na natureza: inanimado, vegetativo, animal e humano. Todos os níveis, exceto o homem (nível humano), existem de acordo com as leis da natureza de reciprocidade e equilíbrio. Os outros níveis não têm liberdade de escolha em nada; eles agem instintivamente e levam apenas o que é necessário para sua sobrevivência. Apenas o nível humano é diferente. Somente seres humanos cometem atrocidades na Terra e o fazem intencionalmente, conscientemente, às vezes apenas para causar danos. Todos os golpes negativos que recebemos da natureza são apenas sua reação, as consequências naturais de nossas ações. Simplificando, nós trazemos essas calamidades para nós mesmos.

A solução abrangente para os perigos ecológicos e sociais que enfrentamos está em nossas mãos; a chave está em nossos esforços para uma conexão global. Se tentarmos construir um sistema harmonioso de relações humanas, toda a natureza se acalmará. À medida que começarmos a sentir como somos dependentes de todos os outros, pensaremos duas vezes antes de nos envolvermos nos maus tratos. Somente por meio da responsabilidade mútua alcançaremos a atitude necessária, o estado de espírito correto, para salvar nossa casa comum e viver com segurança e felicidade sob o mesmo teto, o nosso planeta Terra.