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Nova Vida # 970 – A Vida Por Trás Das Nossas Máscaras Sociais

Nova Vida #970 – A Vida Por Trás Das Nossas Máscaras Sociais
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Yael Leshed-Harel

Resumo

É impossível existir em nosso mundo sem máscaras sociais, já que ninguém reconhece a essência do seu eu verdadeiro, interno. Nós aprendemos a usar máscaras sociais como uma forma de manter o respeito por nós mesmos e pelos outros e para evitar ver que todos somos realmente animais terríveis sob as máscaras. Reconhecer o meu “eu’ é a aquisição de uma natureza como o Criador ou uma máscara divina. Uma máscara divina pode me elevar a um novo nível de existência e a uma vida eterna e perfeita como a do Criador.

De KabTV “Nova Vida #970 – A Vida Por Trás Das Nossas Máscaras Sociais”, 27/02/18

Meus Pensamentos No Twitter, 14/04/18

Dr Michael Laitman TwitterEm vão vocês me atribuem
Suas recompensas e punições
Já que vocês são aqueles que agem e recebem!

Para executar ou perdoar, levantar ou largar –
Apenas a luz superior.
Mas a preparação (Kli) determina a experiência…

Judeus não cumprem sua missão, causando miséria
Há apenas um remédio:
Nações, forcem eles a se unir!

Foi isso que o profeta disse:
“As nações do mundo levarão Israel a Jerusalém,
Para cumprir sua missão!

Eu não mudo HaVaYa – é você
Quem vê o mundo – seus pensamentos e ações
No pano de fundo da mesma boa luz

O plano do Criador não muda, a luz está em repouso.
As coisas que acontecem são as reações da luz às nossas ações.
A Cabalá ensina como agir de acordo com a luz.

Em cada pessoa existe uma centelha que exige adesão com o Criador. Agitando às vezes, ela desperta o desejo de conhecer o Criador ou de negá-Lo, o que é o mesmo. Se uma pessoa encontrar uma maneira de satisfazer esse desejo, concordará com qualquer coisa.
Baal HaSulam, A Última Geração
#Cabalá

Do Twitter, 14/04/18

“O Que São Estandartes No Trabalho?”

laitman_259.02Somos obrigados a alcançar equivalência de forma com o Criador – esse é o objetivo da criação, ou em outras palavras, é inevitável. E se não quisermos isso, a força superior, como pais cuidadosos, punirá o filho até que ele consiga, porque eles entendem que não há outro caminho. O amor pelo filho os obriga a puni-lo. Está escrito, aquele que poupa a vara, estraga a criança.

Mas, desnecessário dizer, este é um caminho indesejável, não por amor. É por isso que existem dois caminhos: o caminho da Torá e o caminho do sofrimento. Esses caminhos não vão em direções opostas, mas avançam lado a lado. Se a cada momento no caminho eu não estou avançando na direção certa ou na velocidade certa, atraio imediatamente uma reação da força superior devido ao seu amor absoluto por mim – seja positivo ou negativo.

Essa reação me molda. A questão é apenas o grau da minha sensibilidade e consciência de que sempre, a cada momento, estou sob o controle e autoridade do Criador. Não importa o que passe por meus pensamentos ou desejos, em minhas ações ou em todo o corpo, devo apenas pensar sobre o que o Criador está fazendo comigo.

Em outras palavras, devo sempre permanecer no pensamento de que não há outro além Dele, o qual me levou a um determinado estado e dentro dele me deu um pouco de liberdade para perceber que posso tentar me tornar semelhante ao Criador ou ao meu Faraó. Nisto reside a essência de todo o trabalho de um indivíduo.

Não há outro além Dele – esta é a verdade. É por isso que preciso me livrar de todas as imaginações de que existem múltiplas forças que afetam minha existência. Não há nada além da única força.

Mas se estou confuso, imagino milhares de forças diferentes e eu, como se, me distanciasse do Criador, da fonte única para as dez, para as mil fontes que me impactam. Mas isso é absolutamente falso e me afasta do caminho da verdade. 1

O trabalho no Egito já é trabalho com respeito ao Criador; apenas inicialmente pensamos que podemos avançar com o nosso egoísmo, com o pleno consentimento do Faraó. Pensamos que podemos nos unir e revelar o mundo superior, o Criador, a força superior e alcançar a perfeição e a unidade – como o nosso ego imagina. Isso é chamado de “sete anos de saciedade”. 2

Vergonha na espiritualidade é totalmente diferente do que é em nosso mundo onde nos sentimos envergonhados porque alguns atos impróprios são revelados e se tornaram conhecidos pelos outros. A vergonha espiritual aparece quando eu não sou diferente do Criador. Esta é a causa exata da vergonha que trouxe a primeira restrição no mundo de Ein Sof (infinito).

É como se eu estivesse sentado em frente ao mestre e visse que Ele dá tudo e eu recebo tudo. Eu descubro que sou o único que recebe e, portanto, sou diferente do Criador, o doador. É por isso que odeio essa qualidade em mim mesmo, esse desejo de receber, porque não posso me livrar dele.

Veja o que o Criador fez comigo. Eu odeio esse veneno dentro de mim e sou impotente para me livrar dele. E ainda pior, estou constantemente exigindo isso, senão não posso viver. Somente quando decido que a morte é melhor do que esse tipo de vida, sou livado do mal e o Criador me revela que existe vida acima do desejo de receber.

Mas, em essência, toda a minha vida está totalmente dentro desse desejo egoísta de receber; eu dependo desse prazer e não posso me esconder dele. Eu odeio ele e não posso viver sem ele. É um estado terrível que me leva através das dez pragas do Egito, porque não sei como me livrar dele. Eu sinto que é veneno, mas devo tomar, caso contrário, de que fonte vou viver?

Minha vida inteira é alimentada exclusivamente por esse veneno. Eu preciso dessa cobra; só espero que ela não fuja de mim porque, se acontecer, não terei prazer algum na vida e morrerei. 3

Existem muitos níveis de vergonha. Apenas uma vergonha nos força a subir a um nível mais alto: sempre mais alto e mais alto. A vergonha, o reconhecimento do mal, é a única razão para se elevar mais alto. 4

O Criador é o bem que faz o bem porque Ele muda nossos órgãos sensoriais, nos dando a possibilidade de entender o que é a genuína amabilidade e bondade. Mas nada realmente muda em nossas vidas diárias. A vida só serve para nos levar ao ponto de fazer a escolha certa pela vida real.

Nós mudamos nossos valores e, depois, com novos valores, descobrimos uma vida melhor. Mas isso não significa que a própria vida mude. É apenas com nossos novos valores que esta vida parece mais agradável para nós. Afinal, cada um julga de acordo com suas próprias falhas. Precisamos mudar nossas qualidades, então veremos um mundo cada vez mais benevolente. O mundo inteiro é absolutamente bom; a Luz de Ein Sof preenche toda a realidade. 5

O que nos impede de viver bem com níveis tão elevados de avanço tecnológico? Por que o Criador continua arruinando nossas vidas nos colidindo uns com os outros todos os dias? Porque senão não precisaríamos Dele. E o bem está somente na adesão com o Criador. É por isso que o Criador criou todas as formas contrastantes – para nos mostrar que só podemos experimentar o bem quando estamos em doação absoluta para com Ele. 6

O Faraó é necessário; ele age em nosso benefício, ajudando-nos a escapar do egoísmo. É especificamente o Faraó quem é responsável por aproximar a nação de Israel do Criador. Não há mais anjo leal ao Criador do que o Faraó, nosso egoísmo, nossa cobra. É por isso que todo medicamento é feito de veneno. 7

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/03/18, Escritos do Rabash, “O Que São Estandartes no Trabalho?”
1 minuto 12:17
2 minutos 13:12
3 minutos 14:50
4 minutos 17:10
5 minutos 19:10
6 minutos 26:30
7 minutos 27:45

Sem Medo De Outro Holocausto?

Laitman_011Não existe bem ou mal neste mundo, mas apenas duas forças: doação e recepção, que precisam se fundir. Elas trabalham de acordo com um princípio simples de conexão, a lei de equivalência de forma. Conforme a nossa unidade ou falta dela, de acordo com o tempo alocado para nosso desenvolvimento, essas forças geram os estados que desenvolvem e mudam o desejo de dar prazer à criação.

Devemos ser imparciais nesse processo, manter nossos sentimentos fora disso, ou não vamos entendê-lo. “O juiz tem apenas o que seus olhos veem” e não o que seu coração sente. 1

Punir ou Perdoar

O Criador trata cada pessoa, até mesmo uma criança, como se ela fosse responsável por suas próprias decisões. De sua perspectiva, não há diferença entre as pessoas; somos todos um só corpo que deve cumprir sua missão: adultos, crianças, homens, mulheres, idosos – todos se enquadram na mesma regra.

O Holocausto é uma consequência que se acumulou durante um longo período de tempo. Por dois milênios, os judeus tentaram evitar suas responsabilidades. Seu propósito é ser a Luz para as nações, ser um canal que distribui a Luz para a parte da humanidade que não pertence à sua cabeça, mas para o corpo da alma comum e é incapaz de atrair a Luz superior para ela por si mesma. No entanto, especificamente nessa parte é onde o Criador deve ser revelado. Israel, que é chamado de “eu sou a cabeça” (“Li Rosh”), serve apenas como um condutor da Luz para o corpo. Mas o contato real com a força superior e a adesão da criação com o Criador ocorre no corpo, onde a necessidade é mais sentida.

E quando Israel não cumpre sua missão, torna-se inútil neste mundo. Ou o governo superior terá que trazer muito sofrimento para nós, a linha da esquerda, para nos fazer mudar o nosso comportamento e atrair a Luz que reforma para a linha direita, ou vamos perceber e começar a nos comportar corretamente por conta própria. É um ou outro.

O Criador não decide o que fazer conosco: punir ou perdoar. O sistema funciona de acordo com leis específicas, não com emoções. Hoje, a situação é pior do que há 80 anos. Naquela época, as nações do mundo apoiaram o povo de Israel na criação de seu país, porque trazia consigo a possibilidade da correção deste mundo. Hoje, não temos esse apoio de ninguém. O mundo se recusa a respeitar a lembrança do Holocausto.

Isso mostra que a nação de Israel não consegue cumprir sua missão nem um pouco. As outras nações não sentem nenhum benefício de nós. Pelo contrário, elas nos veem como a parte mais perigosa do mundo. A única maneira de resolver isso é nos unirmos e nos transformarmos em um canal. Vamos criar um círculo em nossas conexões e formar um canal para o mundo. Esse é o nosso propósito.

Se, no entanto, deixarmos de fazer isso, sentiremos o ódio do alto, do Criador, e de baixo, das nações do mundo. Nós já vimos ao que isso leva. Nós existimos no sistema das leis da natureza que a pessoa não pode esquecer nem esconder. Portanto, não vamos fingir que não entendemos o que está acontecendo; vale a pena nos informarmos sobre esta questão e depois temos a oportunidade de nos salvar. Nada mais ajudará, pois “a lei é dada e não pode ser quebrada”. 2

Com o passar dos anos, a memória do Holocausto desaparece, não causa mais a sensação de perda e dor comuns. Se isso acontecesse com qualquer outra nação, visando seu desejo de receber, teria sido sentido com muito mais força e não teria sido esquecido por centenas de anos. Mas como o Holocausto visava nosso trabalho insuficiente com o desejo de doar, a memória dele desapareceu. Hoje, não sentimos nenhum vestígio dele.

Temos que entender esse fenômeno incomum. É por isso que não há medo de um Holocausto hoje. Isso é incompreensível! Mesmo quando a nova onda de antissemitismo surge, lembrando-nos da possibilidade de outro Holocausto, ninguém está impressionado com isso. Assim como os judeus da Polônia não se preocuparam antes da Segunda Guerra Mundial, achando que tudo acabaria bem.

No entanto, nossa condição hoje é ainda pior do que antes do Holocausto. No entanto, a nação judaica não pode despertar. Porque o despertar não deve ser resultado de sofrimento. O sofrimento só pode ser um efeito colateral. O despertar tem que ser o resultado da realização de nossa missão, a necessidade de nos unirmos para trazer o Criador, a Luz superior, de cima para baixo, a todas as criações, isto é, não fugindo dos golpes, mas revelando o Criador a toda a humanidade. 3

A raiz espiritual do antissemitismo é o comportamento incorreto da nação de Israel que deve alcançar a unidade com a Luz superior. O resultado dessa falta é revelado nos desejos não corrigidos, não em sua cabeça, mas no corpo da alma comum – nas nações do mundo. Quando se supõe que o corpo do Partzuf espiritual deve receber a Luz interior da cabeça, mas não a recebe, essa falta sobe à cabeça e ali é sentida como antissemitismo. 4

Hoje, o nazismo pode surgir em qualquer país desenvolvido. Quanto mais desenvolvido o país, maiores as chances de ele atingir o nazismo porque as pessoas são mais sensíveis e sentem mais fortemente que estão sofrendo por causa dos judeus. A situação é tal que os regimes democráticos, liberais e pró-socialistas estão prestes a entrar em colapso e abrir caminho para o nazismo, como Baal HaSulam havia nos advertido. 5

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/04/18, Lição sobre o tema “Dia em Memória do Holocausto”
1 minuto 21:10
2 minutos – 22:30 h às 31:20 h
3 minutos 40:50
4 minutos 49:03
5 minutos 87:28

Nova Vida # 969 – O Que É A Sabedoria Da Cabalá?

Nova Vida #969 – O Que É A Sabedoria Da Cabalá?
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Nitzah Mazoz

Resumo

Ao contrário dos rumores, a sabedoria da Cabalá não é mágica de forma alguma. Pelo contrário, é baseada no poder do amor. Os livros Cabalísticos são escritos em uma linguagem codificada chamada linguagem dos ramos, que explica como criar o desejo de doar entre as pessoas. Pulsa-denura é um conceito espiritual. É uma Luz suprema que a pessoa atrai para si mesma para destruir sua natureza egoísta. Em nossa época, os grandes Cabalistas recomendam que todos se engajem na sabedoria da Cabalá, porque sem ela nós não sobreviveremos.

De KabTV “Nova Vida #969 – O Que É A Sabedoria da Cabalá?”, 25/02/18

Meus Pensamentos No Twitter, 13/04/18

#Elias, o profeta: “As nações levarão o povo de #Israel à casa do Criador”. Isto é, a missão das nações é ajudar os judeus a alcançar a doação (Luz) em unidade e transmiti-la às nações, trazendo assim o mundo à libertação do ego e à #unicidade com o Criador.

Judeus sofrem por milênios,
Não querendo aceitar a razão do ódio dos outros por eles!
Um povo verdadeiramente obstinado …

A verdade me tocou:
A missão dos judeus é entregar a luz do Criador a este mundo –
Para mudar o mundo do ódio para o amor.

#Antissemitismo depende apenas dos judeus! Afinal, as nações do mundo não têm livre arbítrio, uma vez que lhes faltam os dois desejos: de receber e (o ponto) de doar, mas têm apenas o desejo de receber. O livre arbítrio é construído precisamente entre esses dois desejos.
#Cabalá #liberdade

Golpes pessoais não contam
Eles não são espirituais!
Apenas os obstáculos à unidade do grupo são espirituais!

Golpes no grupo são
Revisões de unificação—
Até que a Luz ilumine internamente!

Do começo do caminho até o fim
Todas as ações
São apenas maior unidade do grupo!

O grupo exalta o caminho – dá energia
Então estou certo
Que vamos alcançar o objetivo!

Se estamos juntos,
Então as tribulações pessoais
Já não são necessárias que o outro atravesse…

O grupo recebe golpes de grupo
Precisamente neles
Todo o grupo sai para a Luz!

As nações exigem que os judeus cumpram sua missão, sentindo inconscientemente que eles não a estão cumprindo. Os judeus devem ser um canal que preenche nosso mundo com a bondade do mundo superior. Yehuda Ashlag, Matan Torá: “Mas por não estarem unidos, eles não preenchem a si mesmos nem aos outros”.

#Antissemitismo #Cabalá Devemos imaginar claramente que apenas os judeus têm o livre arbítrio, e assim só eles causam todas as tragédias. Recusar-se a entender isso é duplamente imprudente: como um bebê que pensa que, ao fechar os olhos, o mal desaparece! – Abram os olhos!

Do Twitter, 13/04/18

Quebrando O Enigma Judaico

Dr. Michael LaitmanDa Minha Página no Facebook Michael Laitman 13/04/18

O Dia em Memória do Holocausto é o momento certo para nos perguntarmos qual é a razão para o ódio aos judeus ao longo da história? Existe uma verdadeira solução para o antissemitismo?

Na Verdade (In Truth) revela as respostas reveladoras da Cabalá.

Assista o filme (em hebraico, com legendas em inglês)

A Grande Migração Das Nações

749.02Pergunta: Multidões imensas de pessoas estão se mudando geográfica e socialmente. O número de migrantes internacionais em 2017 chegou a 258 milhões: mais de 100 milhões superior a 1990. Hoje, quando tecnológica e economicamente o mundo se transformou em uma “aldeia global”, esse fenômeno está se tornando uma ameaça. O que será disso? (Reuters)

Resposta: É difícil para nós vermos um sistema em um “movimento browniano” interminável de imigrantes internacionais. Encontramos explicações políticas, econômicas, ideológicas e conspiratórias para isso.

No entanto, a verdadeira causa está na própria base da existência humana. Suas consequências às vezes nos parecem caóticas e imprevisíveis, enquanto na verdade tudo é muito rigidamente determinado e não há coincidências.

Todas as “coincidências” no mundo são controladas pela lei geral da natureza, segundo a qual os desejos que foram quebrados, previamente destruídos, devem reunir-se harmoniosamente. No entanto, eles devem se reunir apenas de uma forma consciente, por sua própria vontade.

Ao misturar a humanidade, a história nos coloca diante de um novo estágio de desenvolvimento e exige que nos coloquemos em equilíbrio com a natureza. Somos capazes disso? Sim, nós nos misturamos, mas nossa interconexão ainda não está fixa. Está longe de ser harmoniosa.

A humanidade consiste em uma multidão de partes separadas, estrangeiras e opostas, que continuamente ignoram, desprezam e se odeiam. Às vezes, os conflitos levam a derramamento de sangue, e às vezes eles se escondem atrás de sorrisos falsos e slogans.

Mas a essência é uma só: mesmo em comunidades exitosas externamente, somos internamente estranhos uns aos outros. Sob os clichês culturais e civilizados, o mesmo egoísmo ferve, pacificado até certo ponto, mas ainda assim não conquistado. E não importa o quanto nós o alimentemos, ele sempre precisa de mais.

Como resultado, milhões de imigrantes de outras culturas não podem ser totalmente assimilados em novos lugares: eles não se encaixam ou integram, permanecem como estrangeiros, trabalhadores convidados ou desempregados; eles criam seus próprios enclaves, ilhas, pontos focais ou territórios inteiros de anarquia.

A mistura global é um pouco semelhante a um barril de pólvora: ela une várias partes, intensifica a pressão e, por si só, não fornece uma solução fundamental para nosso problema comum.

Então, o que fazemos? A grande migração do século XXI deve ser acompanhada de uma educação adequada. É impossível apenas entrar em um novo mundo – precisamos entendê-lo, aceitá-lo e absorvê-lo. Precisamos aprender a viver juntos nisso. Essa é a ascensão ao próximo grau.

Com o tempo, as ondas de imigrantes crescerão e a sociedade moderna não estará pronta para tal turbulência. As pessoas ainda não aprenderam a interagir corretamente, a fixar seus relacionamentos – ainda não entendemos que as fronteiras abertas por conta própria não garantem nosso sucesso.

Isso faz sentido, já que aqueles que são responsáveis ​​pelo método da boa conexão ainda estão “dormindo”. A nação judaica, os patriarcas da humanidade, que uma vez proclamaram que a unidade e o amor ao próximo eram o maior valor, hoje preferem não notar sua história e herança.

Ao longo dos milênios, os judeus aprenderam como nenhuma outra nação a ser incluídos em outras sociedades e tecer ninhos em novos lugares. Eles simplesmente não têm problemas com isso, embora não tenham ideia de onde receberam esse presente. Consequentemente, o que está enraizado nos judeus permanece inacessível aos outros.

Se o mundo percebesse o papel dos judeus na história, as pessoas entenderiam o que realmente deveria ser exigido deles: unidade. Que os judeus aprendam de novo as leis da comutação, da integração e da mútua doação, e que usem essas leis de forma prática, demonstrando ao mundo inteiro como isso é feito.

Em suma, os judeus precisam se unir uns com os outros, não com os outros. E isso servirá de exemplo para os outros. Um exemplo de uma sociedade unida – multifacetada e unificada – se tornará a solução para uma série de problemas do século XXI. Só então seremos capazes de destravar com segurança as portas das nações e dos corações e começar a viver juntos de acordo com a lei da natureza como uma única e forte família.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 01/02/18

Por Que Não Há Coerção Na Espiritualidade?

laitman_622.01Pergunta: Se o mundo material existe sob o controle do espiritual e de suas leis, por que não há coerção na espiritualidade, mas há na corporeidade?

Resposta: Na espiritualidade, é impossível forçar alguém porque não temos meios de influenciar o egoísmo de tal maneira que ele se recuse a receber prazer e comece a desejar sua própria correção.

Apenas o Criador age dessa maneira. Isso é chamado de caminho do sofrimento. Mas através desse sofrimento humano – guerras, problemas, todos os tipos de doenças, etc. – há um efeito espiritual simultâneo nas pessoas.

Da Lição de Cabalá em Russo, 19/11/17

Nova Vida # 968 – Do Que A Cabalá Realmente Trata?

Nova Vida # 968 – Do Que A Cabalá Realmente Trata?
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Nitzah Mazoz

Resumo

A sabedoria da Cabalá lida apenas com a interioridade da pessoa e como corrigir sua natureza egoísta. Adão foi o primeiro Cabalista. Ele viveu 5778 anos atrás, quando o ego ainda era pequeno. Abraão seguiu e aprendeu a transcender o ego e reuniu várias pessoas que depois se tornaram o povo de Israel. Ele ensinou-lhes o método da sabedoria da Cabalá e elas viveram no amor ao próximo até a destruição do Templo quando o ódio eclodiu entre elas. A sabedoria da Cabalá estava escondida naquele momento junto com O Zohar que foi escrito pelo Rashbi e seus alunos. As pessoas tendem a recuar da sabedoria da Cabalá, uma vez que ela é contrária a tudo o que existe neste mundo e fala de diminuir o ego para mudar a natureza humana.

De KabTV Nova Vida # 968 – Do Que A Cabalá Realmente Trata?”, 25/02/18