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Elevador Espiritual: A Dezena

laitman_238.01Toda a nossa ascensão espiritual depende completamente do grupo. Portanto, a guerra é sempre sobre como conectar, unir e alcançar tal estado quando a Luz superior é revelada dentro da conexão, nos une e nos eleva de nosso nível para o nível superior. Entretanto, se não fizermos um esforço suficiente pela Luz superior, que supostamente nos eleva, ela age por trás e nos traz dificuldades, distúrbios, problemas e guerras. A Luz nos incita a despertar e a querer sua ajuda para nos elevarmos de nosso grau para o próximo, seja através de maneiras boas ou não tão agradáveis.

O grupo Cabalístico, a dezena, trabalha como um elevador. Se a pessoa investe certa quantia de esforços nele, este elevador começa a trabalhar nela, atraindo a Luz superior para ela, elevando-a ao próximo andar. Isso é chamado de ascensão espiritual.1

Se eu não ascendo em minhas qualidades, doação e realizações, isso significa que não estou integrado à dezena. Eu tenho que ver que a dezena está pronta para absorver e elevar-me. Se não vejo isso, é porque “julgo de acordo com minhas próprias falhas”; do contrário, eu os veria no estado ideal. Isto é, tudo depende de mim.

Se o Criador me trouxe ao grupo e disse: “Tome, esta é sua boa sorte”, eu devo me anular completamente e então poderei ascender. Assim que o trabalho nesse estágio terminar, o próximo andar aparecerá diante de mim. Eu deveria me anular novamente perante a dezena, o que já me parece diferente, mais avançado, e talvez ainda pior do que antes.

Novamente, o mesmo trabalho começa: justificação, conexão e anulação. Ao fazer certo esforço, eu voltarei a ligar o elevador e este me levantará um pouco mais. É a mesma coisa a cada vez: eu me anulo perante o grupo para vê-lo como ideal e perfeito, e assim subo cada vez mais alto.2

Se me anulo perante o grupo, revelo que eles não são amigos, mas qualidades espirituais que só me pareciam pessoas com vários problemas e defeitos. Na verdade, eles são nove anjos enviados para me ajudar, me levantando em suas asas.

Assim que eu subo, o mesmo trabalho recomeça: eu recebo um peso do coração e caio; começo a ver amigos como piores do que antes, não como anjos. Parece-me que eles não querem e não podem se unir. Eu absolutamente não entendo o que estou fazendo com eles e parece melhor procurar a espiritualidade sozinho.

Então perco totalmente o interesse pela espiritualidade até que o tempo faça seu trabalho, e começo a trabalhar em mim mesmo, percebendo que tudo depende de mim. Não há outra realidade além de mim, a dezena e o Criador. Todo o resto é a imaginação distorcida do meu ego.

Eu tento ver que tudo ao meu redor está em doação, no mundo espiritual, e que a presença da Shechina (Divindade) se manifesta no mundo inteiro. Eu tento me conectar com o grupo e pedir ajuda até que os esforços alcancem o valor total e a dezena se transforme em um elevador espiritual que me levante para o próximo nível. É assim que passo de um nível para outro, “de nuvem para nuvem”. 3

Não espere que isso aconteça em um determinado momento, como na história da Cinderela, e que o grupo por si só passará de uma abóbora para uma carruagem. Depende apenas do nosso trabalho.4

Embora nos pareça que estamos correndo no mesmo lugar, estamos de fato avançando. O cálculo é feito não em quilômetros, mas em esforços aplicados.5

O que vemos no grupo é o próximo mundo que existe neste mundo. Um grupo é tal sala que ao entrar você se encontra no outro mundo, como se após a morte. Se você não quer entrar, tudo o que lhe resta é esperar por uma morte real. No entanto, você tem a oportunidade de receber a vida eterna e feliz agora mesmo. Você só precisa mudar um pouco suas ideias sobre bondade e eternidade de conceitos egoístas e temporários do nosso mundo para os conceitos verdadeiramente eternos e perfeitos.

Mude um pouco a sua mente e coração e comece a viver de acordo com as leis eternas e perfeitas. Caso contrário, você permanecerá uma borboleta de um dia, que vive apenas um dia e morre.6

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá, 05/12/18, Lição sobre o Tópico “Chanucá”

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“Tudo Será Com Amor, Amizade”

Laitman_524.01Rabash, “Sobre a Importância dos Amigos”: Mas com o amor dos amigos, quando amigos se unem para criar uma unidade entre eles, isso significa explicitamente que eles são iguais. Isso é chamado de “unidade”. Por exemplo, se eles fazem negócios juntos e dizem que os lucros não serão distribuídos igualmente, isso é chamado de “unidade”? Certamente, um negócio de amor de amigos deve ser quando todos os lucros e posses que o amor de amigos produz sejam igualmente controlados por eles. Eles não devem esconder ou ocultar um do outro, mas tudo será com amor, amizade, veracidade e paz.

Parece que isso descreve os estados ideais. Mas é impossível cumpri-los se o amigo e eu não estivermos conectados através do Criador. Somente graças ao fato de estarmos conectados uns com os outros Nele, podemos nos comportar dessa maneira. Só isso pode nos obrigar.

Pergunta: Que tipo de lucro existe ali?

Resposta: Não importa. O lucro pode ser material ou espiritual. O principal é que somente o contato no Criador pode nos obrigar e nos forçar a aceitar as condições de garantia mútua, unidade e outros requisitos.

De KabTV “A Última Geração”, 09/05/18

“Qual É A Fonte Autêntica De Felicidade?” (Thrive Global)


Thrive Global publicou meu novo artigo: “Qual É A Fonte Autêntica De Felicidade?” (Thrive Global)

A Cabalá é o método que ensina como criar uma sociedade positivamente conectada de indivíduos felizes, equilibrada com a natureza.

Todo mundo quer ser feliz. Há várias interpretações sobre o que é felicidade, como ser feliz e qual é a fonte de felicidade e, certamente, se pudermos identificar uma fonte autêntica de felicidade, podemos estar confiantes no objetivo a aspirar.

Neste exame sobre uma fonte autêntica de felicidade, vamos examinar:

. se existe algo como uma fonte autêntica de felicidade,

. se a felicidade é subjetiva e relativa a cada pessoa, ou se pode haver uma fonte de     felicidade comum a todos,

. os papéis que a sociedade e seus valores desempenham na nossa felicidade,

. o que impede sermos felizes o tempo todo,

. o papel que a natureza humana desempenha em nossa felicidade,

. definir uma fonte autêntica de felicidade e o tipo de transformação necessária para vivenciá-la.

Existe algo como uma fonte autêntica de felicidade?

A felicidade é subjetiva e relativa a todas as pessoas, ou pode haver uma fonte comum de felicidade a todos?

A fim de examinar essas questões, é importante nos vermos como uma espécie social, vendo nossas vidas em conexão com outros, e que a qualidade de nossas conexões influencia nossas perspectivas e sensações de felicidade.

O fato de sermos uma espécie social nos diferencia dos animais. Somos moldados e afetados pelo nosso ambiente a cada momento de nossas vidas. Nosso local de nascimento, onde crescemos, nossas famílias, escolas, professores, amigos, colegas de trabalho, bem como nossa cultura e a mídia que absorvemos e nos envolvemos, tudo influencia nossas definições sobre o que significa ser feliz, como podemos alcançar a felicidade e o que fazemos para alcançá-la.

Muitos estudos sobre a felicidade já concluíram que uma sociedade positivamente conectada e solidária fornece a base para a felicidade de seus membros. Uma base social em que todos cuidam uns dos outros – recebendo o máximo que cada indivíduo precisa e trabalhando para o benefício de todos – é uma configuração ideal para a felicidade de cada pessoa.

O que interfere na nossa felicidade?

O problema é que onde há sociedade, há desejos sociais, ou seja, desejos por dinheiro, honra, respeito, fama, controle, poder e conhecimento. Nossas buscas individuais para satisfazer esses desejos às custas dos outros interferem em nossa felicidade. Por exemplo, se uma pessoa quer se tornar rica, poderosa ou famosa, deve lutar continuamente para superar os outros, construindo sua busca por tais objetivos, perturbando ou arruinando a riqueza, o poder ou a fama dos outros.

Além disso, a natureza humana, que é o desejo de desfrutar, funciona de tal forma que, quando desfrutamos de algo, nosso desejo por esse prazer se extingue após sua recepção, e um novo desejo surge em seu lugar. Esse modus operandi da natureza humana nos faz sentir constantemente insatisfeitos e carentes.

Essa fórmula pela qual vivemos – a busca da felicidade à custa dos outros, juntamente com a constante insatisfação embutida na natureza humana – é a antítese da felicidade. Pode-se concluir então que, se nossas fontes de felicidade permanecerem como indagações individuais pelo prazer à custa dos outros, nunca experimentaremos uma forma duradoura e florescente de felicidade. Seremos atormentados pelo fato de nossos desejos se esvaziarem o tempo todo, e continuaremos a aumentar a insatisfação até que, no final, nos desesperaremos tentando abrir caminho na sociedade com motivos competitivos e individualistas.

“É uma obrigação para todas as nações estarem fortemente unidas internamente, então todos os indivíduos dentro dela estão ligados uns aos outros pelo amor instintivo. Além disso, cada indivíduo deve sentir que a felicidade da nação é a própria felicidade, e a decadência da nação é a própria decadência … Isso significa que as pessoas dessa nação, que sentem essa harmonia, são as que fazem a nação, e a medida de felicidade da nação e sustentabilidade são medidas pela sua qualidade”.

– Cabalista Yehuda Ashlag, A Nação.

A opinião pública hoje venera a rivalidade e a realização individual. Em outras palavras, se você atropelar sua concorrência para ter sucesso como indivíduo, será visto com respeito. É um sintoma entrelaçado dos valores individualistas-competitivos com os quais somos educados, de nossas escolas e universidades, através dos filmes, música, mídia, programas de TV e discussões na Internet com as quais nos envolvemos regularmente. Portanto, se buscarmos uma fonte autêntica de felicidade, precisamos primeiro supor que nada mudará se nossa natureza humana egoísta continuar absorvendo influências sociais que alimentam sua orientação egoísta à custa dos outros.

Mesmo se definirmos uma fonte autêntica de felicidade que possa satisfazer a todos – uma forma ilimitada de prazer que nos preenche quando nos envolvemos em dar e nos conectar positivamente com os outros – ainda não sentiremos felicidade duradoura se a sociedade como um todo falhar em priorizar valores de doação, bondade, altruísmo e conexão positiva acima dos valores individualistas competitivos atuais.

O que aumentará a consciência da fonte autêntica de felicidade?

O surgimento de infortúnios e problemas na sociedade humana desempenhará seu papel de conscientização sobre o porquê falhamos em alcançar uma forma autêntica e duradoura de felicidade. Na sabedoria da Cabalá, esse estado é chamado de “reconhecimento do mal”. Isso significa que problemas e crises se acumulam até percebermos que, tanto quanto queremos viver vidas felizes e harmoniosas, não conseguimos, e mais ainda, a situação piora. . No final, perceberemos que a solução está em uma mudança fundamental de nossos valores – dos valores egoístas individualistas competitivos para os valores altruístas conectados à cooperação – e que as instituições educacionais e a mídia que imprimem valores em nossas vidas precisam aceitar a responsabilidade principal em tal transformação.

A própria aparência da ciência da felicidade e da psicologia positiva em uma época em que a depressão se transformou na doença mais proeminente do mundo mostra um exemplo claro de como, à medida que nossas dores pioram, procuramos combatê-las com um antídoto.

Nesta mesma época, os autores de O Livro do Zohar, bem como o mais renomado Cabalista do século XX, Yehuda Ashlag (Baal HaSulam), declararam que a autêntica sabedoria da Cabalá se revelaria e estaria disponível para todos, como um método para guiar a sociedade para os tipos de conexões positivas que podem deixar todo mundo feliz.

A Cabalá é um método que ensina como criar uma sociedade positivamente conectada de indivíduos felizes, equilibrada com a natureza. Ela faz isso guiando seus participantes através de um processo de experimentação na conexão com os outros, a fim de atrair uma força de conexão que reside na natureza, que tem o poder de nos mudar para nos tornar mais atenciosos uns com os outros. Assim, a pessoa aprenderá a aspirar não apenas a satisfazer sua própria felicidade, mas também a dos outros. Assim, uma sociedade humana harmoniosa será construída para assegurar a felicidade de cada indivíduo.

Nova Vida # 107 – Negócios No Novo Mundo, Parte 2


                              

Nova Vida # 107 – Negócios No Novo Mundo, Parte 2

Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Nitzah Mazoz

Resumo

Você quer acordar de manhã cheio de energia como uma criança que vai ao parquinho? A abordagem integral dos negócios no novo mundo do trabalho fornece aos funcionários, em todos os níveis, um ambiente de desenvolvimento e prosperidade. Envolver-se em desafios e trabalho duro torna-se agradável quando estamos com amigos. Relações humanas amorosas podem criar equilíbrio, proximidade e unidade no local de trabalho. Hoje, os trabalhadores se sentem isolados e ameaçados, como se estivessem na prisão. Cada um faz a sua parte e não quer interagir com os outros. Relacionamentos entre fornecedores, clientes e acionistas estão se tornando cada vez mais secos. A tensão, a alienação e a pressão em casa estão afetando o nível de foco dos funcionários no trabalho. As conexões quebradas entre as pessoas levaram à deterioração global, destruição, protecionismo, fascismo e terrorismo. Nós alcançaremos a nova abordagem através de uma educação proativa ou através do sofrimento, do ódio, da guerra e do reconhecimento do mal. A abordagem integral de se relacionar bem acima de toda a negatividade precisa ser ensinada através de exemplos mútuos e pressão social. Precisamos aprender a aceitar uns aos outros e nos conectar como uma família para continuar a existir como espécie humana.

De KabTV “Nova Vida # 107 – Negócios No Novo Mundo, Parte 2”, 05/12/12

Dois Caminhos Do Trabalho Espiritual

Laitman_524.01Rabash, “Sobre a Importância dos Amigos”: Porém, como a pessoa pode considerar seu amigo maior que ela mesma quando pode ver que seus próprios méritos são maiores do que os de seu amigo, que é mais talentosa e tem melhores qualidades naturais? Existem duas maneiras de entender isso:

  1. Ela está indo com fé acima da razão: uma vez que o escolheu como amigo, ela o aprecia acima da razão.
  2. Isso é mais natural – dentro da razão. Se ela decidiu aceitar o outro como amigo, e trabalha em si para amá-lo, então é natural com amor ver apenas coisas boas. E mesmo que haja coisas ruins no amigo, ela não pode vê-las, como está escrito: “o amor cobre todas as transgressões”.

Pergunta: O que é único em cada caminho: trabalhar com amigos na fé acima da razão ou pelo desenvolvimento natural?

Resposta: A fé acima da razão aparece quando a pessoa recebe uma força de cima para ver os outros como maiores que ela, mais próximos do Criador. Portanto, ela começa a tratá-los com mais respeito e cuidado, torna-se mais cautelosa, como se estivesse em equivalência com o Criador.

Aos poucos, agindo com base no fato de que a Luz a obriga a fazer isso, sua atitude para com seu professor e seus amigos, para com tudo que se relaciona com seu progresso espiritual, torna-se seu estado permanente.

A pessoa muda, e a influência de cima que ela sentiu antes aparentemente se dissipa e se integra em sua vida.

Pergunta: Não deveríamos nos preocupar com esses dois caminhos?

Resposta: Devemos estar apenas em antecipação, na expectativa de receber a Luz superior, a força de doação. Nosso trabalho consiste em querer mostrar antecipadamente que já estamos nele, como uma criança brincando de adulto com carrinhos de brinquedo, bonecas etc.

Pergunta: O que a Luz muda em nós através de sua influência?

Resposta: Nosso relacionamento com o ambiente e com o Criador.

Eu vejo que posso usar o amigo corretamente para o nosso objetivo comum. Como regra, eu o vejo já não como um objeto para a aplicação dos meus esforços, mas como parte do Criador. Afinal, não posso me relacionar diretamente com o Criador, mas posso com o amigo. Ele é virtualmente uma esfera externa de meus esforços aplicados enviados a mim pelo Criador.

Pergunta: Por que é melhor ver meu amigo dentro da razão do que na fé acima da razão?

Resposta: É mais natural, pois a fé acima da razão entra em um novo grau. Eu recebo a força que me permite me relacionar com o amigo como com o Criador. Eu me vejo como o único que tem algo para mudar e corrigir. Todos os outros estão apenas agindo de acordo com a vontade do Criador, uma vez que realmente estão em adesão com Ele.

Segue-se que minha fé acima da razão se torna meu estado natural.

De KabTV “A Última Geração” 30/05/18

“O Plano De Partição Da ONU E O Renascimento De Israel: Onde Estamos Agora?” (The Times Of Israel)


Meu artigo, “O Plano De Partição Da ONU E O Renascimento De Israel: Onde Estamos Agora?”, publicado no The Times of Israel.

Há 71 anos, massas de judeus em Israel e na Diáspora se reuniram em torno de transistores de rádio, fascinados pelo voto mais dramático da história de Israel. Depois de longas horas estressantes, em 29 de novembro de 1947, a declaração final de um locutor americano cortou o tenso silêncio: “33 a favor, 13 contra… A proposta é aceita”. O estabelecimento do Estado de Israel foi declarado.

Se você perguntasse à geração anterior de judeus onde eles estavam em 29 de novembro de 1947, alguém responderia com uma lembrança da explosão de alegria, danças e abraços, e outro choraria, lembrando sua história de sobrevivência do Holocausto. Eles relembrariam como os carros buzinavam, sirenes tocavam e aplausos surgiam nas ruas, e como o sonho de um Estado judeu tomava forma diante de seus olhos.

Na noite do anúncio, nos sentimos juntos, unidos como um só. Desde então, no entanto, passamos por 71 anos de constantes guerras e conflitos internos. Certamente temos conquistas para nos orgulhar: uma bandeira e um hino, um exército, uma força aérea e uma florescente indústria de alta tecnologia. No entanto, será que nos tornamos o que sonhamos, ou seja, um povo pleno, unido, com um país independente e livre? Além disso, e se houvesse uma votação na ONU hoje sobre se o Estado de Israel deveria existir ou não, alguém estaria disposto a assinar uma resolução semelhante hoje?

Há um abismo entre os sonhos do passado e a realidade do presente. Perdemos algo significativo ao longo do caminho. Embora tenhamos retornado à Terra dos Patriarcas após 2.000 anos de exílio e tentado renovar uma cultura hebraica dentro de suas fronteiras, nossos esforços foram insuficientes. Depois de 71 anos, não conseguimos encontrar o vínculo entre a sociedade israelense e os judeus em todo o mundo que tornaria seu momento inicial de alegria completo e duradouro. Além disso, as vozes de resistência à existência do Estado de Israel ficam mais barulhentas de um ano para o outro, alegando que o Estado judeu perdeu completamente seu direito de existir e até pediu seu boicote.

No entanto, os Cabalistas pensam o contrário.

Com todo o devido respeito às Nações Unidas, a justificativa para a existência do Estado judeu foi criada quando nosso patriarca Abraão reuniu estudantes dentre os babilônios que tinham o desejo de descobrir a fonte da vida. Juntos, eles descobriram o método para transcender a um nível superior de existência, caracterizado por laços pacíficos de amor, unidade e responsabilidade mútua acima das diferenças inatas de cada indivíduo, que equilibravam esse grupo com a natureza. Isto é, como a natureza opera de acordo com as leis de interconexão e interdependência, o método de Abraão revelou como as pessoas poderiam se elevar acima de suas diferenças, conectando-se no mesmo nível de interconexão e interdependência que a própria natureza. Portanto, a realização do método de Abraão e sua transmissão para a humanidade é o mandato que recebemos da natureza, tanto para nossa existência como nação quanto para o povo de Israel.

Os longos anos de exílio nos alienaram de viver de acordo com o método de Abraão, e nós existimos como qualquer outra nação. No entanto, no final do século XIX, ocorreu uma mudança notável. O povo judeu começou a sentir uma forte necessidade de retornar à sua terra e estabelecer um estado independente. Com um timing perfeito, o método de Abraão – a sabedoria da Cabalá – também começou a ser redescoberto para todos. Nesse contexto, Rav Yehuda Ashlag (Baal HaSulam) e Rav Kook, os grandes Cabalistas do século XX, determinaram que nossa independência como Estado judeu depende diretamente da obtenção de nossa independência de nossa vida corpórea de diferenças e divisões. “Enquanto não elevarmos nossa meta acima da vida corpórea, não teremos nenhum renascimento corpóreo, porque o espiritual e o corporal em nós não podem habitar em uma cesta, pois somos os filhos da ideia” (Rav Yehuda Ashlag, “Exílio e Redenção”).

Em outras palavras, é impossível construir uma sociedade israelense baseada em valores e princípios provenientes de nossas naturezas inatas, corpóreas e egoístas, embora pareça como se tivéssemos sucesso em outros países. Voltamos à Terra de Israel com o único propósito de construir uma sociedade ligada por fios de amor, unidade e responsabilidade mútua acima de nossos traços egoístas inatos, e então passar essa habilidade de unir as diferenças à humanidade, que de fato sente a necessidade crescente por tal unidade em nossos tempos. Esta é a única justificativa para nossa existência nesta terra.

Setenta anos após o voto mais dramático na história de Israel é uma época em que o antissemitismo levanta sua cabeça feia. No momento, infelizmente, nosso principal elemento unificador é nosso medo comum de nossos inimigos. Em vez de nos unirmos ao impulso positivo, criativo e inovador para implementar o método de unidade que nossos ancestrais perceberam, nós experimentamos uma forma negativa, passiva e transitória de unidade apenas em tempos de ameaças ou ataques antissemitas.

No entanto, não precisamos nos desesperar. Devemos usar essa realidade quebrada como uma oportunidade épica de reconstruir nossa vida compartilhada como uma nação em bases sólidas sustentadas pelo que originalmente nos uniu. Se queremos celebrar como fizemos há 71 anos, podemos fazê-lo, percebendo nosso potencial único de nos unirmos acima de nossas diferenças. Até que isso aconteça, o antissemitismo continuará se intensificando à medida que o mundo espera que nos unamos e convidamos a todos para um círculo em expansão de unidade e amor, em equilíbrio com a natureza.

Como Nos Organizamos Para A Oração?

laitman_263Enquanto estou pensando em mim, não consigo pensar no grupo. Vamos fazer este exercício: não peço nada para mim e não penso em mim mesmo. Cortei todo pensamento, desejo e ação dirigido a mim mesmo, para impedi-los de se desenvolver e agir.

Eu tenho um terrário com cobras venenosas, mas não as deixo sair. Assim que a menor cobra tira a cabeça para fora, eu imediatamente a interrompo. Isso é chamado de restrição. Isto é, eu revelo que o Criador colocou em mim vários desejos egoístas que preciso limitar; preciso trancar o meu “eu”, meu egoísmo, e cortar as cabeças de todas as manifestações egoístas. Até que eu corte todas as suas cabeças, não começarei uma ação espiritual porque tenho a cabeça de uma serpente.

Eu tenho apenas um pedido para mim: fazer uma restrição e deixar de existir para que meu eu desapareça. Fé acima da razão e cálculos espirituais começam a agir sobre isso.1

Restringir meu egoísmo não significa deixar de senti-lo. Ele continua existindo. Além disso, ele é enorme e está constantemente tentando romper. Mas a cada vez, eu o tranco como se ele tivesse acabado. Este é um trabalho contínuo, chamado “restrição”.

Isso não significa que eu paro de sentir meu desejo egoísta: eu o sinto muito! Mas eu me coloco acima dele, como se ele fosse inexistente. Isso significa que recebo uma força restritiva: tenho uma tela de 1.000 kg contra 1.000 cobras, que as mantém trancadas.2

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá, 26/11/18, Lição sobre o Tópico, “Como nos Organizamos para a Oração”
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Respostas Às Suas Perguntas, Parte 228

Laitman_049.01Pergunta: Eu encontrei a sabedoria da Cabala apenas porque um mago que me ensinou a entrar no “astral” através da meditação recomendou-a para mim. Este mago se lembra de suas últimas cinco encarnações e já avaliou vários livros Cabalísticos na prática: Etz Chaim (A Árvore da Vida) e O Estudo das Dez Sefirot.

Eu tenho duas questões para você:

  1. Como você se sente ao entrar nos mundos superiores através da meditação?
  2. Como você explicaria o que fazemos sem um grupo de dez? Talvez essas dezenas não sejam necessárias? Você acha que isso assusta as pessoas de estudar Cabalá?

De qualquer forma, muito obrigado por seu imenso esforço e que o Senhor o abençoe!

Resposta: A Cabalá ensina que o egoísmo é o fundamento de nossa natureza, e partir dela para a natureza superior significa adquirir a propriedade de doação sobre o egoísmo até que haja amor. A questão é: você se torna uma pessoa que ama a todos, exceto pelo seu egoísmo?

Meu Futuro Depende Do Meu Amigo

laitman_934Rabash, “Sobre a Importância dos Amigos”: Segue-se que na questão do amor dos amigos, eles se ajudam, o que significa que é suficiente para cada um considerar seu amigo como sendo do mesmo grau que o seu. Mas como todos devem aprender com seus amigos, há a questão de Rav e discípulo. Por essa razão, ele deve considerar o amigo como maior que ele.

Pergunta: Por um lado, o amigo é como um professor para mim; eu sou pequeno comparado a ele. Por outro lado, pareço ser seu professor. Como esses graus se alternam?

Resposta: Eles trabalham simultaneamente, como uma mãe com um bebê. Por um lado, o filho é mais importante para ela, e por outro lado, ela cuida dele o tempo todo e ele parece estar em seu poder. Segue-se que ele comanda ela, e ela, cuidando dele, como se o comandasse.

Se o meu futuro depende de um amigo, ele é o mais importante para mim. Se tudo que eu posso fazer na espiritualidade só é possível através dele, isso significa que sou obrigado a não receber dele, mas dar a ele. Nossa interação deve ser totalmente aberta e completa. Então chegamos a um terceiro estado, quando os dois relacionamentos abertos um com o outro se tornam um único.

Pergunta: Acontece que nos tornamos iguais?

Resposta: Somos tão equivalentes em relação ao nosso objetivo que nosso “nós” desaparece, e um campo comum aparece, uma vida comum, um espaço comum no qual o Criador é revelado.

Pergunta: Onde está a fé acima da razão aqui?

Resposta: A fé acima da razão só aparece quando a Luz desce e nos dá força e começamos a sentir a necessidade de doar. Essa necessidade de isolar-se de si mesmo, doar, irradiar é a realização da fé acima da razão.

De KabtTV “A Última Geração”, 30/05/18

Blitz De Dicas De Cabalá – 17/06/18

laitman_282.02Pergunta: Por que a força superior do bem precisa de um sistema de forças negativas para governar?

Resposta: É para dar à pessoa a liberdade de escolha.

Pergunta: É possível dizer que todo ato de saque, roubo, violência e assassinato tem sua origem no sistema de forças negativas?

Resposta: O fato é que, enquanto estivermos no egoísmo, o sistema de forças positivas parecerá negativo para nós. Portanto, é problemático falar sobre o significado do bem e do mal em nosso estado corrompido.

Pergunta: Quando ouço que alguém cria minhas condições de vida, parece-me que há algum tipo de roteirista que tem um relacionamento pessoal comigo e está me guiando em direção a ele. Este é o caminho certo para perceber o sistema superior?

Resposta: Certo. Mas o “roteirista” às vezes atrai você com a mão esquerda, às vezes com a mão direita, e às vezes o engana. Ele está liderando você de tal maneira que você entenderá o caminho e começará a participar dele sozinho.

Pergunta: Em que mundo começa a divisão do sistema em bem e mal?

Resposta: Começa no mundo de Atzilut. O mundo de Atzilut é um mundo de bondade. O mal é encontrado nos mundos de Beria, Yetzira e Assia. Mas mesmo neles, há uma parte boa e uma parte ruim.

Pergunta: Na minha opinião, não há dúvida ou objeção à Cabalá. Esta é a verdade absoluta. Mas o que me surpreende é a falta de sentimento. Eu nunca estive tão longe de sentir o Criador como estou agora. Qual é o problema?

Resposta: Muito bem. Esta é a descoberta da verdade. Você está muito longe do Criador. O fato de você sentir isso já é uma aproximação, algum tipo de verdade, movimento para frente.

Pergunta: O Criador criou duas forças: um desejo de receber e um desejo de doar para que, em última análise, cheguemos a uma consciência completa de que eles não existem, mas que existe uma verdade: “Não há outro além Dele” (Deuteronômio 4:35)?

Resposta: Para alcançar essa verdade superior, devemos reunir todas as sensações, pensamentos e ações negativas e positivas, e começar a combiná-las para criar um sistema que nos mostre o pensamento mais elevado da criação. Não há mais nada, apenas um ponto em Keter, o começo da criação.

Pergunta: Será que um Cabalista obtém mais informações por causa da maior sensibilidade de sua alma?

Resposta: A alma é a propriedade de doação que uma pessoa adquire. Se a pessoa não tem a propriedade de doação, ela não tem alma. É somente através da propriedade de doação que a pessoa pode entender em que nível está.

Pergunta: De onde vêm todas as propriedades negativas, se elas estão ausentes em nossa raiz, uma vez que tudo o que existe foi criado pelo Criador? Ou essas propriedades negativas são simplesmente o lado oposto da raiz, e nossa tarefa é conectar tudo dentro de nós?

Resposta: O fato é que quando há uma coisa, sua propriedade oposta deve se manifestar de forma totalmente clara contra ela. Uma não pode existir sem a outra, somente o Criador pode. Se existe um sistema de forças positivas, isso significa que também existe um sistema de forças negativas.

Pergunta: A inclinação ao mal foi criada pelo Criador imediatamente igual a Ele em magnitude, ou evoluiu por milhares de anos e se tornou como é?

Resposta: O bem e o mal foram criados um oposto ao outro por um único poder superior, que é, de fato, livre do bem e do mal.

O bem e o mal estão sempre em equilíbrio, não em nosso mundo, mas nos níveis espirituais.

Da Lição de Cabalá em Russo 17/06/18