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Disseminar Para Amadurecer

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se não houver acordo numa sociedade Cabalística, como poderemos transmitir um acordo ao mundo exterior?

Resposta: Por um lado, isso é correto. Por outro lado, nós devemos definitivamente fazer algo. É por isso que a natureza nos deu esta oportunidade. O Criador está deliberadamente nos empurrando para o processo educacional.

Nós podemos ver isso no exemplo da família, quando dois jovens se casam. Eles ainda não são particularmente sábios, mas quando eles têm um filho e se tornam pais, aos poucos adquirirem responsabilidade, desencadeada pela necessidade e outras circunstâncias. Assim, eles amadurecem e se tornam adultos. Quando a pessoa não tem filhos, ela permanece uma criança.

Portanto, se nós disseminamos nossos materiais ao mundo exterior, vamos amadurecendo também. Caso contrário, não. Esta é a única razão de recebermos o trabalho de disseminação. Isso é o que nos obriga a amadurecer.

Nós estudamos na sabedoria da Cabalá que se nós não disseminamos, só podemos ter um estado de pequenez (Katnut). Se disseminarmos, a Luz passa através de nós aos outros, e nós adquirimos o estado de grandeza (Gadlut), a Luz de Hochma, a Luz da Sabedoria. Portanto, seja qual for o estado em que estivermos, não há nada a fazer além de nos envolver na disseminação.

Da Série Lição Virtual aos Domingos 12/02/12

Dois Mundos

Dr. Michael LaitmanNo grupo, a pessoa não só deve mudar a si mesma em relação ao ambiente, mas também deve ensinar os outros a fazê-lo. Esta é a razão para a quebra. Nenhum de nós tem a força para resistir à intenção egoísta, mas quando a pessoa realmente percebe a necessidade de mudar a sua intenção para uma altruísta, ela adquire a possibilidade de receber a força de seus amigos. De repente, isso se transforma num princípio muito simples: se você deseja se unir com seus amigos, a fim de doar a eles, você pode receber a força para mudar a sua intenção para com eles através dessa unidade.

Basicamente, nós agimos num desejo, numa única linha: se eu quiser conferir ao meu próximo (amigo), eu posso receber a força para fazê-lo através dele. Mas onde é que ele conseguiu essa força? Ele recebe da raiz, que está por trás dele. É por isso que está escrito: “Eu vivo no meu povo”. Em outras palavras, o Criador, a força superior, a raiz, que criou a intenção de doar, vive no grupo. Ele me diz: “Se você tratar direito o seu próximo, a fim de doar a ele, você vai Me encontrar nele, no ponto exato onde a sua doação estiver direcionada. Então, sua intenção mudará, e você realmente será capaz de perceber isso”.

Está escrito em relação a esta ação: “Israel, a Torá e o Criador são Um”. Desta forma, nós começamos a ver toda a realidade. Agora, em vez do mundo corporal diante de mim, eu vejo o ambiente. Eu não me importo com o que está nele. O que importa é que, na minha busca por forças para doar, eu passo por ele e atinjo a raiz, o Criador que existe dentro de meus amigos. Eu quero me unir com os meus amigos a fim de doar a eles: eu encontro o Criador dentro deles, que fornece a força para me conectar com eles. Assim, eu me uno com Ele através deles.

Então, a pessoa começa a trabalhar em duas linhas. Por um lado, ela vê como o Criador a força a usar o seu próximo; ela percebe diferentes pensamentos cruéis que chegam a ela de dentro do grupo sobre como usar os outros, lucrar à custa deles e receber prazer do grupo. Mas, em resposta a este prazer direto, a pessoa restringe a sua intenção e, por outro lado, busca a oportunidade de doar aos seus amigos, permanecendo na mesma linha. Ele quer trabalhar para o bem e benefício de seus amigos e retornar ao Criador através deles, construindo assim as 10 Sefirot da Luz Refletida.

Agora, a pessoa tem os “dois lados da moeda”. Ao compará-los e avaliar o grau em que pode usá-los, ela se torna preparada a aceitar o convite do Criador e desenvolver a atitude correta para com Ele. Duas realidades se abrem diante dela:

  • Quando eu receber o prazer diretamente do Criador através da natureza ou do ambiente, se eu estiver preparada para continuar a receber mais e mais, este tipo de existência é percebido como “este mundo”.
  • Mas se eu dôo o máximo que eu posso e me dedico aos meus amigos e ao Criador, eu revelo outra existência, oposta, na Luz Refletida.

Desta forma, a pessoa adquire dois mundos.

Da Convenção de Arava 23/02/12 Lição # 1

Na Busca De Um Parceiro Espiritual

Dr. Michael LaitmanCerca de 40 anos atrás, o divórcio era considerado um ato desonroso; hoje, não há nada de incomum nisso. As pessoas não entendem por que devem se casar, ter filhos, e por que eles deveriam continuar a viver juntas!

Se a resposta a esta pergunta não for encontrada, a pessoa não precisa ter uma família ou dar à luz filhos. Eu posso continuar vivendo sozinho o mais confortavelmente possível; o que vai acontecer mais tarde não me preocupa. Hoje, é assim que o nosso ego se relaciona com a vida.

Mas se eu descobrir uma meta maior, como por exemplo abrir as portas para um outro mundo, para a intenção eterna e, além disso, se eu sei que isso pode acontecer aqui e agora, mesmo que seja preciso mais responsabilidade e imponha certas responsabilidades em mim, tal como me anular para atingir essa meta e chegar a sua importância, isto me obrigará a criar uma família.

Depois, eu me caso com uma mulher que eu escolhi não por causa de meus instintos animais, mas sim como um resultado da minha busca por um parceira espiritual! Minha esposa fica comigo o tempo todo e se torna um indicador através do qual eu rastreio se ainda estou no caminho certo.

Então, nós realmente atingimos a meta, a qual nos conecta; em vez de apenas tolerar um ao outro, nos unimos como um todo! Isso é chamado de: “Um homem e uma mulher e a Shechiná (Divindade) entre eles”.

Nós começamos a nos relacionar com o outro através do Criador, uma vez que não estamos sozinhos: Ele sempre está entre nós. É por isso que eu percebo minha esposa através do prisma do Criador, isto é, eu vejo ambos, ela e o Criador. Assim, ela vê a mim e o Criador.

Se não levarmos em conta o terceiro fator não seremos capazes de construir um triângulo (o homem, a mulher e a meta), nem seremos capazes de viver juntos. No nível animal, é possível, mas no “nível falante” não é viável.

Eu não serei capaz de identificar o Criador se eu não olhar para o meu marido ou esposa por este prisma.

Originalmente, nós éramos partes de uma alma comum: Adão e Eva. Agora, temos que reviver esta “estrutura”, embora a serpente (o nosso ego enorme) tenha nos dividido. Temos que corrigir esta “serpente” e revelar o Criador entre nós.

Pergunta: Então, é inútil esperar por um “príncipe num cavalo branco”. Ou pelo contrário, nós devemos procurar o Criador?

Resposta: O Criador está acima de qualquer outra coisa! Mais tarde, você deve se concentrar em quem pode provê-Lo aos seus olhos.

Da Palestra “Sobre a Feminilidade” 14/12/10

Grupo É Poder

Dr. Michael LaitmanPergunta: Durante o processo de interação integral, a pessoa deve sentir a tensão entre seu egoísmo e o trabalho de subir até o “nós” coletivo. Da minha experiência em psicoterapia, eu sei que às vezes as pessoas não são capazes de lidar com esta tensão, eles batem a porta e fogem, enquanto aquelas que conseguem lidar com isso avançam. Quão importante é a paciência neste processo?

Resposta: O que é necessário aqui é o apoio do ambiente, que deve dar à pessoa o entendimento de que não há outra solução: esta jornada pode ser concluída. Encontrar resistência significa que ela não está conectada com o ambiente que poderia apoiá-la e que dirige seus esforços para uma existência mais fácil, dando-lhe a sensação de que não há nada a temer, e que tudo é muito simples e fácil quando você faz isso coletivamente num grupo. Mas quando você tenta fazer isso sozinho, isso dá origem às forças que expulsam você. Na natureza tudo é direcionado para a união.

Evidentemente, na sua prática da psicoterapia lhe falta o elemento de apoio do grupo, a influência do grupo sobre a pessoa. Nós sabemos que até grupos tipo Vigilantes do Peso, Alcoólicos Anônimos, e outros grupos são poderosos.

Da “Discussão sobre a Educação Integral” # 9, 15/12/11

Lágrimas De Alegria

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando falamos de sentimentos, nós imediatamente imaginamos uma pessoa emocional, aberta a todos. Por um lado, isso pode ser estimulado. Por outro lado, é possível mudar o foco de uma pessoa, de modo que ela não se torne muito emocional. Qual deve ser o nível ideal de emotividade nos grupos de educação integral? Existe um lugar para chorar?

Resposta: Claro! Nós vemos como os homens maduros choram sob influência do grupo; de repente, a pessoa tem esses sentimentos que é incapaz de controlar sozinha. Ela não sente qualquer necessidade especial de fazer isso.

Claro, existem certos fatores que restringem. Mas, em geral, eles realmente levam às lágrimas, lágrimas de alegria e libertação, a várias expressões de energia positiva. Isto é natural. Naturalmente, este é um processo muito emocional.

Afinal, as emoções são a nossa essência. E a mente serve apenas para suprimi-las, como fazemos na vida, ou, pelo contrário, para usá-las em nosso benefício, que é o que estamos tentando alcançar na educação integral.

Da “Discussão sobre a Educação Integral” # 9, 15/12/11

A Vida Num Estado Elevado

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando as pessoas passam várias horas por dia num grupo de educação integral, há lugar para música e canções? Eu sei que há muita música, alegria e estados sublimes em seu centro.

Resposta: Nós estamos constantemente tentando estar num estado elevado, não o jogando, mas realmente examinando-o em nós mesmos. Primeiro de tudo, isso nos ajuda a sentir o quão real isso está conectado com a natureza e que este é o objetivo do nosso desenvolvimento, o objetivo da natureza.

Quando feito de maneira diferente, quando criamos isso artificialmente, então isso não carrega nenhum valor! Pelo contrário, só traz prejuízo!

Uma união boa e adequada, quando ninguém é suprimido e todos tentam trabalhar pela comunidade, produz uma grande quantidade de energia positiva, e a pessoa não quer sair deste estado.

De repente, ela descobre que este estado não é chato, não é difícil, e é possível estar sempre nele. Ela dorme e acorda com ele. Ela começa a sentir que este estado contém todas as oportunidades de auto-realização dela com a sociedade e com este novo nível que ela está atingindo.

Ela começa a ver que, em comparação ao estado anterior, este é muito mais amplo e elevado; ele simplesmente revela diante dela toda a possibilidade de harmonia. É como quando um músico ouve algo fora de sintonia em relação a uma composição bem executada de Beethoven ou Mozart.

Esta é a maneira como a pessoa percebe a diferença entre sua vida privada anterior e a harmonia que ela revela. Ela não pode ir lá. No começo, isso geralmente a deixa cansada, porque ela ainda precisa fazer um esforço emocional interno, mas depois de algum tempo ela não pode mais ficar sem ele.

Então, isso se torna sua vida, uma necessidade. Ela revela que toda a natureza também existe nessa harmonia e nada mais existe!

Ela começa a entender que o nível anterior de sua existência consistia apenas em cuidar de seu corpo físico. Em outras palavras, este era um nível animal de existência. Ela concorda e entende isso. E o nível “humano” é a imagem coletiva que estamos construindo aqui.

Da “Discussão sobre a Educação Integral” # 9, 15/12/11

Sua Peça Perdida No Quebra-Cabeça Da Alma

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se a pessoa perde o estímulo no processo, isso significa que ela não se esforça o suficiente pelo amor ao próximo?

Resposta: Se a pessoa é desencorajada em seu desenvolvimento espiritual, isso normalmente decorre do orgulho, de seu posicionamento acima dos outros. Esta é uma doença geral que se encontra em cada um de nós. O orgulho é a base do desejo de receber, que vem até nós diretamente do Criador. O Criador é único. Assim, nós também nos sentimos como sendo únicos.

Eu sou realmente único porque sou uma peça do quebra-cabeça geral que não é encontrada em mais ninguém. Assim, eu justificadamente sinto que sou especial. A questão é apenas como vou usar minha singularidade? Vou tentar complementar os outros da forma que for possível?

O quebra-cabeça espiritual não é o mesmo que o quebra-cabeça corporal, onde cada peça está em contato apenas com alguns vizinhos mais próximos, e longe de todos os outros. No quebra-cabeça espiritual eu estou conectado a todos. Isto é espantoso! Imagine que há 600.000 peças do quebra-cabeça e eu estou conectado a cada uma delas. Além disso, cada uma delas está conectada a todas as outras peças. Esta não é uma conexão simples, mas em cada nível, todos os nossos Keterim (coroas) estão conectados uns aos outros; em todos os níveis de Bina estão conectados uns aos outros, e assim por diante.

Assim, há uma estreita conexão de doação entre nós que ainda precisamos descobrir. No fim da correção, graças à nossa sensibilidade e compreensão desta complicada conexão, esta se torna revelada “620” vezes mais intensa: em vez de Nefesh de Nefesh, NRNHY de NRNHY.

Imagine que havia este sistema simples de 600.000 peças ligadas em série, uma após a outra, como um rebanho de ovelhas. De repente, elas se conectam em todos os tipos de vínculos, complementando e preenchendo-se mutuamente em todas as situações e atributos.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 3/2/12 , Shamati # 35

Compreender O Presente Que Recebemos

Dr. Michael LaitmanComentário: Na Convenção no deserto nós queríamos receber essa energia que nos permitiria chegar à conexão. Eu acho que nós realmente conseguimos.

Resposta: Eu acho que a Convenção foi especial, pois alcançamos certo nível de adesão, e a Reshimo (reminiscência) dele permanece em nós, em todo o grupo e em cada um de nós individualmente.

O que ocorre na espiritualidade não desaparece, e essa Reshimo simboliza o vaso espiritual entre nós. Todos sentem isso em certa medida, mais ou menos, mas este vaso já existe. Ele já nasceu! Mas, de tal maneira que temos que fazer mais alguns esforços, a fim de esclarecê-lo, revelá-lo, e senti-lo de uma forma cada vez mais clara.

Nós devemos nos relacionar com este vaso geral como com a Shechiná (Divindade), com o lugar para a revelação do Criador. Quanto mais forte nós nos conectamos, mais alegria nós damos a Ele. Graças a nossa conexão, a conexão dos nossos desejos, nós podemos dar alegria ao Criador e assim começamos a sentir a Luz em nossos desejos, e, consequentemente, sentiremos a nossa ascensão espiritual e a revelação do Criador às criaturas.

Nós devemos ser mais sensíveis, prestar mais atenção e tratar de maneira mais sutil o sentimento geral que nasceu dentro de nós.

Nenhum de nós deve parar nem por um momento num só lugar. Tudo depende de alterar as intenções e não do número de ações. Isso significa que isso depende da nossa atitude para com a conexão e união que alcançamos.

Nós alcançamos a união e criamos um vaso. Agora, surge a pergunta: “O que fazemos com ele agora?”. Esta é a coisa mais importante: uma mudança qualitativa em nosso trabalho com ele. Este é o esclarecimento, a busca de uma solução permanente.

Você mesmo terá que pensar sobre isso. Se eu falar sobre isso agora, eu vou estar roubando seu esforço. É como trazer para uma criança uma caixa com um brinquedo Lego, afastá-la e começar a juntar os blocos de Lego sozinho.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/03/12, Shamati # 35

Onde Nós Encontramos A Chave Do Portão Das Lágrimas?

Dr. Michael LaitmanNós não devemos ter vergonha da fraqueza, pensando que a fraqueza pode arrefecer o nosso desejo de avançar. Há um “portão das lágrimas” em cada etapa, que só abre após a pessoa compreender sua própria impotência. E como poderíamos até mesmo ter a capacidade? Afinal, o avanço acontece através do poder adicional de doação. Nós não temos isso; é preciso adquiri-lo.

É por isso que eu estou certo em descobrir que não tenho a capacidade de avançar. Eu também estou certo em descobrir que não tenho nenhum desejo de avançar. O que acontece depois? Só uma coisa: realiza-se o apelo direto ao Criador, através do grupo, para Ele corrigir a conexão entre nós. Então, cada vez que isso é feito, uma nova etapa da nossa união torna-se revelada.

A pessoa é incapaz de fazer algo por conta própria. Não importa o quão forte ela às vezes pense que é, não importa o quão certa ela é, que ela atingirá tudo, ela fracassará em tudo. Está escrito: “Não acredite em si mesmo até o dia que você morrer”.

É por isso que ter um grupo que constantemente desperte a pessoa é uma condição necessária. Por esta razão, quando uma pessoa não sabe como avançar e se desespera, o seu orgulho geralmente se culpa. Portanto, ela é incapaz de receber o apoio do grupo.

Não há nada que se envergonhar disso; a pessoa só precisa trabalhar com ele. Mas, basicamente, esta é a única perturbação. Existe uma enorme força no grupo. Como no conto sobre o rabino Yossi Ben Kisma. Ele era um grande Cabalista em sua geração, e seus alunos eram pessoas muito simples. Mas ele recebeu muita força deles, já que sabia como trabalhar com eles. E ele era uma grande pessoa! E este conto fala de pessoas pequenas.

É por isso que quando a pessoa diz que o Criador não a está ajudando, é seu orgulho falando. Como ele se manifesta? Em sua incapacidade de anular-se perante o ambiente para receber dele o valor e a grandeza da espiritualidade e, assim, perceber o poder do Criador que a ajuda e a realização da grandeza da espiritualidade.

É por isso que não há razão para chorar pelos distúrbios. Está escrito: “A minha alma chorará em segredo” em ocultação, na escuridão. Chorar é bom, mas tudo depende do que você está chorando: não chore por não ter ajuda; não há ajuda. Você precisa chorar pelo fato de que seu orgulho não o está deixando a se rebaixar um pouco diante de seus amigos, do Criador, e receber ajuda deles.

Da Lição # 4 da Convenção de Arava, 24/02/12

Um Banco Para Preciosas Decepções

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu me esforcei ao máximo para me conectar com os meus amigos na convenção, mas eu falhei. Quando começou a chover no meio da noite, eu perguntei ao Criador porque Ele abre os céus, mas não abre o meu coração? Deve ser porque eu “não peço por isso”… Então, o que devemos fazer: continuar os exercícios ou já entendemos que somos incapazes de nos conectar por nós mesmos e devemos nos dirigir ao alto pedindo ajuda?

Resposta: Como você pode se dirigir ao alto pedindo ajuda se você ainda não se decepcionou com seus esforços? E se em vez de se decepcionar, você consegue se conectar?

A cada momento você vai continuar se desapontando; estas decepções devem se abrir diante de você sob as formas de seu vaso quebrado. A decepção não é dada para torturá-lo ou para fazer você rastejar de joelhos a fim de clamar com o seu último suspiro para receber a ajuda do Criador. Este não é o objectivo.

É fato conhecido que você não pode fazer isso por conta própria, mas você deve juntar gradualmente essas decepções a fim de descobrir a profundidade do seu desejo desta forma. Elas mostram a profundidade do seu vaso espiritual; é por isso que você não pode escapar delas. O Criador junta todos os seus esforços e os guarda até o dia, o estado especial, em todos eles sejuntam num vaso inteiro.

É como poupar dinheiro nesta vida, juntando um real de cada vez. Em nossa vida espiritual, você também deve recolher as suas decepções, suas tentativas fracassadas, e aprender com a maneira como elas se somam. Mas você deve manter tudo isso dentro de si, e surgir cheio de força para o grupo.

Você deve ser tão meticuloso e colocar tanto esforço em juntar suas decepções, como uma criança pequena que coloca dinheiro em seu cofrinho. Mais tarde, elas vão lhe dar o sabor, porque “o benefício da Luz é atingido na escuridão”. Você reune e junta esses momentos escuros, que no final se conectam em diferentes formas em tal escuridão que você é capaz de distinguir a Luz. A própria luz não tem uma forma:apenas o vaso o que você a constrói para ela.

Da Lição # 4 da Convenção de Arava, 24/02/12