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Por que A População Mundial Está Aumentando?

laitman_423_01Pergunta: A população mundial está aumentando a cada ano. Será que isso complica a tarefa de correção? Não seria mais fácil corrigir um egoísta, em vez de bilhões?

Resposta: Isto não é assim. Se houver muitos egoístas e eles estiverem ligados entre si, podem escolher um sistema de interação mútua correta para descobrir a alma muito mais rapidamente.

A quebra do egoísmo coletivo em muitas partes pequenas possibilitou que percebêssemos mais facilmente a nós mesmos. A imensa quantidade de egoísmo será substituída pela qualidade através da conexão entre nós. Isso tornará o caminho da correção muito fácil.

Da Lição de Cabalá em Russo 09/06/16

O Que Vai Acalmar O Coração De Uma Mulher?

Laitman_201_01Pergunta: Por que uma mulher nunca fica satisfeita com nada? O que podemos fazer para que uma mulher fique satisfeita e calma?

Resposta: Uma mulher em nosso mundo tem muito poucos recursos com os quais possa ser preenchida.

Ela recebe preenchimento principalmente do marido, da família, dos filhos, da atenção que recebe, mas nem sempre fica satisfeita com isso. Às vezes, ela fica satisfeita com o marido e, às vezes com seus filhos. Enquanto ela se preocupa com eles, esse cuidado a preenche, mas ficar satisfeita com a família não é apenas um problema de família, porque muitos fatores externos afetam a família. Portanto, uma mulher em nosso mundo é muito mais suscetível a sentimentos de falta, carência e ansiedade do que os homens. Isso é devido à Malchut, que sempre sente uma deficiência.

Parece que não há nada mais simples do que prover um preenchimento a mulher: um pouco de atenção de seu marido e filhos, a sensação de uma conexão certa iria satisfazê-la totalmente, mas embora ela precise de tão pouco, ainda é impossível de alcançar.

Pergunta: Por que é impossível dar a uma mulher esse sentimento?

Resposta: Porque é nisso que realmente a criação se baseia. O ego não pode ser preenchido em seu estado inicial não corrigido, e a mulher é a personificação desse estado. A maioria dos que anseiam pela sabedoria da Cabalá são mulheres.

Elas têm uma grande necessidade pelo sentido da vida. Embora não seja em um nível tão elevado quanto os homens, elas são as que realmente se sentem insatisfeitas com a vida.

O Rabash costumava dizer que basta para um homem assistir a um jogo de futebol, ver uma mulher bonita, tomar uma cerveja no bar com alguns amigos, para sentir que sua vida é bem-sucedida.

Por outro lado, uma mulher precisa de tantos preenchimentos e nenhum deles depende dela. Um homem tem muitos prazeres na vida. Tudo foi criado para ele. E o que foi criado para uma mulher: só a sua dependência de todos.

Portanto, devemos compreender sua natureza.

Pergunta: Será que temos que entendê-la e ser mais conscientes de suas necessidades?

Resposta: O problema é que isso não vai ajudar. Claro que devemos aliviar o sofrimento de uma mulher nesse mundo o máximo possível através da compreensão de onde ele vem, mas, no final, A mulher só será capaz de se acalmar se nós Cabalistas atingirmos, pela unidade entre nós, um estado em que ela vai sentir a Luz que vem de nós. Essa é a única coisa que irá preenchê-la.

Da Lição de Cabalá em Russo 09/06/16

Um Líder Espiritual

Laitman_632_4Pergunta: O homem é o principal ganha-pão da família, um líder social e a força motriz em diferentes estruturas. Um homem também deve ser assim na espiritualidade?

Resposta: Não faz nenhuma diferença quem anseia ao Criador para se assemelhar a Ele, se é um homem ou uma mulher. Eu não diria que o homem é a força motriz do progresso.

Em comparação com uma mulher, um homem é mais produtivo na ciência, mas isso não é necessariamente avanço. Nós vemos que tudo está se movendo em direção a uma crise e que as pessoas começam a compreender que o desenvolvimento material, tecnológico e da ciência não são os alicerces desse mundo, mas sim o desenvolvimento espiritual.

A questão é se um homem avança em seu desenvolvimento espiritual. Por enquanto, eu diria que aqueles que anseiam pela espiritualidade são 80% mulheres e apenas 20% homens.

As mulheres sentem muito mais a deficiência nesse mundo e na vida. Elas sentem a falta de preenchimento de forma mais intensa de modo que estão prontas para o sacrifício pessoal, para ajudar, para a disseminação, para tudo.

É muito difícil tirar um homem do estado de complacência ou indiferença.

Nós somos todos egoístas e feitos de um desejo de receber, mas a mulher sente esse desejo como vazio e é mais sábia na escolha do preenchimento. Ela não vai perder tempo com futebol e não vai sentir a emoção momentânea e atração como um homem porque é assim que a natureza de uma mulher opera: em favor do avanço na espiritualidade. Basicamente, nós devemos saber como combinar ambos os prazeres corporais e o anseio pela espiritualidade em nossas vidas.

Da Lição de Cabalá em Russo 26/06/16

O Criador Está Acima De Nossos Sentimentos

Laitman_025_01Pergunta: Será que damos satisfação ao Criador ao ter um relacionamento com Ele (começar a senti-Lo)?

Resposta: Com certeza, e essa é a única maneira.

Pergunta: Podemos dizer que o Criador tem um desejo de deleitar Suas criaturas? Será que Ele sofre quando sofremos, uma vez que esse desejo não é cumprido?

Resposta: Não. Nós usamos esta terminologia porque que não temos outra maneira de falar do Criador. É dito que a Torá usa a linguagem dos seres humanos. O Criador está acima de nossos sentimentos naturais.

Acesso Ao Programa Do Mundo, Parte 1

Pergunta: O estudo da Torá acompanha o povo judeu ao longo dos tempos, mas no nosso tempo, a nossa atitude em relação a isso tornou-se controversa.

Pessoas seculares associam o estudo da Torá com judeus ortodoxos, vestidos de preto e fixadas sobre um livro. Qual é o significado de “envolver-se nisto dia e noite”, se para a maioria, o estudo da Torá é limitado a um pequeno curso no currículo escolar?

Resposta: O estudo da Torá não é absolutamente o que se insinua hoje em dia. A Torá é um programa de todo o mundo. O sistema que controla o nosso universo e todos nós, acima do tempo, movimento e espaço é chamado a Torá. Portanto, engajar-se na Torá significa estudar como o nosso mundo está organizado, como funciona e qual programa o controla, desenvolvendo-nos e nos avançando como uma pessoa deve participar neste programa.

Se a pessoa recebe acesso a este programa, ela pode aprender e corrigir-se com a sua ajuda, colocando-se em linha com o mundo inteiro e o sistema geral da natureza. A natureza é chamada o Criador e, portanto, o verdadeiro estudo da Torá é o conhecimento de toda a natureza ilimitada, que inclui todo o universo.

Estudar a Torá significa aprender o sistema geral da natureza, seus programas, leis, e as forças que operam isto. Nós estudamos não por uma questão de curiosidade, mas, a fim de juntar-nos ao trabalho deste sistema. Afinal, apesar do fato de que estamos dentro do sistema, nos é dado algum livre arbítrio e a capacidade de corrigirmos a nós mesmos, colocando-nos em conformidade com o sistema. [Leia mais →]

Controlar O Destino

Pergunta: Como posso controlar meu próprio destino?

Resposta: Controlar o seu destino é muito simples. Você deve chamar a Ohr Makif (Luz Circundante), a Luz que Reforma, a fim de assemelhar-se ao Criador. Quando sabemos o método certo para atrair a Luz, tornamo-nos donos do nosso próprio destino e o realizamos.

Nós despertamos e chamamos a Luz Superior, e ela realmente executa a mudança necessária, não nós mesmos. Afinal, não podemos nos puxar para fora do pântano pelo nosso próprio cabelo, que é o nosso egoísmo.

Ainda mais, não sabemos , qual é o próximo estado correto, por isso, só podemos atrair a Luz. Como podemos atrair a Luz do nível superior? Para fazer isso, nos é dado um grupo. Se somos incorporados na unidade coletiva uns com os outros, criamos artificialmente o nosso próximo estado no nível deste mundo, e, em seguida, a Luz Superior preenche-o.

[195491]

Da Lição de Cabalá em russo 9/6/16

Material Relacionado:
Como Você Pode Afetar O Seu Destino?
Como Podemos Atrair A Luz Superior?
Poder Sobre O Destino

Como Superar A Barreira Psicológica

Laitman_514_02Pergunta: O que podemos fazer quando não há desejo pela espiritualidade?

Resposta: Aja como se tivesse. Essa condição é chamada de “superação”, quando você tem que superar a si mesmo.

Onde você pode obter o desejo de doar e amar, de se conectar com outras pessoas, e construir um novo estado que é oposto ao nosso mundo? Para isso, você deve começar a construir tal estado se reunindo com outros amigos, cada um subindo acima de si mesmo.

Você não quer isso? Muito bem, isso significa que você está muito perto da realização. Se você age contra a sua vontade, você está em um dos níveis espirituais: 0, 1, 2, 3 ou 4.

Pergunta: Será que a condição de vazio é como uma pequena morte interna?

Resposta: Não é a morte, mas uma barreira psicológica, porque você passa ao próximo nível de realização, o próximo nível de consciência oposto ao que você tem agora! Como um embrião dentro da mãe que só existe devido a ela, e após o nascimento deve existir por conta própria. Portanto, esse processo é chamado de nascimento espiritual e é descrito em centenas de páginas no Estudo das Dez Sefirot.

Naturalmente, não temos nenhum desejo por algo que não sentimos. Se a humanidade continuasse a avançar em seus desejos por comida, sexo, família, honra, riqueza e conhecimento, não haveria problemas, e as pessoas nunca iriam alcançar nada melhor do que elas mesmos. As pessoas iriam se encher durante suas vidas, depois morrer, se encher e morrer, e tudo acabaria nisso.

No entanto, a fim de levar a humanidade ao próximo nível, é necessário mostrar-lhes que o seu método de vida atual é limitado, absurdo, e realmente não leva a nada. Nós estamos constantemente envolvidos apenas com o preenchimento de nosso corpo animal. Imagine que você vive ao lado de um animal – por exemplo, um burro – e está sempre pensando só nisso. Essa é a nossa existência atual.

A fim de subir ao próximo nível, temos que nos sacudir, e esse é o coração da crise, porque crise significa “dar à luz” ou “nascimento”.

Da Convenção em Praga – 09/09/16, Lição Preparatória

A Sabedoria Da Cabalá, Uma Licença Para O Prazer Infinito

laitman_439A sabedoria da Cabalá dá a pessoa uma licença para atingir o prazer infinito, pois a meta da criação é prover toda a criação com prazer infinito, como está escrito: “O Criador criou o mundo para dar prazer às Suas criaturas”. Mas primeiro temos que fazer algum trabalho, e depois vamos receber prazer.

Na verdade, no momento em que uma pessoa recebe uma abordagem para essa sabedoria, ela deve entender imediatamente que essa não é apenas sabedoria, é um meio para alcançar o prazer.

Isto pode soar egoísta, mas não há nada mais para uma pessoa fazer na vida além de buscar e descobrir, com a ajuda de seu ego, o tesouro que se encontra dentro de si: a sua alma, dentro da qual se encontra o Criador, e, em última instância, o prazer eterno, a vida eterna e a existência ilimitada. Tudo isso só é possível se a pessoa realmente tem um egoísmo saudável e bom, e constantemente anseia por essa meta, nunca se separando dela em troca de qualquer um dos prazeres deste mundo.

Primeiro, a pessoa não compreende o egoísmo escondido dentro de si e o que significa trabalhar com ele, o que é a Luz superior e como é possível atraí-la e dirigi-la para si, para que a Luz comece a “dividi-la” em egoísta e altruísta, doação e recepção. Isso não é fácil.

Tudo depende da capacidade da pessoa em persistir. Se ela tiver um desejo sério, vai atingir a meta.

Da Lição de Cabalá em Russo 28/08/16

Desenvolvimento Espiritual Em Uma Família Cabalística

laitman_289Pergunta: Meu marido e eu estudamos a sabedoria da Cabalá juntos. Vale a pena apenas lermos juntos ou eu também devo ouvir as explicações dele a fim de aumentar o seu desejo espiritual e deixá-lo se sentir bem?

Resposta: Na fase em que não estamos “aperfeiçoados” e não estamos sob um Masach (tela) anti-egoísta, não vale a pena impor nossos estados ao outro. É preferível manter uma distância. Seu marido tem estados de subidas e descidas, a sua taxa de avanço, seus problemas com o grupo, e assim por diante. A mulher também tem seus próprios estados.

Eu aconselharia casais a intervir menos nos estados espirituais de cada um, e isso deve ocorrer enquanto um Masach permanente não tiver surgido para cada um deles. Embora o casal possa falar sobre seus estados espirituais, eles devem ser compassivos com o outro.

Da Lição de Cabalá em Russo 26/06/16

Ynet: “Sorrir Externamente, Odiar Internamente”


Do meu artigo no Ynet: “Sorrir Externamente, Odiar Internamente”

O fenômeno do politicamente correto é muito considerado na sociedade americana, mas parece que, pela primeira vez, milhões de norte-americanos que desprezam essa falsa cultura estão ousando dizer: “Chega!” Há também aqueles que estão tirando proveito disso e podem se tornar presidente nas costas dessa “rebelião”. O Rav Laitman fala sobre a cultura do politicamente correto.

Qual das seguintes expressões você usaria em uma conversa com as pessoas: idoso, sênior ou velho? Cheio ou gordo? Pessoas com necessidades especiais ou deficientes? Preto, de cor ou afro-americano?

“Politicamente correto” é uma abordagem cujo objetivo é evitar o uso de frases que expressem discriminação, racismo ou lesão emocional sobre religião, orientação sexual, nacionalidade, sexo, e muito mais. Os defensores dizem que, mesmo que leve um tempo para se mudar atitudes e se falar em uma nova linguagem, nesse meio tempo, a conscientização do público aumenta, as injustiças sociais são gradualmente corrigidas e só o bem restará se pensarmos duas vezes antes de deixar escapar alguma coisa. Os opositores afirmam que é hipocrisia, uma distorção da realidade, e que contradiz os princípios da liberdade de expressão.

A História da Lavagem da Linguagem

No passado, não havia nenhum problema do tipo politicamente correto. A hierarquia humana era clara, e cada pessoa reconhecia o seu status social e aceitava a expressão que sua ocupação designava: nobre, senhor, aristocrata, servo, vassalo e cidadãos comuns. A linguagem era lacônica, direta e “sem cultura” em relação aos dias de hoje. No entanto, uma pessoa não era ofendida por ser chamada de servo ou prostituta, contanto que esse fosse o seu status social.

Parece que, pela primeira vez, milhões de norte-americanos que desprezam essa cultura falsa estão ousando dizer: “Chega!” E há também aqueles que estão se aproveitando disso e podem se tornar presidente nas costas dessa “rebelião”.

As pessoas se relacionavam de acordo com o seu status na sociedade, assim como no exército uma pessoa se relaciona de acordo com o seu grau, ou como na sociedade indiana, de acordo com a casta a que pertence. É possível criticar essas hierarquias e etiquetas sociais, e dizer que são incorretas ou injustificadas, mas é assim que as coisas eram, e a espécie humana concordou com essa realidade e a aceitou como algo natural.

A Revolução Francesa no final do século XVIII se tornou o símbolo de mudanças radicais na ordem social e no governo desse período e, depois disso, a mudança começou. A natureza egoísta da humanidade evoluiu para dimensões gigantescas e distanciado as pessoas umas das outras, até que o sentimento de filiação social, desapareceu. Começou um movimento das aldeias às cidades, da agricultura às profissões como ciência, educação e cultura, e dentro de alguns anos, um filho de camponeses se tornava médico. O modelo de ordem social que tinha sido mantido ao longo da história mudou, e as pessoas se recusavam a manter seu status inferior. Elas exigiam respeito de acordo com o seu novo status e a educação que adquiriam.

Ataque da Bastilha. Pintura de Jean Pierre Howell de 1789.

A igualdade se tornou o nome do novo jogo. Líderes e cidadãos, as pessoas educadas e as comuns, homens e mulheres, preto e branco, eram todos iguais. Não havia diferença. Assim, aparentemente, nos tornamos mais “liberais”. Gentis, atenciosos, e principalmente hipócritas, já não dizíamos diretamente o que pensávamos dos outros. Dissimulávamos a verdade. Mentindo externamente, continuávamos pensando e sentindo de forma diferente internamente. Agindo falsamente, apagávamos as lacunas entre nós, e apesar de tudo, encontramos uma linguagem nova e fácil para o gerenciamento de conversas “politicamente corretas”.

Então, o que é politicamente correto para mim agora?

Você vai perguntar, mas o que há de ruim na vida em uma sociedade onde todos somos iguais e adquirimos respeito um pelo outro? Não é isso que temos aspirado e nos esforçado ao longo das gerações?

Não há nada de ruim em viver com igualdade ou deseja-la. O problema é diferente: nós não somos naturalmente iguais. Não somos iguais em nossos genes, nos traços de caráter com que nascemos, cor da pele, QI, quantidade de dinheiro que ganhamos, ou nossa visão singular de mundo. Ou, como os sábios disseram: “Assim como seus rostos são diferentes, suas opiniões são diferentes” (Berachot 58b). No entanto, a cultura do politicamente correto nos prova que temos um desejo esclarecido dentro de nós por igualdade de oportunidades, justiça social e uma sociedade justa para todos os seus membros. Então, de onde vem o impulso em direção à igualdade?

De acordo com a sabedoria da Cabalá, no inconsciente coletivo da humanidade, todos nós aspiramos à igualdade e somos atraídos contra a nossa vontade para o estado único e perfeito para o qual toda a criação está se dirigindo. Muitas nações no passado se rebelaram para se libertar do domínio colonial ou lutaram contra o fenômeno mundial do racismo. Para viver em uma verdadeira igualdade, não apenas para expressá-la em palavras bonitas, temos que imitar o sistema natural que conecta tudo em harmonia e equilíbrio, cada um permanecendo como nasceu ou foi educado, tecendo uma rede de conexões mútuas que irá criar um sentimento de totalidade entre nós. Isso significa que poderemos conciliar todas as oposições e diferenças entre nós, e que a paz vai habitar entre nós. Só através dessa interdependência e responsabilidade mútua é que cada indivíduo permanecerá valorizado e importante na sua totalidade, o mesmo para todos, sem exceção. Como num círculo, cada um tem o seu ponto único e extremo, mas em relação ao centro do círculo, todos somos iguais.

Tirar as Máscaras

Se estivéssemos conectados entre nós “como um homem em um só coração”, descobriríamos que a sociedade humana é mais rica e mais variada do que nos parece, mas em vez de corrigir o sistema defeituoso das relações entre nós, corrigimos a nossa linguagem. “Politicamente correto” é uma cobertura para o nosso verdadeiro medo. Ele bloqueia a nossa oportunidade de descobrir quão egoístas, maus e cruéis nós somos para com os outros, e isso limita a capacidade da humanidade de evoluir.

Sigmund Freud, o pai da psicanálise, foi o primeiro a dizer que todos nós censuramos nossos impulsos violentos e sexuais que borbulham dentro de nós. Conforme eles se rompem, mais a sociedade se desequilibra e se torna mais perigosa, como evidenciado na Alemanha nazista e na Itália fascista. Embora Freud tenha detectado um pouco do mal que está escondido na humanidade, que somos criaturas egoístas por natureza, aspirando a dominar os outros e oprimi-los, ele não forneceu uma resposta para isso.

A sabedoria da Cabalá é um método que pode nos ensinar como nos conectarmos acima de todas as diferenças e corrigir a fonte do mal. É a esperança para mudar a face da sociedade humana. Com sua ajuda, vamos ter sucesso em frear nossa natureza egoísta que é passível de provocar a queda da sociedade. Nossa natureza egoísta é uma imensa força negativa que ameaça entrar em erupção contra os outros e trabalhar em nosso prejuízo. Para neutralizar isso, precisamos equilibrar as relações entre nós, usando a força positiva, o poder da conexão.

Igualdade como um Teste de Realidade

A Cabalá ensina que o sentimento de verdadeira igualdade e amor só pode ser construído como um andar adicional sobre a desigualdade e o ódio, uma fórmula que é chamada, “O amor cobre todas as transgressões” (Provérbios 10:12).

Em todas as fases de nossas vidas, o ego expõe outra de suas peças expressa em sentimentos de desprendimento, rejeição e ódio para com os outros. Não há necessidade de apagar ou para alterar o ódio; ele é uma parte orgânica da criação. “Como os Sábios disseram, (Tratado Kiddushin 30b): ‘Eu criei a inclinação ao mal, e criei a Torá como um tempero para ela’, ou seja, que a iluminação na Torá reforma” (Escritos de Baal HaSulam). Tudo o que cabe a nós fazer é nos conectarmos acima do ódio, e é assim que despertarmos a força positiva, o poder da “Torá”, o poder de conexão e amor que tem a capacidade de trazer equilíbrio, igualdade e justiça social.

Quanto mais nos esforçarmos em nos conectar com a ajuda do diálogo, de círculos de discussão e atos comuns de conexão, vamos despertar o poder de conexão e amor que nos possibilitará ser “como um homem em um coração”.

Acima das transgressões e do ódio, um tecido sutil de amor é construído que determina e conserva. “A essência da vitalidade e da existência de toda a criação é através de pessoas cujas opiniões diferem se unindo em amor, unidade e paz” (Likkutei Halachot, Halacha 4). O amor é o propósito de nossa evolução. Isso não se refere a uma conexão sincera temporária, mas de uma lei natural obrigatória da realidade, que em última análise, todos nós estamos conectados em um sistema único, completo, e não haverá mais nenhuma necessidade do “politicamente correto”.

Do Artigo no Ynet 02/11/16