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Como A Dezena Impacta O Mundo?

530Pergunta: O que significa unir a dezena para gerenciar a criação?

Resposta: A dezena e toda a criação são a mesma coisa. A dezena é o mesmo sistema, mas em uma escala menor. O que fazemos na dezena impacta toda a criação no mesmo grau que a semelhança da dezena com ela.

Se pudermos de alguma forma nos conectar na dezena, nos parecendo com as leis de doação mútua que estão na criação geral, impactamos o mundo inteiro na medida em que tentamos implementar essas leis no topo de nosso egoísmo. Além disso, nosso impacto também é muito forte porque somos principiantes pequenos e fracos.

Parece que quanto mais crescemos, mais conseguimos impactar tudo. Na verdade, por um lado, aparentemente temos um impacto maior, mas, por outro lado, temos menos impacto. É como o impacto que as crianças pequenas têm no mundo. Não é grande em potência, mas é grande em seu impacto.

Isso significa que prestamos muito mais atenção às crianças do que aos adultos. O mundo deve estar atento a elas e agir por elas, pois são a parte central do mundo e seu futuro.

Então, pelo poder do atributo de doação e sua qualidade, impactamos a criação em grande medida qualitativamente e muito pouco pela força. Isso mudará mais tarde porque falaremos sobre mundos espirituais e não sobre nosso mundo egoísta.

De KabTV, “Fundamentos de Cabalá”, 05/02/19

A Base Dos Princípios Morais

600.01Pergunta: Ao contrário dos costumes e hábitos simples (ou seja, festas de aniversário, casamentos, despedidas para o exército e vários outros rituais), as normas morais não são simplesmente estabelecidas devido à ordem geralmente aceita, mas têm uma justificativa ideológica nas ideias de uma pessoa.

Qual você acha que deve ser a base para os princípios morais na sociedade?

Resposta: Qualquer norma moral deve se basear no fato de que, em cada momento de seu desenvolvimento, a sociedade deve ter como objetivo a fusão mútua, o amor e a amizade, a realização de um desejo absoluto, completo, integral e comum chamado alma.

O objetivo da natureza é elevar uma pessoa e, então, toda a natureza ao nível de eternidade e perfeição. Um bom relacionamento entre nós é um meio para atingir esse objetivo. Afinal, se não houvesse tal objetivo, não haveria necessidade de amar ao próximo nem de moral.

De KabTV, “Habilidades de Comunicação”, 09/10/20

“Eu Vi Um Mundo Oposto”

934Pergunta: Que ações práticas devemos realizar se não podemos anular o ódio quando sentimos repulsa um pelo outro?

Resposta: Se julgarmos de acordo com o que nossos sábios Cabalistas disseram, vemos que existem apenas duas ações que podemos realizar.

Em primeiro lugar, os amigos não devem parar de falar entre si e devem pelo menos permanecer no nível das conexões verbais. Eles devem tentar compreender e apoiar uns aos outros e saber que toda a orientação que recebem vem do Criador. Não devemos descer ao nível em que somos expulsos da ação espiritual e acreditar que tudo o que vemos é realmente verdade e não que é apenas o Criador que organiza as coisas desta forma para fins de correção.

Em segundo lugar, precisamos trabalhar em nós mesmos juntos, enquanto cada um tenta ajudar o amigo, não importa como e por quê. É porque não posso sair deste pântano puxando-me pelos meus próprios cabelos.

Em princípio, é assim que a dezena funciona voltando-se ao Criador. Precisamos fazer a mesma coisa que os Cabalistas fizeram 2.000 anos atrás.

Se começarmos a nos envolver nisso seriamente, logo sentiremos como isso nos afeta positivamente e gradualmente compreenderemos e sentiremos o trabalho da luz superior sobre nós, não em nosso sentimento atual, mas em nosso entendimento atual. Emoções e percepções adicionais aparecerão em nós, tanto integrais quanto globais. As emoções do Criador e da dezena habitarão em nós e começaremos a ver o mundo de forma diferente.

Como dizem: “Eu vi um mundo oposto”, um mundo que opera de acordo com diferentes leis e regras nas quais os opostos se apoiam, um mundo no qual o ódio gera amor que é na verdade apoiado e sustentado pelo ódio.

Baal HaSulam nos diz em seus artigos que na verdade é graças ao fato de que somos todos diferentes, que podemos atingir altos níveis de desenvolvimento, mas, ao mesmo tempo, não devemos matar ou anular nada, porque quanto maior a diversidade de pontos de vista na sociedade, mais ela pode atingir níveis superiores de desenvolvimento.

De KabTV, “Fundamentos de Cabalá”, 06/02/19

Chanucá É Uma Saída Da Escuridão

611Chanucá é o primeiro feriado que celebramos em nosso desenvolvimento espiritual. Toda a Torá fala apenas do desenvolvimento espiritual do homem e, de fato, Chanucá mal é mencionada ali, porque esse estado ainda não atingiu a recepção da luz superior. É apenas uma preparação para as correções.

Chanucá é o desenvolvimento do homem até o nível de Bina, o primeiro estágio espiritual, doação para doar. E queremos chegar a ele através da nossa conexão no grupo, acima do nosso egoísmo, do desejo de receber prazer, acima da rejeição mútua e de todos os obstáculos que nos impedem de alcançar a unidade.

O primeiro estágio da unidade é chamado de Chanucá, “estacionar”. Quando o alcançamos, ganhamos o poder de doação, então entendemos que esse é um meio de começar a compreender o Criador após esta etapa, não mais apenas através da intenção de doar, mas através do ato de doar, a realização desta intenção na prática, em nosso desejo.

Essa já será a recepção em prol da doação, a recepção prática da luz superior em prol da doação, o que nos torna semelhantes ao Criador e abre nosso diálogo com a força superior: “Eu sou do meu Amado e meu Amado é meu”.

No entanto, isso acontecerá apenas mais tarde, e por agora, devemos adquirir a intenção de doar a todos os nossos desejos, isto é, alcançar a doação em prol da doação, que é simbolizado por Chanucá, “estacionar” no caminho para a correção.

Chanucá é uma saída da escuridão. Afinal, não vemos o mundo espiritual, a verdadeira realidade; vivemos em completa escuridão, trancados em nosso egoísmo. E se quisermos corrigir esses desejos para doação, vamos para a luz da doação. Portanto, Chanucá é chamado de festival da luz. Nós começamos a abrir nossa alma e aprender a usá-la corretamente, acender a luz da misericórdia, Hassadim, dentro da alma.

Se o desejo de uma pessoa for corrigido, se o poder de doação for adquirido, a luz de Hassadim, depois do feriado de Chanucá, a pessoa já poderá começar a usá-la para receber em prol de doar, enchendo a alma com a luz superior NRNHY e tornando-se como o Criador.

Chanucá é uma transição a partir da escuridão, do desejo de desfrutar, para a luz, o desejo de doar, e é por isso que é chamado de festival da luz. A tradição de acender velas em Chanucá em nosso mundo simboliza as correções espirituais internas que precisam ser feitas em sua alma.

O prazer de doar em prol de doar é que nos elevamos acima de nosso desejo egoísta. O milagre de Chanucá reside no fato de que ascendemos ao nível oposto ao desejo de receber prazer: de Malchut à Bina.

Os desejos de receber prazer dentro de uma pessoa que resiste à espiritualidade são chamados de gregos. Aparentemente, há uma guerra entre os gregos e Israel, mas é claro, isso não se refere aos países deste mundo, mas apenas aos conceitos espirituais.

Os gregos são os desejos de desfrutar dentro de cada um de nós, os macabeus são as intenções de doação, e a guerra é entre aqueles que querem agir por si próprios e aqueles que clamam por doação. Esse confronto ocorre dentro de cada pessoa.

Da Lição Diária de Cabalá 10/12/20, “Chanucá”

“A Democracia Não Pode Vencer A Natureza Humana” (Linkedin)


Meu novo artigo no Linkedin: “A Democracia Não Pode Vencer A Natureza Humana

O anos de 2020 começou com um golpe e está terminando em turbulência. A Covid-19 acertou um doloroso golpe na face da civilização e nos deteve em nosso caminho. Desde que ela atacou, estamos no modo de espera esperando a chegada de uma vacina. Mas, por mais dolorosa que seja, a pandemia empalidece em comparação com a turbulência que os Estados Unidos estão passando após a eleição presidencial e que nenhuma vacina pode curar. Dizem que, quando Wall Street tosse, os mercados de ações do mundo pegam um resfriado. Podemos apenas imaginar como o colapso da democracia americana que estamos testemunhando hoje terá impacto no resto do mundo, mas seja o que for, não será agradável.

A boa notícia é que o futuro sombrio da América e do mundo não está escrito em pedra. Pelo menos por agora, podemos determinar isso. Mas fazer isso exigirá comprometimento, determinação e, acima de tudo, reconhecer que chegamos ao limte e se não fizermos o que for preciso para nos salvar, estaremos condenados.

Eu sou um Cabalista e um cientista. Antes de começar a aprender Cabalá, eu era um cientista e fiz uma extensa pesquisa sobre como os organismos mantêm a homeostase (equilíbrio) em condições dinâmicas. Quando me deparei com meu professor de Cabalá, Baruch Ashlag – o filho primogênito e sucessor de Yehuda Ashlag, autor de um comentário completo sobre o Livro do Zohar– essa abordagem me atraiu precisamente porque era muito científica. O filho Ashlag continuou os passos de seu pai, que, além de ser o principal Cabalista do século XX, era profundamente interessado em ciências sociais e humanas, e muito prolífico em seus escritos sobre o assunto. Seu amplo conhecimento da Cabalá, que é a ciência de conectar pessoas por meio da coesão social, o ajudou tremendamente quando ele analisou os sistemas e processos sociais pelos quais viveu na movimentada metade do século XX.

Em seus últimos anos, após a Segunda Guerra Mundial, Ashlag ocupou-se em dois projetos colossais, apenas um dos quais conseguiu concluir. Antes de sua morte, ele publicou o comentário completo sobre O Livro do Zohar, que agora chamamos de comentário Sulam [Escada]. Após essa enorme conquista, Ashlag agora é conhecido como Baal HaSulam [autor de A Escada]. Ao mesmo tempo, ele estava trabalhando no que poderia ter sido uma explicação extensa da estrutura da sociedade que Baal HaSulam pensava que a humanidade deveria construir a fim de estabelecer uma sociedade justa, sustentável e próspera. Ele nos deixou apenas rascunhos e notas, mas eram tantos que é fácil ver aonde ele estava indo com suas ideias.

Além do mais, é fascinante ver a clareza com que o Baal HaSulam viu os eventos futuros que estamos experimentando em primeira mão. Ele reconheceu que todas as pessoas são inerentemente egocêntricas e, portanto, explorarão, intimidarão e subjugarão os outros se souberem que poderiam escapar impunes. Já na década de 1930, ele escreveu o seguinte em seu ensaio “Paz no Mundo”: “Em palavras simples, diremos que a natureza de cada pessoa é explorar a vida de todas as outras pessoas no mundo para seu próprio benefício, e tudo o que ela dá a outro é apenas por necessidade. Mesmo assim, há exploração de outros nisso, mas é feito astutamente, para que seu próximo não perceba e conceda de bom grado. … Essa é uma lei inquebrável. A única diferença está nas escolhas das pessoas: uma escolhe explorar as pessoas obtendo luxúrias inferiores, outra obtendo governança, enquanto a terceira obtendo respeito. Além disso, se a pessoa pudesse fazer isso sem muito esforço, ela concordaria em explorar o mundo com os três juntos – riqueza, governança e respeito”. Isso é o que estamos vendo hoje: um senso absoluto de direito e, portanto, exploração descarada e desenfreada, ou pelo menos tentativas de tal exploração. E como o Baal HaSulam disse: “Isso é feito astutamente, para que seu próximo não perceba e conceda de bom grado”. Poucos anos depois de seu aviso, os nazistas chegaram ao poder.

Mais ou menos na mesma época, o Baal HaSulam escreveu elaboradamente sobre as falhas do comunismo da Rússia, explicando que ele não iria durar porque os ideais de igualdade e contribuição para a sociedade da melhor maneira possível, recebendo apenas o que você precisa para seu sustento, foi imposto a pessoas que não foram educadas dessa maneira e, portanto, fracassaria. Na verdade, ele estava tão confiante em sua observação que escreveu sobre a queda da Rússia no tempo passado, embora o tenha feito na década de 1930, quando o comunismo da Rússia estava no auge. No ensaio “A Paz” (um ensaio diferente de “Paz no Mundo”), ele escreveu: “Na verdade, a própria história tem se preocupado a nosso favor e preparado para nós um fato estabelecido, suficiente para uma apreciação plena e conclusão inequívoca : todos podem ver como uma grande sociedade como a da Rússia, com centenas de milhões de habitantes, mais terras do que toda a Europa, inigualável em riqueza e matérias-primas, e que já concordou em levar a vida comunal e praticamente aboliu totalmente a propriedade privada, onde cada um se preocupa apenas com o bem-estar de sociedade, aparentemente adquiriu a medida completa da virtude de doar aos outros em seu significado completo, tanto quanto a mente humana pode compreender. No entanto, vá e veja o que aconteceu com eles: em vez de subir e superar as conquistas dos países capitalistas, eles caíram cada vez mais. Agora, eles não apenas deixam de beneficiar a vida dos trabalhadores um pouco mais do que nos países capitalistas, como não podem nem mesmo garantir o pão de cada dia e as roupas em sua carne”

Nos anos 1950, quando Baal HaSulam escreveu seus rascunhos e notas detalhando suas visões sobre a sociedade sustentável e justa, ele projetou um futuro sombrio para a democracia, novamente por causa da falta de educação adequada. Nessas peças, publicadas em Os Escritos do Baal HaSulam, ele explica que não vê futuro para a democracia precisamente por causa do mal inerente à natureza humana, que ainda não foi corrigido. Em suas palavras, “Desde o início dos tempos, nunca aconteceu que a maioria do público governasse um país. Ou os autocratas fizeram … ou a oligarquia, ou os democratas enganadores. Mas a maioria do povo simples governou apenas nos dias de Hitler, que, além disso, promoveu a maldade contra outras nações. Ele elevou [o valor de] beneficiar o público ao nível de devoção completa, uma vez que entendeu o estado de espírito dos sádicos, que, se tiverem espaço para descarregar seu sadismo, pagarão por isso com suas vidas”.

“De fato”, continua Baal HaSulam, “é a verdade absoluta que não pode haver uma sociedade boa e completa a menos que sua maioria seja boa porque a gestão reflete a qualidade da sociedade … Se a maioria for má, a gestão também será necessariamente má, porque os ímpios não colocarão sobre eles governantes que eles não aprovam. Não precisamos deduzir das democracias modernas”. Ele explica sua falta de esperança para elas (no início dos anos 1950): “já que usam várias táticas para enganar o eleitorado. Quando [os eleitores] ficarem mais sábios e compreenderem sua astúcia, a maioria certamente elegerá uma gestão de acordo com seu espírito”. Portanto, Baal HaSulam explica que, para enganar o público, os governantes da sociedade colocam “manequins” que parecem bons, mas na verdade são impotentes, e seu único propósito é permitir que os governantes continuem governando sem serem perturbados. Em suas palavras, “A tática principal deles é que primeiro eles saúdem as pessoas com boa reputação e as promovam como sábias ou como justas, e então as massas acreditam e as elegem. Mas a mentira não dura para sempre”, conclui.

No final, como diz Baal HaSulam, uma democracia que permite que uma maioria autocentrada decida seu líder elegerá um líder autocentrado, de acordo com a natureza inerente do povo. Isso não pode durar muito. No final, o egocentrismo atinge níveis tão extremos que todo o sistema se corrompe e desmorona. Nesse ponto, a democracia se torna mais uma vítima da natureza humana maligna.

Até mudarmos quem somos, não mudaremos nossos líderes ou regimes, e não seremos capazes de construir uma boa sociedade para todos nós. Precisamos começar a reconhecer que não apenas há espaço para todos nós neste planeta, mas que precisamos de todos nós, todos os nossos pontos de vista e nossas ideias, nossas fantasias e aversões, nossas cores, raças, crenças e culturas. Precisamos deles porque, se eles não estivessem por perto, também estaríamos incompletos. Os democratas não seriam democratas se não fosse pela existência dos republicanos, e vice-versa. Você pode pensar em masculinidade sem compará-la com a feminilidade, ou o contrário? Sem um ao outro, não seríamos nada definível, apenas pedaços de carne vagando sem rumo até a hora certa.

Hoje, mais do que nunca, precisamos que toda a humanidade reconheça isso e, em breve, entenderemos o mal que estamos causando a nós mesmos por meio de nossa cultura do cancelamento e da aversão mútua. Como escrevi no início deste artigo mais longo do que o esperado, ainda podemos determinar nosso futuro. Quando a violência explodir, não tenho certeza de que ainda será possível. Portanto, devemos nos apressar, nos convencer e compartilhar com os outros as noções de nossa interdependência, da vulnerabilidade da democracia e do único remédio que pode salvar nossa sociedade e nosso futuro: a educação para a conexão.

Linha Média: O Caminho Do Homem

508.2Ódio, rejeição, desacordo e mal-entendido são, em essência, a forma oposta do Criador, a forma oposta da unidade. A partir disso, chegamos gradualmente à realização do Criador.

Quanto mais nos desenvolvemos de geração em geração, mais nos sentimos individualistas separados dos outros. No entanto, se cobrirmos todos os crimes com amor, seremos capazes de conectar acima de todas as diferenças.

A diferença entre rejeição e conexão, entre ódio e amor, dá a intensidade da revelação do Criador. Essa diferença permanece como a profundidade do desejo sobre a qual surge a conexão: restrição, tela e luz refletida. Então, entre o menos e o mais, sentimos o poder da revelação do Criador que, como cola, conecta todos os opostos.

É por isso que o Criador quebrou a alma comum de Adam HaRishon, entrou com toda a Sua força entre os pedaços quebrados, e ficou lá em Sua forma oposta para que pudéssemos revelá-Lo a partir de Seu oposto para entender o amor a partir do ódio, unidade e conexão a partir da rejeição e mal-entendidos, até chegarmos à adesão completa.

Portanto, conectar as partes de Adam HaRishon em um sistema ou revelar o Criador que está nos colando é a mesma coisa.

O trabalho é simples: entre eu e meus amigos está o Criador na forma oposta, que, por meio de meus esforços, pedidos e orações, eu transformo da força de rejeição na força de conexão, de adesão, para que a escuridão brilhe como luz. No lugar do ódio sem fim, o abismo negro entre nós, a luz mais forte aparecerá, a conexão e o amor de uma grande força precisamente por causa da escuridão revelada.

Nós entendemos que a realidade consiste em bem e mal, que um não pode existir sem o outro e ambos são igualmente importantes porque é na conexão entre eles que o Criador é revelado. É muito difícil manter o ódio quando surge o amor. Não queremos pensar no ódio, somos atraídos para amar de todo o coração. É muito mais difícil apegar-se ao ódio e não se jogar no oceano do amor.

No entanto, devemos consistir em ambos, e só então nos posicionaremos em oposição ao Criador. O Criador é a força única do bem absoluto. Nós, no entanto, incluímos duas forças e construímos uma linha intermediária entre elas com a ajuda do Criador, que está lá conosco.

Temos que nos acostumar com o fato de que cada pessoa sempre inclui duas opiniões, duas forças, dois desejos opostos. Na criação correta, duas formas da natureza devem ser combinadas, e no meio entre elas, queremos estabelecer o Criador para que “Aquele que faz a paz no alto, faça a paz sobre nós e sobre todo o Israel”. Ao compreender a diferença entre o bem e o mal, a luz e a escuridão, revelamos a força superior sobre o contraste de estados opostos. Se tentarmos revelar o bem e o mal, ódio e amor, separação e conexão, rejeição e atração entre amigos, iremos revelar o Criador entre nós e construir uma linha média.

O ódio e o amor se apoiam como óleo e um pavio, que juntos acendem uma vela. Deve sempre haver resistência (um pavio), uma incapacidade de conectar e, ao mesmo tempo, óleo e luz. É assim que construímos a atitude correta em relação à realidade.

Portanto, todas as tentativas do mundo de chegar ao bem apenas levarão a uma revelação ainda maior do mal, até que percebamos que precisamos de um método diferente para nossa existência. Não podemos destruir uns aos outros eliminando todos os opostos, como o egoísmo gostaria. Pelo contrário, é usando todos os opostos que podemos construir a linha média. Isso agora se tornará evidente em todo o mundo, especialmente nos países mais desenvolvidos.

Os opostos permanecem, mas todas as transgressões são cobertas com amor. Se não seguirmos este caminho, não seremos capazes de criar e manter uma família, criar filhos ou alcançar a paz entre as partes dentro do país e entre os países. Nós nos tornaremos uma força destrutiva na natureza. Matéria inanimada, plantas e animais podem existir porque são controlados pela natureza e agem instintivamente de maneira correta. Os seres humanos, entretanto, só podem existir se encontrarem a linha média.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/12/20, “Linha Média”

Código Morse Do Criador

528.02O principal é que nos esforçamos constantemente para nos conectar, para manter a unidade. Fomos separados do alto e nos conectamos novamente. É assim que trabalhamos juntos com o Criador: Ele nos separa, nós nos conectamos, Ele nos separa novamente, nós nos conectamos novamente.

Devemos perceber nossa conexão com o Criador neste trabalho mútuo. Então, nas desconexões que Ele causa em nós e nas conexões entre nós pelas quais nos conectamos com Ele, começamos a distinguir Sua linguagem – como o Código Morse: ponto, traço, bip, bip …

O próprio Criador faz a desconexão e pedimos a Ele que nos conecte. Então, em todas essas ações, começamos a sentir o Criador e a entender o que Ele quer nos dizer, como em uma mensagem de rádio codificada: beep-beep-beeeeep-beep …

Sentimos o Criador falando conosco através das entradas e saídas da luz em nosso Kli e explicando quais formas mais avançadas precisamos alcançar para nos aproximar Dele. O Criador nos ensina como chegar cada vez mais perto Dele.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 09/12/20, “Trabalho com Fé Acima da Razão”

Acenda A Luz Em Sua Alma

530Se superamos ao máximo a resistência do egoísmo atribuído a nós de acordo com a raiz da alma e alcançamos a conexão na dezena, o Criador pode ser revelado entre nós.

A oposição entre luz e escuridão, separação e conexão, chega a tal ponto que esse contraste entre egoísmo e santidade é suficiente para fazer a escuridão brilhar como luz. A primeira luz é revelada em nós, a luz de Nefesh, e nós entramos no caminho da luz.

A tensão entre a desconexão e o desejo de conectar atinge tamanha magnitude que faz a luz acender, como uma lâmpada que acende em 220 volts. A intensidade de nossa conexão e oposição torna-se tão grande que a escuridão começa a brilhar como luz. Da escuridão, convidamos e atraímos o Criador para nossa conexão.

Na medida em que me acostumo a apreciar os estados obscuros nos quais não tenho nenhum desejo, nenhuma mente, nenhum pensamento correto, e sei que eles nos conectam, eu acendo a luz em minha alma escura, ou seja, revelo o Criador mais e mais.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 09/12/20, “Trabalho com Fé Acima da Razão”

“O Que É Chanucá?” (Quora)

Dr. Michael LaitmanMichael Laitman, no Quora: O Que É Chanucá?

Chanucá significa o início de nosso sentimento da força unificada da natureza. Marca a penetração inicial através da fronteira entre este mundo e o mundo espiritual.

Os conceitos e costumes do Chanucá se relacionam com o cruzamento dessa fronteira entre a percepção egoísta e altruísta, que requer elevar-se acima de nossos desejos inatos que priorizam o benefício próprio em vez de beneficiar os outros.

A guerra entre Macabeus e gregos se desenrola internamente, dentro de nós, entre o raciocínio do nosso ego (os gregos) e a tendência de se unir ao atrair a força da natureza em nossas conexões (os Macabeus).

Mas como podemos cruzar os limites de nossa própria natureza humana, que nos define como seres egoístas que somos?

Além disso, nosso desejo de se unir, amar e cuidar dos outros é minúsculo em comparação com o ego, que nos pressiona constantemente para desfrutar às custas dos outros.

É nesse dilema que o milagre de Chanucá entra em ação.

Nossa persistência em se unir acima de nossos desejos para benefício pessoal atrai a força de amor, doação e conexão da natureza, que também é chamada de “luz” na sabedoria da Cabalá.

Mesmo que tenhamos desejos comparativamente muito pequenos de se unir, amar e cuidar dos outros em comparação com nossos desejos egoístas, ou seja, buscas materialistas por dinheiro, honra, respeito, poder, controle, fama e conhecimento, ao criarmos uma atmosfera social que apoia e encoraja todos nós a nos elevarmos acima de nossos desejos egoístas, nos direcionamos para nos unirmos acima de nossos egos.

No final, ao participar de uma sociedade que valoriza a união, o amor e o cuidado mútuo acima de nossos desejos inatos de desfrutar pessoalmente às custas dos outros, acabamos nos sentindo incapazes de nos elevar acima de nosso ego, uma vez que é nossa própria natureza humana. Na história de Chanucá, isso é considerado como os Macabeus se sentindo incapazes de derrotar os gregos.

Nesse momento crucial, uma luz milagrosa aparece – a força unificadora de amor, doação e conexão que habita na natureza, que nos dá a energia de que precisamos para superar nossos desejos egoístas com uma tendência unificadora, amorosa e generosa. Esse é o significado da vitória dos macabeus na guerra contra os gregos.

Nós prosperamos quando, por um lado, sentimos a necessidade de vencer a guerra, mas, por outro, nos encontramos sem opções e em desespero, ou seja, sob o ataque dos gregos. Enquanto estamos sob ataque, sentimos que precisamos continuar lutando com tudo o que temos, porém sem sucesso à vista. Em todo caso, por sentirmos a responsabilidade de vencer a guerra, não jogamos a toalha, porque seria como concordar em ficar trancados no confinamento solitário do ego.

Nesse ponto, o milagre acontece: a iluminação da luz da unidade, do amor e da doação. Ela nos carrega com sua energia onipresente e ganhamos a guerra.

A guerra de Chanucá é interna, ocorrendo na fronteira entre os desejos egoístas e aqueles de unidade, amor e doação. Nossos desejos e pensamentos egoístas são o que filtram nossa percepção da força ilimitada de amor e doação que nos rodeia e nos permeia, e nos deleitamos na revelação dessa força quando vencemos a batalha pela unificação acima de nossos desejos egoístas.

Elevar-se Ao Amor Absoluto

544Nós sentimos como a espessura do desejo egoísta (Aviut) está sendo revelada entre nós na dezena. Essa é apenas uma pequena parte da rejeição, do ódio e da distância que realmente existe entre nós.

Apenas uma pequena fração desse ódio é revelada a nós, a fração que podemos superar. Quanto mais distantes nos sentirmos naturalmente em relação uns aos outros e quanto mais nos aproximarmos e nos unirmos em um só coração, maior será o nosso Kli espiritual.

Nosso distanciamento é nosso Yesod, a base do Psrtzuf. E conectar-se em alguns desejos, apesar da resistência, é a parte interna do Partzuf, onde podemos trabalhar juntos em receber para doar em relação ao Criador. É assim que construímos a cabeça e o corpo do Partzuf espiritual.

Tudo se baseia no fato de que existe um grande desejo de receber prazer que nos divide, um grande ódio, como os discípulos do Rabi Shimon, nos quais o ódio inflama cada vez mais a cada dia. Mas eles o superaram, unidos por esse ódio, e assim construíram o corpo do Partzuf e um apelo ao Criador, isto é, a cabeça.

Nessa forma, eles começaram a revelar as qualidades do Criador de forma prática, construindo seu Partzuf espiritual e subindo os degraus da escada.

A cada passo, distância e ódio, unidade e amor crescem, bem como semelhança com o Criador, o poder comum do amor. É assim que nos elevamos até nos corrigirmos para o amor perfeito e absoluto.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/12/20, “Trabalho com Fé Acima da Razão”