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A Religião do Amor e da Doação

Nas Notícias (do Vesti. ru): “Começando no dia primeiro de abril de 2010, as escolas russas do distrito escolar 19 começarão a ensinar um novo assunto: Os Fundamentos das Culturas Religiosas e Ética Secular. O currículo cobre os quatro principais movimentos religiosos, religiões do mundo e ética secular… O conteúdo do estudo contém tópicos como amor, amizade, culpa e perdão. O assunto está dividido em seis blocos: cultura ortodoxa, cultura Islâmica, fundamentos do Budismo e Judaísmo, o estudo das religiões do mundo, e ética secular… Os pais poderão escolher que classes querem que seus filhos assistam, e os estudantes serão organizados de acordo a isso”.

Meu comentário: Religião sempre levou ao ódio e guerras, terror e separação. O Criador deu um único decreto: o mandamento de “ama teu próximo como a ti mesmo”. Todas as outras leis são somente implementações dessa lei única e geral da natureza.

Todas as religiões e crenças são invenções do ego humano. Por isso elas causam oposição, evocam o ódio e excesso de especulações, subornando o inferno e aceitando dinheiro para a entrada no paraíso. Nós não podemos vestir o lobo com pele de cordeiro. Religião é a maior manifestação do ego humano; só causará ódio e uma desconexão entre os estudantes. Veja o artigo de Baal HaSulam “A Essência da Religião e Seu Propósito”. “Nossa religião” não significa Judaísmo: ela é a religião do amor e da doação a todos.

O Criador Permanece Perto dos Corações Partidos

O Zohar, capítulo “VaYaera” (E o Senhor Apareceu), item 510: ” E o anjo da Sua presença os salvou”. Assim, Ele estava com eles na aflição, desde que ele começa a dizer, “Em todas as suas aflições Ele estava aflito…” Quando Israel estava no exílio, a Divindade está no exílio com eles, também, como está escrito:” então o Senhor teu Deus transformará tua capacidade, e terá compaixão de ti”.

O Criador permanece junto com a criatura somente nos períodos de perigo ou exílio. De outra forma, o orgulho, o ego, e a aspereza do desejo de receber prazer os separam.

Quando a criatura está num caminho prejudicial, sentindo exílio ou amargura, é capaz de sentir o Criador e estar próxima a Ele, como está dito: “O Criador permanece perto dos corações partidos”. Não existe outra maneira de despertar a criatura, de se aproximar dela, e ficar junto dela exceto nos tempos de inquietação. Estando nesse estado, a criatura desperta.

Porém, se a Criatura deseja ardentemente causar sobre si mesma “sofrimento de amor”, se ela sofre por causa da ausência de conexão com o Criador mais do que com os problemas terrestres, ela ascende e se torna capaz de alcançar estados avançados. Ela então vive uma vida repleta de bênçãos e prazer.

A sensação de deficiência e escuridão que a criatura experimenta enquanto está separada do Criador não desaparece; ela permanece dentro dela. Essa sensação permanece no espaço vazio debaixo e dentro dela, bem como em todo o bem que está acima dela.

“Aqueles que Me Buscam, Me Encontrarão”

Recebi uma pergunta: O que devo fazer se eu não posso me concentrar por 5 minutos ao menos durante uma lição do Zohar? Eu não sei onde procurar por tudo isso dentro de mim mesmo?

Minha resposta: Continue procurando por todos os meios dentro de você mesmo por todas as propriedades descritas no Livro do Zohar. Se a uma pessoa doente se tivesse dito que esse texto dá a informação de como se manter saudável, escapar das confusões, falência, e outros problemas, ela iria gulosamente “engolir” o texto, tentando absorver cada palavra nele. Se ela estivesse amedrontada e procurasse a salvação no texto, ela iria tentar compreendê-lo mesmo que o livro tivesse sido escrito em um idioma estrangeiro.

Mas, a falta de espiritualidade não nos amedronta. Somente o ambiente pode nos levar interiormente a um desejo sobre isso.

Então, mesmo que você não saiba onde buscar por isso dentro de você continue procurando de qualquer jeito. Imagine que você está entrando em um lugar novo, escuro, desconhecido e você não consegue ver nada. Você tem uma lanterna, e cada vez que você ouve algo, você aponta o flash da lanterna em volta, esperando encontrar algo.

Como adultos, nós estudamos preenchendo nosso intelecto. Mas, as sensações não se desenvolvem através do intelecto. Como crianças, porém, nós evoluímos através do ouvir e do observar, sem entender o que vemos ou ouvimos. Esse é precisamente o motivo pelo qual nós desenvolvemos nossos sentimentos e mente. Histórias têm sido contadas a nós, coisas têm sido mostradas a nós, mas nós não as entendemos. A conexão entre as coisas têm sido explicadas a nós, e nós ainda não as captamos. Porém, precisamente por causa dos nossos esforços para entender, nós nos transformamos de animais em seres humanos.

Então, nesse momento, quando eu aspiro a desenvolver dentro de mim novos sentidos e mente, eu leio O Zohar sem entender sobre o que “ele” é. Porém, meus esforços desvelam novas habilidades que estavam escondidas de mim antes.

O Mundo Superior está  entre nós. Nós só precisamos continuar a nos desenvolver passando de ser humano desse mundo para nos tornar “humano” no Mundo Superior. Faça todo o esforço para ver. É assim que nossos sentidos se desenvolvem. Depois de você começar a sentir, sua mente começará  também a trabalhar.

Uma Chance Única de Acelerar o Tempo

No final do exílio, está nos sendo dada uma oportunidade de acelerar a libertação de nós mesmos. Somente durante esse segmento de tempo e pela primeira vez no nosso longo desenvolvimento, existe agora uma janela de oportunidade para a liberdade de escolha e para nosso desenvolvimento pessoal. Não existirá outra chance como esta; ela só existe nessa parte do caminho.

Pela primeira vez na história, estamos situados nesse exato estágio. Somente durante esse breve intervalo de tempo podemos realizar nosso livre arbítrio e desenvolvimento pelo bom caminho (Achishena – ao acelerar o tempo).

Nosso estado presente está designado para esse propósito. Antes disso, todos nós somos controlados pela natureza ou pelo lado inverso da Luz ou exílio. Dentro em pouco, a Luz será revelada com a ajuda do Criador e então nós seremos controlados pelo seu lado dianteiro. Enquanto isso estamos situados entre esses dois lados. Somente aqui temos a liberdade de escolha.

Foi-nos dada a chance de nos tornarmos independentes, e cada um deve apreciar a exclusividade dessa oportunidade. Isto está sendo realizado bem aqui e agora. Isso nunca aconteceu antes e nunca vai acontecer outra vez.

O Livro Sobre Você

Recebi uma pergunta: Em que a influência do Zohar em nós é diferente daquela dos outros livros?

Minha resposta: Outras composições nos influenciam de uma maneira mais aberta e afeta nossos sentimentos e mente materiais. Enquanto as lemos, somos capazes de imaginar que estamos em um estado semelhante. Por exemplo: o livro Shamati dirige nossas emoções e sentimentos, enquanto outros artigos de Baal HaSulam apelam para nossa mente.

Em contraste, O Zohar não dirige nossa externa, mente corporal ou emoções; temos que revelar o significado interior inserido nele. Isto é, temos que descobrir que esse livro aponta para dentro, para nossa alma, qualidades, e sensações internas. Até que a pessoa seja capaz de fazer isso, ela sente que não está conectada com esse livro e que ele existe completamente separado dela.

Os livros Cabalísticos e especialmente o Livro do Zohar são muito pessoais e íntimos. Quando você vai para dentro deles, eles revelam sua alma a você. Você começa a sentir que esse livro conhece você mais a fundo do que você mesmo se conhece, o livro fala a você sobre seu verdadeiro ser. Ele abre você mais e mais e explica quem é você por dentro.

As Crianças Percebem Naturalmente o Significado Espiritual

Recebi uma pergunta: É possível explicar às crianças os significados espirituais das palavras e as histórias da Torah?

Minha resposta: As crianças estão mais prontas para isso do que os adultos. Elas desenvolveram suas sensações e sentidos. Elas não têm problema para perceber a linguagem em outros termos, porque elas estão ouvindo as palavras pela primeira vez.

Você pode mostrar um copo a uma criança e dizer “Isso é um copo”. Você também pode explicar que o “copo” é a sensação de algum desejo dentro de nós. Uma criança irá perceber essas noções porque ela não tem ainda nenhuma definição do nosso mundo. Ou você pode dizer que o copo é um vaso feito de vidro que nós enchemos e que também é um o vaso interno que se deseja preencher. Uma criança percebe isso naturalmente e ela não ficará confusa.

Isso é assim porque a percepção da criança não é dual como a dos adultos. As crianças se desenvolvem em nosso mundo da mesma maneira que nós supostamente nos desenvolvemos agora no mundo espiritual. Esse é o mesmo caminho e a mesma rota.

Escapando da Armadilha do Progresso

Recebi uma pergunta: É bem sabido que o progresso nos mantém longe da Força Superior, Deus, e da purificação interior. Em minha opinião, a Cabalá, junto com outras religiões, deve concordar com essa abordagem sobre o progresso.

Minha resposta: O progresso é uma lei da natureza. Não podemos pará-lo; ele nos é dado pelo desenvolvimento do nosso egoísmo. Sua tarefa é trazer a humanidade a um “beco sem saída” onde só há um caminho para sair: a transição para um novo tipo de sociedade baseada na doação e no amor. Nenhuma outra solução é possível numa sociedade global e interdependente.

Nós temos que aspirar à semelhança de forma com a natureza em nosso comportamento e nos tornar unidos uns com os outros e com a natureza a despeito do nosso egoísmo crescente. Especificamente, nosso egoísmo e progresso nos compelem a nos transformar a nós mesmos.

É impossível fazer uma transição natural a um novo tipo de sociedade como é também impossível mudar a natureza humana. Nossas tentativas nos trarão mais dor (cataclismos naturais, guerras, etc.). Nós podemos mudar do egoísmo para o altruísmo somente aplicando a metodologia Cabalística. A Cabalá nos ensina como usar a força que originalmente criou o egoísmo. Somente esta força pode corrigir e transformar nosso ego em doação e amor pelos outros.

Somos incapazes de parar o progresso. Mesmo assim, ao aplicar o conhecimento Cabalístico podemos trazer o mundo – com seu crescente egoísmo e progresso – a um estado generoso. Por isso a disseminação da Cabalá é tão criticamente importante hoje em dia.

Descubra O Verdadeiro Significado Do Exílio E Da Redenção


O que significa o exílio do Egito? É a revelação do amor próprio. Conseqüentemente, o êxodo do Egito é quando você é capaz de sentir o amor pelo próximo pela primeira vez.

Eu só posso “sair do Egito” se eu realmente desejo adquirir amor pelos outros. Como o Baal HaSulam escreve no artigo, “Para Yehuda”, a essência da futura redenção deve ser clara enquanto a pessoa ainda está no exílio. Você tem que entender o que você deseja. O que você considera exílio? Do que você está exilado?

Se você perceber que o exílio significa que você está escravizado no amor próprio, e que a redenção é quando você adquire a força do amor pelos outros, a capacidade de unir e tornar-se uma única alma como era antes da quebra de Adão, a fim de revelar o Criador dentro da união, então você realmente sente o exílio e está pronto para a redenção. Então ela chega até você!

Se você preparou seus desejos, a Luz que Corrige vem até você e o retira do egoísmo. Tudo depende da sua vontade de sair de seus interesses egoístas para a liberdade. Esta é a finalidade do exílio, e é por isso que não estamos prontos para a redenção, porque ela é constituída apenas disso. A espiritualidade é doação. Se nós queremos isso, significa que estamos prontos para sermos liberados.

Agora mesmo nós estamos prolongando o nosso exílio, porque nós não o consideramos exílio e escravidão. Nós nos sentimo bem nele. Nós só queremos mais dinheiro, poder, e outras fontes de satisfação. Nós queremos ficar sozinhos e que não nos falem sobre o amor ao próximo. Nós não queremos que o amor!

Inferno é a incapacidade de doar. Céu e inferno são muito diferentes das noções habituais das pessoas sobre eles. As pessoas não querem nenhum deles, e não sentem nem interiormente. Isto significa que a pessoa não é má ou justa; ela é simplesmente um animal que não está no exílio.

A pessoa que é má sabe que é egoísta e deseja tornar-se justa, doando. Por isso, ela chama o seu estado não corrigido de “inferno”. A pessoa que é justa atingiu a qualidade de doação e amor, e sente que está no céu.

Da Lição Noturna do Zohar 12/04/10

Por Que Sair Depressa do Egito?

Uma pergunta que recebi: Eu não entendo porque o êxodo do Egito foi tão apressado. O pão demora apenas 20 minutos para fermentar. Eles não poderiam esperar tanto tempo? Por que eles tinham que correr tão rápido?

Minha resposta: Apressar significa que o estado seguinte é revelado de repente, em vez de ser de acordo com uma ordem de graus. Eu não posso prever com antecedência ou esperá-lo. Eu não posso usar o meu estado atual para saber o que acontecerá no minuto seguinte. Isso se chama apressar ou acelerar.

O êxodo do Egito é como o nascimento: ele se desenvolve em virtude de uma força externa. O inferior não determina nada. Ele se esforça, estuda, cumpre o conselho dos Cabalistas de disseminar a Cabalá e unir-se com os amigos; depois, ele cresce desiludido com respeito à conquista da revelação do Mundo Superior.

Está escrito que a redenção e a liberdade vêm de repente, quando você não está esperando. (Ein Ben David Ba Ele Be Eseh Daat). Isso acontece quando as pessoas não estão completamente preparadas para isso, numa geração que está completamente desiludida, quando a pessoa desiste e levanta suas mãos.

O êxodo do Egito é a revelação da Luz de Gar de Hochma. A fim de sair do Egito, a alma deve dar um salto a partir do estado de Katnut Alef (primeiro estado de pequenez), a fim de atingir Gadlut Bet (segundo estado de grandeza). Ela deve saltar através dos níveis de Katnut Alef, Gadlut Alef, Katnut Bet e Gadlut Bet. Isso se chama apressar. Você está sendo levado para fora do seu estado e, em seguida, você vê um mundo novo.

Da lição sobre O Livro do Zohar 12/04/10

Quebrando a Muralha Entre os Mundos

Dr. Michael LaitmanHá algum tempo atrás (antes da destruição do Templo) a nação de Israel estava num nível espiritual, e os mandamentos eram acções espirituais para eles – os Tefilin não eram uma caixa preta, mas a Luz de um estado exaltado, que brilha “na testa” do Partzuf espiritual (dez Sefirot). Não era uma raiz e ramo para eles; estava unido como um todo. Eles não viviam em dois mundos, mas numa realidade comum. Desta forma, a questão relativa a levar a cabo ou não os mandamentos no material não surgiu para eles; para eles a execução interna e externa dos mandamentos eram expressões da mesma acção.

Então uma “quebra e uma descida” ocorreu; nossas sensações do mundo espiritual foram ocultadas. Com esta ocultação, nós não mais sentimos o que acontece no mundo espiritual. Nós estamos “cortados” dele, e não mais existimos num grau espiritual de “Tefilin” por exemplo ou “Talit” (Luz circundante, revestida em Zeir Anpin do mundo de Atzilut); desta forma, estes mandamentos transfomaram-se de acções espirituais em acções mecânicas, chamadas “tradições” ou “costumes.”

Antes, elas eram verdadeiras acções espirituais, em vez de meras tradições como são agora. Anteriormente, eu “colocava um Tefilin” no espiritual e no material. Eles eram a mesma coisa para mim; a realidade era um todo. Como resultado do nosso desenvolvimento egoísta, nós descobrimos a nossa “quebra e descida,” a destruição da alma comum. Agora, chegou a hora de quebrar esta divisão, de modo que haverá, uma vez mais, um mundo único e pleno.

Devem todas as pessoas estudar estas tradições e costumes? Não, nós precisamos apenas de quebrar esta divisão, e quando ela cair, gradualmente com nossa correcção, a realidade material irá começar a desaparecer. Se toda a humanidade estiver corrigida, em vez de apenas a pequena parte que saiu da Babilónia e que era chamada nação de Israel, então, à medida que o mundo começar a ficar corrigido, ele irá “perder” as suas sensações da forma material. A camada inferior, que você corrige para doar, torna-se espiritual, e você não mais a percebe como matéria. Ela gradualmente parece desaparecer das suas sensações, até que todo o mundo material desaparece, dado que ele é imaginário (Olam Amedume). Desta forma, tudo o que a Cabala nos ensina é como quebrar a “muralha de ferro” (veja Introdução ao Estudo das Dez Sefirot, Item 1), que nos separa do mundo espiritual.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabala 12/04/10, “Exílio e Redenção”