Textos arquivados em ''

Uma Centelha De Luz Num Mundo Virtual

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Shamati, Artigo 03: “A Questão da Realização Espiritual”: Uma vez que o desejo de receber é chamado de “criatura” e um “novo discernimento”, a declaração começa precisamente no local onde o desejo de receber começa a receber impressões. O discurso significa discernimentos, partes das impressões. Pois aqui já existe uma correlação entre a Luz e o desejo de receber.

Pergunta: O que é a Luz?

Resposta: Algo especial é evocado em você, um fenômeno excepcional, e você o chama de Luz. Quando ele vem, você sabe que é assim que você o chama.

No entanto, agora você não tem o vaso correto para sentir esse fenômeno. A menos que você adquira a realização espiritual, todos os seus desejos visam apenas seu benefício pessoal: “tudo para mim, para o meu próprio bem, para usar os outros, tudo para o meu próprio bem e contra os outros”. É mais ou menos assim que as coisas funcionam hoje, e, estando nestes desejos, você não consegue sentir o fenômeno da doação, o amor, a cooperação, a conexão e uma aspiração para fora: todas as coisas que são chamadas de “Luz”. Para você isso não é Luz, mas escuridão.

Às vezes fica escuro e ruim: você se sente impotente e não tem vontade de fazer nada; você não vê nenhuma luz no fim do túnel. Esta é a forma como os seus desejos lhe parecem, sem a iluminação normal em nosso mundo, sem a menor iluminação que irá iluminar a escuridão do vaso.

Afinal, em nossos parcos desejos apenas um brilho minúsculo pode mostrar e dar um pouco de vida e prazer. Esta centelha é tão pequena que pode penetrar até mesmo vasos egoístas de recepção. Eu vivo neles nos níveis inanimado, vegetal e animal da natureza; todo o nível humano (falante) está acima disso e eu não faço parte dele.

Nesse nível há desejos para receber e desejos para doar, que serão revelados em mim um diante do outro. A linha da esquerda é a inclinação ao mal, o verdadeiro ego que se revela na medida em que quero me conectar com os outros e faço isso. Então, eu atraio a Luz que Reforma e tento adquirir a força boa e trabalhar entre as duas inclinações na linha do meio, que se chama Adão (humano).

Nesse meio tempo, eu estou no nível animal, sob o domínio do meu pequeno ego, recebendo apenas a “vela fina” no vaso que é feito dos três primeiros níveis. Do ponto de vista espiritual, isso não é considerado vida ou uma existência. Assim, o nosso mundo é chamado de mundo virtual, como se ele existisse abaixo do nível da consciência.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/10/12, Shamati # 3

Os Homens Não Gostam De Sentir A Tristeza De Outra Pessoa

Dr. Michael LaitmanNas notícias (da Associação Americana de Psicologia): “Os homens gostam de saber quando a sua mulher ou namorada está feliz, enquanto as mulheres realmente querem que o homem em sua vida saiba quando elas estão chateadas, de acordo com um novo estudo publicado pela Associação Americana de Psicologia”…

“‘Pode ser que para as mulheres, ao ver que seu parceiro está chateado, isso reflita algum grau de investimento e envolvimento emocional do homem no relacionamento, mesmo durante tempos difíceis. Isto é consistente com o que se sabe sobre a insatisfação que as mulheres muitas vezes experimentam quando seu parceiro torna-se emocionalmente retraído e desligado em resposta ao conflito’, disse o principal autor do estudo, Shiri Cohen, PhD, da Harvard Medical School”…

“A satisfação do relacionamento foi diretamente relacionada à capacidade dos homens de ler corretamente as ‘emoções positivas do seu parceiro feminino. No entanto, ao contrário das expectativas dos pesquisadores, as mulheres que entenderam corretamente que seus parceiros estavam chateados durante o incidente em vídeo eram muito mais propensas a ficar satisfeitas com seu relacionamento do que se entendessem corretamente que o parceiro estava feliz. Além disso, quando os homens entendiam que a sua parceira estava com raiva ou chateada, as mulheres relatavam estar mais felizes, embora os homens não. Os autores sugerem que ser compreensivo com as emoções negativas do parceiro pode parecer ameaçador para a relação para os homens, mas não para as mulheres”.

“Os resultados mostram também que quanto mais os homens e mulheres tentam ser compreensivos com os sentimentos do seu parceiro, mais felizes eles são. Os autores sugerem que essa pesquisa deve encorajar os casais a apreciar melhor e comunicar os esforços um do outro para serem compreensivos”.

Meu comentário: É comprovado que a comparação entre os sexos é impossível. Eles não são nem opostos, ou seja, iguais e opostos; eles não estão em níveis comparativos. Isso ainda será descoberto pela ciência. Portanto, nós devemos tratá-los como entidades incomparáveis.

Juntando Os Estilhaços De Percepção

Dr. Michael LaitmanAtualmente, eu estou numa realidade fragmentada que é dividida em duas partes: o meu “eu” e o mundo exterior. Esta separação explica exatamente o que os Cabalistas queriam nos dizer: “Você tem uma chance de conectar estes dois elementos, internos e externos, numa única entidade. Você tem que fazê-lo; este é o programa da criação. Se você participar da reconexão deles, você vai perceber a realidade interna em que estava antes da quebra ter ocorrido”.

Os Cabalistas nos falam sobre o grupo, a disseminação e a importância de curvarmos nossas cabeças diante dos amigos. O grupo não é nada além da “externalidade” para nós, mas ele já está no nível humano (Adão). Aqueles que têm um ponto no coração, o desejo de se tornar semelhante ao Criador, pertencem a este nível. Assim, os Cabalistas nos dizem: “Na sua realidade, existem pessoas que são semelhantes a você e que também se esforçam em se unir. Elas são partes especiais selecionadas de sua alma. De uma forma ou de outra, tudo é parte de sua alma. Então, você deve usar essas partes, uma vez que elas são projetadas para ajudá-lo; elas vêm para conhecê-lo”.

A partir daí, eu começo a entender o que está escrito nos artigos que falam do grupo, da unidade, da necessidade de curvar a cabeça diante do grupo, e das relações entre amigos. Todos os itens acima descrevem a força auxiliar, que se desprende deste mundo, a que está separada de nossas outras partes que estão espalhadas por todo o Universo. Todo o Universo é apenas eu; é minha sensação atual. Mesmo as coisas que não posso sentir neste momento ainda estão comigo. Isso simplesmente significa que não ajuntei toda a gama de sensações dentro de mim, e que a minha percepção da realidade não é profunda o suficiente.

Portanto, no nível mais elevado (falante), há certas partes que realmente estão me ajudando, uma vez que abrangem a mesma aspiração que eu. Como resultado, se acontecer de eu me unir a elas, eu corrigirei todas as outras partes da minha alma.

Por onde eu começo? Eu começo com a parte mais sensível e desenvolvida, que está próxima a mim: a humanidade. Trata-se ainda da alma integrada da pessoa, que nós conduzimos à correção. Se a pessoa observa tudo por esse ângulo, se olha profundamente e percebe o que os Cabalistas escrevem, então ela começa a compreender melhor os seus textos, sua visão de mundo, e a forma como eles percebiam a realidade e todo o processo.

O principal é quebrar o “gelo” e “dissolver” a autopercepção comum e rotineira, bem como a forma como vemos o mundo. Nós devemos ter em mente que tudo o que existe é apenas o nosso “eu”, e que qualquer externalidade, na verdade, ainda está dentro de nós. Tudo é uma imagem que imaginamos num determinado ponto no tempo. No entanto, nós também recebemos a oportunidade de perceber e sentir que outra abordagem para esta questão também é possível. Em seu “Prefácio ao Livro do Zohar” (item 34), o Baal HaSulam escreve: … Mesmo que vejamos tudo como realmente estando diante de nós, cada pessoa racional sabe ao certo que tudo o que vemos é apenas dentro de nossos próprios cérebros. Assim são as almas: apesar delas verem todas as imagens no Doador, elas ainda não têm dúvida de que tudo isso é apenas em seu próprio interior, e de forma alguma no Doador.

Outra questão é qual nível de “senso comum” nós precisamos para isso? É claro que isso não é fácil e não está disponível para todos. No entanto, se conseguíssemos nos familiarizar com a opinião dos psicólogos e ‘físicos quânticos’, descobriríamos que sua compreensão da realidade é muito semelhante. Baal HaSulam respeitava muito a psicologia materialista, uma vez que ela é construída sobre o senso empírico comum: “A pessoa pode ser governada apenas pelo que vê”. Os psicólogos ainda estão parcialmente confusos com suas hipóteses, enquanto os físicos falam sobre essas coisas de forma muito séria: tudo está dentro da pessoa.

Portanto, nós temos que superar a diferença em nossa percepção. Se nos esforçarmos constantemente, não fisicamente, mas internamente, a fim de conectar essas duas partes (interna e externa), vamos extrair a Luz que Reforma e corrigir nossos vasos corrompidos. O vaso está danificado apenas dentro de nossa percepção, em nenhum outro lugar. Ela divide toda a imagem e mostra alguns dos meus vasos como estando fora, e a outra parte como dentro. Tudo isso é apenas em nossa percepção.

A fim de obter uma compreensão correta do que foi exposto, nós lemos os artigos e cartas escritas pelos Cabalistas. Se tentarmos compreendê-los a partir deste ponto de vista, eles não são o que nos parecem na abordagem psicológica comum. Eles revelam muito mais profundidade e clareza, e nós vamos sentir o que os Cabalistas tinham em mente. Porque eles vêem o mundo como uma entidade completa, unida; para eles, o mundo está concentrado no ponto de unidade que a pessoa tem que atingir. Eles não têm dúvida sobre a necessidade de se unir num grupo, nem por que a “gota de unidade” tem que ser o objetivo de todos.

Portanto, junto conosco agora, em partes selecionadas da humanidade, estão aqueles que aspiram a se unir. Se todos pensarmos nisso e desejarmos revelar a unidade, isso vai acontecer. Em princípio, bastam 10 pessoas, e nós somos muito mais.

E, novamente, a nossa unidade tem que ser construída sobre a base da igualdade. É dito: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo“. A Igualdade nos permitirá formar um centro de unidade, o ponto central de Malchut.

Da Convenção de União no Norte 20/09/12, Lição 2

A Prática Do Amor

Dr. Michael LaitmanEstabelecer as corretas relações mútuas no grupo é a coisa mais importante que precisamos implantar, uma vez que a sabedoria da Cabalá é uma sabedoria muito prática. Nós podemos usar outras sabedorias, mesmo sem compreendê-las. Por exemplo, eu me sento no carro e me é mostrado o que está ao meu redor, que botões apertar e sair. Isto é o que realmente acontece em tudo o que fazemos. Basta conhecer algumas coisas a fim de utilizar diferentes desenvolvimentos científicos. Às vezes, tudo que precisamos é de um pouco de conhecimento básico: por exemplo, entrar e se sentar no trem ou no ônibus irá levá-lo para o seu destino, embora você não tenha ideia de como isso é feito. Eu vou de um lugar para outro, como, bebo e participo de diferentes eventos sem conhecer a base técnica das coisas, assim como um bebê recém-nascido que é levado nos braços dos adultos ou empurrado num carrinho.

Na espiritualidade, no entanto, é diferente. Lá, eu só posso usar certas coisas se as conheço e compreendo. Eu não tenho controle sobre as coisas que ainda não alcancei ou descobri. Eu não posso simplesmente me sentar em algum “transporte espiritual” e ir para algum lugar. Não, eu tenho que saber quem eu sou, o que significa este “transporte”, como ele se move, como operá-lo, de onde para onde eu devo subir nele, como se parece o lugar onde comecei e qual é a natureza do meu destino final, etc. Eu tenho que saber o que está acontecendo, para estar no controle da situação e não apenas “pressionar os botões”. Só se eu realmente puder implantar isso de forma total, tendo dominado tudo, eu posso realizar um determinado ato espiritual. Caso contrário, eu simplesmente não existo no mundo espiritual.

Portanto, nós temos que imediatamente nos perguntar: que meio nos permite descobrir, conhecer e compreender a realidade espiritual e aprender a controlá-la? Os Cabalistas  explicam que tudo em nosso mundo está preparado para isso. Está totalmente pronto apenas para esta missão, para que a partir daqui eu aprenda a trabalhar com o mundo espiritual, viva nele, e o controle plenamente.

A partir deste mundo eu aprendo sobre o mundo superior. Aqui, a ferramenta principal é praticar o amor. Nós podemos chamá-la de prática da conexão, concessão, mas no geral trata-se do amor.

Por quê? Porque é disso que se trata. Agora eu amo a mim mesmo, o meu desejo de receber. Eu desfruto ao preencher e satisfazê-lo. É assim que o Criador me fez, Ele conectou a satisfação com o prazer. O “amor ao próximo” significa que eu não absorvo o prazer, mas sim o sinto Nele e com isso desfruto. É assim que uma mãe também desfruta de cada colherada que consegue colocar na boca de seu bebê…

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/10/12, Escritos do Rabash

Familiaridade Com A Inclinação Ao Mal

Dr. Michael LaitmanTudo o que vemos nesta realidade é o desejo de receber. Ele foi criado em sua forma original e podemos senti-lo. Nós, de fato, somos um desejo de receber.

No entanto, além de sermos um desejo de receber, também temos uma capacidade de pensar, nossa inteligência nos permite verificar se estamos dentro do desejo, se sentimos o desejo. Os animais não são capazes de dizer tais coisas. É um privilégio exclusivo do ser humano.

É aqui que reside a diferença. Com a ajuda da minha mente, eu posso me separar dos meus desejos, analisar e medi-los, e até mesmo olhar para eles de fora. Portanto, eu recebi a chance de ser um “psicólogo” para os outros e para mim mesmo.

Há vida dentro dos meus desejos, e há uma capacidade de analisar esta vida. O que eu sinto dentro de um desejo particular? O que está dentro dos outros desejos que eu tenho? Como eu faço a transição de um desejo para outro? O que eu faço com eles?

À medida que eu vivo dentro do meu desejo, eu posso controlar a minha vida com a ajuda do meu intelecto, memória e capacidade de análise. No entanto, será que eu tenho uma chance de mudar algo na minha vida? Não, só posso “fluir”, juntamente com os desejos.

Isso é o que nós fazemos neste mundo, embora pensemos que somos nós que agimos e fazemos mudanças, escolhendo o “bem” e evitando o “mal” ao usar o nosso cérebro. Na verdade, nós somos incapazes de fazer qualquer coisa com a nossa natureza ou com os nossos desejos.

Há uma interconexão geral entre os desejos chamada de “humanidade”. Por outro lado, há uma unidade entre os pontos no coração (um sistema dos mundos superiores, Malchut do mundo de Atzilut, Shechiná).

Esta unidade representa algo de uma natureza completamente diferente. Se eu receber o seu brilho (um ponto no coração), eu sou capaz de construir outro tipo de atitude para com os meus desejos.

O sistema de interconexão entre as pessoas neste mundo é destinado somente a trazer dificuldades e problemas para elas. Como resultado, as pessoas avançam continuamente. Elas desejam poder mudar o sistema e alcançar mais sucesso na economia, segurança, condições de vida, saúde e assim por diante. A cada vez, ao subir um degrau a mais, as pessoas atingem um resultado oposto. Elas descobrem que a sua situação atual traz mais danos do que benefícios.

Por outro lado, as pessoas que revelam a unidade entre os pontos no coração podem entrar num novo sistema, um sistema de mundos e conexões quebradas. Aqui, separação e animosidade (isto é, a inclinação ao mal) se manifestam de forma plena.

Desejos e relações entre as pessoas neste reino não são parte da inclinação ao mal. Eles ainda estão no estágio “animal” de desenvolvimento. A inclinação ao mal é algo que nos impede a revelação do Criador, a propriedade de doação e amor.

Assim, as pessoas que revelam a força que confronta a unidade dos pontos no coração (amigos no grupo) começam a revelar a inclinação ao mal. Ela se revela apenas entre amigos conforme sua intenção de melhorar a sua conexão. Já é uma revelação da força espiritual, a primeira realização espiritual.

Ao reforçar sua unidade, os amigos do grupo começam a perceber que sabem o que é a inclinação ao mal. Ela nos obriga a necessitar a força de correção que está dentro de nós e para a qual devemos nos referir.

Todos juntos, nós devemos dirigir nossas orações e pedidos ao centro da nossa unidade, ao centro do grupo. Então, devido à “Oração Coletiva”, nós vamos receber a força, e ela vai corrigir a conexão entre nós. É assim que o nosso progresso está sendo implantado.

A força do mal que se apresenta entre nós é o Faraó, rei do Egito. Dependendo das especificidades de nossa percepção, é também chamado de Bilam, Balak, Aman, e assim por diante. De qualquer forma, a nossa única tarefa é unir. Diz-se que o mandamento: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”, é a grande regra da Torá.

A unidade é a única solução que nos permite percorrer os vários tipos de conexões e alcançar sua maior e mais perfeita regra, para atingir o nível de amor. Como podemos amar os outros? É “como a nós mesmos”.

Este critério permite monitorar constantemente a nós mesmos. Será que eu me esforço para sair de mim mesmo? Os Cabalistas  explicam que “como a ti mesmo” significa mais do que a ti mesmo. Eu, naturalmente me coloco acima de todos os outros. Agora, eu tenho que favorecer e elevar os outros acima de mim. É assim que eu cresço.

Em geral, tudo está sendo revelado de acordo com o princípio: “O que você odeia, não faça a seu amigo”, e, em seguida, a transição para “Ama o teu próximo como a ti mesmo”. Esta é toda a Torá. Portanto, isso explica por que devemos trabalhar em grupo, estudar, e fazer tudo o que fazemos para o bem da unidade. Caso contrário, não vamos avançar. Esta é a sabedoria da Cabalá .

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/09/12, “Matan Torá (A Entrega da Torá)”

O Desejo Comum Nos Torna Amigos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como eu posso preencher o desejo dos amigos se não entendo o que eles querem?

Resposta: Você entende o que eles querem porque eles querem a mesma coisa que você quer. Eles querem chegar à correção, descobrir a força que age na natureza. Esta força é chamada de natureza geral, e toda a criação pertence a ela.

Portanto, você quer o que seu amigo quer. Além disso, todo mundo tem diferentes desejos corporais que podem ser conhecidos por nós, todo mundo tem seus próprios desejos mundanos pessoais que nada têm a ver com a espiritualidade. Mas em termos dos desejos e metas sublimes, espirituais, você deve ser claro sobre o que acontece com o amigo, de modo a tentar apoiá-lo.

O apoio é para elevar o ânimo do amigo e dar-lhe esperança e energia, e uma sensação de júbilo em alcançar a meta. Ajude-o de todas as formas possíveis. Evoque nele o sentimento de como a meta e o superior são grandes.

Mostre-lhe como você pode se humilhar perante o grupo, uma vez que é apenas o pequeno que pode receber do grupo, e assim todos devem se rebaixar diante do grupo a fim de receber alguma coisa dele.

Há uma força espiritual no grupo que reside entre nós. O grupo não foi fundado por nós. Apenas nos parece que nos reunimos por nós mesmos e formamos este grupo. Claro que não é verdade! A força superior organiza o grupo para nós; por isso, não pense que nos encontramos apenas por acaso. Tudo é feito pela ação da força geral que nos une.

Portanto, nós temos que entender que, por um lado, há uma força oculta que age entre nós, mas, por outro lado, temos que agir de acordo com ela, a fim de nos aproximarmos gradualmente e começarmos a sentir. Então, nós podemos começar o trabalho mútuo entre nós.

Assim, com as mudanças em nós, aos poucos começamos a nos aproximar da revelação da força superior, ao empregar seus atributos pouco a pouco. Então, nós descobrimos esses atributos em nós e isso significa que nós descobrimos a força superior.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/10/12, Escritos do Rabash

O Príncipe E O Pobre Rato

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como posso me anular diante dos amigos se já sinto que sou menor do que todos os outros?

Resposta: Sentir que você é menor do que todos os outros não significa sentir uma falha, mas sim, é a oportunidade de ser incorporado em todos e receber a maior Luz de Nefesh deles.

Se eu sou pequeno, eu posso ser incorporado num sistema pequeno ou num sistema grande, tudo depende do nível da minha auto anulação, o que é aparentemente uma ação simples. Se eu me anulo diante de um sistema pequeno, sou como um pequeno rato que nasceu numa família de ratos. Mas se eu posso me anular, com o meu grande ego num sistema grande, eu sou como um pequeno príncipe no palácio do Rei. Tudo depende em cima de qual ego eu me anulo.

Portanto, ser pequeno não é pouca coisa. Embora o pequeno receba apenas a Luz do primeiro nível – a Luz de Nefesh, esta é ilimitada.

É bom ser pequeno! É o melhor momento para avançar. É o pequeno que avança.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/10/12, Escritos do Rabash

Eu Existo Enquanto Sou Necessário

Dr. Michael LaitmanApesar de estudar a anatomia do corpo, ainda não entendemos muito bem a conexão entre todos os sistemas do corpo humano. Se tomarmos o cérebro, por exemplo, há “emissários” do cérebro por todo o corpo, sem os quais ele não saberia o que fazer e como. Da mesma forma, um chefe de Estado emprega um conjunto de especialistas qualificados para agir modo mais eficiente.

Nós acreditamos erroneamente que o “processador principal” está na cabeça, mas se olharmos mais profundamente essa questão, veremos que ela não existe em nosso corpo. Se olharmos atentamente para uma pessoa, vamos ver um humilde mortal. Por isso não está claro de onde ele recebe ordens e onde está o seu software.

Na verdade, os dados relevantes vêm do ambiente, e é isso que age sobre nós. Eu espero que possamos descobrir no futuro próximo que a vida de uma pessoa depende da conexão e de sua disposição em cooperar mutuamente com o ambiente. A partir daí, o cérebro recebe ordens que resultam do grau em que a sociedade necessita de determinada pessoa. E se ela não for necessária, o cérebro não receberá nada. Em nossos corpos, cada célula que morre é substituída por uma nova. Na sociedade, enquanto você é necessário, você está vivo, e quando não, o cérebro recebe uma ordem e diferentes processos começam, no final dos quais a pessoa deixa sua função corporal.

Da “Conversa sobre uma Nova Vida” 10/10/12

Uma Cidade Que Cresce A Partir De Um Ponto No Mapa

Dr. Michael LaitmanO mundo de Atzilut expande os vasos. Se no começo eu só tinha um discernimento pequeno, um ponto, uma Sefira, no mundo de Atzilut todo um Partzuf de 10 Sefirot é criado, ao invés de uma Sefira. Isto significa que já podemos separar todos os atributos muito mais do que antes.

Se antes eu mal conseguia ver a diferença entre dois atributos, já que havia um ponto, agora o ponto inteiro cresce 10 vezes mais e inclui discernimentos diferentes que estão interligados.

Assim, o mundo de Atzilut me permite esclarecer as coisas e realizar correções do mundo de Nikudim. No mundo de Nikudim existem apenas pontos – um ponto negro de Malchut que foi incorporado em todas as Sefirot. Aqui, no entanto, no mundo de Atzilut nós não trabalhamos com a mesma Malchut que está simplesmente incorporada em todas as outras Sefirot como um ponto negro, mas com Malchut que inclui as primeiras nove Sefirot e também está incluída nelas.

Assim, os atributos comuns das primeiras nove Sefirot são criados em relação à Malchut, e podemos ver isso no fundo delas. Graças a isso, somos capazes de escolher, esclarecer e entender o que está acontecendo.

É como se aproximar de um objeto, que no início vejo como um ponto. Quanto mais eu me aproximo, mais eu começo a ver numa escala mais ampla o que se passa lá. Assim, um pequeno ponto no mapa pode se transformar numa cidade inteira.

É exatamente assim que o mundo de Atzilut age, ajudando-nos a ver cada fenômeno em grande escala.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 09/10/12, O Estudo das Dez Sefirot

A Feira Do Livro Em Frankfurt

Os livros de Cabalá estavam presentes na maior feira mundial do livro em Frankfurt, que terminou ontem. Uma equipe de amigos maravilhosos da Europa reuniu-se em Frankfurt para tornar essa feira um sucesso.

2012-10-11_book_fair_in_frankfurt_01          2012-10-11_book_fair_in_frankfurt_02          2012-10-11_book_fair_in_frankfurt_03

Tivemos reuniões promissoras com editoras da Espanha, Holanda, Itália, Lituânia, República Checa, México, Brasil, China, Croácia, Sri Lanka, Gana e Etiópia. A maioria de nossos atuais editores renovou as licenças conosco para publicar seus segundo e terceiro livros e nós adicionamos uma série de novas editoras em novas línguas.