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Um Aviso Muito Importante!

Dr. Michael LaitmanEu gostaria de avisar-lhes que todos os textos Cabalísticos devem ser percebidos apenas em seu sentido interior. Eles não discutem o mundo corpóreo, mas a correção do desejo do homem.

O desejo de receber é dividido em “Isra-El” (direto ao Criador) e “as nações do mundo” (desejos que não visam o Criador). Tais desejos existem em cada um de nós: alguns (por enquanto, apenas o “ponto no coração”) visam ao propósito da criação, enquanto outros (chamados de “as nações do mundo”) não visam alcançar este objetivo.

O “exílio” é o exílio da Luz, do mundo espiritual, ou seja, da qualidade de doação. A “redenção” é o surgimento da força de doação, de união com os outros, de amor, dentro de mim. “O Criador” ou “a Luz” é a qualidade de amor e doação.

Esta é a única maneira de ver todos os textos Cabalísticos: apenas dentro de si mesmo e somente para a autocorreção. Caso contrário, você se afogará em imagens corpóreas (idolatria) e começará a desenvolver novas religiões baseadas na Cabala.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabala 02/11/10, “Exílio e Redenção”

O Criador e Israel No Exílio

Dr. Michael LaitmanO Zohar, Capítulo “Behukotai (Nos Meus Estatutos)”, item 50: “E eu o castigarei, para ir ao exílio. E se você disser que eu o abandonarei, eu, também, estou com você”.

Mesmo que estejamos falando sobre ações que não foram feitas visando à recompensa, na verdade, tal ação não pode existir na natureza. Nós sempre exigimos uma recompensa como combustível para nossa ação. Afinal, somente pessoas doidas e criancinhas agem sem propósito.

Porém, nossa meta é alcançar a revelação, ver o verdadeiro estado, entender suas razões, e compreender qual é o nosso lugar. Nós precisamos de toda a extensão da verdade, aqui e em todos os mundos.

A revelação dessa verdade é a revelação do Criador. Essa é a nossa recompensa. Assim é que a ciência da Cabalá é definida: ela é a revelação do Criador às criaturas nesse mundo.

Nós aspiramos à mais alta recompensa, embora não a adquiramos na forma de satisfação egoísta, mas na nossa aspiração da falsidade à verdade. Toda a minha vida pode parecer luxuosa que de tão doce parece nauseante. Porém, ao mesmo tempo, eu me sinto vazio, porque não há verdade nela. Então, eu mudo minha meta: ao invés de receber prazer direto com doçuras, eu quero adquirir a totalidade da verdade.

Não é fácil alcançar isso. Em hebraico a palavra verdade consiste de três letras – אמת. Alef é a primeira letra do alfabeto, Mem significa Bina, a qualidade da doação, e Tav é a última letra do alfabeto. Em outras palavras, todas as minhas qualidades precisam se reunir em volta de Bina, a intenção pela doação, e depois, eu entenderei o que é isso e revelarei o Criador.

A verdade é o padrão do meu exílio. Se eu vejo que estou em exílio em relação à verdade, isso significa que estou em exílio em relação ao Criador. No estado final desejável nós estamos unidos, misturados e fundidos em um Zivug perfeito e incessante.  E isso significa que agora mesmo nós estamos ambos em um estado indesejável. Em outras palavras, ambos, eu e Ele, estamos em exílio.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabala 03/11/10, “O Criador e Israel Foram Para o Exílio”

A Luz Dos Seus Desejos

Dr. Michael LaitmanPergunta: A satisfação, que eu experimento de tempos em tempos, é recepção com a intenção de me agradar? Afinal, eu não sinto a tela.

Resposta: Por enquanto, sim, uma vez que as satisfações atuais são impressões das Luzes Circundantes nos desejos (Kelim ou vasos) ainda não preparados, os quais são incapazes de perceber essas Luzes e traduzí-las do exterior para o interior.

A Luz Interna só pode ser recebida com a ajuda da tela, de acordo com a minha capacidade de perceber os desejos dos outros como meus. O valor do desejo aderido (Aviut ou espessura) é usado para medir o valor (densidade) da tela.

Suponha que eu posso absorver 100 gramas dos seus desejos e aceitá-los como meus, para que assim eles possam existir em mim como um embrião (Ibur) e eu possa tomar conta deles. Em outras palavras, a medida da conexão “meu-seus” é 100 gramas dos seus desejos que eu posso satisfazer. O que eu sinto no seu desejo satisfeito por mim é estimado como Luz Interna, Ohr Pnimi.

Depois, eu repentinamente sinto rejeição: uma nova revelação do egoísmo aflorou. Sobre ele, eu me conecto com os 100 gramas anteriores e cuido deles a despeito do meu egoísmo, isto é, com uma tela aumentada que é considerada como “nutrição ou alimentação” (Katnut, Yenika) quando nós estamos separados por uma grande distância, mas eu ainda a supero. Então, eu sinto uma rejeição ainda maior. Eu subo sobre ela outra vez, mas esse estágio é chamado de “maioridade” (Gadlut, Mochin).

Em relação a quem é chamado “embrião”, “alimentação”, e “maioridade”? É em relação a mim uma vez que eu executo esse trabalho, e você provavelmente não tem ciência dele.

Assim é como avaliamos a magnitude da tela e nos impressionamos com a Luz Circundante, Ohr Makif, ou Luz Interna, Ohr Pnimi.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabala 31/10/10, The Zohar

“Animais” Não Fazem Parte Da Casa

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que nós devemos fazer com nossos desejos “animais”? Nós devemos desfrutá-los ou limitá-los?

Resposta: Não faça nada com eles. Só os deixe em paz. Deixe o animal pastar na grama como lhe aprouver. Se ele deixar o humano em mim agir de acordo com minha missão, então a pessoa irá usar a parte inanimada dela corretamente sempre que necessário, e deixá-la com seus próprios mecanismos o resto do tempo.

Eu me separei do “burro” e, enquanto isso, eu cuido dos meus assuntos. O ser humano em mim precisa estabelecer uma conexão com outras pessoas. Eu estou trabalhando para elevá-lo e fazê-lo ascender. Virá o tempo quando eu irei dirigir minha atenção ao animal em mim, mas agora eu simplesmente dou a ele o que é necessário.

Afinal, eu não trato uma vaca com bifes e saladas. Ela tem sua pastagem e lá ela come feliz. Se nós tratamos nosso corpo animal corretamente, ele não irá precisar de nenhum excesso. Pelo contrário, qualquer excesso irá prejudicá-lo. Um animal precisa somente de coisas que sustentem seu equilíbrio com a natureza.

Assim, abasteça-o com as necessidades vitais e “deixe-o no pasto”. Se sua cabeça deseja os “céus”, a conquista espiritual, então seu animal não exigirá nada extra de você e não arrebentará a cerca. Afinal, agora para você todos os excessos pertencem ao grau humano.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabala 03/11/10, Escritos do Rabash

Passe De Observador A Participante

Dr. Michael LaitmanEu constantemente imagino a rede de nossa interconexão. Ela desaparece, mas eu continuo a tecê-la em minha consciência repetidamente, até que ela se assente na minha cabeça e se torna parte de minha vida.

Então, eu vivo nessa persistente sensação, constantemente iluminado por nossa união. Depois disso eu desejo não só observá-la de fora, mas entrar nela, de modo que o meu mundo se tornará o sistema global de interconexão entre todas as pessoas. Assim, a observação é substituída pela participação; eu me aprofundo mais e começo a me experimentar dentro dos amigos.

Então, começa a oposição dos pensamentos estranhos, desejos, e ações. Eu os classifico e os uso para ver onde eu ainda estou sem correção, sem conexão. Eles me mostram as qualidades que carecem de conexão, impossibilitando-me de corrigir minhas falhas.

Isso me dá mais força, mais sentimento e razão, mais detalhes do quadro do mundo, e, assim, eu avanço. A coisa mais importante é descrever uma única rede na sua visão mental. Isso é suficiente. O resto vem por si mesmo.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabala 02/11/10, Escritos do Rabash

Três Dias No Fim Da Correção

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu devo perceber a Convenção como um reflexo do sistema de correção das almas?

Resposta: Claro que sim! Se eu pretendo vir à Convenção, eu estou preparado para fazer parte de um sistema que é completamente corrigido em relação a mim.

Não importa que algumas pessoas presentes sejam principiantes que recém começaram a estudar a ciência da Cabala, ou até mesmo pessoas que apenas querem começar a se familiarizar com ela, que estão confusas e não entendem nada. O Criador as trouxe até aqui e, portanto, eu tenho que percebê-las em relação a mim como sendo tão corrigidas como o Criador.

Se eu percebê-las como não corrigidas, ignorantes, e que não entendem nada, então eu tenho que ver tudo isso refletido dentro de mim. Isso se aplica a todos, com exceção das pessoas que são claramente contrárias à meta; estas devem ser afastadas e serão tratadas no Fim da Correção (Gmar Tikun).

Da 2 ª parte da Lição Diária de Cabala 02/11/10 , O Zohar

Por Todos Os Obstáculos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que é que toda vez que eu penso sobre a união entre nós, alguma força me empurra para longe dela?

Resposta: Esta é uma “ajuda contra você”. Duas forças conduzem a pessoa em direção à meta. Uma age na direção da união e outra contra. Por estar entre elas, a pessoa tem livre arbítrio para escolher o ambiente certo, e com sua ajuda (influência) escolher o caminho em direção à meta, em vez do caminho inverso.

Conseqüentemente, ambas as forças ajudam a pessoa dos dois lados. Uma força empurra a pessoa ao grupo, enquanto a outra a empurra para fora do grupo (o ambiente), de modo que ela esteja sempre no equilíbrio entre ambos.

Ela acha que está sendo empurrada para fora da união, mas isso não é assim. Ela recebe a força de superação na mesma proporção que a oportunidade de ser fortalecida no ambiente que recebeu antes.

A pessoa nunca é levada ao fracasso pelo Alto, como está escrito: “A pessoa só é elevada em adquirir a qualidade de doação, e nunca interrompida”. Mesmo se houver um obstáculo colocado diante de uma pessoa neste momento, antes disso é assegurado que ela será capaz de superá-lo com o seu livre arbítrio.

O mesmo ocorre quando nós educamos as crianças. Nós, consciente e deliberadamente, damos exercícios a elas que são mais difíceis, de modo que elas se tornem mais inteligentes e fortes.

Da 2 ª parte da Lição Diária de Cabala 02/11/10 , O Zohar

Esteja Preparado Para Fugir

Dr. Michael LaitmanNós estamos fora do mundo espiritual, na mesma escravidão do Egito descrita na Hagadá da Páscoa. Portanto, nós precisamos fazer uma auto-análise e perceber o quanto estamos preparados para a oportunidade de escapar, a qual pode ser apresentado a nós a qualquer momento. Será que nós seremos capazes de fugir?

Por enquanto, os trabalho espiritual nos parece seco e insípido como Matzot (pão ázimo). Além disso, o amor dos amigos tem gosto amargo, e nós não queremos isso. Tudo isso significa que estamos no exílio da espiritualidade. Nós sentimos que o mundo espiritual é muito mais exaltado, mas eu estou exilado, porque sou incapaz de apreciar e compreender o quão bom ele é. Em meus órgãos sensoriais, eu o experimento como ruim, o que significa que estou no escuro.

Não é o Egito em si que é escuro; o Egito, como tal, é um império enorme e rico, fascinante e abundante. A escuridão resultada da minha busca espiritual enquanto eu estou no Egito. Eu me sinto exilado em relação à espiritualidade, e para mim ela é o “pão da aflição”.

Eu só experimento esse estado se desejo sair do Egito, e devo concordar em comer tal pão simples, a fim de preparar-me para fugir. Eu concordarei em fugir se sentir que o Egito ameaça-me com suas pragas, e que não posso suportar tal estado por mais tempo. Eu sinto que realmente desejo unir-me com os outros, mas o Faraó não vai me deixar.

Eu quero avançar ao menos um pouco e a partir dessa escravidão egoísta alcançar algum tipo de doação. Eu sinto que só existe vida na doação, mas por enquanto, eu estou em Lo Lishma (não em Seu Nome), no egoísmo, e gostaria de usá-la para vencer, para escapar do Faraó, que me traz desgraças.

Tal atitude deve ser criada no grupo de modo que possamos começar a clamar com tal trabalho duro, Moshe (Moisés) nos empurrar adiante, e o Faraó mostrar-se com plenitude, deixando-me saber que o uso do egoísmo não nos promete mais nada de bom no futuro. Afinal, o ponto no coração alcançou tal oposição em relação ao egoísmo que não podemos mais suportar isso.

Nós nos conectamos uns aos outros e elevamos a importância da meta espiritual a uma altura tal que não conseguimos permanecer no nosso ego. Nós queremos romper com isso. No futuro, deixe-me comer o pão da aflição; isso não importa. Eu devo estar em doação. Todas as satisfações que o Egito me concede estão no nível animal, mas eu não quero viver apenas para o meu estômago e alimentar a minha parte animal. Eu quero viver uma vida humana para a parte Humana em mim.

Todos esses cálculos levam-me a fugir, mas a fuga em si é um milagre do Alto.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabala 31/10/10, “Isto é Para Judá”

Sua Própria Hagadá Da Páscoa

Dr. Michael LaitmanSair do exílio é sair do nosso desejo egoísta, ascender dele por meio da fé acima da razão, de Lo Lishma (para si mesmo) à Lishma (para o Criador), do amor próprio ao amor pelos outros. O que nós passamos durante a preparação para esse êxodo e a fuga do nosso “desejo de receber” para o “desejo de doar?”. Para nós é essencial sabermos isso, já que agora estamos nos aproximando deste estado.

“Aqui está o pão da aflição comido pelos nossos antepassados na terra do Egito” (Hagadá da Páscoa). Quando nós vivemos em nosso ego, comemos o “pão da aflição do pobre “, porque somos mendigos em relação à espiritualidade e recebemos apenas um pouquinho de Luz, uma mínima centelha de vida (Kista de Hayuta) ou também chamada de ” iluminação tênue” (Ner Dakik), que traz à vida todos do nosso mundo.

Este não é o “pão” comido no Egito. No Egito, há muita comida. O nosso ego nos dá tudo: por favor, divirta-se! No entanto, logo que começamos a desejar o mundo espiritual, muito antes de sairmos do “Egito” egoísta, começamos a provar o “pão da aflição”, já que não entendemos como alguém pode chegar à doação e o que há de bom nela.

Eu não sinto nenhum gosto nele. Tudo é seco e sem graça, como este simples biscoito feito de farinha e água. É assim como o mundo espiritual que estou buscando me parece. Será que eu tenho que fugir do Egito próspero, de todos os prazeres (panelas cheias de peixe e carne, ricas e deliciosas), a fim de viver com o pão da aflição no deserto? É isso que eu anseio?

No entanto, é realmente assim. É por isso que está escrito que “o mandamento de comer o pão ázimo (Matzot, o pão da aflição) foi dado aos filhos de Israel muito antes do seu êxodo do Egito, como um símbolo de libertação, que acontecerá às pressas”.

“Às pressas” significa que de outra forma é impossível sair do egoísmo. A espiritualidade desestimulante e repulsiva, que sair dela deve ser rápido, devido à agressiva força de atração externa proveniente do egoísmo. Eu, pessoalmente, sou incapaz de sair deste mundo maravilhoso como parece-me no meu desejo egoísta.

Quanto ao mundo espiritual, ele parece uma escuridão para o meu ego. Não há nada de atrativo lá para o meu egoísmo, e eu não quero vê-lo. Portanto, a fuga só pode ser feita “às pressas”; eu sou jogado para fora de lá abruptamente. Esperamos que o mesmo seja feito conosco.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabala 31/10/10, “Isto é Para Judá”

Um Mini-Mundo Do Infinito

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que eu recebo do Criador conforme a minha equivalência com Ele?

Resposta: No nível da minha semelhança com o Criador, eu recebo Sua mente e sensação. Eu conecto-me  com Ele através da mente e do sentimento e obtenho a mesma sensação de unidade, plenitude e eternidade que existe Nele. No meu vaso em forma de “linha” eu recebo vasos em forma de “círculos”.

O Sistema  Superior foi construído de modo que de cada “círculo” expandisse uma “linha” (desejo restringido pela tela), seguido por um “círculo” e uma “linha” novamente. Conforme o meu esforço “de baixo para cima”, eu me esforço e subo ao primeiro círculo, que é considerado como a primeira revelação do Criador e o primeiro nível de equivalência com Ele. Eu me esforço novamente e O revelo mais no próximo círculo.

A cada novo nível, eu trabalho com ZAT de Bina (sete Sefirot inferiores de Bina), e o nível superior para mim é GAR de Bina (as três primeiras Sefirot de Bina) com o qual não posso trabalhar e que recebo do Alto como resultado da adesão. Dessa forma, eu subos os 125 níveis da escada espiritual.

“Na linha reta”, eu me esforço, anulo-me, trabalho com as telas anti-egoístas, e conecto-me com outras pessoas. Conforme eu tiver concluído esse trabalho, eu alcanço a revelação do Criador, o estado de “círculo”, a perfeição, um mini-mundo do Infinito.

Da 4ª  parte da Lição Diária de Cabala 28/10/10, “A Mente Atuante”