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O Caminho Para a Infinidade Já Está Pavimentado Para Nós


Por que está escrito que O Livro do Zohar pinga a Luz e contém uma força especial? Nós sabemos que o livro em si mesmo não contém nenhum poder especial – é só papel. No entanto, quando a pessoa alcança o Criador através de seu desejo, ela pavimenta o caminho desde esse mundo até todos os mundos, e sua alma ascende o caminho para o Mundo da Infinidade.

Enquanto a pessoa ascende por esse caminho, ela estabelece a conexão com todas as almas, tal qual em nosso mundo todo órgão está conectado com os outros. Um grande Cabalista é uma grande alma que escreveu manuscritos e os deixou para nós, e agora nós os usamos para receber a força da vida e a Luz Superior.

Mas, por que recebemos a Luz Superior precisamente através desses livros? É porque um manuscrito Cabalístico é a sua expressão espiritual em relação a nós, que nos ajuda a nos conectar com ele. É um meio de me conectar com a alma do Cabalista.

Tendo pavimentado o caminho para o mundo espiritual e estabelecido a conexão com todas as outras almas, um Cabalista então deixa tudo isso para que o mundo inteiro use. Assim, quando nós recebemos um livro de um Cabalista, nós nos conectamos com sua alma e com a rede de conexão que ele criou no sistema geral das almas. Isso, por sua vez, nos ajuda a nos conectar com esse grande Cabalista e dar nossos próprios pequenos passos com ele a nosso lado.

O Livro do Zohar foi escrito por dez grandes Cabalistas o que corresponde a dez Sefirot fundamentais, a primordial HaVaYaH. Assim, eles não só pavimentam um fino caminho, mas um largo, maravilhoso, e curto caminho que permite que todos recebam as mesmas forças que eles tiveram (abastecimento para o caminho) e possam ascender.

Por isso O Livro do Zohar é tão especial: não é só um livro, mas um sistema espiritual que nos permite estabelecer a conexão com a meta e nos fornece tudo que precisamos para alcançá-la. Enquanto lemos O Zohar, nós nos conectamos com esse sistema, trabalhamos com ele, e ele trabalha conosco. Só precisamos desejar nos conectar com ele, entendê-lo, e pertencer a ele. Se tivermos esse desejo, então as grandes almas dos Cabalistas já prepararam tudo mais que precisamos. Eles estão aptos a nos erguer, nos ajudar, e continuar a nos elevar mais e mais alto.

“O Amor Vai Redimir Todos os Pecados”


Quando lemos O Livro do Zohar devemos nos preocupar somente com uma coisa: nosso desejo de alcançar o próximo estado, que é de unidade e integração. Durante toda a criação a unidade parece ter se dividido em partes separadas. A criação parece enorme e não temos ideia onde buscar por ela dentro de nós, como O Zohar nos diz.

No entanto, devemos desejar ver tudo isso dentro de um sistema geral onde tudo está conectado, onde todos os desejos, pensamentos, qualidades, e ações trabalham em harmonia em uma alma comum. Além disso, tudo isso está dentro de mim; a função dessa alma corrigida é o ato de doação que eu revelo dentro de mim mesmo.

Uma pergunta aparece: O que significa doação? É quando o coração dá para o cérebro, o cérebro dá para o fígado, e o fígado dá para os pulmões? Podemos realmente chamar isso de doação? Afinal, como é possível a doação dentro de um corpo? Se os órgãos não dão uns aos outros, eles simplesmente morrem. Então, como podemos chamar de “doação” essas qualidades se as vemos como uma parte da alma geral? Tão logo você começa a vê-las como uma única unidade e senti-las como “seus próprios órgãos”, isso para de ser considerado doação porque você não pode realmente dar a você mesmo.

A resposta a esse dilema é que todos os “pecadores” e todos os “pecados” que revelamos como resultado desse processo permanecem intactos. A “inclinação ao mal” sempre permanece, mesmo quando construímos conexões com outras almas acima dela. Assim, mesmo que o sistema de almas seja revelado em mim, ao mesmo tempo todo meu ódio prévio continua a estar presente. No entanto, acima dele eu revelo o amor e a conexão entre todos nós.

Por isso não existe contradição entre o entendimento de que tudo que existe é um sistema geral, e ao mesmo tempo, que todas as partes do sistema atuam em mútua doação.

Como Você é Admitido no Mundo Espiritual?


Em um dos seus artigos, Baal HaSulam explica que “o hábito se torna uma segunda natureza”. Assim, a que devemos nos acostumar enquanto lemos O Livro do Zohar? Começamos a nos acostumar a usar O Zohar como uma ferramenta através da qual constantemente imaginamos a nós mesmos no espaço espiritual, que é operado pelas Luzes e desejos, ao invés de ver um quadro falso dessa realidade “externa”.

Nós nos forçamos a ir profundamente dentro de qualidades, o reino de forças e vetores que criam um quadro na “tela do computador”. Nós não nos fechamos nesse quadro superficial, mas penetramos mais profundamente, dentro dos desejos e qualidades que o cria.

Assim, nosso trabalho se situa no desenvolvimento do hábito de sentir que estamos no reino de forças, desejos e qualidades, e de ver a realidade somente através deles. Então, nós estaremos realmente lendo O Livro do Zohar.

Aquele que Ascende se Conecta com os Mundos Dentro de Si


Recebi uma pergunta: Por que Rabbi Shimon escreve o Livro do Zohar alegoricamente, ocultando o fato que está somente falando sobre a conexão entre a Luz e o desejo?

Minha resposta: Ele realmente ocultou alguma coisa? Pense sobre como o livro Árvore da Vida do ARI começa: “Saiba, que antes dos mundos serem emanados e das criaturas serem criadas, uma Simples Luz Superior tinha preenchido toda a realidade”. E então um ponto de desejo apareceu e continuou a se desenvolver até que os mundos e todas as coisas que habitavam neles emergiram desde esse ponto.

Não há nada mais do que o desejo de receber a Luz, e a Luz. Tudo o mais é um desenvolvimento da conexão entre eles, onde a Luz permanece invariável e o desejo muda em semelhança com a Luz. Essa conexão é o assunto descrito na ciência da Cabalá e particularmente, no Livro do Zohar.

Se uma pessoa está em um nível espiritual, então ela vê as conexões entre nosso quadro do mundo e seu nível espiritual. Ela vê as forças e qualidades descendendo Nível Superior para o inferior, que todos nós vemos. Todos os nomes das qualidades e forças em todos os 125 níveis acima do nosso mundo permanecem os mesmos como os nomes no nosso mundo, mas quando a pessoa lê cada nome, ela vê suas raízes ao invés do objeto material.

Quando se adquire uma tela e entra no mundo espiritual, passando o Machsom, a pessoa começa a revelar a fonte de tudo o que acontece no nosso mundo. Ela vê o quadro desse mundo e como ele é projetado dentro dele desde um nível mais alto, e também como ele se divide em níveis: inanimado, vegetativo, animado, e humano.

Essa visão a capacita para automaticamente nomear todas as forças e qualidades do Mundo Superior usando os nomes dos objetos materiais, desde que elas são a materialização das Forças Superiores que descendem a esse mundo.

Quando a pessoa encontra todas as conexões entre esse mundo e seu nível espiritual, ela ascende ao próximo nível mais elevado. Enquanto isso, esse mundo permanece imutável e mantém a mesma forma. No novo nível a pessoa continua a buscar pela conexão entre as raízes (qualidades no nível espiritual) e suas projeções nesse mundo. A busca acontece para corrigir as qualidades da pessoa; na medida em que ela os corrige, ela vê um quadro claro do Nível Superior. Uma vez que ela discerne todas as forças, qualidades e conexões, ela completa aquele nível espiritual e ascende ao próximo nível.

Mesmo que esse processo possa parecer monótono, ele é realmente como uma extraordinária descoberta. O quadro desse mundo permanece o mesmo até que a pessoa alcance a correção completa (Gmar Tikkun), onde ela ascende ao estado no qual tudo se une. Todas as forças, Luzes, e desejos se unem em um todo e ela é completamente unida ao Criador.

Quando a pessoa vê as conexões entre esse mundo e o último, mais elevado, ela alcança o estado de adesão com o Criador e a total equivalência com Ele. Expresso de maneira diferente, a pessoa alcança o Mundo da Infinidade.

Todos os desejos – os mais não corrigidos do nosso mundo, ou os mais corrigidos, e todos os quadros e imagens se tornarão uma realidade unificada chamada “O Criador e Seu Nome são Um”. Existirá somente um único desejo: HaVaYaH.

A Liberdade Repousa na Expansão do Nosso Ponto no Coração


Recebi uma pergunta: O Senhor disse que enquanto lemos O Livro do Zohar precisamos buscar pelas definições de cada mundo dentro de nós. Mas, o que posso fazer quando há horas em que nada faz sentido?

Minha resposta: A pessoa deve aceitar tudo que é dado a ela desde o Alto – ambos, o pior e o melhor. Está escrito: “O homem deve ser grato pelo mau, como também pelo bom”. Suponha que agora eu sinto que meus sentimentos e minha mente estão bloqueados. Eu estou confuso em meus sentimentos e pensamentos, eu não posso me orientar, e as palavras não se conectam. Quando isso acontece, eu deveria a ser como uma criancinha que sempre observa os adultos, sem entender o que eles estão fazendo. Ela só olha para os adultos e aprende através dos exemplos. De fato, todo adulto é um exemplo para ela, mostrando-lhe o que fazer para se tornar semelhante a um adulto.

Cada estado pelo qual eu passo contém dez pequenas Sefirot, com toda a informação sobre todos meus estados futuros. Para desenvolver, tudo que preciso é adicionar mais matéria ou desejo, assim como uma gota de sêmen se desenvolve.

Assim, eu sou capaz de ansiar pelo que está escrito em qualquer lugar do Livro do Zohar enquanto estou em qualquer estado, e minhas menores dez Sefirot contém todas as definições internas, até mesmo quando eu mesmo não saiba o que são e onde estão.

Tudo que eu leio no Zohar e em todas as fontes Cabalísticas, e tudo em geral, existe somente dentro de mim e em nenhum outro lugar. Todos a minha volta e o mundo inteiro estão dentro de mim.

No entanto, o que O Zohar fala é da maior importância, porque ele fala sobre um dos meus níveis espirituais – um estado na Dimensão Superior. E isso é o que eu mais desejo sentir dentro de mim.

Esse estado se revela por si mesmo na medida do meu anseio por ele e do meu desejo de revelá-lo. Além disso, não importa o quanto sou capaz de reconhecer isso; o que é importante é meu desejo de revelá-lo.

É assim que as crianças crescem movidas pelo seu desejo. Elas não possuem nada além da força de desenvolvimento da Natureza introduzida gradualmente nelas, seu imenso desejo de crescer. Porém, no nosso desenvolvimento espiritual isso não acontece por si mesmo como com as crianças; depende de nossa liberdade de escolha. Além disso, nossa única liberdade de escolha é desenvolver esse desejo de crescer na espiritualidade.

Se eu não tenho um desejo ardente de revelar e descobrir dentro de tudo que leio no Zohar, e se eu não tenho um anseio incansável de reconhecer coisas como uma criança, é um sinal de que não recebo isso dos meus amigos. A Natureza me deu o ponto no coração e é só isso. Eu não terei mais nenhum despertar exceto aquela gota inicial que recebi.

Além desse minúsculo desejo inicial, eu tenho que conseguir todos os outros desejos das outras pessoas. O fato é que esses desejos não são estranhos – eles são meus. Eu só preciso reconhecer que eles são meus; eu tenho que conectar-me com eles e atraí-los a mim.

O Criador Combate Nossa Guerra Por Nós


O Livro do Zohar, Capítulo “Shmini” (“No Oitavo Dia”), item 25: A linha direita e a linha esquerda são misericórdia e julgamento. Aqueles que aspiram ao Criador vão pela direita, enquanto os adoradores de ídolos vão pela esquerda. Ele que aspira ao Criador, mesmo que ele peque e se renda, permanece no lado direito, sem conexão com o esquerdo ou mesmo sem estar misturado a ele. “Pois quando o direito ascende, ele que está preso a ele ascende e é exaltado por ele.

Então, o lado esquerdo obedece, e todos aqueles que andam a seu lado, como está escrito: “Sua mão direita, o Criador, extermina o inimigo”.

Não deveríamos nos focar na linha esquerda, porque se começamos a fazer isso, iremos analisar nossos desejos e parecerá que estamos fazendo discernimentos e na realidade nos opondo a nossas qualidades perversas. Mas, na verdade estamos misturando-nos com eles, e isso não é bom.

Devemos tentar ignorá-los como se não existissem. Não deveríamos desejar negociar com eles, mas somente aspirar pelo lado direito. Quando aspiramos á meta espiritual, à adesão com o Criador, O Nível Superior, doação, então sua luz vai nos corrigir e às nossas qualidades egoístas, o lado esquerdo.

Por nós mesmos nunca seremos capazes de resistir a essas qualidades, assim é melhor somente ficar longe delas. A linha esquerda desperta em nós somente para que nos unamos à direita. Esse é nosso caminho. Se, no entanto, nos viramos para o lado esquerdo, pensaremos que somos heróis, capazes de trabalhar e derrotar esses desejos. Mas, isso nunca irá acontecer! Somente o Criador pode vencê-los por nós. Essa guerra é travada pelo Criador, não por nós.

Nós não temos a força para isso. Aquele que aspira ao Criador é pequeno, fraco, e incapaz de opor-se por si mesmo às suas qualidades egoístas. Tudo isso é arranjado pelo Criador, e tudo que precisamos fazer é desejar que isso aconteça. Nós somente temos que alcançar o pedido correto.

Por isso nosso trabalho é chamado “O Trabalho do Criador”, porque a Força Superior, o Nível Superior, o Criador, realiza todas as ações, enquanto nós meramente expressamos nosso desejo de que isso aconteça. Nosso trabalho inteiro é esperar que isso aconteça. Isso é chamado “Eu despertei o amanhecer”, quando o cavalo (nós) se move obedientemente por sua conta, adivinhando que seu cavaleiro (o Criador) deseja com antecedência.

Nunca é Tarde para Ler O Zohar

Uma pergunta que recebi: A ordem é importante durante a leitura do Livro do Zohar? E se eu só me juntei ao estudo recentemente? Eu devo ler tudo o que se estudou até este ponto?

Minha Resposta: Primeiro de tudo, não faz diferença qual parte do livro do Zohar estamos a ler. Está escrito: “Não existe o tempo na Torá”. Portanto, não importa onde você começa a ler: do meio, fim ou começo.

Também não importa o quanto você entende ou não, ou se você se juntou ao estudo agora e esta é a sua primeira aula, ou se você estuda há muito tempo. Você pode participar do estudo desde o início ou desde o meio da aula, quando metade do material já foi coberto.

Tudo que estudamos são processos que ocorrem em Bina, Zeir Anpin, e Malchut (AHP), onde todas as Forças Superiores estão localizadas acima de Bina. Isto quer dizer, Bina é a relação das Forças Superiores relativamente a nós; Zeir Anpin é um sistema que transmite as forças de Bina até nós ao longo das três linhas, e Malchut recebe essas três linhas. Nós nos conectamos a Malchut e trabalhamos na nossa conexão com Zeir Anpin a fim de nos conectarmos à Bina.

A imagem é sempre a mesma — Bina, Zeir Anpin, Malchut. Não há mais nada. Portanto, não importa que texto Cabalístico você leu, seja capítulos da Torá ou partes do Zohar, o texto sempre fala sobre a mesma coisa: a correção da alma no sistema de AHP, ZAT de Atzilut.

É por isso que você verá uma grande quantidade de repetições em O Zohar, as quais são todas diferentes descrições de como a Luz afeta a alma. Nós não sabemos por que os autores de O Zohar o escreveram da maneira que fizeram, por que escolheram essas palavras e seqüência de palavras específicas. Mas eles fizeram isso naturalmente; seus escritos reflectem as ações corretas das Luzes sobre o desejo à medida que a alma ascende.

Os Quatro Estágios da Realização


As crianças são um grande exemplo para nós seguirmos, porque elas têm energia infinita e aspiração para aprender sobre este mundo. Elas não se cansam de jogar o mesmo jogo centenas de vezes, e não se importam com nada; a coisa mais importante para elas é fazer algo, o tempo todo, mesmo sem pensar. A mente vem depois das sensações.

Da mesma forma, assim que você entrar no mundo espiritual, você entenderá tudo. No entanto, se você tentar entendê-lo primeiro, isso não será possível, porque a mente não pode preceder as sensações.

A realização mental é o último grau depois que todas as sensações sensoriais forem alcançadas:

  • Estágio 0 (Bechina Shoresh) é quando eu começo a sentir alguma coisa.
  • Fase 1 (Bechina Alef) é quando eu começo a entender um pouco.
  • Fase 2 (Bechina Bet) é quando eu aprendo a razão para tudo – que tudo vem do Criador.
  • Fase 3 (Bechina Gimel) é quando eu me torno semelhante a Ele e entendo que tipo de relação existe entre nós.
  • Fase 4 (Bechina Dalet) é quando eu sei, compreendo e sinto todas as causas e consequências; assim, eu alcanço a Sua mente.

O nosso desenvolvimento ocorre de acordo com estes quatro estágios, mas começa com a sensação de algo pela primeira vez. Até que sintamos algo, a mente só nos atrapalhará, porque nós só usaremos a mente egoísta deste mundo.

Percebendo a Realidade com as Lentes do Zohar


No “Prefácio ao Livro do Zohar”, o Baal HaSulam escreve que embora pareça a mim que tudo ocorra externamente, perante meus olhos, qualquer pessoa razoável sabe que todas estas imagens existem apenas dentro do cérebro. Quando me apercebo disto, eu estou pronto para começar a abordar os assuntos falados pela ciência Cabalística.

A falta desta realização é a razão pela qual O Livro do Zohar está oculto de nós e porque não sabemos como abrí-lo ou lê-lo. É porque a chave para compreendê-lo reside em termos a percepção correcta da realidade. O Livro do Zohar deve ser abordado apenas ao imaginar as descrições dentro de mim mesmo. A terminologia, sons, mundos, objectos espirituais, almas, e relacionamentos são todos noções dentro de mim. Isto é particularmente verdadeiro quando consideramos os parâmetros da percepção da realidade: mundo, ano, e alma – todos os quais estão acima do tempo, espaço e movimento.

Se eu percebo o texto como um padrão de desdobramento das relações entre forças e qualidades dentro de mim, eu gradualmente revelarei estados internos cada vez mais profundos. Então ficará claro que esta realidade externa não é realmente verdadeira, mesmo que o pareça a mim. Eu só a percebo como existindo fora e independente de mim.

É minha atual tolice pensar que eu não crio esta realidade, pensando de forma errada que ela se revela diante de mim por si só, tendo existido antes do meu nascimento e ter ceteza que existirá depois da minha morte. Eu tenho que tentar mudar todas essas crenças, de forma a compreender o que O Zohar quer explicar-me.

A chave e a entrada ao livro do Zohar reside precisamente em transportar tudo para dentro de mim mesmo, de acordo com o principio: “Uma pessoa é o mundo inteiro”. Eu posso dizer se o meu estudo é correcto ou não ao verificar: Quanto espero eu sentir e revelar todo o meu futuro dentro de mim?

Reis Bíblicos: Mito ou Realidade?

Nas Noticias (do The TimesOnline): “Evidências dos Reis David e Salomão”. Em seu novo livro, o Professor Eric Cline registra que até 15 anos atrás não havia referência documentaria extra-bíblica sequer da Casa de David como governante na Judeia. “… ainda nos faltam quaisquer inscrições contemporâneas ou quase-contemporâneas que mencionem Salomão: neste momento nós não temos nenhuma”, diz o Professor Cline . “Além do mais, há ainda pouquíssima evidência arqueológica da existência de David”.

Meu Comentário: Essa notícia é um exemplo brilhante de como a mídia gosta de apresentar tudo de forma sensacionalista: “Ainda há pouqíssima evidência arqueológica da existência de David”, assinado pelas autoridades cientificas.

Pela mesma razão, a palavra “ciência” é geralmente usada pelos amadores em especulações, teorias e pressuposições que não são baseadas em fatos. De maneira similar, os filósofos queriam apresentar Moshe de Leon, que viveu no século XI a.C., como o autor do Zohar – e assim, ele se tornou o seu autor.

Contudo, durante milénios, os Cabalistas sabiam que O Zohar foi escrito por Rasbhi, como é mencionado muitas vezes no próprio  Zohar. É uma pena que nenhum desses filósofos sequer o tenha lido…