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Deixe A Redenção Para O Criador

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, Capítulo “Bo (Venha ao Faraó)”, item 169: E não há dúvida sobre como na Páscoa o Mochin de Gadlut (Luz de Hochma) já brilha, embora Israel (aqueles que aspiram a revelar o Criador) ainda não tenha feito a Priah (correção do desejo egoísta),  uma vez que esta é feita através de um despertar de baixo (do homem), enquanto que na noite da Páscoa era a iluminação de Mochin (Luz de Hochma) apenas  pelo despertar de Cima (do  Criador).

Até o êxodo do Egito, você deve esforçar-se o máximo possível. No entanto, você não tem chance de alcançar e realizar a saída de si mesmo, porque este é um grau mais elevado. Aqui, a Luz de Hochma (Sabedoria) tem que vir e executar essa passagem para você, realizar este salto (em hebraico, a palavra “Pessach” vem da palavra “Pasach“, passar por cima, pular). É por isso que ela ocorre apenas por mérito do despertar de Cima.

A preparação é confiada a você, a realização do Criador. O mesmo acontece com o estado espiritual chamado “Sábado”, uma vez que ele não vem de um calendário. Por um lado, ele é evocado pelo despertar de Cima, mas por outro, é dito: “Aquele que não trabalha na véspera do Shabbat (sábado), o que ele vai comer no Shabbat?”. Ou seja, se você não estava realizando correções durante os seis dias da semana, você não pode chegar ao sétimo dia, o Shabbat (sábado).

Isto  acontece em todos os momentos. Você tem que realizar tudo o que depende e recai sobre você no seu grau; então, a Luz vem de Cima e completa a sua ascensão ao próximo nível.

Da 2ª parte da Lição Diária decabalá 18/04/11, O Livro do Zohar

Duas Pessoas – Uma Meta

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é a natureza do trabalho de um homem e uma mulher em termos da anulação do desejo de receber prazer no mundo espiritual?

Resposta: Não há qualquer diferença no trabalho de um homem e uma mulher, pois ambos são desejos de receber prazer; ambos são egoístas. Cada um deles tem que elevar a importância da meta, ou seja, a revelação da força superior e sua conexão com todas as pessoas, a fim de revelar o mundo espiritual.

Ao sentir a importância da meta, eu anulo meu ego e rejeito várias coisas que surgem como obstáculos para alcançá-la. Eu não paro de receber prazer do alimento ou da vida, eu não rejeito qualquer coisa neste mundo, mas só na importância da meta.

Nós dizemos que o nosso mundo é importante para nós e está cheio de grandes prazeres, mas o mundo espiritual é ainda mais importante e mais atraente para mim. Acontece que, de acordo com o grau desta importância, eu aparentemente não percebo tudo o que me impede de alcançar a espiritualidade. É assim que eu avanço.

Da Série de Palestras Introdutórias 08/03/11, “Alcançar o Equilíbrio”

Um Triângulo Amoroso: O Marido, A Esposa E A Sogra

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que a mulher sempre tem desentendimentos com sua sogra?

Resposta: Ambas as mulheres têm um grande desejo de ter poder sobre o mesmo homem. Sabe-se da Torá que no passado tudo era ao contrário. Antes de seu casamento, o homem levava sua futura noiva para a casa de seus pais, para sua mãe, onde ela “ferveria” em seu ambiente familiar. Desta forma, a mulher compreendia a personalidade de seu futuro marido e recebia todas as informações sobre ele de sua mãe, a fim de conectar-se a ele corretamente.

Um homem existe entre duas mulheres, sua mãe e sua esposa (a superior Bina, e a inferior Malchut). É por isso que o homem naturalmente tende a tratar sua esposa como uma mãe, em certa medida, e muitas vezes ele vê sua mãe em sua esposa.

Tudo isso realmente desce ao nosso mundo do mundo espiritual. Assim, as mulheres devem perdoar seus maridos por isso.

Da Série de Palestras Introdutória 08/03/11, “Alcançar o Equilíbrio”

Momentos De Cabalá – Saída Do Egito

Momentos De Cabalá – Pai De Todos

Momentos De Cabalá – Boazinha Demais

Fim Da Escravidão Egípcia

Dr. Michael LaitmanNão é fácil responder à pergunta: em que momento a pessoa consegue determinar se ela receberá prazer do egoísmo ou da doação? Será que a pessoa quer ser escrava do Faraó ou do Criador?

Nossa principal tarefa é chegar ao ponto onde pedimos para mudar nosso governante, de modo que a força da doação nos governe, em vez da recepção. Nós estudamos Cabalá e realizamos todas as recomendações dos Cabalistas, a fim de sermos capazes de fazer esta escolha.

Podemos chegar a esta escolha, quer pelo caminho do sofrimento, através da progressão natural do tempo (Beito), ou pelo caminho da Luz (Achishena). No caminho da evolução natural, somente os golpes nos esperam. É quando o Criador tira todos os prazeres possíveis do Faraó, o nosso egoísmo, ou o desejo de receber para si mesmo e, portanto, nós experimentamos o sofrimento. É por isso que nós estamos prontos para sair do domínio do Faraó e nos distanciar dele. Afinal, a própria natureza está nos obrigando a evitar o que nos faz sofrer.

Depois há o caminho da Luz, “acelerar o tempo” (Achishena). É quando nosso desejo egoísta ainda permite que recebamos prazer, mas nós realizamos várias ações, a fim de construir uma nova atitude para com o desejo de doar. E mesmo que eu receba prazer egoísta e esteja sob o domínio do Faraó, eu não sinto que isso é algo negativo: estou curtindo a vida. No entanto, eu começo a procurar uma maneira de me elevar acima dele e deixo de depender dele, para começar a valorizar a qualidade de doação.

Isso significa que eu tento trilhar o caminho da Luz de modo que a qualidade de doação me afete e me dê o entendimento de que o Faraó é um governante do mal. Seu mal não é o prazer que ele dá, mas em eu receber estes prazeres para o meu próprio benefício. Este critério inteiramente novo não se baseia em prazeres, mas na sua direção, em quem recebe: eu ou os outros (ou o Criador, juntamente com outros).

Então, em vez de julgar o caminho através das sensações, de acordo com o prazer ou o sofrimento, eu mudo para um cálculo lógico do que é bom e mau, do verdadeiro versus falso. Eu percebo que a verdade é a doação, a força superior, o Criador, e eu quero essa verdade! E mesmo que eu me sinta bem sob o domínio do Faraó, eu ainda quero me aderir à doação.

Se a pessoa chega a tal percepção, ela se eleva acima da avaliação natural ou animal (Beito) e toma decisões no nível de “Achishena “, esforçando-se em sair do governo do Faraó. Então, ela não precisa passar pelo sofrimento físico e receber golpes no desejo de receber, através de várias crises que sentimos no mundo de hoje e que só irão aumentar no futuro se continuarmos progredindo no fluxo natural dos acontecimentos (Beito).

O sofrimento da pessoa torna-se o sofrimento no caminho de “Achishena“, o sofrimento do amor. Afinal, ela aspira a doação, algo oposto ao amor próprio. Ela pede ao Criador, ou à Luz superior, para mudar o seu prazer egoísta pelo prazer da doação. É assim que a pessoa avança.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/04/11, Escritos do Rabash

Deixe O Burro Trabalhar Para O Humano

Dr. Michael LaitmanAs tentativas de permanecer na fé acima da razão constituem a preparação para a Machsom. Nós devemos desejar este estado, embora ainda não estejamos prontos para alcançá-lo. Às vezes, nos é dada a oportunidade de sentir a ” fé acima da razão”, mas quando nos aproximamos da Machsom (a barreira que nos separa da espiritualidade) queremos  permanecer na fé acima da razão, para termos ao menos algum contato com ela, e não permanecer em um único ponto: o ódio (ego) ou o amor (doação).

Nós devemos viver com esse temor em todos os momentos. Aliás, se eu considero a realidade a partir de um único ponto de vista, eu sou apenas um animal. Se eu quiser ser um humano, “sentado em cima de meu burro” (o meu desejo egoísta), devo incluir esses dois pontos opostos dentro de mim.

O primeiro ponto é a minha crítica e discordância com os outros. E o segundo ponto é o meu “eu”, que não concorda com minhas críticas dos outros. (Para ser claro, não estamos falando do trabalho de disseminação, mas do trabalho interno no grupo em direção à união, quando eu critico um “amigo”, suas qualidades que não estão relacionadas ao trabalho). Apesar de entender que minha crítica é verdadeira, eu ainda desejo revelar o Criador entre nós. É Ele que faz o papel do Faraó, transformando o meu amor em ódio, a união e a conexão em resistência, crítica e discórdia.

Ele faz este papel de modo que eu queira conectar-me com o amigo acima do Faraó, apesar do meu coração rejeitar e odiá-lo, sem vontade de se unir ele. Eu tenho um monte de queixas contra ele, mas com tudo isso nós ainda estamos construindo uma relação de amor, harmonia e união total. Dentro do meu amigo eu desejo ver o Criador.

Eu não fujo para um ponto elevado, onde tudo é belo; mas sim, eu mantenho esses dois pontos opostos dentro de mim o tempo todo e continuo avançando entre eles. Nesse momento eu já tenho o inicio do vaso espiritual, Malchut e Keter, dois pontos opostos. Eu estou no meio, mantendo a condição de restrição entre eles.

Então, a distância entre eles continua crescendo, até formar um determinado objeto espiritual. Todo esse trabalho é realizado praticamente no grupo, e apenas em relação aos amigos.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 13/04/11, Shamati No. 59

Desejo-lhes Liberdade E Amor!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que nós, seus alunos não-judeus de Cabalá, temos que comemorar Pessach (Páscoa Judaica) e outras festividades? Muitos de nós estão dizendo que devemos nos apressar para comprar Matzá e fazer o Seder de Pessach.

Resposta: Meus caros alunos, eu tentarei explicar mais uma vez, de forma simples e definitiva, pois já respondi a essa pergunta muitas vezes.

Vocês têm que estudar todas as fontes judaicas originais, porque elas são escritas pelos Cabalistas. Nós as estudamos em suas interpretações Cabalísticas autênticas, e não como o povo judeu tem estudado desde o século I d.C., na forma material, como se esses livros falassem sobre o nosso mundo.

Obviamente, isso inclui o estudo da “Hagadah Shel Pessach” (Hagadá da Páscoa), sobre o êxodo do Egito, porque ela não fala sobre a saída da terra do Egito, mas de nossa ascensão acima do egoísmo. Vocês podem observar a tradição junto conosco, vocês podem se sentar em uma mesa festiva, podem, virtualmente, junto conosco, comer Matzá e rissóis de peixe ou pão com carne de porco, o que quiserem.

O Baal HaSulam escreve, nos Escritos da Última Geração, que mesmo com a correção final, cada nação, se assim o desejar, preservará sua religião e costumes. Só as relações entre as pessoas é que mudam, do ódio ao amor, que é o êxodo do Egito. Desejo a todos vocês um feriado como esse!

Momentos de Cabalá – Orgulho De Servir