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A Característica Única Da Luz

Dr. Michael LaitmanTodos nós somos peças de um único desejo, um Kli. Não há propriedades anteriores neste desejo, exceto uma pequena faísca, uma memória implícita do nosso estado anterior chamado um Reshimo, que está dentro de nossos desejos mais baixos, bestiais.

Graças a esta faísca, eu posso subir ao próximo nível, no qual um Reshimo é descoberto em um ainda mais alto nível, e assim por diante.

Um Reshimo é a impressão do próximo estado espiritual, que está completamente quebrado. Em outras palavras, eu tenho impulsos em direção a algo superior, no entanto, eles são direcionados para que eu obtenha prazer nesta situação, irei conquistá-lo. Embora este seja um movimento em direção a algo superior, o movimento é egoísta. Isto significa que, por um lado, meu Reshimo anseia pelo estado mais elevado, mas, por outro lado, é egoísta. O que pode ser feito?

Se a principal coisa para mim é abster-se do ego, eu devo fechar o Reshimo e não avançar para lugar algum. Afinal, quando eu anseio por algo mais à frente e compreendo isso, eu começo a ansiar por uma atividade egoísta ainda maior. Afinal, quanto mais eu avanço em cada nível, eu estou lidando com um ego maior.

Por que isso não me impede? É porque não sou eu quem corrige meu ego; é o trabalho da Luz. Eu só preciso me colocar sob sua influência. E quanto mais eu anseio pela espiritualidade com ainda mais inveja, força e perseverança, mesmo que isso seja egoísta, ao mesmo tempo, se eu me coloco sob a influência da Luz, isto é o que é necessário.

Por conseguinte, eu avanço rumo a um estado espiritual composto por dois componentes opostos. Por um lado, desejos egoístas ainda maiores são revelados em mim, mas, por outro lado, eu os coloco sob a Luz que os ilumina. Desta forma, eu aparentemente me encontro em dois estados opostos. Qualitativamente, eu sou contra a Luz mais e mais. Ainda assim, simultaneamente, eu mesmo e evoco através de um esforço maior.

O contraste entre a relação quantitativa e qualitativa em todos os aspectos nos confunde. No entanto, isso é feito intencionalmente para que aceitemos as condições do próximo nível e as mantenhamos, jogando com este nível.

Baal HaSulam escreve no Shamati 12: A essência do trabalho de uma pessoa deve ser como chegar a sentir gosto em doar contentamento ao Criador.

Onde está isso em mim? Que tipo de gosto eu posso sentir em doar? É egoísta ou altruísta? Eu nem sei. Como eu posso influenciar o Criador e o que eu ganho com isso? Uma vez que tudo o que a pessoa faz para si a distancia do Criador devido à disparidade de forma, será que eu posso obter algum resultado desta situação? Afinal, eu também anseio pelo Criador. Mesmo assim, eu posso repetir mil vezes que estou fazendo isso a fim de doar, e estas serão apenas palavras.

No entanto, se a pessoa executa um ato para beneficiar o Criador, mesmo o menor ato, isso ainda é considerado uma Mitzva (mandamento, preceito), ou seja, uma correção de si mesma.

Portanto, o principal esforço da pessoa deve ser em adquirir a força que sente gosto em doar, que é através da diminuição da força que sente gosto na recepção pessoal. Nesse estado, a pessoa lentamente adquire o sabor em doar. Isto é, nós temos que alcançar um estado em que, quando damos algo, nós apreciamos.

Todo nosso trabalho em grupo é indicado para nos levar gradualmente a isto. No início, nós avançamos sob a influência de um desejo quebrado, ou seja, com a ajuda de sinais de respeito, louvor, gratidão e conhecimento. Quando tentamos ser bons uns com os outros, e apreciamos isso, é porque então parecemos grandes e respeitáveis aos olhos da sociedade e aos nossos próprios olhos.

Mas se continuamos a jogar com isto, podemos adquirir características completamente diferentes, visto que, dependendo de nossas ações (as nossas intenções são certamente quebradas), a Luz que Reforma vai brilhar sobre nós e começaremos a mudar sob sua influência.

Isto é exatamente o que deve sempre ser a nossa base: como podemos agir de tal forma que, em cada momento, estejamos sob a influência maior da Luz Superior? Isto é o que deve determinar nossos atos, pensamentos e intenções em todos os tempos: como agir da melhor forma por dentro e por fora, para que a Luz irradie em nós tanto quanto possível.

Nós devemos nos preocupar sempre com isso o tempo todo, mesmo que essa preocupação também possa estar incorreta. Afinal, o que me parece ser correto hoje vai passar a ser errado amanhã, uma vez que todos os nossos desejos e o flerte com a Luz Superior são egoístas e contra a característica da Luz. Ainda assim, isto não é levado em conta.

Nós estamos num estado que é absolutamente contrário à Ohr Pnimi (Luz Interior) que mais tarde vem a nós. No entanto, nos encontramos em completa acomodação com a Ohr Makif (Luz Circundante).

Obviamente, eu sou um egoísta e estou constantemente tentando colocar algum tipo de característica sob a influência da Luz para corrigi-la para meu próprio benefício. Apesar de minhas correções egoisticamente estarem dirigidas para mim mesmo, a Ohr Makif não olha para isso e ainda brilha em mim de acordo com os meus esforços egoístas e corrige meu ego.

Esta é uma tremenda característica da Luz Superior! Afinal de contas, quando ela deixou o Kli quebrado, ela mesma passou por essa mudança. Ela não leva em conta o estado atual do Kli, mas olha para tudo o que o próximo estado possa trazer.

Então, o mais importante para nós é tentar como uma criancinha o faria, e a Luz vai corrigir tudo. Quanto mais nós agimos de acordo com a Luz Superior, maiores são as correções que podemos obter dela. Esta é precisamente a transição de Lo Lishma (não para o nome dela) para Lishma (para o nome dela), de “para mim mesmo” para “para o Criador”.

Portanto, o principal esforço da pessoa deve ser adquirir uma força que sente gosto em doar.

É difícil para nós falar sobre isso agora, pois nesse meio tempo nós temos um gosto egoísta de doação, ou seja, estamos começando a gostar disso. Para mim, deve haver algum tipo de indicação, sensação e padrão interno. Eu devo dar mais para desfrutar mais, e se eu der menos, desfruto menos. Eu preciso medir tudo, caso contrário não serei capaz de sentir as minhas ações e estarei sob algum tipo de anestesia na qual faço algo, mas não sinto.

Como posso doar e sentir prazer ao mesmo tempo? Porque assim todos estariam dispostos a doar. Qualquer diferença que exista entre a recepção e a doação, a principal coisa é que eu vou ter prazer no momento em que agir. Entretanto, nós não entendemos isso. Neste momento nós só agimos em um plano. Não importa o que fazemos, só recebemos.

Gradualmente, a Ohr Makif realiza tal mudança em nós, de tal forma que começamos verdadeiramente a doar. Nós podemos sair de nós mesmos para um espaço vazio oco que não sentimos, e ainda junto com isto, desfrutamos.

Por que, de repente, nós sentimos que estamos dando a um espaço vazio? Isso ocorre porque na transição do trabalho “para o meu benefício” para o trabalho “pelo benefício dos outros”, eu não sinto a outra pessoa. A ideia é que agora eu a sinto dentro de mim e construo um relacionamento com ela de acordo com sua distância ou proximidade. À medida que ela está perto de mim, eu quero dar a ela egoisticamente, ou caso contrário não a sinto. Eu não estou pronto para realizar até mesmo uma única ação para o bem dela.

Quando uma revolução espiritual ocorre numa pessoa, primeiro ela sente os outros como insignificantes. Em outras palavras, seus sentimentos anteriores e ações desaparecem e os outros começam a aparecer. Isto é semelhante ao nascimento, quando o corpo do recém-nascido começa a funcionar autonomamente e assume fazer tudo o que o corpo da mãe fazia anteriormente por ele.

Uma revolução semelhante acontece conosco. Nós recebemos um entendimento do trabalho espiritual, a possibilidade de doar fora de mim mesmo. Isto é algo realmente inacreditável! E tudo graças à Ohr Makif, que na época da quebra saiu do Kli e se encontra ao seu redor, ou seja, nos cercando. Desta forma, ela pode nos doar.

Da Convenção em Sochi, 6/10/14, Lição 2

Não Devemos Perder A Oportunidade

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Nação”: É claro, salvar confiando em milagres. Que a nossa existência como indivíduos ou como nação está suspensa entre a vida e a morte. E a salvação é, se pudermos encontrar o empreendimento necessário, esse grande esquema cujo caminho é apenas para ser encontrado perto do perigo, e que pode inclinar a balança a nosso favor, para nos dar um abrigo seguro aqui por toda a diáspora dos nossos irmãos, que todo mundo diz que é, atualmente, o único lugar de salvação.

Assim, a estrada da vida estará aberta para nós, para continuarmos de alguma forma a nossa existência, apesar das dificuldades. E se perdemos a oportunidade e não subimos como um, com os grandes esforços necessários num momento de perigo, para garantir a nossa permanência na terra, então os fatos diante de nós são muito ameaçadores para nós, uma vez que as coisas estão evoluindo favoravelmente para os nossos inimigos, que estão pedindo para nos destruir da face da Terra.

Isto foi escrito no início da Segunda Guerra Mundial, quando as pessoas ainda não tinham visto o perigo real e o Holocausto para a qual estavam sendo conduzidas.

Mas Baal HaSulam diz que, embora tenhamos chegado a um estado tão terrível que o destruidor recebeu permissão de nos destruir, ainda podemos mudar a relação entre as forças do bem e do mal, se quisermos melhorar a nossa situação. Tudo está em nossas mãos.

Embora o tempo opere contra nós, nós podemos realmente ter sucesso durante este tempo e trazer grandes e rápidas mudanças.

Em vez de esperar por aflições, dificuldades e perigos, o que significa por efeitos negativos que nos empurrem para frente, nós precisamos avançar por nós mesmos e virar o caminho da nossa evolução natural (em seu tempo) para o caminho do “eu vou apressá-lo”. Então seremos capazes de avançar sem quaisquer golpes. Tudo depende se vamos despertar como resultado dos golpes ou se vamos despertar como resultado do nosso trabalho.

Despertar pelos golpes não é muito útil, uma vez que apenas mudamos e nos estimulamos. Nós precisamos mudar muita coisa, a fim de se recuperar e avançar depois de tais golpes. Então não seria melhor se nós avançássemos ao longo de um caminho suave? Este seria realmente o nosso despertar para o objetivo da criação e para uma fuga rápida dos golpes.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/06/14, Escritos do Baal HaSulam

Um Pequeno Interruptor Para Uma Grande Luz

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como nós superamos o medo da disseminação e o medo do insucesso? Como podemos fortalecer e dar apoio mútuo no caminho?

Resposta: Na verdade, quando nós saímos para as ruas, organizamos vários eventos e os círculos nas casas, nos deparamos com pessoas muito cansadas que não estão prontas para nos escutar e não estão dispostas a cooperar. Na verdade, elas estão muito cansadas e exaustas da vida. Por isso nós somos obrigados a superar muitos obstáculos no nosso caminho rumo a elas.

Mas o problema é que nós olhamos para o mundo, pensamos em como podemos corrigir um grande número de pessoas – sete bilhões de seres humanos! O que pode um pequeno punhado de nosso povo fazer com esses bilhões na China, Índia e América do Sul? Mas nós não entendemos que não precisamos corrigir tudo isso. Através de um pequeno interruptor ou a torneira, nós abrimos a passagem para a Luz Superior e ela faz todas as correções. Nós bloqueamos ou abrimos a passagem para a Luz. Não é necessário ter medo de todo o resto do trabalho, porque a Luz irá fazê-lo. Ela criou a escuridão e também a Luz.

Uma criança de um ano de idade poderia virar um pequeno interruptor com seu dedo mindinho e, de repente, o mundo inteiro se encheria de luz. Tudo depende da quantidade de força que nós ativamos. Se podemos ativar a Luz Superior, o que ela faz é problema dela.

Portanto, eu não tenho medo da grande quantidade de trabalho que é esperado de mim. Este não é o meu trabalho, mas trabalho do Criador. Eu sou Seu parceiro neste trabalho e meu objetivo é possibilitar que o Criador aja. Eu O ativo como uma criança que toma a mão de um adulto e mostra-lhe o que quer que o adulto faça. Isso é o que as crianças geralmente fazem quando não conseguem fazer algo por si mesmas.

Mas nós estamos preocupados com a forma de corrigir o mundo inteiro, todas as nações do mundo, toda a sua mente e sentimentos, enquanto elas não estão prontas e não querem nos ouvir. Mas nós não precisamos fazer isso. Se você fizer o seu trabalho, você verá que tudo vai dar certo por si mesmo.

Baal HaSulam não nos diz para nos voltarmos aos nossos inimigos e suborná-los. É possível pensar que se fizermos mais coisas boas para eles, eles vão nos tratar melhor. Você está brincando? Isso realmente não é correto.

Nós aceitamos terroristas em nossos hospitais e cuidamos deles. Você acha que eles vão sempre nos admirar por isso? Pelo contrário, eles vão nos tratar ainda pior do que antes. É porque nós estamos fazendo isso em vez de fazer o que realmente devemos fazer. Isso é totalmente falso.

Cabe a nós mostrar que não estamos fazendo nada por eles fisicamente, mas apenas espiritualmente. O mundo não precisa de nossos Prêmios Nobel, de nossa medicina e especialização em agricultura. Eles nunca vão gostar de nós por isso. Inconscientemente, o mundo exige apenas a correção de nós, e se não realizamos essa correção, o mundo nos culpa por todos os seus problemas.

Não há nenhum ponto em se justificar porque você trouxe tudo de bom a eles. Você é o culpado por não fazer o que é exigido de você. O Criador faz exigências a Israel através das nações do mundo. O Criador endurece o coração do Faraó, e através dele, diz a você o que fazer.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/06/14, Escritos do Baal HaSulam

O Tempo Desaparece Quando Somos Dependentes Dos Outros

Dr. Michael LaitmanNossa futura forma de desenvolvimento é como conectar toda a natureza na forma integral. Objetos inanimados, plantas e animais estão em profunda conexão natural entre eles. E os seres humanos, por causa do seu egoísmo, subiram acima do nível animal.

É o ego, o desejo de desfrutar, que nos dá a sensação da passagem de todos os tipos de criaturas que surgem diante de nós aqui até a extremidade do universo, e todos os detalhes da realidade em nosso planeta.

Nós precisamos usar esse senso dos outros a fim de vir a corrigir os relacionamentos e voltar ao sistema de um, onde estamos todos conectados em dependência mútua. Nossa geração está se desenvolvendo para este objetivo, onde a pessoa se encontra trancada dentro de um sistema fechado e é completa e mutuamente dependente.

A vida e o desenvolvimento natural exigem que nós completemos essas conexões entre nós. Os níveis inanimado, vegetal e animal da natureza estão naturalmente fechados dentro de uma rede, toda a ecologia, toda a natureza. É como se o homem fosse a exceção, a parte irregular, que tenta agir de tal forma que não há limites para ele e que ele não precisa ser incluído nesse sistema integral geral onde tudo está conectado.

O homem precisa ver a globalização da natureza e examinar seu desejo de receber que rejeita todas essas leis.

Hoje, verifica-se que eu sou dependente de todo o mundo do ponto de vista da tecnologia, indústria, abastecimento, óleo, gás, ar, e de qualquer coisa que você possa apontar. Consequentemente, se eu quiser alcançar uma vida pacífica e boa, e desfrutar de cada momento, eu preciso fazer boas conexões com tudo a minha volta

Pergunta: Isso não é ruim se você quer encontrar prazer em cada momento?

Resposta: Não é o prazer em si que é ruim, mas como eu o utilizo nesse breve momento. Agora é possível compreendê-lo, então eu o agarro. É possível roubar, eu roubo, enganar, eu engano. É possível não pensar em mais ninguém, além de mim mesmo. Então é assim que eu penso. Eu aproveito o meu ego de uma forma muito limitada em minhas relações com os outros, que, no final, voltam pra mim, visto que o mundo é redondo.

Nós não somos capazes de fazer o bem para nós mesmos se não fizermos o bem para os outros, porque estamos num sistema integral, analógico, onde todo mundo é dependente de todos. Você precisa entender que, por ora, de uma forma egoísta simples, quando fazemos o bem para os outros, fazemos o bem para nós mesmos.

Quando eu assino um acordo com todos a respeito da amizade mútua e até mesmo o amor, com isso eu prometo prazer a mim mesmo a partir daquele momento até o fim da vida. Se eu estou incluído nos outros e eles estão incluídos em mim, e nós nos tornamos um só desejo, um pensamento, em um ato mútuo, no qual todos são dependentes de todos, então o conceito de tempo desaparece.

De KabTV “Uma Nova Vida” 17/04/14

Conectando-Se Com Outros Para A Correção Do Mundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Com quem o nosso movimento pode trabalhar em parceria e em que condições?

Resposta: Nós estamos prontos para nos conectar com todos aqueles que desejam conexão em prol da correção do mundo. Suponha que amanhã Abu Mazen venha e se ofereça para trabalhar em parceria para a correção do mundo. Nós gostaríamos de apertar as mãos e começar a trabalhar juntos. No momento em que alguns cálculos egoístas são inseridos deste pacto, nós pararíamos imediatamente esta atividade compartilhada.

A ausência de considerações egoístas e um anseio em corrigir o mundo é a condição necessária. Para a correção é necessário atrair a Luz que Reforma, pois só isso pode ajudar. Se ele está pronto para isso, eu estou pronto para me unir com ele. Mesmo que, por enquanto, pareça que não está pronto.

Nós devemos levar em conta que é possível tomar um pouco de todo o amplo espectro de diferentes facções, forças políticas, nações e governos por um curto período de tempo com o objetivo d e avançar. Isso ocorre porque cada um tem algum problema singular, e, portanto, eles podem se unir conosco e nos apoiar.

No ano passado, nós nos encontramos numa situação dramática com respeito ao sequestro de três jovens. As pessoas sentiram uma pressão e tensão terríveis porque nós queríamos encontrar e trazer de volta os meninos. Portanto, com este evento, nós tivemos a possibilidade de trabalhar com muitas organizações em Israel para conectar as pessoas.

De qualquer forma, é claro para todos que a conexão nos deixou mais fortes. Nós recebemos mais se nos conectamos por meio da oração, um desejo e uma ação compartilhados. Portanto, as pessoas saíram às ruas para marchar e se reunir. Milhares de pessoas saíram às ruas com cartazes exigindo a libertação dos reféns. Foi assim que aconteceu em todo o mundo.

Por que o desejo de reunir apareceu dentro de todos eles de repente? Inconscientemente, eles sentiram que havia algum tipo de força corretiva nisso, algum tipo de espírito novo que apareceria nas pessoas, juntamente com o conceito de um novo estado.

Mesmo os animais instintivamente convergem durante um momento de perigo. As ovelhas se reúnem num só rebanho e se amontoam quando estão preocupadas com um ataque de lobos. Se um incêndio florestal irrompe, todos os animais fogem dele juntos sem medo um do outro. Isso ocorre porque a crise geral os conecta, e ninguém se olha para o outro a fim de devorá-lo. Todos eles fogem, o que significa que se reúnem num movimento comum.

Essa inclinação para se conectar num momento de dificuldade também existe instintivamente entre as pessoas. Nós precisamos desse espírito de conexão, mesmo que não seja um exército marchando e tocando músicas que está prestes a atacar como uma pessoa. Mesmo que nós não saíamos ao ataque, apesar disso, nós achamos que desta forma estamos estabilizando uma força através da qual podemos corrigir a situação.

Portanto, eu acho que nós precisamos compartilhar essa inclinação que é sentida entre as pessoas e nos unir juntamente com elas em ações como estas. Além disso, devemos organizar círculos de discussão em parques, pátios e nas casas.

As pessoas que agora se encontram numa situação tão original estão prontas para participar de discussões como estas. É necessário discutir por que isso aconteceu conosco e como podemos garantir que isso nunca vai acontecer de novo, mas apenas com o propósito de avançar para a melhoria de uma situação e o bom relacionamento com os outros.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/06/14, Escritos do Baal HaSulam

Livrar-Se De Desejos Não Corrigidos

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Levítico” 10:4-5: E Moisés chamou a Misael e a Elzafã, filhos de Uziel, tio de Aarão, e disse-lhes: Chegai, levai a vossos primos de diante do santuário, para fora do acampamento. Então chegaram, e os levaram nas suas túnicas para fora do acampamento, como Moisés lhes dissera.

Se eu estou em certo nível, não posso subir ao próximo nível ou descer (não posso executar uma ascensão espiritual ou descer) antes de executar determinadas ações.

Nadav e Avihu encontravam-se no Santo dos Santos, no nível da adesão da alma com o Criador, no nível da doação (Santidade e Santo simbolizam o atributo de doação). Para ascender a esse nível, eles tiveram que usar o seu grande ego, santificá-lo e transformá-lo de recepção em doação. Quando eles estavam no Santo dos Santos e tentaram executar esta ação, não conseguiram fazê-lo. Portanto, em vez do fogo da Santidade (a revelação da Luz de Hochma, a fim de doar), aconteceu o contrário.

Por conseguinte, os dois vasos, os dois atributos (Nadav e Avihu) caíram, o que significa que permaneceram no mesmo nível, o nível dos mortos. Em cada desejo há os níveis inanimado, vegetal, animal e humano. Nesse caso, os atributos caíram do nível humano para o nível da natureza inanimada, de modo que deveriam ser corrigidos.

Qual é o significado de “levai a vossos primos de diante do santuário, para fora do acampamento”? Um acampamento refere-se à unidade gradual das almas. Os dois atributos Nadav e Avihu caíram a um nível tal que não estavam conectados a nada e, portanto, são chamados de mortos. Eles devem ser corrigidos de novo a partir de seu estado. Portanto, eles são levados para fora de lá.

Mas esse não é o primeiro exemplo de certos atributos que são removidos de um determinado nível. Por exemplo, o grande sacerdote que morria era levado para fora do Santo dos Santos no Yom Kipur, quando uma corda estava amarrada ao seu pé com antecedência, uma vez que estava certo de que seus pensamentos não seriam puros. Mas ele não se continha, pois queria tanto revelar o Criador e continuar assim.

Ele costumava entrar no Santo dos Santos no Yom Kipur, o que significa que subia a um nível tão elevado que seu corpo tinha que ser retirado de lá com uma corda amarrada ao seu pé, enquanto Nadav e Avihu foram retirados por hastes de ferro.

Ferro, cobre, prata e ouro são quatro materiais em nosso mundo que estão relacionados com eventos espirituais. Uma seção inteira é dedicada a essas relações.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 22/01/14

Movendo-Se Para As Mãos Que Sustentam A Boa Força

Dr. Michael LaitmanPergunta: De que forma a revelação do Criador no momento da entrega da Torá é maior do que o que acontece na época do êxodo do Egito e da abertura do Mar Vermelho?

Resposta: A revelação do Criador no momento do Êxodo e a divisão do Mar Vermelho foram simplesmente ações realizadas pelo Criador. E a entrega da Torá foi uma transmissão do método e do poder do que é superior às pessoas, para que elas pudessem usar isso corretamente. Por isso é uma revelação tão importante.

Desta forma as pessoas tiveram a possibilidade, a oportunidade e capacidade, que através de seu esforço, poderiam realizar as ações necessárias para alcançar a adesão. Fora isso, nada é exigido de nós. Todo o resto das formas de ajuda, revelações e ocultações, exílios e resgates, tudo vem de cima como anjos do Criador, e são as forças que atuam na criação.

Mas a entrega da Torá significa que o poder de trabalhar por nós mesmos foi entregue em nossas mãos. Não houve maior evento do que esse, porque ele se refere a eu como uma pessoa que pode realizar algo de forma independente e pessoal. A oportunidade foi dada a mim para se assemelhar ao Criador, e não apenas que algo bom tenha sido feito para mim ao me permitir atravessar o Mar Vermelho ou me levar para fora do Egito.

Pergunta: De que forma o Kli que era esperado para a entrega da Torá era diferente do Kli para o êxodo do Egito?

Resposta: Era um Kli completamente diferente. O Kli para o êxodo do Egito é o desejo de ser separado da minha natureza egoísta, minha inclinação ao mal. Eu simplesmente quero que todo o meu mal sai de mim e não me mantenha na escravidão. Eu quero tirá-lo, arrancá-lo do meu coração e mente. Ele permanecerá em algum lugar atrás de mim, no meu AHP, mas eu quero me livrar dele: “Para ser um povo livre em nossa terra”, de bom grado.

Mas isso não é suficiente. Portanto, eu me livro dele e o que mais?

No momento da entrega da Torá, um poder superior foi dado a mim. Eu aparentemente tenho em minhas mãos o poder do Criador e posso remover o meu mal e trazê-lo de novo a mim mesmo quando entendo que preciso dele para poder corrigi-lo cada vez e subir desta maneira.

Em minhas mãos se encontra o poder do bem, o poder da correção. Antigamente, eu só precisava me perguntar, como é dito em Êxodo 2:23: …e os filhos de Israel suspiraram por causa da servidão, e clamaram, e o seu clamor subiu a Deus. Este foi um grito de impotência: “Salva-nos, ajuda-nos, faça isso e aquilo”. E no momento da entrega da Torá, embora eu dependa Dele, nós nos tornamos parceiros.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 03/06/14

A Era Do Antiliberalismo

Dr. Michael LaitmanOpinião (Eugene Chernich, comentarista): “Havia uma aliança transatlântica entre os Rothschilds (um patrimônio de mais de 3,2 trilhões de dólares) e os Rockefellers (um trilhão a menos). Mas a família número um era a dos Baruchs. Talvez o seu estado financeiro fosse menor do que o dos Rothschilds e Rockefellers, mas a situação no topo da escada financeira global é maior e mais séria.

“Em 1613, eles criaram o Standard Chartered Bank – o banco dos bancos! O verdadeiro poder é o poder secreto. Os Rothschilds continuam a orientar a economia. O próximo passo é a remoção do ‘dinheiro jovem’, e esta perda vai adiar o colapso da economia mundial por 5-10 anos.

“Assim, as antigas famílias juntaram forças para remover os novatos financeiros. Em geral, o curso antiliberal está ganhando força na economia global. Um era completamente nova – a era do antiliberalismo – está sendo revelada diante de nossos olhos”.

Meu Comentário: O que quer que eles decidam em silêncio entre as famílias no topo, a natureza está levando a criação à equivalência com a força superior, a realização da propriedade de doação e amor. Isso vai acontecer, quer à força ou voluntariamente, e qualquer um pode escolher, desde os Rothschilds, Rockefellers e Baruchs, até o muito pobre!

A Causa Da Drogadição

Laitman_154Nas Notícias (de The Huffington Post): “Passaram-se cem anos desde que as drogas foram proibidas pela primeira vez – e durante todo este longo século de guerra contra as drogas, nos foi contada uma história sobre o vício por nossos professores e governos. Esta história é tão profundamente enraizada em nossas mentes que nós tomamos como verdadeira. Parece óbvio. Parece certamente uma verdade… Mas o que eu aprendi no caminho é que quase tudo o que foi dito sobre o vício está errado – e há uma história muito diferente esperando por nós, se estivermos prontos para ouvi-la.

“Se realmente absorvermos essa nova história, vamos ter que mudar muito mais do que a guerra contra as drogas. Vamos ter que mudar a nós mesmos…

“Experimento 1: “Coloque um rato numa gaiola, sozinho, com duas garrafas de água. Uma tem apenas água. A outra tem água misturada com heroína ou cocaína. Quase toda vez que você executar este experimento, o rato vai se tornar obcecado pela água com droga, e continuará voltando cada vez mais, até se matar.

“Experimento 2: “O Professor Alexander [professor de Psicologia em Vancouver chamado Bruce Alexander] construiu o ‘Parque de Ratos’. É uma gaiola exuberante, onde os ratos teriam bolas coloridas, a melhor comida de rato, túneis para correr e muitos amigos: tudo o que um rato numa cidade poderia querer. O que  vai acontecer (Alexander queria saber)?

“No Parque do Rato, todos os ratos, obviamente, experimentaram as duas garrafas de água, porque não sabiam o que estava nelas. Mas o que aconteceu a seguir foi surpreendente.

“Os ratos com uma boa vida não gostaram da água com droga. A maioria deles a evitou, consumindo menos de um quarto das drogas que os ratos isolados utilizaram. Nenhum deles morreu. Enquanto todos os ratos que estavam sozinhos e infelizes tornaram-se utilizadores pesados, nenhum dos ratos que tinha um ambiente feliz fez isso…

“No início, eu pensei que este era apenas um capricho dos ratos, até que descobri que havia – no mesmo tempo que o experimento do Parque dos Ratos – um equivalente humano útil ocorrendo. Ele foi chamado de Guerra do Vietnã. A revista Time relatou que usar heroína era “tão comum como goma de mascar” entre os soldados norte-americanos, e que há uma sólida evidência que sustenta isso: cerca de 20 por cento dos soldados norte-americanos havia se tornado viciado em heroína lá, de acordo com um estudo publicado no Archives of General Psychiatry. Muitas pessoas estavam compreensivelmente apavoradas; elas acreditavam que um grande número de viciados estava prestes a voltar para casa quando a guerra terminou.

“Mas, na verdade, cerca de 95 por cento dos soldados viciados – de acordo com o mesmo estudo – simplesmente parou. Muito poucos se submeteram à reabilitação. Eles passaram de uma gaiola aterrorizante para uma agradável, de modo que não quiseram mais a droga. …

“Experimento 3: “Após a primeira fase do Parque dos Ratos, o Professor Alexander realizou este teste novamente. Ele refez os primeiros experimentos, onde os ratos eram deixados sozinhos, e se tornavam usuários compulsivos da droga. Ele os deixou usá-la por 57 dias – se alguma coisa pode pegar você, é isso. Depois, ele os tirou do isolamento, e os colocou no Parque dos Ratos. Ele queria saber, se você cai no estado de dependência, será que o seu cérebro é sequestrado, de modo que você não pode se recuperar? Será que as drogas o dominam novamente? O que aconteceu é, novamente, impressionante. Os ratos pareciam ter algumas contrações musculares de retirada, mas logo pararam seu uso pesado, e voltaram a ter uma vida normal. A boa gaiola os salvou…

“Aqui está um exemplo de uma experiência que está acontecendo ao seu redor, e pode muito bem acontecer com você um dia. Se você é atropelado hoje e quebra o seu quadril, você provavelmente vai receber diamorfina, o nome médico para a heroína. No hospital a sua volta, haverá muita gente que também recebe heroína por longos períodos, para alívio da dor… Então, se a velha teoria da dependência for correta – são as drogas que causam isso; elas fazem o seu corpo precisar delas – então é óbvio o que deve acontecer. Dúzias de pessoas devem deixar o hospital e tentar “dar um tapa” (usar drogas) nas ruas para atender seu hábito.

Mas eis o que é estranho: isso praticamente nunca acontece. Como o médico canadense Gabor Mate foi o primeiro a me explicar, os usuários médicos simplesmente param, apesar de meses de uso. O mesmo medicamento, utilizado pelo mesmo período de tempo, transforma usuários de rua em viciados desesperados e não afeta pacientes médicos. …

“O viciado de rua é como os ratos na primeira gaiola, isolado, sozinho, com apenas uma fonte de consolo a quem recorrer. O paciente médico é como os ratos no segundo compartimento. Ele está indo para casa para uma vida onde está rodeado de pessoas que ama. A droga é a mesma, mas o ambiente é diferente. …

“Portanto, o oposto do vício não é a sobriedade. É a conexão humana… Ironicamente, a guerra contra as drogas na verdade aumenta todos grandes propulsores do vício. Por exemplo, eu fui a uma prisão no Arizona – ‘Cidade de Tendas’ – onde os presos são detidos em minúsculas gaiolas de isolamento de pedra (‘O Buraco’) por semanas a fio para puni-los pelo uso de drogas. E quando eles saem, vão estar desempregados por causa de sua ficha criminal – garantindo que serão segregados ainda mais…

“Existe uma alternativa. Você pode construir um sistema projetado para ajudar os viciados em drogas a se reconectar com o mundo – e assim deixar para trás os seus vícios.

“Portugal tinha um dos piores problemas de droga na Europa, com um por cento da população viciada em heroína. Eles haviam tentado uma guerra contra as drogas, e o problema estava ficando cada vez pior. Então, eles decidiram fazer algo radicalmente diferente. Eles resolveram descriminalizar todas as drogas, e transferir todo o dinheiro que costumavam gastar em deter e prender os viciados em drogas, e gastá-lo reconectando-os: a seus próprios sentimentos e à sociedade em geral. O passo mais importante é dar-lhes uma habitação segura e empregos subsidiados para que tenham um propósito na vida, e uma razão para sair da cama…

“Isso não é apenas relevante para os viciados que eu amo. É importante para todos nós, porque nos obriga a pensar de forma diferente sobre nós mesmos. Os seres humanos são animais unidos. Nós precisamos nos conectar e amar. A frase mais sábia do século XX foi a de EM Forster: ‘só se conectar’. Mas nós criamos um ambiente e uma cultura que nos separa da conexão, ou oferece apenas a paródia do que oferece a Internet. O aumento da dependência é um sintoma de uma doença mais profunda na maneira como vivemos: constantemente dirigindo nosso olhar para o próximo objeto brilhante que devemos comprar, em vez dos seres humanos ao nosso redor…

“O escritor George Monbiot chamou isso de ‘a idade da solidão…’. Nós precisamos agora falar sobre a recuperação social: como todos nós nos recuperamos, em conjunto, da doença do isolamento que está submersa em nós como uma névoa espessa”.

Meu Comentário: Restaurar uma boa comunicação mútua entre as pessoas, apesar do nosso egoísmo, é uma panaceia absoluta para todos os nossos males. Assim, através da conquista da unidade, isso nos leva ao mundo superior, à existência eterna e perfeita.

O Acesso Ao Console De Controle Do Destino

laitman_277Pergunta: Como eu faço para obter acesso a um console que controla o filme da vida?

Resposta: É necessário subir sobre o seu egoísmo, para onde se encontram seus pensamentos, desejos, forças e ações que visam a doação, e não o seu próprio benefício. Uma vida numa altura tal requer que você faça uma restrição do seu egoísmo e adquirira uma tela anti-egoísta, para encerrar-se como um escudo, garantindo que você nunca pensará em qualquer ação para o seu próprio benefício. Se você estiver protegido contra intenções egoístas, você terá permissão para entrar lá.

Pergunta: No benefício de quem eu estarei pensando se não no meu próprio?

Resposta: Você estará pensando no benefício de todo o programa global, na sua aplicação correta, boa e rápida, para o bem de todas as criaturas. Se você estiver sonhando com isso, será capaz de chegar a isso. Afinal, isto é quando você será capaz de unir as forças que são chamadas de “anjos”, participando ativamente em seu trabalho.

Pergunta: É assustador revelar anjos?

Resposta: Não há nada com que se preocupar. Os anjos são apenas uma força, como todos os poderes deste mundo. Você aprenderá a usá-los, e eles começarão a ouvi-lo. As forças da natureza são chamadas de anjos. A força da gravidade também é um anjo.

Você vem para a sala de controle de toda a criação para participar da sua gestão, juntamente com todas as outras forças da natureza para o benefício da humanidade, promovendo-a para o objetivo desejado. Depois de entrar lá, você será obrigado a armar-se com o poder do amor. Então você usará todas as forças disponíveis lá para o benefício de toda a humanidade.

Pergunta: Eu recebo o poder não só sobre o meu próprio destino, mas também o poder sobre o destino de todos os outros?

Resposta: Você não estará interessado em seu destino pessoal; você cuidará de toda a humanidade, de todas as almas. Você ganhará o controle de todo o programa da criação, a fim de promovê-la através da Luz que é dirigida para o bom desenvolvimento.

De KabTV “Uma Nova Vida” 11/1/15