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Conectando Com a Nova Geração de 22 a 24 de Janeiro de 2010


O Congresso Mundial de Cabalá – Conectando com a Nova Geração!” será de  22 a 24 de Janeiro de 2010. A localização central deste Congresso será em Roma, Itália, do qual todas as lições e eventos serão televisionados para o mundo todo, permitindo que todos sejam parte desta evento histórico.

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Página Diária 08.12.09

ORAÇÃO DE “MUITOS”

Não pode haver uma oração para a correção, a menos que seja uma “oração de muitos”. Portanto, se nós estudarmos, falarmos sobre as correções e pensarmos nas mudanças, nós deveremos descrevê-las apenas no que diz respeito à conexão entre as almas. Que almas nós temos agora? As almas são algo supremo; é o déficit corrigido para a conexão com os outros. As almas são o que desperta entre nós, entre os nossos défices, se cada um de nós quiser se conectar com os outros; a tendência da pessoa de estar conectada ao outro é o déficit correto. E se o déficit for corrigido, o corpo da alma será construído a partir dele, e o preenchimento que será recebido nele posteriormente será chamado de a luz da alma.

Portanto, em nenhum de nós existe uma alma. As nossas almas são o grau de conexão entre cada um de nós. Em outras palavras, se existem sete milhões de partes diante de mim, se diante de mim existem mais almas, mais desejos pela espiritualidade, então o meu desejo de me conectar com elas, a fim de atingir um único Kli (vaso), a minha tendência de me conectar com elas, se chama “o corpo da alma”.

Ou seja, em nenhum de nós existe nem o Kli da alma, nem a luz da alma. As almas se encontram entre nós, é essa conexão em rede entre nós que devemos revelar. E o apelo pela existência dessa conexão entre nós é chamado de “oração de muitos”.

Atualmente, nós não temos um déficit real pela conexão com os outros, mas quando nós pedimos um déficit verdadeiro para a conexão e o recebemos do alto, a satisfação por esse déficit chega e começamos a sentir a conexão mútua entre nós. E depois, dentro da conexão mútua entre nós, dentro da Luz da Misericórdia, também se revela a Luz da Sabedoria ─ a noção sobre quem nos criou, quem criou a conexão entre nós, sobre quem se reveste na Luz da Misericórdia, na Luz da doação, no desejo de doação por nossa parte, chama-se “o Criador”.

Portanto, vale a pena nos esforçarmos continuamente para nos convencermos, esclarecermo-nos de que as correções existem entre nós, entre os nossos desejos de alcançar a adesão com o Criador. Não importa o quão quebrados e analisados eles estejam ─ a coisa mais importante é que há algo para se começar, que há um ponto no coração, e a partir daí nós começamos. E o resto é “a oração de muitos” ─ como eu alcanço o apelo para a revelação da conexão entre nós, entre os pontos do coração.

Se nós alcançarmos este apelo, não há ninguém que possa parar a nossa oração, porque a resposta é sempre recebida apenas para uma “oração de muitos”, “oração do público”. Portanto, a alma precisa se conectar ao público, e o público precisa elevar o seu apelo à Nukva (Fêmea), e, conseqüentemente, Nukva será capaz de receber o preenchimento da raiz. É assim como funciona o sistema.

A FORMA CORRETA DE LIDAR COM AS PERTURBAÇÕES

Pergunta de um Aluno: Como eu devo lidar com os poderosos desejos que tenho quando descubro que eles me governam, como os desejos por honra, poder e fama?

Resposta do Dr. Michael Laitman: Você não deve fazer nada a eles, e certamente não tente destruí-los! Basta elevar a importância da meta – a revelação do Criador, que terá lugar nesses mesmos desejos quando eles forem corrigidos. A importância da meta deve ser superior a todos os desejos e aspirações que nos arrastam em direções diferentes, e superior a todos os pensamentos que confundem a sua mente.

Você não deve se concentrar em seus problemas. Afinal, você não é o seu próprio médico e não tem o poder de corrigí-los. Você só deve elevar a importância da meta e elevar-se acima de todos os problemas, como se você não estivesse prestando atenção a eles. Você deve aspirar à meta usando-os como base. Como? Exigindo que o grupo lhe dê a sensação de grandeza da espiritualidade, da doação, e da unidade com o Criador; em outras palavras – a grandeza da conexão e do amor.

Nesse caso, todos estes desejos se tornarão ligados “desde baixo” à sua intenção de alcançar o Criador, e é assim que eles tomarão a forma correta. Sempre que esses desejos e pensamentos surgirem em você, você deve se preocupar com o aumento da grandeza do Criador, a qualidade de doação, e a conexão com as outras almas. Então, todos esses “pecadores” que se revelam em você, ou seja, todos os pensamentos alheios e perturbações, acrescentarão um sentido especial à sua atitude para com o próximo. A sua simples intenção de alcançar a doação e o Criador assumirá uma forma especial e ganhará mais força e poder.

Nós devemos transformar o ódio em amor, porque sem ele, o amor não teria forma. O que você ama, como, porquê e o que você ganha com isso? A Luz que vem do Alto é uma força pura; ela transforma o seu mal em bondade, mas não pode realizar uma ação isoldamente. Ela transforma o ódio, a repulsa, as perturbações e a confusão em bondade.

É por isso que nós não devemos apagar todas essas perturbações, mas devemos aspirar à Luz que Corrige, usando as perturbações como base. Enquanto isso, as perturbações aumentarão o tempo todo, pois sem elas nós não teríamos nada que pudesse se transformar em bondade.

Página Diária 07.12.09

A ABORDAGEM CORRETA DO “O LIVRO DO ZOHAR”

Uma pergunta que recebi: Qual é o trabalho interno de uma pessoa que assiste às lições do O Zohar na Internet ou na TV? Muitas pessoas estão esperando estas lições ansiosamente e acordam no meio da noite pela primeira vez para assistir à transmissão ao vivo.

Minha Resposta: O Livro do Zohar é uma oportunidade para todos nós revelarmos a verdadeira realidade, que se revela no interior da pessoa. Por meio do estudo, a pessoa descobre que ela percebe toda a realidade dentro dela e conquista a capacidade de colocar o seu mundo interior na ordem correta, de organizá-lo e revelá-lo de uma forma que lhe permita sentir o mundo espiritual, além deste mundo.

Ela não experimenta nenhuma contradição, ilusão ou dúvida sobre a veracidade das suas sensações espirituais. Tudo se revela dentro de seus desejos. Simplesmente corrigindo os nossos desejos, nós revelamos a nossa capacidade interior de perceber e sentir o mundo espiritual dentro deles.

Mesmo as pessoas que não passaram pela preparação para perceber O Livro do Zohar, que não tenham estudado seriamente os princípios da Cabala durante vários anos, são capazes de juntarem-se a nós e merecem a mesma revelação, como um bebê em nosso mundo, que vive entre os adultos, e estes lhe fornecem tudo. Não importa se um bebê nascido no século XXI não saiba sobre as gerações anteriores que prepararam tudo para ele, e todas as coisas que agora o cercam. Ele recebe conforme o nível atual do nosso mundo. O nosso dever é receber tudo da geração anterior, prepará-lo e entregá-lo pronto para o bebê, a próxima geração.

Portanto, os “bebês” da Cabalá, aqueles que agora estão se juntando a nós, nossos novos amigos, merecem a mesma revelação que nós esperamos alcançar. A este respeito, não há diferença entre nós, desde que eles tentem ouvir à media que sejam capazes de juntarem-se a nós, e sintam temor, confiança e respeito por este grande livro. Isto é muito importante para se conectar a ele.

Do mesmo modo, devemos entender que este livro funciona no grupo, e não numa única pessoa. Portanto, se nós não pensarmos sobre a unidade entre nós durante o estudo, perderemos a coisa mais importante. Durante a leitura do O Livro de Zohar, nós devemos estar unidos em cada palavra e discussão sobre ele, pensarmos apenas na unidade dos vasos.

Você pode dizer: “Mas você sempre fala sobre como devemos sentir o texto dentro de nós, que devemos nos aprofundar, e lá, dentro dos nossos desejos, procurar pelos animais, os peixes, Noé, o Criador, o ser humano em nós, o trabalhar com eles. Enquanto que aqui você retorna novamente ao grupo que você achou do lado de fora!”.

Exceto o problema que o grupo não está do lado de fora. O grupo é a seleção e a conexão de todos os desejos em mim, que são chamados de “fora de mim”. Tudo o que eu sinto como externo a mim, está na verdade dentro de mim. Eu devo ligar o conceito de “eu” que está dentro de mim, ao conceito de “externalidade”, os “outros” dentro de mim. Eu não sinto que os outros estão fora do meu corpo, mas dentro de mim, dentro dos meus desejos. É assim que os meus desejos estão divididos.

Nós também aprendemos isso com a sabedoria Cabalística – existe a internalidade e a exterioridade do vaso, circundante e interna, e eu devo corrigir a internalidade e a externalidade através da conexão entre elas. Portanto, “o grupo” é o desejo que eu junto a mim. Você pode dizer: “Um segundo, o que significa “unir todos a mim’? Mas existem desejos em mim que eu não posso corrigir? Portanto, eu respondo que você os conecta, os classifica, e só depois diz: “Este aqui, eu não posso corrigir, mas ele é meu, não há nada que não seja meu”.

Esta abordagem permite que a pessoa inclua o mundo todo, como está escrito: “A pessoa é um mundo pequeno”. Por isso, é necessário pensar sobre isso o tempo todo, e investir mais e mais esforços mútuos nisso a todo o momento – que cada um de nós buscará dentro de si, ordenará e organizará dentro de si todas essas coisas. É assim que nós devemos nos comportar durante todo o dia, de uma leitura do O Livro do Zohar para outra. Só assim revelaremos a plenitude e não ficaremos confusos.

 

PENSANDO NOS AMIGOS

Pergunta de um Aluno: Em Israel e em todo o mundo, existem amigos que estudam a sabedoria Cabalística com a gente e que estão atravessando tempos difíceis, mas eu ainda não os conheço. O que pode ser feito para estimulá-los, apesar disso?
Pense neles, estimule-os em seus pensamentos. Não há outro conselho.

Resposta do Dr. Michael Laitman: Pense neles, estimule-os em seus pensamentos. Não há outro conselho.

Continuação da Pergunta: Pensar na Hissaron (deficiência) coletiva do Kli Mundial espiritual?

Continuação da Resposta: Pense que você é o fiador para todo o “Kli Mundial” – para cada um e para todo o Kli como um todo. Você é o fiador para eles, com sua preocupação de que eles não cairão. Ou que eles cairão, mas entenderão imediatamente porque estão caindo, e imediatamente se prepararão com a força do grupo, reconhecerão a importância da meta e, imediatamente, serão elevados para a execução de uma ação espiritual. Em outras palavras, você deve pedir em favor deles, conectar-se a eles, e rogar ao Criador: “Se isso acontecer, eu quero que eles reconheçam de imediato o sentimento negativo como um meio para o avanço, como um meio necessário para o avanço, e não que o meu amigo irá falhar”..

E se você pensa dessa forma – antes de mais nada, veja o quanto esses pensamentos o influenciam, o quanto o corrigem: Eu penso que em favor de alguém, e de repente começo a sentir que ele está perto de mim, que é realmente o meu desejo. Na verdade, eu não penso sobre ele em absoluto, mas sim penso secretamente sobre a maneira na qual eu seria capaz de trazer o meu desejo mais perto de mim. Então já não existe “eu” e “ele”, mas nós dois nos tornamos um. Assim, essa cadeia de pensamentos lhe traz a correção. Nós achamos que pensando em alguém, estamos fazendo um favor, ou dando Arvut (garantia mútua) a outra pessoa. De jeito nenhum! Dessa maneira eu me salvo.

As Cinco Limitações das Nossas Sensações Internas

Na Mídia (da Universidade da Columbia Britânica): “A Aferência Tátil Afeta Aquilo que Escutamos: estudo UBC“. Os seres humanos usam todo o seu corpo, e não somente seus ouvidos, para entenderem a fala, de acordo com o departamento de pesquisa lingüística da Universidade da Columbia Britânica. Já se sabe que os seres humanos naturalmente processam expressões faciais junto com o que está sendo escutado, para entenderem tudo que está sendo comunicado. O estudo UBC é o primeiro a demonstrar que nós também processamos informações táteis para percebermos os sons da fala.

Na Mídia (da Scientific American): “Provando a Luz: Dispositivo Permite que Cegos ‘Vejam’ com Suas Línguas”. Um par de óculos de sol interligado a um pirulito “elétrico” ajuda os deficientes visuais a recuperar as sensações visuais óticas através de uma via diferente. Agora, um novo dispositivo se aproveita disso e visa restaurar parcialmente a experiência da visão para os cegos e deficientes visuais, contando com nos nervos sobre a superfície da língua para enviar sinais luminosos ao cérebro.

Meu Comentário: Isso tudo confirma o que a Cabalá ensina sobre a percepção da realidade – que o mundo inteiro existe dentro de nós; nossos sentidos não são mais do que a mostra dos cinco limites das nossas sensações internas.

Do Ano 55 d.C. Vem A Oportuna Sabedoria de Cícero


“O orçamento nacional deve ser equilibrado. A dívida pública deve ser reduzida, a arrogância das autoridades deve ser moderada e controlada. Os pagamentos aos governos estrangeiros devem ser reduzidos, se a nação não quiser ir à falência. As pessoas devem novamente aprender a trabalhar, em vez de viver na assistência pública”.

Marcus Tullius Cicero, 55 A.C. – Autor Romano, orador, e político

Revele o Mundo dos Desejos


Na leitura de ontem, alguém me perguntou: “Como deverei agir com relação às pessoas a minha volta se elas existem dentro de mim? O problema é que existe o que é a realidade e existe o que nós desejamos. A realidade é o que nós sentimos e percebemos, de acordo com o princípio, “Um juiz não tem mais do que seus olhos podem ver”. É isso que deveríamos usar para avaliar tudo em nosso mundo e para agir de acordo. Nesse mundo, os únicos que agem são eu mesmo e as pessoas ao meu redor.

O desejado é o que eu descobrirei no futuro, nas minhas qualidades corrigidas. Naquele mundo eu estarei unido com o ambiente e com o Criador. Aprendemos que existe outra realidade onde tudo é percebido dentro de nós e nada é percebido fora de nós. No entanto, agora tudo isso é ainda irreal para nós. É possível que tudo o que imagino como o quadro do futuro não seja realmente nada como imagino. Nós não percebemos o quanto nossa vida mudará. Não é que nosso mundo não irá mudar de alguma forma: ao contrário, um mundo completamente novo emergirá.

Então, quando nós lemos o Livro do Zohar , temos que nos desligar de tudo o que é familiar para nós e tentar nos imergir nesse livro, como se entrássemos nele. Quando eu leio o Livro do Zohar e estou nele, então eu realmente vivo dentro dele.

Por enquanto eu não posso existir em dois mundos simultaneamente. Por agora, eu sou capaz de estar em um só mundo. Então, nós nos desligamos desse mundo material e tentamos construir outro quadro, como a criança que deseja crescer. Ela deseja ser um adulto em todos os aspectos, como nas roupas que veste, no jeito em que atua, e da forma como os outros a veem. Ela quer que todos a tratem como a um adulto.

Da mesma forma precisamos imaginar em todos os nossos sentidos e em todas as nossas fantasias que o Zohar está falando sobre o nosso novo mundo, no qual estamos situados. Em outras palavras, ele está falando sobre minhas qualidades internas, nas quais eu existo e nas quais eu vejo a nova realidade. Esse “jogo” produz a influência da Luz que Reforma, e então aquele novo mundo é revelado.

Não é que um novo mundo é revelado e o velho mundo desaparece, e nós voamos pelos céus. Mais exatamente, eu revelo que estou vivendo nos desejos: quer dizer, dois desejos – o meu e o do Criador, que se tornam revelados um contra o outro dentro de mim. Eu os sinto e existo entre eles como a linha média, que é meu “eu”. Não há nada exceto isso; eu existo entre duas forças.

O Novo Você


Recebi uma pergunta: Se a pessoa tem uma doença séria, está falida e está tendo problemas no seu casamento, tudo isso será consertado tão logo ela entre no mundo espiritual? Afinal, nós aprendemos que todos esses sofrimentos são dados à pessoa para que ela se corrija. De outro modo, como ela será capaz de dizer que o Criador é Bom e faz o Bem?

Minha resposta: Se o Criador é revelado a você, então você dirá que Ele é Bom e faz o Bem. Por exemplo: pense no tremendo sofrimento que Rabbi Akiva teve que suportar durante sua morte agonizante e, mesmo assim, ele ainda abençoava o Criador. Isso não é uma lenda sobre um mártir, mas um estado verdadeiro que cada um de nós pode experimentar – sofrer e ainda assim não sentir o sofrimento.

“O Criador é revelado” significa que eu revelo a qualidade de doação em mim, acima dos desejos egoístas. Junto com todo meu sofrimento, eu estou imerso em um oceano de bondade. De outra forma, como eu posso abençoar o Criador?

Nossos desejos egoístas jamais serão satisfeitos. A primeira restrição (Tzimtzuf Alef) nunca será anulada. Só podemos receber satisfação dentro de diferentes desejos – os Kelim de doação que construímos sobre nosso desejo de gozar.

Continuação da pergunta: Mas, nesses Kelim, me sentirei satisfeito ou faminto?

Minha resposta: Você se sentirá satisfeito, como o convidado que recebe prazer do fato de que o Anfitrião está recebendo prazer dele. Mas, você está recebendo prazer? Não! Aquele “você” sobre o qual você está perguntando hoje, o você egoísta, nunca receberá prazer!

Outro “você” – o você corrigido, aquele que recebe prazer do prazer do Anfitrião, receberá satisfação. Mas, aquele egoísta que só quer comer não receberá nada!

Continuação da pergunta: Então, eu serei satisfeito ou não?

Minha resposta: Sim, você será!

Continuação da pergunta
: Mas, como?

Minha resposta: Ao construir novos tipos de desejos dentro de você e através disso se tornando 613 vezes mais satisfeito! Contudo, esse prazer não será sentido nos seus desejos anteriores.

Isso é algo que nós não entendemos ainda. Isso constitui a diferença entre estar nesse mundo e no mundo vindouro. Contudo, isso virá.

Alcançando a Linha do Infinito


O Livro do Zohar descreve somente nossas qualidades internas; por isso a Cabalá é chamada a parte interna da Torah. Só nos parece que o mundo se desenvolve e se expande externamente, mas isso não é verdade. É o nosso egoísmo que nos faz sentir uma dispersão espacial.

Essa percepção exterior é oposta ao foco correto e à raiz espiritual. Além disso, a raiz é uma linha fina (Kav Dak), que atravessa toda a realidade no nível mais fundo. Então, nós temos que nos concentrar, focalizando-nos em nossos desejos e qualidades. Então, nós revelaremos um grau mais interno.

Na ciência da Cabalá aprendemos que nossa completa ascensão repousa em continuamente nos transferirmos para um Partzuf mais interno. Primeiro a concepção (Ibur – embrião) no Partzuf NeHY acontece; então o Partzuf interno HaGaT é construído dentro, que é o estágio da amamentação (Yenika). Então, HaBaD, um Partzuf ainda mais interno é construído – o estágio da maturidade (Mochin).

Dessa forma, nós completamos um Partzuf – um de 125 degraus para a completa correção. E agora? Agora um novo Partzuf começa, com um novo degrau de correção, como o próximo, andar mais alto, e ele também consiste dos mesmos três estágios – concepção (ou embrião), amamentação, e maturidade.

Dessa maneira, nós constantemente nos aprofundamos mais e mais até que alcançamos a linha do Infinito e nos amamentamos dessa linha. Por isso a busca de alguém deve sempre ser dirigida para dentro.

Deixe o Zohar Levar Você ao País das Maravilhas dos Desejos


Enquanto estudamos o Zohar, nós deveríamos nos concentrar somente no quadro interno onde tudo se conecta. Temos que nos aprofundar e não pensar sobre nada que permanece fora de nós. Nós temos que estar completamente mergulhados nesse livro, como se tivéssemos entrado num país de maravilhas e estivéssemos viajando por ele, desejando ver e aprender tudo que existe lá.

Escutamos vozes, vemos cores diferentes, e não entendemos o que está acontecendo ali, como nos afeta e o quanto nos afeta. Entramos no mundo de nossos desejos e qualidades, e estamos perambulando entre eles. Por exemplo: é como esses filmes onde a câmera penetra no corpo da pessoa e viaja através dos vasos sanguíneos, mostrando tudo que está acontecendo lá dentro. Da mesma forma, nós penetramos dentro de nós mesmos e ficamos rodeados por nossos desejos. Entramos em um mundo que consiste de nossas próprias qualidades e desejos, assim como as Luzes, Kelim e telas, que temos que imaginar.

Nós o podemos imaginar como se existíssemos dentro dele e ele nos rodeasse por todos os lados. Ou podemos imaginar que ele está dentro de nós e que sempre estamos escavando dentro dele tentando entendê-lo melhor.

Podemos imaginá-lo de diferentes formas, mas a coisa mais importante é não vinculá-lo à nossa atual realidade. No entanto, mais tarde descobriremos que essa realidade é também sentida dentro de nós.

O Zohar nos Instrui como um Professor Experiente


Ao ler O Livro do Zohar, toda pessoa tem que tentar encontrar um estado mais interno dentro de si. Nós não temos a capacidade de imaginar nenhum estado superior ao estado adjacente. Eu posso fantasiar infinitamente e pensar que estou imaginando o Mundo do Infinito, mas isso apenas parecerá ser dessa forma para mim, enquanto que, na realidade, eu descobrirei mais tarde que isso era apenas o próximo estado interior, ligeiramente mais elevado do que o meu estado atual.

Por isso, a pessoa deve direcionar toda a sua energia e todos os seus esforços na tentativa de discernir os desejos interiores e as qualidades que correspondem a cada palavra escrita no O Zohar. Por exemplo, “cidade,” “torre,” “ascender,” “descender,” “anjos,” “demônios,” “espíritos,” “os filhos de Efraim” – não importa o que ou quem está sendo descrito, tudo isso está se referindo aos desejos e qualidades interiores da pessoa.

O livro ou o autor está falando conosco como um adulto com uma criança, nos contando apenas as coisas que são apropriadas para nós. Nós não seremos capazes de ler nada além disso no Livro do Zohar, nem imaginar, ouvir ou ver além. Mas, de fato, o conteúdo deste livro é muito maior do que aquilo que vemos atualmente. Nós apenas não conseguimos ver isso por enquanto. Nós somos capazes de ver apenas uma pequena parte, como se nós estivéssemos sendo ensinados por um professor experiente que é capaz de nos dar apenas aquilo que é benéfico para nós, e nada além disso.

Por isso, nós não devemos temer dar tudo o que temos tentando encontrar os conceitos internos dentro de nós, os quais são descritos pelo texto a nossa frente. Nós vamos ascender a essas noções, vamos reconhecê-las e senti-las por um tempo, como uma criança que cresce durante um dia, uma semana ou um mês, e então é capaz de entender mais do que antes; ela ganha a habilidade de revelar coisas mais profundas, mais internas. Anteriormente, a criança não podia ver ou reconhecer essas coisas porque elas simplesmente estavam além do seu campo de visão.

O nosso desenvolvimento espiritual acontece da mesma forma: com a releitura do mesmo texto, nós vamos continuamente revelar novas qualidades internas e novas conexões.