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A Machsom É Uma Barreira Psicológica

Dr. Michael LaitmanA Machsom (Barreira) é um ponto psicológico: até ele eu trabalho só para meu próprio prazer, e depois dele para o prazer do Criador ou do próximo, alguém fora de mim. Isto é o que eu tenho que alcançar.

Esta fronteira, este grau, é chamado de Machsom. Essa fronteira entre o nosso mundo e o mundo espiritual é simplesmente psicológica. Se eu cuido de mim, mesmo que ao mesmo tempo eu esteja aspirando ao Criador, à espiritualidade, mas ainda assim agindo para mim, este meu estado está atualmente abaixo da Machsom e é chamado de “Lo Lishma”. Se eu conseguir pensar apenas no prazer do Criador, de modo que todo o prazer não seja para mim, então, eu, meus desejos e intenções, já estão além da Machsom e este meu estado é chamado de “Lishma”.

A Machsom é um ponto psicológico que eu tenho que atravessar, e daí eu vou estar na espiritualidade, na intenção de doar. Depois, quando estiver fora da Machsom, eu tenho que subir cada vez mais meus desejos e intenções acima da Machsom.

Ou você também pode colocar desta forma: junto com o ego crescente em mim, junto com todos os prazeres crescentes, eu elevo mais alto o ponto da minha Machsom, enquanto que, com base no desejo de sentir prazer, ela se revela como a inclinação ao mal, passo a passo, eu elevo o ponto da Machsom até Ein Sof até que todos os meus desejos realmente sejam para a doação.

O importante não é como você colocou: elevar as intenções acima da Machsom ou elevar a condição da Machsom até Ein Sof; o que importa é que eu estou trabalhando para corrigir a intenção de utilizar os desejos crescentes não para mim, mas para outros/o Criador.

Anulando-Se Diante Do Poder Do Amor

Dr. Michael LaitmanEscritos do Rabash, Volume II, Carta 40: E quando a pessoa começa a sentir o amor de seu amigo, a alegria e o prazer imediatamente começam a despertar nela, pois a regra é que a novidade entretém. O amor de seu amigo por ela é uma coisa nova, porque ela sempre soube que era a única que cuidava de seu próprio bem-estar. Mas no momento em que ela descobre que seu amigo se preocupa com ela, isso evoca dentro dela uma alegria imensurável, e ela não pode mais cuidar de si mesma, pois o homem só pode se esforçar quando sente prazer. E já que ela está começando a sentir prazer em cuidar de seu amigo, ela naturalmente não consegue pensar em si mesma.

Nós vemos isso na natureza: há amor até que o anseio se torna insuportável …

Existem Reshimot (reminiscências) em nós, lembranças do vaso geral da alma. Toda a realidade que nós sentimos e até mesmo as partes que não sentimos estão em nós e fazem parte do vaso, assim como era antes da quebra dos vasos. Assim, no momento que a pessoa sente o amor que alguém sente por ela, não o amor egoísta que conhecemos em nosso mundo, mas um amor que vem da altura da alma geral corrigida, da fonte corrigida, a Reshimo do vaso geral, que é percebida como externa, é imediatamente evocada nela.

Assim, a pessoa imediatamente sente que esta força vem de outro mundo, de um estado superior, e seu amor próprio é anulado. Ela não consegue permanecer no estado de amor próprio e está pronta para dar a sua alma à nova inclinação, à conexão que lhe é externa. Isso ocorre desta forma porque o vaso externo é que é o vaso real, geral e superior, em comparação com o amor próprio individual e egoísta que a domina agora.

A pessoa se anula diante deste poder. Se ela sente que é amada e que a inclinação a amar espiritualmente alguém que lhe é externo é subitamente evocada, então, o amor próprio animal do corpo desaparece. É porque a pessoa sente que o grande vaso geral é muito maior do que o pequeno vaso individual, e por isso ela se anula diante deste amor.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 02/10/12

A Vida Ensina

Dr. Michael LaitmanNas notícias (do The Guardian ): “Cenouras encaroçadas, batatas frouxas, abobrinhas e couves-flores descoloridas vão voltar às prateleiras dos supermercados depois de um dos piores períodos de crescimento obtido pelos agricultores em décadas. …

“Na quinta-feira, a Sainsbury relaxou as suas regras sobre a aparência estética de produtos frescos e permitiu que frutas e legumes, que normalmente seriam arados novamente nos campos, fossem vendidos em suas 1.012 lojas”.

“Uma pesquisa realizada ano passado pela agência do governo responsável pela redução de resíduos, Wrap, mostrou que a recessão incentivou supermercados e famílias a jogar menos comida fora. De acordo com a Wrap, famílias britânicas rejeitaram quase 7,2 milhões de toneladas de alimentos no ano – uma redução de 13% ou 1,1 milhões de toneladas a partir de 2007”.

Meu comentário: Assim, nós poderemos gradualmente chegar ao consumo razoável!

Anulando-Se A Fim De Nascer

Dr. Michael LaitmanPergunta: Em março você disse que até o final do verão nos certamente faríamos um avanço para a espiritualidade. O verão acabou. Você diz que tem um problema com as coordenadas. Qual é o seu próximo prognóstico?

Resposta: Eu acho que o ponto que alcançamos hoje nos dará um forte impulso para~nos anularmos. Afinal, é aí que reside o problema. Se eu sou capaz de fazer alguma coisa, então eu estou acima da Machsom. Eu acho que a sensação que recebemos no Congresso nos dá essa base. Agora, parece-me que tudo o que temos a fazer é dar mais alguns empurrões. Até que isso ocorra, eu espero que tais estados surjam a qualquer momento, mesmo durante a lição matinal. Mas eles devem vir de uma forma crítica; deve haver as dores do parto. Isso é o que está faltando. O nascimento está parado.

Da “Lição Virtual sobre Fundamentos da Cabalá” 23/09/12

Na Espiritualidade Todos São Iguais

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando eu estou sentada num círculo com outras mulheres, elas são o meu grupo? Eu devo juntar meus pensamentos à parte dos homens durante o workshop das mulheres?

Resposta: Por que você tem que pensar nos homens? Não importa se é um homem ou uma mulher diante de você. Eles são os amigos com quem você está se comunicando agora.

E se pudéssemos transpor o gênero (sexo) e não víssemos essa divisão? Na minha frente está apenas um desejo, e este desejo transmite seus pensamentos a mim. Então, não haveria nenhum problema. Que tipo de mulheres e homens você está falando? É apenas a fisiologia mais inferior e nada mais.

Eu não acredito que as mulheres possam compreender assuntos espirituais menos do que os homens. Se elas realmente querem se elevar, elas podem fazê-lo, mas elas têm outro problema: por alguma razão, elas pensam que não são capazes. Isso empurra para baixo.

Se fosse possível anular a sua aparência para que isso não interferisse, eu acho que haveria muitos parceiros iguais entre as mulheres. Eu conheço essas mulheres.

Da “Lição Virtual sobre Fundamentos da Cabalá” 23/09/12

Superando O Auto-Engano

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós estamos falando de uma pessoa que está conectada ao grupo. E a pessoa na rua que vê, sente, reage, e escolhe? Isso é uma superposição de todos os desejos, o resultado coletivo de toda a pessoa, todo o desejo mundial?

Resposta: Depende da localização do observador.

Se o observador sou eu, eu posso dizer que tudo o que vejo em torno de mim agora é uma manifestação do Criador. Por um lado, é Ele quem brinca comigo desta forma. Por outro lado, tudo o que eu sinto fora de mim é parte da minha alma. O que eu sinto em mim é meu Eynaim Galgalta, e tudo o que sinto fora de mim são minhas partes que ainda não consigo conectar a mim porque entre eu, a minha parte interior, e as partes fora de mim, há o egoísmo que não me deixa percebê-las corretamente.

Ou seja, a minha alma geral foi quebrada em duas partes, e uma das partes eu percebo como minha, e a outra parte não. Eu não sinto que ela é minha. Pelo contrário, sinto-a como oposta a mim, eu a odeio, não gosto, não quero senti-la como minha.

Esta visão foi criada em mim artificialmente. No entanto, eu preciso encontrar o caminho para senti-la como minha. Na verdade, ela é minha, mas eu a vejo de modo tão estranho que machuco àqueles que estão ao meu redor, todos os tipos de objetos inanimados, vegetais, animais e humanos, e desfruto prejudicá-los. Como pode ser? O superior sou eu, mas quanto mais eu os submeto e uso (a minha parte externa pela minha parte interna), mais confortável, melhor e mais feliz eu me sinto; eu gosto disso.

Este é um terrível engano. Então, a pessoa começa a revelar que por machucar a todos e, assim, perturbar o equilíbrio no mundo, ela fere os elementos mais próximos a ela, aqueles que estão muito mais próximos dela do que seus filhos, do que ela mesma. Na realidade, estes são os Kelim (vasos) que são mais caros para nós. É uma condição horrível chamada “tormentos do inferno”. Mas depois a sua redenção dá à pessoa novas oportunidades.

Portanto, tudo depende de como eu olho para o que está fora de mim mesmo: ou de acordo com o princípio “Não há ninguém além Dele”, ou como partes da minha alma, que, em princípio, é a mesma coisa.

Quando a pessoa se conecta ao método Cabalístico, quando ela vai ao Criador e se une com todos os outros, isto é, com todo o universo e o Criador, então, naturalmente, tudo se torna um: era o Criador diante de mim e Ele me mostrou que tudo aquilo era partes minhas.

Da “Lição Virtual sobre Fundamentos da Cabalá” 23/09/12

Uma Centelha Que Penetrou Do Andar Superior

Dr. Michael LaitmanTodo o nosso caminho destina-se a sairmos do nosso ego, o único atributo coletivo em que vivemos e que nos tranca dentro desta pequena bola onde sentimos a realidade deste mundo. Para começarmos a gerir a nós mesmos, nós precisamos de outra força além do nosso desejo de desfrutar: o desejo de doar. Com estas duas forças, nós já podemos começar a agir.

Isso significa que não temos a força de doação que vem da força geral, do Criador, do atributo de doação, que é a natureza real. É por isso que a palavra “Criador” em Gematria é “natureza” (em hebraico). E o nosso desejo de desfrutar não existe na natureza, mas é externo a ela.

Todo o nosso trabalho e nosso objetivo é atingir o desejo de doar. Graças a isso, nós somos incorporados ao Criador, adquirimos o livre arbítrio entre essas duas forças, e podemos nos assemelhar a Ele, o que é chamado de nível humano: o nível de Adão.

Nós só podemos alcançar o poder de doação através da conexão no grupo, que é um modelo de como devemos realizá-la. No grupo nós sentimos o quanto precisamos da doação, ou o contrário, como ela é desnecessária para nós e como ela é odiosa, uma vez que é oposta à nossa natureza.

Assim, nós começamos a trabalhar artificialmente e gritamos como crianças que demandam coisas que não merecem. Mas as crianças usam nosso amor paternal e nós ainda cedemos e fazemos o que elas querem, embora saibamos que isso é apenas um choramingar infantil.

A mesma coisa acontece conosco. Se também pedirmos egoisticamente pela doação, embora ninguém precise dela, e “incomodarmos” o superior com nosso clamor: “Dê-nos, dê-nos”, como crianças irritantes, acabaremos recebendo-a pouco a pouco e, gradualmente, seremos impressionados por ela. Além disso, nós somos impressionados por nossas ações e ao agir querendo doar. Assim, no final, nós realmente começamos a desejá-la.

Assim, nós somos impressionados um pelo pela grandeza da doação e espiritualidade, embora realmente não vejamos nada de bom, grande e valioso no desejo de doar, mas sim o contrário. Isto significa que estamos agimos como num teatro, e por esta ação nós nos desenvolvemos; nós estamos numa mentira intencional e é claro para nós que todas as nossas orações são falsas e nossa atitude não é real.

Nós estamos conscientes disso, nós sabemos e declarar isso abertamente, porque essa é a única oportunidade que temos de nos livrarmos do estado em que estamos agora. Por esta atuação, nós construímos a nós mesmos sob as condições do estado atual, a fim de chegarmos à doação a partir do desejo de desfrutar.

A alavanca através da qual podemos fazer isso é baseada numa centelha espiritual, o ponto no coração, com o qual podemos começar a agir. Ele é um ponto minúsculo no coração, que nós percebemos e começamos a desenvolver. Se nós o percebemos como uma extremidade de uma corda, que foi lançada para nós, podemos nos elevar acima do nosso desejo egoísta até o desejo de doar, como se subíssemos pelo teto e penetrássemos no segundo andar através de um pequeno buraco no teto. Depois, com a ajuda desta corda, nós puxamos todo o nosso desejo de desfrutar, que preenche todo o andar inferior e, gradualmente, o transferimos para andar superior: subindo de Malchut à Bina.

A centelha que foi inserida em nós é a centelha de Bina que caiu sobre nós do segundo andar através do buraco no teto. Por aquele buraco nós podemos passar para o segundo andar e depois puxar toda a nossa Malchut de lá.

Deve ficar claro para nós que estamos trabalhando com atributos egoístas. Nós estamos apenas jogando com a doação e não imaginamos que já somos justos. Se nós ainda não sabemos quem realmente somos, nós, sem dúvida, sabemos que a principal coisa é não temer a verdade.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 07/09/12

A Fonte De Recursos Infinitos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós sempre falamos da natureza usando termos como “natureza, relações equilibradas, harmonia com a natureza”, e assim por diante.

Mas se olharmos para o progresso humano, considera-se que ele resultou da oposição do homem à natureza, das tentativas do homem em resistir às forças da natureza, de tentar sair natureza e, assim, desenvolver-se. Diante disso, de que harmonia com a natureza nós estamos falando?

Resposta: Nós não estamos falando do desenvolvimento egoísta, mas do desenvolvimento altruísta, em concordância com a força dominante da natureza. Aqui não temos oposição.

Primeiro, nós temos que começar a trabalhar não contra a natureza, mas “para” ela. Assim, mecanismos totalmente novos podem surgir que operam numa energia totalmente diferente. Eles não necessitam das fontes antigas de energia, mas sim funcionam no que eles próprios geram. Isto é, nós podemos descobrir essas propriedades e oportunidades na natureza, onde tudo ocorre sem uma perda, porque não temos que estar em constante oposição com alguma coisa.

Afinal, o nosso desenvolvimento egoísta ocorreu contra a natureza e, portanto, nós estamos constantemente avançando em oposição. Nós conquistamos a natureza, nós a mudamos à força, e nos consideramos grandes e poderosos.

E aqui, ao contrário, nós começamos a usar a integralidade da natureza, e de acordo com ela, em harmonia com ela, em equivalência com ela, nos alimentamos desta integralidade. Como resultado, nós recebemos a fonte natural de recursos infinitos da natureza e nossa vida muda completamente. Nós não vamos produzir tudo com o suor do nosso rosto como nos processos atuais, pois eles serão totalmente diferentes.

As pessoas vão começar a revelar a força da vida, preenchida com energia, não através do que se consome (farinha, carne, etc.), mas através de um campo completamente diferente. A pessoa começará a revelar dentro de si a oportunidade de ser satisfeita pela vida. De repente, nós vamos encontrar satisfação no próximo nível, não no nível do corpo animal, mas no nível “Humano”.

Porque na natureza existe o próximo nível, que é chamado de “pessoa sábia.” E onde está essa pessoa sábia? Nós, por natureza, fisiologia e comportamento, somos uma extensão do mundo animal. Há a natureza inata, vegetal e animal, mas nós ainda não atingimos o nível “Humano”.

O Humano é aquele que vai estar totalmente adaptado à imagem integral da natureza, que existirá num estado de união e de harmonia com a natureza, porque ele vai ter um entendimento, sentimento, conhecimento, realização e controle desta conexão.

De KabTV, “Mundo Integral: Fórmula de uma Sociedade Integral” 01/07/12

Eu Não Quero Amaldiçoar O Criador!

Dr. Michael LaitmanEm alguns estados, o superior mostra o seu lado inverso de tal maneira para que eu participe. Assim como um pai para um filho, ele me mostra como jogar. Ao se rebaixar ao nível da criança, o pai parece um pouco mais inteligente e mostra ao filho uma pequena diferença entre o que ele é e o que ele deve ser. Este é o lado inverso do superior, não um pai em toda sua altura, mas a diferença entre o estado atual da criança e o estado quando ela subiu um pequeno passo acima.

Nós podemos dizer que o Criador mostra o quadro atual do mundo para a pessoa como a uma criança, ela supera os obstáculos, levando este jogo a sério. No entanto, isto depende da pessoa. Se ela sente que está em ocultação simples, que tudo vem do Criador, como resultado do passado ou como uma pré-condição para o futuro, quando sucessivamente ela vê que não pode ter sucesso, então surge a pergunta: Como ela pode superar isso?

Primeiro de tudo, será que devemos pedir pelo sucesso? Claro que não, porque, então, a pessoa iria usar apenas seu desejo normal, egoísta, e se distanciaria do Criador.

Talvez, eu deveria orar ao Criador para que Ele não enviasse sofrimentos pelos feitos passados ​​ou para a recompensa futura? Não, porque esta oração seria atribuída ao interesse pessoal. Ela não foi projetada para correção.

Em ambos os casos, a pessoa parece dizer ao Criador, “Você me aproximou de você. Você faz brilhar a Luz mais forte em mim agora, e nela, eu me sinto mais fraco, falho e corrupto. Então, tome a sua Luz de volta, para que eu possa me sentir melhor!”.

Na realidade, nós precisamos pedir a correção, “Eu concordo com tudo que você me ensina. Esta não é a questão. Deixe-me experimentar dificuldades e problemas se isso for a favor da correção. Mas isso me dói e eu amaldiçoo Você em meus sentimentos, querendo ou não: o aviso a descoberto do banco, um telefonema da polícia, todos os meus problemas. Por um lado, você faz brilhar um pouco de Luz sobre mim, e eu sinto que você existe, mas, por outro lado, me faz amaldiçoar Você em meus desejos não corrigidos. Eu não peço que você se afaste, privando-me da Sua presença e do sofrimento associado a ela. Eu pergunto outra coisa: Corrija-me! Aproxime-me do sentimento como aquele que carrega somente o bem. Deixe-me sentir que você é o Bom que faz o bem”.

Aqui, surge um problema muito grande: Como a pessoa pode julgar a si mesma de forma imparcial? Afinal de contas, eu deveria perguntar isso não para me sentir bem, mas só para justificá-Lo. Só por isso, meu coração dói. E se não doer, faça-o doer. Eu não me importo com o sofrimento e, em geral, com nenhuma outra coisa, exceto uma: eu não quero condená-Lo. Não se trata do meu sentimento bom. Eu só quero elevá-Lo ao mais alto nível, de modo que a qualidade de doação e amor que você representa se torne da maior valia para mim.

Se a pessoa se esforça por isso, ela já começa a avançar corretamente. É assim que a ocultação simples deve ser sentida, e como a pessoa deve sair dela.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/10/12, Escritos do Baal HaSulam

Como Trabalhar Independentemente Do Resultado

Dr. Michael LaitmanPergunta: Durante a Convenção eu sinto que o grupo é uma pequena parte de algo grande. Como nós podemos manter esse fogo também na disseminação? Como não se esquecer de que há um grupo e que há algo enorme por trás dele e que é a união dos amigos que enche o nosso trabalho de significado?

Resposta: Durante a Convenção nós sentimos uma grande força; olhamos para as telas e vemos os amigos de todo o mundo. Conosco há centenas de grupos e milhares de pessoas sentadas sozinhas que nem sabemos. É claro que isso nos permite sentir alguma coisa, mas temos que tentar receber o combustível de outra coisa – ao avançar a humanidade em direção à revelação.

Na verdade você está perguntando como podemos receber combustível. Obviamente, é a impressão de um grande grupo que primeiro nos abastece; aqui todo mundo me conhece e me incentiva, todo mundo vê o que eu faço, e juntos nós queremos mudar o mundo. Em suma, é o poder do egoísmo que está ativo aqui.

Mais tarde, a escala de valores muda em nós. Você se esforçou, agiu, mesmo egoisticamente, ao querer levar suas crenças e perspectivas ao mundo inteiro e, de repente, você descobre que está sem combustível.

É assim que as Reshimot (reminiscências) mudam. É porque não há nada, exceto o que pode mudar. Nossa Reshimo é o único parâmetro variável, o único fator que muda. E aqui ele muda de forma a permitir-lhe trabalhar de forma não egoísta, não querendo impor sua opinião sobre o mundo, provar que você está certo, e tomar o leme.

A próxima Reshimo permite pensar mais altruisticamente: “A cabeça do ângulo não somos nós e nem eu. Que ninguém saiba, nem mesmo eu, se eu alcançar algum resultado”. Esta abordagem já está mais perto da espiritualidade e essa é a maneira que você está avançado para o Alto.

Um apoio mais intensivo do grupo é necessário aqui. Se você se conectar mais com os amigos, você vai sentir que tem poderes mais puros do que antes, “eu realmente não me importo se o meu trabalho é frutífero. Assim como desportistas, eu não preciso ver o resultado. Eu quero fechar meus olhos e agir apenas numa direção, sem verificar a ‘caixa de entrada’. Eu não me importo quem me influencia e até que ponto ele mudou. Eu sinto que posso levar algo para o mundo, eu estreito a minha conexão com os amigos e vou para fora, e não há nada em resposta”.

Portanto, onde você pode obter o combustível? Afinal, numa situação como esta a pessoa permanece como um motor sem combustível. Ele não tem a força motriz; ele precisa de alguma resposta. Aqui ele começa a exigir internamente: “Eu tenho que me ver na força de doação!”. É como trocar um motor convencional com um motor elétrico, passar da gasolina para eletricidade, para outra forma de energia. Isto é o que você procura, “O desejo de doar deve ser revelado para mim! Se eu não posso trabalhar dentro do meu desejo de receber, eu preciso do desejo de doar!”.

Então, você vai conseguir.

Da Convenção na Itália 30/09/12, Lição 2