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Existe Realização Absoluta?

Laitman_032.02Pergunta: Se a realização é sempre subjetiva, existe uma realização absoluta que seja objetiva e não apenas uma verdade temporária?

Resposta: Qualquer realização espiritual, em princípio, já é de algo objetivo porque é construída sobre a combinação de diferentes desejos e objetos. Essa objetividade é expressa pelo nível de realização ou pelo poder da Luz que preenche esse nível: Nefesh, Ruach, Neshama, Haya ou Yechida.

Portanto, a realização espiritual, como regra, é relativamente objetiva. O passo espiritual totalmente objetivo é o último nível – o nível de realização completa e correção completa.

Da Lição de Cabalá em Russo, 04/08/18

Nova Vida # 1030 – Linguagem Humana

Nova Vida # 1030 – Linguagem Humana
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Nitzah Mazoz

Resumo

A linguagem é o que nos conecta, e precisamos nos comunicar uns com os outros até nos tornarmos um, de modo que haja uma linguagem interna entre nós, para que os desejos se comuniquem uns com os outros e recebam a abundância superior. Quando abrirmos nossos corações e nos conectarmos uns com os outros em um nível mais profundo, seremos capazes de sentir os desejos e pensamentos uns dos outros. Nós construiremos uma nova alma corrigida e nos assemelharemos e alcançaremos o Criador.

De KabTV “Nova Vida # 1030 – A Linguagem Do Coração”, 05/07/18

Meus Pensamentos No Twitter 11/08/18

Dr Michael Laitman TwitterDesde a Segunda Guerra Mundial a ordem mundial tem sido garantida pelos EUA, que está saindo. A UE deve decidir o seu próprio destino, mas a sua vontade e força não se ajustam ao desejo da UE de se afirmar; ela está com raiva, mas é forçada a se submeter aos EUA. Os líderes chineses, russos e dos EUA são nacionalistas, então o poder militar é vital para eles

Ordem das ações:
-Restrição: parar de pensar em mim e no que sinto.
-Eu me importo com o que está acontecendo com o grupo e não comigo, como uma mãe cuida de seu bebê.
Se eu puder me alegrar com  grupo e com o Criador, isso significa que estou na fé acima da razão, doação acima do prazer.

Do Twitter, 11/08/18

Cruzando A Linha Entre A Vida E A Morte

Laitman_137Pergunta: O suicídio é um dos problemas da humanidade. A cada 40 segundos, alguém no mundo comete suicídio (800.000 por ano). Nos EUA, a taxa de suicídio aumentou 30% desde 1999. Algumas celebridades que recentemente cometeram suicídio incluem Anthony Bourdain, o famoso chef e apresentador de TV da CNN, e a irmã mais nova da rainha da Holanda. Você pode explicar isso?

Resposta: Eu posso explicar isso como vazio. É um vazio que esmaga, dilacera e não deixa a pessoa dormir. Até mesmo as drogas são ineficazes para aliviá-lo. A pessoa simplesmente sente como se não tivesse outras opções. Nós precisamos olhar para a vida corretamente e começar a nos educar.

Pergunta: O que uma pessoa deve alcançar?

Resposta: O sentido da vida. Ela pode entender o sentido da vida quando atravessa a fronteira entre a vida e a morte. Somente quando a vida vale menos para você do que a própria vida, você pode pesar corretamente para que viver e superar seu egoísmo e sua vida egoísta.

Pergunta: É quando eu não me apego a ela? Quando não me apego a todo desejo?

Resposta: Você não apenas não se apega, mas vive do fato de que a cada minuto você desiste do seu egoísmo e se eleva acima dele. Cada minuto você está acima da morte, como se estivesse experimentando-a. Esta é a separação do nosso mundo e a entrada no mundo superior.

Observação: Isso é muito difícil.

Resposta: Não é difícil, é uma oportunidade feliz para todos nós.

Pergunta: Então, eu não deveria valorizar minha vida egoísta?

Resposta: Uma pessoa que quer compreender a verdadeira existência tem que desprezar esta vida e apreciá-la apenas porque é a base para construir uma vida mais elevada nela. E a vida superior é a morte, e quando você morre em uma forma animal a cada minuto, cresce espiritualmente.

Crescimento na forma espiritual é a vida não para si mesmo, mas para algo fora de si: em prol do Criador, do sistema, da humanidade, não importa o que – o principal é sair do seu “eu”.

De KabTV “Notícias em Russo com Michael Laitman”, 12/06/18

Nova Vida # 1028 – Construir A Paz Entre O Bem E O Mal, Parte 1

Nova Vida # 1028 – Construir A Paz Entre O Bem E O Mal, Parte 1
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Yael Leshed-Harel

Resumo

O mundo é pleno e perfeito exatamente como é agora. Nossa percepção do mundo é distorcida porque nos falta a verdadeira conexão uns com os outros. Nós recebemos tudo o que o Criador nos dá incorretamente devido à nossa natureza egoísta. Essa natureza maligna não pode e não deve ser extirpada, pois não há bem sem o mal. Em vez disso, ele precisa ser corrigido para alcançar equilíbrio, perfeição e paz. A sabedoria da Cabalá nos ensina como reparar a natureza de nossa raiz e tornar-se altruísta com a ajuda da Luz. Nós aprendemos a receber corretamente quando preenchemos tudo com o poder do amor.

De KabTV “Nova Vida # 1028 -“ Construir A Paz Entre O Bem E O Mal ”, Parte 1, 03/07/18

Trabalhando Com Textos Cabalísticos

laitman_526Pergunta: Os livros Cabalísticos afetam uma pessoa se ela os lê sozinha? Ou você precisa lê-los com um grupo?

Resposta: Leia como quiser, apenas é desejável que estes sejam livros Cabalísticos reais, para o seu nível, e que você encontre a si mesmo corretamente nestes livros.

Pergunta: Quais são os critérios para o estudo correto dos livros?

Resposta: Estude a literatura que é recomendada para você nos cursos de Cabalá em sua comunidade.

Pergunta: Além disso, como você trabalha com livros?

Resposta: Eu estudei fontes Cabalísticas primárias em detalhes muitas vezes. Há até mesmo artigos e cartas que li algumas centenas de vezes e sempre encontrei algo novo nelas. Portanto, na Cabalá, não há fontes que eu não soubesse e não tivesse trabalhado repetidamente, na língua original.

Eu leio, sublinho, escrevo, comparo e procuro material similar específico para revelá-lo de alguma forma. Este é o trabalho habitual de qualquer pesquisador.

Existem várias variações do trabalho nas fontes primárias. Eu costumo traduzi-las e, se não, começo a abreviá-las, ou seja, reescrevê-las no idioma original, fazendo os ajustes necessários.

O texto que sai é o que eu quero ver agora no meu estado atual. Talvez da próxima vez, eu faça um resumo completamente diferente dele.

Trabalhando nos textos, eu posso dividi-los em parágrafos, dar a cada parágrafo um título, fazer perguntas, dar respostas, etc. Se necessário, eu trabalho através do texto para que eu esteja nele, e ele esteja em mim.

Da Lição de Cabalá em Russo 25/03/18

Meus Pensamentos No Twitter 10/08/18

Dr Michael Laitman TwitterO método da Cabalá não é sobre destruir o egoísmo, mas substituir a intenção “para mim mesmo” por “pelos outros” – com a ajuda da força superior. “Cabalá” significa “recepção”, com a intenção de doar, que permite nos tornarmos semelhantes à Natureza.

Do Twitter, 10/08/18

Newsmax: “A Era Do Smartphone Exige Que Preenchamos O Vazio Da Geração Da Tecnologia”


O maior portal, Newsmax, publicou meu novo artigo “A Era Do Smartphone Exige Que Preenchamos O Vazio Da Geração Da Tecnologia”

Estudos realizados em diferentes países mostram que a dependência de smartphones está crescendo.

A França recentemente proibiu o uso de smartphones nas escolas. A decisão foi tomada com a preocupação de que os estudantes estavam se tornando viciados no uso de telefones celulares.

Tais movimentos restritivos resolverão o problema?

Ou precisamos olhar mais profundamente para lidar com os desafios de uma geração cibernética?

Embora o fato de que a juventude esteja se tornando cada vez mais dependente da tecnologia seja praticamente indiscutível, é igualmente importante enfrentar a dependência de adultos ao celular e seu impacto no comportamento de seus filhos e da sociedade. Um novo estudo realizado na Grã-Bretanha revela um aumento dramático no vício em tecnologia.

A pessoa média naquele país verifica um telefone celular a cada 12 minutos, enquanto um em cada cinco adultos gasta mais de 40 horas por semana on-line.

Se esse é o modelo que as crianças estão seguindo, como podemos reclamar de seus hábitos se não praticamos o que pregamos? Um dos principais prestadores de serviços de saúde em Israel fez recentemente uma pesquisa interessante sobre o comportamento dos pais enquanto aguardavam e durante o tratamento de seus filhos na unidade pediátrica. O resultado foi que 83% dos pais ficaram colados aos telefones celulares durante a visita médica.

Sem surpresa, as conclusões recomendam que os pais desliguem seus aparelhos tecnológicos para passar tempo com seus filhos.

Além disso, nos Estados Unidos, quase nove em dez pessoas hoje estão on-line.

Podemos finalmente navegar contra o vento do progresso tecnológico?

Ou ele é uma consequência inevitável do desenvolvimento humano natural?

É um fato inegável que a geração mais jovem foi moldada pelo smartphone e pela ascensão das mídias sociais. É parte integrante de sua existência desde uma idade muito precoce.

Como parte de seu ambiente, eles são obrigados a se adaptar à nova tecnologia e adotá-la como um elemento natural de sua educação, sentindo-se completamente à vontade e sem medo de experimentar novos dispositivos, jogos e plataformas.

Nós não criamos esse desejo por nós mesmos, é parte do desenvolvimento da natureza.

Os pais que são eles próprios viciados em telefones celulares não podem culpar seus filhos pelo uso excessivo de smartphones ou seus consequentes problemas comportamentais. As crianças tomam o exemplo de nós. Como então podemos reclamar de seus hábitos?

Nossa natureza egoísta cresce cada vez mais, levando-nos a estar cada vez mais envolvidos e preocupados com nós mesmos, mesmo à custa dos outros, e também mesmo se esses outros estão em nossa própria família.

A quantidade de interação cara-a-cara diminui à medida que expandimos nosso tempo online. Como podemos esperar uma boa comunicação com nossos filhos se não estivermos prontos para abandonar nosso uso compulsivo de dispositivos eletrônicos?

Se tirássemos nossos próprios smartphones e os de nossos filhos para melhorar a comunicação entre nós, estaríamos “no lugar deles”, para entender e satisfazer suas necessidades e desejos? Se hesitarmos, mesmo que por um breve momento, talvez seja melhor se ao menos nos mantivermos juntos, em um lugar comum, em vez de ficarmos totalmente separados?

Não podemos rejeitar a mudança porque isso acontecerá de qualquer maneira.

Desejar trazer de volta o passado equivale a ansiar reviver a idade da pedra.

As crianças cresceram com computadores e Internet nas escolas e em casa, encontram tudo on-line, streaming de música, compartilhamento de vídeo, o que comprar, o que vestir, onde ir, o que fazer e com quem sair (virtualmente, claro.) A tecnologia é para elas quase como uma extensão de seus corpos.

Aventuras ao ar livre em locais urbanos ou naturais não são tão atraentes quanto costumavam ser. Elas foram substituídas por atividades on-line. Se os jovens saírem, mais frequentemente será para um lugar onde estarão cercados por outros que estão imersos em seu próprio mundo digital.

Nosso mundo está passando por uma profunda transformação, abrindo-se para uma realidade mais espiritual e integral. Os jovens são os primeiros a adotar mudanças, pois instintivamente estão sempre procurando novos caminhos e alternativas. Cada novo avanço é um passo à frente para eles, um processo natural, mesmo que eles não estejam totalmente cientes de como isso acontece.

Entender e implementar esta nova era requer um botão de reinício (restart) que nos permita usar a tecnologia e dar um passo adiante, em prol da verdadeira conexão, solidariedade e cuidado com os outros.

Como isso pode ser alcançado? Isso pode ser feito adaptando-nos não apenas aos avanços tecnológicos, mas a uma era renovada. Agora temos todos os meios em nossas mãos para transformar a sociedade de caos em harmonia. Usando a tecnologia para beneficiar e fortalecer as relações humanas, podemos servir a esse propósito.

Essa mudança fundamental pode ser possível criando um conteúdo significativo para ensinar adultos e crianças sobre como a natureza e a humanidade se desenvolvem, explicando como a natureza está orientando o mundo para um estado de equilíbrio e como melhorar nossa comunicação para relações mais equilibradas e harmoniosas na sociedade.

Tendência De Nenhum Dever De Casa

Dr. Michael LaitmanDa Minha Página No Facebook Michael Laitman 09/08/18

Quem gostava de fazer lição de casa quando era pequeno?

Nós sempre odiávamos fazer o dever de casa, reclamávamos e encarávamos como um trabalho duro. Percebemos isso como um fardo que nos escravizou à escola e aos professores. Um fardo que não terminou na escola, mas também continuou no nosso tempo livre.

Havia também tensão em casa. Nossos pais nos pressionariam e nos ameaçariam com restrições se não terminássemos todos os deveres de casa até o último exercício. E se tivéssemos sorte, poderíamos fazer as tarefas domésticas em vez disso. E quando fazíamos todas as tarefas, era apenas por medo que os professores estivessem checando quem não fez o dever de casa na próxima aula. Dois dias depois, já havíamos esquecido o que havíamos aprendido.

Assim, a nova tendência ‘sem dever de casa’ que varre os EUA e outros países ocidentais prova que a pesquisa estava correta: o dever de casa não afeta o desempenho escolar e não melhora significativamente os hábitos de aprendizado e a motivação para o aprendizado.

É por isso que o formato padrão de lição de casa está sendo eliminado ou significativamente reduzido gradualmente em muitas partes do mundo, e isso inclui professores que não podem punir os alunos que não fazem o dever de casa. O que as crianças farão à tarde? Em vez de lição de casa, a recomendação é incentivar os alunos a ler livros, fazer mais exercícios e descansar.

Minha opinião sobre o assunto? Escritórios educacionais em todo o mundo finalmente se educaram. Este é apenas o começo de pensar corretamente e encontrar formas criativas de abordar nossos filhos. A natureza humana só permite que uma pessoa cresça onde se diverte e deseja se realizar. E a prova disso é como nos esquecemos completamente de tudo que não gostamos de aprender na escola.

Por outro lado, se as crianças aprendem sobre a vida lendo os livros que adoram e assistindo a vídeos fascinantes – mesmo que seja através de seu dispositivo móvel, que se tornou seu ambiente natural – elas certamente podem se beneficiar disso. As crianças estarão mais interessadas no que aprendem, obterão insights, serão mais felizes e relaxadas. Por sua vez, tanto os professores como os pais ficarão aliviados.

A ciência, a natureza, a geografia, a arqueologia, a sociologia e assim por diante poderiam facilmente tornar-se envolventes e cativantes para crianças. E depois que elas consumirem o conteúdo, devem imediatamente ter uma discussão social sobre isso. Ao conversar sobre materiais que gostaram de consumir, os alunos terão uma base saudável para comunicação e conexão entre eles.

Em Unidade E Conexão

laitman_232.08Conceitos que são opostos em nossa percepção existem no Mundo do Infinito em união e conexão simples. (Baal HaSulam, O Estudo das Dez Sefirot, Parte 1 “Histaklut Pnimit”)

Pergunta: O que significa que coisas opostas são unificadas? Você pode dar um exemplo da natureza?

Resposta: Einstein deu exemplos de dimensões emergentes acima do tempo e do espaço. Por exemplo, um avô e seu distante descendente se encontram centenas de anos depois. Ambos existem simultaneamente, mas com relação à nossa realização, ela é experimentada como passado, presente e futuro.

Pergunta: Isso significa que os dinossauros podem estar vagando ao nosso redor e nós simplesmente não os vemos?

Resposta: Os dinossauros não estão vagando em algum lugar; eles estão vagando dentro de você (da mesma forma que antes, a propósito). Não há nada fora de nós. Nós projetamos tudo o que percebemos para que pareça fora de nós e chamemos de “nosso mundo”. Sentimos isso apenas dentro de nós mesmos. Nós não percebemos o que está fora de nós. É como se alguns eletrodos estivessem conectados a nós e imaginamos que estamos em algum lugar conversando uns com os outros e vendo os outros como se estivessem em uma tela.

Surge então a questão: tudo isso parece existir ou realmente existe? Não podemos dizer, porque não sentimos nada fora de nós mesmos. Portanto, uma pessoa não pode reivindicar objetivamente que algo existe – ela sempre percebe subjetivamente.

Tudo o que revelamos e estudamos é puramente subjetivo, incluindo a Cabalá. Nós nunca alcançamos o quadro absoluto. Ele será revelado somente após a correção geral, quando todos nós nos unirmos e nossos pequenos sensores privados (Reshimot) se unirem em um sensor comum, nossos pequenos desejos privados em um desejo comum que resultará em percepção absoluta, Luz branca eterna. Então poderemos conversar sobre o que realmente existe. Esse estado é chamado de Gmar Tikkun: Correção Final.

Isso é tudo em relação a nós; não há problemas em relação ao Criador, já que Suas propriedades incluem tudo. Seremos capazes de alcançar este mesmo estado quando o nosso desejo se tornar totalmente integrado, incluindo todos os opostos em si. Isso é considerado amar o seu próximo como a si mesmo.

Em outras palavras, quando eu aceitar tudo o que existe em outra pessoa – todas as suas propriedades desagradáveis, estados, pensamentos – como meu, como o mais precioso, com amor, eu incluirei os desejos de todas as pessoas no mundo e serei capaz de ser objetivo, visto que todos os opostos dentro de mim serão unidos.

Pergunta: É possível dizer que o amor e o ódio existirão em mim ao mesmo tempo?

Resposta: Claro. Um não aniquilará o outro, porque eles apenas se apoiarão, de modo que entre eles eu possa sentir a acuidade da realização. É assim que funciona.

Da Lição de Cabalá em Russo 08/04/18