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Transformação Do Faraó No Anjo Sagrado

Dr. Michael LaitmanA força do Amor do Criador, que desde o início não é encontrada na criatura, é transferida a ela de uma forma invertida. Isso é chamado de inclinação ao mal. De acordo com a medida do amor com que o Criador se relaciona conosco, ela entra em nós de uma maneira invertida e cria em nós a força do ódio, um grau de separação. Se quiséssemos invertê-la agora, ela seria transformada em amor.

O Criador cria o desejo de receber e transfere a ele toda a Sua força do amor. O desejo em si é apenas um pequeno ponto, mas agora está num ambiente desta força de amor que ele sente como um mundo de ódio.

Nós devemos transformar esse ódio de volta em amor. Isso é tudo! Isso é chamado de “montanha do ódio” que se transforma em “montanha de santidade”.

Nós trabalhamos somente em nossa intenção. Nós não consideramos o desejo, uma vez que ele nos foi dado pela natureza. Tudo depende apenas para onde os nossos pensamentos são dirigidos. Assim, não importa quais os desejos de uma pessoa. Eles não dependem dela. Desde o início existem 613 desejos (Taryag), e todos eles são em prol da recepção. O homem quer tirar proveito do Criador e, portanto, isso é chamado de Faraó. Todo o nosso trabalho está em transformar este Faraó num anjo sagrado.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/09/12, O Zohar

Um Novo Ano, Um Novo Começo

Dr. Michael LaitmanDiferente do nosso mundo corpóreo, não há tempo, espaço e movimento no mundo espiritual, mas apenas subidas e descidas nos atributos de recepção ou doação. Esta é a escala que movemos ao longo de todo o tempo. Nossos estados são medidos apenas em relação aos “mundos” espirituais, os Partzufim e Sefirot que continuam de cima para baixo através de 125 níveis.

Exceto por nossas subidas e descidas, há também o movimento dos próprios níveis que podem se mover junto conosco. Se eu estou em certo mundo, por exemplo, em certa percepção da realidade e, de repente, este é “atualizado”, eu sinto que ele se torna mais claro, que ele é mais esclarecedor; eu recebo maiores poderes, entendimentos e discernimentos. Tudo isso não é considerado como obra minha, mas uma espécie de “exercício” que sou submetido a fim de me mostrar algo.

É como uma criança pequena que está sendo carregada e, de repente, sente que é grande: novos horizontes se abrem diante dela; ela pode alcançar as coisas que não podia antes. Então, ela começa a se dirigir àquele que a leva para onde ela quer ser levada e quais portas abrir. Comportamentos semelhantes vêm de Cima e são revelados em nosso mundo. Portanto, há diferentes subidas:

  • Nós subimos a escada por nossos esforços
  • Ou a própria escada se move para cima e para baixo.

Esses movimentos são representados para nós como momentos ou estados especiais. De um modo geral, cada estado é especial e nunca se repete; não há um momento que seja semelhante ao seguinte. Nós devemos dizer que não é por acaso que as pessoas dividiam o tempo do jeito que está. Claramente, os dias e as noites correspondem ao relógio solar e o mês é determinado pelo calendário lunar. Mas, como as pessoas decidiam sobre a divisão do dia em 12 horas diurnas e 12 horas noturnas? A sabedoria da Cabalá explica este ciclo de 24 horas divididas em minutos e segundos como o resultado das relações mútuas entre Zeir Anpin e Malchut.

No conjunto, trata-se de uma multiplicidade de diferentes influências sobre a criatura, o que significa sobre Malchut, de Cima. É deste lugar que as ideias de ano seguinte e Yovel (Jubileu, o 50º ano) vêm. Assim, há estados especiais chamados “tempos” ou “feriados”. Eles não estão conectados a fenômenos no nível inanimado, mas são controlados por um programa especial. A questão é que há raízes especiais que devem ser reveladas e realizadas especificamente em nós e não apenas no mundo ou por alguns costumes. Estes estados “se iluminam” para nós, preparando-nos para que, no futuro, nós realmente os recebamos e cumpramos.

Hoje nós recebemos fracas iluminações deles, mas na verdade esses são os níveis. No mundo espiritual a pessoa sobe os níveis de “Domingo”, “Segunda-feira”, “Terça-feira”, “Quarta-feira”, “Quinta-feira”, “Sexta-feira”, e “Sábado”. Ela deve sentir esses estados sequencialmente, um após o outro. Um dia espiritual pode durar alguns segundos ou várias semanas. Não faz diferença, já que o tempo corporal não tem nada a ver com o tempo espiritual.

Assim, os “feriados” são estados, “exemplos”, níveis em que a pessoa se eleva. Como um todo, eles estão na subida e são preenchidos por um despertar de Cima, por iluminação que acrescenta algo à pessoa que tem uma percepção espiritual. Tais adições são chamadas de “Rosh Hashanah” (o ano novo), “Yom Kippur”, etc.

Para cada subida recebida de Cima, é necessário que a criatura siga um tipo especial de trabalho. Isso porque ela quer usar essa subida para se corrigir e realizar a fartura adicional que chegou a ela, num novo nível. É o mesmo no Sábado, quando um despertar de Cima requer um trabalho especial de nós. Não é um tempo de descanso, mas sim um dia muito ocupado em que há mais orações e outros costumes. Quando o Superior convida a criatura a subir a um nível superior, o trabalho durante a subida obriga o inferior a executar muitas ações.

O primeiro feriado é Rosh Hashanah, que simboliza um novo começo. Eu quero ser um “ser humano” (Adam) para me assemelhar ao Criador. Esta é a razão para o processo espiritual que eu quero passar. Assim, Rosh Hashanah é chamado de dia da criação do homem; este é o dia em que o homem foi criado.

Na corporalidade isso também é refletido de uma maneira especial: há 5753 anos vivia um homem chamado Adão e nesse dia ele descobriu a espiritualidade; ele descobriu o Criador. Pela primeira vez na história uma criatura de duas pernas descobriu que existe um mundo espiritual e a força superior. Ele foi o primeiro a se assemelhar ao Criador e nós o chamamos de “primeiro homem”.

No artigo “O Ensino da Cabalá e sua Essência”, o Baal HaSulam diz, Adam HaRishon foi o primeira a receber uma sequência de conhecimento suficiente para entender e maximizar com sucesso tudo o que viu e alcançou com os olhos. Esta compreensão é chamada de “sabedoria da verdade”.

Desde aquele dia, quando o homem identificou-se pela primeira vez com o Criador e realizou o seu nome, o qual foi dado a ele “por acaso” por seus pais, nós contamos nossos anos. Isto significa que mesmo o nosso calendário é inicialmente baseado na revelação do Criador à criatura.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/09/12,  Costumes de Rosh Hashanah

Nós Precisamos De Combustível Para O Nosso Barco

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que eu posso fazer se não apenas não tenho o desejo de pedir a conexão com os amigos, como o oposto é verdadeiro?

Resposta: É um sinal de que você não se preparou. Primeiro você deve baixar o seu orgulho, para se subjugar ao ambiente e começar a sentir que os amigos são ótimas pessoas avançando. Enquanto isso você está em algum lugar distante, sozinho, como um bebê dormindo que foi esquecido em seu carrinho.

Todo mundo já avançou um longo caminho, e você, por causa do seu orgulho, pensa que é tão especial que avançou por si mesmo. No entanto, esse não é o caso. São eles que avançaram e você foi deixado para trás. Primeiro você deve reconhecer isso. O desprendimento da conexão com o ambiente é a primeira causa de todas as falhas.

O problema é que você não tem uma deficiência, não há qualquer pressão. É porque você não está esclarecendo o que é importante. Você sempre deve fazer tais esforços. Se eu pensar constantemente sobre algo, isso se torna a coisa mais importante para mim e eu não me esqueço disso durante o estudo.

Além disso, todos os grupos devem trabalhar nisso para despertar em todos a importância da meta espiritual. Isso é chamado de “garantia mútua”, quando nos inspiramos para sentir que não há nada mais importante do que a doação. No entanto, se todos estão sob uma espécie de anestesia geral, a pessoa não consegue ir contra o poder de todo o grupo, e ela também adormece.

O problema é que você está acostumado a avançar sob o combustível de alguém, em vez de cada um estimulando os outros, e recebendo deles muito mais do que você investiu. O grupo deve funcionar como um amplificador da paixão individual de cada desejo individual.

No entanto, eu vejo que todo mundo está esperando por mim para obrigar este barco a se deslocar por meus gritos e pressão. Sem isso, ele está balançando sobre as ondas, esperando para ser empurrado para frente. No momento em que eu paro de pressionar, todos imediatamente olham para mim para ver porque eu saí. É impossível avançar desta maneira.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/09/12, O Zohar

Os Benefícios Da Unidade

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Paz no Mundo”: Porque, na verdade, nós já chegamos a tal ponto que o mundo inteiro é considerado um coletivo e uma sociedade. Isto é, porque cada pessoa no mundo atrai a essência de sua vida e seu sustento de todas as pessoas no mundo, e é forçada a servir e cuidar do bem-estar de todo o mundo.

O que era claro para o Baal HaSulam quase um século atrás, ainda não está claro para as pessoas hoje. Nós chegamos a tal estado de nossa evolução que todos nós somos dependentes uns dos outros de uma forma firme e direta.

Pergunta: Por que ainda não está claro?

Resposta: Veja você mesmo: Todo mundo “puxa o cobertor” para o seu lado e não entende que, no final, está causando uma dano ainda maior a si mesmo do que em qualquer outra forma.

Toda questão é que se eu invisto no bem-estar do público, eu não vejo nenhum benefício pessoal nisso. Se eu tiro alguma coisa do público, eu vejo um benefício real nisso.

No entanto, o Baal HaSulam diz o oposto: o sistema já está “fechado”. Ele está “amarrado” de uma forma perfeita e plena dentro de si. Então, se você trabalha para o público, você tem um retorno que é 10 vezes maior, e se você tira do público, a sua perda é 10 vezes maior. No entanto, nós apenas seguimos em frente, sem entender o que está acontecendo.

Pergunta: O que oculta de mim a verdade?

Resposta: É o meu ego. Existe um sistema integral que está sendo revelado hoje. Na verdade, o sistema de Ein Sof (Infinito) está sendo revelado a nós, da Shechiná, o vaso da alma geral em que estamos todos conectados.

Até agora, digamos até 1995, todos cresceram em seus desejos particulares por eras, na fase de raiz e fases um, dois, três e quatro. Agora, a pessoa descobre que não tem escolha, ela está conectada a todos, e todos estão conectados a ela.

As cordas da conexão mútua criam um grande e complicado sistema integral, e não há sequer um único campo científico que estude isso. Antes, cada parte não estava tão firmemente conectada às outras. Ela se desenvolvia individualmente, e essa era a tendência geral. No entanto, desde a década de 1950, nós começamos a sentir a tendência mundial e, hoje, todo mundo já chegou ao seu limite pessoal e só precisa se desenvolver em relação mútua com os outros. Não há nada mais que isso. Esta é a tendência até o fim da correção.

Nós ainda estamos trancados dentro do nosso desejo egoísta e queremos preenchê-lo como antes, mas este sistema não está mais ativo. Antes, eu costumava me preencher à medida que meu ego crescia, e ele me levou de um nível para outro, desde a fase da raiz até a quarta fase.

Hoje, eu continuo agindo como no passado, mas não posso, porque eu não consigo me preencher, satisfazer: meus desejos não se desenvolvem mais na direção anterior. A partir de agora, eles só podem se desenvolver no sentido da união (Σ), da unidade.

Isso significa que mesmo os benefícios egoístas, à primeira vista, são possíveis apenas através da conexão, somente usando a conexão. Isto é o que está sendo revelado para nós nestes dias.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/09/12, “Paz no Mundo”

Em Uníssono Com O Mundo

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Paz no Mundo”: Assim, a paz do mundo e a paz do estado são interdependentes. Por isso, nós necessariamente descobrimos que, mesmo essa parte do Estado, que atualmente está satisfeita com a sua vida, que é hábil e inteligente, ainda tem muito a se preocupar com a segurança de suas vidas, devido às tensões com aqueles que se esforçam em derrubá-la. E se eles entendessem o valor da paz, ficariam felizes em adotar a conduta de vida de última geração, pois “tudo o que um homem tem, ele dará pela sua vida”.

Existe uma condição simples para a boa vida da última geração, que é saber que em toda a terra, em toda a humanidade, tudo está conectado de forma integral e global e ninguém está livre dessa conta geral. Todos estão mutuamente conectados em conexões completas que conhecemos e que não conhecemos: o revelado e o oculto. Há milhões de cordas esticadas entre nós através dos meus pensamentos e desejos e através de tudo em mim. Se eu ainda não as revelei, isso não significa que elas não existem. É claro que elas existem e são reveladas de forma mais clara a cada dia.

A única coisa que eu posso fazer é entender que é assim mesmo, mas o entendimento não é o suficiente: eu preciso chegar à sensação de que eu era capaz de usar corretamente a situação. Deixe-a me limitar quando eu fizer algo errado e me empurre para frente nas iniciativas corretas, de acordo com o sistema geral onde estamos todos conectados uns aos outros.

Se eu não sentir, eu vou perder esta oportunidade: eu vou começar a dizer uma coisa e fazer outra, que é o que realmente está acontecendo hoje.

Bem, primeiro eu tenho que entender isso e explicar aos que me rodeiam. Mas, finalmente, o sistema tem que ser revelado em nós, para que realmente o vejamos em nossos olhos e em nossa visão, de modo que sintamos seus sinais provenientes de coração a coração, de mente a mente.

Ninguém será capaz de pensar e contemplar por si mesmo. Todo mundo vai ter que se conectar ao mundo inteiro em seus pensamentos. Em outras palavras, nós precisamos de um coração e uma mente para todos.

A própria vida exige a unidade. Nós estamos nos movendo nessa direção e a alcançaremos de qualquer maneira, se não for agora, então mais tarde. Então, como podemos realizar isso? Será que algum governo global ou alguma polícia global nos ajuda? O que podemos fazer?

Nós precisamos de meios especiais que nos mostrem a conexão entre todos de uma forma emocional e cognitiva, de modo que não vamos apenas olhá-la de lado, mas vamos realmente nos encontrar nela.

Então eu vou automaticamente me preocupar com os outros: se eu penso, eu penso em todos; se eu tomo uma decisão, eu levo todos em conta. Eu vou ser forte e estar intimamente conectado ao geral. Sem isso não há chance de obtermos sucesso.

Pergunta: Você descreveu o estado final, mas não como chegar lá.

Resposta: Isso mesmo. Mesmo agora eu posso usar corretamente o meu bom senso e a minha mente para descrever a mim como as coisas devem ser. Se eu já vejo o sistema geral, como ele me obriga agora? Então, outras condições serão reveladas, mesmo as mais difíceis e estranhas.

Eu ainda tenho que pensar objetivamente no presente: existem certos componentes que estão conectados de certa maneira.

Como eu faço para conectá-los de modo que todos sintam a todos os outros e todos possam levar todos os outros em conta?

Todo mundo conhece completamente a natureza do outro e está ilimitadamente conectado a todos numa variedade de conexões e tem uma mente tão grande que pode levar todo mundo em conta, imediatamente planejar projetos em nome de todos e realizar operações reais, certos de que estas operações são ótimas e que, nas circunstâncias atuais, são as melhores possíveis.

Caso contrário, se todos continuarem conduzindo suas contas pessoais sob as condições da crescente conexão mútua, tudo vai desmoronar como um carro cujas partes vão em todas as direções quando ocorre um acidente.

Portanto, nós temos que ver a imagem da nossa unidade como obrigatória: todo mundo tem a mente de todos e todos têm os sentimentos de todos os outros. Como isso é possível? Essa é uma questão em si. Mas mesmo agora já vemos que a natureza nos apresenta este problema.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/09/12, “Paz no Mundo”

A Inveja Não É Uma Falha

Dr. Michael LaitmanPergunta: Os Cabalistas relacionam a inveja às qualidades que ajudam a pessoa a sair deste mundo e entrar no mundo espiritual. Na verdade, por que eu deveria invejar os outros? Afinal, todo mundo é especial e todo mundo está seguindo seu próprio caminho. Por que a singularidade do outro me faz invejar e me capacita no meu caminho?

Resposta: Eu evoco em mim a inveja, a cobiça (luxúria) e o desejo por respeito de propósito. Não se trata apenas de uma pessoa comum que inveja o sucesso dos outros, ou que seja depois respeitada. Neste mundo nós invejamos todo tipo de bobagem e realmente queremos coisas frívolas. Eu, ao contrário, levo apenas o que é necessário para a vida e ignoro todo o resto. Quando eu tenho todas as necessidades básicas, eu construo a mim mesmo para o trabalho espiritual e neste contexto eu uso ferramentas como a inveja.

Caso contrário, não vou ter nada com o que avançar. A inveja, a cobiça e o respeito são as três abordagens egoístas, e no que eu posso trabalhar sem eles dentro de mim? São estas três qualidades que me levam para fora deste mundo; é como sair dos mundos de BYA para o mundo de Atzilut.

Portanto, se eu quero trabalhar espiritualmente, eu olho para o trabalho dos outros e me anulo diante deles. Então, eu os vejo como os maiores em nossa geração: eles avançaram muito, eles atingiram o fim da correção, e eu os invejo. Se eu não invejo, sou impotente e não posso me mover. Eu recebo todos os poderes para avançar do meu ego. O avanço certo com a intenção correta, o que significa a forma que está vestida n matéria é trazida a mim pela Luz, enquanto a matéria em si em que eu subo é o meu próprio ego.

Pergunta: Mas como eu posso proteger a intenção correta da inveja?

Resposta: É de acordo com a inveja, a cobiça, o desejo de respeito, que a intenção é construída. Você transforma a inveja em inveja pelo Criador, o desejo por respeito em respeito pelo Criador, a luxúria por um desejo de se aderir a Ele. Caso contrário, o que você corrigir? O que você constrói, um castelo etéreo nas nuvens?

Pergunta: Mas, ainda assim, quando eu invejo, seu fogo me consome.

Resposta: Não, você só se permite evocar a inveja, a cobiça, o desejo por respeito após a restrição, quando não é mais para você, mas, para entender, para determinar o “espaço de trabalho”. Tudo está sob controle; caso contrário, você não deve nem começar.

Em suma, experimente. Não tenha medo de cair na inveja. Comece a trabalhar nela. Você tem sorte se inveja os amigos, é bom. Afinal, não temos outra força para avançar. Se eu morasse sozinho, sem um ambiente, eu seria como um animal. Por outro lado, se a sociedade me estimula, constantemente me mostrando que os amigos têm o que me falta, isso me ajuda a avançar na vida. Eu só preciso de um ambiente especial que me dê bons exemplos, que eu invejo.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá de 12/09/12, “Paz no Mundo”

A Revelação Sempre Ocorre Inesperadamente

Dr. Michael LaitmanPergunta: A Luz afeta mais a pessoa quando ela entende o que lê ou quando ela está totalmente confusa e se esforça em manter a intenção?

Resposta: É impossível saber. A Luz influencia o tempo todo, mas a pessoa pode não sentir este efeito imediatamente, mas ao longo do tempo. Talvez em duas semanas, ou até mesmo num momento inadequado, de repente, a revelação acontece. Você não pode saber como isso vai acontecer, porque há tantas condições internas e externas que, consequentemente, levam a tal revelação.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá de 11/9/12, O Zohar

Como Manter A Sua Singularidade

Dr. Michael LaitmanA atual educação egoísta elimina a singularidade de uma pessoa. Filmes, jornais, a mídia, e a Internet têm isso como objetivo.

Você assume que a Internet lhe ajuda a manter contato com os outros, mas a verdade é que ela lhe ajuda a ser como todos os outros. Ela fecha todo o nosso mundo integral egoísta em si mesmo da pior maneira possível, e como resultado, nós estamos todos conectados uns aos outros e somos todos idênticos.

Nós temos que admitir que a Internet ajuda o nosso desenvolvimento e nos aproxima do fim da correção, uma vez que ela revela o mal, mas de uma forma má. Nós vemos exemplos padrões através da rede e que consumem um significado padrão. A “máquina virtual” duplica-nos como peças numa linha de montagem.

Na espiritualidade é o oposto; você não se assemelha a outros de forma alguma. Você é totalmente especial e ninguém pode intervir. Afinal todos nós temos diferentes direções; nós trabalhamos em frequências diferentes, e não correspondemos, nem tocamos nas qualidades dos outros. Todo mundo tem dez Sefirot, mas elas são divididas em outras 10 e depois mais e mais. No final, todos fazem uma confusão enorme de conexões entrelaçadas, cada um segundo a sua medida e a sua qualidade. Você pode se assemelhar a outro, mas você não é igual a ele de forma alguma.

Pergunta: Mas será que o ambiente também influencia a pessoa na espiritualidade?

Resposta: Lá o ambiente só inspira você a usar a sua singularidade e nada mais do que isso. No nosso mundo, a propaganda constantemente impõe algo a você, enquanto na espiritualidade os amigos apenas estimulam você pela inveja, luxúria e o desejo de respeito, e você age por si mesmo, internamente. É como se eles lhe dessem uma bateria, mas o motor, o meios de percepção, é seu.

Pergunta: Em nosso mundo eu também uso os desejos que são despertados em mim por mim mesmo, não é assim?

Resposta: Não. Aqui você é atraído para duplicar um exemplo que é mostrado a todos; você é apresentado a um determinado padrão e se você gosta ou não, você o realiza pelo modo como se veste, em seu comportamento, e, principalmente, em suas percepções interiores. O exemplo influencia você quer você goste ou não.

Assim, nós desenvolvemos a educação integral, de acordo com a qual o exemplo é um sistema “redondo”, onde estamos conectados um ao outro. Assim, nós temos que expulsar todos os outros exemplos. Caso contrário, simplesmente não vamos sobreviver.

Pergunta: Mas, de acordo com a educação integral, eu também quero ser como alguém.

Resposta: Todos precisam ser como alguém que é mais bem sucedido. Por exemplo, quando você realiza musculação em nosso mundo, Schwarzenegger é o exemplo que você segue e o incentivo é o ambiente que o respeita.

Você coloca seus desejos sob a pressão externa e os satisfaz. Em outras palavras, o ego o empurra para frente e você esculpe a si mesmo de acordo com o modelo geralmente aceito: conforme o exemplo de Schwarzenegger. Disseram-lhe que você deve ser como ele e você trabalha em si mesmo para equalizar sua forma a dele.

Por outro lado, no trabalho interno, você satisfaz seus atributos quando os concentra novamente a partir do egocentrismo de fora. Isso permite que você os utilize de forma diferente, e esteja em contato com aqueles que o rodeiam. Você ganha uma oportunidade que você não tinha antes e constrói algo novo.

Embora o grupo seja homogêneo, você se conecta a todos os membros por seus atributos e essas conexões são diferentes para todos. Afinal, todo mundo tem sua própria estrutura interna.

Dizem-lhe que você tem que chegar a uma equivalência de forma com Aquele que doa. Mas onde está Ele? Você é chamado a se conectar com os amigos como um homem de um coração, mas onde está o exemplo? Qual é o padrão?

Você ouve do ambiente de forma muito clara: “Se você não fizer isso, você é inútil”. Então, o que devo fazer? Afinal, não há exemplos que possam ser seguidos. Você leu cada artigo mil vezes e ainda não entende nada.

É tudo de modo que você olhe para si mesmo. O ambiente só desafia você e isso é tudo. Os amigos não fixam cartazes como os de Schwarzenegger na parede. Não há exemplo real e você não sabe o que fazer. É um problema real.

Portanto, você está constantemente à procura: “Talvez assim? Talvez dessa maneira? Como se parece o Criador? O que é o atributo de doação? Como posso transcender a mente? Eu não sei de nada! Então, pelo menos me deixe ver e ouvir algo!”. Mas não. É impossível perceber a espiritualidade em nossos órgãos sensoriais.

É exatamente esse o significado de “auto realização”: Ninguém está pressionando você, nem mesmo o professor. Durante a aula, ele pode falar abertamente, mas nunca pessoalmente a você, nunca. É proibido invadir o mundo interno de uma pessoa.

Pergunta: Será que isso significa que eu tenho que me desesperar por não encontrar exemplos?

Resposta: Busque, não desista. O exemplo está no grupo, e você vai encontrá-lo se se dedicar a esta busca. “Eu tenho que encontrá-lo. A imagem do Criador está oculta lá, entre os amigos, na conexão entre eles”. Você não a vê, mas se você se concentrar, ela aparecerá como numa imagem tridimensional”.

Este é o seu trabalho interno e ninguém tem acesso a ele. Só você constrói a atitude em relação ao que chamamos de “grupo”. Você entra e age lá até encontrar uma imagem, uma forma, o atributo de doação, os seus limites, a sua marca, a impressão que deixa.

Pergunta: Mas este exemplo está oculto de mim?

Resposta: E como você vai vê-lo sem uma equivalência de forma? O Criador está diante de você. O atributo de doação, a Luz superior, preenche tudo. Se você quiser um exemplo, alcance o nível mínimo de compatibilidade com ela, esforce-se (isso é chamado de oração), e Ele vai te ajudar.

Então você vai vê-Lo, mas através de sua visão interior, muito mais clara e “suculenta”, do que você sente temporariamente em todos os seus sentidos, que penetra longe e profunda e é mil vezes mais clara do que a nossa visão comum, pela qual só vemos a externalidade, sem aprender nem um pouco sobre a interioridade…

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 9/9/12, “Paz no Mundo”

Dalai Lama

Dr. Michael LaitmanOpinião (Dalai Lama, o 14 º Dalai Lama Tenzin Gyatso):“Todas as grandes religiões do mundo, com sua ênfase no amor, compaixão, paciência, tolerância e perdão podem fazer e promover os valores interiores. Mas a realidade do mundo de hoje é que o estabelecer a ética na religião não é mais adequado. É por isso que estou cada vez mais convencido de que chegou a hora de encontrar uma maneira de pensar sobre a espiritualidade e a ética para além da religião”.

Meu comentário: É hora de romper com a fé no improvável e seguir apenas o conhecimento real desenhado conforme a compreensão da Natureza como o sistema de supervisão superior, enquanto limitado pela compreensão da matéria e da forma da matéria, como declarou na Introdução ao Livro do Zohar e nada mais, porque qualquer coisa além é parte do que não pode ser sentido, e é por isso que é improvável.

Só compreendendo a natureza, suas leis e tendências de desenvolvimento, e apenas na medida em que ela é revelada ao homem, como indicado pela Cabalá: “O juiz tem apenas o que seus olhos podem ver”, nós podemos encontrar a solução certa para todos os nossos problemas.

As Lágrimas Alegres Da Oração

Dr. Michael LaitmanA oração é misturada com o sentimento de tristeza, sofrimento, carência, diferentes exigências, e a incapacidade de justificar o Criador. Mas a oração em si deve ser gratidão. Eu agradeço ao Criador por esta oportunidade de se comunicar, pelo fato de que Ele me criou de tal forma que eu tenho a necessidade de recorrer a Ele.

Isto é, a oração deve vir do amor e não de reivindicações. Nós dois estamos felizes por eu ter um pedido, através do qual posso desenvolver o nosso amor. A oração deve começar com a nossa compreensão do quanto estamos felizes por nos conectar através desta oração.

Uma oração combina dois polos totalmente opostos, mas a primeira coisa nela é o ponto de adesão devido à sensação de que ambos participam de uma ação comum. Eu tenho que descobrir o desejo vazio que o Criador pode satisfazer. Eu estou contente que tenha revelado essa necessidade em mim, caso contrário, eu nunca teria sido capaz de me expressar. Aqui, as duas partes opostas são combinadas. A oração é de alegria, e não de lágrimas como estamos acostumados a pensar em nosso mundo.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá de 11/09/12, O Zohar