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Um Novo Mundo é Um Novo Ambiente


Se eu olhar para mim de lado, como um psicólogo imparcial, eu começo a ver como o Criador me controla. A partir dessa perspectiva, eu posso responder às coisas mais correctamente, assumir o controle sobre mim mesmo, definir uma meta, e fazer uso de todos os meus recursos para alcançá-la.

Eu devo sempre tentar ver o que me controla e como sou controlado. Às vezes, sou dominado por desejos irresistíveis, e eu simplesmente perco a cabeça e rendo-me. Esqueço-me que estes desejos tomam conta de mim, e que eles não são eu mesmo.

Ainda assim, devo continuar a ser o meu próprio juiz e lutar por uma oportunidade de continuar a forçar a espiritualidade. Mas se eu tiver sucesso, preciso encontrar uma força adicional, uma força que está para além do plano dos desejos corporais; esta força só pode ser recebida do ambiente correto.

Aqui estou eu com os meus desejos físicos, e lá está o ambiente com os desejos mundanos por dinheiro, fama, poder e conhecimento. A fim de avançar espiritualmente eu tenho que sair deste círculo e conectar-me a outro tipo de força – uma de origem espiritual.

Eu tenho um ponto no coração, mas isso não é suficiente. Eu preciso do grupo, do estudo, dos livros e do professor, porque eles me darão essa grande força que eu preciso, para poder sair para fora de todos estes desejos corporais e empurrar-me para o mundo espiritual.

Não é meu plano negligenciar estes desejos. Eu tenho que usá-los como suporte e, em seguida, juntamente com a ajuda proveniente desta nova força, eu serei capaz de definir o rumo certo. É assim que o meu ponto no coração, que despertou com o resto dos meus desejos, me ajuda a encontrar um novo ambiente – um novo mundo. Portanto, sem este ambiente, eu não teria nada.

Página Diária 27.12.09

Páginas Diárias é uma coleção de extratos das aulas diárias do Rav Michael Laitman e Bnei Baruch traduzidas para o Português.

Trabalhe em Benefício do Criador com Alegria!

Pergunta de um aluno: Porque o trabalho em prol do Criador deve ser com alegria?

Resposta do Dr. Michael Laitman: A “alegria” é um sinal que você está trabalhando com o intuito da doação, e não obrigado, por não ter outra escolha, ou por temer as crises. Uma mãe não fica contente quando está alimentando o filho, e este quando recebe dela e desfruta isso? Veja como ela conta para todo mundo como ele comeu e aceitou o seu alimento.

Como é possível que o ato de doar, que vem do amor, não causaria alegria? A alegria é um sinal, o resultado das boas ações. Por outro lado, a pessoa que está sob o controle do seu desejo de receber, sob controle do ego, normalmente está estrassada, com raiva, ansiosa em relação ao Criador.

Portanto, o nível de bondade, de fé, de anulação perante a Forca Superior, de modo que isso possa influenciá-lo e corrigí-lo em prol da doação, tudo isso deveria resultar em felicidade. É impossível se dirigir ao Criador, quando isso não for resultado da alegria. O choro não é ouvido lá em cima. Quando “O Zohar” escreve “Porta das Lágrimas”, isto significa que desejamos nos igualar ao Criador (“lágrimas”, dmaot, da palavra le’idamot, significa “assemelhar-se”). Isto se refere à deficiência da pessoa em se igualar ao Criador, e não ao ato de chorar. A pessoa está feliz por ter alcançado essa deficiência.

Se você se dirige ao Criador em prantos, na verdade você O acusa de ter arranjado isso para você, toda essa situação. É como se você estivesse infeliz com tudo isso, e você executa isso devido à falta de escolha, sem a capacidade de justificá-Lo.

Portanto, se a pessoa não está contente com cada estado que ela atravessa – tanto o melhor quanto o pior, isso significa que ela ainda está no desejo de receber para receber, e que não possui nada com que se dirigir ao Criador. Somente depois que ela se eleva a um estado de felicidade – e, portanto, não se importa com o que acontecerá a ela, porque pede a força da doação – ela recebe essa força.

Existem situações delicadas aqui, que nós ainda não somos capazes de digerir. Se eu estou feliz e satisfeito, como serei capaz de me dirigir ao Criador? A resposta é que, se a pessoa quer doar, a sua felicidade resulta daquilo que ela conseguiu realizar ao pedir a força da doação, e não importa a ela o que acontecerá em seus vasos. Ela não tem qualquer necessidade de algo para si mesma.

Porém, novamente, esse tipo de pedido vem somente da alegria. Você não pode ir até o dono da realidade chorando. Este é um sinal que você não está satisfeito com Ele , que você está reclamando de tudo que Ele faz, e se sente mal em Seu mundo. Caso contrário, por que você está pedindo algo para Ele? Você só deve pedir uma coisa: ser semelhante a Ele, ser até mais doador em relação a Ele. Mas este é um pedido que se estende da alegria, pois vocês já se assemelham a dois amantes que entendem a conexão entre si, estão em companheirismo, e aprendem como podem se conectar mais e satisfazer um ao outro. 

Porta das Lágrimas

Pergunta de um aluno: Se eu já sou feliz, porque eu deveria pedir a doação a Ele?

Resposta do Dr. Michael Laitman: Eu estou feliz por ter alcançado esse pedido, “A Porta das Lagrimas”. “A Porta das Lágrimas” é um estado cheio de alegria. Eu alcancei um estado onde estou explodindo de alegria, com a magnitude da condição na qual eu finalmente me encontro diante do Criador, com meu pedido sendo aceito, que a Luz vem até mim e me reforma, e com a capacidade de realizar um ato com o intuito da doação. Isto é chamado de “Porta das Lagrimas”. 

O Esforço é o Mais Importante

Pergunta de um aluno: A leitura do Zohar influencia a pessoa, mesmo que ela não perceba isso?

Resposta do Dr. Michael Laitman: A pessoa que se sentar para estudar O Zohar por dez lições seguidas, certamente sentirá que este livro a influencia e age sobre ela. Quem estuda O Zohar atravessa grandes e diferentes mudanças: primeiro, na concentração em relação à vida – para que tipo de coisas ela presta atenção ou não; segundo, ela se torna mais introvertida em seus sentimentos internos; terceiro, as atitudes em relação aos outros mudam – ela lhe dá mais espaço.

A pessoa que estuda O Zohar, de repente começa a pensar sobre suas ações, sobre o que lê no Zohar, e começa a vê-las como ações mais interiores do que o nosso mundo, etc. É certo que a pessoa que estuda O Zohar muda – O Zohar a transforma bastante, acalma-a, torna-a mais introvertida, mais séria, mais decidida. Nesse aspecto, a influência do Zohar é muito forte. E isso não depende do seu nível de entendimento, mas sim do seu esforço, à medida que a pessoa se esforça para entender o que está acontecendo aqui, o que está sendo discutido.

Página Diária 25.12.09

Páginas Diárias é uma coleção de extratos das aulas diárias do Rav Michael Laitman e Bnei Baruch traduzidas para o Português.

O Sistema Espiritual: Como Ele funciona?

Muitas vezes nós falamos de que como existe um Criador e uma criatura, que deve haver uma conexão entre eles, e que ambos devem chegar a um estado onde eles se encontrem. Mas como isso é possível se a criatura só recebe, ao passo que o Criador só doa? Isso pode ser demonstrado através do exemplo bem conhecido do anfitrião e do convidado. O Criador, o anfitrião, quer dar e, portanto, leva comida e bebidas à criatura, prepara cinco pratos para ela. A criatura não quer receber os pratos, mas finalmente diz: “Eu receberei só com o propósito de doar ao Criador”; assim, ela se aproxima da mesa e prova os pratos. Este é o lugar onde eles se reúnem em doação mútua – o Criador doa prazer à criatura, enquanto a criatura recebe o prazer, a fim de provocar satisfação no Criador.

Como é que esse princípio se manifesta no sistema dos mundos? O local onde as almas existem, é chamado de Mundos de “Beria“, “Yetzira“, e “Assiya” (Mundos de BYA). Abaixo está este mundo – o lugar que estamos agora. Se percebermos o ponto no coração que desperta em nós, seremos capazes penetrar o estado onde as almas estão, os mundos de BYA.

As almas que existem no mundo da BYA estão quebradas, ou seja, ainda não estão corrigidas. Este é um estado que eu alcanço depois que começo a trabalhar com meu ponto no coração, e descubro que o meu estado está quebrado, que eu não quero me conectar com os amigos, com os outros, que eu odeio todo mundo. E, na verdade, eu também odeio o Criador da mesma forma, só que eu não sei disso, e também não admito isso. Tal estado é chamado de “o reconhecimento do mal”.

Mas graças ao trabalho no grupo, com o professor e os livros, eu desperto em mim a importância da meta. Portanto, existem dois extremos em mim – o reconhecimento do mal e a importância da meta; e a partir daí eu começo a gritar, a pedir. Este pedido eleva-se acima do limite denominado “o Parsa“, que é a condição de que meu pedido será realmente para doação, para a correção.

E se este for o meu desejo, então não haverá mais o Parsa, não haverá diferença, ou uma parede entre mim e o sistema chamado “Malchut“, “Nukva“, ou “Knesset Israel“, e eu estou incluído nele. Este é o local mais elevado que as almas podem alcançar, e então “Malchut” se conecta com o Partzuf chamado “Zeir Anpin“, ou” o Criador “. Ou seja, se Malchut recebe de mim algum tipo de déficit para a correção, ela levanta esse último ao Criador, e de lá recebe a Luz.

Então, esta Luz vem até mim, corrige-me, e me permite entrar novamente nesse sistema na versão corrigida, integrar-me dentro dele, estar em contato com o Criador.

Em outras palavras, na primeira vez o pedido é “dá-me força para doar”, e na segunda vez, quando esta força já está em meu poder, depois de eu ter me corrigido, eu já me elevo e existo num nível mais elevado. É sobre isso que O Livro de Zohar fala. Mas a verdade é que não importa o quanto nós sabemos ou compreendemos, mas sim que a coisa mais importante é nos esforçarmos de algo forma em adentrar os estados que ele fala. A entrada para a espiritualidade se assemelha às ações de um bebê na materialidade ─ assim como o bebê não sabe nada, e entra, ouve, e está incluído em tudo de maneira ingênua, nós também devemos nos esforçar durante a leitura para entrar no mundo que O Zohar fala.

Antecipando a Chegada da Luz

A pessoa pode começar a assistir às aulas do Zohar enquanto estamos no meio do livro ─ isso não importa. Se a pessoa que lê O Zohar não conseguir que a Luz que está dentro dele brilhe em cima dela e abra sua alma, então não importa onde e o que lê, porque ela não sabe do que se trata. Eu só explico um pouco a fim de delinear algum tipo de orientação, a fim de concentrá-lo; mas até que o livro seja aberto, nada do texto escrito será compreendido.

Talvez nós possamos dizer que entendemos alguma coisa, mas esse não é o objetivo. O nosso objetivo é que a Luz que nos dê a força de doação. Na medida em que eu alcanço a força de doação, a força de Hassadim (misericórdia), eu posso receber a Ohr Hochma (Luz da Sabedoria). A Ohr Hochma é a visão: a capacidade de ver, de sentir o mundo espiritual, o Criador, a alma, o meu estado eterno e completo. Por conseguinte, durante o estudo do O Zohar eu devo apenas antecipar a chegada da Luz. Se ela não vier, então, mesmo sabendo este livro de cor, isso não ajudará.

Isto é, o objetivo da minha leitura é apenas receber do livro, do estudo, do grupo, de todos, algum tipo de projeção, a inspiração que me transformará, que me dará força para doar. E se for meu direito, eu começarei a sentir a espiritualidade. É possível que muitos dos nossos telespectadores não entendam uma palavra sequer do O Zohar, e é possível que alguns deles pensem que são muito espertos ─ não há diferença entre eles. Toda a diferença reside no desejo de que o mundo espiritual se abrirá. E se isso existe: esta é a coisa mais importante.

Construindo a Nova Escada Para o Céu

Uma pergunta que recebi: Qual é o caminho mais rápido e efetivo para disseminar a Cabalá no mundo?

Minha Resposta: Uma variedade de formas são necessárias, pois estamos agora chegando a degraus que ninguém pisou em cima antes. Até agora, os cabalistas continuaram o seu caminho próprio e ensinaram aos seus alunos usando o mesmo método que se originou de Adão, o primeiro cabalista. Mais tarde Abraão estabeleceu a metodologia e o grupo que se tornou o povo de Israel. No entanto, eles depois caíram do nível espiritual e nos últimos dois mil anos os cabalistas têm vindo a transferir os seus conhecimentos de um para o outro.

Agora, porém, estamos vivendo em uma época em que milhões de pessoas em todo o mundo estão acordando para o desejo de ascensão espiritual e estão caminhando lado a lado com a gente. Estudar Cabalá numa base individual, tornou-se uma coisa do passado. Hoje, estamos retornando a intenção original de Abraão para oferecer a correção a todos os babilônios.

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Página Diária 24.12.09

Páginas Diárias é uma coleção de extratos das aulas diárias do Rav Michael Laitman e Bnei Baruch traduzidas para o Português. 

O Foco no Mundo Espiritual

Enquanto estudamos O Zohar, nós não estamos tentando explicar todos os fenômenos que estudamos; pelo contrário, queremos sentí-los. Como é possível explicar algo que a pessoa não sente ou vê? É por isso que nós só estamos falando sobre o esforço que a pessoa faz quando quer alcançar algo que ela não sabe, vê ou entende, mas faria qualquer coisa para se aproximar disso.

Eu estou ensinando vocês a focarem o mundo espiritual. Quando vocês adquirirem a visão espiritual, vocês sentirão, e depois vocês também entenderão. Este é o significado do versículo, “Um juiz tem somente o que seus olhos vêem”. Qual é a razão para tentar memorizar os nomes se vocês não sabem a que eles se referem? Agora nós estamos aprendendo a realizá-los, porque a realização é quando vocês sentem alguma coisa com clareza absoluta em todos os seus sentidos e coração. Vocês existem nela, estão completamente imersos no mundo espiritual, e realmente tornam-se um com ele.

Nós estamos falando sobre como adentrar a sensação de um mundo novo, como um bebê que está começando a perceber o mundo de forma simples e natural. No início, nós não explicamos nada para o bebê. Primeiro, ele deve ser preenchido com várias impressões sobre o nosso mundo e, em seguida, ser capaz de diferenciar entre qualidades diferentes (frio versus calor, luz versus trevas, duro contra mole); ele começa a moldar uma mente que entende ao que deve aspirar e do que deve se afastar. Ele começa a discernir o que é agradável e desagradável, o que é bom para ele e o que é ruim, o que é verdadeiro e o que é falso, o que gosta e o que não.

No entanto, no que diz respeito à espiritualidade, tudo isto surge somente depois de termos revelado um fragmento do Mundo Superior em nossas sensações. Neste momento, nós desejamos alcançar essa revelação, e por isso não queremos explicar o que está dentro dela; nós só queremos facilitar essas novas sensações em nós.

Nós temos que “desfocar” a nossa visão de mundo e deixar de vê-lo, para começar a ver através de um novo foco, concentrando nossa atenção em outra coisa. É como as imagens tridimensionais, que primeiro surgem como um conjunto caótico de formas desordenadas. Mas, se você mudar o foco de sua visão e parar de se concentrar na superfície da imagem, se você tentar olhar dentro, sem focar a imagem em si, mas, propositalmente, penetrar no interior – então você começa a percebê-la. Nós devemos fazer o mesmo esforço – porém através dos sentimentos, em vez da visão – quando lemos O Livro do Zohar; então, através das sensações deste mundo, sentiremos o Mundo Superior.

Nós devemos tomar a forma como vemos o mundo e, intencionalmente, “quebrar esse foco”. Não ver este mundo, mas sim concentrar-se num ponto completamente diferente, focar a nossa atenção sobre ele e começar a ver através dele. É como as imagens tridimensionais: quando você olha para elas, primeiro você não consegue ver nada. Mas quando não olha para a superfície da imagem, e vai além, como se quisesse olhar para dentro dela, então o foco não se concentra exatamente na imagem em si, mas é como se ele penetrasse dentro; em seguida, você começa a ver. Durante o estudo do Zohar nós falamos apenas sobre este esforço. 

O Ponto de Entrada para a Realidade Espiritual

O Baal HaSulam escreve que “Não há nada mais elevado do que a verdade e nada mais baixo do que a falsidade”. Mas como podemos saber o que é a verdade e onde encontrá-la? As coisas só parecem verdadeiras em nossa imaginação e fantasia, mas nós sabemos que tudo aquilo que parece verdade hoje se tornará mentira amanhã. Isso acontece porque os nossos desjos mudam, e quando isso acontece, todos os fatos que percebemos, também mudam. Como a matéria muda, a forma que estava presente na matéria ontem já não é visível para nós hoje.

Acontece que hoje nós operamos de acordo com a forma revestida de matéria, e consideramos isso como verdade. Mas amanhã, nós iremos descartá-la e diremos que foi uma mentira, dependendo do que veremos amanhã. Nós sempre temos que agir com base no desejo, e na forma com a qual ele está revestido durante o momento que estamos nessa forma. Nós não nos importamos que costumávamos pensar de maneira diferente que há cem anos atrás, e que pensaremos de maneira diferente daqui a duzentos anos. Tudo será novo, teremos uma nova vida, um novo céu e uma nova terra. No entanto, hoje temos que tomar todas as decisões baseadas nos fatos atuais.

Disso resulta que não temos o direito de julgar os outros – aqueles que estão acima ou abaixo de nós. Como podemos julgar alguém num nível abaixo de nós se ele ainda não foi corrigido? Afinal, ele tem razão em relação à sua posição.

Todos os erros, problemas e punições são dados a nós, a fim de nos “entulhar” numa forma revestida de matéria, para que não nos separemos da matéria e nos envolvemos no raciocínio abstrato. É extremamente importante manter isso em mente ao estudar O Zohar. Afinal de contas, O Zohar destina-se a nos levar ao mundo espiritual, e nesta área nós somos muito tentados a ceder às fantasias e misticismo. O nosso corpo realmente deseja isto, pois dessa maneira ele sentirá menos sofrimento.

Nós devemos nos esforçar para manter os pés no chão dentro do âmbito da matéria. Ao fazer isso, nós estaremos realizando uma correção. Nós devemos inserir a forma de doação em nossa forma egoísta de recepção, mas elas não se encaixam uma dentro da outra, elas são totalmente opostas e, portanto, a nossa tarefa é extremamente difícil!

É por isso que O Zohar se esforça esforço para ser vigilante em relação ao que está acontecendo conosco, e que formas estão revestidas em nós. Afinal de contas, através da separação da matéria, nós podemos imaginar que já estamos no mundo da doação e do Infinito. 

Será o Meu Próximo Nível a “Forma Extraída da Matéria”?

O meu próximo nível é descrito como aquele oposto a mim. Como eu o descrevo e o sinto, é uma forma extraída da minha matéria. Eu não posso revestí-lo, eu não quero revestí-lo, mas o trato como algo desejável. Na materialidade eu posso imaginar que já estou corrigido, que sou como isso ou aquilo, mas quando estou na espiritualidade, eu não consigo me imaginar no meu nível superior, porque sou repelido por ele. O Elyon (Superior) está oposto a mim, Ele me mostra como devo doar. Mas eu não quero doar, é uma forma que eu não desejo receber.

Portanto, na espiritualidade não há perigo de que eu caia nas mãos da minha imaginação, porque quando eu alcanço o nível superior, eu já estarei em sua forma. O Elyon me apresenta o nível superior em oposição ao meu estado, à minha matéria, e ele me parece como a escuridão. A partir deste momento, eu só devo me esforçar dentro do grupo, conectando desejos adicionais. Quando eu conectar vários desejos adicionais, o Elyon já não parecerá oposto a mim; então, eu já solicitarei correções adicionais à Luz que Reforma. Eu não posso subir ao próximo nível a menos que eu adicione desejos desconhecidos para mim, que serão como meus, e neles eu revelarei o próximo nível, a adição.

É Impossivel Se Sentir Mal Se Você Pensa Em Doação


Uma pergunta que recebi: Como uma pessoa deve se sentir depois de uma aula?

Minha Resposta: A pessoa deve sair da lição com algumas impressões principais:

  • Eu não consegui chegar a lugar algum, ainda!
  • Acabo de receber um potente remédio que vai me aproximar do objetivo.. Essas horas da minha vida foram eternas porque o benefício é inestimável. Eu nunca vou perder o que eu ganhei agora e ninguém pode tirar isso de mim.
  • É bom que eu me sinta vazio. Se eu me sentisse completo, isso significaria que estou contente com meu presente desejos egoístas.
  • Está escrito: “Seu coração vai deliciar-se com o Criador,” o que significa que quando sou corrigido, vou me sentir satisfeito mediante o cumprimento do Criador. Este é o tipo de correção que eu deveria esperar vir a mim.
  • A recepção e toda a doação deve vir “para mim” na linha média. A linha da direta é a que eu recebo a Luz de Correção, a Luz de doação, de cima para baixo. Esta Luz me corrige se eu estiver completamente aberto para ela, se eu deixá-la entrar em mim. Na linha da esquerda, eu uso os meus desejos egoístas, na medida em que eles estão ligados a doação. Isso significa trabalho com a Luz do Hochma de baixo para cima.
  • Todas as mudanças que eu espero acontecerem dentro de mim me aproximarão da doação. Se eu pensar dessa maneira, então é impossível se sentir mal.

Somente o Kli Correto Pode Receber Satisfação Verdadeira


Temos de compreender que o Zohar é destinado a revelar o nosso ponto no coração, e não para satisfazer nossos sentidos ou intelecto que pertencem a este mundo. Você abre o livro e entra em desespero, porque você não entende ou sente, mas que tipo de sensação ou compreensão que você esperava? O Zohar impacta você de uma maneira diferente, não do jeito que você acha que seria.

Você preparou um barril ou um balde (desejos egoístas) e espera que eles sejam preenchidos com o que parece ser a realização espiritual, quando você realmente desejava satisfação egoísta. O Zohar, no entanto, lhe dá um tipo diferente de kli (vaso) receptor  – um que está concedendo, anti-egoísta, bem como o cumprimento correspondente – o prazer de doação.

Estas são as fases normais que cada pessoa passa, gradualmente, revelando seu Kli, sua atitude e o cumprimento que ele deveria esperar. Como resultado, todas as ilusões eventualmente desaparecem e revelam ao Kli um direito que está pronto para o tipo certo de realização.

O Que A Próxima Decada Trará?


Nas Notícias (from Time): “O Adeus aos anos ’00s: (pelo Menos) a Infernal Década” O colapso milenar temido nunca aconteceu. Em vez disso, era o sonho Americano que estava prestes a escurecer. Marcado por 9 / 11 no início e uma limpeza financeira no final, os primeiros 10 anos deste século, muito provavelmente, irá  para baixo como a mais desanimadora e decepcionante década que os Americanos viveram na era pós-Segunda Guerra Mundial.

Meus Comentários: No passado, o sofrimento nos levava a desenvolver e por isso víamos um futuro brilhante pela frente. Agora, desde que o egoísmo atingiu seu pico e nos tornamos  interligados a nível mundial, o egoísmo não precisa crescer mais. Ele só precisa de correção.

Portanto, o sofrimento não vai nos empurrar para a frente (em outras palavras, não há futuro), mas vai piorar a nossa situação atual, até que estejamos de acordo em corrigir nossa natureza