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Por Que Essa Realidade Existe?

laitman_423_01Pergunta: Por que essa realidade existe?

Resposta: A nossa realidade existe precisamente porque nela, através do esforço, podemos atingir gradualmente o mundo superior e a equivalência com o Criador. É assim que ganhamos nossa independência.

Da Lição de Cabalá em Russo 18/09/16

Quem Criou O Criador?

laitman_276_02Pergunta: O que fez o Criador criar e quem O criou? Existe mais de um Criador?

Resposta: O Criador foi feito a partir do desejo de doar, de desfrutar, de amar, como uma grande mãe carinhosa e calorosa.

Ninguém criou o Criador, Ele existe todo o tempo, além do tempo, do movimento e do espaço. E o que foi criado por Ele existe temporariamente.

Cada um de nós pode ter seu próprio Criador até que nos unamos e percebamos que tudo isso é uma única força. É assim que o mundo existe.

Nós precisamos descobrir o Criador e entrar em contato direto com Ele. Então você verá quem é e o que é. E os outros alcançarão contato direto com Ele e descobrirão quem é e o que é. Assim, na conexão entre vocês, vocês serão capazes de esclarecer juntos se é o mesmo Criador para todos vocês ou não, e ficará claro para vocês que Ele é um.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 30/11/16

Ynet: “Quem Está Dirigindo O ISIS?”


Da minha coluna no Ynet: “Quem Está Dirigindo O ISIS?”

O Daesh [ISIS, Estado Islâmico] está no topo da lista de fenômenos ameaçadores no final de 2015. Quem está realmente dirigindo a organização terrorista assassina, e qual é a conexão entre a vergonha nas redes sociais de um ex-primeiro-ministro que foi condenado à prisão e conferencistas que foram enviados com ministros?

A estrela mundial em ascensão de 2015 é, sem dúvida, o Daesh – uma organização que foi coroada com a marca mais forte e abrangente para esse ano, graças a sua irrupção generalizada na profundidade da consciência internacional. Ao longo de todo o ano passado, foram exibidos horríveis filmes snuff nas redes sociais, incluindo: decapitações, estupros e assassinatos de mulheres, mostrando ataques em todo o mundo, esfaqueamento e atropelamento nas ruas.

O Daesh, a organização terrorista extremista, está realmente apresentando o desempenho terrorista mais brutal no cenário mundial, mas se olharmos mais profundamente, descobriremos que também estamos conectados e temos uma responsabilidade nessa história.

Daesh Está Aqui

O Livro do Zohar indica que todos nós estamos conectados em um sistema de conexões invisíveis. Imagine uma rede que liga cada um de nós com todas as outras pessoas, uma espécie de rede de pensamentos e emoções que fluem entre nós e ditam decisões e o que fazemos em nossas vidas.

Semelhante a uma pessoa, essa rede de conexões é dividida em duas partes principais: cabeça e corpo. Cada órgão desse sistema tem um papel definido. O povo de Israel serve como ” Rosh – cabeça” (“Israel” = “Li-Rosh” – “Eu tenho uma cabeça”), e o mundo funciona como o “corpo”.

Quando uma pessoa comum desperta um pensamento ruim, uma violência contra outro judeu, ou mesmo apenas um desejo incontrolável de “matar” ou “apunhalar”, esse pensamento dentro da “cabeça do sistema” necessariamente se transforma em um comando no “corpo do sistema”.

Não são apenas atos extremos como assassinato, punhalada ou violência severa contra outros; mesmo quando eu amaldiçoo um motorista que me ultrapassa violentamente na rodovia ou surto com um funcionário da NII [agência governamental] ou com as crianças do bairro que estão perturbando meu descanso, eu estou despertando o mal.

O problema com os pensamentos é que eles são imediatamente percebidos em um piscar de olhos. Em algum outro lugar, alguém já vai representar “meu pensamento” em uma ação contra outra pessoa. Como está escrito no Livro do Zohar (VaYehi): “Israel faz com que o resto dos povos levante suas cabeças no mundo”.

De acordo com essa percepção, quando um terrorista apunhala um judeu nas ruas de Israel – a raiz para essa ação abominável é o resultado direto daqueles incontáveis ​​pensamentos negativos que passam por nossas mentes e também são expressos em nossas atitudes negativas em relação aos outros.

A Conexão Escondida entre as Relações entre Nós e o Estado do Mundo

Hoje em dia nós estamos lidando com ondas crescentes de ódio global contra a nação de Israel. Reconhecendo o fato de que especificamente aqui, no sistema de relações que construímos entre nós na nação de Israel, o destino da humanidade é decidido, e quando o ódio explode entre nós, ele “desperta” o ódio em todo o mundo através desse sistema oculto das conexões. Se o inimigo não fosse tão cruel, continuaríamos lutando e brigando uns com os outros.

De repente, um terrorista mata centenas de pessoas em Paris. O mundo esclarecido nos acusa de responsáveis ​​pela ação – um exemplo é a Suécia, que marcha à frente no campo dos inimigos e não tem vergonha de apontar o dedo acusador à nação de Israel como responsável pelo terror mundial. Um líder Daesh lutando em muitas frentes de guerra se volta especificamente para ameaçar os judeus e as organizações anti-israelenses convocam de todas as etapas possíveis para nos boicotar.

Nós devemos entender que as coisas são decididas para o bem ou para o mal em um estrato mais interno. Maus pensamentos e atitudes negativas entre nós convidam a uma atitude hostil e ações antissemitas em relação a nós, porque “Nenhuma calamidade vem ao mundo, exceto por conta de Israel” (Yebamot 63a).

A Conexão é o Nosso DNA

Em virtude do nosso papel de “cabeça do sistema”, devemos injetar o poder da conexão, o poder da vitalidade, no resto dos povos. Essa conexão é a nossa essência como o povo escolhido, mesmo desde os dias de nosso pai Abraão, que nos reuniu em uma única nação de um amontoado de tribos estrangeiras na antiga Babilônia.

Em certo sentido, devemos admitir que o Daesh são nossos “amigos” – não por causa da destruição e crueldade que trazem ao mundo, mas pela descoberta necessária que nos foi imposta para mudar a base das relações entre nós, e principalmente, os pensamentos que espalhamos pelo mundo. Uma mudança como essa nos levará do ódio fraternal ao amor de Israel.

Tão estranho quanto parece, cabe a nós “agradecer” ao Daesh, porque se não fosse por um inimigo tão cruel, continuaríamos lutando e brigando uns com os outros. O Daesh nos concede uma oportunidade de atualizar nossa função como povo – conectar-se entre nós como um homem com um só coração e restaurar a força da conexão positiva com o mundo. A beleza é que quando nos conectarmos, a ameaça do Daesh se dissipará. Essa organização terrorista é “ativada” por nós como uma marionete. Portanto, quando nos unimos, o Daesh tem medo!

O Real Inimigo É Nós

A tarefa mais importante que temos diante de nós é se unir contra o nosso verdadeiro inimigo: a separação, polarização e divisão entre nós. Nós somos culpados de possibilitar que o terrorismo e todo o mal do mundo atuem sem controle. A forma de lidar com o ódio crescente é aplicar a sabedoria da conexão: a sabedoria da Cabalá, através da qual podemos elevar o valor da unidade acima do crescente egoísmo e preocupação pessoal.

A separação entre nós possibilita que a ideologia do Daesh ocupe o centro do cenário mundial. É uma ideologia que se baseia na falsa unidade do ódio. Em contraste com ela está a ideologia da unidade do amor ao próximo, “E você amará seu amigo como a si mesmo” (Levítico 19:18); somente através de seu poder podemos neutralizar todos os inimigos do poder do mal que o alimenta e ganha o carinho do mundo.

Então, o que vai acontecer em 2016? Depende de nossos pensamentos!

Do Artigo no Ynet 30/12/15

Vida Nova # 470 – Chanucá Antes E Agora

Nova Vida # 470 – Chanucá Antes E Agora
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Tal Mandelbaum ben Moshe

Resumo

Que significado especial desperta deste feriado especificamente hoje em dia, e por que em cada geração eles se levantam para nos destruir, e que milagre esperamos que aconteça?

Chanucá fala de confrontos ideológicos entre duas abordagens da vida: materialista versus espiritual. A elite judaica adotou a abordagem materialista dos gregos. Eles abandonaram a abordagem altruísta do amor ao próximo.

Abraão ensinou a se conectar com amor, a ser um e a descobrir a força suprema. Quando nos unimos e nos tornamos um, somos semelhantes à força suprema, e ela brilha sobre nós. Mas uma conexão como essa requer uma luta contra as tendências egoístas que naturalmente despertam em nós.

Quando nós paramos de trabalhar na conexão, perdemos a conexão com a força superior e a Luz da vida deixou o mundo. Como resultado, os problemas do mundo exterior vêm sobre nós. Eles nos forçaram a se conectar mais uma vez. Isso acontece em ondas. Hoje nós estamos em um estado semelhante. Nós vivemos em Israel, mas não há conexão e amor entre nós durante os tempos normais.

Durante dois mil anos nós vivemos entre as outras nações do mundo e causamos seu desenvolvimento. Há uma energia superior na natureza chamada Luz, que pode se conectar entre as diferenças. Nossa tarefa é trazer essa Luz a todos. Nós queremos ser como a Europa, cada um por si e apenas ser deixado sozinho. E isso é anti-Israel. A garantia mútua é a base da nação de Israel e sem ela não temos o direito de existir.

A escuridão do dia é a falta de nossa capacidade de compreender que se não nos unimos, não somos uma nação. Um forte impulso egoísta desperta em nós, ódio e separação, para que possamos ajudar uns aos outros a se levantar. Cada pessoa é como um barril de pólvora, que pode explodir a qualquer momento. É especificamente dentro da grande escuridão que a Luz chega.

Chanucá simboliza que o mundo está esperando a Luz de nós, a força da vida que conectará tudo em harmonia.

De “Nova Vida # 470 – Chanucá Antes E Agora”, 11/12/14

Haaretz: “A Verdadeira Razão Pela Qual Alepo Importa”


A minha coluna regular no jornal Haaretz publicou meu novo Artigo: “A Verdadeira Razão Pela Qual Alepo Importa”

O dinheiro não vai salvar os filhos de Alepo, mas o amor verdadeiro vai. No entanto, eles não terão nenhum até que o alimentemos entre nós.

Nos últimos meses, a horrível crise humanitária em Alepo superou as piores atrocidades que vimos sair da Síria desde o início da guerra civil em 2011. É verdade que “a queda de Alepo é o fracasso de Obama”, como Leon Wieseltier escreveu no The Washington Post. Também é verdade, como até a presidente do Meretz, Zehava Gal-On, admitiu em sua página no Facebook, que “devemos dar crédito ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu por sua insistência em não se envolver nessa guerra”. No entanto, há uma conexão inseparável entre Israel e a tragédia em Alepo.

Hoje em Israel, milhares de pessoas estão se apressando para ajudar os civis abandonados de Alepo. Em apenas dois dias, os israelenses doaram mais de US$ 100.000 para ajudar as crianças sírias cujas vidas foram devastadas na medida em que foram usadas ​​como peões no cabo de guerra entre Assad e os rebeldes, a Rússia e os EUA. Incapazes de fugir, elas têm sido alvo fácil, esperando para se tornar uma outra imagem angustiante nas páginas de jornais e mídias sociais.

Yoav Yeivin, um dos principais organizadores da campanha de doação, disse ao The Times de Israel: “Como uma criança israelense, eu cresci me perguntando onde estava o mundo quando mais precisávamos dele [durante o Holocausto]. Como judeu, eu sempre soube que deveria estar lá, ajudar e dar uma mão. Não há nenhuma nação que saiba melhor do que nós como pode ser a apatia letal”. Eu simpatizo com a compaixão de Yeivin e entendo como a memória do Holocausto nos torna mais sensíveis ao sofrimento de outras pessoas.

No entanto, nenhuma quantia de dinheiro pode mudar o que está acontecendo na Síria. Pior ainda, nenhuma quantidade de compaixão pode aliviar o sofrimento ou impedir que se agrave até que a sua causa – o mal na natureza humana – tenha sido extirpada. Essa tarefa – transformar a natureza humana de má para boa – é a única tarefa do povo judeu. Se algo positivo deveria ter surgido do terror dos campos de extermínio, é o compromisso de nossa nação em transformar a natureza humana. Enquanto pararmos, estamos inadvertidamente infligindo sofrimento ao mundo. É por isso que ele nos odeia.

O proeminente erudito da Cabalá do século XX, Rav Yehuda Leib HaLevi Ashlag, conhecido como Baal HaSulam (autor de A Escada), por seu comentário Sulam (Escada) sobre O Livro do Zohar, entendeu bem essa responsabilidade e tentou despertar os judeus para sua tarefa. Nos “Escritos da Última Geração” e “A Nação”, ele declarou: “Eu já relatei os rudimentos de minha percepção em 1933. Também falei com os líderes da geração. Infelizmente, isso não causou nenhuma impressão. Agora, no entanto, depois das bombas atômica e de hidrogênio, acho que o mundo acreditará em mim”. David Ben Gurion, o primeiro primeiro-ministro de Israel, expressou seu apresso pelo compromisso de Baal HaSulam com o objetivo de transformar a sociedade e a natureza humana em uma carta a seu filho, que também foi meu professor, Rav Baruch Shalom Ashlag, que continuou o trabalho de seu pai. Ben Gurion escreveu: “Eu queria conversar com ele sobre a Cabalá, e ele comigo – sobre o socialismo” (Diários, 11 de agosto de 1958). Outra vez, Ben Gurion escreveu (6 de janeiro de 1960), “Eu vejo com imensa importância a conclusão das obras do Rav Ashlag (Baal HaSulam)”.

Baal HaSulam não se contentou apenas com reuniões com o primeiro-ministro. Ele se encontrou com muitos líderes e ativistas sociais no Estado judeu. Entre eles estavam Zalman Shazar, Moshe Sharet, Chaim Arlozorov, Moshe Aram, Meir Yaari, Yaakov Hazan, Dov Sadan e o aclamado poeta Chaim Nachman Bialik. Sua intenção era convencer esses líderes de opinião a construir o Estado de Israel como uma sociedade que endossa a unidade e promove a transformação da natureza humana. Se ele tivesse conseguido, o povo judeu teria se tornado a luz para as nações que pretendemos ser, e o massacre em Alepo, bem como todas as outras atrocidades que o nosso mundo tem visto desde o fim da Segunda Guerra Mundial, não teriam acontecido.

Se tivéssemos mostrado a luz da unidade ao mundo, as pessoas teriam sabido como transcender seus egos e se unir. Na ausência dessa habilidade, inventaram o neoliberalismo.

Por Que Especificamente Nós?

Há duas razões pelas quais Israel e o povo judeu são os mensageiros involuntários da necessidade de modificar a natureza humana. A primeira, e mais óbvia, é o que Yoav Yeivin e Baal HaSulam mencionaram anteriormente – o Holocausto. Nos “Escritos da Última Geração” e “A Nação”, Baal HaSulam escreve: “Como nós sofremos com a tirania mais do que todas as outras nações, estamos mais preparados para buscar um conselho que erradique a tirania da terra”.

No entanto, há uma razão mais profunda, sobre a qual já elaborei várias vezes antes. Onde quer que você olhe na natureza, há perfeita harmonia. Toda a realidade funciona na interação equilibrada entre duas forças – positiva e negativa. Essas forças criam átomos distintos cujas partículas estão conectadas, moléculas distintas cujos átomos estão conectados, células distintas cujas moléculas estão conectadas, e organismos distintos, como seres humanos, cujas células estão conectadas. O equilíbrio harmonioso entre conexão e distinção permite que a vida evolua para uma maior unidade e, ao mesmo tempo, uma maior distinção, e permite que as pessoas se tornem mais singulares quanto mais estiverem conectadas.

Em seu artigo, “A Paz”, Baal HaSulam define o processo evolutivo que acabamos de descrever como “Lei do Desenvolvimento”, que descreve a interação entre as duas forças mencionadas. Notavelmente, essa lei também determina que a humanidade será constituída de indivíduos distintos, mas que, no entanto, estão conectados.

Mas nós ainda não chegamos lá. Em vez disso, estamos tentando o máximo que podemos justificar as palavras da Torá: “A inclinação do coração do homem é má desde a sua juventude” (Gênesis 8:21), e “Toda inclinação dos pensamentos do coração [do homem] era apenas má” (Gênesis 6:5). Em outras palavras, nossos corpos existem através do mesmo equilíbrio entre as forças positiva e negativa, mas nossa psique parece operar quase exclusivamente na força negativa. A revelação das atrocidades na Síria deve nos advertir que esticamos o sistema até a beira do colapso. Se não acrescentarmos a força positiva por nossa própria vontade, a Lei do Desenvolvimento logo o fará por nós.

Na verdade, o sistema já está tão esticado que está começando a romper. Os resultados das eleições norte-americanas, o Brexit e o referendo na Itália, todos apontam para o fato de que as pessoas não podem mais tolerar a fachada da correção política e do liberalismo.

Eles Precisam De Uma Conexão Real.

É aqui que nós judeus entramos. Talvez não gostemos, mas o mundo acha que seus problemas são nossa culpa. É por isso que, desde a sua criação em 2006, o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas teve mais resoluções condenando Israel do que o resto do mundo junto. Até mesmo o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, admitiu em seu discurso de saída que há um “volume desproporcional de resoluções, relatórios e conferências criticando Israel”.

Nós Estamos em Uma Posição Singular para Ter Sucesso ou Falhar

Por um lado, é muito desconfortável ser culpado por tudo o que está errado com o mundo. Por outro lado, isso nos coloca em uma posição singular para ajudar o mundo a curar o ódio que o está arruinando. Já que estamos sob constante escrutínio, se prevalecermos sobre a nossa divisão e ódio que temos uns pelos outros, o mundo notará instantaneamente. Além disso, se não estivéssemos divididos, não teríamos nada a superar e, portanto, não seríamos capazes de servir de exemplo de como prevalecer sobre as divisões.

Desde os tempos antigos, nossos antepassados ​​sabiam que a Lei do Desenvolvimento conduz à conexão final. Para isso, desenvolveram métodos para superar o ódio e criar um corpo unificado. Abraão fez isso através da qualidade de misericórdia, que ele e sua esposa, Sara, ensinaram, como o Midrash nós diz (Beresheet Rabah). Moisés também sabia disso, e nos tirou do Egito, onde nos unimos “como um só homem com um só coração” e assim nos tornamos uma nação. O rei Salomão escreveu sobre isso quando disse: “O ódio excita contendas, mas o amor cobre todos os pecados” (Provérbios 10:12), e o Rabi Akiva disse que se você ama o seu próximo como a si mesmo, essa é toda a Torá.

Ao longo dos séculos de exílio, nossos sábios e líderes escreveram sobre o poder de nossa nação para curar o mundo através da unidade. Na Revolução do Espírito, David Ben Gurion escreveu, “VeAhavta lere’acha kamocha (Ame o seu próximo como a si mesmo) é o maior mandamento do judaísmo. Com essas três palavras, a lei humana e eterna do judaísmo foi formada, e toda a literatura sobre ética e moral no mundo não poderia dizer mais. O Estado de Israel merecerá seu nome somente se suas políticas sociais, econômicas, domésticas e estrangeiras se basearem nessas três palavras eternas”.

Em seu ensaio, “Um Discurso para a Conclusão do Zohar“, Baal HaSulam escreve que nos foi dada a terra de Israel, “mas não recebemos a terra em nossa própria autoridade”. A única maneira do mundo reconhecer o valor do Estado de Israel e do povo judeu é se abraçarmos a unidade acima de todas as diferenças.

Se escolhermos fazer isso, o mundo verá que há uma maneira de triunfar sobre o ódio. Essa será realmente a nossa contribuição para o povo sofredor em Alepo, Iêmen, Sudão, e os deprimidos e oprimidos em todo o mundo. Como o Livro do Zohar nos diz (Aharei Mot): “E vocês, os amigos que estão aqui, como vocês estavam em carinho e amor antes, a partir de agora também não vão se separar, e pelo seu mérito haverá paz no mundo”.

E falando de paz, essa manhã eu tive o prazer de ver que Donald Trump superou facilmente os 270 votos necessários no colégio eleitoral e foi declarado oficialmente o próximo presidente dos Estados Unidos. Eu lhe desejo o melhor sucesso na execução de todos os seus planos. Falando da perspectiva da sabedoria da Cabalá, com seus milhares de anos de antiguidade, e um registro livre de erros nas previsões em toda a história judaica, eu recomendo que o Presidente eleito ajude o povo de Israel a se unir. Ao fazer isso, ele vai induzir uma monumental transformação positiva em todo o mundo. Ajudar Israel a se unir é o maior presente que os Estados Unidos podem dar ao povo de Israel.

De Haaretz: “A Verdadeira Razão Pela Qual Alepo Importa” 20/12/16

Você Pode Sentir O Mundo Superior Desde O Nascimento?

Laitman_511_01Pergunta: Será que os grandes Cabalistas ou almas especiais, como o Ari e o Baal HaSulam, a cada novo nascimento atravessaram o Machsom (barreira), ou eles sentiam o Mundo Superior e o nosso mundo desde o nascimento?

Resposta: Ninguém sente o mundo superior desde o nascimento. Não há possibilidade de começar a sentir o mundo superior, o Criador, sem esforço, sem um grupo, porque temos que criar um Kli para percebê-lo. Ninguém nasce Cabalista.

Nós fomos intencionalmente criados dessa forma para que pudéssemos nos tornar independentes em relação ao Criador. Se você obtém algo sem um esforço consciente, é impossível alcançar algo. É impossível começar a compreender o significado interior do mundo se não o compreendermos especificamente através dos contrastes.

Da Lição de Cabalá em Russo 18/09/16

O Homem Do Futuro

laitman_214Pergunta: Com que critérios a sociedade avaliará uma pessoa no futuro? De acordo com sua riqueza, sua aparência ou seu status?

Resposta: Eu não acho que as pessoas se relacionarão com a aparência física no futuro, nem mesmo os homens. Isso irá gradualmente desaparecer da nossa percepção e vai incluir apenas os atributos internos de uma pessoa e seu correto equilíbrio interno.

O comportamento e o caráter de uma pessoa serão o resultado do seu estado interno, não só porque ela vai começar a se relacionar com tudo corretamente, mas também irá aspirar a trazer o mundo inteiro à linha do meio.

Da Lição de Cabalá em Russo 03/07/16

As Previsões De Marx Tornam-se Realidade, Parte 4

A julgar pelo estado do mundo, podemos concluir por todos os indícios que a velha era terminou. Como Baal HaSulam previu, a partir de 1995, a sabedoria da Cabalá começou a revelar-se ao mundo, e, assim, a humanidade começou a entender o processo em que está envolvida.

A força do mal do egoísmo estava se desenvolvendo na humanidade, mais e mais, todo o tempo, por meio de todas as formações sociais: escravidão, feudalismo, capitalismo e socialismo. O egoísmo era um motor de desenvolvimento e nos empurrou para a frente. Mas hoje ele terminou o seu trabalho, pois atingiu a máxima realização. Os bem-sucedidos elevaram-se, como o creme, e o resto permaneceu no fundo, como leite desnatado.

O capitalismo deixou de funcionar não só para aqueles que permaneceram na parte inferior, mas mesmo para a elite. A dívida do governo dos EUA atingiu proporções épicas e a sociedade está dividida. É impossível continuar desta forma. Um grande número de pessoas está em perigo. No entanto, o problema é que o egoísmo da elite rica não permitirá que eles compartilhem adequadamente a sua riqueza com os necessitados. [Leia mais →]

Nova Vida # 469 – O Significado De Chanuká

Vida Nova # 469 – O Significado De Chanuká

Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Tal Mandelbaum ben Moshe

Resumo

Qual é o significado do feriado de Chanuká, o que nós comemoramos e qual é o importante papel que temos para com o mundo inteiro que isto nos lembra?

A nação de Israel nasceu do compromisso mútuo para ser como um homem com um coração, com amor aos outros. Sempre que há separação entre nós, outros levantam-se para nos destruir. Então, algo vem para lembrar-nos que precisamos nos unir.

Também precisamos aumentar o amor entre nós, na família, até que nos tornemos “Todo Israel é amigo”. Hoje, em Israel, há muitas ameaças de segurança. Se nos unirmos, em Israel, tudo desaparecerá.

O milagre do óleo simboliza que é possível alcançar a luz, a força superior, que nos ajudará a conectar. O templo simboliza a ligação entre os corações quando eles se tornam um grande coração. O menorá simboliza o que nós atingimos: através da conexão é possível ser resgatado de todos os problemas e tudo derrotar.

Os Macabeus simbolizam a tendência de conectar-se, e eles despertam a totalidade de Israel de sua hibernação. O homem, em si mesmo, inclui os gregos, os helenistas e os macabeus. Os gregos simbolizam os atributos egoístas, os macabeus simbolizam a pequena tendência para conectar e para o amor, o ponto no coração. Se o homem quiser encontrar essas forças da alma, ele pode ganhar a guerra interna dentro de si.

Os helenistas simbolizam a tendência judaica de ser como a Europa, cada um apenas para si mesmo.

O espírito judaico é para conectar e amar, para descobrir a força superior entre nós, e para trazer luz para as nações. A vida judaica é quando todos estão preocupados com todos os outros e cada um pensa em como pode fazer o bem para o coletivo.

Quando nós, como israelenses, adotamos a abordagem europeia do individualismo, não temos luz.

O mundo depende da Luz que trazemos, a energia da vida. A falta de luz traz o ódio a Israel.

Quando não há interesse mútuo e todos são apenas para si mesmos, problemas acontecem à pessoa. E quando há conexão e amor, então tudo funciona, ou seja, em casa, com os filhos e a família, com a saúde, e no trabalho.

Ao nível político, se acendermos a luz entre nós e iluminarmos o mundo, a atitude do mundo em relação a Israel mudará para melhor.

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De KabTV “Nova Vida # 469 – O Significado De Chanuká”, 11/12/14
OBS: Áudio/Vídeo em idioma inglês

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Fantasias e Realidade, Parte 5

Pergunta: Qual é o sentido de nossa vida, se, como se vê, vemos o mundo por meio de óculos egoístas que nos mostram o mundo imaginário?

Resposta: O significado da vida está em tomar a decisão que a vida é lamentável e, a partir disto, temos que elevar-nos para a realidade superior. A diferença entre estes dois tipos de realidade define o poder de nossa realização espiritual.

Questão: E o que há de tão errado com a nossa realidade atual?

Resposta: Em primeiro lugar, é errada porque é ilusória. A ciência já sabe que o que vemos diante de nós é uma imagem holográfica, enquanto na verdade, não há um único universo, mas muitos.

O desenvolvimento egoísta, materialista da ciência leva-o para o limite da compreensão materialista do mundo e leva-o a um beco sem saída. A ciência está em crise porque não pode avançar e fazer novas descobertas. Só uma coisa é clara: Chegamos a um limite.

Até descobrirmos a força superior, o mundo inteiro continuará a ser uma ilusão. Nós existimos dentro do computador e nós temos que mudar nossa percepção. Estando apenas nos graus inanimado, vegetativo e animal de percepção, permaneceremos dentro do mesmo programa de computador, como agora; Afinal, nada pode ser mudado lá. [Leia mais →]