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Acreditar No Que Está Escrito

laitman_533_01Pergunta: De que forma nós podemos nos dirigir à comunidade fora de uma convenção se um evento deste tipo requer investimentos materiais muito maiores do que temos? Como podemos fazer com que todos possam se sentar em círculos?

Resposta: O que quer que façamos, temos que nos dirigir às pessoas de modo que elas não precisarão vir sob a pressão de problemas e golpes da natureza, mas apenas pela boa vida. Como se faz isso? Quebrem a cabeça e pesquisem. Nós precisamos fazer isso. Nós não temos escolha. Nós temos que procurar uma forma de alcançar as pessoas nos bons momentos, de modo que os maus momentos não venham, Deus me livre.

Eu não acho que seja necessário criar quaisquer programas de televisão de entretenimento com uma “caça ao tesouro”. Eu acho que uma forma como essa só esconde a verdade em vez de atrair alguém para isso. Não me parece que possamos ser bem sucedidos neste caminho. As pessoas só vão seguir a narrativa e não vão prestar atenção na mensagem interior.

Primeiro de tudo nós temos que descrever nossa situação atual, desenvolvê-la a um estado dramático, e, assim, mostrar como é possível evitar o sofrimento, e mais do que isso, alcançar o sucesso. Esta é a tarefa da disseminação.

Para essa necessidade, eu acho que é melhor publicar um pequeno e acessível folheto com explicações. Nos últimos 20 anos, a televisão e a Internet evoluíram tanto que pressionaram tudo o resto, de modo que queremos ver tudo em nossas telas. Mas eu acho que, após o entusiasmo e a emoção iniciais por esse novo tipo de mídia, as pessoas vão voltar a ler de novo.

Isso ocorre porque a leitura pode organizar a mente de uma forma que nem mesmo uma imagem pode. Quando estamos lendo, obtemos informações com as quais podemos organizar e mudar o nosso pensamento, nossas células cerebrais, e nossa abordagem por nós mesmos; o que significa que estamos formatando a nós mesmos.

É impossível transmitir essa informação através do ouvido, pois ela não penetra deste modo. Apenas uma porcentagem muito pequena pode ser absorvida pela audição, bem como pela visão. Em particular, a informação é compreendida quando a pessoa lê. Não podemos desistir das letras. A verdade deve ser escrita.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 06/06/14, Escritos do Rabash

A História Da Humanidade: O Desenvolvimento Da Garantia Mútua (Arvut) – Parte 4

laitman_220As Aventuras de Abraão

Depois que Abraão alcançou tudo isso, ele começou a trabalhar com as pessoas. Ele explicou o verdadeiro bem-estar e como viver como uma família novamente, em vez do princípio do”seguro nacional”. Mas Abraão descobriu que apenas um pequeno número de pessoas o entendia. As pessoas foram atingidas pelo egoísmo que, de repente acendeu dentro delas; elas não eram capazes de entender que este egoísmo não era delas, que era, na verdade, uma força estranha no interior do homem.

Elas começaram a percebê-lo como sua própria natureza, da mesma forma que fazemos hoje. Se eu penso que alguém é ruim, então ele é ruim e eu sou bom; é isso aí. Eu não sinto que algo está me controlando desde dentro, fazendo-me pensar mal de alguém. Eu sou incapaz de me ver de fora e entender como essa força “alienígena” me move. Eu não tenho um ponto de vista objetivo. Eu não posso me isolar dos meus pensamentos e sentimentos, “afastar” e olhar para o meu comportamento, o meu caráter, a minha natureza, ou a mim mesmo de fora.

As pessoas são incapazes de se ver objetivamente de fora, como fazemos com os outros. A pessoa deve analisar criticamente a si mesma, tornar-se o seu próprio juiz. Abraão explicou esta abordagem “independente” para as pessoas: vamos sair de nós mesmos e olhar para o que está acontecendo conosco. Esta inclinação ao mal, que se tornou mais evidente, está me mostrando que eu estou separado dos demais. Então, por que não posso me separar da mesma forma e me reconectar com os outros? Hoje em dia, essas técnicas são adotadas pela psicologia moderna.

Quando ele começou a ensinar os babilônios o que é em essência a psicologia materialista aplicada, Abraão encontrou apenas alguns milhares de pessoas que estavam prontas para ouvi-lo. As pessoas não viam nenhum mal no ego desenvolvendo-se dentro delas; elas ainda não se sentiam mal, só viam como podiam usar o ego para ganhar dinheiro, ter sucesso e prosperar através da construção de uma sociedade melhor, que era mais bem sucedida e próspera, que iria permitir que todos pudessem ser bem sucedidos, ter sua próprio “Torre de Babel” para os céus.

Então Abraão e seus seguidores que compartilhavam a ideia da garantia mútua, partíram e foram embora. Josephus nogrande Midrash menciona isso. Maimônides (século XII) diz que milhares de pessoas partiram com Abraão. É assim que chegaram a Canaã, hoje Israel.

Em seu grupo, Abraão continuou a construir a garantia mútua. Embora seu egoísmo crescesse continuamente, eles fizeram esforços para se manter conectados acima dele. Eles ensinavam a garantia mútua aos filhos desde tenra idade. É assim que eles apoiavam a unidade entre si e o equilíbrio com a natureza.

Isso continuou até que o egoísmo cresceu novamente dentro deles, e isso foi tão repentino que eles não poderiam evitar cair sob a sua autoridade. Isso é chamado de descida ao Egito. Eles desceram ao Egito, porque não podiam se alimentar mais em Canaã: nem terra, nem gado lhes dava comida por causa de sua separação; sem a garantia mútua, eles não poderiam alcançar a reciprocidade que antes permitia que sociedade florescesse, e a fome os levou ao Egito.

No Egito, eles experimentaram um crescimento adicional do ego até o ponto onde quase desistiram de sua reciprocidade. Quanto mais se separavam da garantia mútua e se afastavam um do outro, mais pressão sentiam dos egípcios e desde dentro. Cada pessoa sentia ódio por todos, bem como o infortúnio, já que cada um se sentia como um solitário, em vez de parte da nação, e foi difícil para todos, porque em vez de um ambiente de amor, todos se viram cercados por pessoas que odiavam. Além desta separação entre todos na nação, os egípcios os escravizaram, e encheram suas vidas com amargura. Isso fez com que eles sentissem uma escravidão dupla: sua separação dolorosa e sua escravidão aos egípcios.

Finalmente, o seu sofrimento tornou-se tão grande que eles estavam dispostos a pagar qualquer preço para se livrar dele, para voltar à garantia mútua, porque essa era a única maneira deles se sentir como uma família novamente. Eles sabiam que se eles se conectassem riam obter energia suficiente para deixar o Egito. Eles tomaram a decisão de partir, já que sua vida havia se tornado a escuridão egípcia.

Seu líder era Moisés. Ele era um homem que tinha a qualidade da misericórdia, como Abraão, que lhes ensinou essa qualidade. Uma vez Moisés levava um cordeiro perdido em seus ombros para seu rebanho do outro lado do deserto e salvou sua vida. Esta é exatamente a qualidade que o líder de uma nação deve ter.

Moisés foi criado no palácio do Faraó até a idade de 40 anos, e, depois, na casa de Jetro, sacerdote de Midiã até a idade de 80 anos. Ele não tinha quaisquer motivos religiosos ou nacionais para se tornar um líder; foi apenas devido à sua qualidade da misericórdia. Nós podemos ver a partir disso que a qualidade da misericórdia é o suficiente para seguir o caminho certo e liderar o povo.

Moisés levou a nação ao Monte Sinai, que significa “a montanha de ódio”, para fazer um acordo, a garantia mútua. Eles morreram porque estavam em frente às leis da natureza, que exigia que eles fossem iguais a ela. Eles tiveram que criar um “guarda-chuva” (tela), que eles tinham até certo ponto, a fim de se elevar sobre o ódio mútuo; só então a vida pode continuar.

Após ter assinado o acordo, o país começou a se cultivar. Eles fizeram uma promessa de se tornar “como um homem com um coração”, de obedecer à regra do “Ama o teu próximo como a ti mesmo”, em garantia mútua. Enquanto isso, o seu egoísmo continuou a crescer. Durante este tempo chamado de “40 anos de peregrinação”, eles tinham que trabalhar constantemente em seu ego, subir sobre ele, “cobri-lo”.

A inclinação ao mal fervia em cada pessoa, os desacordos eclodiam, mas as pessoas se apoiavam mutuamente. Em garantia mútua, eu devo apoiá-lo, não importa o quê, para que você não se esqueça que somos ambos impulsionadas por nossos egos, e que temos que transcendê-lo. E você se importa comigo para que eu não me esqueça. É assim que ajudamos uns aos outros, todo mundo faz um esforço, mas o principal é a sociedade; o ambiente que estamos constantemente criando precisa implantar a idéia fundamental de uma garantia mútua dentro de nós, uma preocupação por todos, pensamentos por todos.

Este é o guarda-chuva que abrimos acima de nós. Esta é a nossa única livre escolha: continuar no caminho acima do ego ou continuar escravizados por ele. E a construção de um ambiente é a única coisa necessária; esta é a garantia mútua.

Juntos, nós formamos uma força geral que afeta a todos, não permitindo que a pessoa evite este objetivo, esta mensagem, este método. A pessoa tem que permanecer em união com os outros, como um órgão do corpo que funciona em interacção completa com os outros. Nesse meio tempo, o corpo cresce, novas partes e órgãos se desenvolvem no seu interior, e cada um tem que se incluir no sistema geral. O sistema deve estar preocupado com cada pessoa, nunca permitindo que alguém fuja ou caia.

Embora o ego continue fervendo sob esse guarda-chuva, o nosso nível humano, a nossa auto-consciência e compreensão existem acima dele. Desta forma, nós estamos constantemente acima do nível da resistência do ego, e essa força é chamada de “tela” (Masach) .

Nesta fase, a essência do método não é prejudicar os outros e preservar a unidade, apesar de nosso ego crescente: “Aquilo que é odioso para você, não faça ao seu amigo”. Não se preocupe em fazer o bem, porque você não é capaz disso ainda, mas pelo menos não prejudique ninguém de uma maneira que você odiaria. Esta correção geral é chamada de “peregrinar pelo deserto por quarenta anos”.

Agora nós estamos chegando mais perto da terra de Israel, a próxima etapa da nossa história. Estamos realmente prontos para se tornar uma nação. E é por isso que temos que formar uma conexão entre nós de acordo com um novo princípio. A condição de não prejudicar os outros tem sido alcançada. Todo o nosso ego foi corrigido devido a nossa garantia mútua, a interconexão, o que nos mantém juntos. Sem dúvida, não iremos prejudicar o outro. Depois, vamos chegar à “terra de Israel” e conquistá-la. Para colocar de forma diferente, vamos começar a trabalhar com o nosso ego, para transformá-lo em bem, de modo que a pessoa pode amar ao próximo como a si mesma.

Nós vamos construir o “Templo”, a casa de santidade, porque a obtenção da qualidade de doação, garantia mútua, cresceu graças a isso. “Santidade” é doação, amor mútuo. Durante um determinado período da nossa história nós realmente alcançamos esse estado, em que estávamos conectados uns com os outros como um só homem, como um todo. Nesse estado, nos sentíamos conectados com a natureza, sua eternidade e perfeição.

Mas o programa da natureza é levar toda a humanidade à unidade e garantia mútua, para uma comunidade geral. Abraão só podia cuidar de vários milhares de babilônios, mas os outros babilônios, a humanidade inteira, vai ser cuidada pela nação que inicialmente chegou à garantia mútua.

Mas para que isso aconteça, eles precisam estar nas mesmas condições que Abraão estava na Babilônia. Isso significa que têm que cair de seu grau totalmente corrigido ao grau anterior, passando do “Ama o teu próximo como a ti mesmo” ao egoísmo puro. Mas, mesmo nessa descida, eles mantêm a sua centelha da qualidade de misericórdia e garantia mútua.

Assim, a nação passou da destruição do Primeiro Templo, ao exílio, à queda do grau de “Ama o teu próximo como a ti mesmo” para o nível de “O que é odioso para você, não faça ao seu amigo”, e nesta qualidade, eles construíram o Segundo Templo dentro de si.

Rav Akiva, o grande sábio do período do Segundo Templo, chamou o povo a subir mais uma vez ao nível do “Ama o teu próximo como a ti mesmo”. Mas ele sabia que, ao fazer isso, estava só acelerando a destruição do Segundo Templo, que também foi necessária. O aumento do ego é o que causou a destruição do Segundo Templo; a nação caiu no egoísmo e perdeu sua conexão. Isto é o que é chamado de exílio, não geográfico ou histórico, mas interno, exílio da garantia mútua, a partir da qualidade que uma vez conectou a nação após Abraão construiu-la num todo.

E, desde então, o país esteve no exílio. Este exílio era para ser longo e difícil, porque o mundo inteiro tem que chegar ao mesmo estado que Abraão chegou na Babilônia. E agora, na nossa geração, estamos exatamente no mesmo estado. Nós vivemos em Israel, mas não somos uma nação ainda. Agora temos que nos unir para alcançar a mesma qualidade que Abraão quando ele reuniu uma nação dos babilônios.

Nós recebemos todas as condições necessárias para atingir a garantia mútua de acordo com a nossa raiz, para se tornar uma nação mais uma vez, em vez de estranhos, como um homem com um coração, para amar uns aos outros como a nós mesmos, em garantia mútua, que é o meio exato para alcançar o amor entre nós. A garantia mútua significa que temos que continuar a construir a influência do ambiente, de modo que ele irá manter cada pessoa acima do seu ego. Depois, ao atingir esta qualidade, nós vamos ser capazes de cuidar dos outros babilônios que se espalham por todo o mundo e não aderiram a Abraão.

Não há dúvida de que podemos fazer isso porque todas as outras pessoas se encontram num estado de ruína e desamparo, sem saber o que fazer. Hoje em dia elas também estão começando a entender que o caminho do desenvolvimento não as afastou da Babilônia. Nada mudou, apenas que agora está se manifestando em sua forma verdadeira, de forma mais distinta e clara.

Uma grande devastação está rapidamente se aproximando de nós. Nosso egoísmo está  literalmente nos matando, e nós devemos corrigi-lo. Caso contrário, não vamos mais existir, porque a humanidade está se devorando por dentro, enquanto a natureza está nos empurrando por fora, uma vez que estamos nos comportando como um órgão que é alheio ao seu corpo. É por isso que continuamos a receber mais golpes a cada dia.

Portanto, não há outra saída; nós temos que perceber esta garantia mútua entre nós. Nós temos os meios, a energia e o método que nos foi passado desde o tempo de Abraão. Vamos torcer para que sejamos capazes de cumprir a tarefa, que o mundo vai entender qual o nosso propósito e porque somos diferentes.

Embora sejamos odiados pelas nações, isso é apenas porque até agora temos sido incapazes de passar o método de correção para elas. Em primeiro lugar, elas têm que se conscientizar do mal, de modo que terão a capacidade de concordar com isso, sem ter outra escolha. É por isso que nós tivemos que esperar até a nossa hora para revelar o método de garantia mútua e entender como realizá-lo, como levar toda a humanidade à harmonia com a sua natureza interior. Ao fazer isso, vamos todos nos elevar sobre o nosso ego geral e atingir um grau mais elevado do que antes, porque agora toda a humanidade será como um todo.

Como órgãos num só corpo, vamos atingir o nível “humano” da existência, o nível de “humano” (Adão). Vamos entender o objetivo da natureza, todo o processo, e ir além do horizonte para o estado perfeito. Afinal de contas, nós estamos nos aproximando de uma vida perfeita, uma sensação de eternidade, inerente à própria natureza. Diante de nós há uma bela meta permitindo a cada pessoa a oportunidade de se realizar perfeitamente, através do investimento nos outros, conectando-se com eles, e através da implementação de todas as suas qualidades e habilidades naturais. Não há supressão ou limitações, e há apenas uma condição: dar tudo aos outros como uma célula num corpo, e então você será recompensado com a vida de todo o corpo.

Uma Pílula Contra O Amor

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (Theory and Practice): “O amor nem sempre é bom; ele pode causar a dor da perda, provocar violência. Em termos da fisiologia cerebral, o amor é apenas um processo hormonal que pode ser controlado pelo desejo!

“O desejo de se livrar do amor ocorre quando esse sentimento é semelhante a uma doença.

“O amor, que pode unir as pessoas e aproximá-las para dar à luz e criar filhos, é a base da sobrevivência da espécie. Ele ativa: 1) o desejo sexual, 2) a simpatia e 3) a conexão.

1) O desejo sexual nos leva a se unir com potenciais parceiros, 2) a simpatia permite que você escolha o mais adequado dentre eles, 3) a conexão ajuda a criar um relacionamento de longo prazo e nos dá a força para trabalhar até que o dever dos pais seja cumprido.

“O trabalho de cada um dos três sistemas é baseado nos hormônios produzidos pelo corpo. A atração sexual é associada ao estrogênio e testosterona – hormônios sexuais nos homens e mulheres.

“A capacidade de avaliar a atratividade vem do prazer e dos hormônios do estresse (dopamina, serotonina, adrenalina), que nos orientam para o objeto do desejo, causando uma sensação de excitação em sua presença.

“O afeto nasce da ação de neuromoduladores (oxitocina e vasopressina); eles nos inspiram com uma sensação de calma e confiança, facilidade nos relacionamentos.

“Porém, visto que estes três subsistemas operam simultaneamente, nós podemos desejar um parceiro, considerar o outro atrativo, manter um relacionamento contínuo com um terceiro.

“A testosterona cria apego, e a ocitocina liga o apego à atração – de modo que o mais favorito é aquele que está mais próximo.

“Nos primeiros meses, o amor se assemelha ao transtorno obsessivo-compulsivo. Mas um ano depois, os níveis de serotonina voltam ao normal, e a idealização do parceiro desaparece.

“Os hormônios que são responsáveis ​​pela fixação e redução do estresse (vasopressina, ocitocina e dopamina) são produzidos durante o toque, abraço, sexo, amamentação. Eles mantêm os casais juntos, as mães e seus filhos”.

Meu Comentário: A principal coisa é não interferir em um processo natural com comprimidos. A educação em sintonia com as boas relações globais, como a sabedoria da Cabalá nos ensina, vai equilibrar a secreção de hormônios e levar a melhores relacionamentos de amizade, amor e família.

A Europa Enfrenta Uma “Década Perdida”

laitman_231_01Opinião (George Soros, Financista, Le Monde): “Para os bancos, o grande problema… vai ser a próxima crise de crédito. A zona do euro e a moeda única europeia estão em risco; seu colapso seria um desastre para a UE e o mundo.

“A Europa chegará à criação de eurobonds, uma maior integração econômica e coordenação fiscal. Nós precisamos dar um novo impulso à ideia de uma Europa unida! Nós estamos testemunhando o nascimento de uma atitude hostil em relação à Europa. Soluções puramente nacionais levarão à dissolução da ideia europeia”.

Meu Comentário: Os financistas sugerem, mas a natureza tem seu próprio plano e tudo se move rumo à integração ao longo de seu caminho, não através dos capitalistas se unindo, mas da unidade necessária de pessoas num único organismo. A crise vai obrigar toda a humanidade a se unir, e não por uma questão de ganho material, mas por causa de uma vida equilibrada dentro de limites razoáveis ​​de consumo na comunidade mundial.

Altruísmo Das Células

Laitman_509Pergunta: Eu não consigo encontrar nenhum material que fale sobre as células que destroem a si mesmas para salvar todo o corpo. Em que fatos você confia, exceto a sabedoria da Cabalá, quando fala sobre esse acontecimento?

Resposta: Eu me refiro a uma conversa entre Sergei Keslev (Diretor do Laboratório de Tecnologia Celular do Instituto Geral de Genética da Academia de Russa de Ciência), Uri Penzion (Diretor do Laboratório do Instituto para Problemas na Transferência da Ciência) e Valdamir Bogterev (Presidente Assistente da Associação de Citologia Clínica):

“… Como se vê, uma célula nunca morre sem razão… Quando ocorrem quaisquer alterações numa célula, um mecanismo especial repousa nela que conduz a isso. Para dizê-lo de forma grosseira, ‘Hara-Kiri’. Esta é uma das nossas ferramentas de defesa mais importantes.

“Se ela entende que algo não está certo, então, por interesse do corpo em geral, ela termina a sua vida se suicidando?

“Sim, esse é o significado, o suicídio em prol da sociedade, como no Japão, na Idade Média. Em geral, essa é uma das descobertas impressionantes que foram feitas recentemente. Além das características regulares da célula de se dividir, se separar e mudar sua estrutura, há outra coisa importante: ser morta”.

A Sabedoria Da Cabalá – Um Prefácio Ao Sistema Da Doação Mútua

Laitman_115_05Pergunta: Eu leio o Estudo das Dez Sefirot com você, mas não entendo nada, embora, por vezes, quando junto as definições em imagens e diferentes conexões, recebo algum tipo de esquema. Será que estou fazendo a coisa certa?

Resposta: Imagine que você é um alienígena que chegou do espaço sideral e lhe dizem sobre as relações entre as pessoas: estas são conexões com fio e não cabe a nós quem serão os nossos pais, quem vamos encontrar, e quem controla o nosso destino. Nós estamos todos intimamente conectados num único sistema, como nós numa rede.

Nesta rede nós tratamos uns aos outros egoisticamente; como resultado, a conexão entre nós é mínima e nós a sentimos como nossa vida (como este mundo). Aos poucos, nós desistimos de nossos desejos não realizados e da ideia de que eles podem ser preenchidos com qualidade, quantidade e compreensão, e que eles nos permitirão sentir qualquer coisa acima de nossa vida.

Mas tudo depende de quão conectados nós estamos, quão bom são os nossos relacionamentos e de como preenchemos mutuamente um ao outro, apesar do sentimento mútuo de rejeição inicial. Nós estamos incorporados nesta rede de doação mútua e amor na qual a nossa única liberdade de escolha, a nossa única ação verdadeira, é preencher um ao outro, apesar do fato de que cada um de nós só quer satisfazer-se à custa dos outros.

Todas as nossas outras ações, quando preenchemos a nós mesmos, não são levadas em conta como ações. Nós somos punidos por elas, para que possamos entender quão desesperadas elas são. Mas nós somos punidos sutilmente, de modo a não nos privar de nosso livre-arbítrio, de modo que fiquemos mais sábios e entendamos a conexão entre nós e queiramos cumpri-la por nós mesmos, primeiro por necessidade e, depois, por vontade própria, por amor.

Os livros autênticos de Cabalá nos falam sobre os tipos de conexões entre nós e sobre a nossa forma de preencher o outro, que é a nossa participação neste sistema: como usá-la de modo que cada um de nós possa doar mais e preencher mais os outros. Assim como existem conexões e condições sem fim nas relações entre nós neste mundo, o mesmo ocorre no sistema superior. Mas isso é percebido em nossos sentidos como uma introdução para uma nova sociedade, quando você é apresentado a seus membros e seus relacionamentos.

Eu sou um desejo egoísta, uma alma que quer se corrigir e que está pedindo o nível superior, Malchut de Atzilut, para isso. Malchut de Atzilut se volta a ZeirAnpin com o meu pedido, e este se volta a Aba e Ima, e, assim, todo o sistema é ativado e estimula o poder de correção que eu preciso e leva-o até mim. Então, como resultado do poder que eu recebo, eu me torno justo e posso doar ativamente, o que significa participar da conexão geral da “sociedade” do mundo superior. Eu atinjo o significado e todas as ações desse sistema, seu pensamento, plano e objetivo e, gradualmente, me torno como ele, eterno e infinito.

O Interruptor Da Percepção

Laitman_131Pergunta: Na sua opinião, qual é o ponto mais difícil da subida para a revelação do mundo superior para o Cabalista novato?

Resposta: O maior desafio, eu diria, é a revolução na compreensão de mim mesmo e do mundo, que acontece em mim quando eu percebo que toda a diferença entre este mundo e o mundo superior está só na minha percepção, a minha atitude em relação ao mundo.

Quando eu me relaciono com isso naturalmente, com o modo que nasci, egoisticamente, o mundo que eu percebo é chamado de “este mundo”.

E uma vez que todas as pessoas o percebem desta forma, chamamos isso de “nosso mundo”.

Quando eu trato o mundo como se ele e eu fôssemos a mesma coisa, com amor e doação, então o mundo que eu percebo e sinto, neste caso, é chamado de “superior”, “espiritual”, e “futuro” no que diz respeito à minha percepção anterior, prévia.

Assim, o entendimento de que há apenas um “interruptor” da percepção, e ele está dentro de você – “os desejos e pensamentos para mim mesmo” é “este mundo”, e “os desejos e pensamentos para os outros” é “o mundo superior” – eu considero esta compreensão a mais difícil na vida de uma pessoa.

É impensável imaginar isso, e sentir isso de modo que se torne “seu” é tão difícil, leva muitos anos, e em minhas observações, dezenas de anos!

Nós podemos fácil e naturalmente imaginar “outro mundo” como existindo fora do nosso mundo, do universo, ou além dos limites de nossa vida, após a morte. É natural imaginá-lo como a Terra, ou sob a forma de outras criaturas e imagens, mas não como o que aparece na minha percepção como os objetos e as pessoas que me rodeiam, como as minhas partes, como partes de mim.

Não podemos aceitar isso mesmo que tenhamos repetidamente ouvido e lido que a diferença entre os mundos está na nossa atitude em relação ao ambiente: em relação a mim – eu sinto este mundo, e longe de mim – eu sinto o mundo superior.

Nós estamos tão acostumados, enraizados na sensação do mundo circundante como uma realidade firme e imutável, que não podemos imaginar que tudo depende da nossa atitude para com ele.

A Cabalá diz que eu percebo o mundo dentro de mim, e que ele não existe fora de mim. Daí, eu “descubro” que tenho que mudar apenas a mim mesmo. Mudar a mim mesmo não significa mudar meus desejos e qualidades, mas a minha atitude para com o mundo, minha intenção, como usá-la, ou seja, usar a mim mesmo e o meio ambiente em relação a mim mesmo (para mim) ou longe de mim (para o bem dos outros).

Eu levei muito tempo para formar esse interruptor dentro de mim. Mas depois que você o sente como existindo, você trabalha com ele. Mudá-lo de “em relação a mim” para “longe de mim” se torna a única coisa importante na vida. O verdadeiro trabalho espiritual começa aqui: auto-análise e ação de correção.

Hoje, esta revolução na consciência acontece no mundo todo; todos devem sentir essa opção dentro de si, e visto que essa percepção ocorre nas massas, será relativamente fácil para cada pessoa.

O Mundo Está Numa Crise De Confiança

laitman_272Opinião (Yaroslav Romanchik, presidente do Centro de Pesquisa Científica Mises): “O dinheiro não pode comprar o amor – um bem insubstituível para manter as famílias felizes. Bem-estar econômico não é suficiente para isso. Nós precisamos de confiança, que não pode ser comprada com dinheiro. A confiança só pode ser formada e ‘montada’ com cuidado a partir de minúsculos grãos sob controle cauteloso do senso comum e um coração generoso. A confiança é especialmente necessária para superar a crise.

“Um marido não pode repor a falta de confiança simplesmente assinando um cheque para sua esposa. Quando o negócio está em crise, o mero aumento da linha de crédito não vai resolver o problema; pelo contrário, ele provavelmente irá agravar a situação.

“Obviamente, os governos não podem se livrar de crises aumentando os empréstimos, vendendo a “prata de sua casa” e/ou reduzindo as receitas nacionais.

“Nós estamos precisando de muita confiança: entre investidores e bancos, instituições financeiras e mutuários, empresas e autoridades, cidadãos e governos, consumidores e fabricantes, pessoas comuns e líderes políticos, público em geral e empresas, meios de comunicação, organizações comunitárias, etc. A fim de sair da crise, nós precisamos de autoridades morais poderosas. A lista das pessoas mais influentes não coincide com a classificação das pessoas mais ricas publicadas na Forbes -500”.

Meu Comentário: As pessoas não vão confiar umas nas outras se forem regidas pelo egoísmo; cada um de nós deseja o bem apenas para si mesmo. Só o medo de que vamos nos prejudicar ainda mais nos impede a destruição mútua. Nós podemos confiar apenas naqueles que nos amam, como crianças nos braços de suas mães.

Se sob a influência de uma educação integral, nós conseguirmos transformar em amor o nosso inexplicável (natural) ódio pelo outro, então isso, no final, irá descer ao nosso mundo. A natureza preparou o método deste processo para nós. A questão é se isso vai acontecer antes ou depois de admitirmos nosso ódio  mútuo infundado.

A História Da Humanidade: O Desenvolvimento Da Garantia Mútua (Arvut) – Parte 3

Laitman_051A Base do Arvut na Natureza

Onde nós podemos encontrar essa abordagem? Ao estudar a nós mesmos, nós podemos observar quão inteligentes fomos criados; todos os nossos órgãos e sistemas dentro do nosso corpo são completamente interconectados. Nem um só sistema, órgão ou célula em um corpo existe por si mesmo; tudo é dirigido para as necessidades do corpo. Apesar de todas as partes do corpo estarem no nível animal de existência, ao se conectar criam um nível mais elevado de desenvolvimento, o “homo sapiens”. Quando todas essas partes trabalham em harmonia, elas sobem mais alto do que o nível animal, acima do corpo vivo.

Se fizéssemos essa analogia com a sociedade humana, é assim que nós precisamos existir. Mesmo dentro do corpo, cada órgão é egoísta e quer existir por si só, mas ele “sabe” que a vida só é possível quando todos os órgãos interagem juntos, quando cada um cuida do resto. É por isso que o coração fornece sangue, os pulmões fornecem oxigênio, os rins e fígado limpam o sangue e o cérebro “monitora” tudo isso. Em essência, cada órgão está preocupado em servir os outros, em vez de si mesmo. Esta é a “garantia mútua” dentro do nosso corpo.

Em nosso corpo isso acontece naturalmente, mas na sociedade nós temos que formar conscientemente essas relações. É por isso que não devemos destruir o mal dentro de nós; nós apenas temos que colocá-lo para um bom uso, em benefício de toda a sociedade.

Nós precisamos mostrar a cada pessoa, cada grupo, cada setor da sociedade, cada escola de pensamento ou movimento, como a pessoa pode usar suas qualidades para beneficiar toda a sociedade, e, assim, as pessoas vão ver que, ao ajudar os outros, podem se realizar plenamente. Então as nossas diferenças e contrastes se conectam; nós subimos à próxima dimensão, e começamos a entender toda a natureza, a sua finalidade, programa e objetivo. Assim, nós podemos revelar a ciência de uma ordem superior.

A História Da Humanidade: O Desenvolvimento Da Garantia Mútua (Arvut) – Parte 2

Laitman_049_03As Raízes do Arvut

Os seres humanos têm uma tendência a criar uma sociedade unida, como uma família. Nós todos viemos de uma pequena tribo/família que apareceu no curso da evolução e que de forma aleatória se desenvolveu egoisticamente ao ponto em que as pessoas deixaram de sentir que pertenciam a uma mesma família.

A primeira vez que a sensação de afastamento apareceu foi a cerca de 3500 anos atrás na antiga Babilônia (Mesopotâmia); pessoas se sentiam inicialmente como uma família, mas depois subitamente pararam de ver o outro como parente. Elas eram como uma família, uma nação, falando uma linguagem, compreendo e sentindo uma a outra, mas num curto espaço de tempo começaram a sentir uma rejeição mútua que apareceu entre elas. Seu desejo de construir uma “torre que alcançasse o céu” simbolizou seu ego aumentado.

Elas revelaram o desejo de governar a natureza em vez de adorar de ídolos, árvores e as forças da natureza. Antes elas sentiam como se fossem parte da natureza, mas, de repente, houve um forte desejo de ter controle sobre ela. As pessoas já não se sentiam como uma família, cada pessoa sentia: eu, tu, ele, ela, eles, nós, e os estranhos. Esta separação se transformou em ódio mútuo chamado “idiomas misturados”, e, como resultado disso, elas pararam de se entender. É por isso que o homem de repente parou de entender o seu vizinho e tinha o desejo de usar os outros para seu próprio benefício.

Depois, um dos sacerdotes, uma figura pública e professor chamado Abraão ponderou sobre isso, “O que está acontecendo com as pessoas e com toda a sociedade?” Ele percebeu que este era um período de transição, que uma nova etapa do desenvolvimento humano estava emergindo. Antigamente, as pessoas existiam dentro da natureza, contidas em seu sistema geral. Elas se sentiam como parte integral dos níveis inanimado, vegetal e animal da natureza.

Mas, de repente, já não se sentiam como parte da natureza, uma parte do sistema global, integral. As pessoas se sentiam isoladas e se percebiam como existindo separadamente do resto.

Elas não queriam mais estar conectadas. Cada pessoa começou a se sentir-se como oposto à natureza e não estava disposta a observar a sua lei de interconexão universal.

No entanto, para que a humanidade exista em equilíbrio e harmonia com tudo o que nos rodeia, esta lei deve ser observada. Se quebramos esta condição obrigatória, caímos em lutas, guerras e destruição; a natureza nos parece mais cruel.

Então Abraão começou a procurar respostas, “O que podemos fazer? Nós temos que nos reconectar. Como podemos manter essa conexão? Como podemos permanecer como uma família, uma nação, uma pequena civilização?” E Abraão disse: “Nós não devemos concordar com o que está acontecendo. Vamos permanecer como uma família, apesar das mudanças dentro de nós”.

Em seguida, ele explicou às pessoas que a crescente inclinação ao mal era uma nova força da natureza. Durante a nossa evolução, na medida em que nos desenvolvemos como uma sociedade humana, nós nos separamos dos níveis inanimado, vegetal e animal da natureza. Mas o nível humano começa a partir do ponto da revelação do egoísmo, os desejos de se elevar sobre a natureza.

Mas, por outro lado, Abraão compreendeu e explicou que o ego crescente é útil, porque ao subir sobre ele, mantendo a conexão original com os outros, eles criam uma conexão nova, mais forte com a natureza. Para que essa unidade seja bem sucedida, a “garantia mútua” (Arvut) é necessária. Se criarmos uma rejeição mútua, mas decidirmos “agir contra o egoísmo que nos separa”, vamos nos unir acima dele, criar um “guarda-chuva” (tela, Masach), elevar-se sobre este “guarda-chuva”, e construir nossas interações, a sociedade e a vida sobre ela. Desta forma, vamos construir a correta “torre para o céu” em vez de uma egoísta, e vamos subir sobre o nosso ego cresce a cada momento.

Ao realizar esta ascensão, vamos continuar a estudar o nosso ego crescente, nossa inclinação ao mal, e aprender a superar isso juntos. Além disso, desta forma vamos conhecer a própria natureza, sua força geral. Vamos entender por que ela cultiva e desenvolve a humanidade de tal forma que é diferente de suas outras partes onde a força da separação e do ódio não vão crescer.

Assim, Abraão descobriu que há um programa especial dentro da natureza que injeta a inclinação ao mal em nós, manifestando-se como rejeição mútua para que nos conectemos acima dela e atinjamos o plano da natureza. Então, vamos adquirir uma mente, nos tornar sábios como a própria natureza, e receberemos a força que criou a matéria, que a move sob um caminho certo, rumo a um determinado objetivo.