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O Objetivo: A União Integral!

Dr. Michael LaitmanPergunta: No que devemos nos concentrar agora? Onde devemos dirigir nossos esforços? Quero dizer, na divulgação ou no trabalho em grupo.

Resposta: No trabalho de grupo. Nós devemos dirigir nossos esforços para os workshops aos domingos.

Nos outros dias, deve haver pelo menos algumas classes. Eu vejo que há grupos que estudam seriamente. A lição, em geral, é organizada e dirigida para a união. De forma prática, todo o material do curso fala sobre isso. Mesmo no Estudo das Dez Sefirot, ele está falando sobre a unidade, sobre a conexão de almas entre si. Tudo o que é descrito lá é apenas sobre a conexão das almas num único sistema.

Além disso, nós começamos a criar cursos para formação de conferencistas do movimento “Garantia Mútua”, isto é, professores para os 99%. Eles se tornarão líderes e organizadores de workshops, mesas redondas, etc. Hoje, já há cerca de 300 pessoas prontas, e novas pessoas estão sendo adicionadas. Uma nova onda está chegando.

Em nosso país [Israel], nós chegamos a um ponto onde somos convidados como palestrantes e consultores permanentes de educação em escolas, locais de trabalho, prefeituras, e outros lugares.

Eu acho que dentro de poucos meses, vamos chegar a um ponto onde os especialistas, preparados por nós, serão capazes de começar a trabalhar em várias organizações. De qualquer forma, nós estamos nos aproximando de um estado tal quando nenhuma empresa pode funcionar se não for reestruturada internamente e as pessoas não estiverem conectadas corretamente entre si numa pequena comunidade integral. Nada vai funcionar sem isso!

De “Perguntas Sobre os Workshops” 27/05/12

A Matryoshka Se Junta Internamente

Dr. Michael LaitmanBaal HaSualm, “A Arvut (Garantia Mútua)”: Portanto, a Tana descreveu a Arvut como dois indivíduos num barco, quando um deles começou a fazer um furo no barco. Seu amigo perguntou: “Por que você está furando?”. Ele respondeu: “O que lhe importa? Estou furando debaixo de mim, não em você”. Então, ele respondeu:” Tolo! Vamos afogar juntos!”.

Disso nós aprendemos que uma vez que esses rebeldes chafurdam no amor próprio, por suas ações eles constróem um muro de ferro que impede os observadores da Torá até mesmo de começar a manter plenamente a Torá e Mitsvot na medida do “Amai ao próximo como a ti mesmo”, que é a escada para alcançar Dvekut (adesão) com Ele. E como eram corretas as palavras da sentença que dizia: “Tolo, vamos afogar juntos!”.

Este é um exemplo muito claro: não importa o local do furo; no final, eu acabarei me afogando e como resultado todo mundo morre. É por isso que deveríamos nos preocupar com todos, e esta preocupação deve primeiro ser revelada internamente, dentro de mim, quando eu me preocupo com meus próprios desejos, e também externamente, quando me preocupo com o grupo e o mundo.

A pessoa é um pequeno mundo. No final, minha estrutura interna se conecta com a estrutura do grupo e a estrutura de todo o mundo. Então, acontece que se eu pudesse manter a forma básica correta e precisa dos meus vasos, os corrigidos e os não corrigidos, eu poderia manter os vasos externos do grupo e de todo o mundo. Isso é chamado de “julgue a si mesmo e a todos à balança de mérito”.

Nós podemos trazer o exemplo de uma Matryoshka (um conjunto de bonecas que se encaixam): eu estou dentro, depois há o grupo, e depois o mundo inteiro. E tudo isso é apenas na minha imaginação: o meu ego está dividido em “camadas”, da camada interna à camada externa. Na verdade, trata-se apenas de uma estrutura, um sistema. Portanto, eu sou responsável por todos. Se eu me guardar cuidadosamente, eu guardo o mundo inteiro.

Assim, a correcção é realizada internamente. Claro que eu também devo me preocupar com a parte externa, mas o verdadeiro trabalho é feito dentro de mim. Assim, crescendo cada vez mais forte internamente, nós irradiamos o poder sobre os nossos grupos e sobre o mundo inteiro.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 03/06/12, “A Arvut (Garantia Mútua)”

O Mundo À Minha Volta: Sou Eu Sob Uma Lupa

Dr. Michael LaitmanA diferença entre a percepção espiritual e a percepção corporal reside no fato de que a pessoa sente que o mundo espiritual está dentro dela, em seu desejo de receber, e o sentimento de que o mundo que está fora dela não pertence a ela é deste mundo. A diferença é determinada pelo ego, que distancia certos atributos que estão em mim e parece colocá-los do lado de fora. Esta separação é criada por causa da quebra dos desejos, que os tornou estranhos e distantes entre si, como se não fizessem parte dos interesses egoístas dos outros e daqueles que estão opostos ao seu próprio desejo.

Mas é exatamente por esta razão que nós temos uma chance de nos conectar, como no início, no estado final corrigido, mas agora com o sentimento, compreendendo e alcançando a sua existência em sua profundidade total. Afinal de contas, nós passamos um longo caminho de reconhecimento em direção ao estado final, comparando o que sentimos dentro e fora de nós.

Isto é possível graças ao fato de que o meu ego me separou e lançou milhões de meus atributos para longe de mim: os atributos dos níveis inanimado, vegetal, animal e humano, que eu sinto como estranhos. Agora, graças ao fato de que eu os comparo a mim mesmo e forço para me aproximar, querendo ou não, eu intensifico meus sentimentos e aumento meu entendimento, até que começo a amar todos os outros.

Quando eu os trago de volta para dentro de mim eu adquiro tal percepção ampla da realidade que abrange todo Ein Sof (Infinito), 125 graus espirituais.

Basta pensar como são ocultos e imperceptíveis todos os processos que ocorrem dentro de nós. Porém, do lado de fora, eu imediatamente presto atenção e reajo fortemente a qualquer mudança, mesmo a mais leve delas, seja boa ou ruim. Afinal, o meu ego as aumenta como se olhasse para elas com uma lupa.

Com relação ao que acontece dentro de mim, meu ego não é tão exigente como para o que acontece for. Portanto, eu sou tão sensível a tudo o que acontece ao meu redor, mas se a mesma coisa acontecesse dentro de mim, eu nem sequer notaria. A pessoa não conhece a si mesma, não sente e não vê a si mesma como os outros a vêem. Às vezes, é um verdadeiro choque para ela descobrir o que os outros pensam dela. Eles abrem seus olhos, e ela não pode acreditar que seja bem assim.

Nós não nos conhecemos! Nós não sentimos a nós mesmos e não sabemos os nossos próprios atributos. Nós só queremos nos satisfazer, mas não estamos familiarizados com as complexidades internas. Enquanto que tudo o que acontece fora nos preocupa, e apaixonadamente julgamos aqueles que agem de determinada maneira com relação a nós e contemplamos o que devemos fazer sobre isso.

Portanto, graças à quebra, que levou todos os meus atributos internas para fora e deixou apenas um desejo muito pequeno dentro de mim, eu posso começar a trabalhar com o que me parece externo para trazê-lo de volta para dentro, a fim de conectar a Luz e o vaso num desejo. Graças a isso eu adquiro uma percepção muito fina, já que tenho que levar em conta e entender cada estranho. Eu posso odiá-lo, mas tenho que amá-lo quando transformo toda a minha percepção no outro pólo.

Tal entendimento me recompensa com uma Luz que é 620 vezes mais forte e a compreensão de onde estou e o que eu sinto. Esta é a diferença entre o mundo de Ein Sof, que foi inicialmente criado pelo Criador, no qual o ser criado era apenas um pequeno ponto, e o nosso mundo. Nós temos que aumentar esse pequeno ponto até Ein Sof, adicionando tudo o que está do lado de fora, trazendo o mundo inteiro para dentro, de acordo com a regra: “Ama o teu próximo como a ti mesmo”.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/06/12, O Zohar

Unidos Por Uma Conexão

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos nos tornar profissionais da educação integral? O que é isso?

Resposta: Em primeiro lugar, um profissional da educação integral é aquele que compreende a evolução, que temos atravessado como o desenvolvimento egoísta de uma pessoa e da humanidade. De geração em geração, temos nos desenvolvido ao ponto em que nosso egoísmo humano habitual deixou de crescer.

Ele se manifestou em quase tudo e agora começa a se tornar redondo, ou seja, cada vez mais, nós sentimos uma maior união, integralidade e globalidade de todos os assuntos iniciais, dependência absoluta um do outro, e, na maioria dos casos, isso é indesejável .

Empresas com operações e mercados globais entendem que lucro elas têm com isso. E a humanidade, os países, governos, organizações diversas, e qualquer um no mundo de repente começa a se sentir constrangido e interconectado com todos.

Hoje, a fim de me sustentar com o que é necessário, com o que estou acostumado, porque eu me desenvolvi até este nível e não consigo imaginar uma existência normal abaixo dele, como um cidadão comum de qualquer país, cidade ou região, eu preciso estar totalmente conectado com o mundo inteiro e me sentir dependente de todos.

Por exemplo, a China fornece elementos especiais, metais raros, a todos os países. Mas o que podemos fazer se ela não quiser mais fornecê-los. Não teremos computadores, telefones, nada. Se em algum lugar o desenvolvimento dos campos de petróleo e todos os tipos de materiais químicos estiver parado, vamos ficar sem nada. Ou seja, o mundo foi dividido em setores, que se tornam tão interligados que é impossível hoje imaginar uma vida normal sem um trabalho integral adequado de todo o mundo.

Bilhões de pessoas vivem em cidades, numa sociedade artificial, que elas criaram e que seria muito fácil de destruir; basta quebrar algumas ligações e as pessoas não mais conseguirão viver nas selvas de pedra que construíram.

Em geral, o nosso estado atual é claro para muitos, até mesmo para as pessoas mais simples, porque é fácil explicar de onde obtemos tudo e para quem entregamos. A partir dessa dependência mútua, que surgiu na era da agricultura de subsistência, primeiro na família, então nas cidades, nas fábricas, e, em seguida, dentro da nação, agora, ninguém pode isolar-se, e isso nos obriga a pensar de forma diferente.

Da “Discussão sobre Educação Integral” 20/05/12

O Que Está Dentro É Também O Que Está Fora

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Arvut (Garantia Mútua)”: Se parte da nação não quiser manter a Arvut, mas escolhe chafurdar no amor próprio, eles causam a permanência do resto da nação imersa em sua imundície e baixeza, sem nunca encontrar um caminho para sair da sua imundície.

Isto se refere a uma pessoa que não é perfeita em seus esforços em manter a garantia mútua e em restringir os mesmos desejos que não conseguem mantê-la. Se a pessoa tem um dilema e é parcialmente a favor da garantia mútua (e parcialmente contra ela), ela enfraquece todos os outros desejos que ainda não estão corrigidos, ou seja, “as nações do mundo”.

Além disso, o mundo inteiro é dividido em “Israel” e as “nações do mundo”, e isso desempenha um papel importante em nossa geração. Se nós, o “povo de Israel”, não estamos adaptados às leis da garantia mútua, nós transmitimos às “nações do mundo” que é bom permanecer no ego e as capacitamos a fazê-lo. Por outro lado, pelo nosso verdadeiro trabalho na garantia mútua e na conexão, nós revelamos a Luz em Israel e por issso ajudamos as nações do mundo a se corrigir”.

“Israel” é chamado de GE (Galgalta ve Eynaim). E as “nações do mundo” são chamadas de AHP, que está sob a primeira restrição (Tzimtzum Aleph). Nós trabalhamos na garantia mútua, e não em AHP, pois é impossível fazê-lo, mas apenas no GE. No entanto, se de alguma forma nós permitimos a presença de corrupções que pertencem aos desejos corruptos, se formos preguiçosos ou se negligenciarmos a correção de determinadas partes, nós fortalecemos os vasos de AHP em conformidade.

Enquanto isso, nós também estamos em contato com as nações do mundo, e, consequentemente, a Luz influência GE e os fluiu para o AHP e para as nações do mundo que sentem o seu poder.

Assim, a nossa divisão interna afeta o que acontece no mundo e quando as nações acusam Israel de algo, elas estão, basicamente, corretas. Se tivéssemos nos corrigido, não haveria qualquer negatividade do mundo. Tudo depende da correção de Israel, e este é o lugar de onde decorre todas as conseqüências globais, tanto o boas quanto más.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 06/03/12, “A Arvut (Garantia Mútua)”

Preparação Para O Workshop

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é a melhor forma de preparação para o workshop?

Resposta: Talvez, vocês possam cantar. Ou talvez ler alguns trechos, mas não trechos longos e cansativos, apenas alguns “pontos específicos” curtos. Vocês podem se sentar, se abraçar, se tocar, procurando se aprofundar por alguns minutos, falar sobre um tópico específico, sobre a importância do grupo e da união como meio de revelação do mundo superior.

Todo o método é muito simples! Ele exige apenas um desejo máximo, um compromisso, e nada mais.

Da “Discussão sobre Workshops” 26/05

Ele Não Disse Mau Ou Justo

A pessoa não tem o poder de aspirar a corrigir seu egoísmo, mas estando perto de pessoas que aspiram a se corrigir, se essas pessoas são agradáveis ​​a ela, ela recebe delas a força para superar seu egoísmo e se torna imbuída de seus desejos, aspiração e o poder do espírito. Mas, graças a sua atitude e respeito por essas pessoas, ela recebe novos desejos e aspirações.

De Baal HaSulam, Shamati # 99

História Do Mundo: O Caminho Para Garantia Mútua

Dr. Michael Laitman“A Arvut (Garantia Mútua)” é o artigo mais importante de todos os artigos escritos pelo Baal HaSulam porque fala sobre os princípios, as raízes do nosso trabalho. Ele explica porque o povo de Israel foi criado tanto na história quanto no processo global de desenvolvimento, porque um elo de transição é importante para transferir o método de correção do Criador às criaturas, e porque esta metodologia deve vir através de um grupo especial que se separou do resto da humanidade na antiga Babilônia nos tempos de destruição, que isso simboliza.

Foi de lá que o grupo passou o método de correção para o mundo inteiro, após um longo período de tempo necessário para a preparação da humanidade e de si mesmos. Baal HaSulam também explica as relações deste grupo com o mundo e que processos ambos os lados devem passar, e que, em essência, é toda a nossa história.

E o mais importante nesta história é a situação atual. Nós chegamos ao início da chamada fase final e devemos implantar agora o método da correção. Além disso, não basta implantar o método em nós, superando a rejeição, subindo acima do nosso egoísmo, unindo-nos e revelando a Luz do Criador nesta união.

É também necessário levar a Luz a todas as nações do mundo; com isso nós compreendemos o método. Nós devemos levar as pessoas ao nível que é dito: “porque todos me conhecerão, do menor ao maior”. Então, todo mundo vai revelar e conhecer o Criador, cada um segundo seus vasos, desejos. Ao unir e revelar uma única Luz juntos, o Criador será revelado no vaso comum.

Isto é o que o artigo “A Arvut” nos diz. Diferentes vetores podem ser extraídos disso para entender as responsabilidades colocadas em nós que são espelhadas na história, educação, cultura e eventos do mundo. Assim, fica claro por que o mundo deveria passar por todos os tipos de épocas e processos, buscando a liberdade, riqueza, poder, fama e ciência. Nós entendemos porque, como resultado desse desenvolvimento egoísta, o mundo deve mergulhar numa crise, o que está acontecendo hoje, e o que ainda deve ser revelado antes que o mundo perceba a necessidade de uma correção fundamental, não apenas externa.

Afinal, não se trata apenas do ambiente natural e dos sistemas externos que causam a ordem, mas de nós mesmos, entre nós, das relações entre nós que devemos adotar um novo sistema de conexão de pessoas. Para isso, nós precisamos mudar nossa natureza. Os egoístas já não podem nos dar uma solução para a situação atual. Ela vai mudar apenas se mudarmos a nós mesmos. Então, vamos transformar a nossa rede de relacionamentos, e, assim, mudar o mundo.

Tudo isso junto é uma consequência da base descrita pelo Baal HaSulam no artigo “A Arvut“.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 03/06/12, “A Arvut (Garantia Mútua)”

Escapando Do Rei Tolo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se eu já sinto a importância do Criador, o que devo fazer para conectar-me a Ele?

Resposta:  Há uma luta constante em nós sobre quem irá controlar: o Criador ou o Faraó (o nosso ego). Mas se a pessoa já sente a importância do Criador, não há dúvidas. Ela fará tudo o que pode para reforçar constantemente o sentimento da importância. Então, seu desejo vai se concentrar no trabalho do Criador para deixar de se preocupar consigo mesma.

Se eu acho que doar é importante, eu imediatamente penso em diferentes formas de trabalhar a fim de doar e não tenho dúvidas sobre o que eu deveria fazer. O sentimento de importância abre todos os caminhos e meios para mim.

Antes disso, o desejo de receber me manteve acorrentado, e eu trabalhei só para ele. Se eu descubro a importância do Criador, em vez da importância do meu ego, já posso trabalhar para ele.

Tudo é determinado pelo desejo da pessoa, que é a matéria da criação. Este desejo pode trabalhar apenas para aquilo que vê como importante. Então, todo o nosso trabalho é esclarecer o que é a coisa mais importante para nós: um rei velho e tolo sob cujo domínio nós nascemos, ou uma criança pobre inteligente, o que significa o desejo de doar e o sentimento da grandeza do Criador, que pode se desenvolver dentro de nós.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/06/12, Escritos do Rabash

A Abordagem Holística

Dr. Michael LaitmanPolítica, finanças, cultura, ciência, e realmente tudo hoje é construído somente na comunicação, no respeito mútuo, enquanto que o ser humano não está adaptado internamente a esses sistemas. Segue-se que todos os nossos sistemas têm chegado a este tipo de estado, mas o ser humano não e por isso é muito difícil. Nós não somos capazes de gerir qualquer coisa corretamente. Portanto, a nossa economia, artes, ciência, educação dos filhos e o resto dos nossos sistemas estão em crise. Em princípio, eles aspiram a estar integralmente conectados, mas o ser humano que os gerencia ainda não é assim. Então, o que pode ser feito com ele?

O ego humano continua sendo individualista. Nós vemos como uma pessoa quer se retirar, se desligar, ficar sozinha e se esconder dos outros. Ela precisa de um apartamento separado. Ele está como que pronta para se conectar com os outros, mas apenas por telefone e computador como se eles guardassem o seu individualismo, sua imunidade. E nós não precisamos destruir isso, mas, pelo menos, nos ajustar a esses sistemas onde já existimos.

A própria natureza é global e encontra-se em completa dependência mútua em todas as suas partes. Nós criamos nossas ciências, e assumimos que a física, química, biologia e zoologia são investigações separadas da natureza, o que não existe na natureza. Ela é unificada e tudo nela está mutuamente conectado. Isto significa que a abordagem tem que ser geral e integral, mas não é.

Uma abordagem geral e idêntica deve ser tomada para toda a existência global comum, mas ela não existe. O ser humano não se ajusta ao mundo em que vive, enquanto que do lado da natureza, os mesmos sistemas de repente se transformam, sem qualquer conexão conosco, para ser integrais. A evolução nos trouxe a este estado.

Nós não podemos continuar existindo desta forma; a crise vai continuar. Seu objetivo é atrair a necessidade de mudança dentro do ser humano.

Ele precisa passar por todas essas mudanças de forma independente e consciente. Ele precisa alcançar a forma de ser integral, para ser compatível com todos os sistemas: social, político, financeiro, cultural, etc., e também à natureza.

Da “Discusão sobre Formação Integral” 20/05/12