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Entre A Escuridão E A Luz

Dr. Michael LaitmanA pessoa precisa da força da Torá para revelar a si mesma e a realidade em relação ao Criador. Estar perto do Criador significa ser semelhante a Ele, à qualidade de doação e amor. Essa qualidade se revela à pessoa através de sua atitude para com o próximo, ou seja, alguém que esteja perto dela por ter o mesmo objetivo na vida. Este é o critério correto para a auto-análise e a avaliação de sua atitude para com o Criador.

O objetivo (proximidade com o Criador, a revelação do Criador, e a união com Ele) é atingido em duas etapas:

  1. As qualidades da pessoa se revelam como mal, porque elas não lhe permitem atingir o objetivo.
  2. A força de correção, a Luz, é revelada dentro da união entre as pessoas que aspiram ao objetivo. Assim, a inclinação ao mal, a natureza do homem, ajuda a pessoa a se unir com o Criador.

No começo os defeitos do egoísmo (Klipot) parecem grandes obstáculos. No entanto, à medida que avançamos nós descobrimos a capacidade de transformá-los em bondade. Todos eles se tornam o nosso ponto de independência (Klipat Noga), que nos permite crescer.

No lado direito nós temos o Criador, e no lado esquerdo a Klipa. Nós nos formamos como resultado de ambos, criando nossa forma independente da similaridade em relação ao Criador. Quando a força da Luz e a força das trevas conectam-se entre si de forma correta, elas dão origem à forma de Adão, o ser humano em nós. O ser humano em nós é o grau de nossa equivalência com o Criador.

Tudo é feito pela Luz. Ela revela a força da inclinação ao mal em nós, bem como a sua própria força, a fim de desenvolver o egoísmo. Como resultado, nós revelamos a sua única Fonte – o Criador – e a distinção entre o bem e o mal, ou luz e escuridão, desaparece. Todas as forças e qualidades formam a imagem da única realidade: a Fonte.

Isso constitui toda a ciência Cabalística: a revelação do Criador às criaturas, ou melhor, dentro das criaturas.

Da 1r parte da Lição Diária de Cabala 14/09/10, Escritos do Rabash

Como Nós Podemos Gritar De Modo Que Sejamos Ouvidos?

Dr. Michael LaitmanO que nós estamos criando entre nós é a interconexão, a interdependência, a garantia mútua, o amor e a necessidade absoluta de estarmos juntos. Esta é a conexão (ou o “lugar”) que devemos criar, de modo que dentro dela nós revelaremos o Criador que se oculta de nós. Ele falará conosco deste lugar que nós criamos, “a tenda da revelação”.

Sem esse sistema de comunicação entre nós e o Criador, nós só estamos gritando no espaço vazio. Nós só podemos transformar a imagem que formamos através de nossa conexão: o Templo do Criador.

Está escrito que o amor pelo Criador só pode ser alcançado através do amor pelos outros. É por isso que nós estamos construindo um sistema espiritual de garantia e apoio mútuo entre nós. Sua finalidade é revelar o Criador .

Portanto, a nossa necessidade primordial é trabalhar na construção do grupo. A primeira condição para a recepção da Torá, a Luz da Correção, na base do Monte Sinai (o estado de revelação do ódio mútuo) foi a impossibilidade, não obstante a vontade, de se unir como um homem com um coração, e de trabalhar nesta união através do princípio do “faremos e ouviremos”.

Não importa quão pequena seja a nossa vontade em fazer isso; se nós a tivermos, teremos um ponto em comum – uma “janela” pela qual podemos nos voltar ao Criador. Este ponto em comum já é Malchut do Mundo de Atzilut, a Shechiná.

É assim que nós devemos entender a preparação para a recepção da Torá.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala 14/09/10, Escritos do Rabash

Fundindo-se Como Gotículas De Água

Dr. Michael LaitmanQuando nós lemos O Livro do Zohar, nós devemos visualizar como se estivéssemos em um sistema ou mecanismo ao qual se adere o meu ponto no coração, o meu gene espiritual (Reshimo), o qual deseja alcançar sua realização prática. O meu desenvolvimento posterior, o impacto do sistema sobre mim, depende dessa adesão.

Eu estou diante deste enorme sistema. Se eu não sintonizar corretamente com ele, eu não serei capaz de deixá-lo agir sobre mim. Ele ainda me afetará, mas apenas através do sofrimento e da dor, os quais não contam, pois esta é a forma natural de desenvolvimento. No entanto, eu tenho a oportunidade de me conectar com este sistema através do meu esforço pessoal e interior.

Primeiro, eu tenho que tentar entender o que significa a “união” ou a “conexão”. Eu também devo perceber que a conexão com o sistema ocorre conforme estou conectado com os amigos. Há uma lei básica: se eu estou conectado com os amigos em 10%, também estou conectado com o sistema espiritual em 10%. Se eu estou conectado com eles 80%, também estou conectado com o sistema em 80%.

Não há outra maneira de eu me conectar com o sistema espiritual. Quanto maior o nosso esforço interior de nos tornarmos um, anulando nossa bagagem material individual, e unindo nossos pontos no coração (a única parte de nós que pertence ao sistema espiritual), mais cedo nos uniremos com o nível da nossa união em nossos pontos no coração.

Este é o primeiro estágio da preparação. Nós devemos exigir do sistema espiritual a força para a união, visto que obstáculos constantemente nos impelem a fugir. O sistema tem que nos entregar a “cola” (a Luz que Corrige) que nos conectará. Ele tem que nos revestir como um corpo e nos manter juntos.

Na verdade, mais tarde ele começará a nos “colar” conforme o meu pedido, como se nós fossemos milhares de gotículas de água que se fundem em uma gota enorme. Como num holograma, não há elementos grandes e pequenos nela, mas cada gota contém a imagem inteira. Nesta totalidade coletiva, todos perdem a sua independência. Desta forma, a Luz nos torna um.

Agora, à medida que nos tornamos um único ponto, a intenção de fundir-se com o próprio Livro do Zohar está surgindo dentro de mim. O que estou eu lendo agora, todas estas qualidades, eu gostaria de encontrar entre nós. Todos os personagens que O Zohar está falando são os tipos de conexões entre nós, e eles existem em cada nível espiritual. É por isso que a história sempre se repete em cada nível espiritual. A Torá está presente em qualquer estado espiritual. E não importa o que deve ser lido ou em qual seqüência; você pode ler a Torá em qualquer página.

Portanto, agora eu quero ver todas as relações descritas no Zohar na conexão entre os milhares de pontos no coração. Eu gostaria de começar a perceber a conexão entre nós em harmonia com o fluxo do texto do Zohar. Desta maneira, eu começo a revelar a história em sua forma verdadeira e, finalmente, atinjo o estado quando leio e percebo imediatamente o conteúdo dentro de mim.

No entanto, onde está esse ponto de realização? Ele é a conexão entre nós. Através dessa conexão, eu descobro um mundo totalmente novo, com novas sensações e desejos. Eu penetro cada vez mais profundo em outra dimensão, a fim de desvendar este sistema juntamente com os outros e o Criador. Eu provo cada palavra com os meus próprios sentidos, e é isso que se chama a Torá da Vida.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabala 12/09/10, O Zohar

O Elo Vital

Dr. Michael LaitmanSem os artigos do Rabash, nós não saberíamos como nos dirigir à meta de forma correta, visto que o Baal HaSulam nos dá sábios conselhos de grandes alturas espirituais. Nós somos incapazes de extrapolar os detalhes para nossa união a partir deste nível, a fim de darmos ao menos um passo e colocá-lo em prática. Enquanto isso, o Rabash começa do ponto inicial e explica cada passo para nós. Depois disso, nós somos capazes de entender e colocar em prática o método do Baal HaSulam.

Quando nós começamos a abordar a Cabala prática, a revelação real do Criador, os artigos do Rabash e O Zohar tornam-se vitais para nós. Os artigos do Rabash nos ajudam a formar a intenção correta, e O Livro do Zohar ajuda-nos a atrair a Luz que revela o mundo espiritual com essa intenção.

O Rabash fez o que nenhum Cabalista havia feito antes. Ele descreveu todas as fases do trabalho interior do homem, que é a realização prática da Torá. Ele foi o único elo de toda a cadeia de Cabalistas, desde Adão HaRishon, que transmitiu-nos uma explicação detalhada do trabalho individual e em grupo, tão vital para nós hoje.

Antes do Rabash, os Cabalistas escreveram sobre a sua própria realização individual, pois tal foi a evolução espiritual durante os 2000 anos de ocultação, o exílio da espiritualidade. Antes do exílio, o povo vivia na realização espiritual; portanto, não havia necessidade de se falar sobre o que cada criança estava aprendendo à medida que ela crescia. No entanto, a fim de ascendermos da ocultação do nosso tempo, nós precisamos das fontes que nos dirigissem na passagem para o mundo espiritual. Isto só pode ser alcançado através do estudo dos artigos escritos pelo Rabash.

Sem os artigos do Rabash, nós também não seríamos capazes de entender corretamente outros textos Cabalísticos. Portanto, o nosso trabalho consiste das seguintes partes:
1. Estudar os artigos do Rabash.
2. Se nós nos sintonizarmos corretamente, poderemos prosseguir com O Livro do Zohar ou O Estudo das Dez Sefirot. Agora, nós podemos trabalhar com eles de forma correta e atrair a Luz que Corrige.

O Rabash era muito reservado e humilde. Ele sempre se manteve na sombra de seu grande pai. Toda a sua força e magnitude estavam profundamente ocultadas em seu interior, e era impossível ver de lado. Ele foi o primeiro que começou a ensinar Cabala ao público não-religioso, independentemente da sua origem. Ele considerava de suma importância a disseminação da Cabala para as massas.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabala 12/09/10“Carta 38”

A Banda “A Última Geração”

Nós estamos muito felizes pela banda “A Última Geração” (“Dor HaAcharon“), que completou recentemente uma série de shows muito bem sucedidos em todo o país de Israel. Dezenas de milhares de pessoas receberam o grupo com grande entusiasmo em Natanya, Beer Sheva, Haifa, Eilat, em Jerusalém, Modiin, Hadera, Rehovot, e Kibutz Dan. Um grande concerto ocorreu também na segunda-feira, 06 de setembro no ” Barbi”, um clube em Tel Aviv, onde mais de mil pessoas compareceram.


Feliz Ano Novo para todos!
Desejando que continuem com a inspiração e o sucesso em seu trabalho!

Aproveite A Oportunidade

Dr. Michael LaitmanDurante o descenso, nenhum cálculo está sendo realizado conosco. Nós recebemos um peso no coração e na mente através de questões de saúde, problemas familiares, e assim por diante. Não se espera que reajamos corretamente.

Nós precisamos tirar conclusões depois de uma queda e nos prepararmos durante a próxima subida, reforçando a nossa responsabilidade mútua e as conexões com os demais, para que isso nos ajude quando vier um descenso. Eu olho para o meu amigo que não tem força e percebo que sou responsável por ele. Na verdade, eu assinei um acordo para ajudá-lo a elevar-se física, emocional e espiritualmente.

Quando a pessoa está em um descenso e sente-se desamparada, ela deve perceber que se ela tivesse investido energia no grupo, se tivesse preparado para si uma reserva, um fundo, um acúmulo de forças, ela poderia ter usado isso agora não só para minimizar a queda, mas para continuar a subir! Ela teria percebido a queda, mas apenas para usá-la corretamente e subir novamente.

É por isso que está escrito que todos os pecados não são cometidos durante o descenso, mas sim no estado de ascensão, dependendo de como a pessoa utiliza-o. Nós devemos fazer o máximo possível para acumular essas forças e investí-las no grupo e não em nós mesmos.

Tente se preparar o máximo possível durante a subida, e você experimentará um descenso com alegria!

Da 1ª parte da Liçãi Diária de Cabala 6/09/10 “E Jacó Partiu”

Cabalistas Sobre Cabalistas, Parte 24

Dr. Michael LaitmanCaros amigos, por favor, façam perguntas sobre passagens dos grandes Cabalistas. Eu prometo respondê-las. Os comentários entre parênteses são meus.

Principais Fontes Cabalísticas: Comentários do Baal HaSulam sobre as obras do ARI e O Livro do Zohar

É isso que eu procurei fazer nessa interpretação: explicar as dez Sefirot como o Divino sábio, o ARI, instruiu-nos, na sua pureza espiritual, desprovida de quaisquer termos tangíveis (corporais, egoístas). Assim, qualquer principiante pode abordar a sabedoria sem cair em qualquer materialização ou erro (que o distanciariam da revelação do Criador). Com o entendimento destas dez Sefirot (dez conceitos principais), a pessoa também conseguirá analisar e saberá compreender (de forma correta) as outras questões desta sabedoria.
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Baal HaSulam, Talmud Eser Sefirot , precedendo a Parte Um

Aprendizagem “Boca a Boca”

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa a aprendizagem “boca a boca”, através da qual o Baal HaSulam passou seus ensinamentos ao Rabash?

Resposta: Aprendizagem “boca a boca” significa compartilhar a tela, pois “a boca” (Peh) é o local da tela. Tal conexão é considerada “Rucha BeRucha” (a nível de Ruach), e este é o tipo de comunicação que o aluno deve atingir com seu professor.

Este é o grau de anulação do inferior, graças à qual ele atinge a conexão com o superior. Este estado de espírito não é fácil de alcançar, mas, pelo menos, o estudante deve fazer o que pode neste mundo, seguindo o conselho de seu professor como se fosse uma lei para ele. É uma recomendação simples e prática que qualquer pessoa pode usar, e é considerada como o grau mínimo de auto-anulação diante do superior, de que nós estamos dispostos a realizar devido aos nossos interesses egoístas.

Se eu desejo ganhar a espiritualidade do professor, eu tenho que anular-me diante dele, como no exército: se uma ordem for dada, ela é realizada. O professor fala sobre a construção de uma intenção correta, anulando-se, fazendo todos os esforços, participando nas ações de disseminação, e tudo o mais que é exigido de um aluno. O estudante, por sua vez, deve ouvir. Como resultado, através do ponto de conexão que surge, ele receberá a Luz que Corrige e compreenderá o que lhe é dito.

Na medida em que o aluno anula seu egoísmo, ele automaticamente se transforma em uma forma onde esse entendimento ocorre através da recepção de uma impressão (marca) da espiritualidade. E através desta marca, nós começamos a compreender o ensinamento. Se o inferior se anula, o superior imprime sua estrutura, suas 10 Sefirot no inferior.

Vamos esperar ser recompensados com o Rabash se tornando o nosso Professor.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabala 12/09/10“Carta 38”

Viajando No Mundo Dos Desejos

Dr. Michael LaitmanPergunta: É possível manter a Luz Circundante (Ohr Makif) durante o dia, quando eu saio do grupo e da lição para o mundo exterior?

Resposta: A lei de qualquer campo físico declara que a intensidade (da luz ou de qualquer outro estímulo) diminui de forma proporcional à distância da fonte ao quadrado. Quando você se move duas vezes mais longe da fonte, a intensidade diminui quatro vezes. Mas se você se aproximar duas vezes mais, então a intensidade aumenta quatro vezes.

No mundo espiritual não há nenhuma fonte de Luz, porque a Luz preenche o universo inteiro. Portanto, sua influência é a mesma, não importa onde você esteja. Você acha que sai da aula e entra no mundo exterior, mas, na verdade, todas as mudanças espaciais ocorrem dentro de você. Você vai de um desejo ao outro. Todos os “lugares” são os seus desejos. Você está viajando dentro de si mesmo.

Portanto, tudo depende do quanto você desperta a Luz dentro dos desejos. A Luz está presente neles de forma igual e plena. Não importa onde você esteja – na rua ou na lição do grupo. Eu poderia estar fisicamente presente no grupo, mas estar longe em meus pensamentos. O grau da minha conexão com a Luz depende apenas da intenção: Quanto eu desejo estar conectado a ela?

Através Das Sete Cores Do Arco Íris À Luz Branca e Simples

Dr. Michael LaitmanTudo o que O Zohar e a sabedoria Cabalística falam são formas ou tipos de conexão entre nós. O Criador ou a Luz Superior não tem forma; nós não podemos senti-Lo. Os tipos e formas de conexão de doação e amor entre nós, por serem equivalentes à Luz, dão forma, cor e gradações de qualidades à Luz. Eu posso distinguir e “captar” a Luz em minhas próprias qualidades na medida em que elas forem semelhantes a Ele.

Portanto, tudo o que nós lemos no Zohar sempre se refere aos tipos de conexão entre as almas. Nós revelamos a Luz de acordo com as formas de conexão que se manifestam entre nós. Caso contrário, é impossível “captar” (revelar) a Luz. “Não há luz” se eu não a pinto com diferentes cores. A Luz que chega a mim deve necessariamente estar colorida como as sete cores do arco-íris. Sem isso, eu, como criatura, não a verei; eu serei incapaz de sentir ou percebê-la.

Suponha que exista um prisma ao qual a Luz branca e simples é dirigida. Como ela é refratada atarvés dele, ela se separa nas sete cores do arco-íris, do vermelho ao violeta.

É isso que faz Zeir Anpin do Mundo de Atzilut: ele traz a Luz de Bina de cima, quebrando-a em sete cores. E eu, Malchut, atuo no sentido oposto (através da tela): eu reuno todas essas luzes/cores, trago-as de volta (Ohr Hozer, a Luz Refletida) para o “prisma”, o que resulta em uma Luz.

Eu não sinto a Luz simples e branca que chega até eu, uma vez que ela não tem cor. No entanto, eu reuno todas as sete cores que chegam de Zeir Anpin à Malchut em mim e sinto a Luz simples. Malchut é chamada de “reunião”, uma vez que reúne e integra todas as sete Sefirot de Zeir Anpin.

Ao tornar-se semelhante a este “prisma”, que divide a luz branca em sete cores, Malchut obtém novamente a Luz branca. É assim que ela sente ou imagina essa Luz. Ela não recebe a Luz branca, mas tornando-se semelhante a esta, ela pode obtê-la e misturar-se com ela, de acordo com a regra do “Eu conhecerei Você de Suas ações” (MiMaaseicha Ikarnucha).

A partir de 613 ações, nossas correções, nós construimos uma “imagem” do Criador. Afinal de contas, o Criador não tem uma imagem; nós a criamos de nossas qualidades.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabala 8/09/10, O Zohar